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  • FORMAS DE POUPAR

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    reembolso de irs

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    celiamartins

    Reembolso de IRS em três situações :  entregue em separado um contribuinte receberá 4000 euros e o outro receberá 1000 euros

    Mas, se for entregue em conjunto os dois receberão : 7000 euros 

    Neste caso de entrega conjunta acontece uma diferença de 2000 euros 

    Pergunta : como deverão ser divididos justamente esses 2000 euros pelos dois contribuintes ???

    Duas hipóteses :  1000 euros para cada um ( 2000:2 = 1000 )

    ou ,  dividir tendo em conta os rendimentos/ descontos de cada um  através de uma formula que encontre essa proporção, sendo que , o que aufere de mais rendimento anual irá receber sempre uma fasquia maior desses 2000 euros  

    Célia 

    Edited by celiamartins

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    Wakka

    Isto parece-me um problema conjugal e não de IRS.

    Para mim não há dúvida, se os dois juntos recebem mais 2000€ em entregar em conjunto ambos são beneficiados um pelo outro, logo se querem entrar em jogos de dividir dinheiro tem de ser a dividir por 2.

    Não querendo ser Doutor Amor, se existe esta dúvida numa questão tão simples havendo um membro a querer receber mais IRS que o outro porque desconta mais já há algo de errado  na relação.

    Se fosse eu esse dinheiro seria colocado numa poupança conjunta, mas cada um faz como quer.

    Cumprimentos e felicidades.

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    Guest PJA

    Se tivessem de pagar uma dívida comum ou as férias do vosso bolso, cada um contribuindo com uma parte, também iam dividir as despesas a meias ou na proporção dos rendimentos de cada um?

    Usem esse dinheiro para um desses fins e façam de conta que o dividiram dessa forma e pronto.

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    5coroas
    há 15 horas, Wakka disse:

    Isto parece-me um problema conjugal e não de IRS.

    Para mim não há dúvida, se os dois juntos recebem mais 2000€ em entregar em conjunto ambos são beneficiados um pelo outro, logo se querem entrar em jogos de dividir dinheiro tem de ser a dividir por 2.

    Não querendo ser Doutor Amor, se existe esta dúvida numa questão tão simples havendo um membro a querer receber mais IRS que o outro porque desconta mais já há algo de errado  na relação.

    Se fosse eu esse dinheiro seria colocado numa poupança conjunta, mas cada um faz como quer.

    Cumprimentos e felicidades.

    Problema conjugal? Mas será que todos os relacionamentos têm que obedecer à mesma cartilha romântica? Não vejo porque é que os assuntos financeiros no casal não possam ser tratados de forma justa e lógica (não é o mesmo que igualdade, pois muitas vezes a igualdade não é sinónimo de justiça. Se um é gastador e o outro é poupado, se um faz um esforço para ganhar mais, e o outro ganha pouco e não quer fazer mais para ganhar mais, etc, a divisão justa dos rendimentos/despesas/beneficios, parece-me até uma boa aposta para a continuidade da relação, pois sem esta separação financeira dificilmente iriam viver sem conflitos constantes, conflitos esses que são uma das principais causas dos divórcios. Mas sim, tenho que admitir que a maior parte das pessoas foram condicionadas a não pensar racionalmente neste assunto, associando o desejo individual de autonomia financeira com a ausência de verdadeiro amor, o que na minha opinião é não só uma estupidez como também uma autentica armadilha para muita gente.

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    Wakka
    há 43 minutos, 5coroas disse:

    Problema conjugal? Mas será que todos os relacionamentos têm que obedecer à mesma cartilha romântica? Não vejo porque é que os assuntos financeiros no casal não possam ser tratados de forma justa e lógica (não é o mesmo que igualdade, pois muitas vezes a igualdade não é sinónimo de justiça. Se um é gastador e o outro é poupado, se um faz um esforço para ganhar mais, e o outro ganha pouco e não quer fazer mais para ganhar mais, etc, a divisão justa dos rendimentos/despesas/beneficios, parece-me até uma boa aposta para a continuidade da relação, pois sem esta separação financeira dificilmente iriam viver sem conflitos constantes, conflitos esses que são uma das principais causas dos divórcios. Mas sim, tenho que admitir que a maior parte das pessoas foram condicionadas a não pensar racionalmente neste assunto, associando o desejo individual de autonomia financeira com a ausência de verdadeiro amor, o que na minha opinião é não só uma estupidez como também uma autentica armadilha para muita gente.

    Claro que não têm de obedecer a regra nenhuma, não é isso que está em questão. Além disso nenhum de nós sabe o que está por detrás da relação por isso estamos ambos a especular.
    Eu concordo que devam ser tratados da forma mais justa possível, dai ter dito que tem que ser a dividir por ambos igualmente.

    Aqui não estamos a discutir se um é gastador e outro é poupado mas sim o ordenado de ambos, que claramente um deles é bastante superior. 

    O "um esforço para ganhar mais" não é assim tão simples para muitas áreas e não me parece de todo que seja o caso com uma diferença tão acentuada parece-me antes um caso de percursos completamente diferentes em áreas completamente diferentes. Se um CEO de uma companhia for casado com uma empregada de limpeza, é pouco justo que o CEO espere que a empregada de limpeza ganhe o mesmo que ele. Há que ser realista. Se a empregada pode fazer um esforço para ganhar mais? Pode, mas será que irá ser o suficiente para deixar de haver divergências? Não me parece.

    Quanto ao post inicial, um suj. passivo B só irá receber mais porque o A ganha mais, e o A só irá receber mais porque o B ganha menos. O mais justo, entregando em conjunto, é dividir por 2.

    Isto sinceramente faz-me lembrar uma colega teve um filho e ficou em casa por baixa de risco e posteriormente por licença de gravidez (não trabalhou durante um ano inteiro) e no final do ano disse ao marido que o IRS deveria ser todo para ela porque ela não trabalhou e se não fosse ela, ele não receberia nada. O marido contra argumentava que ele é que descontou tudo e ela descontou 0. Para mim quando isto acontece há problemas sérios na lógica a usar. Este tipo de discussões nem fazem sentido.

    Óbvio que temos que ser o mais justos possível mas há que haver realismo, lógica, justiça e acima de tudo bom senso.

    Cumprimentos.

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    5coroas
    há 2 minutos, Wakka disse:


    Eu concordo que devam ser tratados da forma mais justa possível, dai ter dito que tem que ser a dividir por ambos igualmente.

     

    É neste seu conceito de justiça = dividir igualmente, que eu me oponho. Esse é o conceito de justiça Marxista, que beneficia sempre uma parte em detrimento de outra. Se eventualmente ambos concordarem voluntariamente que a divisão seja feita em partes iguais, eu aceito pois as pessoas devem ser livres de tomar as decisões que quiserem sendo estas racionais ou não racionais, justas ou injustas. Contudo a questão já muda de figura se essa decisão de divisão já não é tomada de forma livre, mas sim "forçada" por costumes ou ideais assentes em conceitos deturpados de Justiça. 

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    Wakka
    há 25 minutos, 5coroas disse:

    É neste seu conceito de justiça = dividir igualmente, que eu me oponho. Esse é o conceito de justiça Marxista, que beneficia sempre uma parte em detrimento de outra. Se eventualmente ambos concordarem voluntariamente que a divisão seja feita em partes iguais, eu aceito pois as pessoas devem ser livres de tomar as decisões que quiserem sendo estas racionais ou não racionais, justas ou injustas. Contudo a questão já muda de figura se essa decisão de divisão já não é tomada de forma livre, mas sim "forçada" por costumes ou ideais assentes em conceitos deturpados de Justiça. 

    Atenção que eu falo apenas na parte excedente!! Não estou a falar da totalidade. Concordo em absoluto em dividir justamente com base percentual ou outra forma qualquer que encontrem no restante valor, falo apenas da parte excedente em que ambos são beneficiados, cada um por causa do outro. 
    Para mim, neste excedente, nesta situação não há conta nenhuma que seja justa senão o dividir igualmente.
    Nenhuma parte está a ser beneficiada em detrimento de outra neste caso especifico.

    O A terá os seus 4000€ de IRS o B os seus 1000€ de IRS (ou outra formula qualquer) sendo que os 2000€ de excedente será dividido pelos dois. Isto foi o que quis dizer desde início, não sei se terei passado a mensagem correcta.

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    5coroas
    há 7 minutos, Wakka disse:

    Atenção que eu falo apenas na parte excedente!! Não estou a falar da totalidade. Concordo em absoluto em dividir justamente com base percentual ou outra forma qualquer que encontrem no restante valor, falo apenas da parte excedente em que ambos são beneficiados, cada um por causa do outro. 
    Para mim, neste excedente, nesta situação não há conta nenhuma que seja justa senão o dividir igualmente.
    Nenhuma parte está a ser beneficiada em detrimento de outra neste caso especifico.

    O A terá os seus 4000€ de IRS o B os seus 1000€ de IRS (ou outra formula qualquer) sendo que os 2000€ de excedente será dividido pelos dois. Isto foi o que quis dizer desde início, não sei se terei passado a mensagem correcta.

    Nesse caso estamos de acordo.Talvez eu o tenha compreendido mal. O excedente é proveniente de uma decisão conjunta que os irá beneficiar a ambos e que não resultaria sem o consentimento de ambos, logo a divisão pelos dois em partes iguais parece-me Justa.

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    Wakka
    há 2 horas, 5coroas disse:

    Nesse caso estamos de acordo.Talvez eu o tenha compreendido mal. O excedente é proveniente de uma decisão conjunta que os irá beneficiar a ambos e que não resultaria sem o consentimento de ambos, logo a divisão pelos dois em partes iguais parece-me Justa.

    Afinal sempre estivemos de acordo :)

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    Guest Celiamartins

    Antes de mais obrigada por responderem a este meu tópico tendo feito , claro , uma reflexão sobre o mesmo .

    Muito haveria a dizer sobre questões de igualdade e de justiça nos relacionamentos no que concerne  a questões financeiras e a questões de gestão da vida conjunta de casais com filhos .

    Pondo todas essas questões de parte , minha questão pretende apurar quem tem razão : se quem defende que esse dinheiro pertence numa proporção maior ao que desconta mais pois o bolo é  maior devido ao acumulo retido dos seus impostos . 

    Ou, se quem defende que essa diferença resulta de um benefício só possível devido à aplicação de uma fórmula em que os valores são calculados com base num rendimento mais baixo e que por isso o outro é  beneficiado independentemente do seu alto vencimento ? 

    Efectivamente a questão é : esses 2000 euros estão directamente correlacionados com a retenção de impostos do mais alto ? 

    Ou acontece um equilíbrio na retenção subindo por exemplo a taxa no menor e descendo a taxa do mais alto ? 

    Só gostava de entender esse mecanismo de cálculo .

    Obrigada pela vossa atenção 

     

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    celiamartins

    Antes de mais , obrigada aos que refletiram e comentaram este tópico que aqui publiquei .

    Muito haveria a dizer sobre justiça e injustiça nas relações conjugais no que concerne a questões financeiras e a questões de gestão da vida nas mais diversas situações e muito mais quando existem filhos .

    Pondo todos esses factores de parte , eu pretendi com esta questão tentar esclarecimentos sobre formas  de atribuir justamente o excedente aos dois contribuintes  .

    Ou seja , esses 2000 euros excedentes que resulta da entrega conjunta , esse dinheiro , só é possível apurar porque houve um contribuinte que ganha muito mais do que o outro e que por isso descontou também mais ? Ou , esses 2000 euros foram apurados devido a uma formula criada em função da disparidade entre os dois rendimentos em que a taxa do rendimento mais alto sofre uma diminuição e a taxa do que ganha menos sofre uma inflação ?

    Li algures que nestes casos é isto que acontece . E, assim sendo , parece-me comprovado que o que ganha mais beneficia claramente com o menor rendimento do outro .

    Com estes dados , a estarem correctos , parece-me mais claro qual a forma mais justa de atribuir o dinheiro .

    Digamos que gostaria de ter um esclarecimento mais técnico porque as questões de natureza moral ou de consciência têm mais que se lhe diga .

    obrigada

    Célia 

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    Wakka

    Para melhor responder à questão tem de colocar a demonstração dos rendimentos ou pelo menos o valor de dedução à colecta e descontos de ambos.
    Claro que um ao receber muito mais também descontou muito mais, estas duas estão sempre de mão dada, salvo excepções.

    O valor a receber ser maior pode ter a ver com muita coisa, ex: deduções feitas num contribuinte que não foram feitas no outro. 

    P.ex imaginando que a pessoa (vou chamar B ) é a que descontou menos mas tem um dedução de educação de 500€.
    A pessoa B, por diversos motivos vai receber a totalidade do descontado sendo que a dedução de educação não tem efeito na declaração.
    A pessoa A  não vai receber a totalidade do descontado.

    Ao adicionar outra pessoa à declaração a dedução de educação da pessoa B irá ter influência no valor conjunto a receber porque B tem uma dedução ao qual não beneficia porque já vai receber a totalidade dos descontos e  A tem mais descontos ao qual o B pode ir buscar.

    Não há uma conta "fácil". 

    Outro exemplo descomplicado, se um ganha 20.000€ anuais e tem uma taxa de 28,5% e outro 50.000€ e uma taxa de 45% em conjunto ambos terão uma taxa de 37% (70.000€) o que iria alterar o valor a receber de IRS.

    Edit: Discordo quando diz:

    Citação

    parece-me comprovado que o que ganha mais beneficia claramente com o menor rendimento do outro .

    O que ganha mais beneficia com o que ganha menos, mas o que ganha menos também beneficia com o que ganha mais, dai ter dito que a forma justa é sempre a dividir por 2 (o excedente). 

    Edited by Wakka

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    celiamartins

    Boa noite 

    Agora entendi a explicação .

    Muito obrigada .

    Célia 

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