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  • FORMAS DE POUPAR

  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    presidentedajunta

    Então reformula o que disseste, pois é errado. O fundo começou em 2001 e não em 2007, e não é justo pegar no periodo pior para extrapolar falsos indicadores futuros. Qualquer fundo tem periodos negativos e ninguem os analisa apenas pegando nesse espaço temporal.

    Não se trata de ser justo ou não. Trata-se de constatar um facto.

    Por exemplo se compararmos outros fundos no mesmo período podemos ver, por exemplo que o ES PPR cresceu neste período cerca de 8%, portanto mais do dobro

    Para ser mais específico

    2007 = 1,34 (1,34)

    2008 = -0,39 (0,95)

    2009 = 3,79 (4,74)

    2010 = 2,89 (7,63)

    2011 = 1,47(9.1)

    Ou seja comparando dois fundos mistos no mesmo período temporal, o AR PPR rendeu 3,26% e o ES PPR rendeu 9,1% estamos a falar praticamente de 3 vezes mais.

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    Não se trata de ser justo ou não. Trata-se de constatar um facto.

    Por exemplo se compararmos outros fundos no mesmo período podemos ver, por exemplo que o ES PPR cresceu neste período cerca de 8%, portanto mais do dobro

    1) Disseste que o fundo começou em 2007, é falso, começou em 2001.

    2) Afinal não analisaste os primeiros 5 anos, é falso mais uma vez

    3)Analisaste o pior periodo que te deu jeito para dizer que ha outros melhores, quando a estrategia de risco de ambos não tem nada a haver.

    4) Ok, teve 2 anos maus. Isso quer dizer o quê num PPR que é para ter a muito longo prazo?

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    presidentedajunta

    calhou bem esta crise. Onde uns vêm dificuldades os outros vêm oportunidades.

    Esta crise veio "obrigar" certos clientes a verem um pouco mais à frente e verificarem que com fundos de investimento pode-se construir bons resultados no longo prazo coisa que os depósitos a prazo não resultam

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    presidentedajunta

    1) Disseste que o fundo começou em 2007, é falso, começou em 2001. Não não disse que começou em 2007

    2) Afinal não analisaste os primeiros 5 anos, é falso mais uma vez. Não tem nada de falso. Analisei apenas o pior período.

    3)Analisaste o pior periodo que te deu jeito para dizer que ha outros melhores, quando a estrategia de risco de ambos não tem nada a haver. Analisei o período que entendi ser o nomal do fundo. COnsidero estes dois últimos anos anormais quer para este fundo quer para todos os fundos que têm a sua política de investimentos maioritariamente em obrigações. É que quem vir estes resultados poderá ser levado a pensar que um fundo deste tipo poderá continuar a dar 8 a 10% ao ano. Isso é falso!

    4) Ok, teve 2 anos maus. Isso quer dizer o quê num PPR que é para ter a muito longo prazo?

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    Mouro Emprestado

    calhou bem esta crise. Onde uns vêm dificuldades os outros vêm oportunidades.

    Esta crise veio "obrigar" certos clientes a verem um pouco mais à frente e verificarem que com fundos de investimento pode-se construir bons resultados no longo prazo coisa que os depósitos a prazo não resultam

    O problema é que a maioria acaba por investir em produtos financeiros, sem o devido aconselhamento.

    Depois criam carteiras defensivas (baseados em fundos de obrigações) e depois põem-se a resgatar as mesmas ao mínimo sinal vermelho.  :o :o :o

    Aonde é que este filme já se viu?  ???

    PS: I've had my share of stupidity!

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    Agora se virmos os primeiros 5 anos do fundo podemos verificar que a rentabilidade anda perto do zero!

    Eu não sei se desta me calhou a mim ser trolado por ti, mas parece-me a unica hipotese. Disseste claramente os primeiros 5 anos e depois mostras o espaço temporal de 2007-2011

    E depois ainda dizes  :o :

    Não não disse que começou em 2007

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    presidentedajunta

    O problema é que a maioria acaba por investir em produtos financeiros, sem o devido aconselhamento.

    Depois criam carteiras defensivas (baseados em fundos de obrigações) e depois põem-se a resgatar as mesmas ao mínimo sinal vermelho.  :o :o :o

    Aonde é que este filme já se viu?  ???

    PS: I've had my share of stupidity!

    Sim é um facto e veremos muita gente a ficar vidrada com estas "falsas" rentabilidades nos fundos de obrigações ou mistos como o AR PPR e quem investir por exemplo neste PPR daqui a 2 ou 3 anos vê rentabilidades de 48% e 30% cairem para 3 ou 4%!!!!

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    presidentedajunta

    Eu não sei se desta me calhou a mim ser trolado por ti, mas parece-me a unica hipotese. Disseste claramente os primeiros 5 anos e depois mostras o espaço temporal de 2007-2011

    E depois ainda dizes  :o :

    então admito que induzi em erro quem leu. Usei mal o termo. Não deveria ter colocado os primeiros 5 anos porque não foram realmente os primeiros 5 anos. Por isso peço deculpa a todos os membros.

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    presidentedajunta

    David, já frisas-te várias vezes e de forma muito inteligente que preferes entrar nos fundos em queda. É natural, pois o potencial de crescimento é muito maior.

    O que a maior parte do pessoa faz é entrar nos fundos em alta e depois arrepende-se.

    David o que achas dos fundos que estão a investir no BRasil? Estão com quedas de mais de 2 anos muitos deles mais de 20%.

    A economia Brasileira anunciou medias políticas para o cresimento económico. É ano de Mundial. É das maiores economias de mundo.

    Será altura para entrar num fundo BRasil a 5 anos?

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    Sim é um facto e veremos muita gente a ficar vidrada com estas "falsas" rentabilidades nos fundos de obrigações ou mistos como o AR PPR e quem investir por exemplo neste PPR daqui a 2 ou 3 anos vê rentabilidades de 48% e 30% cairem para 3 ou 4%!!!!

    Epa e continuas.. Vamos lá ver se nos entendemos. O fundo em especifico do AR PPR tem um politica de >50 de obrigações divida publica, <30% de acções e < 30% em obrigações de divida privada, entre outros.

    Isto quer dizer, que tem flexibildiade para ter apenas 50.1% de obrigações e o resto em produtos de alto risco que rendam taxas altas, caso de 30% em acções e 19% em obrigações high yeld e mais 1% de outra coisa qualquer. Eles proprios admitiram que fizeram parte desta estratégia o ano passado e que iam continuar com ela este ano. Ou seja têm quase os 30% de acções actualmente.

    É mais certo o fundo ter um mau ano como ja teve de perdas grandes, do que baixar para rentabilidades de 3 ou 4%. Para isso tem os depositos.

    Queres mesmo continuar a comparar coisas não comparáveis?

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    presidentedajunta

    Epa e continuas.. Vamos lá ver se nos entendemos. O fundo em especifico do AR PPR tem um politica de >50 de obrigações divida publica, <30% de acções e < 30% em obrigações de divida privada, entre outros.

    Isto quer dizer, que tem flexibildiade para ter apenas 50.1% de obrigações e o resto em produtos de alto risco que rendam taxas altas, caso de 30% em acções e 19% em obrigações high yeld e mais 1% de outra coisa qualquer. Eles proprios admitiram que fizeram parte desta estratégia o ano passado e que iam continuar com ela este ano. Ou seja têm quase os 30% de acções actualmente.

    É mais certo o fundo ter um mau ano como ja teve de perdas grandes, do que baixar para rentabilidades de 3 ou 4%. Para isso tem os depositos.

    Queres mesmo continuar a comparar coisas não comparáveis?

    Esquece.. não vale a pena continuar esta conversa.

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    Sim é um facto e veremos muita gente a ficar vidrada com estas "falsas" rentabilidades nos fundos de obrigações ou mistos como o AR PPR e quem investir por exemplo neste PPR daqui a 2 ou 3 anos vê rentabilidades de 48% e 30% cairem para 3 ou 4%!!!!

    Há duas páginas atrás, este fundo era a melhor coisa desde o pão fatiado...

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    sim eles devem-se ter enganado, a mim talvez pk tinha subscrito umas unidades no dia anterior, pelo que a conta deve ter sido errada.

    Já agora BioTechs / Saude, tou com uma fezada k vai subir :P

    Que fundo recomendam em Euros ?

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    BlackRock Global Funds - World Healthscience E2 EUR LU0171309270

    ou

    Eurizon EasyFund Eq Pharma LTE R  LU0114064081

    Espero bem que subam pois não tem estado famoso.

    ;D

    Hoje é dia de fundos de obrigações :P

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    presidentedajunta

    O fundo AR PPR faz parte do balanço do banco, por isso em caso de falência do banco, não havendo garantia de capital, e tendo em conta que é apenas comercializado no Invest... apresenta aqui um risco acrescido!

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    presidentedajunta

    Tenho esse fundo da AR já há algum tempo e só tenho a dizer bem...tem tido um desempenho muito bom  ;D

    Sim principalmente para quem o iniciou há 3 anos. Ainda subirá mais nos próximos 2 anos mas nada de pensar em 8 ou 10%

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    Boas,

    Estou de volta...e aí vai mais um post.

    O caso da queda recente dos fundos da biotecnologia e a sua implicação no rendimento da carteira e uma reflexão sobre algumas medidas métricas e rácios de análise dos fundos de investimento.

    1. Fundo de biotecnologia da Franklin.

    Eu resgatei o fundo da biotecnologia da Franklin no passado dia 31 de Março, tendo uma queda de cotação em relação ao dia anterior de 3.17%, e esta queda diária provocou uma queda global no lucro do fundo de 5.17%, em que todos estes valores são referentes a taxas brutas e a cotações da UP (unidade de participação) em USD (sem o fator do câmbio).

    Por outro lado, no dia 28 de Fevereiro o lucro no fundo era de 87.18% e no dia 31 de Março (resgate) já era apenas de 57.97%, enquanto que a queda de cotação neste mesmo período foi só de 15.6%.

    Assim, verificamos que a taxa de queda diária e a taxa de queda do período de cerca de 1 mês provoca umas muito maiores taxas de queda no fundo, e isto é particularmente relevante quando os fundos sobem muito em relação ao valor inicial de subscrição, como foi o caso. Esta matemática vem chamar-nos a atenção para o elevado poder de destruição que grandes quedas provocam nos fundos/carteira, daí o controlo de perdas, com stop loss, ser fundamental para a preservação do capital de uma carteira.

    A seguir vou apresentar uma simples equação matemática que defini e testei e que nos transforma as quedas de um determinado período temporal na queda global do fundo, para o caso de uma subscrição sem reforços e sem resgates intermédios:

              Q =  T * R / S

    em que:

    Q - % da queda global do fundo;

    T - % da queda no período temporal definido;

    R – valor de cotação da UP no resgate antes da queda nesse mesmo período temporal;

    S – Valor de cotação da UP na subscrição.

    Há assim uma grande desproporção matemática dos lucros de um fundo/carteira entre os ganhos do upside e as perdas do downside, devido ao desproporcional poder de erosão ou de destruição do capital do downside que com o capital remanescente pode provocar uma longa espera para se atingir o break even (repor o capital perdido), senão vejamos:

    uma perda de 15% implica a seguir um ganho de 17.6% para repor o capital perdido (imaginem que têm 100 €, com uma queda de 15% ficam com 85 €, então para atingir novamente os 100 € é: 100 € / 85 € = 1.1764  ou seja 17.6%), e perdas de 30%, 50% e 75% implicam, respetivamente, ganhos de 42.9%, 100% e 400%.

    2. Prós e contras de alguns rácios e medidas de rentabilidade, performance e do risco dos fundos de investimento.

    As medidas clássicas de performance têm por base a teoria de Markowitz sobre os modelos de equilíbrio, segundo a qual os investidores têm preferência pelo modelo da média-variância de uma distribuição normal ou simétrica de Gauss, ou seja, em que a escolha dos seus investimentos depende apenas das suas rentabilidades médias e do desvio padrão dos retornos esperados ou volatilidade/risco.

    Só que nos fundos de investimento, a distribuição dos retornos versus desvio padrão não segue uma distribuição normal, apresentando uma assimetria (a parte esquerda e direita da distribuição não são iguais em relação ao eixo central da divisória dado pela média em que o desvio padrão é zero) e também apresenta uma curtose maior que a distribuição normal, tendo uma maior verticalidade ou estreitamento horizontal, havendo assim umas caudas (extremos esquerdo e direito) mais gordas, por corresponderem a valores de maior frequência relativa à distribuição normal, uma vez que quer os ganhos extremos (lado direito) quer as perdas extremas (lado esquerdo) são mais pronunciadas que as ocorridas numa distribuição normal. Assim, é fundamental controlar essas perdas extremas, no sentido de preservar o capital investido, de modo a podermos continuar em jogo.

    Numa distribuição simétrica, os valores da média, mediana e moda são exatamente iguais e correspondem todos ao eixo central da distribuição. A assimetria corresponde ao desfasamento da média em relação aos outros dois parâmetros.

    O modelo da média-variância da distribuição normal assenta no principio dos desvios quadrados em relação à média, sendo que neste modelo os desvios negativos e positivos, em relação à média, têm a mesma significância, sendo que eleva-se ao quadrado os desvios para que os desvios negativos se transformem em valores positivos e assim poderem ser numericamente tratados de igual modo que os desvios positivos (por ex., -2^2 = 2^2 = 4).

    Assim, todos os rácios ou métricas dos fundos que assentam no modelo da média-variância, enfermam todos do grande defeito de considerarem iguais os desvios negativos aos desvios positivos, sendo este aspeto bastante grave pois na distribuição real (não normal de Gauss) dos retornos versus desvio padrão, as perdas máximas, em relação à média, são sempre maiores aos ganhos máximos.

    A distribuição real dos retornos nunca pode seguir uma distribuição normal, pois esta assenta num pressuposto em que os resultados seguem um trajeto aleatório, isto é, os resultados futuros são totalmente independentes dos resultados passados, não havendo  uma qualquer autocorrelação entre eles, ao passo que os retornos esperados futuros têm uma tendência sistemática a incorporar uma determinada "memória" de correlação com os retornos passados, havendo assim alguma autocorrelação entre os retornos futuros dos ativos com os do passado, pelo que o trajeto dos retornos não segue um percurso aleatório, e daí ter alguma relevância estatística efetuar backtests aos ativos/fundos. 

    2.1 Rácio de Sharpe.

    O problema relatado anteriormente constitui a grande falha do rácio de Sharpe, pois não tem em conta essa assimetria entre as perdas e os ganhos, e assim não é um bom indicador para as situações de mercado com acentuadas perdas, para isso há melhores rácios que vou falar mais à frente. Por isso, não nos devemos endeusar em demasia pelo Sharpe, pois ele está longe de ser uma espécie de Deus à prova de bala. Contudo, tem a grande vantagem de pela 1ª vez apresentar uma medição do excesso de retornos em relação a um benchmark universal que é a taxa de juros sem risco, e assim ser um rácio válido para comparar várias classes de ativos (ações, obrigações,…), as quais têm os seus benchmarks específicos.

    Como é sabido, o rácio de Sharpe é dado pelo quociente entre o excesso de retornos logaritmizados em relação a um ativo sem risco (numerador) e o desvio padrão dos retornos/risco (denominador).

    O portfolio eficiente de Markowitz é a carteira que maximiza o rácio de Sharpe, sendo que tal teoria defende que os investidores devem escolher esse portfolio independentemente do seu grau de aversão ao risco.

    Para além disso, o rácio de Sharpe tem mais dois problemas: um, como o desvio padrão está no denominador do quociente, se o mesmo estiver próximo de zero, o rácio tornasse excessivamente elevado que não se traduz na realidade (num quociente com um numerador qualquer, diferente de zero, mas em que o denominador é zero, o resultado do mesmo é infinito); o outro paradoxo é quando se comparam duas carteiras negativas, o rácio de Sharpe será menos negativo no fundo com maior volatilidade/desvio padrão , apontando-o assim como o mais eficiente, quando na realidade é ao contrário (ex. -1/4 é maior que  -1/2).

    Não é por acaso que os especialistas da Morningstar adotam o rácio de Sharpe de 3 anos e não de um período inferior (por ex. 1 ano), pois só desse modo garantem um nível aceitável de confiança estatística, pois o aumento do período de tempo amortece as oscilações bruscas do curto prazo e os valores atípicos (outliers).

    2.2 Rácio de Treynor.

    Este rácio é dado pelo quociente entre o excesso dos retornos logaritmizados em relação a um ativo sem risco, tal como no caso do rácio de Sharpe, (numerador) e o risco sistemático (risco do mercado) ou beta (denominador).

    Assim, este rácio mede o excesso de retornos por unidade de risco do mercado (beta), ou seja, ajustado ao risco do benchmark.

    O rácio de Treynor não tem em consideração o risco específico do portfolio, ao contrário do Sharpe, tendo apenas em conta o risco sistemático ou de mercado (beta), pelo que só deverá ser utilizado para comparar sub-fundos incorporados num fundo diversificado, em que se pode negligenciar o risco específico devido ao efeito da diversificação, especialmente quando os ativos têm uma correlação negativa ou positiva baixa ou nula.

    Este rácio apresenta também outra dificuldade acrescida na comparação de ativos de classes diferentes, devido à necessidade de utilizar um benchmark para o cálculo do beta.

    2.2 Alfa.

    O alfa mede a diferença entre a rentabilidade média de um fundo obtida por uma gestão ativa e a rentabilidade obtida pela estratégia passiva do respetivo índice de referência ou benchmark do fundo, tendo ambos os fundos o mesmo nível de risco sistemático e utilizando rentabilidades logaritmizadas. Ou seja, o alfa mede a outperformance do gestor em relação ao seu benchmark.

    2.3 Rácio de Sortino.

    Este rácio, aparece nos fundos do Best relacionado com as perdas, e é dado pelo quociente entre o excesso de retornos (logaritmizados) em relação a um ativo sem risco, como no caso do Sharpe, (numerador) e o risco medido pela downside-deviation (denominador), que diz respeito ao desvio padrão das rentabilidades mensais (logaritmizadas) que estão abaixo da taxa de juros sem risco.

    Assim, este rácio utiliza como medida de risco o risco da perda relativamente à taxa de juros sem risco, e desse modo diferencia risco de volatilidade, uma vez que as rentabilidades obtidas acima da taxa de juros sem risco são consideradas como “boa volatilidade” e o risco existe apenas quando os retornos estão abaixo do referencial da taxa de juros sem risco (“má volatilidade”).

    A grande vantagem do rácio de Sortino em relação ao rácio de Sharpe é que diferencia os desvios do downside em relação aos desvios do upside, relevando os primeiros (“má volatilidade”), ao contrário do Sharpe que trata esses desvios negativos e positivos de igual modo. Assim, o rácio de Sortino não considera uma distribuição normal dos retornos.

    Por outro lado, este rácio ao negligenciar a totalidade da distribuição dos retornos, constitui assim a seu principal defeito.

    Assim, o rácio de Sortino deve ser utilizado por investidores com um nível médio a alto de aversão ao risco.

    2.4 Rácio Return/Risk.

    Este rácio é dado pelo quociente entre a rentabilidade média mensal do fundo e o desvio padrão das rentabilidades mensais, utilizando-se taxas de retornos simples (não logaritmizados).

    2.5 Rácio de Informação.

    O rácio de informação mede a performance dos retornos ajustados ao risco do fundo/porfolio (carteira) relativamente à performance dos retornos e risco do seu benchmark ou índice de referência.

    O rácio de informação é calculado através da seguinte expressão:

              RI = (Rp – Rb) / TE

    em que:

    RI- Rácio de Informação;

    Rp- Retornos do portfolio;

    Rb- Retornos do seu benchmark ou índice de referência.

    TE- Tracking Error (desvio padrão da diferença entre os retornos do portfolio e os retornos do índice de referência).

    O rácio de informação (RI) mede capacidade do gestor da carteira ou do fundo para gerar retornos em excesso em relação ao seu valor de referência ou benchmark, mas também verifica a consistência do gestor em bater o benchmark por um grande nº de meses, alguns meses ou apenas um pouco de cada mês.

    Quanto maior é o RI, mais consistente é o gestor e a consistência é uma característica ideal para bater o benchmark numa perspetiva de médio-longo prazo.

    Quanto maior é o alfa (outperformance de retornos em relação ao seu benchmark) de um gestor, maior será o seu RI.

    Quando o benchmark é o ativo sem risco (risk free), então o Rácio de Informação é equivalente ao rácio de Sharpe (RS). No entanto, nos restantes casos, o ranking dos fundos obtido a partir do Rácio de Informação pode diferir do obtido pelo RS, como é lógico, pois as fórmulas de cáculo são diferentes.

    Tal como acontece com o RS também o RI tem as mesmas limitações matemáticas de difícil interpretação quando a rentabilidade em excesso é negativa, uma vez que o rácio será menos negativo na carteira com maior volatilidade, indicando assim, erradamente, uma carteira mais eficiente, quando na realidade é ao contrário. Outra limitação matemática, tal como no RS, é quando o denominador do quociente é zero (no caso de não haver diferença entre os retornos da carteira ou do fundo e os retornos do indice de referência, ou seja, com desvio padrão nulo) ou próximo de zero, e então o RI dará matematicamente um valor infinito ou extremamente elevado, longe então da realidade.

    Tracking Error:

    O Tracking Error (TE) é a divergência entre o comportamento dos preços de uma posição ou de uma carteira/fundo e o comportamento dos preços de referência.

    O TE reporta o desvio padrão da diferença entre os retornos da carteira ou do fundo e os retornos do índice de referência.

    O TE pode ser interpretado como o risco residual (não correlacionado com o benchmark), ou seja, como os desvios da rentabilidade do fundo em relação à rentabilidade do benchmark.

    Um alto valor do IR pode ser obtido à custa de um alto retorno do fundo, um baixo retorno do benchmark e um TE baixo. Se este risco residual é baixo, isto quer dizer que o risco incorrido pelo gestor é similar ao risco sistemático ou risco do mercado (beta), e se mesmo assim obteve maiores retornos relativamente aos do benchmark, então isso quer dizer que este excesso de retornos (alfa) não foi à custa do aumento do risco especifico do fundo em relação ao risco do benchmark (beta = 1, por definição) mas sim à custa da qualidade da sua escolha diversificada dos ativos do fundo.

    2.6 Rácio Calmar

    Este rácio utiliza rentabilidades simples (não logaritmizadas) e corresponde ao quociente entre a taxa de rentabilidade anualizada (numerador) e a drawdown máxima (denominador), sendo que esta última corresponde à rentabilidade mensal acumulada mais negativa no período em análise e mede o pior período de perda, independentemente desta perda se verificar em meses consecutivos ou não. Ou seja, é a perda máxima de um ativo/fundo/portfolio desde o seu valor máximo até ao seu mínimo, mostrando assim ao investidor de qual seria a perda máxima se tivesse subscrito o fundo no pico da sua cotação e resgatado na altura da cotação mínima. Este indicador, permite assim determinar qual é o máximo de risco que o investidor pode estar exposto, servindo assim como uma forma de comparar riscos entre ativos.

    A vantagem do rácio de Calmar diz respeito ao facto de permitir analisar fundos com taxas de retornos elevados mas que ao mesmo tempo estão expostos a riscos de perda elevados.

    2.7 Rácio de Sterling.

    Este rácio utiliza rentabilidades simples (não logaritmizadas) e corresponde ao quociente entre a taxa de rentabilidade anualizada (numerador) e a perda máxima média anual deduzida de um valor arbitrário de 10% (denominador).

    Este rácio, tal como o rácio de Calmar, utiliza como medida de risco o risco de perda (drawdown risk). A vantagem deste rácio em relação ao rácio Calmar é que utiliza a perda máxima média anual em vez da perda máxima absoluta, tornando-se assim menos dependente dos valores atípicos (outliers).

    Abr,

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    Boas,

    Resgate dos grandes vencedores e apostar nos grandes perdedores com sinais de mudança de tendência e de um novo ciclo económico.

    Para a semana vou ter que investir os resgates que fiz no fundo da biotecnologia e nos fundos da Europa (resgatei pois tenho medo de mais de 2 anos seguidos em bullmarket e acho que este ano vai haver uma correção, tal como nos EUA, e já me bastou resgatar a biotecnologia com 1 mês de atraso) e vou apostar nos grandes perdedores que já tenham dado sinais consistentes de inversão para o upside, tendo inicialmente pensado no Brasil, só que comecei a comparar a composição das carteiras dos diversos fundos e verifiquei que os grandes vencedores em 2014, como seja o DWS NC com 9.42% YTD, têm muitos produtos estruturados.

    O DWS nas 10 maiores posições da carteira tem 4 produtos estruturados (3 Pfd shs, Pacific Financial Derivatives shs) e 3 empresas do consumo defensivo, o que dá um total de 7 em 10 (70%), pelo que este facto me deixou apreensivo e estou hesitante, porque vejo um relativo pouco peso de ações puras e duras de empresas que sejam o verdadeiro barómetro do arranque de uma economia (não incluo no barómetro as empresas do consumo alimentar).

    Assim, atualmente, tenho algumas dúvidas em relação ao Brasil, mas começo a ter mais certezas que dúvidas. Utilizando uma imagem curiosa de um espanhol sobre a melhor altura para entrar na mudança de uma tendência, eu diria que o Brasil passou da “deflação” para a “estagnação” e quando passar para a “inflação” é que já teria a certeza absoluta para entrar, e acho que esse timing da “inflação” pode ainda não ter chegado.

    Onde eu queria ter investido no inicio do ano foi na Indonésia, mas o meu banco ainda não satisfez o meu pedido para incluir um fundo da Indonésia na lista de oferta, e agora com o ganho da ordem de 20% YTD já começa a não ser atrativo.

    Para a semana vou investir de certeza num fundo que abrange os países árabes do médio oriente, com um grande peso do Qatar (ganhou o campeonato do mundo de futebol), e também a Turquia, onde este ano já estive a perder mais de 30% e agora já baixou a barreira dos 20% de perdas. O ano passado tomei o “fel” da Turquia mas este ano espero tomar o “mel”. A única hipótese de tentar recuperar as perdas acentuadas da Turquia e da Tailândia não é agora fazer uma dispersão pelos vencedores mas sim concentrar o investimento de timing nos grandes perdedores e que já tenham dado sinais de arranque.

    Ou seja, agora o que tenho de fazer é tentar descobrir um ou dois cestos com futuro promissor de uma elevada “boa volatilidade” (upside) e meter lá todos os ovos que tenho disponíveis, isto é, vou concentrar os ovos em poucos cestos e não dispersa-los por vários cestos. Esta estratégia é contrária à teoria da carteira equilibrada para o médio-longo prazo, só que quando nós tomamos um grande peso de “má volatilidade” (downside), só há um antídoto para esse “veneno da cobra” que é tomar um composto químico neutralizante desse “veneno”: “boa volatilidade” (upside).

    Em 2012 e 2013 houve 3 blocos hipervalorizados (sem registo paralelo pós crash de 2008) – EUA, Europa e Japão – e um grande bloco perdedor que foi a Ásia (especialmente em 2013), havendo assim, no mesmo período, um ciclo e um contraciclo, o que para mim é bom, pois se nos sucessivos anos fizéssemos as apostas corretas, poderíamos estar nesses anos sempre em ciclo de ganhos acionistas, o que dificilmente acontecia se houvesse um ano de contraciclo em todo o mundo, porque aí, nesse ano, todos os cestos acionistas seriam maus ou muito menos bons. Ou seja, a existência, num mesmo ano, de um ciclo e de um contraciclo a nível mundial, e de tal se repetir em anos consecutivos, então a melhor estratégia seria com certeza a de market timing, porque, ao contrário da estratégia de buy-and-hold, poderia estar nesses vários anos em ciclo continuado de ganhos, desde que soubesse acertar nos ciclos.

    Precisava de arranjar outro cesto potencialmente ganhador como o expectável do médio oriente, mas não estou a encontrar, e o que estará mais à bica será o Brasil, mas ainda estou com algumas dúvidas, pois este país não está a ser bem governado, e, como um grande país que é, tenho também grandes dúvidas sobre o seu arranque definitivo devido à sua elevada inércia negativa do passado e ao latente conflito social, e não será a amorfa da Dilma que irá provocar uma nova cristalização da economia brasileira. Mas se calhar, para a semana, até lá posso pôr alguns ovos.

    Se este ano conseguisse recuperar as perdas da Turquia e da Tailândia, uma coisa eu tenho a certeza era que iria desviar uma grande parte deste capital para subscrever o melhor fundo do setor saúde, que é o do JPMorgan, depois da correção em curso deste setor. Este fundo tem uma performance ajustada ao risco, pós crash 2008, do outro mundo, e é o único fundo do setor saúde que sabe ir buscar os grandes ganhos às empresas de biotecnologia quando estão a bombar, ao mesmo tempo que contrabalança a elevada volatilidade dessas empresas com grandes porta aviões de empresas farmacêuticas de mais baixa volatilidade. Isto sim, é uma singular gestão ativa de alta performance. A Morningstar dá-lhe 5 estrelas, mas comparativamente aos outros fundos desta categoria, este merecia mais uma estrela se a Morningstar definisse um nível superior ao nível atual dos 10% melhores fundos, na categoria, tendo em conta a sua rentabilidade, risco e comissões. Ao gestor dou-lhe de caras 6 estrelas, pois é de outra galáxia.

    Abr,

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