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  • FORMAS DE POUPAR

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    andrealves

    Trabalho Remoto

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    andrealves

    Olá boa tarde,

    Recebi uma oportunidade que à primeira vista para mim pareceu-me muito interessante, em modo de Contractor (freelancer), mas depois ao fazer as contas à vida, acho que não é tão bom, tendo em conta o que terei de descontar.

    Depois de falar com um colega que também está no entrageiro, e trabalha remotamente para outros países, me dizer que não declarava seus rendimentos em Portugal deixou-me a pensar.

    No entanto, eu tou a pensar continuar a ter uma renda de uma casa em meu nome cá em Portugal.

    Queria vos perguntar, se será um problema receber todo o meu dinheiro (do meu empregador - que neste caso é uma empresa na Suiça), numa conta bancária alemã.

    E transferir apenas parte desse dinheiro, imaginemos 1000 euros, para a minha conta principal Portuguesa, e declarar o meu rendimento como esses 1000 euros.

    Sabem me indicar se o banco alemão comunicará com o banco Português? ao ponto de por exemplo identificar a origem da transferência, sendo uma conta também em meu nome, disseram-me que se trata de uma operação triangular, e que hoje em dia, rapidamente são identificadas, alguém confirma isso?

    Outra opção que pensei, foi deixar de ser residente fiscal e não declarar nada, como me torno um "não residente fiscal"? para além de não permanecer mais de 100 e poucos dias em Portugal? por exemplo, posso manter a renda em meu nome?

    Por favor ajudem-me, estou desmoralizado quando penso que metade do meu dinheiro vai para o estado =S

    Qual a melhor forma de agir aqui? Como fariam no meu caso?

    Li as regras do fórum e não li nada que não me permitisse colocar uma questão/pedir ajuda deste teor.

    Desde já, muito obrigado a todos e ao fórum.

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    JRJordao

    Quanto à possibilidade de receberes na Alemanha sem declarares cá, já ouviste falar no CRS?

    https://www.infosistema.com/pt-pt/crs/

    Segundo esta diretiva, o banco alemão irá reportar a tua conta ao fisco alemão, que por sua vez o enviará ao fisco português (o de residência).

    Edited by JRJordao

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    andrealves

    Boas JRJordao, 

    Obrigado pelo teu esclarecimento, de facto não conhecia, tava a tentar ser mais esperto que o sistema, mas claramente não será em 2018. 

    Parece que finalmente as coisas estão bem montadas, e já ninguém consegue fugir ao fisco, pelo menos pessoas com pequenos salários como o meu. 

    Enfim é triste isto, saber que não terei quaisquer privilégios sendo independente e no entanto estar no grupo de pessoas que da praticamente 50% ao estado, IRS e SS. 

    E por exemplo uma conta na Suíça? Também será obrigada a estar compliance com o CRS? Sendo o paraíso fiscal que é... 

    Edited by andrealves

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    JRJordao
    há 19 horas, andrealves disse:

    E por exemplo uma conta na Suíça? Também será obrigada a estar compliance com o CRS? Sendo o paraíso fiscal que é... 

    A Suíça vai começar o intercâmbio em 2018.

    http://www.oecd.org/tax/automatic-exchange/crs-implementation-and-assistance/crs-by-jurisdiction/crs-by-jurisdiction-2018.htm

    Ao longo deste ano, a lista de países aderentes vai atingir os 98.

    https://www.dn.pt/portugal/interior/fisco-vai-ter-acesso-a-contas-de-portugueses-em-98-paises-5127156.html

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    Guest CDCD

    Eu percebo a questão. Eu estou numa situação parecida, mas fiz tudo correctamente :) No meu caso é a Alemanha. Enquanto era residente fiscal lá usava o meu registo fiscal alemão (steuernummer), declarava lá os rendimentos, etc. Com o tempo fui fazendo progressivamente mais trabalho remoto e acabei por me voltar a tornar residente fiscal português por força disso -- nota que a residência fiscal é uma matéria de facto. A partir daí voltei a usar o meu registo português (nif), no caso, como trabalhador independente. 

    Se voltar a viver noutro país, terei de me registar lá, emitir facturas com esse registo, etc. Os anos de transição são os mais chatos porque implicam fazer duas declarações de rendimentos: todos no país onde se é residente fiscal, e locais no outro.

     

    Se quiseres fazer "batota", nem é tanto pela via bancária... por exemplo, eu sempre usei o meu banco português ao longo destes anos. Durante alguns anos a minha conta recebeu montantes sem eu declarar nada em Portugal. Não há problema, desde que os montantes tenha origem legal.

     

    A residência fiscal é uma questão de facto. Geralmente é onde a pessoa vive >= 183 dias ou no caso de isso não acontecer há uma série de factores para desempate. Acontece que no espaço schengen há livre circulação sem fronteiras, logo é difícil determinar quantos dias alguém vive onde. Se mantiveres várias moradas no espaço schengen na prática podes escolher qualquer uma delas como residência fiscal, e se a fonte de rendimentos provir desse país até é particularmente credível. No teu caso basta teres uma morada na Suiça e considerá-la como tua residência fiscal (i.e. se alguém de perguntar, vives lá >= 183 dias por ano). No caso de não manteres lá morada, existem serviços que oferecem moradas virtuais.

     

    Claro que sendo batota é um risco, e o fisco pode ter formas de pressionar. Na Alemanha as minhas contabilistas mandavam-me um formulário todos os anos onde havia um espaço para juntar recibos de voos, ou bilhetes de comboio, ou portagens mais combustíveis que provassem a permanência, embora nunca tenha precisado de preencher essa parte.

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