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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Obrigado, Helder.

    Eu percebo a analogia e, genericamente, concordo. Mas, apesar disso, penso que o preço do petróleo não pode ser visto da mesma forma que o valor das acções do exemplos que mencionou. Ao contrário das acções, o petróleo é uma commodity, é um dos motores da economia mundial e tem reflexos em muitos outros sectores. O seu preço, para além das questões políticas e estratégicas, não deixa de reflectir uma lógica de oferta e procura.

    A minha ideia de entrar brevemente não se deve apenas ao facto de o índice ter caído. Deve-se ao facto de ter caído para valores historicamente baixos e, mais importante do que isso, ao facto de estar em níveis que não são sustentáveis a médio e longo prazo. 

    Segundo o que tenho lido, a maioria dos países produtores tem custos de extracção superiores aos actuais 30 dólares por barril (penso que as excepções são a Arábia Saudita, Iraque, Irão e mais um ou dois países que não representam metade do volume da produção mundial). Muitos têm custos na ordem do dobro ou mais. Portanto, grande parte dos produtores estão a ter prejuízo para manterem quota de mercado.

    Não me parece que seja uma situação sustentável a médio prazo. Não é viável que um produtor continue indefinidamente a vender um barril a 30 dólares quando teve de gastar 40, 50 ou 60 dólares na sua extracção (e os produtores não precisam do breakeven, precisam de lucro). E se o preço do barril se mantiver a estes níveis, mais cedo ou mais tarde, isso deverá levar à suspensão da exploração actual e futura em diversos desses locais (com a consequente contracção da oferta). Portanto, parece-me que a tendência é a de equilíbrio entre a oferta e a procura (mesmo considerando o arrefecimento económico da China, por exemplo), por contraposição à actual produção excedentária, o que terá certamente efeitos no preço do barril.

    Pode dizer-me, como disse, que o facto de estar barato não significa que não fique ainda mais barato. É certo. Mas julgo que essa lógica apenas pode ser defendida no curto prazo. Todavia, a minha intenção é a de abrir uma posição de médio/longo prazo e neste horizonte temporal o preço tem que subir. Nem que seja daqui a 2, 3, 4 ou 5 anos (embora me pareça que vá demorar menos tempo). Se, por exemplo o preço subir para 60 dólares (sei que é o dobro do preço actual, mas acho que é uma perspectiva razoável em face do histórico e da elevada especulação que pode acompanhar a viragem do preço para uma tendência de subida), o retorno poderá ser de 50%, 33%, 25% ou 20% ao ano. Mas mesmo que demore 10 anos, estamos a falar de 10% anuais.

    A minha busca actual é a de encontrar um ETF que reflicta, de forma próxima, o preço do petróleo. Aceita-se sugestões:D.

     

    Obrigado Manuel Nogueira. Li. O problema é que já li tudo e o seu contrário a este respeito:).

     

    Tem toda a razao, o petroleo nao pode cair para centimos como o BCP, nao é comparavel. Mas no passado o petroleo ja caiu de 100 dolares para 16 dolares, se nao estou em erro. 

    Mas é bom saber que sabes no que te vais meter. Nao estas a pensar tomar a decisao so porque o preço tem estado a cair. 

    Como sugestao, a ETFS tem bastantes fundos de commodities. Por exemplo o "ETFS Petroleum", ou o "ETFS WTI Crude Oil".

     

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    Olá a todos,

    Acabei há pouco de ler as 66 páginas e quero desde já agradecer a todos os participantes, aprendi imenso sobre uma coisa que realmente é simples, mas não fácil. Estou numa situação semelhante à do Darien, com cerca de 10-12k para investir em ETFs, e como o portfolio dele inicial e as sugestões seguintes pareceram consensuais acabei por replicá-lo no justETF:

    # Ações: 47,5%

    • 10% Asia Pacific: ComStage MSCI Pacific TRN UCITS ETF; LU0392495023, ETF114
    • 12,5% Emerging MarketsiShares Core MSCI Emerging Markets IMI UCITS ETF, IE00BKM4GZ66 
    • 15% United States, Small Cap: iShares MSCI USA Small Cap UCITS ETF, IE00B3VWM098   1
    • 10% Europe: SPDR MSCI Europe UCITS ETF (IE), IE00BKWQ0Q14

    # Obrigações: 20%

    • 20% Bonds, EUR, World, Inflation-Linked, All maturities: iShares Global Inflation Linked Government Bond UCITS ETF, IE00B3B8PX14

    # Ouro: 15%

    • 15% Precious Metals, Gold: Xetra-Gold, DE000A0S9GB0 2

    Matérias-primas: 7,5%

    • 7,5% Commodities, Broad market: Luxor Commodities Thomson Reuters/CoreCommodity CRB TR UCITS ETF C-EUR, FR0010270033

    Imobiliário 10%

    • 10% Real Estate, World: db x-trackers FTSE EPRA/NAREIT Global Real Estate UCITS ETF 1C, LU0489337005 3

    1: se substitui-se este por um fundo índice s&p500 diminuiria a volatilidade?

    2: não encontrei os fundos originais de ouro GLD/SGOL - SPDR Gold Shares /Physical Swiss Gold Shares

    3: este é o fundo de menor dimensão, portanto devo ter atenção ao rádio ask/bid, certo?

     

    Desde já obrigado pelo feedback. Ainda tentei simplificar os ETFs de ações, mas não encontrei nenhum mundial que tivesse aquelas características base. Como planeio usar a DeGiro, se tiver de rebalancear 4 ETFs com 2000€ anuais o custo das operações seria de 0.48% do investimento, que pelo que li não é proibitivo (4*2€ + 2000*0.0002*4)/2000*100=0.48% 

    Captura de ecrã 2016-02-03, às 17.44.35.jpg

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    Visitante Afonso80 (visitante)

    Olá joaoalm!

    Antes de mais parabéns por disponibilizares o teu projecto de portefólio.

    Tenho duas questões a apontar:

    Não estarás a colocar uma percentagem demasiado elevada a ouro e matérias-primas?

    O ETF de REIT/Global é minúsculo, não deverias optar, por ora, por um REIT Europeu como o da Amundi ou o da DB x-trackers que têm capitalizações muitíssimo maiores?

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    Olá joaoalm!

    Antes de mais parabéns por disponibilizares o teu projecto de portefólio.

    Tenho duas questões a apontar:

    Não estarás a colocar uma percentagem demasiado elevada a ouro e matérias-primas?

    O ETF de REIT/Global é minúsculo, não deverias optar, por ora, por um REIT Europeu como o da Amundi ou o da DB x-trackers que têm capitalizações muitíssimo maiores?

    Obrigado pelo feedback. Eu acabei por seguir o portfolio sugerido pelo Darien (pág 64), que por sua vez também replicou o inicial do Salvador. Que sugerias? Alocar 5% do ouro em ações? 

    Quanto ao REIT/Global, a ideia passava por ter um ETF mais diversificado e que não fosse restrito ao mercado europeu. Pelo discussão que se teve aqui a propósito deste ETF achei que seria uma aposta segura mas se calhar vou reconsiderar

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    Visitante Afonso80 (visitante)

    Eu retiraria 5% (ou até mais) ao ouro e pensaria em reduzir as matérias para 5%. O que interessa é que te sintas confortável com o teu portefólio. O que é perfeito para uns não é para ti. Eu demorei anos e anos para chegar a um definitivo...e mesmo assim ainda tenho dúvidas e continuo a estudar produtos diferentes (porque as alocações não alterarei grandemente - 45% Acções Mundiais Países Desenvolvidos, 15% Acções Mundiais Países Emergentes, 30% Obrigações de países desenvolvidos com várias maturidades; 10% Imobiliário Europeu, mas com a intenção de no futuro passar a Imobiliário Mundial, só não o fiz porque o ETF que acima indicaste é minúsculo).

    Quanto à alocação do que fosse retirado ao ouro e matérias-primas, não sei qual é a tua idade e perfil de risco, mas:

    - ou colocava tudo nas obrigações;

    - ou repartia entre as obrigações e as acções.

    Esqueci-me de dizer, mas não acho que seja grande ideia investir apenas em obrigações ligadas à inflação, não consegues repartir isso por um outro ETF de obrigações governamentais de qualidade? Não tem que ser já, claro, mas com o avançar da idade (partindo do pressuposto que este portefólio é para a vida) a percentagem de obrigações deve ir aumentando e fará sentido ter também obrigações mais diversificadas.

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    Eu retiraria 5% (ou até mais) ao ouro e pensaria em reduzir as matérias para 5%. O que interessa é que te sintas confortável com o teu portefólio. O que é perfeito para uns não é para ti. Eu demorei anos e anos para chegar a um definitivo...e mesmo assim ainda tenho dúvidas e continuo a estudar produtos diferentes (porque as alocações não alterarei grandemente - 45% Acções Mundiais Países Desenvolvidos, 15% Acções Mundiais Países Emergentes, 30% Obrigações de países desenvolvidos com várias maturidades; 10% Imobiliário Europeu, mas com a intenção de no futuro passar a Imobiliário Mundial, só não o fiz porque o ETF que acima indicaste é minúsculo)..

    Eu tenho 25 anos, com algum conforto para me expôr. Vou então pensar melhor nessa sugestão e em subir a percentagem alocada a ações

     

    Esqueci-me de dizer, mas não acho que seja grande ideia investir apenas em obrigações ligadas à inflação, não consegues repartir isso por um outro ETF de obrigações governamentais de qualidade? Não tem que ser já, claro, mas com o avançar da idade (partindo do pressuposto que este portefólio é para a vida) a percentagem de obrigações deve ir aumentando e fará sentido ter também obrigações mais diversificadas.

    Mais uma sugestão que me parece fazer sentido... Fiz agora uma pesquisa rápida e este foi o ETF de obrigações governamentais de qualidade não ligado à inflação que me saltou à vista:

    - db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF 1CTicker DBZB

    • The Deutsche Bank Global Investment Grade Government index tracks the majority of the world sovereign debt market from 21 developed countries. Currency hedged to Euro (EUR).
    • Accumulating; Synthetic, Unfunded swap (como a maioria dos ETF que vi)
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    Visitante Afonso80 (visitante)

    Parece-me uma boa hipótese esse Global Sovereign ;-)

    Já agora, se ainda não conheceres, aconselho a leitura de vários artigos que o David Almas tem escrito nos últimos anos sobre investimento:

    http://observador.pt/especiais/invista-sem-emocoes-ligue-piloto-automatico/

    http://observador.pt/especiais/deixe-as-emocoes-na-cama-descubra-quanto-pode-ganhar-piloto-automatico/

    http://observador.pt/especiais/duzentos-euros-eosuficiente-para-sua-carteira-de-longo-prazo/

     

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    Parece-me uma boa hipótese esse Global Sovereign ;-)

    Já agora, se ainda não conheceres, aconselho a leitura de vários artigos que o David Almas tem escrito nos últimos anos sobre investimento:

    http://observador.pt/especiais/invista-sem-emocoes-ligue-piloto-automatico/

    http://observador.pt/especiais/deixe-as-emocoes-na-cama-descubra-quanto-pode-ganhar-piloto-automatico/

    http://observador.pt/especiais/duzentos-euros-eosuficiente-para-sua-carteira-de-longo-prazo/

     

    Obrigado pela sugestão, foi nesses links que dei os primeiros passos e são realmente artigos interessantes - que entretanto já partilhei com outros amigos. Em relação às diferentes alocações de assets e de regiões, quanto mais leio, mais confuso fico ;p - estive a ler sobre o Warren Buffet e, depois, sobre o fundos indices do S&P 500 e acho que me sinto mais confortável estando mais exposto ao mercado americano. Assim, pensei em alocar 65% a ações: 

    Depois, mantenho 10% em imobiliário e os restantes 25% em obrigações (com o ETF que referi no post anterior)

    Editado por joaoalm
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    Volto apenas a dizer que para quem quer deter ouro o IAU é uma opção mais atrativa para o longo prazo, pois tem um TER mais baixo.

    E o facto de um ETF ser pequeno (caso imobiliário mundial) também não é bicho papão se não for para estar sempre a entrar e sair do fundo.

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    Mouro Emprestado

    Olá a todos,

    Acabei há pouco de ler as 66 páginas e quero desde já agradecer a todos os participantes, aprendi imenso sobre uma coisa que realmente é simples, mas não fácil. Estou numa situação semelhante à do Darien, com cerca de 10-12k para investir em ETFs, e como o portfolio dele inicial e as sugestões seguintes pareceram consensuais acabei por replicá-lo no justETF:

    (...)

    Olá, uma das vantagens dos ETFs face a fundos de investimento são as comissões que os emitentes cobram face aos FI.

    Contudo, é também necessário ter em atenção que a compra e venda de ETFs aumenta exponencialmente o custo da carteira, portanto não é de menosprezar essa vertente (mesmo com gestoras low-cost como a DeGiro, que já deu para perceber que vai cobrando comissões mais ou menos encapotadas).

    Porquê esta chamada de atenção?

    Porque acho 10-12k muito pouco para tantos ETFs. Mesmo eu, que tenho uma carteira superior em termos de valor, gastei cerca de 0,26% só em comissões no ano passado (e são só 3 ETFs!), porque acabei por rebalancear/investir novos montantes 3 vezes durante o ano passado.

    Já sei que existem outras plataformas (IB) para as quais o custo de aquisição/venda são pequenas, mas pensem assim, 10$ mensais correspondem a $120 anualmente (mais de €100). Numa carteira de 10k, acaba por resultar num custo superior a 1%.

    Posto isto, porque razão deter um ETF com acções EUA, outro com acções ex-EUA desenvolvidos e finalmente um ETF para países subdesenvolvidos? Porque não apenas um ETF mundial com/sem países subdesenvolvidos? Lembrem-se que um índice mundial segue +/- a capitalização accionista mundial, por isso a não ser que achem que a actual capitalização global está errada (50% EUA, 35% ex-EUA desenvolvido e 15% subdesenvolvidos), eu deixar-me-ia estar num ETF accionista global.

    ==//==

    Por outro lado, acho os ETFs de obrigações globais um erro.

    Uma empresa americana detém negócio no mundo inteiro (vá, a grande maioria das maiores 500), por isso quando USD desvaloriza face às restantes moedas mundiais, o peso do negócio no exterior aumenta (ou vice-versa). Por isso o seu preço (ainda que em US) já incorpora essa questão, razão pela qual faz todo o sentido estar exposto a uma empresa americana (ou japonesa).

    Contudo, uma obrigação do tesouro do EUA não, dado que o Estado americano tem as suas receitas e despesas (quase) exclusivamente indexadas ao USD... O que acontece quando o USD desvaloriza? A cotação em EUR segue na mesma proporção...

    Por isso, enquanto instrumento para diminuir a volatilidade de uma carteira, apenas aconselharia as obrigações em moeda nacional (EUR) emitidas pelo Estado nacional (nesta caso UE).

    Isto claro se esperam ter a reforma (i.e., gastos e rendimentos) em EUR, porque o caso muda de figura se esperam vir a ter a vossa reforma noutra moeda.

    ==//==

    Naturalmente, tudo isto é apenas a minha opinião.

    Não deixem de discordar ou questionar.

    Aconselho é não se meterem a investir em fundos ou ETFs apenas porque os depósitos actualmente não rendem quase nada. Não se esqueçam que a inflação está perto do zero, por isso é preferível um rendimento certo de 1% nesta altura do que ter um rendimento certo de 3% quando a inflacção andava nos 2,5%.

    (esquecendo que com os cambalachos da banca nacional, não sei até que ponto os DPs constituem um instrumento de risco baixo ehehehehe).

    • Voto Positivo 1
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    Obrigado por contribuires para a discussão. Eu próprio tinha pensado em reduzir o número de fundos, mas não encontrei nenhum ETF de mercados desenvolvidos excepto EUA (ou mesmo um global) que acumulasse fundos e fizesse replicação total*. Com a opção da DeGiro, acabei por fazer um plano com aqueles fundos todos - aumentei até a exposição de ações aos EUA para ser mais próxima da realidade.

    * já me apercebi porquê: ao ativar o filtro "full replication" pensava que eliminava só os fundos swap-based, mas excluia também os fundos "optimized sampling". Fui investigar este modo de replicação e encontrei este pdf da MSCI:

    Each MSCI Risk Weighted index reweights all the constituents of a cap weighted MSCI parent index so that stocks with lower historical return variance are given higher index weights. By emphasizing low volatility stocks in this way, the MSCI Risk Weighted Indexes have historically produced higher return and lower realized volatility compared to their respective parent MSCI indexes, while maintaining reasonable liquidity and capacity. In general, MSCI Risk Weighted Indexes tend to have a bias towards stocks with lower size and lower risk. As a result, MSCI Risk Weighted Indexes provide negative exposure to two underlying systematic factors, the size factor and the volatility factor.

    Não me lembro de isto já ter sido aqui discutido, mas não me parece que deva evitar esta opção de replicação não havendo alternativa melhor. 

    Vou então pensar em como simplificar as minhas opções, obrigado a todos pelo feedback

    Editado por joaoalm
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    Por outro lado, acho os ETFs de obrigações globais um erro.

    Uma empresa americana detém negócio no mundo inteiro (vá, a grande maioria das maiores 500), por isso quando USD desvaloriza face às restantes moedas mundiais, o peso do negócio no exterior aumenta (ou vice-versa). Por isso o seu preço (ainda que em US) já incorpora essa questão, razão pela qual faz todo o sentido estar exposto a uma empresa americana (ou japonesa).

    Contudo, uma obrigação do tesouro do EUA não, dado que o Estado americano tem as suas receitas e despesas (quase) exclusivamente indexadas ao USD... O que acontece quando o USD desvaloriza? A cotação em EUR segue na mesma proporção...

    Por isso, enquanto instrumento para diminuir a volatilidade de uma carteira, apenas aconselharia as obrigações em moeda nacional (EUR) emitidas pelo Estado nacional (nesta caso UE).

    Isto claro se esperam ter a reforma (i.e., gastos e rendimentos) em EUR, porque o caso muda de figura se esperam vir a ter a vossa reforma noutra moeda.

    ==//==

    Naturalmente, tudo isto é apenas a minha opinião.

    Não deixem de discordar ou questionar.

    Aconselho é não se meterem a investir em fundos ou ETFs apenas porque os depósitos actualmente não rendem quase nada. Não se esqueçam que a inflação está perto do zero, por isso é preferível um rendimento certo de 1% nesta altura do que ter um rendimento certo de 3% quando a inflacção andava nos 2,5%.

    (esquecendo que com os cambalachos da banca nacional, não sei até que ponto os DPs constituem um instrumento de risco baixo ehehehehe).

    Essa questão cambial nas obrigações é sem dúvida relevante, mas daí a chamar-lhes um erro ainda vai uma distância razoável.

    Lembro-me algures de ler uma dicussão do efeito cambial nas ações e nas obrigações. Acho que um estudo verificou que a maior parte da volatilidade num fundo de acções provém da cotação das acções em si, enquanto que nas obrigações a maior parte da volatilidade é de origem cambial. Por isso faz muito mais sentido proteger-se das variações cambiais nas obrigações do que nas ações.

    Mas isto não implica fugir das obrigações mundiais. Existem alguns ETFs que fazem essa cobertura. Por exemplo, o ETF que detenho, o DBZB, de obrigações soberanas mundiais, está em EUR e tem cobertura cambial, o que minizima esse factor.

    ETFs de obrigações americanas de longo-prazo, tipo TLT e US10, não têm essa proteção é certo. Mas estes ETFs não são as tradicionais obrigações bem comportadinhas. Aqui à volatilidade também é a valer, ao nível das ações, mas com uma correlação muitas vezes negativa. Nestes caso, a variação cambial acaba por ser pouco relevante face à variação do seu preço na moeda original. E poucos são os ETFs de obrigações com um comportamento semelhante.

    Basta olhar para os últimos três meses, para ver que as ações têm caído por aí abaixo, com perdas no índice S&P500 a rondar os 10%, enquanto que o TLT ganhou 10%. Melhor hedge "natural" para a carteira é difícil.

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    Num outro assunto, que ferramentas usam para acompanhar o vosso portfolio? Pensei em criar uma tabela no excel com a data de cada investimento, quanto custou, quantas unidades comprei, preço por unidade, ... (há mais algum dado que achem relevante?).

    Para já a tabela está simples, mas também só tem uma operação - tenho receio que com o tempo a tabela se torne ilegível e que já haja nas internets ferramentas adequadas para isso

    Editado por joaoalm
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    Num outro assunto, que ferramentas usam para acompanhar o vosso portfolio? Pensei em criar uma tabela no excel com a data de cada investimento, quanto custou, quantas unidades comprei, preço por unidade, ... (há mais algum dado que achem relevante?).

    Para já a tabela está simples, mas também só tem uma operação - tenho receio que com o tempo a tabela se torne ilegível e que já haja nas internets ferramentas adequadas para isso

    Eu uso o Gnucash.

    É um pouco complexo, mas dá para fazer tudo o que tem a ver com dinheiro.

    Quem se dedicar a sério ao investimento deve aprender a mexer neste programa

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    Mouro Emprestado

    A minha carteira aumentou 26% no ano passado.

    O que não quer dizer que tenha tido ganhos de 26%, bem longe disso...

    A minha filosofia é de que a carteira cresce muito pela poupança que vamos fazendo e pouco pelos ganhos que vamos tendo nos mercados.

    Afinal, qual é o interesse de ter um ganho de 100% numa carteira de € 2.000?

    Editado por Mouro Emprestado
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    A minha carteira esta com -3% YTD. O que nem é muito mau comparado com alguns colegas aqui no forum.
    Mas eu tenho uma carteira bastante diversificada, o facto de ter alguns investimentos menos tradicionais ajudou a manter o barco neste inicio de ano.
    Por outro lado o meu ETF de commodities foi uma tristeza, saiu-me o tiro pela colatra.
    Eu também investi em alguns sites de "P2P lending",  que sao bastante arriscados, mas para ja vao dando algum retorno sem grande preocupaçao.

     

    Afinal, qual é o interesse de ter um ganho de 100% numa carteira de € 2.000?

    Quem me dera ter tido 2000€ de retorno o ano passado. 

    Neste momento a minha carteira que tem cerca de 3 anos de idade esta com -0,13% . Em tres anos, perdi dinheiro, e nao é tao pouco assim, porque ha 3 anos atras haviam depositos a dar 3%.
     

    Mas vou-me focando no meu objectivo, pois o dinheiro por si nao é o fim mas sim um meio. E tal como o Mouro Emprestando vou aumentado o valor da carteira, porque para pequenas carteiras o contributo do novo capital é muito superior  aos rendimentos dos mercados.

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    A minha carteira esta com -3% YTD. O que nem é muito mau comparado com alguns colegas aqui no forum.
    Mas eu tenho uma carteira bastante diversificada, o facto de ter alguns investimentos menos tradicionais ajudou a manter o barco neste inicio de ano.
    Por outro lado o meu ETF de commodities foi uma tristeza, saiu-me o tiro pela colatra.
    Eu também investi em alguns sites de "P2P lending",  que sao bastante arriscados, mas para ja vao dando algum retorno sem grande preocupaçao.

    Quem me dera ter tido 2000€ de retorno o ano passado. 

    Neste momento a minha carteira que tem cerca de 3 anos de idade esta com -0,13% . Em tres anos, perdi dinheiro, e nao é tao pouco assim, porque ha 3 anos atras haviam depositos a dar 3%.
     

    Mas vou-me focando no meu objectivo, pois o dinheiro por si nao é o fim mas sim um meio. E tal como o Mouro Emprestando vou aumentado o valor da carteira, porque para pequenas carteiras o contributo do novo capital é muito superior  aos rendimentos dos mercados.

    P2P lending não são esquemas piramidais que rebentaram?

     

    Quanto emprestaste e a que site?

     

    Abc

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    P2P lending não são esquemas piramidais que rebentaram?

     

    Quanto emprestaste e a que site?

     

    Abc

    Algumas empresas de p2p lending ja desapareceram. algumas devolveram o dinheiro aos investidores e outras nem tanto.
    Como em tudo na vida, ha pessoas sérias e outras que nem por isso.
    Mas o modelo de negocio permite que toda a gente ganhe dinheiro sem recurso a "esquemas".

    As tres maiores plataformas de p2p lending no Reino Unido emprestaram mais de 210 milhoes de euross so no mes passado. Estas sao empresas com dimensao, e sujeitas a regulamentaçao. Isso vale o que vale, mas pelo menos diz-me que nao sao apenas 3 ou 4 tipos a tentar enganar o maximo de pessoas possivel.

    Eu investi em varios sites, mas o que eu mais gosto é o mintos.com. Neste, os utilizadores  financiam empresas do tipo da cetelem, empresas de crédito. Neste caso a Mintos.com nao da crédito, apenas angaria dinheiro para outras empresas de crédito, que desta forma tếm financiamento mais baixo de que com a emissao de obrigaçoes.

    Editado por Helder Silva
    • Voto Positivo 1
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    Algumas empresas de p2p lending ja desapareceram. algumas devolveram o dinheiro aos investidores e outras nem tanto.Como em tudo na vida, ha pessoas sérias e outras que nem por isso.
    Mas o modelo de negocio permite que toda a gente ganhe dinheiro sem recurso a "esquemas".

    As tres maiores plataformas de p2p lending no Reino Unido emprestaram mais de 210 milhoes de euross so no mes passado. Estas sao empresas com dimensao, e sujeitas a regulamentaçao. Isso vale o que vale, mas pelo menos diz-me que nao sao apenas 3 ou 4 tipos a tentar enganar o maximo de pessoas possivel.

    Eu investi em varios sites, mas o que eu mais gosto é o mintos.com. Neste, os utilizadores  financiam empresas do tipo da cetelem, empresas de crédito. Neste caso a Mintos.com nao da crédito, apenas angaria dinheiro para outras empresas de crédito, que desta forma tếm financiamento mais baixo de que com a emissao de obrigaçoes.

    boa tarde 

     

    qual a rentabilidade que se tirar no mintos.com e qual o valor min e max de investimento?

     

    Cmps

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    boa tarde 

     

    qual a rentabilidade que se tirar no mintos.com e qual o valor min e max de investimento?

     

    Cmps

    A rentabilidade neste momento é cerca  de cerca e 12%. O investimento minimo sao 10€.

    Se estiver a pensar investir, nao entre de cabeça. Com isto quero dizer começe com pouco e va aumentando a posiçao conforme se sentir confortavel.
    Digo isto, porque começei noutra plataforma que prometia retornos espantosos, e neste momento tenho 6% ano. O que nao é mau, mas é pouco para o risco lhe esta associado na minha opiniao.

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