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  • FORMAS DE POUPAR

  • Desconto Endesa


    JRJordao

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    Pessoalmente, também não tenho razão de queixa da Endesa.

    Se tentaram cobrar a clientes valores indevidos referentes ao mecanismo "travão do gás", acho bem que tenham sido expostos e forçados a rever a sua posição.

    Para além disso, parece-me já um circo mediático, talvez porque não há de momento nada mais "explosivo" para explorar. Memorandos internos do governo, contratos com empresas públicas, tudo que envolva a empresa é agora notícia de destaque.

    Como possível consequência positiva, a empresa ficando "debaixo da lupa" durante os próximos meses poderá empenhar-se na qualidade do serviço e competitividade tarifária, de forma a tentar reabilitar a imagem.

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    Que não mudes de casa, pois vão-se os amigos todos (foi o que me aconteceu). Não basta continuar cliente, tem de se continuar com o mesmo ponto de fornecimento. Não encontraste um tamanho de letra

    Uma coisa é o que dizem, outra é o que fazem. Tirado de outro fórum: Logo alguns estão a ser presenteados com aumentos.

    Eu sinceramente acho mau isso  promovem os vossos códigos. Mas depois querem aproveitar as promoções de boas vindas ora. Ao cancelarem e fazerem novo contrato, quem aderiu com o vosso código

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    Tenho muito má opinião da Endesa. Como estou envolvido no mercado da eletricidade tenho lidado com ex-clientes de várias empresas, e nunca vi tantos disparates senão em faturas provenientes da Endesa, bem como práticas muito pouco decentes e/ou transparentes. Este é apenas mais um na lista. Preços não são tudo, e ainda bem para quem nunca teve problemas, mas nunca recomendaria a Endesa a outra pessoa.

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    Acho que a Galp ia pelo mesmo caminho, mas conseguiu travar mais cedo :D

    https://eco.sapo.pt/2022/08/03/galp-reune-com-erse-a-proposito-do-mecanismo-iberico-que-quer-travar-preco-da-eletricidade/

    Será possível que estas empresas não tinham percebido como (não) podiam propagar os seus custos com este mecanismo? Que achavam aceitável todos pagarem pelo desconto dos clientes de tarifa indexada? 🤦‍♂️

    Claro que podem sempre fazê-lo de forma dissimulada, aumentando o preço por kWh... Não percam o próximo episódio desta novela.

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    há 16 horas, ruicarlov disse:

    Tenho muito má opinião da Endesa. Como estou envolvido no mercado da eletricidade tenho lidado com ex-clientes de várias empresas, e nunca vi tantos disparates senão em faturas provenientes da Endesa, bem como práticas muito pouco decentes e/ou transparentes. Este é apenas mais um na lista. Preços não são tudo, e ainda bem para quem nunca teve problemas, mas nunca recomendaria a Endesa a outra pessoa.

    Concordo. Já ajudei a resolver vários casos, para além de ter acontecido comigo, em que ignoram as contagens enviadas quer pelo cliente, quer pela distribuidora, a favor da estimativa deles. Para além de explicitamente ilegal usar estimativas quando há contagens dadas, é uma dificuldade enorme de resolverem. Até já aconteceu ver casos em que a mesma luz foi paga duas vezes pois muda-se de comercializador e, corretamente, o novo comercializador começa a faturar a partir das contagens reais fornecidas enquanto que as estimativas da endesa já iam muito à frente. Normalmente são meses para devolver o que foi pago a mais, sistematicamente a dizer que devolvem em x dias e nada.

    Editado por megamaster
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    Esta medida é mais uma forma socialista habitual de querer intervir e distorcer o mercado. As tuas questões estão mal colocadas. Em vez de: 

    há 1 hora, JRJordao disse:

    Será possível que estas empresas não tinham percebido como (não) podiam propagar os seus custos com este mecanismo?

    Deverias: será possível que os governos ibéricos não tenham percebido que estas empresas (e outras como a banca por ex) iriam passar os aumentos de custos para os seus clientes, como fazem habitualmente?

    Em vez de:

    há 1 hora, JRJordao disse:

    Que achavam aceitável todos pagarem pelo desconto dos clientes de tarifa indexada? 🤦‍♂️

    Que achem aceitável que os consumidores do mercado livre suportem o desconto do mercado regulado? Sejam uns e outros ricos e pobres?

    Se alguma destas empresas começar a dar prejuízos, vamos nós todos "ajudar" a suportar ou só vale taxar lucros "excessivos" (whatever that means)?

    Se alguma destas empresas for ao charco, vai o Estado intervir e resgatar a empresa como tem vindo a fazer na banca, TAP, Efacec e afins? Ou os trabalhadores e fornecedores destas empresas não tem peso ou fazem lobby de forma suficiente?

    Tudo isto cheira mal, mas vindo de governos nauseabundos não espanta. O que espanta é como ainda permanecem no poder.

     

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    Alto lá. Que uma coisa fique bem clara. A existência do mecanismo não veio aumentar os custos da eletricidade. O que aconteceu foi que o preço do gás que já estava mau antes de Junho, agravou-se substancialmente no último mês com o quase fecho do Nord Stream 1. A existência do mecanismo tem permitido baixar o preço de venda do mercado diário, não tanto como o desejado, mas tem diminuído. Quem recorre a fora da OMIE para o fornecimento de energia não tem de pagar nenhuma compensação às centrais a gás. Quem recorre à OMIE para comprar energia está a pagar menos do que caso não existisse este mecanismo. 

    Logo não é uma questão de o mercado de preço fixo suportar o preço indexado, pois todo o "preço fixo" que esteja exposto de alguma forma ao mercado ibérico apanha por tabela com os preços super elevados deste, logo qualquer medida que baixe o preço que se paga na OMIE também é benéfico para esses.

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    Portanto, pelas tuas palavras, é garantido que NENHUM consumidor verá a sua FATURA agravada devido a este mecanismo, certo?

    Então quem é que afinal irá pagar o défice tarifário? Se o preço está tabelado a um valor inferior ao praticado, existe um défice que terá de ser suportado por alguém. O governo tem dito que será o sistema a suportar, omitindo quem faz parte do sistema (empresas e também consumidores).

    Ou eu estou a ver muito mal este filme ou então parece-me evidente que haverão consumidores a ficar com a fatura mais cara (a eletricidade poderá ter o mesmo custo mas virá uma qualquer taxa de solidariedade ou algo do género) porque simplesmente não acredito que as empresas acarretem esses prejuízos. E caso assim seja definido, seguramente virá algum apoio/subsídio estatal para compensar as perdas e aí lá está novamente o contribuinte a chegar-se à frente.

    • Gosto 1
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    Não há criação de défice tarifário.

    O mercado de eletricidade é marginalista, ou seja, pagamos a energia ao preço do produtor mais caro que entra no mercado. Todos os produtores que entram recebem o mesmo valor por kWh, independentemente de terem custos baixos ou não. Logo num mercado normal sem intervenção, nos últimos dias (31 de Julho, por exemplo) ter-se-ia pago cerca de 250€/MWh a todos os produtores, fossem eles a gás, solares, eólicos, hídricos, etc.

    O problema deste modelo é que as centrais fósseis estão com um custo de energia caríssimo e mesmo as tecnologias baratas, como o solar, eólico e hídrico, recebem montantes astronómicos pela energia que produzem que não lhes custa nem 1/5 ou até 1/10 do preço a que a vendem.

    Foi aqui que entrou o mecanismo. Ao fixar o tecto do gás, as centrais fósseis  têm ofertas a preço mais baixo, como por exemplo preços de 110€/MWh. Mas naturalmente que a operar a esses preços estas centrais têm um prejuízo enorme, daí ser necessário pagar uma compensação com base na diferença entre os 40€ do gás e o preço real dele e a quantidade de gás usada no mix energético. Para o dia 31 esse cálculo deu cerca de 90€/MWh. Logo quem compra energia no mercado vai pagar 110€/MWh do preço do leilão diário mais 90€/MWh do mecanismo do ajuste, totalizando 200€/MWh. O custo do mecanismo é pago na hora, não fica para défice. Mesmo assim compensa porque sem ele um comprador ia pagar 250€/MWh.

    A chave para se ter conseguido esta redução é que deixamos de pagar TODA a energia a 250€/MWh. Na prática continuamos a pagar esse preço pela energia das centrais fósseis, mas os produtores renováveis que vão a mercado deixam de receber uns estratosféricos 250€/MWh e passam apenas a receber o preço do leilão, os 110€/MWh.

    Logo nenhum consumidor vai ter o seu preço aumentado por causa do mecanismo em si. Aumentos na fatura vêm do piorar da situação do gás, que antes da entrada em vigor do mecanismo custava cerca de 80€ por MWh de gás e agora custa perto de 120€. E cada aumento de 1€ no gás representa aproximadamente 2€ de aumento no preço da energia.

    Também não ajuda nada termos uma enorme seca. Se o Verão já de si é dado a usarmos mais gás do que no Inverno, este ano está ainda pior. Quanto entram mais renováveis no sistema, o valor da compensação é menor, já que é proporcional à quantidade de gás usado.

     

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    A 03/08/2022 às 12:20, Louie disse:

    Ou eu estou a ver muito mal este filme

    Pois, parece. Um problema de raiz é que os produtores recebem todos de acordo com o valor licitado pelo ultimo produtor a entrar na produção daquele dia e não de acordo com o valor que cada um licitou. Isto sim, distorce o mercado e cria muita oportunidade para manipulação por parte das empresas produtoras. 

    Ora, uma entidade propor vender a um preço e depois atirarem-lhe com mais um x para cima, esse x representa um lucro excessivo ou injustificado. Usando linguagem da teoria capitalista é uma externalidade sendo que, de acordo com o cânone do capitalismo liberal, as mesmas devem ser corrigidas por ação de governos ou outras entidades com competência para regular o mercado, de forma a repôr o equilibrio competitivo do mesmo.

    Quanto ao mecanismo em questão, provavelmente não é o melhor, parece no entanto ser o que é possível dada a teia de contratos existentes não permitir a eliminação do mecanismo enviesado que paga a toda a gente o valor do licitante mais alto a entrar no sistema, o que foi criado para beneficiar as renovaveis quando estas eram caras e agora acaba a beneficiar o gás dadas as atuais circumstâncias.

    Editado por megamaster
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    A 01/08/2022 às 07:15, JRJordao disse:

    Esses 16 kWh correspondem ao teu consumo dos 3 últimos dias faturados (24 a 26 julho)?

    P.S. Baixaram-me o preço do consumo em julho (Tarifa aniversário)

    image.png.f7e7a5fbf1edca651b50e97e9c4e9cc0.png

    Não te respondi mais cedo porque não consegui aceder ao forum durante dias, pelos vistos fui caso único.

    Esses 16 kWh dizem respeito aos dias 16 a 18 de julho, que foram os últimos dias de faturação.

    A mim também reduziram o preço em Julho (Plano E-luz) para 0,133575 €, depois ainda tenho o desconto de 14%.

    A 02/08/2022 às 06:19, freitax disse:

    A mim também me baixaram o consumo em julho.

    image.thumb.png.245bd173bcdc7bdc635c413716364a92.png

    Que belos preços. Pelos vistos estou a ser roubado na Endesa.

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    há 4 minutos, Filip€ disse:

    Não te respondi mais cedo porque não consegui aceder ao forum durante dias, pelos vistos fui caso único.

    Esses 16 kWh dizem respeito aos dias 16 a 18 de julho, que foram os últimos dias de faturação.

    A mim também reduziram o preço em Julho (Plano E-luz) para 0,133575 €, depois ainda tenho o desconto de 14%.

    O fórum esteve inacessível nos últimos dias.

    Entretanto a Endesa comprometeu-se a manter os preços até ao final do ano. Todos os que são clientes devem ter recebido o e-mail.

    Penso por isso que te deverão devolver esse item extra da fatura de julho.

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    há 1 hora, Filip€ disse:

    Que belos preços. Pelos vistos estou a ser roubado na Endesa

    De experiência, a endesa tende a ser um pouco como nas telecomunicações. Vão-te aumentando e tens de ameaçar que mudas para te reporem os preços a um nivel mais razoável

    • Obrigado 1
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    a mim com tarifa aniversario, tambem me baixaram a fatura para 0.08€.

    Sinceramente estou na endesa há uns 5 anos e desde aí o valor mensal tem sido bem menor do que pagava À EDP. Por esse motivo: Cliente Fidelizado!

    Codigo amigo: 306847647

    Editado por vila
    • Voto Positivo 1
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    A 03/08/2022 às 14:30, ruicarlov disse:

    Não há criação de défice tarifário.

    O mercado de eletricidade é marginalista, ou seja, pagamos a energia ao preço do produtor mais caro que entra no mercado. Todos os produtores que entram recebem o mesmo valor por kWh, independentemente de terem custos baixos ou não. Logo num mercado normal sem intervenção, nos últimos dias (31 de Julho, por exemplo) ter-se-ia pago cerca de 250€/MWh a todos os produtores, fossem eles a gás, solares, eólicos, hídricos, etc.

    O problema deste modelo é que as centrais fósseis estão com um custo de energia caríssimo e mesmo as tecnologias baratas, como o solar, eólico e hídrico, recebem montantes astronómicos pela energia que produzem que não lhes custa nem 1/5 ou até 1/10 do preço a que a vendem.

    Foi aqui que entrou o mecanismo. Ao fixar o tecto do gás, as centrais fósseis  têm ofertas a preço mais baixo, como por exemplo preços de 110€/MWh. Mas naturalmente que a operar a esses preços estas centrais têm um prejuízo enorme, daí ser necessário pagar uma compensação com base na diferença entre os 40€ do gás e o preço real dele e a quantidade de gás usada no mix energético. Para o dia 31 esse cálculo deu cerca de 90€/MWh. Logo quem compra energia no mercado vai pagar 110€/MWh do preço do leilão diário mais 90€/MWh do mecanismo do ajuste, totalizando 200€/MWh. O custo do mecanismo é pago na hora, não fica para défice. Mesmo assim compensa porque sem ele um comprador ia pagar 250€/MWh.

    A chave para se ter conseguido esta redução é que deixamos de pagar TODA a energia a 250€/MWh. Na prática continuamos a pagar esse preço pela energia das centrais fósseis, mas os produtores renováveis que vão a mercado deixam de receber uns estratosféricos 250€/MWh e passam apenas a receber o preço do leilão, os 110€/MWh.

    Logo nenhum consumidor vai ter o seu preço aumentado por causa do mecanismo em si. Aumentos na fatura vêm do piorar da situação do gás, que antes da entrada em vigor do mecanismo custava cerca de 80€ por MWh de gás e agora custa perto de 120€. E cada aumento de 1€ no gás representa aproximadamente 2€ de aumento no preço da energia.

    Também não ajuda nada termos uma enorme seca. Se o Verão já de si é dado a usarmos mais gás do que no Inverno, este ano está ainda pior. Quanto entram mais renováveis no sistema, o valor da compensação é menor, já que é proporcional à quantidade de gás usado.

     

    Dá para ver ver que percebes do assunto, contudo, não explicaste ou eu não percebi, quem paga a diferença do preço de mercado para o preço tabelado. Asseguras que não é o consumidor e eu tenho sérias dúvidas que sobre apenas para as empresas.

     

    A 05/08/2022 às 16:03, megamaster disse:

    Pois, parece. Um problema de raiz é que os produtores recebem todos de acordo com o valor licitado pelo ultimo produtor a entrar na produção daquele dia e não de acordo com o valor que cada um licitou. Isto sim, distorce o mercado e cria muita oportunidade para manipulação por parte das empresas produtoras. 

    Se isto é verdade, então não faz qualquer sentido. 

    Eu não vejo distorção nenhuma. Vejo apenas um mercado concorrencial a funcionar, neste caso mal se realmente é como dizes, por obrigar todos a comprar ao preço definido por 1.

     

    A 05/08/2022 às 16:03, megamaster disse:

    Usando linguagem da teoria capitalista é uma externalidade sendo que, de acordo com o cânone do capitalismo liberal, as mesmas devem ser corrigidas por ação de governos ou outras entidades com competência para regular o mercado, de forma a repôr o equilibrio competitivo do mesmo.

    Isso não é o cânone do capitalismo liberal é apenas a visão Keynesiana do mesmo. Um mercado só é verdadeiramente livre e concorrencial sem intervenções de qualquer espécie no seu funcionamento. Só assim se pode aferir a sua competitividade. E não é o que tem acontecido na última década, pois os mercados têm sido suportados por políticas orçamentais dos Estados e pelas politicas monetárias dos BC's. Todo este crescimento dos últimos anos é artificial e ilusório.

     

    A 05/08/2022 às 16:03, megamaster disse:

    o que foi criado para beneficiar as renovaveis quando estas eram caras e agora acaba a beneficiar o gás dadas as atuais circumstâncias.

    Mais um exemplo de intervencionismo que acaba a distorcer o mercado. Neste caso, criar uma discriminação para favorecer a ideologia dominante e agora ironicamente o feitiço vira-se contra o feiticeiro e a solução é continuar a distorção por outra via. Bravo!

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    há 1 hora, Louie disse:

    Um mercado só é verdadeiramente livre e concorrencial sem intervenções de qualquer espécie no seu funcionamento.

    É como o comunismo, o problema é que ninguem o fez corretamente, ou seja, é uma utopia, não existe nem nunca existirá. 

    há 1 hora, Louie disse:

    Isso não é o cânone do capitalismo liberal é apenas a visão Keynesiana do mesmo.

    Que é a versão de longe mais aceite, ou seja, do cânone.

    há 1 hora, Louie disse:

    Eu não vejo distorção nenhuma. Vejo apenas um mercado concorrencial a funcionar, neste caso mal

    Dizer dostorsão ou mau funcionamente vai dar ao mesmo...

    há 1 hora, Louie disse:

    Mais um exemplo de intervencionismo que acaba a distorcer o mercado

    ...afinal concordas

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    há 5 horas, Louie disse:

    Dá para ver ver que percebes do assunto, contudo, não explicaste ou eu não percebi, quem paga a diferença do preço de mercado para o preço tabelado. Asseguras que não é o consumidor e eu tenho sérias dúvidas que sobre apenas para as empresas.

    Paga quem compra energia no mercado. Por exemplo eu tenho uma tarifa indexada à OMIE, que varia consoante o valor do mercado. Desde meados de Junho que passei a pagar o mecanismo de ajuste.

    Um cliente que tenha uma tarifa fixa com uma comercializadora que tenha comprado antecipadamente toda a energia com um contrato bilateral, ou seja, sem comprar no mercado diário, não paga o mecanismo de compensação pois a comercializadora não comprou a sua energia na omie e portanto não tem esse custo.

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    A 08/08/2022 às 11:14, megamaster disse:

    ...afinal concordas

    A sério que é esta a tua conclusão? Tem tanto de surpreendente como de bizarra. Poupemos o nosso tempo e o dos outros com debates ideológicos.

     

    A 08/08/2022 às 15:06, ruicarlov disse:

    Paga quem compra energia no mercado. Por exemplo eu tenho uma tarifa indexada à OMIE, que varia consoante o valor do mercado. Desde meados de Junho que passei a pagar o mecanismo de ajuste.

    Então afinal confirmas que haverão consumidores que irão pagar mais, tal como eu disse desde o inicio.

    Parece que afinal estava a ver bem o filme e para quem ainda tiver dúvidas:

     

    Screenshot_2022-08-08-16-27-26-15_f541918c7893c52dbd1ee5d319333948.jpg

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    Citação

    Quem “paga” o ajuste?

    O ajuste aparece como uma parcela adicional na fatura de eletricidade dos consumidores que beneficiam da sua aplicação. Estes são:

    - consumidores expostos aos preços dos mercados grossistas, com tarifas indexadas, tipicamente consumidores industriais;
    - consumidores com tarifas fixas (não indexadas) mas que renovaram ou assinaram um novo contrato após 26 de Abril.

    fonte: https://eco.sapo.pt/especiais/afinal-como-funciona-o-travao-ao-preco-do-gas/

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    A 12/08/2022 às 15:24, Louie disse:

    Então afinal confirmas que haverão consumidores que irão pagar mais, tal como eu disse desde o inicio.

    Não. Precisamente por ter uma tarifa indexada é que vou pagar menos.

    Claro que tem uma tarifa fixa paga ainda menos devido à altura em que contratou.

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    A 13/08/2022 às 20:27, ruicarlov disse:

    Não. Precisamente por ter uma tarifa indexada é que vou pagar menos.

    Claro que tem uma tarifa fixa paga ainda menos devido à altura em que contratou.

    Parece-me que estás a falar de coisas diferentes. Eu estou a falar em geral, onde comprovadamente pelos exemplos acima há consumidores que vão pagar o ajuste e tu estás a falar do teu caso em particular onde isso não se verifica.

    Não há almoços grátis, tudo se paga. E tal como eu disse desde o inicio a fatura iria ser paga por alguém.

    A medida até pode ser positiva, até pode atenuar um pouco os efeitos das subidas dos preços, mas está muito longe daquilo que foi apregoado pelos governantes. Venderam-nos o peixe de que os consumidores não iriam pagar aumentos e que seria o "sistema", leia-se as empresas. Mas só quem anda de olhos vendados é que poderia acreditar em tal conto de fadas. Já se sabe que o PM é um bom vendedor de banha da cobra, só não entendo como ao fim de 7 anos ainda há tanta gente a cair na esparrela.

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    Eu acabei que dizer que pago o ajuste. Tenho lá bem explicito na parte final fatura em "Outros" o mecanismo de ajuste. Só que também pago menos pelo kWh que vem nas primeiras linhas da fatura.

    Só os consumidores cujos comercializadores estão expostos ao mercado diário é que poderão ver isso refletido. Aqueles cuja energia foi contratada a prazo para já não sentem nenhuma alteração. Logo é o "sistema" que paga o custo deste mecanismo, o que não invalida que a eletricidade vá aumentar brevemente no mercado liberalizado devido à crise do gás que atravessamos. Quando o governo fala de não haver aumentos fala claramente da tarifa regulada, pois as ofertas comerciais liberalizadas são as várias empresas que o fazem, consoante as suas condições.

    Podemos olhar por exemplo para o que aconteceu à EDP no primeiro trimestre, devido à falta de produção hídrica:

    Citação

     

    Para compensar a falta produção hídrica (renovável), a EDP registou um "aumento significativo do recurso à produção térmica no mercado ibérico [quase mais 160% com recurso a gás natural e mais 162% com carvão em Espanha, ambas fontes fósseis e poluentes], que aumentou para 2,4TWh". Resultado: as emissões poluentes da empresa também aumentaram 35% neste início de 2022, face ao período homólogo. 

    Outro impacto importante no trimestre esteve relacionado com a volatilidade nos mercados grossistas, que retiraram também mais 400 milhões às contas da EDP. 

    Este défice hídrico resultou na necessidade de um volume equivalente de compras de eletricidade no mercado grossista ibérico, por forma a satisfazer o consumo da carteira de clientes, num trimestre de preços máximos históricos (preço médio de eletricidade de 229 euros por MWh no primeiro trimestre, uma subida homóloga de 407%)", refere a empresa em comunicado, sublinhando o prejuízo causado pelo "forte aumento do custo da eletricidade vendida, não repercutido na carteira de clientes

     

    Tiveram de recorrer ao mercado grossista e pagar a peso de ouro a energia que faltava aos planos que tinham. Claro que cabe sempre à empresa decidir se repercute este custo aos clientes ou não, na proporção do desvio que tiveram.

    O que se tem de estar alerta é se algumas empresas estão a aproveitar indevidamente este medida e aplicar por inteiro a compensação por MWh para encaixar ali uns aumentos descartando-se da responsabilidade "não somo nós, é uma taxa do governo".

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    A 16/08/2022 às 17:38, ruicarlov disse:

    "não somo nós, é uma taxa do governo".

    Foi o governo que no final de 2021 "ordenou" a produção hídrica em excesso para fazer face a alguns aumentos que já se estavam a verificar e com essa decisão hipotecou essa possibilidade no inicio deste ano.

    Mais: o governo com o seu "progressismo renovável" que de forma provinciana encerrou precocemente a última central a carvão do país para agora andarmos a importar energia produzida a carvão de Espanha, como referes.

    A EDP também não fica bem na fotografia no meio disto tudo, mas o que se vê são decisões governativas a distorcer o mercado, a hipotecar o futuro do setor e a depauperar a carteira dos contribuintes.

    Mas a malta fica descansada porque o costa bate o pé a todos e o galamba confere as faturas, distraindo-se da sangria que vai ocorrendo nas suas contas e nas do país.

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    Valdemar Machado
    há 5 horas, Louie disse:

    Foi o governo que no final de 2021 "ordenou" a produção hídrica em excesso para fazer face a alguns aumentos que já se estavam a verificar e com essa decisão hipotecou essa possibilidade no inicio deste ano.

    Onde viste essa "ordem"?

    há 5 horas, Louie disse:

    Mais: o governo com o seu "progressismo renovável" que de forma provinciana encerrou precocemente a última central a carvão do país para agora andarmos a importar energia produzida a carvão de Espanha, como referes.

    Aquela central só estava a "funcionar" porque recebia 100 M€ ao ano dos consumidores mesmo sem produzir. A ERSE fez as contas e disse que esta não era necessária para o sistema. O ano passado teve desde Abril até Novembro sem produzir energia, produziu em Novembro para gastar o carvão que tinha lá encostado. 

    Aquele ponto de ligação da rede está agora disponível para projetos de energia renovável. Já foi feito um concurso em que se candidataram os principais players ibéricos e daqui a uns anos vamos ter ali verdadeiro ativo do país, que nos permitirá reduzir a dependência dos combustíveis fosseis.

    • Obrigado 1
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    • 2 weeks later...
    A 12/08/2022 às 15:24, Louie disse:

    A sério que é esta a tua conclusão? Tem tanto de surpreendente como de bizarra. Poupemos o nosso tempo e o dos outros com debates ideológicos.

    Tu é que vieste para aqui com ideologia. É sempre, arrisco-me a dizer, bizarro, quando pessoas mais de direita falam com base claramente ideologica, mas quando confrontados com alguma coisa dizem que os outros é que são ideologicos

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