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  • FORMAS DE POUPAR

  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    A 10/09/2020 às 16:04, Bedrock disse:

    Tu és um tipo um pouco complicado, mas hoje até estou com paciência.

    Que eu saiba, num gráfico uma reta que une 2 pontos de valor diferente, tem de ser oblíqua, tendo uma inclinação positiva se os valores são crescentes ao longo do tempo, e tem uma inclinação negativa se os valores são decrescentes. A reta horizontal une pontos com os mesmos valores, e como tal tem uma inclinação de zero.

    Em linguagem futebolística, o que interessa e o que conta é o resultado final depois do árbitro dar o último apito. Aqui o último apito chama-se resgate/venda dos ativos, pelo que é secundário como durante o jogo vai flutuando o resultado ou os preços/cotação dos ativos, porque o que conta para as performances é a cotação de saída versus a cotação de entrada, sendo que na entrada ninguém está a perder jogo nenhum, como é lógico, logo mais importante do que a entrada é o tempo de saida, e aqui o árbitro é o investidor que vai decidir quando quer acabar com o jogo, ou seja, resgatar/vender. Esta é a decisão final, logo a mais importante, que qualquer investidor tem nas suas mãos (aqui ele é soberano). O investidor terá sempre hipóteses de pôr a correr o tempo a seu favor, em vez de resgatar no curto-médio prazo, pode fazê-lo só no longo prazo, e aqui no mercado acionista vai haver sempre um tempo em que se vai ganhar dinheiro, seja esse tempo de >15 anos, > 20 anos ou > 25 anos, mas como o investidor é o árbitro, ele que decida, durante o seu tempo de vida, de quando quer acabar com o jogo.

     

    Um ligeiro spam e uma brincadeira para com o Bedrock.

    Não existem retas com inclinações negativas. A inclinação de uma reta varia entre zero e 180 graus. Ou entre zero e Pi Radianos.

    Uma reta decrescente tem uma inclinação compreendida entre 90 e 180 Graus.

    Existem sim, retas com declive negativo. Y=mx+b. O "m" é o declive da mesma! ?

    Editado por USD
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    Gestão de Carteiras Sob Múltiplos Regimes: Inovação Para Bater o Mercado.

    Ora aqui está um artigo "out of the box".

    Resumo: Propomos uma estratégia de alocação dinâmica para um investidor que considera três regimes econômicos latentes, estimados através dos retornos de cinco classes de ativos brasileiros. A estratégia de alocação é definida a partir de uma solução analítica aproximada numa configuração realista, porém a ponto de não permitir solução analítica exata. Testamos a performance da carteira fora da amostra e o resultado superou o retorno de todos os benchmarks analisados em 6 dos 10 anos em tela, tendo apresentado média de retorno semanal superior a qualquer dos benchmarks com significância estatística. De 2009 a 2019, nossa estratégia alcançou um retorno médio igual a 21,6% ao ano contra, por exemplo, 9,8% a.a. do CDI e 4,7% a.a. do Ibovespa. Concluímos que a solução proposta pode interessar a gestores de investimentos e objetivamos fomentar a aplicação de modelos de múltiplos regimes no mercado brasileiro de gestão de carteiras de investimentos.

    http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbfin/article/view/81210

    Um dos modelos mais tradicionais (e simples) de gestão de carteiras é o de Markowitz, onde o investidor objetiva maximizar periodicamente seu retorno esperado de acordo com o risco ao qual deseja se expor. Na verdade, o que está por detrás deste modelo é a maximização da função quadrática de utilidade, que valoriza expectativas de retorno maiores e penaliza o risco assumido para tal.

    O modelo que testamos no artigo traz duas evoluções à ideia de Markowitz. A primeira delas é a função de utilidade considerada (utilidade diferencial estocástica), que é muito mais avançada do que a usada no modelo de Markowitz. Já é ponto pacífico na literatura acadêmica que a função de utilidade quadrática possui sérias limitações que, naturalmente, afetam a performance de uma carteira assim construída. Não tenho conhecimento de nenhum gestor ou mesmo pesquisa acadêmica brasileira que utilize a função de utilidade diferencial estocástica para alocar recursos.

    Já a segunda evolução é completamente inovadora em gestão de carteiras no Brasil e explicarei. Um modelo de gestão de carteiras, seja ele qual for, possui seus parâmetros que precisam ser estimados para que o modelo seja devidamente utilizado. Por exemplo, o modelo de Markowitz deve estimar retornos esperados, variâncias e correlações entre os ativos considerados. Mas o ponto central é que os modelos tradicionais trabalham como se a economia fosse regida por apenas um regime (e.g., Markowitz estima um retorno esperado e uma variância para cada ativo). Parece natural entendermos que a economia é regida por diferentes regimes que se intercalam com o passar do tempo. Se aplicado sob uma economia de múltiplos regimes, o modelo de Markowitz estimaria múltiplos retornos esperados, múltiplas variâncias e múltiplas correlações que se revezariam ao longo do tempo.

    Ilustrarei com um exemplo simples a importância de se considerar múltiplos regimes. Imagine que você passe alguns dias em um hotel no deserto e utilize um modelo tradicional (isto é, de regime único) para prever a temperatura e acionar automaticamente a necessidade de ligar o aquecedor ou o ar-condicionado. A cidade convive com temperaturas negativas em seis meses do ano e com temperaturas extremamente altas nos outros seis meses. Entretanto, a média anual de temperatura fica em torno dos 24 graus. Um modelo de regime único estimaria a temperatura média como muito agradável e não acionaria nem o aquecedor, muito menos o ar-condicionado. Seria realmente necessário um modelo de dois regimes (inverno e verão) para identificar os extremos de temperaturas e a necessidade de ligar o aquecedor no inverno e o ar-condicionado no verão.

    Da mesma forma, os regimes econômicos existem e identificá-los se mostra extremamente relevante para uma adequada alocação de recursos. Por exemplo, soa óbvio identificar que estamos neste momento em um período de altíssima volatilidade na bolsa e isso, claro, impacta nas variâncias dos ativos. Outro exemplo é conhecido no mercado: em períodos de crise, as correlações entre as ações aumentam consideravelmente. Trabalhar um modelo que considere as correlações históricas em um momento reconhecidamente distante da média parece ingênuo e ineficiente.

    Entender como os regimes se apresentam e se sucedem é um dos segredos dos modelos de múltiplos regimes. Periodicamente, são estimadas as probabilidades de se estar em cada um dos regimes identificados e a decisão ótima de alocação da carteira para o próximo período é tomada. O contraponto dos modelos de múltiplos regimes é que eles envolvem uma matemática e um esforço computacional mais complexos.

    No Brasil, modelos de múltiplos regimes já são utilizados há algum tempo para previsões econômicas (PIB, crescimento industrial, taxas de juros, câmbio etc.). Entretanto, fui o primeiro (e até agora o único) a aplicar aqui no Brasil a ideia em gestão de carteiras de investimentos. Mas, afinal de contas, o modelo produz estratégias que batem o mercado? E as respostas para testes nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil foram absolutamente positivas.

    No artigo publicado na Revista Brasileira de Finanças, trabalhamos com cinco classes de ativos: livre de risco (CDI), renda variável ações (Ibovespa), renda fixa dolarizada (T-Bills), renda fixa indexada de curto e renda fixa indexada de longo prazo (respectivamente, IMA-B 5 e IMA-B 5+). Para essas classes, identificamos três regimes diferentes. A tabela abaixo apresenta o patrimônio ao fim de 2019 a partir de um investimento inicial (em dezembro de 2009) de R$ 1.000,00 em cada uma das classes de ativos e na estratégia considerada, que chamo de CGL.

    03764458bae9e1633c7619a7e569a682.png

    A estratégia CGL apresentou o maior retorno, com folgas, em comparação com qualquer das cinco classes de ativos. Isso mostra que o modelo consegue capturar os regimes dominantes da economia e, portanto, se faz valer dessa informação na formação da sua carteira. Essa maior rentabilidade vem, entretanto, com volatilidade mais alta: 40,6% ao ano diante de 21,6% a.a. do Ibovespa. Caso essa volatilidade seja alta demais para determinado investidor, isso não é problema pois poderíamos montar uma carteira 50% no CDI e 50% na estratégia CGL. Tal carteira atingiria um patrimônio final de R$ 5.091,28 - ainda assim superior a todas as classes analisadas e com volatilidade marginalmente inferior a do Ibovespa: 20% a.a. 

    Se você quiser saber mais sobre a estratégia, não deixe de ler o artigo: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbfin/article/view/81210

    Minha intenção com este texto foi dividir uma ideia incrivelmente simples (e natural, eu diria) que pode gerar estratégias interessantes de alocação para carteiras de investimentos. E lembre-se sempre que não há mágica alguma, mas sim um racional por detrás dos bons resultados que tenho visto em meus testes. Ao identificar diferentes regimes nos retornos dos ativos, o investidor consegue alocar melhor seus recursos, fazendo escolhas mais apropriadas: é precisamente isso que aumenta a sua rentabilidade esperada.

    Trabalhar com apenas um parâmetro para representar uma determinada variável é como utilizar a média para representar cegamente o todo. Posso apostar que a média de altura dentre os jogadores de uma partida da NBA é maior do que a média de altura dos jogadores de uma partida de futebol do campeonato brasileiro. Soa óbvio, não? Então por que não fazemos o mesmo em gestão de carteiras?

    Editado por Bedrock
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    Imagem de uma cabeça masculina com ideias literalmente fecundadoras.

    Uma imagem abaixo de rosto de um homem definida só por espermatozóides, é caso para dizer que esse homem é um verdadeiro One Sperm Donor. ??

    (One Sperm Donor + Special One Woman) ^ N  =  Special Baby Boom   

    Esta seria a equação da geração ideal alavancada pela inteligência, em que os ativos têm, ao mesmo tempo, retornos de outperformance e com risk free (sem risco), que é a situação ideal dos investimentos. ?????

     

    Capturar1.PNG

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    A 11/09/2020 às 21:16, Bedrock disse:

    Gostei da tua observação de pormenor da palavra correta ser declive, como é lógico, em vez de inclinação. O que faz isto é eu, normalmente, não fazer uma 2.ª leitura para validar o que escrevo. Na língua inglesa temos o slope e aí não cometemos erro de linguagem. Se eu estivesse a escrever/ensinar essas questões gráficas, não cometeria esse lapso de linguagem. Eu quando escrevi reta decrescente com "inclinação" negativa, o meu cérebro estava a tomar isso como o declive ou o "m" desse teu exemplo de equação de uma função linear de 1.º grau, sendo que o "m" é o declive e o "b" é o coeficiente linear da reta = ao valor de intercepção no eixo das ordenadas (Y).

    O declive é utilizado para medir a inclinação da reta em relação ao eixo das abcissas (X).

    Obrigado pela tua leitura atenta e chamada de atenção.

    Ainda bem que o Bedrock gostou da brincadeira/pormenor ou do meu irrelevante comentário. O User Bedrock assim como outros participantes neste fórum sabem 10 vezes mais do que eu. Ou 20 vezes mais!

    Na minha modesta opinião, é de maior valor algumas opiniões de alguns Users deste fórum, do que ir a um banco e pedir sugestões de investimento.

    Em 2016 abri conta no Banco Best. Pedi ajuda para constituir uma carteira para longo prazo (10 anos). Se tivesse acompanhado ou subscrito o que me foi sugerido pelo TAL PFA, estaria no vermelho a rondar os 10%.

    Em suma um enorme obrigado ao David (fundador), e a todos os users que colocam fabulosos "Imputs" nesta "Thread"

     

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    há 1 hora, USD disse:

    Ainda bem que o Bedrock gostou da brincadeira/pormenor ou do meu irrelevante comentário. O User Bedrock assim como outros participantes neste fórum sabem 10 vezes mais do que eu. Ou 20 vezes mais!

    Na minha modesta opinião, é de maior valor algumas opiniões de alguns Users deste fórum, do que ir a um banco e pedir sugestões de investimento.

    Em 2016 abri conta no Banco Best. Pedi ajuda para constituir uma carteira para longo prazo (10 anos). Se tivesse acompanhado ou subscrito o que me foi sugerido pelo TAL PFA, estaria no vermelho a rondar os 10%.

    Em suma um enorme obrigado ao David (fundador), e a todos os users que colocam fabulosos "Imputs" nesta "Thread"

     

    Ninguém zela melhor pelo nosso dinheiro e património do que nós mesmos, mas isto é como ir ao médico, convém ter uma segunda, terceira ou quarta opinião, ouvir outras formas de pensar.

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    há 4 horas, USD disse:

    Em suma um enorme obrigado ao David (fundador), e a todos os users que colocam fabulosos "Imputs" nesta "Thread"

    Qualquer dia o D@vid fundador também vai ter direito a uma fundação, mas esta não é para fugir a impostos, pois se a maioria contribuinte não alimentasse o flow do cash para a Autoridade Tributária, seria como desviar o cash flow das empresas (alguém que ia sacando, periodicamente, parte do dinheiro que entrava na caixa, aumentando assim o outflow do dinheiro, e com outflows > inflows => empresas com falta de liquidez), sendo que sem uma liquidez mínima, as empresas ficariam nas mãos dos credores ou poderiam ir até à falência; bem como não haveria um estado social protetor, e se o estado não fôr protetor, então para que serve?

     

    Editado por Bedrock
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    há 14 horas, USD disse:

    Na minha modesta opinião, é de maior valor algumas opiniões de alguns Users deste fórum, do que ir a um banco e pedir sugestões de investimento.

    Em 2016 abri conta no Banco Best. Pedi ajuda para constituir uma carteira para longo prazo (10 anos). Se tivesse acompanhado ou subscrito o que me foi sugerido pelo TAL PFA, estaria no vermelho a rondar os 10%.

    Sabendo o que sei sobre alguns dos ilustres colaboradores deste tópico, não posso deixar de me rir da ironia acidental deste post.  Mas no geral tem razão, embora os bancos de investimento como Best e Big estejam bastantes níveis acima da banca tradicional. Ainda me lembro quando era mesmo muito muito verde nisto e foi um gestor do BiG que me ensinou bastante sobre o que eram e como funcionavam obrigações.

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    há 1 hora, ruicarlov disse:

    Sabendo o que sei sobre alguns dos ilustres colaboradores deste tópico, não posso deixar de me rir da ironia acidental deste post.  Mas no geral tem razão, embora os bancos de investimento como Best e Big estejam bastantes níveis acima da banca tradicional. Ainda me lembro quando era mesmo muito muito verde nisto e foi um gestor do BiG que me ensinou bastante sobre o que eram e como funcionavam obrigações.

    Se o amigo USD diz que em 2016 foi mal aconselhado no Best, o moderador ruicarlov está a evidenciar os bancos Best e o Big e fala de alguns ilustres colaboradores deste tópico com um riso irónico, então eu posso deduzir que alguns desses ilustres são colaboradores do Best e/ou Big, o que, à priori, eu não vejo nenhum mal em especial, a menos que um desses atuais ilustres tenha sido quem aconselhou mal, em 2016, o amigo USD, mas também isso tem um lado positivo: o atual ilustre tinha pouco lustre ou brilhantismo em 2016 e em 4 anos alavancou substancialmente os seus conhecimentos sobre os mercados financeiros. ???

    Será que a minha dedução está perto da verdade ou está longe como a grande maioria de nós está longe de ser um alfa de outperformance?

    Mas se a minha dedução estiver errada, a mesma não deixa de ter lógica, seria como os mercados acionistas em que para se ganhar dinheiro a sério temos que investir contra a lógica (investimento contrarian), mas o problema seria identificar a lógica que os mercados vão tendo, para depois nós apostarmos contra essa lógica, mas se eu não sei qual é a lógica dos mercados, como é que eu vou apostar contra uma coisa que desconheço? Às tantas ainda podia estar a apostar a favor da lógica dos mercados, e isso eu não quero. ??

    Editado por Bedrock
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    Effect Of Slower Growth.

    Therefore, since future economic growth is expected to be slower, it is only consistent that the future average for the market P/E will be lower. The new normal growth rate (i.e., slower) for the economy will drive slower overall earnings growth. Such slower growth will drive market P/E lower, just as previously higher growth supported the market’s P/E at a higher level.

    The inflation rate also drives the level of market P/E, but it occurs within the range driven by the growth-rate environment. Higher inflation drives P/E lower; deflation drives P/E lower. The level of P/E peaks when the inflation rate is low and stable. Thus, while the growth rate drives the level of the P/E range, the inflation rate drives the relative position of P/E within the range. 

    Figure 6 illustrates these effects. The bar on the left illustrates the range for P/E under a historically average level of growth. The bar to its right illustrates the range for P/E under slower growth. Not only does the range downshift, the expected long-term average P/E also downshifts. This has major implications for analyzing the stock market.”

    image.png.5b637692b48ccb1bc7dc0a071bd3846c.png

    https://realinvestmentadvice.com/macroview-a-permanent-shift-in-valuations/

    Editado por Bedrock
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    A BP, a primeira Big Oil a atirar a toalha ao chão:

    Citação

    BP calls an oil demand peak in latest energy outlook

    Sep. 14, 2020 5:17 AM ET|About: BP p.l.c. (BP)|By: Yoel Minkoff, SA News Editor

    BP (NYSE:BP) has become the first oil major to call the end of an era many thought would last another decade or more, saying the relentless growth of oil demand is over in its latest energy outlook.

    Oil consumption may never return to levels seen before the coronavirus crisis took hold and even the firm's most bullish scenario sees demand no better than "broadly flat" for the next two decades as the world moves away from fossil fuels.

    "The scale and pace of this decline is driven by the increasing efficiency and electrification of road transportation," adds the company.

    The forecast helps explain why BP has recently said it would shrink oil and gas output by 40% over the next decade and spend as much as $5B a year building one of the world's largest renewable-power businesses.

    https://seekingalpha.com/news/3613523-bp-calls-oil-demand-peak-in-latest-energy-outlook

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    há 51 minutos, Rick Lusitano disse:

    Há apenas 1 ano atrás diziam precisamente o oposto...veio o covid, que para todos os efeitos é um fenómeno com repercussões temporárias, e agora já apostam nas energias renováveis em detrimento das energias fosseis...aqui há gato. Não vejo porque é que o covid só por si venha alterar tão drasticamente o rumo que estava previsto antes-do-covid.

    BP’s outlook last year contained a scenario called “More energy,” which had oil demand growing steadily to about 130 million barrels a day in 2040. There’s no such scenario this time.

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    há 2 horas, Rick Lusitano disse:

    A BP, assim como outras petrolíferas não está a atirar a toalha ao chão, por 2 razões: uma porque a toalha das petrolíferas está mais suja, em termos ambientais, que o chão; a outra razão é que a BP, assim como outras petrolíferas europeias - Shell, Total, Galp, ... - estão a ser inteligentes e a prepararem o ajustamento do seu negócio à realidade futura já em curso: redução progressiva da utilização dos combustíveis fósseis a serem substituídos pelas energias alternativas. Já resolvemos, grosso modo, o buraco do ozono, agora o próximo desafio é a descarbonização da nossa economia, por forma a mitigarmos progressivamente os efluentes gasosos causadores do efeito de estufa na atmosfera (CO2, CH4, ...), ou seja, as causas principais do sobreaquecimento da temperatura média na Terra e, consequentemente, das alterações climáticas. Estas não são mais do que o aumento da volatilidade do clima, e, tal como nos investimentos, isso pode levar a perdas irreparáveis.

    A Terra tem uma grande capacidade de encaixe (auto depuração, auto ajustamento), mas também ela tem limites a fenómenos extremos continuados de alta volatilidade, e, tal como no mercado acionista, a Terra responde com o fenómeno de reversão para a média, porque só assim é que se garante a autosssustentabildade do que quer que seja, mas a continuar-se assim sem o respeito mínimo pelos fenómenos naturais da Terra, iria haver um tempo futuro em que as situações na Terra estavam de tal maneira degradadas que a mesma já não conseguiria manter o fenómeno da regressão para a média, e aí os humanos teriam o mesmo destino dos extintos dinossauros. Quem não percebe isto é porque é um autêntico calhau fossilizado no tempo.

    No corpo humano, o fenómeno de reversão para a média chama-se homeostase, sendo que é devido à existência deste fenómeno e do avanço da medicina que a esperança média de vida já ultrapassa os 80 anos nos países desenvolvidos. Agora se, no que diz respeito ao nosso corpo, estamos a aumentar o nosso tempo médio de vida, e dado que este também depende das condições da nossa habitação comum (a Terra), qual é a inteligência e o genoma daqueles que continuam a defender a utilização continuada dos combustíveis fósseis e dos processos industriais com maiores efluentes gasosos de CO2?

    Dado que o gás metano (CH4) tem um poder de efeito de estufa 20 vezes superior ao do CO2, CH4 esse resultante da decomposição anaeróbia da matéria orgânica, porque se fosse aeróbia alguns daqueles 4 "H" seriam "O" (átomos de oxigénio), e dado que o gado vacum representa mais do que 15 % das emissões de CH4 para a atmosfera, vai haver um tempo futuro em que as vacas em regime intensivo nas vacarias vão ter um sistema aplicado na descarga dos efluentes gasosos, que é a mesma, infelizmente, da descarga dos resíduos sólidos, em que se vai captar e separar o metano dos restantes efluentes gasosos e dos resíduos sólidos. E como a massa molar do gás CH4 é de cerca de 16 g/mol e o ar ambiente seco é quase de 29 g/mol, isto quer dizer que o metano é bastante menos denso que o ar, logo sobe facilmente na atmosfera, ao contrário do CO2 que tem uma massa molar de cerca de 44 g/mol, logo é mais denso que o ar e assim só sobe na atmosfera se estiver a uma temperatura relativamente bastante superior à temperatura do ar atmosférico, pois o CO2 só sobe se for menos denso que o ar que está por cima dele, tal como a cortiça só flutua na água porque é menos densa que a água, e aí para subir nunca pode estar à temperatura atmosférica, pelo que o CO2 das emissões gasosas quentes das chaminés industriais é mais perigoso do que o CO2 da nossa expiração do ar dos pulmões.

    Editado por Bedrock
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    há 15 minutos, 5coroas disse:

    Há apenas 1 ano atrás diziam precisamente o oposto...veio o covid, que para todos os efeitos é um fenómeno com repercussões temporárias, e agora já apostam nas energias renováveis em detrimento das energias fosseis...aqui há gato. Não vejo porque é que o covid só por si venha alterar tão drasticamente o rumo que estava previsto antes-do-covid.

    BP’s outlook last year contained a scenario called “More energy,” which had oil demand growing steadily to about 130 million barrels a day in 2040. There’s no such scenario this time.

    O COVID só veio acelerar as tendências futuras.

    Empresas zombies, muitas morrem ou irão morrer mais cedo, do que o esperado.

    Tecnologias baseadas na Cloud, a digitalização da economia, e-commerce, banca digital, etc, já eram uma realidade, mas o COVID veio dar um boost no seu crescimento e a tornarem-se mais mainstream, coisa que iria demorar mais anos a acontecer.

    Estados petro-dependentes estão a entrar na fase que tinham antevisto anos antes, que um dia, o Oil deixaria de ter tanto valor, devido a alternativas mais limpas e mais baratas (ou pelo menos ao mesmo preço). Há uns dias, um desses Estados, no Golfo Pérsico, começou a dizer que tinha que fazer reformas estruturais na sua economia, menos subsídios dados à população e redução de salários aos funcionários públicos (a maior parte da população), ou seja, o povo e Estado vivia dependente do Oil. Entretanto, a mama começa a secar.

    Aliás, já vemos a Venezuela, Angola, economias muito dependentes das exportações, a penar há vários anos, e a tendência é de piorar.

    Primeiro foram os países com preços de custo mais elevados a sofrerem da baixa dos preços (excesso de oferta, devido principalmente ao Shale Oil dos US), depois com o COVID, houve um choque na Procura, juntamente com uma guerra de preços entre Rússia e a OPEC (e aumento da oferta), os preços do Oil afundaram. Limpando os produtores mais endividados e com maiores custos de produção (que incluiu muitos produtores US de Shale Oil).

    E por fim, uma maior consciência ambiental cria pressões para a descarbonização e um maior uso de energias "limpas".

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    Toalhas ao chão?!? Não brinquem com coisas sérias: 

    Panorama atual (só na EU): 

    Despite an increase in registrations in recent years, alternatively-powered passenger cars make up only 3.8% of the total EU car fleet. 0.7% of all cars on our roads are hybrid electric vehicles, 0.2% are battery electric, and plug-in hybrids account for only 0.1% of the total –

    Diesel-powered light commercial vehicles are dominant in all EU countries except for Greece: more than 91% of the EU van fleet runs on diesel –  • 98.3% of all trucks in the EU run on diesel, while petrol fuels only 1% .

    The EU passenger car fleet grew by 8% over the last five years, with the number of cars on the road rising from 248 million in 2014 to 268 million in 2018 – 

    • 33.2 million vans are in circulation throughout the European Union. Counting more than 6.2 million vehicles, France has by far the largest van fleet, followed by Spain (4.6 million), the United Kingdom (4.4 million vans) and Italy (4.2 million) – 

    • There are 6.6 million trucks on the EU’s roads. With more than 1.1 million trucks, Poland has the largest truck fleet, followed closely by Germany (946,541) and Italy (904,308) – . • Around 770,000 buses are in operation throughout the European Union, 30% of which is found in two countries alone: Poland and Italy – 

     

    Quanto a aviões:

     

    The International Civil Aviation Organisation (ICAO), a UN body, says that the “global air transport network” doubles in size at least once every 15 years, and that it’s expected to do so again by 2030.

    Boeing, one of the world’s biggest aircraft manufacturer, agrees. It says that there is a need for 39,620 new planes over the next 20 years, so by 2037 there should be 63,220 aircraft in the world - minus older ones that slip out of service.

     

     

     

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    há 35 minutos, Rick Lusitano disse:

    O COVID só veio acelerar as tendências futuras.

    Empresas zombies, muitas morrem ou irão morrer mais cedo, do que o esperado.

    Tecnologias baseadas na Cloud, a digitalização da economia, e-commerce, banca digital, etc, já eram uma realidade, mas o COVID veio dar um boost no seu crescimento e a tornarem-se mais mainstream, coisa que iria demorar mais anos a acontecer.

    Estados petro-dependentes estão a entrar na fase que tinham antevisto anos antes, que um dia, o Oil deixaria de ter tanto valor, devido a alternativas mais limpas e mais baratas (ou pelo menos ao mesmo preço). Há uns dias, um desses Estados, no Golfo Pérsico, começou a dizer que tinha que fazer reformas estruturais na sua economia, menos subsídios dados à população e redução de salários aos funcionários públicos (a maior parte da população), ou seja, o povo e Estado vivia dependente do Oil. Entretanto, a mama começa a secar.

    Aliás, já vemos a Venezuela, Angola, economias muito dependentes das exportações, a penar há vários anos, e a tendência é de piorar.

    Primeiro foram os países com preços de custo mais elevados a sofrerem da baixa dos preços (excesso de oferta, devido principalmente ao Shale Oil dos US), depois com o COVID, houve um choque na Procura, juntamente com uma guerra de preços entre Rússia e a OPEC (e aumento da oferta), os preços do Oil afundaram. Limpando os produtores mais endividados e com maiores custos de produção (que incluiu muitos produtores US de Shale Oil).

    E por fim, uma maior consciência ambiental cria pressões para a descarbonização e um maior uso de energias "limpas".

    Não engulo essa narrativa. Pode neste momento o petroleo não ser muito lucrativo (comparativamente com determinados periodos no passado, mas todos sabemos que este é um sector com grandes variações ciclicas) mas não acredito que o seu fim esteja próximo; o petroleo não é apenas para combustivel, diacho, do que é que acham que são feitos os plásticos dos veiculos eletricos?!? E o asfalto onde os eletricos circulam? Praticamente tudo que consumimos na nossa vida moderna se encontra ligada ao petroleo e não são umas narrativas fantasistas futurológicas que vão acabar com essa realidade de um momento para outro. Mesmo que neste preciso momento todos os veiculos terrestres deixassem de usar combustiveis fosseis, ainda haveria necessidade de cerca de 50% da sua produção para produtos como estes:

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    Editado por 5coroas
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    Past trends are not guaranteed to repeat. However, the U.S. Energy Information Administration forecasts that petroleum consumption worldwide will decline by 5.2 million barrels in 2020 from 2019, a 5.2-per-cent reduction, before rising again in 2021 by 6.4 million barrels, a 6.7-per-cent increase.

    That forecast is an annual average, so it looks beyond just the massive double-digit drop in demand that has occurred in recent weeks. It assumes an end to the current economic shutdown and a partial economic recovery later this year and next.

    The U.S. agency does not provide a natural gas forecast but before the crisis, the International Energy Agency (IEA) forecast a 40-per-cent rise in world natural gas consumption by 2050.

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    há 7 minutos, 5coroas disse:

    Não engulo essa narrativa. Pode neste momento o petroleo não ser muito lucrativo (comparativamente com determinados periodos no passado, mas todos sabemos que este é um sector com grandes variações ciclicas) mas não acredito que o seu fim esteja próximo; o petroleo não é apenas para combustivel, diacho, do que é que acham que são feitos os plásticos dos veiculos eletricos?!? E o asfalto onde os eletricos circulam? Praticamente tudo que consumimos na nossa vida moderna se encontra ligada ao petroleo e não são umas narrativas fantasistas futurológicas que vão acabar com essa realidade de um momento para outro. Mesmo que neste preciso momento todos os veiculos terrestres deixassem de usar combustiveis fosseis, ainda haveria necessidade de cerca de 50% da sua produção para produtos como estes:

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    E fibras sintéticas usadas nas roupas. ;)

    Eu não tenho uma visão pessimista que o Oil irá acabar enquanto combustível nos próximos 100 anos. Basta ver que o carvão ainda faz parte das economias de muitos países e não é apenas nos países em desenvolvimento, US ainda têm a industria do carvão (com o Trump a segurar-la para ela sobreviver). Muita da produção de energia eléctrica é com base no carvão (e do Oil).

    O que digo é que o Oil vai perdendo quota de mercado para outras fontes de energia, como o carvão foi perdendo para o Oil e o LNG.

    A China para limpar o smog em cima de várias cidades, começou a substituir as indústrias e a sociedade com base em carvão por LNG.

    Para países/regiões com muita exposição solar (e mais pobres), podem reduzir a sua dependência de combustíveis fósseis, com mais energia solar. Mas a energia solar não substitui totalmente o Oil, devido à falta de um armazenamento da energia excedentária de forma eficiente.

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    há 19 minutos, 5coroas disse:

    Past trends are not guaranteed to repeat. However, the U.S. Energy Information Administration forecasts that petroleum consumption worldwide will decline by 5.2 million barrels in 2020 from 2019, a 5.2-per-cent reduction, before rising again in 2021 by 6.4 million barrels, a 6.7-per-cent increase.

    That forecast is an annual average, so it looks beyond just the massive double-digit drop in demand that has occurred in recent weeks. It assumes an end to the current economic shutdown and a partial economic recovery later this year and next.

    The U.S. agency does not provide a natural gas forecast but before the crisis, the International Energy Agency (IEA) forecast a 40-per-cent rise in world natural gas consumption by 2050.

    Em economias produtoras irá existir mais resistência para reduzir o consumo, como nos US, OPEC, Rússia.

    Na Europa, o inventivo é para ir substituir o Oil, principalmente o diesel fuel que é mais poluente. Basta ver cada maiores inibições de entradas de carros nas grandes cidades. O diesel fuel é mais usado na Europa, do que nos US, por razões históricas. Se até a Alemanha, o maior produtor de veículos a diesel, já se comprometeram a acabar com a produção de veículos a diesel fuel (mais gasolina e outras fontes energéticas) para reduzir a poluição automóvel, mas mais tarde do que a França e o RU.

    Vários países europeus já anunciaram taxas ecológicas sobre as viagens aéreas (outra fonte de receita para os países). E a redução de voos de curta distância, a França quer que as viagens internas de aviões sejam substituídas por comboio (energia elétrica). Tens outros "impostos verdes" sobre o plástico (que são feitos à partir do Oil).

    Alguns países europeus falam em subsídios á compra de veículos elétricos e híbridos, na Dinamarca, está-se a falar nisso e para compensar essas medidas aumentar os impostos para carros a gasolina e gasóleo (IA e IUC).

    A UE e RU vão muito mais à frente na descarbonização das suas economias do que os US. Também para reduzirem a sua dependência dos produtores de Oil, a OPEC, Rússia e US.

    Editado por Rick Lusitano
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    há 17 minutos, Rick Lusitano disse:

    Em economias produtoras irá existir mais resistência para reduzir o consumo, como nos US, OPEC, Rússia.

    Na Europa, o inventivo é para ir substituir o Oil, principalmente o diesel fuel que é mais poluente. Basta ver cada maiores inibições de entradas de carros nas grandes cidades. O diesel fuel é mais usado na Europa, do que nos US, por razões históricas. Se até a Alemanha, o maior produtor de veículos a diesel, já se comprometeram a acabar com a produção de veículos a diesel fuel (mais gasolina e outras fontes energéticas) para reduzir a poluição automóvel, mas mais tarde do que a França e o RU.

    Vários países europeus já anunciaram taxas ecológicas sobre as viagens aéreas (outra fonte de receita para os países). E a redução de voos de curta distância, a França quer que as viagens internas de aviões sejam substituídas por comboio (energia elétrica). Tens outros "impostos verdes" sobre o plástico (que são feitos à partir do Oil).

    Alguns países europeus falam em subsídios á compra de veículos elétricos e híbridos, na Dinamarca, está~se a falar nisso e para compensar essas medidas aumentar os impostos para carros a gasolina e gasóleo (IA e IUC).

    Estou ciente desses compromissos, intenções e pressões, contudo pelo menos a curto-médio prazo, sou ceptico e não acredito que tenham grande eficácia ou que possam vir a ter um peso significativo; o carvão perdeu a sua preponderância porque outros substitutos mais rentáveis (para os produtores/consumidores) surgiram e não porque algum burocrata cheio de boas intenções decidiu que o carvão tinha que ser afastado; enquanto o Consumidor não tiver acesso a outra fonte de energia que o satisfaça da mesma forma que o petróleo o faz, não deixará de o usar em larga escala. Não é com impostos sobre os bad boys que empurram as pessoas para os good boys, pois estes não constituem ainda uma alternativa que corresponda às suas reais necessidades. 

    Editado por 5coroas
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    há 56 minutos, 5coroas disse:

    Não engulo essa narrativa. Pode neste momento o petroleo não ser muito lucrativo (comparativamente com determinados periodos no passado, mas todos sabemos que este é um sector com grandes variações ciclicas) mas não acredito que o seu fim esteja próximo; o petroleo não é apenas para combustivel, diacho, do que é que acham que são feitos os plásticos dos veiculos eletricos?!? E o asfalto onde os eletricos circulam? Praticamente tudo que consumimos na nossa vida moderna se encontra ligada ao petroleo e não são umas narrativas fantasistas futurológicas que vão acabar com essa realidade de um momento para outro. Mesmo que neste preciso momento todos os veiculos terrestres deixassem de usar combustiveis fosseis, ainda haveria necessidade de cerca de 50% da sua produção para produtos como estes:

     

    Não tem que ver com o facto de o petroleo ter um fim... vamos passar dezenas de anos a usar petroleo ainda.

    A questão é que no passado o petroleo era visto como um bem de primeira necessidade, insubstituível e que estava diretamente relacionado com prosperidade economica. E esse fator sempre fez com que a commodity em si fosse alvo de grandes pressões especulativas sobre o valor futuro do ativo (misturado com OPEP e controlo de poucos paises de uma grande fatia da produção). Ainda mais grave, o petroleo um dia ia acabar e nós iamos todos morrer ou pagar 20 euros por litro de gasolina.

    Neste momento é mais do que claro que nada disso vai acontecer.

    O que vai acontecer é que uma combinação de politicas publicas, privadas e forças de mercado vai fazer com que o petroleo não seja competitivo como fonte de energia, muito antes de se chegar perto do limite de recursos. Continuam a ser encontrados novos jazigos petroliferos e a estimativa de consumo futuro continua a descer e a descer e a descer.

    É uma commodity como qualquer outra, que vai ser priced out of competition por tecnologias melhores (tal como aconteceu ao carvão).

    O peak oil vai acontecer por falta de procura e não por falta de oferta.

    Muito bom para todos nós a nivel ambiental, melhor ainda para nós Portugal, em termos economicos, que somos altamente deficitários em balança energética.

     

     

     

    Editado por IceMan1910
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    há 3 horas, Rick Lusitano disse:

    O que digo é que o Oil vai perdendo quota de mercado para outras fontes de energia, como o carvão foi perdendo para o Oil e o LNG.

    A China para limpar o smog em cima de várias cidades, começou a substituir as indústrias e a sociedade com base em carvão por LNG.

    Citação

    O que digo é que o Oil vai perdendo quota de mercado para outras fontes de energia, como o carvão foi perdendo para o Oil e o LNG.

    De entre os combustíveis fósseis, os mais perigosos são os que têm um maior teor de enxofre (S), pois através da sua combustão originam os óxidos de enxofre (SOx), designadamente, o dióxido de enxofre (SO2) que são gases bastante tóxicos e corrosivos para o Homem, para as plantas (chuvas ácidas) e para as construções com pedra calcária e/ou betão armado, pelo que estes gases sulfurosos são no imediato muito mais nocivos que o CO2, pelo que mais importante que a descarbonização será a dessulfurização das industrias. 

    O crude tem menos teor de enxofre que o carvão, e, por sua vez, o gás natural, que tem um teor em CH4 > 70 %, tem um teor de enxofre bastante inferior ao crude.

    Citação

    A China para limpar o smog em cima de várias cidades, começou a substituir as indústrias e a sociedade com base em carvão por LNG.

    O smog não depende só da quantidade de poluentes gasosos emitidos para a atmosfera, depende também, e muito, das condições atmosféricas para dispersar esses mesmos poluentes, pois o smog é uma concentração de poluentes atmosféricos resultante de reações fotoquímicas secundárias dos poluentes primários, juntando-se a estes, formando o tal smog, cuja formação é favorecida por uma humidade relativa do ar mais elevada e por deficiências de dispersão desses poluentes na atmosfera, como sejam a ausência (ou pouco) de vento e a existência do fenómeno de inversão térmica na atmofera. Este fenómeno atípico consiste no seguinte: em condições normais, à medida que subimos na atmosfera, a partir da crosta terrestre, por cada 100 m de subida, a temperatura do ar desce quase 1º C, logo este normal gradiente térmico é favorável para a dispersão dos poluentes em altura (se à medida que subimos na atmosfera, o ar é cada vez mais frio, isto quer dizer que é mais denso do que a camada subjacente, e se o que está em cima é mais denso do que o ar que está a chegar à sua camada subjacente, então o ar menos denso desta camada inferior passa rapidamente para a camada imediatamente superior, e assim sucessivamente até um ponto em que a diminuição da massa molar do ar, em altura, mais rarefeito (menos denso) supera o aumento da densidade, em altura, provocado pelo gradiente normal de temperatura, em que esta vai diminuindo em altura), mas se houver inversão térmica (a temperatura sobe em altura, logo contraria a dispersão em altura) já não ocorre a dispersão em altura dos poluentes, sendo que a dispersão dos mesmos vai ocorrer, essencialmente, na sua componente horizontal pela ação dos ventos, e se não houver ventos, está o baile armado, temos a tal concentração de poluentes na baixa atmofera = smog.

    A inversão térmica na atmosfera é muito perigosa, senão vejamos com uma analogia que vou dar: suponhamos que a linha imaginária da camada inferior de ar da inversão térmica está abaixo das cotas de descarga das chaminés industriais, ou seja, as descargas dos poluentes fazem-se altimétricamente no seio da camada de ar da inversão térmica, então esses poluentes não se vão dispersar em altura, logo ficam mais próximos de nós. Era como imaginar que as chaminés das nossas lareiras em vez de descarregarem os fumos acima do coroamento do telhado de cobertura, descarregavam no interior das nossas casas, logo iríamos sendo intoxicados pela própria chaminé, e aí ela perdia totalmente a sua função: transportar os fumos para uma cota superior ao telhado das nossas habitações, de modo a preservar o ar ambiente no interior das mesmas.

    Editado por Bedrock
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    há 29 minutos, IceMan1910 disse:

    Não tem que ver com o facto de o petroleo ter um fim... vamos passar dezenas de anos a usar petroleo ainda.

    A questão é que no passado o petroleo era visto como um bem de primeira necessidade, insubstituível e que estava diretamente relacionado com prosperidade economica. E esse fator sempre fez com que a commodity em si fosse alvo de grandes pressões especulativas sobre o valor futuro do ativo (misturado com OPEP e controlo de poucos paises de uma grande fatia da produção). Ainda mais grave, o petroleo um dia ia acabar e nós iamos todos morrer ou pagar 20 euros por litro de gasolina.

    Neste momento é mais do que claro que nada disso vai acontecer.

    O que vai acontecer é que uma combinação de politicas publicas, privadas e forças de mercado vai fazer com que o petroleo não seja competitivo como fonte de energia, muito antes de se chegar perto do limite de recursos. Continuam a ser encontrados novos jazigos petroliferos e a estimativa de consumo futuro continua a descer e a descer e a descer.

    É uma commodity como qualquer outra, que vai ser priced out of competition por tecnologias melhores (tal como aconteceu ao carvão).

    O peak oil vai acontecer por falta de procura e não por falta de oferta.

    Muito bom para todos nós a nivel ambiental, melhor ainda para nós Portugal, em termos economicos, que somos altamente deficitários em balança energética.

     

     

     

    Podes colocar aqui alguma dessas estimativas de consumo futuro que referiste?

    Em nenhum lugar mencionei a questão da quantidade de petroleo disponivel...falei sempre em consumo, que acredito vai continuar a aumentar por muitas décadas ( a não ser que outras fontes energeticas de igual ou melhor valor apareçam, algo que presentemente não existe).

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    A 14/09/2020 às 18:19, IceMan1910 disse:

    O que vai acontecer é que uma combinação de politicas publicas, privadas e forças de mercado vai fazer com que o petroleo não seja competitivo como fonte de energia, muito antes de se chegar perto do limite de recursos. Continuam a ser encontrados novos jazigos petroliferos e a estimativa de consumo futuro continua a descer e a descer e a descer.

    É uma commodity como qualquer outra, que vai ser priced out of competition por tecnologias melhores (tal como aconteceu ao carvão).

    O peak oil vai acontecer por falta de procura e não por falta de oferta.

    Muito bom para todos nós a nivel ambiental, melhor ainda para nós Portugal, em termos economicos, que somos altamente deficitários em balança energética.

    O IceMan1910 podia acrescentar que à mediada que se vai internalizando na economia toda a amplitude dos custos ambientais dos combustíveis fósseis, também mais rapidamente se vão tornando menos competitivos com outras energias menos poluentes. É de referir que mesmo as designadas energias alternativas "não poluentes", elas, em termos absolutos, também não são zero poluentes, sendo também um pouco poluentes, uma vez que o subjacente deste tipo de energias alternativas naturais incorpora processos menos ou mais poluidores (por ex., produzir as pás das turbinas eólicas, os painéis fotovoltaicos, ... => geração de poluição).

     

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