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  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    Amigo file, antes de mais agradeço imenso a tua análise.

    Uma das principais dúvidas que ainda tinha relativamente à constituição da carteira prendia-se precisamente com a inclusão de um Fundo de Acções US. Tinha pensado era em fazê-lo no lugar do Picket.

    Realmente a tua sugestão parece-me fazer ainda mais sentido. Talvez vá buscar  4%  ao monetário/liquidez +obrigações defensivas de curta duração (Short) e 2%  ao Axa para a inclusão do Invesco.

    Um abraço e mais uma vez obrigado.

    :)

    @Electric,

    Boa constatação! Como alternativa tive em mente o JPM Europe Strategic Growth D (acc)-EUR

    http://www.morningstar.pt/pt/funds/snapshot/snapshot.aspx?id=F0GBR04MXS

    O que vos parece?

    Obrigado!

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    Amigo file, antes de mais agradeço imenso a tua análise.

    Uma das principais dúvidas que ainda tinha relativamente à constituição da carteira prendia-se precisamente com a inclusão de um Fundo de Acções US. Tinha pensado era em fazê-lo no lugar do Picket.

    Realmente a tua sugestão parece-me fazer ainda mais sentido. Talvez vá buscar  4%  ao monetário/liquidez +obrigações defensivas de curta duração (Short) e 2%  ao Axa para a inclusão do Invesco.

    Um abraço e mais uma vez obrigado.

    :)

    @Electric,

    Boa constatação! Como alternativa tive em mente o JPM Europe Strategic Growth D (acc)-EUR

    http://www.morningstar.pt/pt/funds/snapshot/snapshot.aspx?id=F0GBR04MXS

    O que vos parece?

    Obrigado!

    @lelo1520: A chamada de atenção do Electric tem a sua razão de ser, devido ao atual factor risco Rússia, mas, por outro lado, o preço de cotação das ações Rússia está atrativo comparativamente às ações Europa, pelo que todos temos dúvidas de como será o curto prazo.

    Da mesma categoria (Europa Cap. Flexível) que esse fundo da AlKen, recomendo como alternativa o fundo JPMorgan Europe Focus D Acc Eur, que já o tinha recomendado no tópico.

    http://www.morningstar.pt/pt/funds/snapshot/snapshot.aspx?id=F0GBR06Q4Q

    O fundo do JPMorgan Europe Strategic Growth D Acc EUR, também já o tinha recomendado, mas pertence a outra categoria Morningstar (Europa Grande Crescimento), e teóricamente terá mais risco.

    Abr,

    file 112

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    Eu sei que a pergunta que vou fazer é muito , muito relativa mas que rentabilidade se consegue, em geral com a apliicação em fundos com uma carteira conservadora, média e arriscada.

    Para comparar tb com os Depositos a prazo ?

    Alguem me pode dar valores ou uma gama de valores de tentabilidades ?

    Obrigado

    @Kinas: Amanhã vou colocar um post grande no tópico cujo título será "Medidas padrão de risco, fronteira eficiente,...., alocação recomendada da carteira,...., e correlação entre ações e obrigações.", e então vais perceber a questão que colocas e muito mais (é um dos melhores e mais abrangentes posts que fiz).

    Abr,

    file 112

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    Eu sei que a pergunta que vou fazer é muito , muito relativa mas que rentabilidade se consegue, em geral com a apliicação em fundos com uma carteira conservadora, média e arriscada.

    Para comparar tb com os Depositos a prazo ?

    Alguem me pode dar valores ou uma gama de valores de tentabilidades ?

    Obrigado

    Se fores cliente do Best pede ao teu PFA as rentabilidades das carteiras modelo deles e ficas com uma ideia :) porque não passam disso mesmo, carteira modelo, porque depois cada um tem a sua forma de investir, essa tua pergunta nunca vai ter uma resposta conclusiva :)

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    Citação de: kinas em Hoje às 16:15:59

        Eu sei que a pergunta que vou fazer é muito , muito relativa mas que rentabilidade se consegue, em geral com a apliicação em fundos com uma carteira conservadora, média e arriscada.

        Para comparar tb com os Depositos a prazo ?

        Alguem me pode dar valores ou uma gama de valores de tentabilidades ?

        Obrigado

    @Kinas: Amanhã vou colocar um post grande no tópico cujo título será "Medidas padrão de risco, fronteira eficiente,...., alocação recomendada da carteira,...., e correlação entre ações e obrigações.", e então vais perceber a questão que colocas e muito mais (é um dos melhores e mais abrangentes posts que fiz).

    Abr,

    file 112

    +++++

    Ok e obrigado pelo esclarecimento.

    Eu só queria ter uma ideia se mesmo numa carteira conservadora (pouco risco) as rentabilidades superam os dep prazo maiores que neste caso está 3,5 brutos.

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    Visitante filipe112

    Um optimo misto.

    Na mesma categoria Morningstar de fundos mistos defensivos, o fundo Invesco European High Income E Acc EUR (LU0243957742) bate sempre o fundo da M&G e nos períodos de 3, 5 e 10 anos é o melhor da categoria e supera sempre o benchmark.

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    presidentedajunta

    Na mesma categoria Morningstar de fundos mistos defensivos, o fundo Invesco European High Income E Acc EUR (LU0243957742) bate sempre o fundo da M&G e nos períodos de 3, 5 e 10 anos é o melhor da categoria e supera sempre o benchmark.

    O Indice Sharp é menor e o desvio padrão maior!

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    Olá David,

    Porque tens no Fundo o ES Prudente e não o ES Dinamico ou ES crescimento? São muito similares se bem que o ES Prudente foi mais estável nos 3 anos.

    Presidente se fosse a colocar todos os fundos que considero bons no TOP... não chegavam 5 páginas :)

    A 1ª página é só um cheirinho para aguçar o apetite, depois cabe-nos procurar mais fundos e melhores se possivel, a 1ª página é só uma base de trabalho :)

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    O Indice Sharp é menor e o desvio padrão maior!

    O que dizes está correto, pois o M&G funciona bem nos períodos curtos de maior volatilidade e no bearmarket como em 2011, em que os retornos neste ano foram de 6.30% no M&G e no Invesco foi de -3.50%.

    O rácio de Sharpe (RS) a 3 anos no M&G foi de 1.49 e o do Invesco foi de 0.96. O RS no M&G é superior ao do Invesco, não porque tenha mais retornos a 3 anos, pelo contrário, mas devido ao seu reduzido desvio padrão (DP) que no M&G é de 5.34% e no Invesco é de 10.85%. Contudo, quanto aos retornos acumulados nos períodos de 1, 3 e 5 anos, o fundo da Invesco bate sempre o da M&G, por uma boa margem.

    Assim, sendo ambos os fundos pertencentes à mesma catetegoria Morningstar (Mistos Defensivos), o que podemos dizer é que o fundo da M&G funciona melhor especialmente nos períodos curtos de maior volatilidade e de bearmarket, funcionando também bem em mercado neutral, mas o fundo da Invesco funciona bastante melhor nos períodos de bullmarket. Ou seja, o fundo da M&G é mais defensivo que o da Invesco.

    Esta é que é a visão correta e ampla das duas faces da moeda, pois não devemos sobrevalorizar só uma face da moeda (DP) e subvalorizar a outra face (retornos acumulados de médio-longo prazo), porque afinal nós quando investimos em fundos acionistas também não é para períodos de médio-longo prazo (no mínimo de 3 anos e idealmente > 10 anos)? Se é assim, porque é que nos preocupamos tanto com volatilidades de curto prazo ou de 1 ano? Quem tem esta visão, não estará a ser incoerente com o time frame recomendado no mercado acionista (> 10anos)? Não é extremamente dificil ou quase impossivel ter, ao mesmo tempo, chuva no nabal (hipo DP) e sol na eira (hiper retornos)?

    Eu tenho esta mania de tentar mostra as 2 faces da moeda e não relevar uma em detrimento de esconder um pouco a outra face. Afinal, no fim da linha, o nosso objetivo não será obter mais retornos acumulados e não tanto obter menos DP's?

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    Boas,

    O meu post, com o titulo seguinte, vai ser partido em 3 partes e enviadas sequencialmente, por causa da limitação de caracteres deste forum.

    Medidas padrão de risco, fronteira eficiente (efficient frontier) dos retornos versus riscos dos ativos da carteira, alocação recomendada da carteira, ponto ótimo do portfolio eficiente e correlação entre ações e obrigações.

    A minha exposição vai ter como referências-base o livro “Stocks for The Long Run – The Definitive Guide to Financial Market Returns and Long-Term Investment Strategies” de Jeremy J. Siegel, ed. Mc Graw-Hill e o artigo “The Dynamic Correlation Between Stock and Bond Return” de Thomas c. Chiang e Jiandong Li (Março de 2009).

    1. Medidas padrão de risco.

    O risco das ações e das obrigações depende fundamentalmente do seu período de detenção.

    A Figura 2-4 seguinte,  mostra o risco, definido como o desvio padrão, dos retornos reais médios anuais para as ações, obrigações e bills (títulos) com base no histórico de amostra de 195 anos.

    Imag211A_zpscaa76627.jpg

    Como é sabido, as ações são mais arriscadas que os investimentos de renda fixa de curta duração ou maturidade. Mas á medida que o período de detenção aumenta para 15 e 20 anos, o desvio padrão dos retornos médios anuais, que é a medida de dispersão dos retornos utilizada na teoria de alocação do portfolio, torna-se menor do que o desvio padrão da média dos retornos das obrigações ou das bills.

    Ao longo de períodos de 30 anos, o risco das ações cai para apenas 2/3 do das obrigações ou das bills. À medida que o período de detenção aumenta, o desvio padrão da média dos retornos das ações cai quase duas vezes mais rápido que os ativos de renda fixa.

    Foi determinado, matematicamente, o quão rápido é que o risco dos retornos médios anuais deve diminuir à medida que se prolonga o período de detenção, no caso do retorno do ativo seguir um trajeto aleatório. Este percurso aleatório assenta no pressuposto de que os retornos futuros não têm qualquer relação, e são completamente independentes, com os retornos passados.

    A Figura 2-4 anterior, para além do risco real (actual nos gráficos) das ações, obrigações e bills indicado nas barras a cheio sombreadas, mostra também umas barras sobrepostas definidas a tracejado que representam o risco teórico matemático previsto sob o pressuposto do trajeto aleatório, para as 3 mesmas classes de ativos.

    A referida figura mostra que para o período de detenção de 1 ano, o risco real e o risco teórico do percurso aleatório (a tracejado) para as 3 classes de ativos são coincidentes graficamente; para o período de detenção de 2 anos, o risco real e o teórico para as ações é graficamente coincidente, mas para as obrigações e bills já se notam diferenças e estas diferenças vão-se acentuando ao longo do tempo. Por outro lado, ao contrário do que acontece com as obrigações e as bills, o risco real das ações desce sempre e acentua-se ao longo do tempo em relação ao risco teórico do trajeto aleatório.

    Ou seja, estes resultados comparativos são espetaculares para pôr em evidência a grande vantagem de deter ações a médio-longo prazo relativamente às obrigações.

    Portanto, amigos trintões deixem-se de medos e apostem num portfolio eficiente de médio risco para um período superior a 10 anos, com uma composição de ações/obrigações de 70-80% / 20-30%, para ver se quando chegarem aos 40 anos de idade já possam ter uma vivenda vossa sem estar hipotecada ao banco.

    Mas os dados mostram que a hipótese do percurso aleatório não pode ser mantida e que o risco das ações diminui muito mais rapidamente quando o período de detenção aumenta mais que o previsto. Esta é a prova da existência da reversão para a média dos retornos das ações.

    O risco de ativos de renda fixa (obrigações, bills), por outro lado, não cai tão rapidamente como o previsto pela teoria do trajeto aleatório. Este declínio lento do desvio padrão dos retornos médios anuais no mercado de obrigações é uma evidência da aversão (não reversão) para a média dos retornos das obrigações. A aversão para a média significa que, uma vez que o retorno de um ativo desvia da sua média de longo prazo, há um aumento da chance de que ele irá desviar ainda mais, ao invés de voltar para os níveis mais normais. À medida que a inflação acelera, o processo vai-se tornando cumulativo, e os titulares de obrigações não têm nenhuma chance de compensar as perdas do seu poder de compra.

    Os titulares de ações, uma vez que são titulares de ativos reais, raramente sofrem uma perda permanente devido à inflação.

    2. Correlação entre ações e obrigações, no período de 1926 a 1997.

    Apesar do retorno médio das obrigações fazerem cair um pouco o retorno das ações, as obrigações servem para diversificar a carteira e baixar globalmente o risco da mesma. Isto é particularmente verdadeiro se as obrigações e as ações forem negativamente correlacionadas. O coeficiente de correlação varia de -1 a +1, e mede o grau em que os retornos dos ativos estão correlacionados na carteira. Quanto menor for o coeficiente de correlação de um ativo em relação à carteira, melhor será esse ativo para juntar à cateira, uma vez que garante uma maior diversificação da mesma e assim diminuiu o seu risco.

    A Figura 2-5 seguinte, mostra o coeficiente de correlação entre os retornos anuais das ações e das obrigações para 3 subperiodos de 1926 a 1997.

    De 1926 a 1969, a correlação foi ligeiramente negativa (-0.02), indicando que as obrigações eram bons diversificadores.

    De 1970 a 1989, o coeficiente de correlação subiu para 0.39, e entre 1990 e 1997 a correlação aumentou para 0.62. Isto significa que as qualidades de diversificação das obrigações diminuíram significativamente ao longo do tempo.

    Imag212A_zpsaacbeaf8.jpg

    Há boas razões económicas para a referida correlação se tornar mais positiva. No caso do ouro ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus foram associados com a queda de preços das commodities (matérias-primas). Portanto, o valor real das obrigações governamentais subiram e o mercado de ações caiu, como ocorreu durante a Grande Depressão dos anos da década de 1930.

    No caso do papel ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus são mais propensos a serem associados com a inflação (não a deflação). Isto ocorre porque o governo, geralmente, tenta compensar crises económicas com uma politica monetária expansionista, como ocorreu na década de 1970 e nos QEs (Quantitative Easing) mais recentes. Esta expansão monetária discricionária era impossível com uma base padrão do sistema monetário baseada no ouro.

    A segunda razão para o aumento da correlação entre as ações e as obrigações é a estratégia que os gestores de carteiras seguem para alocar ativos. Muitos dos modelos de alocação tática, na qual os gestores usam o dinheiro para tentarem minimizar o risco e maximizarem os retornos da carteira, ditam que a percentagem de um portfolio que é alocada a ações é em função do retorno esperado das ações em relação ao das obrigações.

    À medida que as taxas de juro sobem, provocam, por um lado, uma tendência de descida na cotação das obrigações existentes, porque as novas obrigações são emitidas com uma taxa de juro superior e assim as obrigações anteriores veem a sua cotação baixar; e, por outro lado, uma queda no preço das ações, pelo que a perspetiva dos retornos das novas obrigações é cada vez mais atraente, o que motiva os gestores a venderem as ações. Como resultado, no futuro, os preços das ações irão descer e a cotação das novas obrigações têm tendência a subir. Este é um exemplo de como a atitude dos gestores de portfolios, ao tentarem tirar partido da vantagem da correlação histórica entre as ações e as obrigações, provocam uma mudança na correlação futura.

    3. Fronteira eficiente ( efficient frontier).

    (continua na 2ª parte do meu post)

    Abr,

    file 112

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    Medidas padrão de risco, fronteira eficiente (efficient frontier) dos retornos versus riscos dos ativos da carteira, alocação recomendada da carteira, ponto ótimo do portfolio eficiente e correlação entre ações e obrigações.

    (continuação da 1ª parte do post anterior)

    3. Fronteira eficiente ( efficient frontier).

    A teoria de alocação do portfolio descreve como alterar a relação de proporção entre os ativos para tornar a carteira mais eficiente. A Figura 2-6 seguinte, que tem como base quase 200 anos de história de retornos de ações e obrigações, ilustra os riscos e os benefícios que resultam da variação da proporção das ações e obrigações em carteira.

    Imag213A_zpsa6c7e890.jpg

    O pequeno quadrado que está na base de cada uma das 6 curvas, referentes aos diferentes períodos de detenção (1 ano a 30 anos), representa o risco e o retorno de uma carteira composta com 100% de obrigações; enquanto que a pequena cruz no topo das respetivas curvas corresponde a uma carteira com 100% de ações; e o pequeno círculo nas mesmas curvas, situado na mudança de inflexão das curvas, representa o mínimo de risco possível numa combinação de ações e obrigações. A curva que liga estes 3 pontos representa o risco e o retorno de todas as combinações possíveis de ações e obrigações presentes numa carteira. Esta curva é designada por fronteira eficiente e é o cerne da teoria de análise do portfolio e a base dos modelos de alocação de ativos.

    Os investidores podem atingir qualquer combinação de risco e retorno ao longo da curva, alterando a proporção das ações e obrigações. Subindo ao longo da curva significa que se aumentou o peso das ações e, consequentemente, se reduziu o peso das obrigações.

    Um dos aspetos que salta logo à vista ao olharmos para as 6 curvas dos diferentes períodos de detenção (1 ano a 30 anos), é o declive acentuado das curvas para os períodos de 1 ano e 2 anos, ou seja, à medida que subimos ao longo destas duas curvas, o risco aumenta bastante desproporcionalmente em relação aos respetivos aumentos dos retornos. O declive das curvas representa uma espécie do parâmetro beta, pois o verdadeiro beta representa o declive da reta de uma regressão linear simples de um gráfico de retornos de investimento versus retornos do respetivo benchmark, em que o beta é o risco ou volatilidade do investimento em relação ao valor de referência do benchmark, em que por definição considera-se que o beta é igual a 1 quando o risco do investimento é igual ao risco do respetivo benchmark.

    O declive de qualquer ponto da curva da fronteira eficiente indica a compensação risco-retorno da respetiva alocação de ativos. As curva de 30 anos e 20 anos quase que são umas retas na vertical, se fossem perfeitamente umas retas na vertical isso significaria que os retornos eram independentes do risco, e para aquelas curvas quase na vertical quer dizer que, para esses longos períodos de detenção de ativos na carteira, o aumento dos retornos implica um muito reduzido aumento do risco, ou seja, ao apostarmos a longo prazo em ativos de elevado risco, isso é altamente compensador em termos de retornos.

    Assim, para quem é novo ou tem uma esperança de vida de ainda cerca de 30 anos e julga que não vai precisar desse investimento durante esse longo período, está à espera de quê para apostar numa carteira com um grande peso de ações em detrimento de obrigações.

    4. Alocação da carteira recomendada.

    A tabela 2-2 seguinte, indica a percentagem da carteira de um investidor que deve ser investido em ações com base tanto na tolerância ao risco como na duração do período de detenção.

    Imag214A_zps0a67951d.jpg

    São analisado 4 tipos de investidores: o investidor ultraconservador que exige o máximo de segurança, não importa o retorno; o conservador que aceita pequenos riscos para alcançar retornos extra; o moderado que aceita um nível de risco médio com esperança de ter uma compensação no nível de retornos superior à média; e o agressivo que está disposto a correr altos riscos elevados em busca de retornos elevados. As proporções se 1 ano, exceto o ponto de mínimo risco, são arbitrárias, e são usadas como referência para os outros períodos de detenção. Escolhendo diferentes proporções como “benchmarks”, nenhuma mudança qualitativa se verificará nos resultados sequenciais.

    O capital da alocação recomendada aumenta dramaticamente à medida que aumenta o período de detenção.

    A análise indica que, com base nos históricos retornos das ações e obrigações, os investidores ultraconservadores devem tomar cerca de ¾ da sua carteira em ações (71.3%) para um período de detenção de 30 anos. Esta alocação é justificada uma vez que as ações são mais seguras que as obrigações em termos de poder de compra nos longos períodos. Os investidores conservadores devem ter quase 90% (89.7%) da sua carteira em ações, enquanto que os investidores moderados e agressivos devem ter mais de 100% de ações na carteira, respetivamente, de 112.9% e 131.5%. Estas alocações superiores a 100% são conseguidas através do empréstimo de capital ou alavancagem de todas as ações.

    Estes resultados são extremamente marcantes e apoiam a moderna teoria de alocação do portfolio, pondo assim em causa a velha teoria de alocação da carteira, que não dava relevo ao período de detenção quando os académicos acreditavam no referido percurso aleatório dos preços dos ativos ao longo do tempo. Conforme já foi referido anteriormente, sob um percurso aleatório, o risco relativo dos ativos não muda para os diferentes períodos de detenção e assim a alocação da carteira não dependeria do tempo de detenção dos ativos.

    O período de detenção dos ativos na carteira torna-se uma questão crucial na moderna teoria de alocação do portfolio, quando os dados revelam a referida reversão à média dos retornos das ações.

    5. Obrigações indexadas à inflação.

    Antes de 1997, nos EUA não havia nenhum ativo cujo retorno estivesse garantido contra as alterações dos níveis de inflação. Ambos os ativos de ações e de obrigações têm um risco adicional quando a incerteza da inflação não é levada em linha de conta.

    Mas em Janeiro de 1997, o Tesouro dos EUA emitiu pela 1ª vez títulos garantidos de obrigações indexadas à inflação, pelo que o preço e o  pagamento dos cupões na maturidade das obrigações iria automaticamente aumentar na proporção exata do aumento da inflação, e assim este tipo de investimento estava protegido contra o aumento da inflação, pelo que o valor dos retornos associado era real e desse modo não se perdia, comparativamente, poder de compra, ou seja, 1 dólar numa determinada data tinha um igual poder aquisitivo de 1 dólar numa data posterior de pagamento dos cupões das obrigações.

    A Figura 2-7 seguinte, reproduz a fronteira eficiente (efficient frontier) para períodos de detenção de 10 anos, e inclui os riscos e os retornos dos ativos com proteção contra a inflação.

    Imag214B_zps85dfdda7.jpg

    Observando-se a Figura acima, verifica-se que os investidores podem atingir qualquer risco e retorno ao longo da linha reta tangente à curva da fronteira eficiente dos retornos versus risco, sendo que a interceção dessa reta com o eixo das ordenadas (retornos), assinalada por um pequeno triângulo, representa o investimento livre de perigo (risco zero) e o ponto de tangência dessa reta com a curva da fronteira eficiente, assinalado com um pequeno quadrado a cheio, representa o ponto ótimo de risco da mistura de ativos da carteira, ou seja, o ponto do portfolio eficiente em termos de risco. Baseado nos dados históricos, o ótimo portfolio de ativos de risco é de 195% de ações num período longo e de 95% de obrigações num período curto, conforme indicado na Figura! (isto merece um ponto de exclamação) Isto quer dizer que devemos vender uma grande parte substancial das obrigações (95%) de curto prazo, usando esse capital para comprar ações de longo prazo (195% de ações = 100% de ações + capital de 95% das obrigações vendidas).

    6. Artigo sobre a correlação dinâmica entre os retornos das ações e das obrigações no mercado dos EUA, no período de 1996 a 2008.

    Neste artigo, os autores utilizam dois grandes fundos de índice relevantes da Vanguard relativos a obrigações e ações: Vanguard Total Bond Market Índex Fund (VBMFX) e o Vanguard Total Stock Market Índex Fund (VTSMX).

    6.1 Relação entre os retornos de ações e de obrigações.

    Teoricamente, tem-se argumentado que os retornos das ações e das obrigações são correlacionados positivamente, com o pressuposto de que os mercados de ações e de obrigações são expostos a condições macroeconómicas comuns. Quando as perspetivas económicas são boas, os investidores otimistas tendem a comprar ações, mesmo que as taxas de rendimento das obrigações sejam altas. A experiência na década de 1990 sugere que o efeito riqueza pode ser um fator dominante que incentiva os investidores a tomarem os 2 tipos de ativos. Vários estudos empíricos realizados então, fornecem algumas evidências de suporte de tal suposição: Keim Stambaugh (1986), Campbell e Ammer (1993) e Kwan (1996).

    A literatura também indica uma correlação negativa entre os retornos das ações e das obrigações. Isto ocorre quando o mercado está num período de descida durante um crash bolsista. Na verdade quando as ações caiem, os investidores tendem a tornarem-se mais avessos ao risco e assim as obrigações se tornam mais atraentes para os mesmos. Deste modo, os investidores transferem capital das ações para as obrigações, que é um fenómeno designado por “ voo/fuga para a qualidade” (“flight to quality”).

    Por outro lado, quando ocorre um rally bolsista, os investidores tornam-se menos avessos ao risco e assim são induzidos a voltar para os altos retornos, que é o fenómeno oposto designado por “voo/fuga da qualidade” (“flight from quality”).

    Assim, a correlação entre os retornos das ações e das obrigações seria negativa devido a estes 2 voos. Empiricamente, este fenómeno é suportado por estudos de vários autores: Gulko (2002), Connolly et al (2005), Baur e Lucey (2006).

    Contudo, alguns investigadores, tais como Alexander e al (2000), tentaram conciliar a questão dos sinais de correlação mistos. Eles encontraram uma correlação positiva entre os retornos diários das ações e os altos rendimentos dos retornos das obrigações, ao nível da empresa individualmente. Eles também detetaram um co-movimento negativo à volta de eventos de transferência de riqueza.

    Colocando os argumentos acima mencionados em conjunto, não há uma evidência clara se os retornos das ações são positiva ou negativamente correlacionados com os retornos das obrigações, ou mesmo se há alguma correlação.

    Assim, esta questão da correlação dá sinais instáveis, e o artigo do autor é no sentido de examinar até que ponto essa correlação entre os retornos das ações e das obrigações é variável no tempo e como é que varia no tempo.

    6.2 Dados e resultados do estudo.

    Como já foi referido no inicio do ponto 3, os autores para fornecerem uma medida direta e consistente para os retornos das ações e das obrigações, utilizaram os dados fornecidos pela Vanguard relativos a dois fundos de índice: Vanguard Total Bond Market Índex Fund (VBMFX) e o Vanguard Total Stock Market Índex Fund (VTSMX).

    O VBMFX foi criado em 12/11/1986 e é o mais antigo para acompanhar o registo do fundo Lehman Brothers Aggregate Bond Índex. Este fundo é só composto por títulos de grande qualidade creditícia ( investiment grade). As obrigações municipais e os títulos do tesouro protegidos da inflação estão excluídos.

    As maturidades das obrigações, no referido fundo de índice, têm mais de 1 ano. A média ponderada das maturidades é de 7 anos ( maturidade intermédia).

    O VTSMX (ações) acompanha o índice do mercado global de ações. Ele rastreia o indice Dow Jones Wilshire 5000 constituído em 22/04/2005 e o índice MSCI dos EUA que é um amplo índice do mercado constituído depois.

    O VTSMX (ações) foi criado em 27/04/1992 e é uma mistura (blend) de ações de empresas value e growth de grande capitalização bolsista.

    Os dados dos 2 fundos VTSMX (ações) e VBMFX (obrigações) são obtidos através do site finance.yahoo.com.

    A série do fundo VBMFX começa em 06/04/1990, o fundo VTSMX só se inicia em 20/06/1996 e a amostra de dados do presente artigo termina em 30/06/2008. Assim, para constituir um conjunto de dados coerentes em termos temporais, a série de dados é truncada para a data de criação do fundo mais tardio VBMFX, que foi criado em 20/06/1996, constituindo esta data o ponto de partida da série de dados do estudo. Ou seja, temos um período de 12 anos com dados registados de 2 fundos de índice do mercado.

    A Figura 1 seguinte, mostra a comparação visual dessas duas séries de dados.

    Imag216_zps01029b7c.jpg

    Pode-se ver que o VBMFX (obrigações) é consistentemente menos volátil que o VTSMX (ações). Olhando para os respetivos movimentos, o VBMFX mostra um movimento de subida gradual enquanto que o VTSMX exibe altos e baixos de grande amplitude. Ambos os fundos apresentam uma caraterística de não-estacionário e apresentam uma tendência globalmente de subida para o período de amostragem.

    O coeficiente de correlação da série de dados dos níveis de valores de índice entre os dois fundos, para a amostra total do período amostrado, foi globalmente de 0.70. Mas se dividirmos aquele período total de 12 anos em subperiodos coerentes de bullmarket e de bearmarket (baseados nos dados do índice VTSMX), verificamos que toda a amostra é constituída por 2 mercados em alta (20/06/1996 a 24/03/2000 e 09/10/2002 a 09/10/2007) e 2 mercados em baixa (25/03/2000 a 08/10/2002 e 09/10/2007 a 30/06/2008), sendo que os coeficientes de correlação dos 4 sub-períodos sequenciais (bull, bear, bull e bear) foram de 0.91, -0.93, 0.96 e -0.77 respetivamente, conforme se pode ver na Tabela 1 seguinte.

    Imag215_zps0ee10131.jpg

    No entanto, aplicando o teste de Dickey-Fuller aumentado (ADF – Augmented Dickey-Fuller test) à série de dados dos dois fundos, verifica-se que ambas as séries dos fundos não são estacionárias (resultados diferentes de zero). Isto implica que a correlação não é estatisticamente apropriada para descrever as séries de 2 fundos, pois sugere a ausência de uma co-integração na relação entre estas duas séries dos fundos. Usando as ações e a abordagem de Watson (1988), verifica-se que existe mais do que uma tendência comum no sistema de variação, confirmando ainda a ausência de co-integração.

    Contudo, se forem tomadas as diferenças dos valores logarítmicos (log-difference) dos retornos em vez da diferença dos valores aritméticos dos dados dos níveis de índice dos fundos, verificamos que ambas as séries de retornos dos dois fundos de índice já são estacionárias, como mostra o referido teste ADF (resultados de 0.00 em ambas). Neste caso, o coeficiente de correlação de Pearson entre os retornos dos 2 fundos, para todo o período de amostragem, é globalmente de -0.13, o que é bastante diferente de 0.70 do 1º caso (diferenças dos valores aritméticos).

    Para as sub-amostras dos sub-periodos de bullmarket (20/06/1996 a 24/03/2000 e 09/10/2002 a 09/10/2007) e de bearmarket (25/03/2000 a 08/10/2002 e 09/10/2007 a 30/06/2008), os coeficientes de correlação dos 4 sub-periodos sequenciais (bull, bear, bull e bear) foram de 0.09, -0.22, -0.17 e -0.48 respetivamente.

    Comparando os coeficientes de correlação dos dois fundos, verificamos que, embora eles estejam correlacionados positivamente nos mercados em alta (0.91 e 0.96), os coeficientes de correlação dos retornos podem-se mover em direções opostas (0.09 e -0.17). Esta é uma evidência que, a medição da correlação usando dados dos níveis de índice dos fundos e dados de retornos dos fundos, pode dar imagens diferentes da relação entre os mercados de ações e de obrigações.

    6.3 Explicação dos resultados.

    (continua na 3ª e última parte do post)

    Abr,

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    Medidas padrão de risco, fronteira eficiente (efficient frontier) dos retornos versus riscos dos ativos da carteira, alocação recomendada da carteira, ponto ótimo do portfolio eficiente e correlação entre ações e obrigações.

    (continuação da 2ª parte do post)

    6.3 Explicação dos resultados.

    A pergunta que se pode agora colocar é: Quais são os factores que podem contribuir para a variação do coeficiente de correlação ao longo do tempo? David e Veronesi (2004) sugerem que as variáveis de estado que são capazes de representar as incertezas futuras da economia, tais como as taxas reais de juros, a taxa de inflação e o crescimento dos ganhos, devem ser empregues.

    Podemos considerar que as variáveis de estado que afetam a correlação entre as ações e as obrigações são: a incerteza do mercado, mudança de fundos de financiamento/empréstimo (loanable funds, são fundos hipotéticos que estariam disponíveis para o empréstimo de capital para o investimento e o consumo interno, capital esse que aumentaria nas situações de crescimento do PIB ou de entradas líquidas de capital estrangeiro para o mercado interno dos EUA) e as variáveis da politica monetária da FED.

    6.3.1 Variável incerteza do mercado.

    A incerteza do mercado denota a incerteza das futuras perspetivas económicas, que se reflete na esperada volatilidade dos retornos das ações, na volatilidade das mudanças nos preços do petróleo e no spread do crédito.

    É esperado que o medo sobre a performance económica é suscetível de causar nos investidores uma mudança de atitude para venderem ações e moverem-se para fundos de renda fixa (obrigações, títulos do tesouro, depósitos a prazo), dando origem a uma relação negativa entre o coeficiente de correlação e a variável da incerteza.

    Por outro lado, o crescimento do PIB ou a entrada líquida de capital estrangeiro para o mercado interno dos EUA, vão incentivar os investidores a adicionar mais ativos de ações e obrigações às suas carteiras. Este efeito produz uma correlação positiva entre as ações e as obrigações.

    6.3.2 Variáveis da política monetária da FED.

    Pode-se afirmar que aumentou a liquidez com a politica monetária expansionista da FED dos QEs (Quantitative Easing), em que a taxa de juro é reduzida e é capaz de gerar uma relação negativa entre as ações e as obrigações. Pelo contrário, uma politica monetária contracionista, em que a taxa de juro é aumentada, é suscetível de provocar uma correlação positiva entre as ações e as obrigações.

    No entanto, quando uma expansão da economia real está em curso, dá-se o aumento da renda fixa real, gerando assim uma procura destes ativos (obrigações, títulos do tesouro, …) e fazendo com que os coeficientes de correlação entre as ações e as obrigações se tornem positivos, relacionados com a taxa de juro (Friedman, 1969; Ohanian e Stockman 1995).

    Porque as correlações são suscetíveis de serem ditadas por diversas variáveis de estado e pela incerteza económica, os sinais sobre a correlação entre as ações e as obrigações são cada vez menos previsíveis.

    6.3.3 Variável da mudança dos fundos de financiamento/empréstimo (loanable funds).

    Quando o PIB real cresce ou as contas de capital mostram uma entrada líquida de capital estrangeiro, um adicional fundo de financiamento/empréstimo fica disponível para os investidores, que, por sua vez, levará a um aumento da procura por ativos, designadamente, de ações e de obrigações. A evidência do estudo dos autores é consistente com esta linha de pensamento, em que o coeficiente de correlação é positivamente correlacionado com o crescimento da renda (income) e das entradas líquidas de capital estrangeiro. No entanto, com a desvalorização real do crescimento do PIB ou se houver uma saída de capital para o estrangeiro, o efeito inverso é menos previsível.

    6.3.4 Politica monetária e expetativas de inflação.

    A partir dos preços das ações e das obrigações, é fácil achar que a taxa de juros e a taxa de inflação desempenham um papel crucial na determinação da correlação entre as ações e as obrigações. A evidência sugere que a relação ações-obrigações é positivamente correlacionada com o nível da taxa de juros. À primeira vista, isto parece surpreendente, uma vez que a taxa de juros geralmente tem um efeito positivo sobre o rendimento das obrigações (bond yield) devido à sua relação de estrutura, enquanto que o  retorno das ações são muitas vezes consideradas como negativamente relacionado com a taxa do fundo federal. Contudo, num ambiente de crescimento moderado, tanto as ações como o rendimento das obrigações são vistos a avançar em ritmo moderado, devido ao efeito da renda fixa (income), (Friedman 1969), enquanto que a taxa do fundo federal tende a ser maior quando a procura por fundos de financiamento/empréstimos (loanable funds) como renda se expande e coloca pressão sobre o mercado. Como resultado, observa-se uma relação positiva nas correlações de ações- obrigações com a taxa do fundo federal.

    No entanto, a inflação é considerada uma ameaça aos lucros, causando quedas no retorno das ações. Por outro lado, a inflação terá um efeito positivo sobre os rendimentos das obrigações (bond yields), devido ao efeito de Fisher, o qual diz que a taxa nominal de juros é a soma da taxa real de juros com a inflação esperada.

    6.3.5 “Voo/fuga para a qualidade” (“flight to quality”).

    A evidência sugere que as variáveis de incerteza, incluindo a volatilidade do mercado de ações, a volatilidade do preço do petróleo e o spread do crédito, todos mostram um sinal menos e são estatisticamente significativos, confirmando a presuntiva suspeita de que os coeficientes de correlação dos dois mercados são negativamente relacionados com a incerteza sobre as perspetivas futuras da economia, que se reflete num aumento da volatilidade do preço do petróleo, ou do spread do crédito, que irá fazer com que a correlação entre as ações e as obrigações seja negativa. Este resultado é consistente com o estudo de Connolly e tal (2005), que relata uma relação negativa entre as medidas de incerteza do mercado de ações e a correlação futura dos retornos das ações e das obrigações.

    Este fenómeno pode ser interpretado como um “voo/fuga para a qualidade” (“flight to quality”), um risco mais elevado faz com que os investidores aumentem a percentagem de títulos seguros de renda fixa nas suas carteiras. Isto torna-se mais elusivo quando nós verificamos as duas séries de dados de ações e obrigações mostrado na Figura 6 seguinte.

    Imag217_zps199e2554.jpg

    Os baixos valores dos coeficientes de correlação são frequentemente associados com as variâncias condicionais mais elevadas no mercado de ações. Este facto mostra que, quando o mercado acionário está  em períodos de alta volatilidade, é mais provável que os investidores procedam à realocação  da sua carteira com ativos de menor risco, tais como as obrigações.

    A correlação entre os mercados de ações e de obrigações também está negativamente correlacionada com o spread do crédito, uma vez que o spread é calculado pela diferença entre o rendimento (yield) das obrigações corporativas (corporate bonds) com notação AAA da Moody`s e o rendimento (yield) das obrigações do tesouro (Treasury bond) a 10 anos.

    Um aumento do spread reflete uma deterioração da saúde financeira das empresas ou um aumento da compensação para o risco de liquidez (Houweling, Mentink e Vorst, 2005). Assim, à medida que o spread aumenta, e os participantes do mercado percebem que as perspetivas económicas são menos promissoras, os investidores ficam mais avessos ao risco e tendem a realocar a carteira com mais obrigações para ficar mais equilibrada em termos de risco, gerando o fenómeno do “ voo/fuga para a qualidade” (“flight to quality”). Este ajustamento da carteira causa uma correlação negativa entre as obrigações e as ações.

    A Figura 7 seguinte, ilustra o coeficiente de correlação ações-obrigações, o spread do crédito e o fundo federal.

    Imag218_zps0cb1b369.jpg

    (Fim da 3ª e última parte do post)

    Abr,

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    Com tantos bons fundos no top porque se inventa? hihi

    Agora mais a sério, o EEF, embora de acções, é um fundo que aposta num tipo de categoria (consumo) que não é para bombar.

    Porque esse fundo de tesouraria??

    Porque estas descontente com o Schroder? está com mais rentabilidade este ano que o Invesco :)

    Obrigado pela resposta, estes 2 fundos estavam e estão no TOP :P

    Agora sim o Fundo Chines foi mesmo tipo lotaria :D

    Outra coisa, aproveito para dizer que lamento não ter reforçado os PIMCO (obrigações) quando elas estavam mesmo mal. Mas a minha ideia era que as US Tresuries iriam subir, penalizando mais as Obrigações.

    Neste momento de crise da Crimeira o Ouro e outros metais tão em subida. Infelizmente o IBRA não está a acompanhar tanto como esperava. Será que não existe mesmo um Fundo associado a matérias primas / metais precisos, não quero de empresas mineiras.

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    Obrigado pela resposta, estes 2 fundos estavam e estão no TOP :P

    Agora sim o Fundo Chines foi mesmo tipo lotaria :D

    Outra coisa, aproveito para dizer que lamento não ter reforçado os PIMCO (obrigações) quando elas estavam mesmo mal. Mas a minha ideia era que as US Tresuries iriam subir, penalizando mais as Obrigações.

    Neste momento de crise da Crimeira o Ouro e outros metais tão em subida. Infelizmente o IBRA não está a acompanhar tanto como esperava. Será que não existe mesmo um Fundo associado a matérias primas / metais precisos, não quero de empresas mineiras.

    Directamente só ETFs.

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    Fundos de tesouraria em 2014

    Desde do início do ano até ao dia 7 de março, a categoria fundos de tesouraria, da APFIPP, teve uma rendibilidade média de 0,4%.

    A categoria é composta por onze produtos de investimento com a liderança desde do dia 1 de janeiro a ir para o fundo Banco BIC Tesouraria, gerido pela Dunas Capital – Gestão de Activos com uma rendibilidade de 0,97%. A carteira, no final de 2013, era composta por 48% de liquidez, 22% de títulos de dívida pública e 21% de obrigações, de acordo com o regulador nacional.

    Com uma rendibilidade de 0,8% e mais de 62% da sua carteira investida em obrigações aparece o fundo Banif Euro Tesouraria, da Banif Gestão de Activos. O fundo fechou o mês de fevereiro com mais de 44 milhões de euros em ativos sob gestão. Além dos 62% em obrigações, os títulos de dívida pública representam cerca de 16% da composição da sua carteira, segundo a CMVM e com dados de final do ano passado.

    Na terceira posição e com uma rendibilidade de 0,63% vem o Espírito Santo Tesouraria Ativa, gerido pela ESAF. É um dos maiores fundos do mercado nacional, no que diz respeito aos ativos sob gestão, com mais de 400 milhões de euros. Metade da carteira deste fundo pertence a obrigações e 14% a títulos de dívida pública.

    O Patris Tesouraria e o Santander Multi Tesouraria fecham o rol dos cinco fundos da categoria com maior rendibilidade, ao apresentarem ganhos de 0,41% e 0,42%, respetivamente. O fundo gerido pela Patris Gestão de Ativos fechou o mês passado com quase 4 milhões de euros sob gestão enquanto o fundo da Santander Asset Managementtinha mais de 223 milhões de euros.

      Fonte: APFIPP E CMVM; dados da APFIPP a 7 de março de 2014

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    presidentedajunta

    David, gostaria colocar-te as seguintes questões:

    Caso um cliente dos maiores bancos em Portugal, em vez de terem em Dps o dinheiro, e atendendo que muitas vezes têm mesmo de ter lá o dinheiro pelo crédito habitação, caso tenham um perfil moderado e pretendessem constituir um fundo global ou no máximo 3 fundos, o que recomendavas:

    Na ESAF? Um misto como o ES Prudente ou Crescimento?

    No Santander? O Santander tem um que se chama Santander Global

    No BPI?

    Na CGD?

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    David, gostaria colocar-te as seguintes questões:

    Caso um cliente dos maiores bancos em Portugal, em vez de terem em Dps o dinheiro, e atendendo que muitas vezes têm mesmo de ter lá o dinheiro pelo crédito habitação, caso tenham um perfil moderado e pretendessem constituir um fundo global ou no máximo 3 fundos, o que recomendavas:

    Na ESAF? Um misto como o ES Prudente ou Crescimento?

    No Santander? O Santander tem um que se chama Santander Global

    No BPI?

    Na CGD?

    Depende sempre do horizonte temporal e o perfil, mas tentava estudar a oferta que o banco proporciona e escolher o que melhor se adequaria ao meu perfil e para o horizonte temporal, o mesmo que se faz ao fim ao cabo na generalidade noutro banco mais para investimento, a diferenca aqui é que se está perante  uma oferta muito limitada.

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    • -------- changed the title to Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )

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