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    Manuel Jero

    Dívida no estrangeiro - Ajuda por favor

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    Manuel Jero

    Bom dia,

     

    Emigrei para o reino unido e vida estava a correr bem até o referendo de 2016 ter acontecido. O ambiente tornou-se algo hostil, até já mandaram bocas racistas ao meu filho e temo pela segurança dele. A economia está a afundar, e por motivos familiares também queremos voltar para PT. Eu já tenho uma boa ideia de negócio e tenho até clientes, mas o problema é que no primeiro ano o lucro vai só dar para sobreviver.

    A minha questão tem a ver com dívidas que vou deixar no RU, infelizmente ainda tenho que liquidar cerca de £29000. O salário que tenho aqui é alto e dava para pagar isso no prazo estabelecido, em 2022 teria esta divida paga se ficasse cá. Mas o problema é que o dinheiro que tenho de lado e que é menos que 1/3 do valor em divida vai servir para investir no novo negocio em PT, ou seja vou ter que sair daqui sem poder pagar a dívida do RU. Eu diria que vou ficar aproximadamente 2 anos sem poder pagar uma prestação.


    Eu tenho 2 opções aqui:

    1. Escrevo uma carta ao banco sem revelar detalhes do meu novo destino e de forma lamentável explico que fui forçado a sair do RU por motivos de segurança da minha família e que não esperava que isto acontecesse pois o país hoje não é mesmo país que era em 2014 quando fiz os créditos, e sobretudo depois de ter ouvido que vai haver racionamento de alimentos e eletricidade quando saírem em Abril 2019, isto não me inspira segurança e não quero cá estar quando isso acontecer (nem consigo perceber como é que a 5ª (agora 6ª) maior economia mundial se mete numa alhada destas, mas enfim).
    Ofereço-me para liquidar a divida assim que puder. No entanto segundo as regras da EU, se eu admitir que tenho a dívida é mais fácil para o banco recuperar, se eu negar ou fingir que nunca existiu torna-se mais complicado para eles recuperarem. Eu pretendo pagar a dívida, sinto-me moralmente mal se não o fizer mas tenho receio que os juros de mora sejam demasiado altos.

    2. Simplesmente saio daqui sem dizer nada, eles vão mandar cartas para esta morada e claro, já não vou cá estar. Depois vão obviamente tentar descobrir onde vivo em PT e provavelmente vender a dívida a uma empresa portuguesa. E depois essa empresa vai bater-me à porta mas pelo que li, não tenho que pagar ou ceder nada a não ser que haja um mandato de execução fiscal por parte de um tribunal Português.

     


    Resumindo, eu não sei bem o que fazer pois se me oferecer de boa vontade para pagar a dívida o banco pode ou não aceitar o período de carência até 2020. Por outro lado, se eu não disser nada provavelmente vai ser mais moroso para eles pois a justiça portuguesa é algo lenta e podem acabar por desistir.


    Alguém já passou por algo semelhante?

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    Visitante PJA
    há 21 horas, Manuel Jero disse:

    Eu pretendo pagar a dívida, sinto-me moralmente mal se não o fizer mas tenho receio que os juros de mora sejam demasiado altos.

    Pelo que percebi pretende pagar mas só daqui a uns anos... Vai ter de pagar os juros na mesma... E, dependendo do seu contrato, provavelmente até mais umas comissões de falta de pagamento e coisas afins.

    há 21 horas, Manuel Jero disse:

    Resumindo, eu não sei bem o que fazer pois se me oferecer de boa vontade para pagar a dívida o banco pode ou não aceitar o período de carência até 2020. Por outro lado, se eu não disser nada provavelmente vai ser mais moroso para eles pois a justiça portuguesa é algo lenta e podem acabar por desistir.

    Olhe que a justiça portuguesa provavelmente não terá muito a dizer nesse caso... Não conte que o processo passe para cá, pelo menos não numa primeira fase.

    Fale com o banco, avise que prevê que vai atravessar uma fase complicada para pagar e veja as propostas que lhe fazem. O mais provável é que assim que souberem que vai sair do país, façam tudo para reaver o dinheiro o mais depressa possível, mas só o saberá depois de ir falar com eles. É isso que faz uma pessoa de bem, como diz que é o seu caso.

     

    Quanto às ameaças e ambiente hostil, pondere se vale a pena apresentar uma queixa na polícia local, por exemplo. Se não for caso disso, mas apenas palavra sem intenção, se calhar mais vale aprender a ignorá-las - racismo e maledicências há em todo o lado, mesmo em Portugal (onde provavelmente também vai passar a ouvir bocas de que não a quiserem lá no RU ou que foi trabalhar para fora e em vez de poupar estourou o dinheiro todo).

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    Manuel Jero
    A ‎10‎/‎08‎/‎2018 às 17:43, Visitante PJA disse:

    Olhe que a justiça portuguesa provavelmente não terá muito a dizer nesse caso... Não conte que o processo passe para cá, pelo menos não numa primeira fase.

    Sim, então assumo que ainda assim pode passar para PT, mas pode demorar tempo.

     

    A ‎10‎/‎08‎/‎2018 às 17:43, Visitante PJA disse:

    Quanto às ameaças e ambiente hostil, pondere se vale a pena apresentar uma queixa na polícia local, por exemplo. Se não for caso disso, mas apenas palavra sem intenção, se calhar mais vale aprender a ignorá-las - racismo e maledicências há em todo o lado, mesmo em Portugal (onde provavelmente também vai passar a ouvir bocas de que não a quiserem lá no RU ou que foi trabalhar para fora e em vez de poupar estourou o dinheiro todo).

    A polícia não está muito preocupada com isso, só fazem alguma coisa se houver agressão física porque garante prova. Não estou muito preocupado com o que me dizem em PT, pois pelo menos fiz o esforço de encontrar algo melhor em vez que estar constantemente a queixar-me como fazem os meus amigos, são daqueles tipos que criticam os salários dos jogadores de futebol mas não faltam a um jogo.

    Eu agradeço as suas sugestões, sobretudo a parte do "poupar e estourar o dinheiro", já me sinto melhor. Na verdade eu até tenho aqui uma bola de cristal que com certeza falhou em prever que o resultado do referendo iria ter um impacto negativo na minha vida e de muitos outros tendo em conta que em 2014 a economia aqui estava em "full steam" e ninguém falava em sair da UE.

    Sarcasmo à parte, eu até consegui poupar dinheiro inicialmente, mas certas circunstâncias da vida colocaram-me igualmente em dívida. Como eu referi, o salário que tenho aqui é bastante alto e eu sei que conseguiria liquidar a dívida dentro do prazo previsto, mas infelizmente as coisas mudaram como resultado de uma decisão na qual eu não tive controlo. Quando é a segurança da minha família que está em questão não há dinheiro que pague isso, daí ter que sair.

     

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    Visitante Miguel pt

    Manuel Jero,estou na mesma situação!

    Por motivos de insegurança e pouca confiança no futuro pretendo voltar a Portugal. A divida que tenho é relativamente menor, mas mesmo assim uma divida. Fazia planos para ficar mas com o aumento das hostilidades e mudanças de leis que iram afectar não só a mim como o futuro do meu filho torna se complicado ficar.

    Como resolveu a sua situação?

    Tenho estado a pesquisar e vi que depois do brexit sera dificil a cobrança de dividas por perderem a jurisdição.

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