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  • FORMAS DE POUPAR

  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    É a primeira vez que escrevo aqui. Queria perguntar aos senhores o seguinte:

    eu tenho conta no antigo banco Banif, ainda do tempo do meu falecido marido, e quando foi das notícias más sobre o banco, fui aconselhada pela senhora do banco a colocar todo o meu dinheiro em fundos de investimento do banco Banif.

    Só que o que eu agora vejo é que esse valor que eu apliquei nos fundos (disseram-me para aplicar metade do valor no fundo Banif Euro Tesouraria e o resto repartido pelo Fundo Banif Conservador e o Fundo Banif Moderado), vejo que esse valor desce todos os dias. Desde a altura que eu passei o dinheiro para esses fundos até hoje só têm descido, logo cada dia que passa estou a perder dinheiro e não é isso que eu quero, naturalmente.

    Daqui que eu pergunte aos senhores se isto é normal acontecer, se está a acontecer também com os fundos dos outros bancos, ou se é por serem fundos do Banif que foi à falência. Se é por causa disso. 

     

    à primeira vista, os fundos que descreve  tem  pouca ou nenhuma exposiçao ao Banif. A razao porque estao a cair é porque todo o mercado tem estado em queda. 

    Se nao estou em erro, deve ter perdido cerca de 0.2% no fundo de tesouraria, 3% no fundo conservador e 6% no fundo Banif Moderado. E estes valores estao em linha com os fundos de outros bancos. Nao esta relacionado com a falencia do banco.

     

    Em relaçao à normalidade da situaçao, so posso dizer que teve o azar de apanhar uns meses bastante maus nos mercados. As ultimas semanas  tem sido bastante  dificeis de digerir para nós investidores.

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    Não sei se já repararam mas acabaram os votos negativos, assim deste modo resolve-se parte do problema, ainda existem outros mas irão ser resolvidos para que se volte a ter um tópico com um ar mais re

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    Mais um dia a perder.

    O unico fundo que eu possuo que se esta a marimbar para os mercados parece ser o VIP.

    http://www.montepio.pt/SitePublico/pt_PT/particulares/poupar-investir/fundos-investimento/imobiliarios/vip.page?submit=true

    Todos os dias sobe uns centimos, e vai dando quase 3% ao ano. Pena ser so 4% da minha carteira.

    é uma boa opçao para quem quer diversificar no imobiliario com baixo risco. Deixo aqui a dica.

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    Eurico, o presbítero

    Presentemente, não tenho grande opinião sobre os fundos imobiliários. Há vários anos atrás tive o Fundimo, da CGD, e o Imovest, creio que do Banif, que me deram algumas alegrias (principalmente o primeiro), mas isso foi há, sei lá, uns 10 ou 15 anos atrás (talvez nem tanto).

    Não sabia que estavam a ressurgir.

    Editado por Eurico, o presbítero
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    Entre a minha "fé" e uma pseudo-ciência inutil que me assegura um "parece-me que" e "veremos o que acontece", pelo menos a minha é mais intelectualmente honesta e mais de acordo com o principio "kiss - Keep It Simple, Stupid" que nos ajuda a tornar a vida mais tranquila. 

    Como já te disse uma vez, "Lose your opinion, not your money".

    Se eu tiver que admitir que a minha análise está errada, assim o farei, alguém acerta a 100%? O meu método, sigo-o, se tem erros, naturalmente. Agora a fé é que tem VALOR, tem tanto valor como tu neste fórum. 

    Intelectualmente és tão avançado que vens para aqui com coisas triviais, metendo pelo meio umas frases "engraçadas". Nem sequer me consegues fazer rir.

    Conheces o ditado galinhas apressadas....(não é para te melindrares) ehehe

    PS- Este é apenas para ti. O parece-me que e o veremos que em AT significa que:

    Com base em determinada variável, se acontecer X então seguirá um determinado padrão, se não acontecer INVALIDA-O. Isto é KISS, not faith.

    PS- Se leres vários comentários relativamente à AT, colocam-se dois cenários com base em determinadas premissas. Aliás como podes ver, isto "parecia que ia inverter e...para já, está a morrer". Eu como sou do Benfica (e estou short, estou a adorar).

    Editado por Cardoso24
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    Agradeço muito aos senhores que falaram do meu caso.

    Um pergunta-me quanto eu estou a perder. Bem, desde o dia que eu comprei os fundos (nos finais de Novembro ou início de Dezembro, não consigo precisar), por sugestão da senhora do banco Banif, até ao dia de hoje (estive agora mesmo na página do Banif a confirmar - eles têm lá a data já da próxima segunda-feira) somando os prejuízos nos três fundos, vão já em dezenas de milhar de euros. Não só as descidas (logo nos três fundos) foram grandes como os valores aplicados são de algum porte, já que são a soma das economias de uma vida de trabalho, minha (fui professora durante mais de 40 anos de serviço) e, principalmente, do meu marido, que era quem geria e se preocupava mais com a parte financeira da família. Por esta razão é que ando muito preocupada. E também porque no banco não me dão solução. Só me dizem para aguardar.

    Por exemplo, fui ontem a uma dependência importante do banco Santander, aqui no centro de Lisboa, e senti que fui literalmente "chutada" para o lado, Quando disse que era cliente do banco Banif, a senhora que me atendeu, muito friamente, nem adiantou conversa. Travou logo o discurso e disse-me para eu me dirigir à agência Banif onde tenho a minha conta domiciliada e que "só lá" os colegas me poderiam dar informações. Fiquei muito frustrada e sem saber se, verdadeiramente, sou já cliente do Santander. Ao que parece, não sou. Dão a entender que me encontro numa penumbra em que não sendo já cliente do Banif, porque faliu, também não sou cliente, de pleno direito, do Santander, porque, visivelmente, nem troco me passaram. Ainda perguntei pelos produtos do banco Santander onde pudesse aplicar o que tenho, por taxas dos depósitos a prazo, etc., nas nada obteve resposta. A funcionária respondia-me sempre o mesmo, secamente, para eu colocar essas perguntas na minha agência ex-Banif. Só "eles" me poderiam responder. Senti-me indesejada.

    A vontade que me deu - foi mais um impulso, eu sei - foi desfazer-me de tudo o que tenho no banco Banif, mesmo tendo todo este prejuízo, e sair para outro banco, Afinal sou livre e não tenho que estar forçada onde estou e não quero estar. Logo ali na baixa, como há muitos bancos, entrei num e expliquei à directora (uma senhora muito simpática e distinta) a minha situação. Conversámos longamente. A senhora aconselhou-me a fazer um depósito a prazo e disse-me que ia ver qual a melhor taxa que me poderia oferecer. Disse-me que precisava de efectuar alguns telefonemas aos seus superiores, mas que, para os valores que eu lhe falei, talvez me pudesse conseguir uma taxa de 1,5% ao ano, livre de preocupações e riscos. A senhora ficou com o meu contacto e vai telefonar-me depois das festas do carnaval com notícias. Pelo menos soube ouvir-me e demonstrou ser muito humana e atenciosa. Valha-nos isso.

    O que me está a tolher o pensamento e a decisão, neste momento, é eu vender os fundos que tenho no Banif com tanto prejuízo. Lá disseram-me que bastava que, dentro de uma ou das semanas, saísse uma "boa notícia" nos jornais que os fundos subiriam e que as minhas perdas seriam anulada. É este impasse do "sobe e não sobe" ou das "boas notícias" que tardam em chegar, que me está a colocar dúvidas e a deixar-me sem saber o que fazer, que decisão tomar. Continuar nos fundos e esperar que eles subam? Sair já, mesmo a perder dinheiro, e aplicá-lo num banco a prazo? Os senhores acham que uma taxa de 1,5% para um depósito a um ano seria bom?

    Muito agradeço a amabilidade de me lerem e a vossa opinião.

    • Voto Positivo 1
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    Tem os fundos há muito pouco tempo, na minha opinião se não precisar do dinheiro fique com os fundos e espere por melhores dias. Os investimentos em fundos deviam ser melhor explicados até porque existe o risco de perdas e quem for impaciente ou tiver medo o mais certo é sair a perder.

    Esta é apenas a minha opinião...

     

     

    Editado por FoxNinja
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    Na minha opinião, colocar as poupanças de uma vida em investimentos com risco de perda de capital, quando já se está na reforma, é contraproducente. Supondo que havia uma descida de 20% ou 30% a curto prazo, levaria alguns aninhos a recuperar dessas perdas. E nessa fase da vida pode já não haver janela temporal útil para recuperar essas perdas.

    Daí se aconselhar fundos de Acções para gente nova, ir progressivamente rebalanceando para activos de menor risco, ou até sem risco, conforme a idade avança.

     

    Lá disseram-me que bastava que, dentro de uma ou das semanas, saísse uma "boa notícia" nos jornais que os fundos subiriam e que as minhas perdas seriam anuladas.

    Isto é falso. 

    Não se antevêem grandes recuperações a curto prazo, que consigam anular as perdas desde Agosto 2015.

    Em jeito de exemplo, o STOXX50, para voltar a níveis que teve no verão, terá que recuperar 25%. E da maneira que a Europa anda, se conseguir fechar 2016 positivo já é uma sorte.

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    Os senhores desculpem. Eu escrevi um texto demasiado longo (foi quase um desabafo) e, talvez por isso, não perceberam o que eu escrevi ou não me expliquei convenientemente. Eu não tenho os fundos há muito tempo.Pelo contrário. Eles foram adquiridos ou nos últimos dias de Novembro ou nos primeiros de Dezembro de 2015, não posso agora precisar (não tenho aqui comigo os papeis). Portanto, estamos a falar de apenas 2 meses (ou 3 meses no máximo). E eu expliquei aqui a razão dessa compra. Foi-me sugerida pela gestora do banco Banif e eu aceitei. Eu explico:

    O meu marido, em vida, era entendido em jogar na bolsa e tinha dinheiro aplicado em acções e outros papeis do Banif e não só. Ele tinha um grande amigo de juventude e de curso no banco e portanto sentia-se à vontade nesses negócios. Havia uma grande ligação entre as nossas famílias. Acontece que, com estas mudanças no banco, esse director nosso amigo saiu do banco por acordo (com boa indemnização) e pouco tempo depois dá-se o falecimento trágico do meu marido. Tudo isto foi muito rápido e inesperado. Como acho que compreendem, tudo isto foi terrível para mim e muito, muito doloroso. Durante meses, eu desliguei completamente destes assuntos materiais. Só no final do ano passado fui alertada pelo senhor amigo da família dessa questão e fui ao banco. Foi então, nos últimos meses do ano passado e por sugestão da doutora do banco, que todos os valores da conta foram vendidos e passados para fundos do Banif. Disse-me, na altura, que essa era a melhor solução e que o dinheiro estaria seguro nesses fundos caso algum problema sério acontecesse ao banco. Garantiram-me que os fundos do Banif eram independentes do banco e estavam a ser geridos por uma das melhores empresas de fundos de Portugal (acho que até me chegou a dizer da Europa). Por isso aceitei vender tudo do tempo do meu marido e passar o dinheiro para os fundos do Banif. 

    Em resumo, eu ter agora o dinheiro nestes 3 fundos de investimento do Banif não foi nenhuma decisão tomada "há muitos anos" ou algo assim muito pensado como uma decisão "para a vida". Pelo contrário. Aconteceu tudo muito de repente. Fui alertada para a situação e tive de agir, acreditando que me estavam a aconselhar bem. Portanto, muito recentemente (há 2 ou 3 meses, no máximo) colocaram-me o dinheiro nos fundos de investimentos do Banif para me salvarem de um prejuízo ainda maior e que, pelo que eu leio e oiço falar, aconteceu mesmo, com coisas do Banif. A ideia dos fundos era resguardarem-me dessa situação.  A ideia era, portanto, temporária.

    Agora, que eu pretendo vender os fundos (aliás, era essa a ideia original, o dinheiro estar lá temporariamente até passarem os problemas no banco), é que deparo com a dificuldade de estarem baixos e se os vender agora perder dinheiro significativo. Foi esta questão que eu vim perguntar aos senhores. Se devo conservar os fundos do Banif por mais algum tempo na esperança que eles possam subir de preço e só vendê-los nessa altura ou se os devo vender já esta semana, mesmo perdendo, já fiz as contas por alto, e perco nunca menos de 13 mil euros. É claro, se a solução for vender já os fundos, mesmo com este prejuízo, depois tenho que saber onde devo aplicar o dinheiro que dali vai sair, o que não é problema menor. Se eu o colocar num depósito a prazo à taxa de juro ao ano de 1,5% acham que estou a fazer bem? Não gostei do atendimento do banco Santander e até me sentia melhor se mudasse de banco. 

    Agradeço aos que me leram e peço desculpa se fui novamente demasiado longa mas minhas explicações, mas reparei que houve senhores que não entenderam bem o que eu procurei explicar e agora procurei ser mais clara. Obrigada.

     

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    Não sei se leu o que eu escrevi mas eu disse que a Srª tinha os fundos há pouco tempo e que se não precisasse do dinheiro deveria aguardar e esperar por melhores dias.

    Era isso que eu faria... para tentar minimizar as perdas e se possível sair com lucro.

    Editado por FoxNinja
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    Os senhores desculpem. Eu escrevi um texto demasiado longo (foi quase um desabafo) e, talvez por isso, não perceberam o que eu escrevi ou não me expliquei convenientemente. Eu não tenho os fundos há muito tempo.Pelo contrário. Eles foram adquiridos ou nos últimos dias de Novembro ou nos primeiros de Dezembro de 2015, não posso agora precisar (não tenho aqui comigo os papeis). Portanto, estamos a falar de apenas 2 meses (ou 3 meses no máximo). E eu expliquei aqui a razão dessa compra. Foi-me sugerida pela gestora do banco Banif e eu aceitei. Eu explico:

    1. O meu marido, em vida, era entendido em jogar na bolsa e tinha dinheiro aplicado em acções e outros papeis do Banif e não só. Ele tinha um grande amigo de juventude e de curso no banco e portanto sentia-se à vontade nesses negócios. Havia uma grande ligação entre as nossas famílias. Acontece que, com estas mudanças no banco, esse director nosso amigo saiu do banco por acordo (com boa indemnização) e pouco tempo depois dá-se o falecimento trágico do meu marido. Tudo isto foi muito rápido e inesperado. Como acho que compreendem, tudo isto foi terrível para mim e muito, muito doloroso. Durante meses, eu desliguei completamente destes assuntos materiais. Só no final do ano passado fui alertada pelo senhor amigo da família dessa questão e fui ao banco. Foi então, nos últimos meses do ano passado e por sugestão da doutora do banco, que todos os valores da conta foram vendidos e passados para fundos do Banif. Disse-me, na altura, que essa era a melhor solução e que o dinheiro estaria seguro nesses fundos caso algum problema sério acontecesse ao banco. Garantiram-me que os fundos do Banif eram independentes do banco e estavam a ser geridos por uma das melhores empresas de fundos de Portugal (acho que até me chegou a dizer da Europa). Por isso aceitei vender tudo do tempo do meu marido e passar o dinheiro para os fundos do Banif. 

    Em resumo, eu ter agora o dinheiro nestes 3 fundos de investimento do Banif não foi nenhuma decisão tomada "há muitos anos" ou algo assim muito pensado como uma decisão "para a vida". Pelo contrário. Aconteceu tudo muito de repente. Fui alertada para a situação e tive de agir, acreditando que me estavam a aconselhar bem. Portanto, muito recentemente (há 2 ou 3 meses, no máximo) colocaram-me o dinheiro nos fundos de investimentos do Banif para me salvarem de um prejuízo ainda maior e que, pelo que eu leio e oiço falar, aconteceu mesmo, com coisas do Banif. A ideia dos fundos era resguardarem-me dessa situação.  A ideia era, portanto, temporária.

    Agora, que eu pretendo vender os fundos (aliás, era essa a ideia original, o dinheiro estar lá temporariamente até passarem os problemas no banco), é que deparo com a dificuldade de estarem baixos e se os vender agora perder dinheiro significativo. Foi esta questão que eu vim perguntar aos senhores. Se devo conservar os fundos do Banif por mais algum tempo na esperança que eles possam subir de preço e só vendê-los nessa altura ou se os devo vender já esta semana, mesmo perdendo, já fiz as contas por alto, e perco nunca menos de 13 mil euros. É claro, se a solução for vender já os fundos, mesmo com este prejuízo, depois tenho que saber onde devo aplicar o dinheiro que dali vai sair, o que não é problema menor. Se eu o colocar num depósito a prazo à taxa de juro ao ano de 1,5% acham que estou a fazer bem? Não gostei do atendimento do banco Santander e até me sentia melhor se mudasse de banco. 

    Agradeço aos que me leram e peço desculpa se fui novamente demasiado longa mas minhas explicações, mas reparei que houve senhores que não entenderam bem o que eu procurei explicar e agora procurei ser mais clara. Obrigada.

     

    Claramente este tipo de investimento não é para si. A "senhora" que lhe propôs estes investimentos traçou-lhe algum perfil de investimento?

    Creio que devia acabar com esses investimentos e seguir a sugestão da "gestora" da outra entidade bancária. É certo que 1,5% não lhe vai permitir reaver o capital entretanto "perdido" (só o é quando o resgatar efetivamente), mas pode "dormir" um pouco mais descansada sabendo que o capital (fruto de uma vida de poupanças) não se está a "desfazer" de dia para dia...

    Parece-me que o seu envolvimento financeiro é superior a 100000€. Se puder deixar um intervalo de valores e para qual o banco pensa transferir esse capital, pode sempre colher mais umas opiniões alertadas sobre o estado de saúde da entidade bancária...

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    Beatriz, com essa explicação já faz mais sentido. Basicamente a gestora do banco transferiu os activos de risco, que estavam diretamente ligados ao banco e à possibilidade perda total, para fundos, de forma a proteger de certa forma, de uma eventual roptura do banco. Não de todo mal pensado, se bem que existiriam, à data, alternativas melhores, mas que dadas as circunstâncias que descreveu, foi a solução possível.

    Posto isto, como o que sabemos sobre o seu enquadramento pessoal e social é escasso, o que tem como solução nesse caso é:
    1 - Mantém os activos onde estão, nos fundos Banif, e aguarda que passe esta fase de correção que vivemos nos mercados. Define um horizonte temporal máximo de até quando quer manter o dinheiro nesses activos, por exemplo 5 anos, e é provável que nessa altura já tenha reavido as perdas e porventura feito alguns ganhos. Claro que também existe a possibilidade de as perdas se agravarem e daqui a 5 anos ainda ter menos dinheiro do que tem agora. Embora veja essa como uma possibilidade mais remota.

    2 - Assume as perdas actuais, resgatando o montante total e aplica em produtos sem risco de perda de capital, como CTPM, CAs ou Depósitos a prazo, mas devido a essas taxas serem muito baixas, demorará bastante tempo a recuperar as perdas de 13k€ que refere, talvez já não esteja cá para assistir a isso, que é o mais provável.

    3 - Assume as perdas actuais, resgata tudo, mas aplica noutro banco, mais credível e que lhe inspire mais confiança. Aqui sugeria uma carteira de fundos pouco agressiva, mas com potencial de gerar rendimento suficiente para recuperar as perdas com bastante probabilidade a médio prazo.

     

    Pessoalmente, eu no seu caso optaria pela opção 3: Desligava-me de uma entidade que está contaminada actualmente, não é a referência em performance de gestão de fundos, e ia apostar (assumindo risco) em tentar recuperar o que já perdi desde Novembro.

    Editado por Patanisca
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    Quero agradecer aos dois senhores que me responderam.

    Ao primeiro, Sr. Fox, preciso de pedir desculpa pela minha leitura deficiente. Mas ficou assim esclarecido que eu tenho esses três fundos do Banif desde há pouco tempo, mais concretamente, desde finais do mês de Novembro do ano passado.

    Relativamente ao Sr. ABC, respondo que não, no Banif não me traçaram nenhum "perfil de investimento". Não vou repetir-me. A conta foi aberta há muitos anos pelo meu marido. Ele faz-se homem em Angola e conheceu lá, em jovem, o fundador do banco. Ele contava muitas histórias desse tempo, de Luanda, da cervejaria Munique e das estroinice que eles faziam. Foram amigos de juventude e acompanho-o no funeral. Teve uma morte prematura.

    Mas o que eu queria dizer é que, nesta mudança, fui eu que dei as ordens. Como disse aqui, não posso precisar quando, mas terá sido pelo final do Verão passado, quando a esposa do antigo director do banco Banif me telefonou dizendo que o marido gostava de me dar uma palavrinha, almoçámos, e foi aí que o senhor me aconselhou (preveniu, será a palavra mais adequada) a fazer alguma coisa pelo dinheiro que o meu marido tinha aplicado no Banif, porque as coisas não iam boas. Naturalmente, fiquei preocupada, mas foi só depois de ver na televisão as primeiras notícias que falavam do banco, é que eu me senti empurrada a tomar medidas. Pedi novamente conselhos e foi o amigo do meu marido que, embora estando já fora do banco, marcou a reunião com diretora do banco para termos essa conversa. Foi ele que a marcou a reunião, mas não esteve presente. Portanto, quando eu nessa altura falei com a diretora do Banif, ela estava ao corrente de tudo. Como disse disse, a compra destes três fundos foi com a solução que me foi apresentada, sempre com ideia de os ter por pouco tempo, até ver em que situação ficava o Banif. Nessa altura, eu estava longe de pensar no que ia acontecer. Já agradeci muito à minha amiga o conselho que o marido me deu. Sinto-me em dívida para com eles. Vou estar-lhes reconhecida toda a minha vida.

    Mas agora o momento é diferente. tenho que resolver a situação em que me encontro e que já descrevi. Conservo os fundos do Banif na esperança que recuperem de valor ou vendo tudo esta semana e coloco o montante noutro banco, numa nova conta, e saio do Banif? A taxa de 1,5% a um ano é boa ou devo pedir uma superior? Até onde os bancos, presentemente, podem ir para um bom depósito? Os senhores têm uma ideia?

    P.S. Peço desculpa ao Sr. ABC mas não falo aqui de importâncias em concreto. Também confesso que não percebi bem o que o senhor quis dizer no último período da sua resposta: "...intervalo de valores para o qual o banco possa transferir...". Pode explicar-me, por favor, o sentido?

    Muito obrigada.

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    Quero agradecer aos dois senhores que me responderam.

    Ao primeiro, Sr. Fox, preciso de pedir desculpa pela minha leitura deficiente. Mas ficou assim esclarecido que eu tenho esses três fundos do Banif desde há pouco tempo, mais concretamente, desde finais do mês de Novembro do ano passado.

    Relativamente ao Sr. ABC, respondo que não, no Banif não me traçaram nenhum "perfil de investimento". Não vou repetir-me. A conta foi aberta há muitos anos pelo meu marido. Ele faz-se homem em Angola e conheceu lá, em jovem, o fundador do banco. Ele contava muitas histórias desse tempo, de Luanda, da cervejaria Munique e das estroinice que eles faziam. Foram amigos de juventude e acompanho-o no funeral. Teve uma morte prematura.

    Mas o que eu queria dizer é que, nesta mudança, fui eu que dei as ordens. Como disse aqui, não posso precisar quando, mas terá sido pelo final do Verão passado, quando a esposa do antigo director do banco Banif me telefonou dizendo que o marido gostava de me dar uma palavrinha, almoçámos, e foi aí que o senhor me aconselhou (preveniu, será a palavra mais adequada) a fazer alguma coisa pelo dinheiro que o meu marido tinha aplicado no Banif, porque as coisas não iam boas. Naturalmente, fiquei preocupada, mas foi só depois de ver na televisão as primeiras notícias que falavam do banco, é que eu me senti empurrada a tomar medidas. Pedi novamente conselhos e foi o amigo do meu marido que, embora estando já fora do banco, marcou a reunião com diretora do banco para termos essa conversa. Foi ele que a marcou a reunião, mas não esteve presente. Portanto, quando eu nessa altura falei com a diretora do Banif, ela estava ao corrente de tudo. Como disse disse, a compra destes três fundos foi com a solução que me foi apresentada, sempre com ideia de os ter por pouco tempo, até ver em que situação ficava o Banif. Nessa altura, eu estava longe de pensar no que ia acontecer. Já agradeci muito à minha amiga o conselho que o marido me deu. Sinto-me em dívida para com eles. Vou estar-lhes reconhecida toda a minha vida.

    Mas agora o momento é diferente. tenho que resolver a situação em que me encontro e que já descrevi. Conservo os fundos do Banif na esperança que recuperem de valor ou vendo tudo esta semana e coloco o montante noutro banco, numa nova conta, e saio do Banif? A taxa de 1,5% a um ano é boa ou devo pedir uma superior? Até onde os bancos, presentemente, podem ir para um bom depósito? Os senhores têm uma ideia?

    P.S. Peço desculpa ao Sr. ABC mas não falo aqui de importâncias em concreto. Também confesso que não percebi bem o que o senhor quis dizer no último período da sua resposta: "...intervalo de valores para o qual o banco possa transferir...". Pode explicar-me, por favor, o sentido?

    Muito obrigada.

    Um deposito de 1.5% ao ano, é considerado generoso por estes dias.
    Outro producto interessante e com risco quase nulo, sao os  "certificados tesouro poupança mais", que se pode subscrever nos CTT. é um investimento a 5 anos, onde durante o primeiro ano nao pode aceder ao capital.

    https://www.ctt.pt/financas-e-pagamentos/poupancas/solucoes-de-poupanca/titulos-de-divida-publica/certificados-do-tesouro-poupanca-mais.html

    O que eu faria na sua situaçao, seria resgatar o fundo de tesouraria  e colocar no melhor deposito que encontrar. As perdas que incorreu nesse fundo sao pequenas, e é preferivel ter o dinheiro em depositos no seu caso. E eu ja cometi o erro de subscrever um fundo destes no passado, raramente dao mais que os depositos.

    Quanto aos restantes fundos cabe a si decidir. Se retirar o dinheiro agora, esta a assumir as perdas e considerar o dinheiro como perdido. Caso decida esperar, pode ser que voltem a subir e anulem as perdas. A pergunta que tem que se perguntar a si mesma, é a seguinte: Estou disposta a correr o risco de perder mais outro tanto, pela possibilidade de recuperar o que perdi?

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    Agradeço muito as opiniões dos senhores.

    Não vou estar a importuná-los mais com estas minhas dúvidas, pois sei bem que é a mim que cabe a responsabilidade de decidir. Infelizmente, já não tenho comigo o meu marido e portanto terei que decidir com base no meu discernimento para estas coisas do dinheiro e ouvindo o conselho dos amigos mais antigos.

    Se estou aqui a falar deste assunto, foi porque os fundos de investimento que agora possuo desceram bastante de valor e isso fez crescer em mim o receio de não estar a proceder bem. Precisava de uma orientação.

    Tenho perfeita consciência que o património financeiro que o meu marido me deixou à data do seu falecimento, de acções e outros documentos, se esboroou quase por completo com a crise que Portugal e o mundo atravessaram, agravado com o que se passou nos bancos. Basta comparar os extractos bancários que guardo ao longo destes anos, quase como peças de história. São uma relíquia desse passado. Foi uma pena, tudo o que se passou, mas que posso eu fazer agora? Neste momento da minha vida, só me resta ser positiva e deixar-me de negrumes e lamúrias que nada de bom de trouxeram. Já verti muitas lágrimas de profunda tristeza e saudade. Ainda hoje me é muito doloroso falar disso. Mas tenho que continuar e ter energia e vontade para lidar com a vida e com estes assuntos. 

    Despeço-me com um muito obrigada a todos.

     

     

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    Volte sempre quando quiser. Este fórum é aberto a todo o tipo de questões e sempre se aprende algo de novo. Já que o seu marido era a pessoa que estava mais dentro dos investimentos pode ser que agora com as novas tecnologias e fóruns a Srª consiga também aprender algo que a ajude a tomar decisões no futuro.

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           Falo por mim, tenho uma carteira de fundos desde meados de 2014, vou resgatar tudo e apostar num produto que o best tem do petróleo, com sorte dentro de 1 ano recuperei o que perdi com o resgate, esta vida não é para mim.

     

          Bem-hajam

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           Falo por mim, tenho uma carteira de fundos desde meados de 2014, vou resgatar tudo e apostar num produto que o best tem do petróleo, com sorte dentro de 1 ano recuperei o que perdi com o resgate, esta vida não é para mim.

     

          Bem-hajam

    "Resgatar tudo e apostar"...uma das regras de ouro dos investimentos é nao meter os ovos todos na mesma cesta. E esse producto do banco best nao é isento de risco.

    Mas nao deixa de ser um producto interessante. Eu se tivesse conta nesse banco e capital disponivel entrava, mas como disse, nunca com o dinheiro todo.

     

     

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    ...

    P.S. Peço desculpa ao Sr. ABC mas não falo aqui de importâncias em concreto. Também confesso que não percebi bem o que o senhor quis dizer no último período da sua resposta: "...intervalo de valores para o qual o banco possa transferir...". Pode explicar-me, por favor, o sentido?

    Muito obrigada.

    A questão do valor em si prende-se com a necessidade de acautelar o valor máximo garantido num depósito a prazo. Percebi que é um assunto que só a si (e aos funcionários "bancários" com quem lida/lidou) diz respeito, dai ter sugerido que deixa-se o intervalo de valores. Por exemplo, entre 300000 e 500000 ou entre 500000 ou 1000000€. Seja como for, se o valor fosse desta ordem de grandeza, convinha que não os aplica-se na totalidade no depósito a prazo. Ainda não há muito tempo, alguém disse que tinha 1000000€ e uns trocos na conta à ordem mas que nem sabia da sua existência... Atendendo ao seu relato, julgo que deve "investir" em produtos que sejam facilmente mobilizáveis e com garantia de capital. Solicite sempre a FIN, mesmo que se trata de um simples depósito a prazo. A taxa que lhe apresentaram, é razoável nos tempos que correm. Se investir até ao máximo de capital garantido para este tipo de produto (100000€), tem sempre uma "garantia" de ter o capital e rentabilidade (se não mobilizar antes do final do prazo) garantidos. O resto, pode deixar na conta à ordem e usar numa qualquer eventualidade!...

    A questão do banco, era no sentido de observar se sai de um banco com problemas para outro com problemas... se bem que hoje em dia, não se sabe bem qual o que não tem verdadeiramente problemas (por exemplo, a CGD, que a generalidade confia, apresentou prejuízos em largas dezenas de milhares de euros)...

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    "Resgatar tudo e apostar"...uma das regras de ouro dos investimentos é nao meter os ovos todos na mesma cesta. E esse producto do banco best nao é isento de risco.

    Mas nao deixa de ser um producto interessante. Eu se tivesse conta nesse banco e capital disponivel entrava, mas como disse, nunca com o dinheiro todo.

     

     

    Também não se sabe o património do josefernando...

    Helder abres conta, metes 5000€ num depósito a prazo e fazes um colateral pelo mesmo valor e metes no estruturado :D, pagas uma taxa de 2% ( não sei se ainda são essas taxas ) e com um bocado de sorte ainda vendes o estruturado a 120% e o DP rende 0,50% :lol::lol:.

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    Também não se sabe o património do josefernando...

    Helder abres conta, metes 5000€ num depósito a prazo e fazes um colateral pelo mesmo valor e metes no estruturado :D, pagas uma taxa de 2% ( não sei se ainda são essas taxas ) e com um bocado de sorte ainda vendes o estruturado a 120% e o DP rende 0,50% :lol::lol:.

     

    Eu nao gosto da ideia de alavancar a minha posiçao. Por norma, o acrescimo em risco e volatilidade de uma posiçao alavancada nao sao compensados com retornos porporcionais.

    Assim que o best voltar a ter uma boa oferta para novos clientes, Ipad ou 200€ eu cartao (como no passado), eu abro la conta.

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    Alavancar é utilizar o capital que se tem e colocarem em cima 3 vezes ou mais e aplicares, como as contas margens no Best ou do Banco Big ( neste é 5x mais ) e as taxas costumam ser mais altas, entre 4% e 5%, falava em crédito colateral que tem taxas mais baixas e pode ser utilizado para qualquer finalidade, ao contrário das contas margens que só podem ser utilizadas para investimento e geralmente em acções, etfs, fundos.

     

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    Alavancar é utilizar o capital que se tem e colocarem em cima 3 vezes ou mais e aplicares, como as contas margens no Best ou do Banco Big ( neste é 5x mais ) e as taxas costumam ser mais altas, entre 4% e 5%, falava em crédito colateral que tem taxas mais baixas e pode ser utilizado para qualquer finalidade, ao contrário das contas margens que só podem ser utilizadas para investimento e geralmente em acções, etfs, fundos.

     

    Independentemente da taxa de juro, alavancar uma posiçao aumenta o risco de forma nao porporcional com o retorno. Sao exemplo disso os ETFs alavancados. Eu conheço mais ou menos as taxas de crédito oferecidas pelos bancos. E posso dizer que taxas de 2% ou 3% sao tentadoras, mas nao vou fazer crédito para aumentar a minha carteira.

     

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