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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Agradeço desde já a contribuição de todos.

    A ideia é criar o portfolio mais simples possível (dado o baixo valor a investir) e com maior robustez de segurança possível tendo como objectivo um retorno médio de 5% sobre inflação em 40 anos +/-.

    Estou disposto a sacrificar mais-valias maiores pela segurança deste investimento porque planeio ter outros veículos de investimento (inclusive ETFs) para investimento mais agressivo.

    Não penso resgatar nada deste fundo até ao cumprimento do prazo, salvo "necessidades técnicas" (por ex mudar de correctora e ser mais barato fechar e abrir posições do que transferir carteira). Tenho outras "economias" para casos de necessidade financeira (6M de salário com progressão gradual para 1A).

    1) Quanto ao hedged/não hedged, sinceramente em tudo o que tenho lido ainda não encontrei informação definitiva nem para um lado nem para o outro. Não consigo decidir simplesmente se faz sentido na minha situação ou não, mas estou inclinado para que não faça muito...

    2) ... o que me traz ao segundo ponto - ocorreu-me que procurar investir em ETFs denominados apenas em EUR (para me furtar aos cambios do par EUR/USD) pode reduzir a tão almejada diversificação do portfolio no sentido de que se o EUR amanhã deixar de existir qual será a denominação dos meus activos???

    --> pelo que agora admito vir a ter posições também denominadas em USD

    3) Aprecio muito o input do Mouro, e tenho aprendido muito com os seus posts, portanto explico o porquê dos emergentes - quero maximizar ao máximo a segurança, sem grandes objectivos de mais-valias excepto os 5% avg. O meu raciocínio tem sido o de que não preciso de fazer dinheiro mais depressa (nem perder mais depressa) do que toda a economia mundial. Bem sei que o SP500 e o Eurostoxx eventualmente valorizarão sempre mais, mas não estou a proteger-me melhor incluindo os outros? Corrijam-me pf se estiver enganado, porque o que eu quero mesmo é aprender primeiro para não errar depois.

    Assim, o que escolheriam destas opções (ou sugereriam outras?)

    Obrigações

    Global

    db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF - 1C (LU0378818131)  (EUR)

    db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF 5C

    iShares Global AAA-AA Government Bond UCITS ETF (USD)

    Europa (EUR)

    Lyxor UCITS ETF SICAV (FR) - EuroMTS All-Maturity Inv. Grade (DR) EUR

    Lyxor UCITS ETF (FCP) EuroMTS High. Rated M.W. Gov. Bond (DR) EUR

    USA (USD)

    Lyxor UCITS ETF SICAV (FR) - iBoxx $ Treasuries 10Y+ (DR) - USD

    Lyxor UCITS ETF SICAV (FR) - iBoxx $ Treasuries 5-7Y (DR) - USD

    iShares $ Treasury Bond 3-7yr UCITS ETF (Acc)

    Acções

    Global

    (EUR)

    iShares Core MSCI World UCITS ETF (EUR) | IWDA

    iShares MSCI World EUR Hedged UCITS ETF

    CFS - db x-trackers MSCI AC World Index UCITS ETF (DR) 1C

           

    (USD)

    SPDR® MSCI ACWI UCITS ETF

    iShares MSCI ACWI UCITS ETF

    iShares Core MSCI World UCITS ETF

    db x-trackers MSCI World Index UCITS ETF (DR) 1C

    Europa (EUR)

    Lyxor Index Fund - STOXX Europe 600 UCITS ETF (DR) - C-EUR

    iShares MSCI Europe UCITS ETF (Acc)

    SPDR MSCI Europe UCITS ETF (IE)

    db x-trackers STOXX Europe 600 UCITS ETF (DR) - 1C

    USA (EUR h)

    iShares S&P 500 EUR Hedged UCITS ETF

    CFS - db x-trackers S&P 500 UCITS ETF (DR) - 1C

    Acções USA (USD)

    iShares Core S&P 500 UCITS ETF

    A ideia passou então a ser Global Acções (ex CFS - db x-trackers MSCI AC World Index UCITS ETF (DR) 1C) e Global obrigações (ex iShares Global AAA-AA Government Bond UCITS ETF (USD)). 1 em EUR e outro em USD, sem hedge.

    Ou SPDR® MSCI ACWI UCITS ETF (USD) + db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF - 1C (EUR).

    Mais tarde (e mais capital) começar a individualizar, trazendo talvez outra complexidade com outros ETFs.

    E quanto ao valor de ouro/REITs? - nunca me impressionaram muito para investimentos de 40 anos.

    Agradeço toda a ajuda.

    Cumprimentos

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    Já no caso das ações isto não é bem assim. O câmbio pode ter grandes efeitos no comportamento das ações, dependendo de onde vêm os rendimentos e gastos da empresa. Na ações multinacionais, as próprias empresas fazem algum hedging interno quase operam em várias regiões geográficas. Logo fazer proteção cambial pode nalguns casos ser redundante, e implica normalmente custos de gestão maiores. Quando falamos em ETFs globais, que têm ativos por todo o mundo, acho que a cobertura faz menos sentido ainda.

    Ao escolher ETFs que seguem o mesmo índice, é importante olhar para a taxa de custos do ETF. Regra geral, quanto menor melhor. o SPDR MSCI ACWI é o mais barato, logo a minha escolha recairia nesse.

    E a questão de o fundo x estar e $ ou € não é problema. Quase todos os fundos aí mencionados são negociados em € numas bolsas e em $ noutras. Por exemplo, o SPDR MSCI ACWI é negociado em € nas bolsas de Paris e Frankfurt.

    O iShares Global AAA-AA Government Bond também é negociado em €. Mas este faz distribuição de dividendos, logo o ETF global da x-trackers parece-me melhor. Como já disse mais atrás, incluir o Lyxor iBoxx $ Treasuries 10Y+ é bom para fazer hegding (não-cambial ;) ) das ações (e também é negociado em €).

    Percebo o argumento do ouro, já que por si só não traz rendimento. Ainda assim é um bom ativo de refúgio. O objectivo dele é evitar quedas demasiado pesadas na carteira quando houver um crash. Mas sim, há muitos argumentos a favor e contra a presença de ouro na carteira.

    Os REITs são mais correlacionados com ações do que o ouro, e não têm função de proteção que este tem. Mas produzem rendimentos e diversificam a carteira. Talvez não sejam essenciais numa 1ª fase, mas ao expandir a carteira são de considerar.

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    Já no caso das ações isto não é bem assim. O câmbio pode ter grandes efeitos no comportamento das ações, dependendo de onde vêm os rendimentos e gastos da empresa. Na ações multinacionais, as próprias empresas fazem algum hedging interno quase operam em várias regiões geográficas. Logo fazer proteção cambial pode nalguns casos ser redundante, e implica normalmente custos de gestão maiores. Quando falamos em ETFs globais, que têm ativos por todo o mundo, acho que a cobertura faz menos sentido ainda.

    Rui eu por acaso fiz uns testes ha tempos em relação a um fundo de acções globais,  com hedge e sem hedge. E a conclusão a que cheguei é que tirando obrigações convertiveis, o fundo com hedge, era mais descorrelacionado com todas as restantes categorias de activos que eu tinha. Por virtude desse mesmo hedge.

    E até o acabei por o incluír na carteira.

    Mas no geral, sim, concordo com o que dizes. No meu caso como ja tinha acções sectoriais na carteira sem hedge, acções globais hedged foi a unica categoria de acções que encontrei que era pouco correlacionada com esses.

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    para os ultimos 3 anos.

    Alias, na morningstar dá 0.30 e no trustnetoffshore 0.29.

    Podem, por favor, explicitar como é que consigo calcular estas correlações? Já procurei nos sites referidos e não dou conta da questão.

    Outra pergunta, no meu caso tenho IWDA e IEAC, o que querem dizer é que estou sobreesposto? que mais valia ter só IWDA, por exemplo?

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    Agradeço a todos a continuada ajuda que aqui me deixam.

    @ruicarlov - foi ler o tal artigo do seeking alpha; foi dos mais esclarecedores que li até agora, se bem que parta da opinião pessoal do autor. Para mim fez sentido que a parcela que queremos menos volátil seja a que tem hedging cambial, pelo que sou mesmo capaz de enveredar pelo db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF - 1C.

    Quanto a acções, no mesmo artigo de opinião sugerem que non-hedged é melhor para quem faz dollar cost-averaging, não me esclareceu se quem faz lump-sum obtém vantagem. Mas no final os ganhos a longo prazo não parecem sofrer muito com um nem com o outro, pelo que vou optar pelo non-hedged, no seguimento do argumento do paragrafo anterior.

    o ETF global da x-trackers parece-me melhor. Como já disse mais atrás, incluir o Lyxor iBoxx $ Treasuries 10Y+ é bom para fazer hegding (não-cambial ;) ) das ações (e também é negociado em €).

    Se já tenho um fundo global de obrigações, o Lyxor iBoxx 10Y+ quanto mais poderia reduzir a volatilidade sem interferir no rendimento? Melhor ter 2 fundos obrigações ou um fundo obrigações com maior peso relativo (ie num 60/40 ter 40 em 2 fundos em que um tem maior maturidade (skew desses 40) ou reduzir para 55/45, ex?)

    O que têm usado para calcular as volatilidades e returns historicos com várias selecções de ETFs? O Unience que usava nos mutual funds a mim dá-me imensos problemas nos ETFs (talvez por agora estar a tentar calcular periodos historicos mais longos?).

    Como não tenho conseguido calcular isso, estive a olhar para o prospecto dos índices MSCI World, ACWI e ACWI IMI e, pelo menos os resultados do índice são sobreponíveis para os três, em retornos volatilidade e sharpe. +/- 0,1 - 1. Assim sendo estou a considerar ficar-me pelo ishares core MSCI neste investimento a longo-prazo e talvez investir mais tarde num de mercados emergentes num portfolio de investimento mais agressivo com outros fundos que não os da reforma! (e assim tentar separar um pouco as águas).

    Adicionalmente o iShares Core MSCI World tem um TER de 0,2% vs os 0,4% do SPDR ACWI.

    Assim, até agora consideraria para investimento a longo prazo, com reforços periódicos intra-anuais (a ver de acordo valores comissões) e rebalanceamento anual e sem extrair mais-valias até ao fim do prazo (+/- 40 anos):

    iShares Core MSCI World UCITS ETF (denominado em $ se conseguir escolher tal na DeGiro)

    db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF - 1C (denominado em €)

    Como sempre, agradeço-vos desde já pelo vosso input.

    Cumprimentos

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    Em relação à componente obrigacionista, há várias hipóteses. Há quem tenha apenas obrigações de longo prazo EUA num portfolio 60/40. Neste cenário a parte obrigacionista não é propriamente pouco volátil, já o TLT (ou equivalente) dá uns pinotes razoáveis. No entanto, devido à correlação muitas vezes negativa com as ações, a carteira total acaba por ter uma volatilidade bastante reduzida, pois as quedas accionistas são muito amparadas pelas obrigações

    Se for uma carteira 60/40 com obrigações globais AAA, a parte obrigacionista é pouco volátil. A carteira acaba por não ficar tão menos volátil do que no 1º caso, já que em quedas acionistas as obrigações são pouco afetadas, subindo ligeiramente mas muito pouco comparado com o cenário anterior.

    Usar dois ETFs, um de LP e outro global acaba por ser uma estratégia mista.

    Para fazer um backtest pouco serve testar para ETF x ou y, pois grande parte não existe há muitos anos, logo não abrange 2008. O melhor que se pode fazer é fazer backtests com base em classes de ativos, usando ETFs mais que sejam antigos (americanos) no ETFreplay.com ou então usando a spreasheet do Simba da Boogleheads

    Em relação às ações, porque é que quer usar o iShares Core em $? Se for em eur não tem as comissões de câmbio, logo é mais vantajoso. O ETF não tem cobertura cambial, logo é indiferente a moeda em que é comprado.

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    Obrigado por mais um esclarecimento, ruicarlov.

    Tenho estado a dar uma vista de olhos ao excel do Simba e - dentro do que consigo replicar - parece-me efectivamente que adicionar US Bonds a longo-prazo não só reduz a volatilidade como aumenta também as mais-valias. (o global bond fund da folha excel inclui bonds governamentais e corporativas, no entanto... mas sem as corporativas espera-se uma volatilidade menor ainda, correcto?)

    Assim parece-me uma boa ideia adicionar as bonds US 10+ com o Lyxor UCITS ETF SICAV (FR) - iBoxx $ Treasuries 10Y+ (DR) - USD.

    Ficando desta forma:

    60% iShares Core MSCI World UCITS ETF

    20% db x-trackers II Global Sovereign UCITS ETF - 1C

    20% Lyxor UCITS ETF SICAV (FR) - iBoxx $ Treasuries 10Y+ (DR) - USD

    Em relação às ações, porque é que quer usar o iShares Core em $? Se for em eur não tem as comissões de câmbio, logo é mais vantajoso. O ETF não tem cobertura cambial, logo é indiferente a moeda em que é comprado.

    A escolha do iShares em $ prende-se com uma ideia que ainda não vi replicada em lado nenhum mas que tem que ver com o longo prazo da carteira. Se, no longo prazo, os nossos governantes conseguirem afundar o € e este desaparecer, os meus fundos denominados em € passam a quê? Assim, parece-me seguro ter fundos denominados em moedas diferentes, com o custo do câmbio, mas que no longo-prazo me parece que funciona como os fundos hedged cambiais - ie os efeitos do cambio anulam-se. Estarei correcto?

    Cumprimentos

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    Mouro Emprestado

    A escolha do iShares em $ prende-se com uma ideia que ainda não vi replicada em lado nenhum mas que tem que ver com o longo prazo da carteira. Se, no longo prazo, os nossos governantes conseguirem afundar o € e este desaparecer, os meus fundos denominados em € passam a quê? Assim, parece-me seguro ter fundos denominados em moedas diferentes, com o custo do câmbio, mas que no longo-prazo me parece que funciona como os fundos hedged cambiais - ie os efeitos do cambio anulam-se. Estarei correcto?

    Cumprimentos

    O que interessa é a moeda dos activos e não a moeda do ETF.

    No caso hipotético do ETF de acções mundiais estar denominado em $$$, mas os activos estiverem todos em €€€, no caso do €€€ estoirar, não era por teres o ETF em $$$ que ias manter o valor do ETF.  :)

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    Como é que se declara os dividendos do TLT? Estou a tentar perceber, mas está complicado. Tenho de converter o valor recebido para euros? Utilizo a taxa cambial do dia em que foi pago o dividendo?

    Esta pergunta acaba por ser mais para ti, ruicarlov, sei que tens o mesmo etf e também na IB. :)

    É me também pedido o NIF da entidade que efectuou o pagamento, devo introduzir o da Interactive Brokers?

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    Sim, é necessário converter o valor para € usando a taxa de câmbio do banco de Portugal para o dia em que foram pagos.

    Qual o anexo que estás a usar? Se pede NIF estás no sítio errado. Todos os rendimentos obtidos no estrangeiro pertencem ao anexo J. Não ao G nem ao E.

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    Sim, é necessário converter o valor para € usando a taxa de câmbio do banco de Portugal para o dia em que foram pagos.

    Qual o anexo que estás a usar? Se pede NIF estás no sítio errado. Todos os rendimentos obtidos no estrangeiro pertencem ao anexo J. Não ao G nem ao E.

    Obrigado!

    Já andei a investigar e tens razão, está lá essa opção no Anexo J.

    Devo incluir também a retenção que já me foi feita nos US? Existe lá esse campo.

    E já agora, é preciso enviar algum comprovativo destes rendimentos? Como é que isso se processa? Eles assim não sabem se a informação é verdadeira ou não.

    Obrigado. :)

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    O ano passado não enviei documentação relativa às operações de ETFs, apenas ao rendimentos sujeitos a taxa liberatória, como depósitos a prazo no estrangeiro. Se podia haver dúvidas o ano passado, este ano nem sequer é necessário enviar esses documentos.

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    Boas,

    Depois de alguns meses a estudar um pouco, e passados dois anos desde os meus primeiros investimentos em fundos, decidi entrar no mundo dos ETF's. Abri uma conta na DeGiro, cuja activação ainda não acabou, faltando transferir dinheiro. Deste modo, ainda não posso fazer pesquisa de ETF's no site deles, suponho que só se torne possível quando tiver lá dinheiro - não tenho a certeza que os ETF's da minha lista estejam todos disponíveis na DeGiro.

    Em todo o caso, queria ter a vossa opinião sobre a carteira que pretendo construir. Pretendo investir inicialmente 8k, que irei completar com mais 2k dentro de poucos meses. Objectivo: manter as posições no muito longo prazo, investir exclusivamente em ETF's com capitalização de dividendos, e ir reforçando periodicamente. Ficaria algo deste género:

    - 30% (2400 €) Acções: ?

    - 50% (4000 €) Obrigações: TLT TLT - Barclays 20+ Year Treasury Bond Fund. [ou deveria dividir entre 2 ETF's de obrigações?]

    - 10% (800 €) Ouro: IAU - iShares Gold Trust

    - 10% (800 €) Imobiliário: VNQ - Vanguard REIT ETF

    Com a evolução da carteira a incluir os 2k adicionais dentro de meses, ainda não sei bem se deverei adicionar um ETF, ficando por exemplo com dois de acções, um mundial e outro regional (?), ou se é melhor começar com 3 ETF's e 8k e passar para 4 ETF's quando incluir os 2k.

    Quanto às minhas escolhas actuais, o que acham?

    Obrigado - Cumps

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    Acho que 50% em TLT é excessivo. Sobretudo quando a carteira tem apenas 30% Ações. Penso que seja melhor dividir isso por um ETF de obrigações mais global e para aí qualquer coisa entre  10-20% de US10 (que é o TLT mas com capitalização de dividendos).

    Já que falamos de dividendos, a nível do imboliário existe o XGPD, que é imobiliário global e capitaliza dividendos.

    Quanto às ações, se escolhe um global com esses 2400 e depois mais um regional com mais 2000€, é capaz de ficar demasiado exposto a apenas uma região (a do reforço). Reforçar no etf global parece-me a solução mais equilibrada, embora convenha ajustar a % de obrigações para o seu nível de risco.

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    Ruicarlov, obrigado pelas sugestões. Na verdade não sei porque coloquei tanta percentagem em obrigações e apenas 30% de acções. Tenho um perfil de risco entre moderado e conservador. Não sei como se traduz este perfil nos ETF's em termos de proporções acções/obrigações. Nos fundos, a minha carteira de longo prazo anda à volta de 70% acções / 30% obrigações.

    Uma alternativa seria a seguinte. Ponho directamente com 10k, os futuros 2k adicionais já incluídos, uma vez que é o objectivo inicial da carteira e importa pouco por onde vou começar desde que rapidamente adicione estes 2k. Mas confesso que, sem ter conseguido fazer a pesquisa na DeGiro estou limitado no conhecimento dos custos e ETF's disponíveis. Além de que ainda sinto dificuldade em perceber o que devo analisar em pormenor ao escolher os ETF's.

    - 40% (4000 €) Acções global: iShares Core MSCI World UCITS ETF (EUR) IWDA - IE00B4L5Y983

    - 25% (2500 €) Obrigações global, aqui ainda não encontrei nada, mesmo percorrendo o tópico meia-dúzia de vezes.

    - 15% (1500€) iBoxx $ Treasuries 10Y+ USD (disponível na DeGiro?) / ou então ITE - SPDR Barclays Capital Intermediate Term Treasury ETF / mas este último paga dividendos ou vi mal?

    - 10% (1000 €) Ouro: IAU - iShares Gold Trust

    - 10% (1000 €) Imobiliário: VNQ - Vanguard REIT ETF

    Obrigado mais uma vez!

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    Ao escolher os ETFs, as principais preocupações para mim são:

    1- Distribui dividendos ou capitaliza -> Vou sempre para capitalização de dividendos, excepto quando não há mesmo alternativa.

    2- Custo de gestão do fundo -> Escolher o mais baixo possível, pois a longo prazo é o que se desvia menos do índice que segue

    3- Método de replicação -> Replicação física é o mais aconselhável, mas há falta de alternativas que respeitem os pontos 1 e 2, aceito replicação sintética.

    Na Degiro uma operação sobre ETFs custa 2€ + 0,02%. Se a conta for custody, receber dividendos custa 1€ + 3%. Se for outro tipo de conta é gratuito.

    Os ETFs que indiquei na mensagem anterior (US10, XGPD) estão todos na Degiro, bem como o IWDA e IAU.

    Quanto à escolha de ETFs de ações, esse (IWDA) parece-me uma escolha indicada, se não quiser incluir mercados emergentes. A minha preferência é incluí-los também, e para isso usaria em alternativa o ACWE. Mas isso fica ao critério de cada um.

    Relembro apenas que o VNQ paga dividendos.

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    Acho que 50% em TLT é excessivo. Sobretudo quando a carteira tem apenas 30% Ações.

    Reforço o que o ruicarlov disse: ainda estará para ver o que acontecerá ao TLT (e afins) quando e se a tx juro subir de forma acentuada.

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    Obrigado mais uma vez. Alguns elementos da explicação tinham-me escapado à primeira leitura, daí não ter incluído algumas sugestões. Por exemplo não tinha percebido que "US10" era mesmo o nome de um ETF. Sendo assim, estou a orientar-me para a carteira seguinte:

      - 40% (4000 €) Acções global: ACWE - que de facto me parece interessante devido à exposição aos mercados emergentes (embora não consiga averiguar qual a % de emergentes)

    - 25% (2500 €) Obrigações global, fico ainda com dúvidas mas vou re-analisar o tópico e ver os ETFs disponíveis

    - 15% (1500€) US10

    - 10% (1000 €) Ouro: IAU - iShares Gold Trust

    - 10% (1000 €) Imobiliário: XGPD, de facto interessante

    Se não for no site da DeGiro, que sites recomendam para pesquisar? Justetf.com? Google Finance? Bloomberg? Morningstar? Não sei qual deles tem informação mais fiável.

    Cumps

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    Obrigado. Fiz uma pesquisa no justetf.com para obrigações globais. Encontrei dois:

    - iShares Core MSCI World UCITS ETF / SWDA

    https://www.justetf.com/uk/etf-profile.html?groupField=none&isin=IE00B4L5Y983&from=search

    - iShares Global Inflation Linked Government Bond UCITS ETF / SGIL

    https://www.justetf.com/uk/etf-profile.html?groupField=none&isin=IE00B3B8PX14&from=search

    O que acham, para integrar a minha carteira (prevejo 25% de obrigações globais)? Há alguma vantagem nisso do "inflation linked"?

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