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  • FORMAS DE POUPAR

  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    Eu nao partilho desse ponto de vista. Tudo tem um valor, e quando as coisas perdem valor, eu perco dinheiro. Isso seria o mesmo que dizer que o meu carro nao perdeu valor desde que o comprei, porque ainda nao decidi vende-lo. 

    Um colega meu investiu no BCP no seu auge e viu o seu dinheiro ser vaporisado. Eu nao acredito que ele olhe para as poucas centenas  de euros que restam dos milhares investidos e pense que ainda nao perdeu porque so vai perder quando vender.

    Sao diferentes perspectivas sobre os investimentos, e eu preferia ter a sua e conseguir ignorar estas flutuaçoes de 20% dos mercados.

    Caro Helder, 

     

    O sentimento de perda é intrínseco a cada pessoa. Cada um sente-a da sua forma. E não é exigível que o seu conceito de perda seja coincidente com o meu. Mas o que é exigível é que haja honestidade intelectual. Comparar um automóvel (coisa móvel) com uma unidade de participação (uma posição jurídica) é apelar a uma argumentação retorcida e falaciosa. O automóvel, salvo se for de coleção, tenderá a desvalorizar-se permanentemente. A unidade de participação pode valorizar ou desvalorizar ao longo do tempo. São comparáveis? Nem pensar. Como diz o ditado, é confundir a "estrada da Beira" com a "beira da estrada"...

     

    Por outro lado, e vai-me desculpar a frontalidade, mas comparar o investimento num fundo de investimentos com o investimento numa ação concreta (BCP, REN, Portucel, o que quiser...) é um erro de principiante. Quando compra uma ação torna-se sócio daquela empresa. E está a apostar no desenvolvimento do negócio daquela empresa concreta. Quando investe num fundo de ações aposta, logo à partida, num leque alargado de ações. Por isso, quando aposta num fundo, está a apostar numa economia ou num setor económico. Mais uma vez, não são comparáveis.

     

    Em todo o caso, mesmo assim, com o exemplo que deu, o seu amigo só perde (no sentido de ter menos valias) no momento em que vender as ações. Pode-me é dizer: "ah, mas elas nunca mais irão recuperar o valor que já tiveram". Eu até concordo com essa análise super provável. Ainda assim, as perdas efetivas apenas se concretizam no momento da venda.  

     

    Eu realmente também não queria estar na sua pele. Sabe, eu comecei nos seguros de capitalização. Estou habituado a ter de esperar 8 anos para conseguir ganhar alguma coisa e não ter o dinheiro disponível durante esse período. Também não é comparável com fundos de investimento, eu sei. Mas no meu espírito, eu encaro as flutuações da mesma forma (refiro-me à carteira de investimentos para longo prazo e não ao market timming): o que me importa é o valor que irei resgatar em 2045. Se esse é o ano em que irei arrumar as botas nisto dos fundos. Esse, para mim, é o momento chave. Encaro as flutuações como situações normais, confiando, claro está, numa tendencial valorização positiva (ainda que, em determinados momentos, esta valorização não se verifique). Se em cada flutuação para baixo eu a sentisse como uma perda, eu nem dormia... 

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    Caro Helder, 

     

    O sentimento de perda é intrínseco a cada pessoa. Cada um sente-a da sua forma. E não é exigível que o seu conceito de perda seja coincidente com o meu. Mas o que é exigível é que haja honestidade intelectual. Comparar um automóvel (coisa móvel) com uma unidade de participação (uma posição jurídica) é apelar a uma argumentação retorcida e falaciosa. O automóvel, salvo se for de coleção, tenderá a desvalorizar-se permanentemente. A unidade de participação pode valorizar ou desvalorizar ao longo do tempo. São comparáveis? Nem pensar. Como diz o ditado, é confundir a "estrada da Beira" com a "beira da estrada"...

     

    Por outro lado, e vai-me desculpar a frontalidade, mas comparar o investimento num fundo de investimentos com o investimento numa ação concreta (BCP, REN, Portucel, o que quiser...) é um erro de principiante. Quando compra uma ação torna-se sócio daquela empresa. E está a apostar no desenvolvimento do negócio daquela empresa concreta. Quando investe num fundo de ações aposta, logo à partida, num leque alargado de ações. Por isso, quando aposta num fundo, está a apostar numa economia ou num setor económico. Mais uma vez, não são comparáveis.

     

    Em todo o caso, mesmo assim, com o exemplo que deu, o seu amigo só perde (no sentido de ter menos valias) no momento em que vender as ações. Pode-me é dizer: "ah, mas elas nunca mais irão recuperar o valor que já tiveram". Eu até concordo com essa análise super provável. Ainda assim, as perdas efetivas apenas se concretizam no momento da venda.  

     

    Eu realmente também não queria estar na sua pele. Sabe, eu comecei nos seguros de capitalização. Estou habituado a ter de esperar 8 anos para conseguir ganhar alguma coisa e não ter o dinheiro disponível durante esse período. Também não é comparável com fundos de investimento, eu sei. Mas no meu espírito, eu encaro as flutuações da mesma forma (refiro-me à carteira de investimentos para longo prazo e não ao market timming): o que me importa é o valor que irei resgatar em 2045. Se esse é o ano em que irei arrumar as botas nisto dos fundos. Esse, para mim, é o momento chave. Encaro as flutuações como situações normais, confiando, claro está, numa tendencial valorização positiva (ainda que, em determinados momentos, esta valorização não se verifique). Se em cada flutuação para baixo eu a sentisse como uma perda, eu nem dormia... 

    Agradeço a frontalidade, e o que escrevo é mais para o beneficio da discussao do que a minha perspectiva na vida.

    Eu revejo-me no que escrevo, mas nao fico estremamente frustrado com estas oscilaçoes de mercado. Sou bastante racional.

    Talvez a comparaçao com um carro seja retorcida, mas nao é tao falaciosa quanto da a entender. Uma queda de um fundo ou um acidente de carro, ambos representao perdas de patrimonio. Podem ser encaradas de forma diferente dependendo da perspectiva que tem em relaçao ao fundo, porque pode a vir a recuperar no futuro. Mas em relaçao a sentir a frustaçao das quedas serve perfeitamente para ilustrar o meu ponto de vista.  Eu ja vendi fundos com menos valias e posso dizer que nao foi quando os vendi que senti as perdas, mas sim quando elas ocorreram. E era isso que eu queria ilustrar com o exemplo. Peço desculpa se nao fui claro, ou se pareceu estapafurdio.

    Mas tem toda a razao, é um ponto de vista bastante pessoal.

    Ja em relaçao a comparar fundos com acçoes individuais, também foi apenas uma ilustraçao. Um fundo também pode perder valor de forma prolongada e quase irreversivel. Como por exemplo o Nikkei 225 que esta  muito longe dos valores de 1989.

    Eu conheço a teoria por tras dos investimentos passivos e sou um investidor passivo. Mas acho importante quem lê este forum  ler um pouco sobre o que é sofrer no pêlo as variaçoes do mercado, porque nem todos tem têm estomago para perder 5 000€, sejam eles 5% ou 20% da carteira.

     

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    Agradeço a frontalidade, e o que escrevo é mais para o beneficio da discussao do que a minha perspectiva na vida.

    Eu revejo-me no que escrevo, mas nao fico estremamente frustrado com estas oscilaçoes de mercado. Sou bastante racional.

    Talvez a comparaçao com um carro seja retorcida, mas nao é tao falaciosa quanto da a entender. Uma queda de um fundo ou um acidente de carro, ambos representao perdas de patrimonio. Podem ser encaradas de forma diferente dependendo da perspectiva que tem em relaçao ao fundo, porque pode a vir a recuperar no futuro. Mas em relaçao a sentir a frustaçao das quedas serve perfeitamente para ilustrar o meu ponto de vista.  Eu ja vendi fundos com menos valias e posso dizer que nao foi quando os vendi que senti as perdas, mas sim quando elas ocorreram. E era isso que eu queria ilustrar com o exemplo. Peço desculpa se nao fui claro, ou se pareceu estapafurdio.

    Mas tem toda a razao, é um ponto de vista bastante pessoal.

    Ja em relaçao a comparar fundos com acçoes individuais, também foi apenas uma ilustraçao. Um fundo também pode perder valor de forma prolongada e quase irreversivel. Como por exemplo o Nikkei 225 que esta  muito longe dos valores de 1989.

    Eu conheço a teoria por tras dos investimentos passivos e sou um investidor passivo. Mas acho importante quem lê este forum  ler um pouco sobre o que é sofrer no pêlo as variaçoes do mercado, porque nem todos tem têm estomago para perder 5 000€, sejam eles 5% ou 20% da carteira.

     

    não é bem a mesma coisa, quem tem 10k e perde 5k(50%) não é comparável a quem tem 100k e perde 5k(5%), de resto é de salutar esta "discussão" e ler diferentes pontos de vista. :D

    Eu tenho um limite psicológico(virtual, pois nada vendi) para a % de perdas da carteira MLP, mas obviamente custa a todos ver diariamente a carteira desvalorizar, mas o meu objectivo é que a médio/longo prazo(e não em 2045 caro Atlas ;)) a mesma estar com um valor (muito) superior ao capital inicial investido.

    Para isso estudei, analisei e subscrevi os FI que tenho pensando num futuro mais risonho. Irá acontecer? Assim espero !

    A minha perca actual é de cerca de -10,5% e acima dos valores mencionados no teu post citado, mas o importante que já foi mencionado aqui pelo pauloaguia e outros, é que que todos os investimentos não estejam centralizados no mesmo tipo de investimento/produto, pois por exemplo no meu caso, -10,5% em todo o meu património financeiro já me faria dormir com algumas insónias, mesmo não tendo a carteira actual ainda nem à um ano.

    Por outro lado, acho que aprendi muito com as recentes quedas e descobri que consigo suportar muito mais a "dor" que até então(e não tenho tatuagens :P).

    Bom fim de semana pessoal 

    Editado por investidorPT
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    Agradeço a frontalidade, e o que escrevo é mais para o beneficio da discussao do que a minha perspectiva na vida.

    Eu revejo-me no que escrevo, mas nao fico estremamente frustrado com estas oscilaçoes de mercado. Sou bastante racional.

    Talvez a comparaçao com um carro seja retorcida, mas nao é tao falaciosa quanto da a entender. Uma queda de um fundo ou um acidente de carro, ambos representao perdas de patrimonio. Podem ser encaradas de forma diferente dependendo da perspectiva que tem em relaçao ao fundo, porque pode a vir a recuperar no futuro. Mas em relaçao a sentir a frustaçao das quedas serve perfeitamente para ilustrar o meu ponto de vista.  Eu ja vendi fundos com menos valias e posso dizer que nao foi quando os vendi que senti as perdas, mas sim quando elas ocorreram. E era isso que eu queria ilustrar com o exemplo. Peço desculpa se nao fui claro, ou se pareceu estapafurdio.

    Mas tem toda a razao, é um ponto de vista bastante pessoal.

    Ja em relaçao a comparar fundos com acçoes individuais, também foi apenas uma ilustraçao. Um fundo também pode perder valor de forma prolongada e quase irreversivel. Como por exemplo o Nikkei 225 que esta  muito longe dos valores de 1989.

    Eu conheço a teoria por tras dos investimentos passivos e sou um investidor passivo. Mas acho importante quem lê este forum  ler um pouco sobre o que é sofrer no pêlo as variaçoes do mercado, porque nem todos tem têm estomago para perder 5 000€, sejam eles 5% ou 20% da carteira.

     

    Helder, 

     

    Concordará comigo que um embate de carro (sendo o Helder o responsável) representará, para si, um prejuízo irreversível. Mais: só o mero decurso do tempo é o bastante para que o seu veículo vá perdendo valor. Mas há uma diferença que ainda é mais substancial: é que o Helder, quando compra Unidades de Participação (UP's) de um fundo, está a investir. Quer dizer: compra com o objetivo de, futuramente, resgatar e obter um retorno positivo destas transações (vamos excluir a hipótese dos fundos pagadores de dividendos, para não complicar). Mas quando adquire um veículo automóvel, e partindo do princípio que não se dedica ao ramo de compra e venda de automóveis, o Helder não está a investir. Logo à partida, não o espera vender no futuro e, ainda por cima, a um preço superior ao da aquisição, O meu caro amigo compra o carro na perspetiva de o usar. Da mesma forma que compra uma televisão ou produtos alimentares. Não está a investir. Compra com a finalidade de os usar, sabendo perfeitamente que vão desvalorizar ao longo do tempo e sem querer saber disso para nada.

     

    É por isso que não é possível comparar a erosão do património provocada pelo desgaste de bens de consumo com a erosão do património provocada por investimentos mal conseguidos. Logo à partida, a alocação do seu dinheiro para uns e para outros servia propósitos diferentes (Ou será  que o Helder, quando olha para a seu televisor e vê o telejornal, ao mesmo tempo está a pensar "bolas, mais um dia, e este aparelho televisor vale ainda menos... que mau investimento fiz quando o comprei"...?). Por isso mantenho a opinião que é falaciosa a comparação.

     

    É verdade que existem economias que estiveram num determinado patamar e que, até ver, parece que lá não voltarão tão cedo. Falou no Japão, poderia também ter mencionado o Brasil. Mas de certeza que, apesar da queda abupta, terão existido algumas ações individuais que tenham valorizado, mesmo quando as outras ações se espatifaram. Será que as ações da Toyota, que há uns anos substituiu a GM como a maior construtora mundial, não valorizaram mesmo no período de deflação (atenção que não sei, apenas estou a especular...)?

     

    O que o Helder não vai encontrar é um único fundo de ações japonesas que tenha valorizado no período de deflação. Mais uma vez: o valor da ação traduz (ou, pelo menos, assim o deveria) os resultados empresariais de uma determinada empresa; o fundo de investimento, dada a dispersão por um vasto número de ações, tende, mais ou menos, a traduzir o desempenho de toda a economia. Mas até em períodos recessivos há empresas que, excecionalmente, conseguem bons resultados; e em períodos de expansão há empresas que vão à falência. Era só isto que quis salientar.

     

    No demais, quem não estiver pronto para aguentar as oscilações dedique-se a investimentos 100% seguros e com menores rentabilidades. Mais vale do que andar preocupado. 

     

     

     

    Editado por atlas
    Erro ortográfico
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    Vejo por aqui duas filosofias quanto aos fundos:

    De um lado, os que inconscientemente, para além de investirem nos fundos, investem na fé. No "Quero acreditar", nem que 99,99% do capital tenha ido pelo cano abaixo, só por teimosia. Enquanto houver um cêntimo, haverá esperança.

    De outro lado, os que querem acreditar também, mas que com as fortes desvalorizações, muito "ruído", e muitas incertezas, vêm que o tempo necessário para recuperar e ultrapassar as perdas, será longo e não manifestamente com resultados GARANTIDOS. Porque se pensarmos bem, são 2 obstáculos para ultrapassar. Um é o tempo que leva a recuperar, o outro é, se lá chega independente do tempo.:rolleyes:

    A estratégia e a fé, depende da cabeça de cada um, tanto para o mal, como para o bem, mas prognósticos, são como o outro dizia, só no fim do jogo.

    Uma coisa é certa, se houvesse agora depósitos a prazo com taxas de 4,5,6%, não havia consumo de ansiolíticos, nem metade das discussões sobre os fundos.:P

    Eu ainda acredito (fé), que existe uma enorme conspiração a nível global/mundial, que nos fazem ir para onde "eles" querem que vamos. Começaram com a história das rentabilidades passadas não serem garantias para o futuro, começou haver limite para garantir os depósitos, começou a haver o perfil de cliente, etc. São tudo mensagens subliminares para em caso de catástrofe, poderem limpar as mãos.:lol:

    Ou isto é obra destes,                        ou destes,                   mas o que eu quero é:

    Illuminati_symbol.tif.thumb.jpg.5caf3c34images_(3).thumb.jpg.cd3683498caa6f3f8ddimages.thumb.jpg.b29b8650f589b7c8b134eb1

    Editado por macase
    • Voto Positivo 1
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    Vejo por aqui duas filosofias quanto aos fundos:

    De um lado, os que inconscientemente, para além de investirem nos fundos, investem na fé. No "Quero acreditar", nem que 99,99% do capital tenha ido pelo cano abaixo, só por teimosia. Enquanto houver um cêntimo, haverá esperança.

    De outro lado, os que querem acreditar também, mas que com as fortes desvalorizações, muito "ruído", e muitas incertezas, vêm que o tempo necessário para recuperar e ultrapassar as perdas, será longo e não manifestamente com resultados GARANTIDOS. Porque se pensarmos bem, são 2 obstáculos para ultrapassar. Um é o tempo que leva a recuperar, o outro é, se lá chega independente do tempo.:rolleyes:

    A estratégia e a fé, depende da cabeça de cada um, tanto para o mal, como para o bem, mas prognósticos, são como o outro dizia, só no fim do jogo.

    Uma coisa é certa, se houvesse agora depósitos a prazo com taxas de 4,5,6%, não havia consumo de ansiolíticos, nem metade das discussões sobre os fundos.:P

    Eu ainda acredito (fé), que existe uma enorme conspiração a nível global/mundial, que nos fazem ir para onde "eles" querem que vamos. Começaram com a história das rentabilidades passadas não serem garantias para o futuro, começou haver limite para garantir os depósitos, começou a haver o perfil de cliente, etc. São tudo mensagens subliminares para em caso de catástrofe, poderem limpar as mãos.:lol:

    Ou isto é obra destes,                        ou destes,                   mas o que eu quero é:

    Illuminati_symbol.tif.thumb.jpg.5caf3c34images_(3).thumb.jpg.cd3683498caa6f3f8ddimages.thumb.jpg.b29b8650f589b7c8b134eb1

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    Não conheço nenhum fundo, dos que são comercializados nos bancos, que tenha perdido 99,99% do capital. Conheço ações concretas, Mas Fundos, não (não sei se o extinto LTCM se comercializava livremente). 

    Não acredito que uma carteira de investimentos diversificada com ações e obrigações, alguma vez venha a perder 99,99% do capital.

    Não acredito que quem se mantiver longe dos ativos de risco (commodities ou mercados emergentes) ou os tiver numa percentagem pequena descorrelacionados com outros presentes na carteira, vá perder 99,99% do capital.

    Acha mesmo que, tendo o Nordea Stable Return, corro o risco de perder 99,99% do capital no momento do resgate? Melhor ainda: acha mesmo que, a longo prazo, irei perder sequer 20% do capital investido neste fundo?

    E o Pictet USA Index? Será que as 500 empresas americanas que compõem o índice S&P500 vão fechar todas ao mesmo tempo, para que eu tenha perdas de 99,99% nesse fundo no momento do resgate?

    Dizes que é uma questão de fé.

    Se calhar é.

    Mas é esta fé que faz com que eu nunca tenha tido menos valias. É a fé de quem nunca perdeu. Mesmo quando no ano passado estava a perder 35% na Rússia, foi esta mesma fé que me fez não vacilar e só resgatar, uns meses mais tarde, com mais valias ilíquidas de quase 10%.

    De cada vez que eu digo isto, vêm-me falar dos BCP, do BES e outras ações individuais. Ou de obrigações do GES. Comparação ridícula, como já demonstrei. Espero que não me venham com esse tipo de comparações outra vez.

     

    • Voto Positivo 1
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    Um video muito interessante sobre a aversao à perda.

    Podem ver aqui que nao limitar as perdas, mesmo possivelmente nao sendo o melhor comportmento no longo prazo é algo que esta enraizado no comportamento humano.

    Quero com isto apenas informar e contruibuir para a discussao.

     

    Editado por Helder Silva
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    Como se costuma dizer... quem não arrisca não petisca.

    A ambição e alguma "ganância" leva a que por vezes não se avalie bem os riscos e se cometam alguns erros que podem sair caros.

    Depois existem alguns que desistem, outros que repetem exactamente os mesmos erros e outros que tentam aprender com os erros e arriscam novamente. A vida é mesmo assim :)

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    Epa nunca tinha colocado tantos "likes" em posts :D bela discussão ;).

    Só uma ressalva, o tal fundo de emergência, que na maioria dos casos se fala em DPs ou em Certificados, o mesmo pode ser feito nos fundos á mesma, como no caso dos fundos de tesouraria/mercado monetário, já que assim, o mesmo fundo de emergência acaba por estar exposto a outro risco, o risco de crédito do emitente, seja do banco seja do Estado Português, e olhem que já há algumas nuvens negras carregadas de " reestruturação de dívida"...

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    Os fundos de tesouraria/monetário não são para render, secalhar muitos de nós ficou mal acostumado com o ES Liquidez em tempos quando rendia mais de 4% líquidos, e diga-se de passagem, o fundo de emergência também não pode estar alocado em algo que renda, porque desse modo estaremos a desviar essa alocação para algo mais agressivo, o objectivo principal parte na perspectiva de não ter esse capital á ordem ou em depósitos com taxas baixissimas, porque o risco de crédito versus rentabilidade não justifica actualmente, e minimizar um pouco o risco inflacionista.

    Fundos de tesouraria/monetário mais "rentáveis" a 1 ano no banco Best:

    NB Liquidez: +0,28%

    Caixagest Liquidez: +0,16%

    Deutsche Invest Liquid ND: -0,05%

    Existe outros fundos de "tesouraria" mais rentáveis mas com risco acrescido um vez que são noutras moedas, a nível nacional parece-me que há pelo menos 1 fundo na Caixa Agrícola interessante, o CA Monetário com rentabilidade a 1 ano de +0,48%.

     

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    Mas esses fundos são mais indicados para nós metermos o nosso fundo de emergência?

    A questão é, ou fazes depósitos a prazo para um prazo maior ( para se obter uma maior taxa ), e com montantes mais altos, e olhando para o mercado estamos a falar em taxas de 1,25%/1,50% para montantes acima dos 25 000€, ( e tem de ser em bancos como o Atlantico etc, ou optas por fundos de tesouraria, onde não tens risco de crédito nem de resgatares e perderes "juros", nos depósitos um levantamento antecipado incorres em perder os juros.

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    Os fundos de tesouraria/monetário não são para render, secalhar muitos de nós ficou mal acostumado com o ES Liquidez em tempos quando rendia mais de 4% líquidos, e diga-se de passagem, o fundo de emergência também não pode estar alocado em algo que renda, porque desse modo estaremos a desviar essa alocação para algo mais agressivo, o objectivo principal parte na perspectiva de não ter esse capital á ordem ou em depósitos com taxas baixissimas, porque o risco de crédito versus rentabilidade não justifica actualmente, e minimizar um pouco o risco inflacionista.

    Fundos de tesouraria/monetário mais "rentáveis" a 1 ano no banco Best:

    NB Liquidez: +0,28%

    Caixagest Liquidez: +0,16%

    Deutsche Invest Liquid ND: -0,05%

    Existe outros fundos de "tesouraria" mais rentáveis mas com risco acrescido um vez que são noutras moedas, a nível nacional parece-me que há pelo menos 1 fundo na Caixa Agrícola interessante, o CA Monetário com rentabilidade a 1 ano de +0,48%.

     

    Falando apenas no "fundo de emergência"...

     

    Porque razão haveria eu de alocar o "fundo de emergência" a um fundo de investimento tesouraria/monetário, com valorizações ridículas, se o podia alocar a um seguro de capitalização que me dava, à data, 3,6%/ano já líquidos de imposto (para um período de 8 anos), sem riscos e podendo resgatar em caso de necessidade, sem qualquer penalização sobre o capital a partir do segundo ano (falo do postal valor crescente 2, da Fidelidade)?

    E, mais tarde, querendo manter essa parte dos meus investimentos firme, porque haveria eu de escolher as valorizações miseráveis desses fundos, tendo eu disponível o seguro de capitalização da Eurovida Poupança Futuro, que posso reforçar quando quiser, resgatar quando quiser e me dá uma taxa mínima garantida para sempre de 2,5%/ano (em 2013 foi de 7,5%)?

    E se agora fosse construir o meu fundo de emergência, porque haveria eu de escolher a valorização miserável de 0,28% do NB liquidez (eu já nem falo do ridiculo que é a devalorização do Deutsche Invest Liquid ND) em vez do seguro de capitalização Generalli+Poupança, que nos últimos anos tem dado uma taxa de juro anual de 4%, e com o resgate sempre disponível, em caso de absoluta necessidade (exatamente o que se pretende, com um fundo de emergência - só tocar nele numa urgência e quando não há mesmo outra alternativa)?

    Editado por atlas
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    Atlas, tu não sei, eu pelo que disse acima, não incorrer no risco de crédito e também de liquidez, que nos exemplos que dás, pode sempre vir a ter, um fundo de tesouraria é liquido e tens o capital disponível de um dia para o outro.

    Não percebi essa última parte sobre a minha citação inicial da 1ª página, queres esclarecer melhor?

    OU entao poes debaixo do colchão

    Aqui incorres em outros tipos de risco, sem terem a haver com mercado mas sempre presentes, risco de furto, risco de incêndio, de inundação, catástrofe natural, ou simplesmente vontade de ir á loja comprar o último iPhone que acabou de sair :D

    Editado por D@vid
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    Atlas, tu não sei, eu pelo que disse acima, não incorrer no risco de crédito e também de liquidez, que unos exemplos que dás, pode sempre vir a ter, um fundo de tesouraria é liquido e tens o capital disponível de um dia para o outro.

    Também não percebi essa última parte sobre a minha citação inicial da 1ª página, queres esclarecer melhor?

    David, 

     

    Também não percebo porque razão apareceu isso no final. Tentei tirar e não consegui. Foi totalmente involuntário. Sorry.

     

    Sobre os seguros de capitalização: pode acontecer que uma seguradora vá à falência. Mas até hoje eu nunca vi nenhuma. Nem uma. O BPN caíu, mas a Real aguentou-se. O BES caíu, mas a Bes Vida aguentou-se. O Banif caíu, mas a Açoreana cá está.

     

    Mas tudo bem...  pode acontecer.

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    David, 

     

    Também não percebo porque razão apareceu isso no final. Tentei tirar e não consegui. Foi totalmente involuntário. Sorry.

     

    Sobre os seguros de capitalização: pode acontecer que uma seguradora vá à falência. Mas até hoje eu nunca vi nenhuma. Nem uma. O BPN caíu, mas a Real aguentou-se. O BES caíu, mas a Bes Vida aguentou-se. O Banif caíu, mas a Açoreana cá está.

     

    Mas tudo bem...  pode acontecer.

    Sim claro, eu próprio já tive a oportunidade de dizer que está-se mais "seguro" num seguro do que num depósito, arrisco mesmo a dizer que de longe, mas é mais pelo tempo que pode levar um resgate assim como também uma liquidez mais apertada em certas ocasiões, deves ter ouvido falar por exemplo que houve clientes da BES Vida que pediram resgates e só viram o capital ao fim de muitas semanas ou meses, pela corrida que houve a levantamentos, e para quem quer ter um fundo de emergência pode ser um caso complicado nessas circunstancias poder levantar.

    Por acaso ainda há pouco tempo vi esse da generali e confesso que quero ver melhor, eles dizem que têm uma taxa mínima de 1,5% e que pode dar no máximo 4%, para seguro de capitalização puro parece-me ser uma boa rentabilidade nos dias que correm, 4% num seguro há 2 anos até era normal, os do BES davam mais que isso, mas esse em 2014 deu 4%, ainda não sei se já saiu a rentabilidade de 2015, mas se foi de novo 4% tenho de o estudar para perceber de onde vem essa performance :)

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    Acredito que nao escreveu isso, para me ofender. Mas deixa no ar, que eu por me contorcer sou oposto de si, ou seja entesourador.

    A razao do meu contorcer, nao foram 3% de perdas. Mas sim quase 15% de perdas pico a pico. O que até pode nem parecer muito, mas quando construi a minha carteira , fiz-lo com a conciencia que poderia um dia perder até 20% do capital. Mas uma coisa é saber ao que me estava a expor, outra é sentir pela primeira vez o dinheiro a desaparecer. 

    A principal razao para o meu contorcer é a mesma razao porque um criança chora quando lhe tiram um chupa-chupa que lhe acabaram de dar. A criança começa e acaba sem o chupa-chupa, por isso nao esta nem pior nem melhor do que quando começou. Mas o facto de lhe terem tirado o chupa-chupa que  lhe tinham oferecido deixa-a angustiada. Tal como eu que perdi os ganhos de  2014 e 2015. 

    Nao quero com isto que pensem que nao li bastante e nao me preparei para os investimentos que fiz. Apenas senti mais as perdas do que esperava, Talvez seja   mais delicado ou apenas uma flor de estufa. :D

    É um pouco da minha experiência com os fundos: uma coisa é ler e mentalizar-me que vão haver dias complicados, outra coisa é vivê-los. E nem é que estivesse a perder muito dinheiro (nem metade de um mês de salários, porque comecei há pouco tempo e tenho reforçado continuamente), mas ele não era só meu e tive que falar com a Maria. Dito isto, ela que está mais afastada só me disse: "não me andaste a dizer que era para um mínimo de 5 anos, que se podia perder dinheiro em poucos meses ou até num ano ou dois, mas que a cinco anos era relativamente seguro que ganhávamos dinheiro? então deixa-o lá estar".

     

    No dia a seguir a bolsa europeia subiu 2.7%´e foi quase a semana toda a subir. Eu não resgataria o dinheiro se fosse só meu, mas sendo meu e dele, senti-me na obrigação de dar o toque a reunir.

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    De um lado, os que inconscientemente, para além de investirem nos fundos, investem na fé. No "Quero acreditar", nem que 99,99% do capital tenha ido pelo cano abaixo, só por teimosia. Enquanto houver um cêntimo, haverá esperança.

     

    Inconscientemente?? O macase porventura investe em algo que seja 100% seguro?Será que podia "iluminar" a nossa inconsciência, informando quais os investimentos que são absolutamente seguros (com ou sem retornos), e que não careçam de nenhum tipo de "fé" ou optimismo quanto aos resultados futuros?

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    Em relaçao aos investidores de longo prazo nao se precisarem de preocupar muito com as oscilaçoes do mercado, se fizerem testes historicos vao reparar que quem investe e apanha grandes quedas nos primeiros anos, têm retornos muito menores que quem apanha 3 ou 4 anos fantasticos no inicio. Por isso, estas quedas abruptas terao efeitos bem reais nos retornos. Podem nao ser perdas reais, mas sao bem possivelmente retornos menores, mesmo num futuro longinquo.

    Prefiro o "possivelmente" do que o "terão". Certezas absolutas para o futuro com os FI nunca as terá. Eu não considero as perdas temporárias como perdas efetivas, porque desde que não se tenha perdido tudo e continue no assador continuam a existir hipóteses de se vir a ganhar. Maiores perdas no inicio não implicam fatalmente que os retornos sejam menores no futuro. No passado foi assim; mas o futuro está em aberto, embora tenhamos algumas orientações probabilisticas. Tanto posso perder agora 30% e daqui a 10 anos estar a ganhar 50%, como posso ganhar agora 30% e estar a perder daqui a 10 anos 50%.Nunca pode ter a certeza de uma evolução necessariamente crescente do seu investimento. Sad but true: esta é a maior força e a maior angustia do ser humano - imprevisibilidade e irreversibilidade dos efeitos das suas ações presentes.

    Pode é recorrer (para se aproximar um pouco mais da certeza) à estatistica, e obter previsões assentes em probabilidades de quanto pode vir a ganhar ou perder, mais exactas quanto maiores os prazos, e aí as grandes quedas e as grandes subidas tornam-se cada vez mais irrelevantes ao serem "aplainadas" pelas médias.

    Pode também simplesmente recorrer ao bom senso, e optar por algo que lhe oferece mais hipóteses de sucesso (hipoteses não são certezas) comparativamente com outras coisas que não lhe oferecem tantas hipóteses.Há ainda o factor fé a pesar; é preciso bastante menos fé para se obter sucesso sem perder tudo com os FI do que com investimentos com ações, casinos, euromilhões ou obrigações do Benfica.Acho até que nem é uma grande demonstração de coragem isto dos Fundos, tendo em conta os seus antecedentes e as altas probabilidades de sucesso.

    Editado por 5coroas
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    • -------- changed the title to Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )

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