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    Não sei se já repararam mas acabaram os votos negativos, assim deste modo resolve-se parte do problema, ainda existem outros mas irão ser resolvidos para que se volte a ter um tópico com um ar mais re

    Como pedido pelo @D@vid actualização da minha carteira 4Fundos. A carteira 4 fundos foi feita no final de 2016 por via de programação em R: As performances desde a sua criaçã

    Este fim de semana estive a rebalancear o meu portfolio, partilho convosco. Livrei-me dos bad performers e quero apostar neste Q4 e Q1'22 que se antevê vigoroso. Em Fevereiro fiz uma aposta em US

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    Esse ES Obrigações Europa tem na ficha do fundo isto: Planos de Entregas Periódicas Mensal - 50 €.

    Significa que todos os meses temos que ter disponíveis, no mínimo, 50 € para entrar/depositar no fundo?

    Não, significa que podes estabelecer um plano de reforço no fundo todos os meses em que o minimo é de 50€, mas esta opção só está disponivel ao que sei directamente na ESAF.

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    Boas,

    Análise Fundamental e os Respetivos Parâmetros de Avaliação Usados pela Morningstar.

    Quando se consulta o comportamento de um fundo de investimento acionista na Morningstar.pt, no separador “carteira” aparece em castelhano o seguinte: “Valoración de la inversión” (Avaliação do investimento) e por baixo aparecem os seguintes rácios: P/E, P/B, Price/Sales, P/CF e Dividend-Yield Factor.

    Assim, para quem não sabe, vou explicar os referidos rácios que são parâmetros de análise fundamental, os quais, juntamente com a análise técnica, constituem conhecimentos fundamentais que um investidor deve possuir.

    Para vermos o factor de risco de um investimento num qualquer fundo acionista, não basta ir ver o desvio padrão a 3 anos na Morningstar mas também ir ver aqueles rácios acima referidos, os quais indicam o estado de saúde do investimento.

    Há duas maneiras de avaliar as ações de uma empresa: a primeira é usar análise fundamental, que analisa informações sobre a saúde financeira das  empresas e o seu potencial de sucesso; a segunda é usar análise técnica, que analisa o comportamento passado dos preços das ações nas diferentes condições de mercado e as tentativas de prever o preço futuro das ações com base no mercado atual e no projetado/estimado mercado futuro e o volume de trading. Você com estes 2 tipos de informações técnicas fica mais apto para compreender e prever o comportamento passado e futuro das ações de uma empresa.

    Escolher boas empresas, ou fundos com boas empresas, é a chave principal e determinante do sucesso de uma carteira, especialmente, de longo prazo.

    Rácio P/E (Price/Earnings):

    Este é o indicador mais importante de análise de uma empresa e corresponde ao preço das ações dessa empresa a dividir pelo ganho de cada ação. Este rácio pode ser relativo a um registo passado da empresa e neste caso usamos os ganhos dos últimos 12 meses, e também pode ser relativo a um rácio P/E futuro e aqui usamos os estimados ganhos do próximo ano projetados por um analista. 

    O rácio das ações P/E varia ao longo do tempo devido às mudanças do preço da sua ação, que varia diariamente, e às consequentes mudanças dos seus ganhos, que acontecem a cada trimestre.

    Por exemplo, se uma empresa vendeu as suas ações a um preço de 20€ por ação, tendo ganho 2€ no ano passado e é projetado um ganho de 4€ no próximo ano, tem um rácio P/E do passado igual a 10 e um P/E futuro igual a 5. Assim, uma vez que você sabe o P/E para cada ação, então você pode ver se o lote de ações que está a ser vendido da empresa constitui um bom preço ou não.

    Se a empresa em causa tiver um rácio P/E elevado, você deve esperar e não comprar nos próximos tempos ações dessa empresa, porque é mais difícil para um P/E elevado atender às altas expetativas de ganhos dos seus acionistas e dos analistas financeiros, que para o caso de um P/E baixo.

    Rácio P/B (Price/Book):

    O rácio Price/Book compara  preço de uma ação com o quanto a ação vale a pena agora se alguém liquidasse a empresa. Este rácio corresponde ao valor de capital da ação a dividir pelo nº de ações em circulação.

    Por exemplo, se uma empresa fosse vendida por 50.000€ e se houvesse 10 ações dessa empresa em circulação, a cada uma caberia o valor de 5.000€. Este valor por ação é o book. Se atualmente  se vendesse cada ação dessa empresa a 4.000€, então o rácio P/Book seria igual a 0.80 (4.000€/5.000€). Se este rácio for inferior a 1, significa que você está pagando menos pelas ações que o seu valor de liquidação. É claro que esse é o objetivo, porque se a empresa for à falência, você deve ainda receber o seu dinheiro de volta.

    Rácio Price/Sales:

    O rácio P/E compara preços com ganhos, o rácio P/Book compara preço com valor de liquidação e este rácio de Price/Sales compara preço com receitas de vendas.

    Para calcular o rácio Price/Sales de uma ação basta pegar no valor total de mercado da empresa e dividi-lo pelo valor dos 4 últimos trimestres de receita de vendas. Às vezes vamos saber o preço por ação e as vendas por ação. Neste caso, o rácio Price/Sales também pode ser calculado através da divisão entre o valor do preço por ação e o valor das vendas por ação.

    Por exemplo, se existem 10 ações em circulação de uma empresa e o preço atual é de 400€, essa empresa tem um valor total de mercado de 4.000€. Se a empresa tiver um valor de vendas nos últimos 4 trimestres de 10.000€, o seu rácio Price/Sales será de 0.40 (4.000€/10.000€).

    Se efetuármos o cálculo através daqueles valores por ação chegamos ao mesmo valor de 0.40: O valor do preço por ação da empresa é de 400€ e o valor das suas vendas po ação é de 1.000€ (10.000€/10), logo o rácio Price/Sales é o mesmo de 0.40 (400€/1.000€).

    Por vezes, algumas empresas podem usar contabilidade criativa, que de algum modo mascaram a realidade dos números, para empolar os seus supostos lucros, mas com o valor da receita de vendas não há manipulação possível (faturação objetiva), daí a importância deste rácio Price/Sales.

    O ideal é ver na empresa grandes vendas e grandes lucros. Os dois não são mutuamente exclusivos.

    Rácio Price/Cash-Flow (P/CF):

    Este rácio é uma medida muito eficaz de avaliação de uma empresa. O estável fluxo de dinheiro de caixa que sobrou dos lucros depois de pagar as despesas, é o coração de sucesso do negócio. Este fluxo de caixa é o cash-flow.

    Tal como a variável objetiva das vendas, o fluxo de caixa também evita truques contabilísticos que podem ser usados para aumentar os lucros de uma empresa. O parâmetro do cash-flow ainda é mais esclarecedor que a variável vendas, pois revela o que resultou das vendas após elas percorrerem toda a estrutura de despesas de uma empresa.

    Projetando a capacidade de uma empresa de gerar dinheiro de caixa no futuro e olhando para quanto você está pagando agora por uma ação desse  futuro fluxo de caixa, com o rácio Price/Cash-Flow é uma boa maneira de saber se você está a comprar uma pechincha ou a fazer um bom negócio,  ou não.

    Se nas operações de fluxo de caixa de uma empresa resultaram 80€ de cash-flow e se o preço atual de uma ação dessa empresa é de 400€, então o rácio P/CF é igual a 5 (400€/80€). Se o preço da ação da empresa sobe para 800€ (dobro) mas o cash-flow permanece constante em 80€, então o rácio P/CF sobe também  para o dobro (10).

    Você está agora a pagar o dobro por este cash-flow em relação ao que pagava antes, indicando assim que o valor da ação agora já não é tanto uma pechincha ou um tão bom negócio como anteriormente.

    O cash-flow é por vezes mais refinado e dá lugar ao cash-flow livre. A diferença é que o casf-flow livre corresponde ao dinheiro deixado após as operações de cash-flow pagarem os ativos de capital da empresa, os quais são tais como: terreno, edificações, máquinas, equipamentos, etc que a empresa possui. Bons investidores referem que o rendimento do cash-flow livre é o melhor indicador de previsão do excesso de retornos.

    Factor Dividend-Yield:

    O dividend-yield de uma ação é o seu dividendo anual dividido pelo seu preço atual. Se uma empresa paga um dividendo trimestral de 0.15€, você assume que o dividendo anual é de 0.60€ (0.15€ x 4 = 0.60€). Se, por exemplo, o preço atual de uma ação de uma empresa é de 15€, então o factor dividend-yield será de 0.04 (0.60€/15€ = 0.04) ou 4%.

    O factor dividend-yield revela muito sobre o preço das ações. Diz mais sobre o preço de uma ação do que sobre o dividendo de uma ação. Porquê? Porque há apenas dois números envolvidos. Se um número permanece constante, então é o outro número que vai provocar as alterações quaisquer que elas sejam. Na maior parte das empresas, o pagamento de dividendos permanece relativamente constante, o que deixa você com apenas o outro número para influenciar o dividend-yield: o preço da ação. Este preço muda diariamente e a sua relação com o dividendo é imediatamente refletida no dividend-yield.

    Veja o que acontece com o exemplo atrás referido. Se o preço da ação da empresa sobe de 15€ para 30€, mas ela mantém o dividendo anual constante de 0.60€, então o seu dividend-yield cai para 2% em vez do anterior valor de 4%. Se o preço, em seguida, sobe para 60€, então o dividend-yield cai para 1%.

    Se o dividendo permanece constante e o rendimento (yield) se altera, você sabe que o preço se está movendo. Neste caso, se o rendimento da empresa diminui, isto quer dizer que o preço da ação está subindo e, porventura, pode estar a ficar sobrevalorizada.

    Abr,

    file 112

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    Boas,

    Processos de investimento tipo bottom-up ou top-down nos fundos acionistas.

    Estes diferentes processos de investimento podem ser visualizados em alguns dos “Analyst Report” (Relatório do Analista) dos analistas da Morningstar que fazem sobre os fundos acionistas.

    Apesar das diferenças entre as duas estratégias, ambos os processos de investimento, que podem ser adotados pelos gestores dos fundos, têm o mesmo objetivo: tentar escolher as melhores ações das empresas.

    Vamos então ver as diferenças principais entre estas duas politicas de gestão.

    Top-Down:

    O gestor do fundo que pratica esta estratégia de investimento tem uma orientação de visão do global ou amplo para o específico, em que em 1º lugar olha para o mercado global (top) e usa os dados do mercado para identificar as empresas e marcas-alvo específicas de interesse (down).

    O pressuposto é que, dado o mercado existente e o seu potencial de crescimento, uma determinada empresa pode potencialmente captar uma determinada percentagem do mercado num ano, maior percentagem em 2 anos e assim sucessivamente.

    Por exemplo, se uma empresa criou um aplicativo (app) para iPhon, deve-se olhar para o nº de consumidores globais que compram apps para os seus iPhones. Se, por ex., existirem 80 milhões de utilizadores de iPhones e se 25% desses utilizadores comprarem pelo menos uma aplicação por ano, a partir daqui pode-se extrapolar para estimar o valor de certas variáveis.

    Se numa perspetiva conservadora, se considerar que daqueles potenciais 20 milhões (80 x 0.25 = 20) de utilizadores de iphones que à partida estão dispostos a comprar apps, só 1% é que efetivamente vai comprar a referida app, então essa empresa que criou a app vai ter um potencial de 200 mil novos clientes no próximo ano e um expetável crescimento nos anos seguintes.

    Os gestores do tipo top-down olham para a economia com uma visão ampla ou global e tentam prever qual será o setor industrial que pode gerar os melhores retornos. Em seguida, olham para as empresas individuais dentro do setor escolhido e adicionam às suas carteiras as que têm melhores perspetivas de lucros. Estes gestores estão muito focados nos retornos que no risco das suas escolhas.

    Por exemplo, numa perspetiva de uma queda das taxas de juro, usando a abordagem de top-down, pode-se determinar que o setor da industria de contrução de casas e restantes edificações seriam as mais beneficiadas com as alterações macroeconómicas provocadas pela baixa das taxas de juros e, em seguida, focar a pesquisa para as principais empresas do ramo.

    Bottom-Up:

    Este processo de investimento do fundo assenta na matriz em que os planos e projeções de receitas são baseados em previsões de vendas reais das empresas em análise. Assim, o rendimento potencial de uma determinada empresa em apreciação é calculado através da multiplicação do nº de potenciais vendas por produto pelo valor médio da venda. Esta é uma abordagem com um olhar real para uma situação atual e as suas capacidades (visão bottom) e ver a partir daqui para onde pode ir (up).

    É óbvio que com  este tipo de gestão bottom-up, em que se olha para os números reais e a situação atual, é muito mais difícil obter grandes projeções futuras a partir do presente. Com esta abordagem, a maneira de aumentar as vendas da empresa em análise é aumentar a sua exposição global e assegurar todas as condições necessárias para a divulgação e venda dos produtos ou serviços da empresa.

    Os gestores de fundos do tipo bottom-up, fazem a seleção das ações com base nos atributos individuais de uma empresa, procurando encontrar empresas robustas e com boas perspetivas de desenvolvimento, independentemente da conjetura macroeconómica mundial ou do setor especifico industrial em que a empresa se enquadra.

    Este tipo de gestor procura comprar ações de empresas que tenham um baixo rácio P/E (Price/Earnings), ou seja, a relação entre o preço de cotação da ação da empresa em análise e o seu lucro gerado. Estes gestores escolhem as empresas pelos seus fundamentais robustos e não ligam muito ao ciclo de negócios ou às condições mais amplas do mercado, pois acreditam que estas empresas fortes estão melhor preparadas que outras, com mais baixos fundamentais, para no futuro poderem melhor resistir às condições adversas do mercado, e é aqui nas tendências de downside (em baixa) do mercado que elas fazem a diferença.

    Ou seja, esta estratégia é do tipo “todo-o-terreno” do mercado e de longo prazo, pelo que incorpora menos risco que a estratégia de top-down.

    Abr,

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    Olá,

    Em continuação aos meus posts recentes, e após as sugestões aqui dadas, segue a carteira a que cheguei, considerando os fundos já subscritos e os que penso subscrever. Agradeço a vossa apreciação e opinião sobre a mesma. Obrigada!

    Alguma opinião / sugestão à carteira?

    Ficaria grata...

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    Vais ficar com uma carteira mais agressiva, mas isso tu sabes, no entanto atendendo aos pesos que vais colocar nos fundos novos de acções esse risco de perda será minimizado, poderias retirar um pouco de peso ao ES Prudente e subir no M&G, de resto parece-me bem :)

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    Não sei até que ponto valerá a pena ter 3 fundos de acções globais. Ao optar por essa opção possivelmente terás alguma sobreposição de ativos . Aqui fica os 25+ de cada um para teres uma ideia.

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    Já agora o Vontobel é em USD. Por isso estará sujeito ás variações cambiais.

    De resto nao aprecio muito o ES Plano Prudente. Tem muito Espírito Santo, o que nao quer dizer que seja necessariamente mau. Mas é um pouco um fundo de fundos, se verificares a composição da carteira.

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    Tens razão nesse aspecto, no entanto não basta olhar para a categoria, é necessário ver com atenção as carteiras, fizeste bem em colocar os 25+ desses 3 fundos, assim temos uma ideia de sobreposição, que ao que parece não é muita, vi na diagonal...

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