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  • FORMAS DE POUPAR

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    Pedro Pais

    BCP

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    Tiago Pereira

    O BCP é muito caro mesmo na manutenção de conta, mais que a média e até do que o razoável... Agora também já perdeu competitividade nos depósitos a prazo...

    As contas estão como sabem... belo caminho o do BCP.

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    Cardoso24

    O BCP é muito caro mesmo na manutenção de conta, mais que a média e até do que o razoável... Agora também já perdeu competitividade nos depósitos a prazo...

    As contas estão como sabem... belo caminho o do BCP.

    A solução era aumentarem as taxas de juro? Até é bom que o BCP não aumente as taxas...

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    Tiago Pereira

    A solução era aumentarem as taxas de juro? Até é bom que o BCP não aumente as taxas...

    Significa não ter tanta necessidade de financiamento, certo?

    Também é uma perspetiva. :) Mais correta até, nem tinha pensado nisso.

    Mas aquelas comissões... o que se tem no BES por 3,98€/mês (conta BES 100% sem ordenado domiciliado) pode ter-se no Cliente Frequente por 7€/mês, e já nem vou falar para as contas jovens, em que há coisas que oferecem por 3,5€ ou 6,5€/mês consoante a idade em que outros paga-se 0 ou muito pouco... é muito mau. Ainda percebia se houvesse valor acrescentado nos produtos.

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    Cardoso24

    Significa não ter tanta necessidade de financiamento, certo?

    Também é uma perspetiva. :) Mais correta até, nem tinha pensado nisso.

    Mas aquelas comissões... o que se tem no BES por 3,98€/mês (conta BES 100% sem ordenado domiciliado) pode ter-se no Cliente Frequente por 7€/mês, e já nem vou falar para as contas jovens, em que há coisas que oferecem por 3,5€ ou 6,5€/mês consoante a idade em que outros paga-se 0 ou muito pouco... é muito mau. Ainda percebia se houvesse valor acrescentado nos produtos.

    Concordo em absoluto com a tua opinião sobre as comissões que o BCP coloca. Mas se pensarmos bem há muita gente que paga e não se importa. Portanto "eles" só tem que aproveitar, é triste dizê-lo mas é verdade. Se as pessoas procurassem alternativas iriam ver que o que "dão" aos bancos é como se fossem roubados na rua mas de forma silenciosa.

    A resposta à tua pergunta não é tão linear. Assume-se que os bancos que oferecem taxas baixas tem "menor necessidade de financiamento", nem sempre é assim. A banca tradicional tem de cumprir uma série de limitações impostas pelo Banco de Portugal, o que faz com que aquilo que oferecem aos clientes esteja mais limitado.

    Neste caso e tendo em conta a situação do BCP que não é nada boa, daí a necessidade de procederem a um aumento de capital (500M€) + 3MM€ do Estado.

    Taxas baixas neste momento até é bom para conseguirem não piorar a situação.

    PS- É claro que na óptica do cliente, as taxas baixas são menos atractivas. (Para os que se interessam, existe uma larga maioria que tem produtos que rendem 2% máximo e não ligam, são perspectivas diferentes).

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    vodkaPT

    http://corp.millenniumbcp.pt/SiteCollectionDocuments/precario/unico_1.pdf

    O banco passou-me a cobrar 6€ + imposto este mês, Estou pior que estragado com estes chulos.

    O pior é que tenho uma aplicação financeira que devia entrar para as contas da isenção, e apenas me ser cobrado 3€, mas a tabela de isenções é a coisa mais confusa, valores diferentes na mesma linha, uma pessoa chega ao fim e não percebe nada.

    Aplicações financeiras feitas à uns anos quando não percebia nada disto agora estou preso ao banco a perder 6euros por mês... isto dá rentabilidade negativa, mas tirar o dinheiro tem fortes penalizações. Que banco de mer**. Vai ser o dia mais feliz da minha vida ( lol) quando fechar a conta em 2015, mas até lá só quero reduzir o prejuízo.

    Pedir uma conta de serviços mínimos é possível?

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    Tiago Pereira

    A propósito do BCP... estive a ver, e apesar das "soluções" deles serem as mais caras, para quem vai usar tudo são ótimas! Permitem poupar imenso.

    Por exemplo, um cliente Go! 18-25, apesar de pagar a comissão de 3,5€/mês, de longe a mais alta do mercado para este tipo de contas, tem muita coisa:

    » Isenta despesas de manutenção (todos os bancos o fazem)

    » Isenta transferências nacionais e SEPA até ao máximo de 50.000€ (inter) ou 99.999€ (intra), o que todos os bancos fazem, mas com um senão: aqui são todos os canais automáticos. Ou seja, em vez de ser só a Internet e, por exemplo, o ATM, aqui inclui-se também o telefone em serviço automático, e é o único banco a fazê-lo!

    » Isenta 5 + 5 cheques por mês, e neste segmento é o único banco a fazê-lo, a par do Santander Totta (que só vai até aos 20 anos, aqui vai até aos 25 anos). Paga-se 0,25 + 0,25 cêntimos por grupo, de qualquer forma.

    » Isenta 2 cartões de débito do Millennium e 1 cartão de crédito, e aqui só o BES 18.31/BESup faz o mesmo, com a vantagem de se poder escolher qual o cartão de crédito: o Go do BCP, o Blue da AMEX ou o M Ordenado se se tiver já o ordenado domiciliado. Além disto (mas isto é muito subjetivo), funciona na rede Mastercard no caso dos cartões do BCP, que considero melhor que o VISA.

    » Inclui 2 seguros: um de responsabilidade familiar, a abranger titular e familiares, até 150.000€/sinistro e 25.000€/pessoa, e outro de roubo na pessoa para todos os roubos feitos com violência até 1000€/anuidade e 650€/ocorrência. Não consegui apurar o custo anual destes seguros, mas no BCP dizem que rondam os 41€/ano, o primeiro, e cerca de 50€/ano o segundo. É o único banco a oferecer todas as anuidades destes seguros; há mais 1 ou 2 bancos em que há seguro de responsabilidade familiar mas com piores plafonds (5000€ LOL) e só oferecem a 1ª anuidade.

    Basta alguém querer os 2 seguros, o cartão de crédito e os cheques que o BCP já compensa face ao custo anual.

    De qualquer forma não se livra de ser o mais caro.

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    davidmleal

    Noticia do Sol

    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=65228

    Clientes acusam BCP de burla

    Clientes do Private Banking do BCP investiram milhões num produto financeiro que pensavam ser seguro. Perderam tudo. E acusam o banco de os ter enganado e falsificado assinaturas.

    Há dezenas de clientes do departamento de Private Banking do BCP que dizem ter sido burlados pelo banco. Cada um deles investiu em média um a dois milhões de euros, num produto financeiro que lhes foi apresentado nos anos de 2005 e 2006 como não tendo qualquer risco – mas todos perderam as economias de uma vida.

    O investimento era, muitas vezes, apresentado em jantares com clientes seleccionados ou através dos gestores de conta, que explicavam tratar-se de um produto que dava até 7% de juros ao ano, com capital garantido. «Em Paris, chegaram a ir porta-a-porta, falar com os emigrantes», conta ao SOL Alexandre Guedes, um dos clientes que acusa o banco de o ter enganado.

    Depois disso, era apresentado um contrato entre o BCP e uma offshore – numas vezes a Beyla, noutras a Merci –, que o cliente devia assinar. Esse documento servia para abrir uma conta de crédito sob a forma de conta corrente caucionada. O crédito era usado para financiar a compra de títulos, que o banco geria, havendo ainda contratos de penhor de valor mobiliário, que garantiam que sempre que houvesse uma determinada desvalorização das acções e obrigações da carteira de investimento, a offshore (titular da carteira) devia reforçar a conta existente, injectando mais dinheiro.

    «Levavam-nos a jantares e ofereciam-nos presentes. Diziam-nos que o dinheiro estava seguro», recorda Alexandre Guedes, que assegura não ter assinado os contratos para fazer o negócio. «Assinei alguns papéis, mas há documentos onde aparece uma assinatura que não é sequer parecida com a minha», acusa.

    O empresário, que vive em Paris, estava «convencido de que o dinheiro estava a salvo», quando em 2008 abriu uma conta para onde foram transferidas todas as suas poupanças, num valor que não quer revelar publicamente.

    De investidores a devedores

    Alexandre só se apercebeu de que tinha ficado sem nada, quando há dois anos recebeu uma carta «a dizer que devia dinheiro ao banco». As acções em que investira tinham desvalorizado, o capital estava perdido e o banco exigia o pagamento relativo ao empréstimo concedido. A dívida ultrapassava os três milhões de euros.

    «O meu pai descobriu que estava sem nada porque ligou para o banco a pedir 30 mil euros, uma quantia normal para ele, e disseram-lhe que ele não tinha esse dinheiro» – conta Alejandro Suárez, filho de um empresário das Canárias que tinha conta aberta no BCP na Madeira desde os anos 90 e que afirma ter sido alvo do mesmo «esquema», mas também não dá números sobre em quanto terá sido lesado.

    O telefonema serviu só para descobrir a ponta do icebergue. «Fui à agência do Funchal, tentar perceber o que se tinha passado. Mas só para ter acesso aos extractos tive de esperar quinze dias», conta o espanhol, que não conseguiu ainda ver os papéis que terão sido assinados pelo seu pai para adquirir o produto de investimento. «Não há papéis com nada. Não há assinaturas. O dinheiro simplesmente desapareceu».

    Queixas da Suíça à África do Sul

    Desde 2010 que Alejandro tenta perceber o que aconteceu ao dinheiro que o seu pai levou toda uma vida a amealhar. «Mas do banco não há explicações. Nem me atendem o telefone».

    Relatos como o seu vêm de vários cantos do mundo onde há comunidades de portugueses e têm chegado aos escritórios dos advogados José Carlos Augusto e Raquel Faísca. «Com dois ou três telefonemas, descobrimos que havia dezenas de casos semelhantes aos nossos», assegura Alejandro Suárez. Até agora, os dois advogados já encontraram casos semelhantes em França, na Suíça, no Brasil, na África do Sul e em Madrid.

    «Em Paris, há centenas de portugueses que estão na mesma situação que eu. Muitos não sabem é a quem se dirigir para reclamar», diz Alexandre Soares, que pensa mesmo constituir uma associação para dar apoio a clientes do BCP que estejam na mesma situação.

    Para já, tanto Alejandro Suárez como Alexandre Guedes vão avançar com queixas para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), para o Banco de Portugal e para os tribunais. «Vamos interpor uma queixa-crime por burla e vamos aos tribunais cíveis pedir para anular os contratos por má-fé e cláusulas leoninas, porque toda a gestão das carteiras era feita pelo banco», avança Alejandro Suárez, que ficou indignado com a informação que descobriu nos extractos da conta do pai. «Fizeram investimentos em acções de bancos irlandeses e gregos, numa altura em que já era óbvio que era um investimento tóxico. O meu pai é economista e nunca teria permitido isso», garante. Na sua opinião, este produto financeiro foi «um esquema montado pelo banco para equilibrar a contabilidade e tapar os maus investimentos feitos em activos tóxicos».

    Alejandre Suárez diz ainda estar consciente de que esta «é uma luta de um David contra um Golias», mas afirma estar disposto a ir até ao fim para recuperar as poupanças do pai. «Não tenho nada a perder. A minha família já está a passar dificuldades. Se me acusarem de difamação, então que provem que estou a mentir».

    Banco culpa crise financeira

    Contactado pelo SOL, o Millennium BCP explica que «o sigilo profissional» a que obedece a actividade bancária impede a instituição de «fornecer quaisquer informações ou tecer quaisquer comentários sobre o relacionamento do banco com os seus clientes, ou as actividades e negócios destes, nem sobre qualquer processo judicial que eventualmente esteja em curso».

    O banco assegura, porém, não ter conhecimento «de operações comerciais efectuadas com clientes que não estejam devidamente contratualizadas». E afirma que «em nenhum momento é recusado qualquer contacto de clientes, nem o banco recusa prestar informação».

    De resto, o BCP lembra que «a crise financeira global dos últimos anos resultou na perda de valor de muitos activos». E diz compreender «o desagrado dos clientes afectados por esta evolução dos mercados internacionais».

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    bigapple

    Pois, se lá estivesse o capital investido mais os 7% anuais não se queixavam... Pode ter havido alguma ilegalidade, mas não nos podemos esquecer que na altura as pessoas confiavam a 100% nos bancos (ainda mal se falava de crise no setor financeiro) e até acredito que face a uma boa oferta na altura os clientes tenham concordado em aplicar o dinheiro sem sequer lerem os contratos. Agora que não está lá dinheiro nenhum é que vêm apontar ilegalidades! Mas então durante estes anos todos eles pensavam que o dinheiro estava investido em quê?! Parece que o dinheiro para estas pessoas cai do céu. Como é que é possível investirem milhões de euros num produto que nem conhecem bem e só se aperceberem quase uma década depois das contrapartidas do mesmo?

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    D@vid

    Pois, se lá estivesse o capital investido mais os 7% anuais não se queixavam... Pode ter havido alguma ilegalidade, mas não nos podemos esquecer que na altura as pessoas confiavam a 100% nos bancos (ainda mal se falava de crise no setor financeiro) e até acredito que face a uma boa oferta na altura os clientes tenham concordado em aplicar o dinheiro sem sequer lerem os contratos. Agora que não está lá dinheiro nenhum é que vêm apontar ilegalidades! Mas então durante estes anos todos eles pensavam que o dinheiro estava investido em quê?! Parece que o dinheiro para estas pessoas cai do céu. Como é que é possível investirem milhões de euros num produto que nem conhecem bem e só se aperceberem quase uma década depois das contrapartidas do mesmo?

    De facto tens uma ponta de razão, até acho uma certa graça de um cliente dizer que só descobriu quando foi pedir ao banco 30 mil euros, mas o dinheiro investido não aparecia nas contas integradas? não recebiam extractos do mesmo? ou qualquer juros?...

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    bigapple

    Não me parece que tenha sido arbitrário. O banco propôs um produto, pode ter referido só as vantagens, e os clientes subscreveram e assinaram o contrato sem o lerem.

    O retorno é diretamente proporcional ao risco, todos sabemos, por isso, se o BCP na altura pagava talvez metade dos juros nos depósitos a prazo, onde é que os clientes pensavam que o banco ia buscar o resto?

    Nem no BPP nem no BPN houve falsificação de assinaturas de clientes, pelo menos que eu tenha ouvido. Sei que no BPP propuseram uns produtos um tanto ou quanto manhosos, mas no BPN acho que nem isso. A burla deu-se a níveis muito superiores.

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    macase

    Pois o BCP na sua "ganância", tal como muitos investidores em obter proveitos maiores, foi o banco português com maior investimento na compra da dívida pública da Grécia antes da crise. A Grécia "derrapou" e o investimento do BCP também. Onde é que o banco vai recuperar as perdas? Aos tolos que lhes emprestaram o dinheiro de olhos vendados.

    Para estes clientes e outros perderem o dinheiro, houve alguém que ganhou com isso. Quando o investimento dá para o torto, o prejuízo cai sempre para o lado de quem emprestou o dinheiro ao banco. Nunca é repartido pelos vários agentes intervenientes na gestão do mesmo.

    Ou seja, se o investimento correr bem, ganha o cliente, ganha o banco, ganha o promotor, ganha o gestor, ganha o estado, ganha o conselheiro, ganha o analista, o porteiro, o empregado, a mulher da limpeza, etc, etc. Mas quando corre mal, todos tiram a sua parte antes do vencimento e deixam as sobras, ou não deixam nada ou ainda deixam as dívidas para o cliente pagar e que é o último a saber.

    Quando há falta de bom senso em aplicar todas as poupanças de uma vida, durante muitos anos, em produtos de alto risco ou risco duvidoso para depois só ver resultados no final, é quase certo que é uma aposta perdida.

    Para estes casos existem dois burlões: o que burlou (consciente ou inconscientemente), e o que se deixou burlar pela mesma razão.

    Daqui podem-se tirar vários princípios:

    Deus dá nozes a quem não tem dentes.

    A esmola quando é muita o pobre desconfia.

    Quanto mais alto, maior é a queda.

    Mais vale prevenir do que remediar.

    O seguro morreu de velho, e o desconfiado ainda está vivo.

    E estas sou eu que a digo:

    Mais vale pouco e certo, do que muito incerto.

    Para aprender com os meus erros, que seja pelo valor mínimo. 8)

    Claro que muitas vezes é mais fácil falar do que fazer melhor.

    Agora, fazer provar a incúria dos bancos vai ser difícil, pois a culpa é da conjuntura económica.  :P

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    bigapple

    Eu acho que o contrato deve ser inspecionado e se, de facto, não havia garantia do capital, havendo ainda possibilidade do cliente ficar ainda a dever ao banco (no caso de um empréstimo caucionado isto é possível, estou certo?) e se as assinaturas não foram falsificadas, então os clientes não só devem ficar sem o dinheiro que investiram como devem ainda pagar o que devem ao banco. Não me parece que seja justo que seja o banco nem muito menos o Estado a arcar com os prejuízos causados por opções mal tomadas da parte do investidor (ainda que o banco as tenha aconselhado, o cliente tem sempre a última palavra ao assinar ou não o contrato). Isto é um bocado como no short-selling. Se os investidores não tiverem cuidado, não só perdem o que têm como ainda ficam com dívidas.

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    D@vid

    Era giro era vermos as FINs do produto, se existiam  ;D quanto ao crédito foi uma forma de alavancar os investimentos, quando o crédito é superior ao investimento há grande probabilidade de as coisas correrem mal, porque o ganho do investimento pode não dar para o seu pagamento.

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    macase

    Eu acho que o contrato deve ser inspecionado e se, de facto, não havia garantia do capital, havendo ainda possibilidade do cliente ficar ainda a dever ao banco (no caso de um empréstimo caucionado isto é possível, estou certo?) e se as assinaturas não foram falsificadas, então os clientes não só devem ficar sem o dinheiro que investiram como devem ainda pagar o que devem ao banco. Não me parece que seja justo que seja o banco nem muito menos o Estado a arcar com os prejuízos causados por opções mal tomadas da parte do investidor (ainda que o banco as tenha aconselhado, o cliente tem sempre a última palavra ao assinar ou não o contrato). Isto é um bocado como no short-selling. Se os investidores não tiverem cuidado, não só perdem o que têm como ainda ficam com dívidas.

    O estado nunca perde e o banco também não. Isto são casos de confiança numa instituição bancária de renome, cujos produtos da banha da cobra são vendidos pelos gestores, assinados de cruz. O gestor informa o cliente aquilo que este quer ouvir e não informa aquilo que este precisa saber. O erro está no montante aplicado e na falta de bom senso de ambos em pôr todos os ovos no mesmo cesto.

    A questão é que os negócios quando parecem muito bons é porque só servem um dos lados.

    Muitas vezes o gestor que vendeu o produto já não está na mesma agência ou banco. E o banco pode alegar que os resultados não foram os esperados, que o desempenho do gestor foi fraco e despediu-o, que a crise assim ditou, etc, etc.

    O mais engraçado de tudo, é que o estado cobra imposto sobre os nossos rendimentos, mas não comparticipa com os prejuízos cobrando na mesma o imposto. :P

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    Cardoso24

    Esta história parece-me bastante mal contada. Alguém no seu perfeito juízo vai aplicar 1/2M num produto sem sequer saber os riscos? Não estamos a falar de alguém que tem alguns €´s. Supostamente para terem atingido este patamar é porque ou tinham fortuna ou enriqueceram. Aplicar todas as economias num único produto? Com 7% (brutos?) não acredito nem um pouco nisso.

    Se fosse alguém com 100/200k ainda podia acreditar. Agora milhões e arriscar num produto sem o conhecer, não faz qualquer sentido. Se ainda me falassem de 10-12% ... Estamos a falar de empresários, portanto devem ter falado de mais de 7% ...

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    D@vid

    Esta história parece-me bastante mal contada. Alguém no seu perfeito juízo vai aplicar 1/2M num produto sem sequer saber os riscos? Não estamos a falar de alguém que tem alguns €´s. Supostamente para terem atingido este patamar é porque ou tinham fortuna ou enriqueceram. Aplicar todas as economias num único produto? Com 7% (brutos?) não acredito nem um pouco nisso.

    Se fosse alguém com 100/200k ainda podia acreditar. Agora milhões e arriscar num produto sem o conhecer, não faz qualquer sentido. Se ainda me falassem de 10-12% ... Estamos a falar de empresários, portanto devem ter falado de mais de 7% ...

    E quem diz que eles tinham o dinheiro só neste produto? secalhar tinham mais 1M noutros ehhe

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    Cardoso24

    E quem diz que eles tinham o dinheiro só neste produto? secalhar tinham mais 1M noutros ehhe

    "Há dezenas de clientes do departamento de Private Banking do BCP que dizem ter sido burlados pelo banco. Cada um deles investiu em média um a dois milhões de euros, num produto financeiro que lhes foi apresentado nos anos de 2005 e 2006 como não tendo qualquer risco – mas todos perderam as economias de uma vida. "

    Pareceu-me por esta parte  :P  podem ter ficado com "alguma coisa" mas pelo excerto acho que perderam grande parte do capital. Sendo assim continua a não fazer-me qualquer sentido que tenham aplicado tanto dinheiro (1/2M) desta forma para ganhar 7% ....

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    Tiago Pereira

    E ainda por cima não são de agora, ja que no ano passado tiveram mais de 800 M€ de prejuízo. É preocupante.

    Acho que 2013 será o ano chave do banco. Se ele não tirar lucros este ano... vão se preparando.

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    Tiago Pereira

    Não precisa de escrever com letras tão gordas, macase...

    A partir do momento que a própria Bruxelas aconselha o BCP a vender, algo anda de errado.

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    D@vid

    daqui a 3 anos está o Estado a entrar com 99% no capital...

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    azimuter

    Eu já tive conta aberta com eles.

    Foram sempre muito profissionais, possuem todos os intrumentos financeiros para o  meu prefil de investidor. Têm opção de abrir conta em US dolares. Enfim têm tudo que gosto num banco com a excepção de que todas as operações têm um fee e detesto estar permanentemente a pagar por cada operação que executo.

    Resumindo fechei as contitas e abri no filho Activo.

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