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  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Boa Tarde,

    Apenas para beneficio de outros que estejam a dar os primeiros passos nestas andanças (eu próprio comecei a montar a minha carteira em 2011/2012) aqui fica para vossa referência os ETFs que escolhi, para a implementação desta estratégia, bem como as % de alocação. Implementei esta estratégia no Best Trading Pro (BTP).

    Os critérios para a escolha dos ETF's específicos foram os seguintes:

    - ETF's com custos (TER) baixos

    - ETF's de replicação física

    - ETF's que capitalizassem dividendos (em vez de os distribuírem), por razões fiscais.

    Como poderão ver na lista em baixo nem sempre consegui cumprir os 3 critérios e cedências tiveram de ser feitas, mas foram esses os princípios orientadores.

    iShares Barclays Capital Euro Government Bond 1-3 Y    IBGS NA / IBGS:xams          40%   

    iShares MSCI World ACC ETF                                            IWDA NA / IWDA:xams    36%   

    iShares MSCI Emerging Markets Acc ETF                          IEMA NA / IEMA:xams      6%   

    iShares FTSE Epra Nareit Dev Mkt Pty Yld Fd                    IWDP NA / IWDP:xams    6%   

    Vanguard Small Cap Value ETF                                        VBR US / VBR:arcx          6%   

    Vanguard FTSE All World ex US Small Cap ETF                VSS US / VSS:arcx          6%   

                                                                                                                    Total      100%

    Tentei investir sempre em ETF's denominados em EUR mas nem sempre consegui, por exemplo os 2 da Vanguard são em USD. Em termos da questão cambial é de facto como disseram alguns companheiros de fórum, não é assim tão relevante e no longo prazo a maioria dos movimentos FX tendem a anular-se. Por outro lado não é por termos um ETF em EUR que temos menos risco cambial, por exemplo o IWDA acima apesar de ser denominado em EUR ao ser um cabaz de ações mundiais acaba por ser uma mescla de ativos denominados em diversas moedas distintas apesar de para o investidor parecer ser em EUR na prática o seu valor é afetado pelo valor relativo das moedas desse cabaz. Em termos práticos a decisão acaba por ser entre ETF's que cubram o risco cambial vs os que não cubram. Diz quem estudou estes temas que quem esteja a investir para o longo prazo não deve cobrir o risco FX pois essa cobertura tem um custo (e como tal a rentabilidade será menor) e no longo prazo os movimentos FX anulam-se e como tal a cobertura teria sido desnecessária.

    PS: a lista acima é meramente indicativa, por exemplo em termos de número de ativos. Se eu estivesse a montar a carteira hoje se calhar não incluiria tantos ETF's. Há que ter em conta o valor disponível para investir pois para valores mais pequenos são mais importantes os custos de transação do que o eventual acréscimo de rentabilidade que posições mínimas num par de ETF's mais, aporta.

    Espero que seja informação útil.

    Abraço,

    sinbad

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    Visitante Rui Campos

    Boa Tarde,

    Apenas para beneficio de outros que estejam a dar os primeiros passos nestas andanças (eu próprio comecei a montar a minha carteira em 2011/2012) aqui fica para vossa referência os ETFs que escolhi, para a implementação desta estratégia, bem como as % de alocação. Implementei esta estratégia no Best Trading Pro (BTP).

    Os critérios para a escolha dos ETF's específicos foram os seguintes:

    - ETF's com custos (TER) baixos

    - ETF's de replicação física

    - ETF's que capitalizassem dividendos (em vez de os distribuírem), por razões fiscais.

    Como poderão ver na lista em baixo nem sempre consegui cumprir os 3 critérios e cedências tiveram de ser feitas, mas foram esses os princípios orientadores.

    iShares Barclays Capital Euro Government Bond 1-3 Y    IBGS NA / IBGS:xams          40%   

    iShares MSCI World ACC ETF                                            IWDA NA / IWDA:xams    36%   

    iShares MSCI Emerging Markets Acc ETF                          IEMA NA / IEMA:xams      6%   

    iShares FTSE Epra Nareit Dev Mkt Pty Yld Fd                    IWDP NA / IWDP:xams    6%   

    Vanguard Small Cap Value ETF                                        VBR US / VBR:arcx          6%   

    Vanguard FTSE All World ex US Small Cap ETF                VSS US / VSS:arcx          6%   

                                                                                                                    Total      100%

    Tentei investir sempre em ETF's denominados em EUR mas nem sempre consegui, por exemplo os 2 da Vanguard são em USD. Em termos da questão cambial é de facto como disseram alguns companheiros de fórum, não é assim tão relevante e no longo prazo a maioria dos movimentos FX tendem a anular-se. Por outro lado não é por termos um ETF em EUR que temos menos risco cambial, por exemplo o IWDA acima apesar de ser denominado em EUR ao ser um cabaz de ações mundiais acaba por ser uma mescla de ativos denominados em diversas moedas distintas apesar de para o investidor parecer ser em EUR na prática o seu valor é afetado pelo valor relativo das moedas desse cabaz. Em termos práticos a decisão acaba por ser entre ETF's que cubram o risco cambial vs os que não cubram. Diz quem estudou estes temas que quem esteja a investir para o longo prazo não deve cobrir o risco FX pois essa cobertura tem um custo (e como tal a rentabilidade será menor) e no longo prazo os movimentos FX anulam-se e como tal a cobertura teria sido desnecessária.

    PS: a lista acima é meramente indicativa, por exemplo em termos de número de ativos. Se eu estivesse a montar a carteira hoje se calhar não incluiria tantos ETF's. Há que ter em conta o valor disponível para investir pois para valores mais pequenos são mais importantes os custos de transação do que o eventual acréscimo de rentabilidade que posições mínimas num par de ETF's mais, aporta.

    Espero que seja informação útil.

    Abraço,

    sinbad

    O que mudavas?

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    Num portfólio com as alocações que mencionei a rentabilidade do portfolio é quase toda definida pelo IBGS + IWDA (40+36 = 76%), os outros 4 ETF's (em que investi 6%) pouco aportam em termos de rentabilidade. Obviamente que em termos teóricos a sua inclusão é benéfica em termos de diversificação. Mas olhando agora para trás, atendendo ao valor monetário (baixo) investido em cada um dos ETF's em que investi 6% é altamente questionável a sua inclusão: creio que no meu caso concreto teria feito melhor em não inclui 4 ETF's adicionais com 6% cada mas eventualmente considerar apenas 1 ETF adicional pelos 24%.

    Apenas quando tivesse (se algum dia acontecer ;-)) um portfolio de dimensões maiores faria sentido incluir mais ETF's. Quando o portfólio tem uma dimensão reduzida deve ser analisado não só o benefício ao nível da diversificação mas também o impacto em termos de custos, que a inclusão de mais ETF's - mais trades de montantes pequenos e custos de corretagem % mais pesados - têm na performance global.

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    Obrigado por partilhares esta informação, pois ajuda sempre quem está no início. Já agora fica a quetão.

    Numa carteira composta por:

    IWDA - acções global- 60%

    IBCI - obrigações global- 40%

    Que 3º ETF introduziam e como deixavam as percentagens das alocações. Teria de ser um ETF com as caraterísticas daquelas dscritas pelo sinbad (Replicação fisica/acumulação de dividendos).

    Não sei se optaria por um de matérias primas, imobiliário ou outro. A ideia é sempre diversificar, conforme sugerido pelo Salvador_.

    Cumpts

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    Visitante Salvador____

    Salvador a grande tragedia :-) é que de preferencia a carteira de um europeu deve ser em euros e nao em dollars

    Não é tragédia, visto que o que interessa são os activos que o instrumento representativo têm.

    Ou tu achas, que o ETF do mercado americano que tu compras na Euronext Paris e que está cotado em euros, ficas sem risco cambial?

    Lá por estar em euros, tu na verdade estás com dólares, visto que o que interessa é a divisa do activo que esse ETF detém.

    Apesar de no portfólio todos os ETF's serem cotados em dólares, estás exposto a dólares para ai uns 30-40%.

    Se fores então calcular as divisas das empresas que têm mais receitas fora dos EUA e não fazem cobertura cambial então aí ainda menos, mas aí já estamos a divagar...

    Eu já expliquei isto aqui, mas se detens um ETF Europa em dólares, ele vale 10 dólares e o euro vs dolar é também 1:1

    No dia seguinte o activo permanece imóvel (continua a vlaer 10 euros o NAV do fundo), no entanto o dólar cai 50% face ao euro. Ora se o fundo tem 10 euros de activos na europa, a sua cotação passa para 20 dólares.

    Continuas com os mesmos 10 euros.

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    Salvador_

    Hoje em dia a tua estratégia do início do tópico, diversificar, rebalancear anualmente, ETF de replicação direta continua a ser válida, certo?

    Numa carteira composta por IWDA 60% e IBCI 40%, como introduzias outro ETF? Matérias primas, Imobiliário, ou outro?

    Estive a ver os de "commodities" e vi este GSG - GSCI Commodity-Indexed Trust Fund. Na minha carteira estou à procura de ETFs que capitalizem dividendos devido a questão fiscal, dai estar inclinado para este.

    Quanto aos de Imobiliário não encontrei nenhum que capitalize dividendos, por isso poderia ser um VNQI ou VNQ.

    Só mais uma questão:

    O "Salvador____" e o "Salvador_" são o mesmo user?

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    Mas as commodities não pagam dividendos  :o

    O DBC recomendado pelo Salavador funciona bem para o que pretende. A mesma coisa para o ouro, que também é uma matéria prima. Esta categoria não gera rendimentos. Apenas o seu NAV varia.

    Ok, obrigado pelo esclarecimento, ainda não tinha "atingido" isso.

    E a introduzir um 3º ETF, seria o DBC, ou outro? em que percentagens?

    Obrigado

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    Pegando na 1º página do tópico, uma carteira equilibrada com 4 ETFs seria 1 de ações, 1 de obrigações, 1 matérias-primas e 1 imobiliário.

    Esta carteira base com 25% de cada classe foi um dos primeiros exemplos que o Salvador deu, tendo tido um retorno médio de 11.1% e desvio padrão de 10%.

    Depois ainda se falou da alocação a 25% acções, 25% obrigações curto-prazo, 25% obrigações longo prazo, 25% ouro. É curioso como este segundo portfolio até se comportou melhor que o 60% ações /40% obrigações.

    Mas não há nada como reler a 1ª página do tópico para reavivar a memória.

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    Obrigado pela sugestão, mas para já não há dinheirinho para 4 ETFs, por isso estava a perguntar qual seria o 3º ETF a introduzir naquela carteira de 3 ETFs.

    Cumpts

    Estive a dar uma olhada nos fundos em questão e parece que há aí uma falhar na construção do portfolio. O IBCI não é um ETF de obrigações globais como apresentou, mas sim um ETF de obrigações governamentais europeias. Logo a componente das obrigações não está suficientemente diversificada

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    Tens razão. O problema é que não encontrei nenhum etf de obrigações globais de replicação direta e que capitalize dividendos. Daí esta opção.

    Se calhar é melhor por alguns desses seus critérios de parte. Um portfólio que não esteja bem diversificado pode ser pior que um que não seja de replicação direta.

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    Dei uma vista rápida na 1ª página do tópico e não encontrei nada que desaconselhasse os ETFs de replicação indireta. Sim, é certo que estes têm um risco acrecido por terem mais um intermediário, mas é um mal necessário para ETFs indíces pouco usados. ETFs europeus são um mercado muito mais limitado em termos de capital do que os americanos. Os custos de gerir estes ETFs não seria competitivos com replicação direta.

    Logo é uma questão de escolha. Ou etfs sem capitalização de dividendos ou então replicação indireta. Sem os dois é quase impossível já que os americanos distribuem quase sempre.

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    Tinha quase a certeza que tinha lido algo do género "...fugam dos ETFs de replicação indireta..." mas realmente também não estou a encontrar.

    E escolhendo ETFs de replicação indireta a estratégia de rebalanceamento (reforçar os perdedores) é a mesma?

    "...Portanto vamos vender parte dos activos mais ganhadores até chegarmos a' alocação de 25% e reforçar nos perdedores para voltarem a ter 25% de alocação.

    Isto faz com que vendamos ao longo do temepo ganhadores para reforçar perdedores e é isso que queremos...."

    E a estratégia de investimento (comprar e manter, fazendo 1 rebalanceamento anual) também é a mesma?

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    Recorrendo à sugestão de leitura do user staafoo http://www.etf.db.com/DE/EN/binaer_view.asp?BinaerNr=1584

    "To manage and reduce the factors that can lead to performance differences between the ETF and the index, swap-based replication provides a more efficient alternative index replication method."

    "The effect is that the risk inherent to tracking is outsourced to a third party"

    "Where swap-based products do become more complex is in understanding the implicit risks that underpin the ETF. Because the ETF has entered a swap contract – a form of derivative – with an investment bank, an element of what is known as “counterparty credit risk” has been introduced. This means that should the provider of the swap contract go out of business then the ETF could be financially impacted."

    "7. So does that mean they are generally riskier than physical-backed ETFs?

    No one can say that one type of ETF structure is generally riskier or generally safer than another. However, understanding the risk associated with swap-based ETFs fully is  robably more difficult. With swap-based ETFs, regulations stipulate that the maximum risk exposure the ETF can have to a swap counterparty is 10 % of net assets under management. db X-trackers either generally aims to limit this exposure to 5 % or, in relation to certain products, puts in place a structure that aims to reduce the ETF swap counterparty exposure to zero."

    "UCITS rules stipulate that an ETF is not allowed to invest more than 10 % of its prevailing Net Asset Value (NAV) in derivative instruments issued by a single counterparty."

    Pela leitura deste documento, até parece que estes ETFs são melhores do que os de replicação direta. A minha questão é que se ouve muitas vezes notícias más associadas a estes "swaps".

    Seguem algumas ideias, que gostava que me dissessem se estão corretas ou não.

    Já me foi explicado que os swaps dessas notícias eram produtos "exóticos" com um risco muito mais elevado do que os ETFs de replicação indireta que muitos dos users sugerem aqui no forum. Correto?

    Estes ETFs de replicação indireta que seguem indices globais e de uma forma alargada, são em princípio muito menos perigosos que esses swaps que ouvimos falar?

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    Considerando outro ETF de obrigações como por exemplo os seguintes, IGIL - iShares Global Inflation Linked Government Bond UCITS ETF USD ou db x-trackers II iBoxx Global Infl.-linked UCITS ETF 1C, já estaria exposto de forma mais diversificada?

    Qual seria então o 3º ETF a introduzir? Obrigações ou matérias primas, ou outro?

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