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  • Fundos de Investimento ( Mutual Funds - SICAV )


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    presidentedajunta

    Eu não sou a pessoa ideal para responder a essa pergunta porque invisto mais no curto/medio prazo e normalmente em ações ou obrigações. Talvez o D@vid de sugestões mais válidas. Mas num horizonte temporal tao longo, geralmente os melhores produtos e com melhor rentabilidade costumam ser os fundos de ações, penso eu.

    também tenho essa ideia que os fundos de acções são os mais indicados para longo prazo

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    Qual a vossa opinião sobre este fundo, estará numa altura perigosa para entrar ou acham que há boa probabilidade para continuar a crescer? Tem mostrado ganhos brutais.

    http://www.boerse-frankfurt.de/en/funds/franklin+biotechnology+discovery+LU0122613499/chart

    não ia nisso , o mais certo é perderes dinheiro, no entanto numa carteira diversificada max 5% ;)

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    também tenho essa ideia que os fundos de acções são os mais indicados para longo prazo

    Mais importante do que uma carteira de fundos, seria sem duvida algum um seguro do tipo unit linked, porque para um prazo tão grande convêm ao menos ter uma eficiencia fiscal, repara, resgatar com 28% de IRS é diferente do que resgatar com 11,4% ou de 8,6% (neste caso FPR e PPR), só aqui minimizaste uma "perda" em quase 17%.

    Procura Unit Linkeds, já falaram aqui nos do BiG, eu conheco melhor os do Best, tens o serviço de carteiras, 5 carteiras á tua escolha, claro sendo estes serviços considerados serviços premium são serviços com minimos avultados, o serviço de carteiras são 25k cada uma, para não falar no Escolha Livre que são agora 100k, no Escolha Livre temos a possibilidade de sermos nós a fazer a nossa carteira, só com fundos, no serviço de carteira é só escolher o pacote, do mais conservador ao 100% de acções.

    Se não há capital para isso, terás sempre de fazer uma carteira de fundos, onde recomendo um peso bem maior em acções do que obrigações, e onde poderão e deviam de estar mistos tipo FPR.

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    Boas,

    Média geométrica, retorno esperado e desvio padrão

    A questão fundamental da média-variância, tal como o formulado por Markowitz, consiste na relação entre o retorno esperado e o desvio padrão.

    Muitos investidores não estão familiarizados com o conceito do retorno esperado como o utilizado por Markowitz e confundem-no com a média geométrica. Para os investidores de longo prazo, o que importa é a taxa de crescimento da carteira no longo prazo ou a média geométrica.

    Estes 2 conceitos são matemáticamente diferentes mas estão correlacionados entre si, não obstante o seu grau de proporcionalidade com o desvio padrão ser diferente. De facto, Markowitz formulou a questão de como aproximar a média geométrica com a função do retorno esperado e o desvio padrão, e propôs que o modelo da média-variância fosse usado para encontrar a carteira que tem a maior média geométrica.

    A diferença entre o retorno esperado e a média geométrica aumenta com a volatilidade do retorno ou o aumento do desvio padrão. Para as classes de ativos com baixa volatilidade, como, por exemplo, as obrigações de curto prazo, os valores do retorno esperado e da média geométrica estão muito próximos um do outro.

    Para as classes de ativos altamente voláteis, como sejam os mercados emergentes ou os de capital de risco (venture), esses dois valores já são muito diferentes.

    Numa avaliação prática, o retorno esperado é conhecido como o custo de capital. Infelizmente, alguns profissionais, menos experimentados, utilizam, erradamente, a média geométrica como se fosse o custo do capital. Isto pode resultar em graves sobrevalorizações, especialmente no caso dos ativos de alto risco.

    Paul D. Kaplan (Morningstar), apresenta a seguinte equação que relaciona a média geométrica com o retorno esperado e o desvio padrão:

           

              GM =  [(1+ER)2 / ((1+ER)2 + SD2)1/2] - 1 

    Em que:

    GM – Média geométrica;

    ER  –  Retorno esperado;

    SD –  Desvio padrão.

    Utilizando a equação acima escrita, matematicamente, podemos verificar que se o desvio padrão (SD) for 0, então a média geométrica é igual ao retorno esperado. Por outro lado, matematicamente, também se verifica que quanto mais aumenta o desvio padrão mais aumenta a desproporção entre a média geométrica e o retorno esperado, sendo maior para este último, pois a variável SD (desvio padrão) ao estar sob a raiz quadrada vai “suavizar” o valor da média geométrica em comparação com o retorno esperado.

    Portanto, a matemática nunca engana. Por vezes, a dificuldade está em arranjar um algoritmo matemático, com todas as variáveis mensuráveis, que traduza o modelo teórico para uma realidade. Se o modelo teórico correr numa determinada realidade, então esse modelo passa a estar validado para essa mesma realidade. Mas tudo começa com uma hipótese teórica, por isso não devemos dizer mal dos teóricos ou das teorias.

    Abr,

    file 112

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    Boas

    Tenho visto aqui muito louvor ao ES Rendimento Plus e por isso gostava de colocar duas questões.

    Não vos assusta o facto deste fundo conter muitas obrigações com maturidades à volta dos 10 anos, o que o torna muito sensível às taxas de juro?

    Parece-me acertado esperar que os juros subam, visto o quando baixos eles estão actualmente. Mesmo tendo em conta o melhoramento da qualidade credicia dos países periféricos, uma subida nos juros provocaria certamente uma descida nas obrigações de médio-longo prazo. Afinal de contas foi precisamente pela situação inversa ter acontecido (os juros desceram para mínimos históricos) que o fundo subiu tanto nos últimos tempos. Ou estou a ver mal a coisa? :P

    A outra questão é acerca da elevadíssima taxa de custo global que este fundo tem. Não se torna muito complicado um fundo com um custo global de 4 e tal % bater o índice? Apesar de ter ultrapassado em muito o índice no último ano, reparo que entre 2009 e 2011 esteve sempre bem abaixo deste.

    Agradeço desde já qualquer resposta! E peço desculpa se já tiverem respondido a estas questões mas pesquisar em 220 páginas não é tarefa fácil...

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    Estes fundos com distribuição mensal como funcionam? Pagam mensalmente mas caso o fundo tenha prejuízo no período como fica?

    Penso já se ter discutido essa temática onde se respondeu a essa mesma tua pergunta :) o fundo paga sempre o dividendo, se tiveres uma acção em que estejas a perder dinheiro não recebes na mesma os dividendos? nos fundos é igual.

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    Boas

    Tenho visto aqui muito louvor ao ES Rendimento Plus e por isso gostava de colocar duas questões.

    Não vos assusta o facto deste fundo conter muitas obrigações com maturidades à volta dos 10 anos, o que o torna muito sensível às taxas de juro?

    Parece-me acertado esperar que os juros subam, visto o quando baixos eles estão actualmente. Mesmo tendo em conta o melhoramento da qualidade credicia dos países periféricos, uma subida nos juros provocaria certamente uma descida nas obrigações de médio-longo prazo. Afinal de contas foi precisamente pela situação inversa ter acontecido (os juros desceram para mínimos históricos) que o fundo subiu tanto nos últimos tempos. Ou estou a ver mal a coisa? :P

    A outra questão é acerca da elevadíssima taxa de custo global que este fundo tem. Não se torna muito complicado um fundo com um custo global de 4 e tal % bater o índice? Apesar de ter ultrapassado em muito o índice no último ano, reparo que entre 2009 e 2011 esteve sempre bem abaixo deste.

    Agradeço desde já qualquer resposta! E peço desculpa se já tiverem respondido a estas questões mas pesquisar em 220 páginas não é tarefa fácil...

    Andaste a analisar é isso mesmo que se deve de fazer e não ir atrás só de rentabilidades ou porque os outros fazem também temos de fazer.

    Sim o fundo tem uma alta sensibilidade a taxas de juro, e uma qualidade de crédito baixa, para mim, e falo apenas por mim, é o que eu gosto no fundo :) porque apostava e ainda aposta em paises com qualidade de crédito baixa e com isso em taxas de juros altas, digamos que este fundo ao fim ao cabo é um fundo de High Yields.

    Quando comecei a olhar para este fundo há cerca de 3/4 anos, o meu sentimento foi que seria um fundo com um potencial enorme, isto porque eu não acreditava e não acredito que deixassem cair Portugal ou a Grécia, assim como acreditava que a Espanha e Itália se iriam sempre aguentar.

    Se me perguntares se estava á espera da rentabilidade de 2012, a minha resposta é não, para mim este fundo é fundo de 5/6%/ano, e esse ano veio inflacionar bastante esta minha estimativa, e ainda bem :)

    Agora, ao fazeres essas perguntas, é porque tens receio do fundo, é normal, e ainda bem que tens "sentimentos" e como disse não vais apenas atrás do que te dizem, tu agora terás de ver o histórico do fundo, existe desde 2008, qual foi a evolução, a carteira se te agrada ou não, qual o sentimento que tens do que ai vem e depois em consciencia decidires se queres investir nele ou não, ou qual o peso que queres dar na eventualidade de o colocares numa carteira.

    Só uma coisa, falaste em taxas de juro, n ão confundir taxas de juro Euribor com taxas de juros de obrigações, o que tem feito o fundo subir tem sido as quedas de taxas de juros das obrigações dos paises periféricos com treasuries a ajudar, afinal de contas nunca nos podemos esquecer das treasuries, têm sempre um peso no resto.

    E quanto ao custo global, o único custo desde fundo é a comissão de gestão anual que é de 0,75% que já está implícita na rentabilidade, não te interessa mais nada.

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    excelente DAVID ainda bem que falas bem do fundo porque eu subscrevi-o e espero tê-lo por muitos anos 8)

    Cada um tem de ter consciencia do seu perfil de risco, o Electric ao fazer as perguntas que fez é sinal que não se sente confortável secalhar com este fundo, e sendo assim para ele este fundo pode ser um fundo "mau", para mim é um fundo "bom" porque não m importo de correr o "risco" de ter um fundo com alta sensibilidade a taxas de juro e com carteira com baixa qualidade de crédito, mas como já disse um vez, é fundo par render cerca de 5%/6% ano em circunstancias normais com a carteira que tem, aliás, repara nas rentabilidades de 2009/2010/2011...média de 5,57%...o ano de 2012 é que foi extraordinário, porque já em 2013 o fundo rendeu bem menos, cerca de 8%...

    Este ano penso que voltará dar boas rentabilidades, mas deverá estagnar mais a meio e até ao fim do ano, agora está com a "pica" das quedas brutais de taxa de juro dos periféricos, a taxa a 10 anos de Portugal baixou de 5,05% no inicio do ano para 4,55% ontem...e se a Grécia acompanhasse então ainda mais estaria a render...

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    Não apanhei no Video que fundo é ??

    Tenho este Americano com distribuição de dividendos:

    Pictet US High Yield-HR dm EUR - LU0592897721

    Rendimento a 12 meses      4.81

    Frequência de Pagamento de Dividendos      Monthly

    Sim o fundo em questão parece-me ser esse. Basicamente trata-se de um fundo que investe em obrigações corporativas com qualidade creditícia inferior, e dai vem a classificação High Yield.

    Estive a comparar esse fundo com outros da mesma categoria e para quem preferir Acc existem estes dois que me parecem interessantes e com melhores rácios e desempenho superior.

    UBS (Lux) Bond Fund - Euro High Yield (EUR) P-acc - LU0086177085

    Dexia Bonds Euro High Yield N Acc EUR - LU0144751095

    O que acham de investirmos também nesta categoria de fundos?

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    Sim o fundo em questão parece-me ser esse. Basicamente trata-se de um fundo que investe em obrigações corporativas com qualidade creditícia inferior, e dai vem a classificação High Yield.

    Estive a comparar esse fundo com outros da mesma categoria e para quem preferir Acc existem estes dois que me parecem interessantes e com melhores rácios e desempenho superior.

    UBS (Lux) Bond Fund - Euro High Yield (EUR) P-acc - LU0086177085

    Dexia Bonds Euro High Yield N Acc EUR - LU0144751095

    O que acham de investirmos também nesta categoria de fundos?

    Para mim HY tem de fazer parte de uma carteira, não tive a ver esses em especifico mas o Axa que está no top tem sido muito bom ao longo dos anos.

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    Sim o

    AXA WF Global High Yield Bonds E C (EUR) (LU0189847253)

    é muito bom, tenho 6% da carteira

    Contra  2.20% do Pictet US High Yield-HR dm EUR - LU0592897721

    Só subscrevi este por distribuir dividendos, para ver cair algum todos os meses

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    Sim o

    AXA WF Global High Yield Bonds E C (EUR) (LU0189847253)

    é muito bom, tenho 6% da carteira

    Contra  2.20% do Pictet US High Yield-HR dm EUR - LU0592897721

    Só subscrevi este por distribuir dividendos, para ver cair algum todos os meses

    Não sou muito adepto de fundos INC, mal a mal o Schroder Maximiser ou o Jupiter que está no TOP, não se esquecam que um fundo INC estamos a pagar impostos sempre que recebemos o dividendo, estejamos ou não a ter mais valias...

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    presidentedajunta

    Não sou muito adepto de fundos INC, mal a mal o Schroder Maximiser ou o Jupiter que está no TOP, não se esquecam que um fundo INC estamos a pagar impostos sempre que recebemos o dividendo, estejamos ou não a ter mais valias...

    mas quando resgatamos um fundo que não distribui tb pagamos o imposto e sobre montantes maiores. Ou não?

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    Sim, mas até lá os 28% que são retirados aos dividendos também vão valorizando. Eu tenho um fundo de dividendos mas vou substituir para o respetivo em versão (acc), mais por uma questão de simplicidade na contabilização dos ganhos.

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    Boas,

    Nº de fundos que uma carteira equilibrada e diversificada deve possuir. Correlação entre ativos/fundos de investimento.

    Qual será o nº de fundos ideal da carteira?, a Morningstar tentou responder a esta questão, tendo para tal construído portfolios hipotéticos compostos de 1 a 30 fundos, usando as possíveis combinações entre eles. Depois, num período anterior a 2003, calculou o desvio padrão de 5 anos para cada um dos portfolios e o resultado é o que consta do gráfico da figura 7.3 a seguir exposto.

    Imag71_zps9d6b6c42.jpg

    Analisando este gráfico, pode-se inferir que a partir da quantidade de 4 fundos a diminuição do desvio padrão/volatilidade da respetiva carteira deixa de ser significativa, a partir de 7 fundos a redução do desvio padrão é insignificante e a partir de 10 fundos o desvio padrão permanece quase o mesmo.

    Assim, de acordo com este estudo da Morningstar, o nº de fundos constituintes de uma carteira deve-se situar na gama de 7-10 fundos.

    Mais importante que o nº de fundos de uma carteira é a sua diversificação entre si, com negativos ou baixos coeficientes de correlação, de modo a que esses fundos sejam o mais independentes possíveis entre si, isto é, com o mínimo possível de sobreposição de ativos financeiros, com o objetivo de cada um dos fundos captar, separadamente, as várias tendências opostas (negativamente correlacionadas) dos mercados acionistas e obrigacionistas, de modo a que, durante o período de detenção desse lote de fundos, quando um fundo desce um outro sobe e assim sucessivamente, porque só assim é que a carteira se mantém permanentemente equilibrada/balanceada e com os retornos, normalmente, positivos ajustados ao risco/desvio padrão, tendo como último grande objetivo a maximização do rácio de Sharpe.

    O coeficiente de correlação entre ativos/fundos varia de -1.0 a 1.0, sendo que este último valor significa que ambos os ativos/fundos seguem exatamente a mesma tendência do mercado, sendo assim um ativo/fundo gémeo do outro; enquanto que o valor de -1.0 significa que os ativos/fundos seguem exatamente tendências opostas, uma espécie de duas faces de uma moeda (uma face virada para uma tendência e a outra face virada para a tendência oposta) e assim esta "moeda" ou carteira manterá, normalmente, o seu valor positivo. O Homem não deve ter duas caras, mas aqui convém que a carteira/portfolio tenha essas duas caras,

    Apesar do retorno médio das obrigações fazerem cair um pouco o retorno médio das ações, as obrigações servem para diversificar a carteira e baixar globalmente o risco da mesma. Isto é particularmente verdadeiro se as obrigações e as ações forem negativamente correlacionadas. O coeficiente de correlação mede o grau em que os retornos dos ativos/fundos estão correlacionados na carteira. Quanto menor for o coeficiente de correlação de um ativo em relação à carteira, melhor será esse ativo/fundo para juntar à carteira, uma vez que garante uma maior diversificação da mesma e assim diminuiu o seu risco.

    De acordo com um estudo do Prof. Jeremy J. Siegel, no período de 1926 a 1969 a correlação foi ligeiramente negativa (-0.02), indicando que as obrigações eram bons diversificadores, enquanto que no período de 1970 a 1989 o coeficiente de correlação subiu para 0.39, e entre 1990 e 1997 a correlação aumentou para 0.62. Isto significa que as qualidades de diversificação das obrigações diminuíram significativamente ao longo do tempo, havendo claramente um antes e um depois da década de 70.

    Há boas razões económicas para a referida correlação se tornar mais positiva. No caso do ouro ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus foram associados com a queda de preços das commodities (matérias-primas). Portanto, o valor real das obrigações governamentais subiram e o mercado de ações caiu, como ocorreu durante a Grande Depressão dos anos da década de 1930.

    No caso do papel ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus são mais propensos a serem associados com a inflação (não a deflação). Isto ocorre porque os governos, geralmente, tenta compensar crises económicas com uma politica monetária expansionista, como ocorreu na década de 1970 e nos QE's (Quantitative Easing) mais recentes. Esta expansão monetária discricionária era impossível com uma base padrão do sistema monetário baseada no ouro.

    A segunda razão para o aumento da correlação entre as ações e as obrigações é a estratégia que os gestores de carteiras seguem para alocar ativos. Muitos dos modelos de alocação tática, na qual os gestores usam o dinheiro para tentarem minimizar o risco e maximizarem os retornos da carteira, ditam que a percentagem de um portfolio que é alocada a ações é em função do retorno esperado das ações em relação ao das obrigações.

    À medida que as taxas de juro sobem, provocam, por um lado, uma tendência de descida na cotação das obrigações existentes, porque as novas obrigações são emitidas com uma taxa de juro superior e assim as obrigações anteriores veem a sua cotação baixar, e, por outro lado, provoca também uma queda no preço das ações, porque o dinheiro de empréstimo às empresas fica mais caro e assim será menos injetado nas mesmas, e na economia em geral, indo assim condicionar o seu desenvolvimento e valorização, bem como o crescimento do PIB, pelo que a perspetiva futura dos retornos das novas obrigações é cada vez mais atraente, o que motiva os gestores a venderem as ações e, consequentemente, a provocar a queda das ações. Como resultado, desta queda dos preços das ações, a cotação das novas obrigações têm tendência a subir.

    Este é um exemplo de como a atitude dos gestores de portfolios, ao tentarem tirar partido da vantagem da correlação histórica entre as ações e as obrigações, provocam uma mudança na correlação futura.

    Abr,

    file 112

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    mas quando resgatamos um fundo que não distribui tb pagamos o imposto e sobre montantes maiores. Ou não?

    Num fundo com dividendo tenhas tu mais valia ou menos valia é te feito a retenção de IRS dos 28% sobre o valor do dividendo, num fundo de acumulação só pagas o IRS quando fizeres os resgate e só sobre a mais valia...

    Se eu tivesse muito dinheiro e só tivesse rendimentos de capitais secalhar até preferia os de dividendos, ia sempre recebendo o meu "ordenado" todos meses :P agora assim não acho acho que haja algum tipo de beneficio, até porque um dia mais tarde quando fores resgatar o fundo lá vais tu levar com mais 28% nas mais valias, isto é quase como ser tributado duplamente, mas as coisas alteram num fundo português, aí sim já fará mais sentido.

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    Boas,

    Nº de fundos que uma carteira equilibrada e diversificada deve possuir. Correlação entre ativos/fundos de investimento.

    Qual será o nº de fundos ideal da carteira?, a Morningstar tentou responder a esta questão, tendo para tal construído portfolios hipotéticos compostos de 1 a 30 fundos, usando as possíveis combinações entre eles. Depois, num período anterior a 2003, calculou o desvio padrão de 5 anos para cada um dos portfolios e o resultado é o que consta do gráfico da figura 7.3 a seguir exposto.

    Imag71_zps9d6b6c42.jpg

    Analisando este gráfico, pode-se inferir que a partir da quantidade de 4 fundos a diminuição do desvio padrão/volatilidade da respetiva carteira deixa de ser significativa, a partir de 7 fundos a redução do desvio padrão é insignificante e a partir de 10 fundos o desvio padrão permanece quase o mesmo.

    Assim, de acordo com este estudo da Morningstar, o nº de fundos constituintes de uma carteira deve-se situar na gama de 7-10 fundos.

    Mais importante que o nº de fundos de uma carteira é a sua diversificação entre si, com negativos ou baixos coeficientes de correlação, de modo a que esses fundos sejam o mais independentes possíveis entre si, isto é, com o mínimo possível de sobreposição de ativos financeiros, com o objetivo de cada um dos fundos captar, separadamente, as várias tendências opostas (negativamente correlacionadas) dos mercados acionistas e obrigacionistas, de modo a que, durante o período de detenção desse lote de fundos, quando um fundo desce um outro sobe e assim sucessivamente, porque só assim é que a carteira se mantém permanentemente equilibrada/balanceada e com os retornos, normalmente, positivos ajustados ao risco/desvio padrão, tendo como último grande objetivo a maximização do rácio de Sharpe.

    O coeficiente de correlação entre ativos/fundos varia de -1.0 a 1.0, sendo que este último valor significa que ambos os ativos/fundos seguem exatamente a mesma tendência do mercado, sendo assim um ativo/fundo gémeo do outro; enquanto que o valor de -1.0 significa que os ativos/fundos seguem exatamente tendências opostas, uma espécie de duas faces de uma moeda (uma face virada para uma tendência e a outra face virada para a tendência oposta) e assim esta "moeda" ou carteira manterá, normalmente, o seu valor positivo. O Homem não deve ter duas caras, mas aqui convém que a carteira/portfolio tenha essas duas caras,

    Apesar do retorno médio das obrigações fazerem cair um pouco o retorno médio das ações, as obrigações servem para diversificar a carteira e baixar globalmente o risco da mesma. Isto é particularmente verdadeiro se as obrigações e as ações forem negativamente correlacionadas. O coeficiente de correlação mede o grau em que os retornos dos ativos/fundos estão correlacionados na carteira. Quanto menor for o coeficiente de correlação de um ativo em relação à carteira, melhor será esse ativo/fundo para juntar à carteira, uma vez que garante uma maior diversificação da mesma e assim diminuiu o seu risco.

    De acordo com um estudo do Prof. Jeremy J. Siegel, no período de 1926 a 1969 a correlação foi ligeiramente negativa (-0.02), indicando que as obrigações eram bons diversificadores, enquanto que no período de 1970 a 1989 o coeficiente de correlação subiu para 0.39, e entre 1990 e 1997 a correlação aumentou para 0.62. Isto significa que as qualidades de diversificação das obrigações diminuíram significativamente ao longo do tempo, havendo claramente um antes e um depois da década de 70.

    Há boas razões económicas para a referida correlação se tornar mais positiva. No caso do ouro ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus foram associados com a queda de preços das commodities (matérias-primas). Portanto, o valor real das obrigações governamentais subiram e o mercado de ações caiu, como ocorreu durante a Grande Depressão dos anos da década de 1930.

    No caso do papel ser a base padrão do sistema monetário, os tempos económicos maus são mais propensos a serem associados com a inflação (não a deflação). Isto ocorre porque os governos, geralmente, tenta compensar crises económicas com uma politica monetária expansionista, como ocorreu na década de 1970 e nos QE's (Quantitative Easing) mais recentes. Esta expansão monetária discricionária era impossível com uma base padrão do sistema monetário baseada no ouro.

    A segunda razão para o aumento da correlação entre as ações e as obrigações é a estratégia que os gestores de carteiras seguem para alocar ativos. Muitos dos modelos de alocação tática, na qual os gestores usam o dinheiro para tentarem minimizar o risco e maximizarem os retornos da carteira, ditam que a percentagem de um portfolio que é alocada a ações é em função do retorno esperado das ações em relação ao das obrigações.

    À medida que as taxas de juro sobem, provocam, por um lado, uma tendência de descida na cotação das obrigações existentes, porque as novas obrigações são emitidas com uma taxa de juro superior e assim as obrigações anteriores veem a sua cotação baixar, e, por outro lado, provoca também uma queda no preço das ações, porque o dinheiro de empréstimo às empresas fica mais caro e assim será menos injetado nas mesmas, e na economia em geral, indo assim condicionar o seu desenvolvimento e valorização, bem como o crescimento do PIB, pelo que a perspetiva futura dos retornos das novas obrigações é cada vez mais atraente, o que motiva os gestores a venderem as ações e, consequentemente, a provocar a queda das ações. Como resultado, desta queda dos preços das ações, a cotação das novas obrigações têm tendência a subir.

    Este é um exemplo de como a atitude dos gestores de portfolios, ao tentarem tirar partido da vantagem da correlação histórica entre as ações e as obrigações, provocam uma mudança na correlação futura.

    Abr,

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    Sempre fui defensor do número 10, no entanto por vezes é complicado levar isso á risca, porque vamos sempre procurando e encontrando novos fundos interessantes, no entanto penso que para alêm do número 15 já deixará efectivamente de deixar de fazer sentido, a não ser que haja vários horizontes temporais e para várias carteiras (carteira core e carteiras satélite)...

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    Andaste a analisar é isso mesmo que se deve de fazer e não ir atrás só de rentabilidades ou porque os outros fazem também temos de fazer.

    Sim o fundo tem uma alta sensibilidade a taxas de juro, e uma qualidade de crédito baixa, para mim, e falo apenas por mim, é o que eu gosto no fundo :) porque apostava e ainda aposta em paises com qualidade de crédito baixa e com isso em taxas de juros altas, digamos que este fundo ao fim ao cabo é um fundo de High Yields.

    Quando comecei a olhar para este fundo há cerca de 3/4 anos, o meu sentimento foi que seria um fundo com um potencial enorme, isto porque eu não acreditava e não acredito que deixassem cair Portugal ou a Grécia, assim como acreditava que a Espanha e Itália se iriam sempre aguentar.

    Se me perguntares se estava á espera da rentabilidade de 2012, a minha resposta é não, para mim este fundo é fundo de 5/6%/ano, e esse ano veio inflacionar bastante esta minha estimativa, e ainda bem :)

    Agora, ao fazeres essas perguntas, é porque tens receio do fundo, é normal, e ainda bem que tens "sentimentos" e como disse não vais apenas atrás do que te dizem, tu agora terás de ver o histórico do fundo, existe desde 2008, qual foi a evolução, a carteira se te agrada ou não, qual o sentimento que tens do que ai vem e depois em consciencia decidires se queres investir nele ou não, ou qual o peso que queres dar na eventualidade de o colocares numa carteira.

    Só uma coisa, falaste em taxas de juro, n ão confundir taxas de juro Euribor com taxas de juros de obrigações, o que tem feito o fundo subir tem sido as quedas de taxas de juros das obrigações dos paises periféricos com treasuries a ajudar, afinal de contas nunca nos podemos esquecer das treasuries, têm sempre um peso no resto.

    E quanto ao custo global, o único custo desde fundo é a comissão de gestão anual que é de 0,75% que já está implícita na rentabilidade, não te interessa mais nada.

    Obrigado pelo teu insight David!

    O meu problema nem é tanto com a qualidade de crédito do fundo. Também não acredito que deixem acontecer defaults na zona euro.

    O meu problema é mesmo com a sensibilidade aos juros. Se a Euribor subir (que é como diz os depósitos a prazo subirem) os juros das obrigações (os cupões) deixam de ser tão atractivos o que fará descer o valor destas obrigações.

    Agora realmente sinto-me inclinado a concordar contigo quando dizes que este fundo ainda tem algum lucro para dar. Parece-me que ainda há margem para os juros das obrigações descerem mais um pouco antes de uma subida da Euribor. Ou seja… acho que vou ter que adicionar um fundo à carteira. :)

    Em relação aos custos globais, agora fiquei baralhado… No site do best, na tab “Geral” tem uma Taxa Global de Custos 4,19% ao mesmo tempo que na tab “Condições” é indicado uma Comissão de Gestão Anual de 0.75%. Alguém sabe me explicar a diferença?

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