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  • FORMAS DE POUPAR

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    Visitante Salvador_

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    Eu gostava de perguntar o seguinte aos mais experientes aqui do fórum : Seria mais lógico/útil fazer um post inicial com FAQ ou com uma série de informações que os users novos pedem constantement

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    Obrigado aos dois, estou bastante mais esclarecido, mas ainda me está aqui uma duvida, o etf caso as bonds desvalorizem em principio vai deixá-las ir á maturidade pq parece-me lógico. Se as bonds que se vão substituindo tiverem a yeld sempre positiva na maturidade por mais baixa que seja, com é que o etf desvaloriza? Parece-me que deve ser pelo rendimento expectável do etf e isso o fazer valorizar e desvalorizar, mas não tenho a certeza se estou certo.

    Aproveito já agora por uma ideia que me ocorre, neste momento o somatório que tenho de cash+ppr+certificados do tesouro será sempre muito superior ao que vou meter no etf de stocks, pq essencialmente não me sinto confortável até pelos momentos de incerteza em que vivemos (pandemia, eleições americanas etc). Assim não seria boa opção comprar apenas 1 etf de stocks e esquecer pra já as bonds?

     

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    há 4 horas, pge disse:

    Obrigado aos dois, estou bastante mais esclarecido, mas ainda me está aqui uma duvida, o etf caso as bonds desvalorizem em principio vai deixá-las ir á maturidade pq parece-me lógico. Se as bonds que se vão substituindo tiverem a yeld sempre positiva na maturidade por mais baixa que seja, com é que o etf desvaloriza? Parece-me que deve ser pelo rendimento expectável do etf e isso o fazer valorizar e desvalorizar, mas não tenho a certeza se estou certo.

    Olá, o tema não é fácil e eu próprio não creio que o domine a 100% mas vou tentar responder. É verdade que um ETF de bonds de gestão passiva em princípio vai levar as bonds até à maturidade e como tal qualquer perda (temporária) que essas bonds tenham tido é revertida na maturidade. O problema que torna tudo isto mais complexo é que o ETF não tem só essas bonds que maturam hoje (por exemplo) e que por isso valem 100, ele tem muitas mais bonds com datas de vencimento diversas e futuras.

    É normal os fundos de gestão passiva fazerem o rebalanceamento mensalmente o que quer dizer que todos os meses os gestores podem ter de comprar novas bonds com maturidades mais extendidas para compensar o efeito de passagem do tempo nas bonds previamente detidas garantindo assim que a "Duration alvo" se mantenha (se por exemplo é suposto ser um fundo com duration média de 7 anos, então o gestor tem de aproveitar as oportunidades de rebalanceamento para garantir que essa duration é mantida, o que passa por comprar bonds mais longas que compensem o "encurtar" das bonds detidas).

    Por outro lado se atualmente a YTM a 7 anos é de 1% (por exemplo, estou a inventar) e daqui a 5 anos essa mesma YTM a 7 anos é de 3% - fruto da alteração das condições de mercado - algumas bonds que faziam parte desse fundo durante esse período perderam valor porque, numa bond específica, o efeito da subida da YTM de 1% para 3% é a perda de valor. No entanto, num ETF/fundo esse efeito é diluído porque à medida que o tempo passa as novas obrigações que são adquiridas já o são às novas condições de mercado (com a YTM a 7 anos de 3%) e essas obrigações novas - emitidas com essas novas condições de mercado - não perderam valor e têm YTM superior. É verdade que a subida da YTM penaliza as bonds existentes no portfólio mas isso é compensado pela nova taxa de rendibilidade (mais alta) das novas bonds que entram no portfólio. Tudo depende da rapidez com que as taxas subiram no mercado: se for lentamente dá tempo para um efeito compensar o outro; se for algo abrupto o efeito negativo (queda das bonds em carteira) é imediato e sobrepõe-se ao positivo.

    Diria, que o máximo que podemos fazer como investidores em ETF's/fundos de obrigações é:  assumir uma postura passiva e de longo prazo (tentar prever e atuar antecipadamente face aos movimentos globais das taxas de juro é um objetivo inglório); investir em fundos com duration intermédia (7 anos é uma boa) onde não será grande nem o potencial de perda nem o de ganho; investir em emitentes de boa qualidade creditícia (fugir dos high yields/junk bonds que prometem rendibilidades mais altas mas que em contextos de crise caem quase tanto como a componente Equity dos nossos portfólios e isso é o que menos queremos que a nossa componente de Bonds faça nessas alturas). O resto não depende de nós... 

    há 4 horas, pge disse:

    Aproveito já agora por uma ideia que me ocorre, neste momento o somatório que tenho de cash+ppr+certificados do tesouro será sempre muito superior ao que vou meter no etf de stocks, pq essencialmente não me sinto confortável até pelos momentos de incerteza em que vivemos (pandemia, eleições americanas etc). Assim não seria boa opção comprar apenas 1 etf de stocks e esquecer pra já as bonds?

     

    Na minha opinião o que faz sentido é ter uma visão global a não ser que algum desse dinheiro tenha um propósito específico para os próximos 3 ou 5 anos (compra de carro, entrada para uma casa,...) - nessa situação eu não o consideraria como parte do Portfólio.

    Caso não haja propósitos específicos de curto prazo para parte desse dinheiro então tudo faz parte do teu portfólio e as tuas decisões de alocação (% de Equity vs % de Bonds) dizem respeito à totalidade desse portfólio. Já agora um aparte: a decisão sobre a alocação (% de Equity vs % de Bonds) - e a tua capacidade de a manter nos momentos mais difíceis- é a mais importante decisão que vais tomar como investidor e aquela que mais impacto terá na tua rendibilidade futura. Caso escolhas uma % de Equity muito elevada, à primeira queda de 50% nos índices mundiais nem vais dormir à noite e vais querer sair do mercado e deitar tudo a perder de forma irremediável; por outro lado, caso escolhas uma % de Equity muito baixa não estás a tirar o partido que podias daquilo que o mercado nos tem oferecido no longo prazo. É do ponderar destas questões que deve resultar uma decisão de alocação mais ou menos "escrita na pedra" e que deverá orientar o teu percurso de investidor nos próximos tempos. É verdade que podem existir circunstâncias pessoais que justifiquem a mudança da alocação a meio do caminho mas na maioria das vezes essas mudanças são mais ditadas pelo medo/ganância do que outra coisa e como tal são de evitar.

    Tendo isto em consideração e respondendo à tua questão: caso a tua alocação alvo seja (por exemplo, estou a inventar) 50%/50% (no futuro quando te sentires mais confortável) e se o que te propões agora investir em Equity é apenas 10% do teu portfólio total não vejo motivo para ires a correr comprar um ETF de Bonds só porque sim uma vez que já tens 90% em cash+ppr+certificados do tesouro.

    Abraço,

    Sinbad

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    há 2 horas, sinbad disse:

    É verdade, há muita gente que não sabe as características/vantagens dos PPR's e não os usa como deveria. Eu, atualmente, não uso nenhum PPR porque considero que apesar de serem uma muito boa ideia, as comissões que os Bancos/Seguradoras/Sociedades Gestoras cobram estragam completamente o produto. Caso existisse legislação que limitasse o comissionamento dentro destes produtos (por exemplo no caso dos fundos PPR se limitassem o TER ou se existissem fundos PPR de gestão passiva com TER's correspondentemente razoáveis) então poderiam ganhar outro interesse mas hoje em dia não é ainda o caso.

    Eu já tive fundos PPR no tempo em que não sabia o que era um TER ou achava que uma comissão anual de 1.5% era aceitável (e não era dos piores PPR's...). Quando passei a saber o efeito que uma comissão de gestão de 1.5% ao ano tem na rendabilidade de um portfólio no longo prazo então decidi ir desmobilizando o PPR que tinha usando os fins previstos na lei. Tive que respeitar os fins previstos na lei porque tinha tirado proveito do benefício fiscal à cabeça (caso não tivesse beneficiado fiscalmente no ano da constituição então poderia ter simplesmente resgatado sem qualquer penalização - muita gente não sabe isto).

    Citando um artigo da Deco: https://www.deco.proteste.pt/dinheiro/poupanca-investimento/noticias/como-aproveitar-o-beneficio-fiscal-maximo-do-ppr#

    "Os benefícios fiscais dependem do cumprimento das regras de movimentação dos PPR, que só pode acontecer nas seguintes condições:
    -5 anos após a subscrição
    -se o titular tiver 60 anos ou mais
    -em caso de reforma por velhice
    -independentemente da idade, se o dinheiro for usado para pagar as prestações do crédito à habitação (mas não para amortizá-lo antecipadamente). "

    Assim, muita gente também não sabe que um dos fins previstos na lei (para quem beneficiou à cabeça e não quer ser castigado) é a utilização para pagar prestações do crédito à habitação e foi isso que eu fiz. Durante diversos meses contactei o meu Banco para desmobilizar parcialmente o PPR que tinha, para fazer face à prestação mensal, até que limpei o PPR - era esse o meu objetivo, fazia sentido para mim, pode não ser assim para toda a gente.

    Apesar de à partida os valores de dedução à cabeça serem:

    -até 34 anos, pode deduzir, no máximo, 400 euros, desde que aplique 2000 euros no PPR;
    -entre 35 e 50 anos, pode deduzir até 350 euros, desde que aplique 1750 euros;
    -a partir dos 50 anos, pode deduzir até 300 euros, desde que aplique 1500 euros.

    O mesmo artigo da Deco mostra que nem toda a gente consegue efetivamente usufruir dessas deduções dependendo dos rendimentos e das outras deduções (ex.: despesas de saúde) que tenham - ver artigo. Há quem ache que está a ter um grande benefício à cabeça porque fez um PPR no montante que maximiza o benefício fiscal, o declare no IRS e afinal não está a ter benefício nenhum porque já tinha atingido o limite com as outras deduções (ex.: despesas de saúde) que concorrem para o mesmo limite. Estas pessoas fariam melhor em não declarar o PPR no IRS (já que não têm efetivamente benefício fiscal à cabeça) e assim não ficariam presas às regras de movimentação dos PPR's. A única forma de saber se vale a pena declarar ou não é simular a declaração de IRS com e sem PPR para ver se o valor lá em baixo (aquele que interessa!!!) mexe e se mexe no montante que estavam à espera de beneficiar. 

    Ninguém é obrigado a usufruir dos benefícios fiscais no ano da constituição do PPR (basta não o declarar - não é obrigatório). Há também quem saiba tudo isto e utilize o PPR como veículo de investimento com tratamento fiscal favorável, não por causa do beneficio à cabeça, mas porque o PPR tem carga fiscal favorável no resgate (à saída).

    Como se pode ver neste outro artigo (https://pprsgfstoik.com/blog/2020/5/16/como-declarar-o-ppr-no-irs-e-quais-os-benefcios-fiscais) as vantagens dos PPR's também existem à saída

    "Resgates dentro das condições

                - Em vez do imposto de 28% aplicado à generalidade dos produtos de poupança, os PPRs levantados dentro das condições são tributados a 8%.

    Resgates fora das condições

    As taxas aplicadas continuam a ser bem inferiores, variando de acordo com o período de permanência no produto:

                - Até 5 anos a tributação sobre as mais-valias é de 21.5%

                - Entre 5 e 8 anos, 17.2%

                - Mais que 8 anos, 8.6%"

    Resumindo: há quem pegue em X mil eur num determinado ano que têm disponível para investir no longo prazo e em vez de o colocarem num fundo de acções (por exemplo), investem num PPR fundo de acções, não o declaram no IRS (porque ficariam presos às regras de desmobilização e, de qualquer modo, não reunem as condições para usufruir do benefício fiscal à cabeça) com o único objetivo de serem - aquando da desmobilização - tributados a 8.6% (se investidos há mais de 8 anos) em vez dos normais 28%. Esta utilização dos PPR's creio que não está muito disseminada por falta de conhecimento.

    Eu não o faço porque considero que o peso das comissões anuais dos PPR's (face ao TER de um ETF passivo) mais do que comem a vantagem fiscal do produto. Um PPR de gestão passiva seria o melhor dos dois mundos. É o produto que mais beneficiaria o consumidor, é o produto que o consumidor se estivesse informado desejaria com todas as forças do seu ser. É um produto que não há motivo nenhum para que não exista a não ser apenas.... o facto de que não daria o lucro que as suas alternativas menos "consumer friendly" dão aos suspeitos do costume: bancos, seguradoras e sociedades gestoras. Por este motivo apenas, é um produto que tão depressa não existirá.

    Abraço,

    Sinbad

    E já fizeste as contas em relação à diferença dos 8,6% de IRS sobre as mais valias num PPR em comparação com os 28% num ETF? essa diferença pode até compensar uma comissão de gestão de 1,2% num PPR em vez de 0,2% num ETF por exemplo, a diferença poderá estar numa possível maior rentabilidade num ETF a longo prazo ao invés de um PPR que é misto.

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    há 4 minutos, D@vid disse:

    E já fizeste as contas em relação à diferença dos 8,6% de IRS sobre as mais valias num PPR em comparação com os 28% num ETF? essa diferença pode até compensar uma comissão de gestão de 1,2% num PPR em vez de 0,2% num ETF por exemplo, a diferença poderá estar numa possível maior rentabilidade num ETF a longo prazo ao invés de um PPR que é misto.

    Sim, já fiz as contas mas obvimente que depende dos pressupostos de rendibilidade que uses. Não te esqueças que os 1.2% vs 0.2% incidem todos os anos sobre a totalidade do teu investimento enquanto que a vantagem de tributação dos 8.6% vs 28% incidem no momento da desmobilização apenas sobre a mais valia (e não sobre a totalidade do investimento). Mas admito que consigas encontrar pressupostos de rendibilidade que permitam chegar a outras conclusões. O facto de não ser clara a vantagem dos PPR's quando tidas em conta as comissões bem como o facto de eu ser adepto da gestão passiva que os PPR não permitem fizeram-me desconsiderá-los como alternativa de investimento para mim. Mas outras pessoas podem chegar a outras conclusões e por isso me dei ao trabalho de detalhar bastante o produto PPR no meu post anterior.

    • Voto Positivo 1
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    Sim tambem ando a pensar desmobilizar os ppr assim que ganhe mais á vontade nos etfs, o problema é que entrei em 3 ppr mesmo antes da pandemia, tem sido um descalabro (ja nem vou ver embora ja devam ter recuperado um bocado), mas pra já não mexo.

    Tou mesmo mais virado para 1 só etf stocks world. Já agora de bonds não corporate o que aconselharias de prazo médio.

    Editado por pge
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    há 11 horas, pge disse:

    Já agora de bonds não corporate o que aconselharias de prazo médio.

    O que eu tenho para essa componente (se bem que é de prazo curto) é o IBGS mas não o aconselho porque não estou satisfeito com a performance. Podes ver porquê em https://www.ishares.com/uk/individual/en/products/251733/ishares-euro-government-bond-13yr-ucits-etf . Ainda não encontrei um fundo de Bonds que me encha as medidas. Tenho andado a ver o AGGH (https://www.ishares.com/uk/individual/en/products/291770/ishares-core-global-aggregate-bond-ucits-etf-fund) que é misto entre Government e Corporate e tem uma duration em torno dos 7 anos mas ainda não me decidi a substituir um por outro. As rendibilidades do AGGH têm sido mais simpáticas mas à custa da inclusão dos Corporates que eu estava a tentar evitar.

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    rui_marreiros
    A 14/08/2020 às 15:13, pge disse:

    Precisava de uma ajuda, vou começar com 2 etf no best:

    Cuidado, os ETfs são considerados acções pelo que vais pagar guarda de titulos e o objectivo é evitar despesas. Os fundos é que não pagam despesas de manutenção. Podes procurar algo equivalente em fundos.

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    há 3 horas, sinbad disse:

    As rendibilidades do AGGH têm sido mais simpáticas mas à custa da inclusão dos Corporates que eu estava a tentar evitar.

    Olha que nem por isso. Já fiz alguns testes contra apenas World Gov e a performance era ela por ela. O corporate que o AGGH tem deverá ser de alta qualidade. Não é propriamente algo que me preocupa!!

    No caso que exemplificas é mais de ser euro vs global.... Vês isso se testares o teu contra o CRPH iShares Global Corp Bond EUR Hedged UCITS ETF (Dist) https://www.ishares.com/uk/individual/en/products/254572/. Pena é ser de distribuição!!

    Editado por Virtua
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    há 3 horas, Virtua disse:

    Olha que nem por isso. Já fiz alguns testes contra apenas World Gov e a performance era ela por ela. O corporate que o AGGH tem deverá ser de alta qualidade. Não é propriamente algo que me preocupa!!

    No caso que exemplificas é mais de ser euro vs global.... Vês isso se testares o teu contra o CRPH iShares Global Corp Bond EUR Hedged UCITS ETF (Dist) https://www.ishares.com/uk/individual/en/products/254572/. Pena é ser de distribuição!!

    Realmente tb tinha a ideia do user - que a rentabilidade seria mais devido ao Corporate mas após ver o teu post fui espreitar e não parece ser esse o caso.

    Mas consigo perceber a reluctância - se queremos as bonds como algo que seja menos volátil e mais "seguro" (fixed income), estar a incluir corporate vai um bocado contra isso. Mas apesar de tudo, parece-me que esse ETF tem estado bem (mas nao sabemos o futuro). Acho que o vou adquirir entretanto porque me parece que seja o melhorzito dos bonds para as características que pretendo.

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    há 2 horas, Zylmaster disse:

    se queremos as bonds como algo que seja menos volátil e mais "seguro" (fixed income), estar a incluir corporate vai um bocado contra isso.

    Não concordo. Depende dos objectivos. Obrigações é um mundo muito grande (maior que equity). Podes querer high yield e aí já tens correlação com equity. Nem toda a gente investe em bonds com os objectivos que transmites (aliás uma quantidade significativa de investidores não o faz).

    Eu por exemplo consigo timings aceitáveis em high yield devido às características inerentes ao cálculo matemático de rentabilidade de obrigações (e fundos obrigacionistas). Uma grande vantagem das obrigações é saber-se de antemão a yield e maturidade do que se está a comprar. Aproveitem esse conhecimento!! ?

    Editado por Virtua
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    há 1 hora, Virtua disse:

    Uma grande vantagem das obrigações é saber-se de antemão a yield e maturidade do que se está a comprar.

    Estás a passar uma ideia de segurança que não existe em investimentos muito menos em investimento em high yields. Posso saber hoje que a yield de um fundo de bonds high yield é 7%, por exemplo e que tem duration X. Vem uma crise económica e financeira e o valor desse fundo passou para metade ao mesmo tempo que a minha componente de equity também passou para metade. Onde é que está a suposta vantagem de saber de antemão a yield e a maturidade (neste caso duration) do que estou a comprar?

    E não esqueçamos que as high yields pagam "high yields" por algum motivo. O risco de crédito/default é real, normalmente anda escondido e por isso é esquecido mas tem o hábito chato de aparecer quando menos jeito dá.

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    há 5 horas, sinbad disse:

    Estás a passar uma ideia de segurança que não existe em investimentos muito menos em investimento em high yields.

    Se calhar é parcialmente meu enviesamento mas acho muito mais simples de saber rentabilidades expectáveis em fundos/ETFs de obrigações do que accionistas.

    Citação

    Posso saber hoje que a yield de um fundo de bonds high yield é 7%, por exemplo e que tem duration X. Vem uma crise económica e financeira e o valor desse fundo passou para metade ao mesmo tempo que a minha componente de equity também passou para metade.

    Improvável o fundo high yield ter um Beta de 1 em relação ao fundo accionista. Costuma andar pelos 0.5 (uma queda de 50% no fundo accionista costuma resultar numa queda de 25% num fundo high yield , números redondos), mas percebo a ideia.

    Citação

    Onde é que está a suposta vantagem de saber de antemão a yield e a maturidade (neste caso duration) do que estou a comprar?

    Um bom desafio. Lembro-me de ter feito uma coisas engraçadas no passado. Vou tentar "desenterra-las". Contudo, da mesma forma que não pretendo transmitir que se consegue adivinhar o futuro ou que não há risco, não posso aceitar a ideia que algo que te melhora a qualidade do cálculo do retorno expectável do investimento de nada serve. Algures no meio estará a minha opinião ?

    Entretanto aqui de um livro bastante bom (Multi-asset investing : a practical guide to modern portfolio management)

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    Claro que num ETF não consegues isso até porque eles têm de manter a duration mas se a memória não me falha outrora consegui um R^2 com mais de 0.7 com algumas modificações para considerar taxas de default (uma vez que estamos a falar de high yield e não de treasuries)!!

    Citação

    E não esqueçamos que as high yields pagam "high yields" por algum motivo. O risco de crédito/default é real, normalmente anda escondido e por isso é esquecido mas tem o hábito chato de aparecer quando menos jeito dá.

    Verdade. Não quero fazer com isto pareça que não há risco, pois como dizes e bem "as high yields pagam "high yields" por algum motivo". Nunca há garantias de rentabilidades no futuro, mas fazer as contas ao peso accionista e obrigacionista da minha carteira altera muito se no lado obrigacionista tenho como rentabilidade esperada 2% ou 8%.

    P.S. Muito do que se faz em investimentos são pressupostos, tendo em consideração o conhecimento actual. Quando investimos numa carteira em que esperamos que as treasuries tenham correlação negativa com o S&P 500 é um pressuposto. Antes de 1970 tinham correlação positiva. As coisas não são estáticas...

    Editado por Virtua
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    Pesquisando em obrigações medio prazo em etf e fundos é que os etf tem menor volatilidade mas menor rentabilidade

    por exemplo obrigaçoes europeias baixa volatilidade

    MSIF Euro Strategic Bond A EUR/  LU0073234253 volatilidade 5 anos 3,82%

    rentabilidades  3 anos 2,93; 5 anos 3,05 e a 10 anos 4,02.

    Os etf de obrigações que olhei mais foram LU1287023003 e IE00B3VTML14, e as rentabilidades são mais baixas 1ponto ou mais.

    Existe algum etf mesmo grupo com rentabilidade semelhante a este fundo ?

     

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    há 9 horas, superkinas disse:

    Existe algum etf mesmo grupo com rentabilidade semelhante a este fundo ?

    https://www.morningstar.pt/pt/etf/snapshot/snapshot.aspx?id=0P0000V5I3

    O fundo bate o benchmark em rentabilidade por isso o ETF tem rentabilidades ligeiramente inferior. Mas tem sharpe superior, pois como dizes "os etf tem menor volatilidade mas menor rentabilidade"

    Em relação aos ETFs que encontras-te estás a comparar um fundo aggregate (gov+corp) com ETFs apenas gov. Assim à primeira vista pretendes que tenham o mesmo benchmark.

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    EDIT: Tb encontrei este: https://www.blackrock.com/pt/profissionais/products/251725/ishares-euro-aggregate-bond-ucits-etf

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    Editado por Virtua
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    A 15/08/2020 às 17:27, sinbad disse:

    ou se existissem fundos PPR de gestão passiva com TER's correspondentemente razoáveis

    Agora fiquei curioso porque de facto poderia ser um produto bastante interessante. O que considerarias um TER razoável para um PPR de ETFs?

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