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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    On 6/2/2013 at 9:40 PM, Filipe_lisboa said:

     

    Boa noite Rakmoz.

     

    Não é assim tão simples. A maior parte dos ETF que seguem o indíce de acções a nível mundial (como o MSCI World) seguem o indíce líquido, e não o bruto. E já alguém referiu que as contas do indíce líquido são feitas com 30% de retenção. Ou seja, na verdade não faz assim grande diferença.

     

    Mas o mais gravoso na minha opinião, especialmente em ETF da Irlanda (não tenho conhecimento da tributação dos fundos do Luxemburgo) é que na Irlanda são considerados fundos (sujeitos a tributação de 28% no resgate) mas em Portugal são considerados como acções (sujeitos a tributação sobre mais valias).

     

    Ou seja investes 10.000 e passado uns aninhos tens lá 20.000. Levas com  2.800 € no resgate, e depois ainda tens de declarar os 7.200 € de mais valia, para ser taxada a 28% em Portugal. A Irlanda ainda tem um pormenor engraçado, de 8 em 8 anos levas com o imposto de resgate de fundos, mesmo que não vendas.

     

    Esquece os acordos de dupla tributação, são extremamente difíceis de aplicar para um investidor individual, especialmente se compraste os ETF via BTP ou Go Bulling. Para puderes beneficiar desse acordo, o IRS do país em que está domiciliado o fundo tem de saber que és português. Comprando através de uma plataforma do Saxo Bank (Go Bulling ou BTP) isso é simplesmente impossível.

     

    Eu já pesquisei muito sobre estas questões, e acho que posso dizer que construir um portfolio de longo prazo assente em ETFs comprando tudo através de uma conta em Portugal, é fiscalmente um filme de terror. Tanto nos dividendos como nas mais valias.

    Boa tarde,

    Já algum tempo que sigo este tópico e outros relacionados com ETF's de forma a criar a minha carteira de ETF's. Abri conta na Interactivebrokers e já transferi algum dinheiro, ou seja, estou prontinho para criar as ordens de compra do IWDA domiciliado na Irlanda

    Coincidência ou não tropeçei neste post do Filipe_Lisboa a comentar sobre os impostos para ETFs domiciliados na Irlanda.
    Ele refere 28% no resgate mais 28% cá nas mais valias, para agravar ainda mais as coisas existe um imposto de 8 em 8 anos mesmo que não se venda.
    Pelo que tentei apurar na net isto aplica-se a todos os UCITS ETF, mas parece que o imposto subiu de 28% para 41% CGT "capital gain tax".

    Sabem se isto se aplica só a residentes na Irlanda? tenho dúvidas :(

    Agora ando a tentar perceber se consigo outras alternativas com ETFs domiciliados no luxemburgo ou na holanda, mas a oferta é muito reduzida para ETFs com ACC.

    Qual é a vossa alternativa? julgo que a maioria de vocês deve ter construido a carteira ainda antes da aplicação destas regras, mas mesmo assim irá ter impactos nas vossas carteiras.

    Cumprimentos
    Pedro Vieira

     

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    Mouro Emprestado

    http://www.revenue.ie/en/tax/cgt/faqs.html

    Saca o PDF que responde à tua inquietação.

    Mais-valias (de ETFs), só vão ser tributadas em Portugal.

    Só em casos muito específicos é que as mais-valias também são tributadas no país de origem do rendimento (também acontece em Portugal).

    Basicamente seguem-se os guidelines internacionais da OCDE sobre tributação.

    Editado por Mouro Emprestado
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    18 hours ago, Mouro Emprestado said:

    http://www.revenue.ie/en/tax/cgt/faqs.html

    Saca o PDF que responde à tua inquietação.

    Mais-valias (de ETFs), só vão ser tributadas em Portugal.

    Só em casos muito específicos é que as mais-valias também são tributadas no país de origem do rendimento (também acontece em Portugal).

    Basicamente seguem-se os guidelines internacionais da OCDE sobre tributação.

    Vê aqui , eles dizem: "the aim of this note is to set out in a clear manner the tax treatment that Revenue will seek to apply to investments in ETFs held by investors that are tax resident in Ireland" mas tenho receio que também se aplique a nós

    http://www.revenue.ie/en/about/publications/exchange-traded-funds-guidance-note.pdf

    Ponto 1 - ETFs domiciliados na Irlanda
    Ponto 7 - "Deemed disposal" fala na tal regra dos 8 anos

    Cumps

    Editado por PedroVieira
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    Mouro Emprestado

    isso é para residentes fiscais na Irlanda.

    Caso contrário, como aplicas a regra da autoliquidação incluído no Ponto 1? :D

     

    E ver o artigo 13.º do ADT com a Irlanda, mais especificamente no ponto 5.: http://info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/4F63A225-8AB4-43D0-8BCD-DAB7B907E6EC/0/irlanda.pdf

    Editado por Mouro Emprestado
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    Que susto :D  ainda bem que não sou irlandês

    tens razão o ADT refere claramente.

    encontrei tb um documento de 2016 da blackrock "Guide to the taxation of Portuguese investors in an Irish domiciled ETF."

    https://www.blackrock.com/es/literature/brochure/etf-investor-tax-guide-en-emea-pc-brochure.pdf  

    na pág. 97 explica a situação portuguesa.

    Mouro Emprestado, Grato pela tua disponilidade e vontade de partilhar, espero retribuir da mesma forma.

    Cumprimentos

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    A 3/26/2017 at 12:15, Mouro Emprestado disse:

    Depende.

    O mais barato é a Degiro mas pode não ser o mais seguro (ou até poderá ser...)

    Tens depois bancos portugueses (Best, Invest, Big, Carregosa).

    O importante é escolheres uma conta que seja segregada das outras (Best Trading Pro e outras que recorrem à plataforma do Saxo Bank é para fugir, na minha opinião).

     

     

    Se queres ETFs com despesas correntes abaixo de 0,1%, vai ser difícil :)

    Por isso lê este tópico de fio a pavio e esquece a Vanguard USA, porque o que se aplica nos EUA não se aplica na Europa e vice-versa.

     

    Viva

    porquê FUGIR do Saxo Bank?

     

    Obrigado

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    A 4/7/2017 at 16:46, pfonseca disse:

    Decidi alterar a minha carteira de ETF, sem fazer uma revolução: troquei as obrigações dos EUA por obrigações europeias, e passei as obrigações de 25% para 35%.

    Apesar de continuar a achar que as obrigações europeias têm mais risco que as dos EUA, por causa das taxas de juro muito baixas, concluí que o risco cambial ainda é maior. Acabei por fazer aquilo que já tinha sido aconselhado aqui desde o início: obrigações em euros, por causa do risco cambial.

    Neste momento a minha carteira é a seguinte:

    45% IWDA (acções mundiais) + 10% SPYJ (REIT global) + 20% LYXD (Obrigações do Tesouro da Europa 7-10 anos) + 15% IBCI (TIPS - Obrigações do Tesouro da Europa indexadas à inflacção) + 10% PHAU / VZLD (ouro). Ou seja, 55% acções + 35% obrigações + 10% ouro

    Até agora o comportamento dessa carteira tem sido o do gráfico a seguir, da morningstar. Tenho feito reforços mensais, desde Set 2016. A carteira de referência é a "EUR Agressive Allocation - Global", a azul:

     

    morningstar_pfdegiro_2017_04_07.jpg

    Viva

    boa carteira.

    Qual o histórico de profits e drawdowns anuais?

     

    Cps

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    há 15 horas, frugal disse:

    Qual o histórico de profits e drawdowns anuais?

    Frugal, a informação está toda aí, no gráfico da morningstar (linha verde) e respectivas tabelas (Total Return). O padrão (benchmark) é o EUR Aggressive Allocation EUR, (linha azul). Isto não tem significado, pois a carteira foi constituída apenas há 7 meses.

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    Viva. Decidi partilhar o portefólio que estou a pensar construir, para que possam dar a vossa opinião e ajudar-me a perceber se poderei melhorar algum pormenor antes de avançar. A minha dúvida prende-se sobretudo com a alocação das acções, pelo que deixo em baixo as duas alternativas que estou a considerar:

    1.png

    2.png

    Editado por R.Costa
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    Mouro Emprestado

    2 questões que coloco:

    Porquê o SPDR MSCI ACWI, com um fee de 0,40%, ao invés do iShares Core MSCI World, que tem um fee de 0,20%? Os 15% de mercados emergentes valem esses 0,20% anuais?

    Porque obrigações corporativas?

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    há 3 horas, Mouro Emprestado disse:

    Porquê o SPDR MSCI ACWI, com um fee de 0,40%, ao invés do iShares Core MSCI World, que tem um fee de 0,20%? Os 15% de mercados emergentes valem esses 0,20% anuais?

    Tendo em conta a tendência e o potencial de valorização dos emergentes e visto que este é um portfólio para cerca de 30 anos, pareceu-me sensato ter pelo menos uma pequena percentagem desse mercado. Agora se compensa os 0.20 % anuais ... Não sei, espero que as vossas opiniões me ajudem a perceber.

    há 3 horas, Mouro Emprestado disse:

    Porque obrigações corporativas?

    Têm menor volatilidade que as governamentais e têm um retorno semelhante - considerando todas as maturidades e comparando desde 2009. Além disso como têm um grau de correlação de 0.1 - 0.2 com o mercado accionista, achei que era um bom factor de diversificação.

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    há 22 horas, R.Costa disse:

    Viva. Decidi partilhar o portefólio que estou a pensar construir, para que possam dar a vossa opinião e ajudar-me a perceber se poderei melhorar algum pormenor antes de avançar. A minha dúvida prende-se sobretudo com a alocação das acções, pelo que deixo em baixo as duas alternativas que estou a considerar:

    Eu iria pelo caminho mais simples, com menos custos na compra e mais facilidade no rebalanceamento anual. No caso de reforços também custa menos:

    1) 50 % Acções: IWDA (acções mundiais). Concordo com o Mouro emprestado: 0,20% de custos anuais, em vez dos 0,40% do SPDR sugerido por ti. Mais tarde podes acrescentar um ETF só para mercados emergentes.

    2) 50% Obrigações europeias: As Lyxor EuroMTS All-Maturity Investment Grade (DR) parece-me bem. Mais tarde podes acrescentar obrigações empresariais, se entenderes.

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    A 16/04/2017 at 19:10, R.Costa disse:

    Obrigado, pfonseca. O rebalanceamento não é um problema, mas percebo a questão dos custos anuais.

    Uma alternativa válida para as obrigações é o db x-trackers II Barclays Global Aggregate Bond UCITS ETF 5C (EUR) | XBAE. É de obrigações global, euro edged, de replicação sintética -  Synthetic (Unfunded swap), ao contrário do ETF da Lyxor, que é de replicação física - Physical (Full replication).

    O XBAE já foi mencionado várias vezes neste tópico. O gfaseed tem um blog com uma página sobre investimento passivo, aqui, onde usa este ETF.

    Sugiro ainda que, antes de colocares o teu dinheiro no teu investimento, testes a tua carteira no site JustETF.com (usando a conta gratuita), nas condições sugeridas aqui pelo Mouro Emprestado. Acho que é um exercício interessante para quem começa. Vais ter de escolher uns ETF equivalentes, que existiam em 2007.

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    Visitante AndyOak

    Boas, nas minhas pesquisas penso ter encontrado um ETF de REIT global muito interessante, talvez ate' melhor que o "SPDR Dow Jones Global Real Estate", pois acumula dividendos e parece ter custos inferiores. 

    O ETF e' "https://www.amundietf.fr/professional/product/view/LU1437018838" (por algum motivo nao aparece no justetf.com).

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    • ruicarlov unpinned this tópico

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