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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Mouro Emprestado

    Ainda sobre o IRS, taxas aplicáveis para 2019:

    Rendimento coletável Taxas
      Marginal Parcela a abater
    € 0 – €7.091 14,50%
    > € 7.091 – € 10.700 23,00% € 602,74
    > € 10.700 – € 20.261 28,50% € 1.191,24
    > € 20.261 – € 25.000 35,00% € 2.508,20
    > € 25.000 – € 36.856 37,00% € 3.008,20
    > € 36.856 – € 80.640 45,00% € 5.956,68
    > € 80.640 – € 250.000 50,50% € 10.391,88
    > € 250.000 53,00% € 16.641,88

     

    De facto, quem tem poucos rendimentos, poderá ter uma taxa de tributação mais baixa do que a taxa liberatória de 28%.

    Ou seja, quem quiser ter um rendimento de cerca de 800 euros mensais / 9.500 euros anuais só através de mais-valias, terá uma taxa baixa de tributação englobando as mesmas (ou outros rendimentos de capitais).

    Ora, se pensarmos que 300/400 euros correspondem à despesa mensal com uma hipoteca bancária, para quem tem a casa paga, é logo uma "poupança" jeitosa que se pode fazer nos encargos mensais. Ou seja, consegue-se viver na mesma com menos rendimentos (e menos rendimentos = menos impostos). 

     

     

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    Viva, gostaria de saber a vossa opinião relativamente a ETF's Money Market? Assim como, se utilização este instrumento na vossa estratégia de investimento e em caso de resposta afirmativa, que ETF's sugerem?

    Para quem não está muito familiarizado com este instrumento deixo alguns takeaways:

    1. São um tipo de ETF's que investe em high-quality, short-term debt instruments, cash, and cash equivalents;
    2. Não é tão seguro como ter dinheiro num Depósito a Prazo ou similar, no então são considerados extremamente low-risk no espectro de investimento;
    3. São extremamente líquidos e geram baixa apreciação do capital investido;
    4. Costumam ser usados como forma de ter capital estacionado temporariamente pronto para investir noutro produto a long-term.

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    Mouro Emprestado
    há 40 minutos, nOrte disse:

    Viva, gostaria de saber a vossa opinião relativamente a ETF's Money Market? Assim como, se utilização este instrumento na vossa estratégia de investimento e em caso de resposta afirmativa, que ETF's sugerem?

    Para quem não está muito familiarizado com este instrumento deixo alguns takeaways:

    1. São um tipo de ETF's que investe em high-quality, short-term debt instruments, cash, and cash equivalents;
    2. Não é tão seguro como ter dinheiro num Depósito a Prazo ou similar, no então são considerados extremamente low-risk no espectro de investimento;
    3. São extremamente líquidos e geram baixa apreciação do capital investido;
    4. Costumam ser usados como forma de ter capital estacionado temporariamente pronto para investir noutro produto a long-term.

    Com taxas de juro a 10 anos perto do zero ou mesmo negativos, mal por mal mais vale deixar na conta a ordem:

    Capture.jpg

    O que pode ser verdade em altura literatura americana, pode não ser bem verdade para os europeus.

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    A 03/06/2020 às 09:24, Mouro Emprestado disse:

    Ainda sobre o IRS, taxas aplicáveis para 2019:

    Rendimento coletável Taxas
      Marginal Parcela a abater
    € 0 – €7.091 14,50%
    > € 7.091 – € 10.700 23,00% € 602,74
    > € 10.700 – € 20.261 28,50% € 1.191,24
    > € 20.261 – € 25.000 35,00% € 2.508,20
    > € 25.000 – € 36.856 37,00% € 3.008,20
    > € 36.856 – € 80.640 45,00% € 5.956,68
    > € 80.640 – € 250.000 50,50% € 10.391,88
    > € 250.000 53,00% € 16.641,88

     

    De facto, quem tem poucos rendimentos, poderá ter uma taxa de tributação mais baixa do que a taxa liberatória de 28%.

    Ou seja, quem quiser ter um rendimento de cerca de 800 euros mensais / 9.500 euros anuais só através de mais-valias, terá uma taxa baixa de tributação englobando as mesmas (ou outros rendimentos de capitais).

    Ora, se pensarmos que 300/400 euros correspondem à despesa mensal com uma hipoteca bancária, para quem tem a casa paga, é logo uma "poupança" jeitosa que se pode fazer nos encargos mensais. Ou seja, consegue-se viver na mesma com menos rendimentos (e menos rendimentos = menos impostos). 

     

     

    Antes de mais boa tarde. Este é o meu primeiro post neste fórum, apesar de já ter lido muita coisa há vários meses.

     

    Uma simulação que corri (ter em conta que só consegui fazer com dados do ano passado, mas não deve deferir muito)

    No caso de uma pessoa decidir reformar-se antes de ter direito a uma pensão estatal, ou, estar um (ou mais) ano de sabática/licença sem rendimentos:

    se não tiver mais rendimentos além do rendimento dos investimentos (dividendos, venda de UPs, etc...) e e no IRS decidir englobar em vez de pagar a taxa liberatória de 28%, compensa se as mais valias forem de até (cerca) de 49 mil euros. A simulação que eu fiz tem em conta deduções à coleta de 535 euros (perfeitamente aceitável).

     

    Rendimento anual  = 49.000

    Imposto total = 13.711

    Taxa efetiva = 27,98%

     

    Estou a fazer bem as contas ou fiz alguma borrada?

    o.jpg

    Editado por Zebrandy
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    há 7 horas, Zebrandy disse:

    Estou a fazer bem as contas ou fiz alguma borrada?

    Olá, chama-me a atenção o facto da simulação ter 4.104 eur de deduções específicas. Acho que as deduções só aparecem quando preenches o Anexo A (trabalho dependente). Assim, já que estás a querer simular uma situação de não-trabalho e rendimentos apenas de mais-valias acho que deverias garantir, na simulação, que não incluis rendimentos no Anexo A, mas apenas no Anexo G (mais-valias). Se fizeres essa correcção acho que os 4.104 de dedução específica desaparecem e os números a que chegas serão algo diferentes.

    Abraço,

    Sinbad

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    Bernardo Belchior
    On 5/24/2020 at 12:52 PM, Bernardo Belchior said:

    Tenho andado a pensar qual é, na prática, a diferença entre ETFs distributivos e acumulativos. Qual é o efeito dos impostos nos dividendos?

    É certo que os acumulativos são taxados mais tarde do que os distributivos, e isso permite que os dividendos acumulados componham sem impostos. Mas qual é o resultado prático? Vale a pena escolher um acumulativo?

     

    Para responder a estes perguntas decidi simular dois cenários (um acumulativo e outro distributivo), tendo em conta os 28% pagos em Portugal sobre dividendos e mais-valias. Uma explicação mais detalhada neste artigo que escrevi no meu blog.

    Assumi que em ambos cenários se iria contribuir 3600€ anuais, com um retorno anual de 7%: 4% em valorização e 3% em dividendos. No caso do ETF acumulativo, a valorização é de 7% anualmente porque os dividendos são acumulados. No caso do ETF distributivo, os 3% dos dividendos são imediatamente taxados a 28%, resultando numa valorização de 6,16% (4% + 2,16%) anual.

     

    Após um período de 30 anos, o cenário acumulativo vale 363 862,95 €, enquanto o distributivo tem o valor de 310 787,71 €. Isto é expectável, uma vez que o acumulativo ainda não pagou impostos. Mas qual é o efeito dos impostos neste caso?

     

    Assumindo um levantamento de 24 000€ líquidos anuais, o portfólio cenário distributivo demora 16 anos a esgotar. Por outro lado, o acumulativo aguenta por 18 anos! São dois anos de diferença e mais de 48 000€ líquidos que o portfólio acumulativo retornou, com uma contribuição igual nos dois casos!

     

    Esta informação parece-me extremamente útil para aumentar os retornos, portanto espero que tenham gostado deste pequeno bocado de conhecimento. 

     

    O que acham da conclusão? Já usam ETFs acumulativos ou ainda distributivos? Porquê? ?

     

    PS: Deixo aqui a tabela com o números todos, para que possam analisar.

     

    Depois de ter recebido uma reação tão positiva neste post, decidi criar uma calculadora para permitir qualquer pessoa fazer a sua própria simulação!

    Ainda está um pouco básico e estou aberto a feedback. A partir de agora já podem usá-la para comparar fundos de acumulação com distribuição!

    Calculadora

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    Visitante Rafael Santos

    Boa tarde,

    Eu compreendo como funcionam as obrigações e como o preço das obrigações variam com as taxas de juro.

    No entanto ainda não sei como investir em obrigações, se através de ETF ou se investir diretamente em obrigações.

    O que me deixa inseguro em investir em ETF de obrigações é a sua alteração de rendimento com a alteração das taxas de juro, enquanto que ao ter a obrigação diretamente caso esta desvalorize tenho a opção de ficar com ela até ao vencimento e não tenho prejuízo. No entanto o custo para investir diretamente em obrigações é maior e a maioria das obrigações são negociadas fora da bolsa.

    O @Francisco_ já disse em outras publicações para ter ETF de obrigações agregados que são menos sensíveis as taxas de juros, ou um balanço entre curto prazo e longo prazo e isso fez-me sentido.

    Mas por exemplo o ETF ishares Swiss Domestic Government bond 1-3 ETF. O valor o ETF foi sempre a cair nos últimos anos e não consigo perceber muito bem o porquê. Se a desvalorização que é apenas decorrente da distribuição do cupão ou existe outra razão.

    O mesmo de acontece com o iShares eb.rexx® Government Germany 0-1 UCTIS ETF, o valor do ETF tem vindo a cair nos últimos anos.

     

    A 09/09/2019 às 19:09, Francisco_ disse:

    No que toca a investimentos a longo prazo (20-30 anos) aqui em Portugal estamos muito limitados pelo que não existe e devia existir, bem como pelo que existe e temos à disposição.

    Vejamos algumas hipóteses concretas para um pequeno investidor com um horizonte de longo prazo que pretende investir num fundo de obrigações:

    - Investir em obrigações através de um PPR
      Vantagem das deduções fiscais (maior ou menor, depende das outras deduções que já tem até chegar ao limite imposto pelas finanças)
      Vantagem de ser taxado no fim a 8%, por alto queremos que a soma das deduções fiscais efectuadas ao longo dos anos absorvam este impacto.  
      A desvantagem é a TER ser algures entre os ~1,2% e os ~1,5% nos melhores exemplos historicos (AR PPR e NB PPR)
      Com estas TER os Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento são em média a 20 anos (~30%), a 25(~40%) e a 30 anos (~50%)
      Não é nada confortável, principalmente se a taxa de rendibilidade bruta anualizada ficar abaixo de uns 5%, nesse caso a rendibilidade bruta do seu investimento é quase dividida em partes iguais entre si a a entidade onde investe.
      No final de contas será uma hipótese para conter parte das obrigações da carteira, investindo no máximo até ao limite anual (2000€, 1750€ ou 1500€ conforme a idade)
      Digo isto porque este é o único veiculo onde podemos diversificar fiscalmente o nosso investimento de forma favorável sem ter muito trabalho
      (estou curioso para ver qual vai ser a efectiva implementação do denominado "PPR Europeu", que deve ainda distar uns 2 anos)

    - Investir em obrigações através de um Fundo de Investimento Mobiliário (FIM) nacional
      Não existem vantagens que eu veja, a não ser a familiaridade com as instituições (?) e a facilidade no processamento fiscal aquando do resgate
      A desvantagem é similar à acima descrita, mas vejamos um exemplo concreto com o NB Obrigações Europa através do site da CMVM para prazos de 20, 25 e 30 anos
      Tem uma TER de 1,4624%, não existindo custos de subscrição, acaba por ser a mesma conclusão que acima, mas para dar um exemplo:
      Vamos assumir que nos prazos de investimento a taxa de rendibilidade bruta (antes de custos, etc) iria ter anos melhores e piores mas que no fim seguia o histórico
      Se olharmos para o histórico deste fundo, desde 1994, vemos uma taxa de rendibilidade bruta anualizada de 6,26% (antes de custos, divulgada no relatório anual)
      Vamos investir €10.000 com estes dados e ver como ficamos no final:

      --Resultado da Simulação a 20 anos
        Montante Final Bruto do Investimento: 33.201,17 euros
        Montante Final Líquido do Investimento: 24.781,69 euros
        Custos a Suportar pelo Participante: 8.419,48 euros
        Custos em % do Montante Inicial do Investimento: 84,19%
        Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento: 25,36%
        Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento: 33,97%
        Custos a suportar pelo participante assumindo rendibilidade de 0%: 2535,90 euros

      --Resultado da Simulação a 25 anos
        Montante Final Bruto do Investimento: 44.816,89 euros
        Montante Final Líquido do Investimento: 31.093,07 euros
        Custos a Suportar pelo Participante: 13.723,82 euros
        Custos em % do Montante Inicial do Investimento:     137,24%
        Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento: 30,62%
        Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento: 44,14%
        Custos a suportar pelo participante assumindo rendibilidade de 0%: 3.062,20 euros

      --Resultado da Simulação a 30 anos
        Montante Final Bruto do Investimento: 60.496,47 euros
        Montante Final Líquido do Investimento: 39.011,84 euros
        Custos a Suportar pelo Participante: 21.484,64 euros
        Custos em % do Montante Inicial do Investimento: 214,85%
        Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento: 35,51%
        Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento: 55,07%
        Custos a suportar pelo participante assumindo rendibilidade de 0%: 3.551,39 euros

        NOTAS:
        A estes valores líquidos terá agora que retirar 28% de taxa IRS e depois ainda ajustar à inflação decorrida nestes períodos temporais.
        Observe-se e registe-se que estas duas entradas são independentes da taxa de rendibilidade do fundo:
        Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento
        Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento
        ou seja, por mais que o fundo renda irá sempre absorver as percentagens assinaladas do resultado do seu investimento.

     

    - Investir em obrigações através de um fundo de investimento internacional disponível numa instituição portuguesa
      Aplica-se exactamente o mesmo que acima, a única diferença é que bem escolhido pode ser que encontre TER mais baixas do que os fundos portugueses
      No entanto, eu ainda não encontrei nada atrativo em relação à opção seguinte, mesmo que encontre algo que seja 0,7-1% ainda será elevada demais
      Se encontrarem algo com no máximo 0,2% de TER, por favor divulguem!


    - Investir em obrigações através de um fundo trocado em bolsa (ETF) utilizando a DeGiro ou outra correctora com comissões de transação reduzidas
      A vantagem é óbvia, poderá escolher fundos com TER cerca de 10 vezes mais baixas do que a média do que encontra nas opções acima.
      As entradas Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento e Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento são reduzidas basicamente nessa proporção. Repare que a única diferença é a TER, se olhar para a rendibilidade anualizada do ETF da Xtrackers que segue o índice agregado das obrigações europeias recebe uma rendibilidade muito, mas muito similar.  Só para ter uma ideia da ordem de grandeza, faz-se umas continhas por alto num guardanapo e tomando o que foi assumido no exemplo do NB Obrigações Europa ficamos com o seguinte resultado para o horizonte de 30 anos:

      --Resultado da Simulação a 30 anos
        Montante Final Bruto do Investimento: 60.496,47 euros
        Montante Final Líquido do Investimento: 58.348,84 euros
        Custos a Suportar pelo Participante: 2.147,63 euros
        Custos em % do Montante Inicial do Investimento: 21,47%
        Custos em % do Montante Final Bruto do Investimento: 3,55%
        Custos em % do Montante Final Líquido do Investimento: 5,51%
        Custos a suportar pelo participante assumindo rendibilidade de 0%: 355,1 euros


        NOTAS:
        Para o mesmo investimento e rendimento fica com mais uns €19.000 do que se apostar no NB Obrigações Europa nestes 30 anos. A percentagem de custos é controlavel e determinante para o resultado liquido do investimento, especialmente no médio e longo prazo. A melhor decisão que um investidor pode ter é reduzir ao máximo os custos anuais sobre o capital investido num dado produto igual ou muito similar. Atingir o mesmo rendimento anualizado bruto é facilmente conseguido escolhendo um ETF passivo completamente neutro no mercado, existem ofertas desde a Xtrackers, iShares, Lyxor, etc. Existiriam outras hipóteses para ter um possivel rendimento superior (com pouco mais risco, relativamente), por exemplo se tivesse escolhido um fundo indice passivo de apenas obrigações com maturidade intermédia 7-10 anos, ou tivesse escolhido uma mistura em partes iguais de obrigações a longo prazo +15-20 anos e obrigações de curto prazo 1-3 anos.

     

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    Bom Dia Pessoal,

    O ano passado criei o meu portefólio com a ajuda deste fórum, especialmente do @Smaugao qual agradeço imenso.

    O meu portefólio de momento está distribuído da seguinte forma:

    PPR: AR PPR - 10,07%

    ETF Desenvolvidos: IWDA - 32,41%

    ETF Emergentes: EMIM - 6,28%

    ETF Obrigações: LU1287023185 - 10,29%

    Mintos - 10,47%

    Cash - 30,48%

    Vou agora receber o reembolso do IRS e pretendo descer a % de cash para os 20-25%, pelo que tenho algum dinheiro para investir.

    A ideia é distribuir o dinheiro pelos 3 ETF's: aumentar o IWDA para 40-45%, o emergentes para 10-15% e as obrigações para 15-20%

    Outra hipótese é colocar o máximo no PPR para o ano ir buscar o beneficio fiscal máximo e o restante apenas no IWDA, mas dessa forma o PPR ficava a representar cerca de 22% do portfóleo e o IWDA 35%

    Na vossa opinião, qual das opções é melhor ou devo misturar mais algum produto para diversificar mais o portefólio?

    E no caso de adicionar algum produto, qual etf poderia ser uma boa adição a este portefólio?

    Desde já o meu muito obrigado.

     

    Editado por Perucao
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    Mouro Emprestado
    há 22 horas, Perucao disse:

    Bom Dia Pessoal,

    O ano passado criei o meu portefólio com a ajuda deste fórum, especialmente do @Smaugao qual agradeço imenso.

    O meu portefólio de momento está distribuído da seguinte forma:

    PPR: AR PPR - 10,07%

    ETF Desenvolvidos: IWDA - 32,41%

    ETF Emergentes: EMIM - 6,28%

    ETF Obrigações: LU1287023185 - 10,29%

    Mintos - 10,47%

    Cash - 30,48%

    Que bela confusão.

    A parte da Mintos e do PPR deve estar numa carteira à parte, caso contrário qualquer análise à carteira torna-se demasiado complexa.

    Para além disso, a parte do cash também não devia fazer parte da carteira, excepto se segues algum modelo de carteira de risco paridade ou Portfolio Permanente.

    Partindo dessas percentagens, e retirando o Mintos e o AR PPR e cash, ficas com 50% do património no seguinte (percentagens aproximadas)

    ETF Desenvolvidos: IWDA - 65%

    ETF Emergentes: EMIM - 13%

    ETF Obrigações: LU1287023185 - 22%

    Por outras palavras, tens uma carteira 80 / 20. Destes 80% em acções, a distribuição é de 80% para acções de países desenvolvidos e 20% para mercados emergentes.

    Parece-me um pouco excessivo essa percentagem em emergentes, se pensarmos no market cap (cerca de 15% no MSCI ACWI por exemplo).

    Sendo assim, sugiro que em novos reforços em acções, aloques apenas aos países desenvolvidos.

    há 22 horas, Perucao disse:

    Vou agora receber o reembolso do IRS e pretendo descer a % de cash para os 20-25%, pelo que tenho algum dinheiro para investir.

    A ideia é distribuir o dinheiro pelos 3 ETF's: aumentar o IWDA para 40-45%, o emergentes para 10-15% e as obrigações para 15-20%

    Ver acima e fazer os cálculos considerando apenas as acções e obrigações, para alocar esses novos fundos.

    Não sabendo qual o teu índice de "miaufa", não sei se deverás aumentar a exposição a obrigações e a acções (desenvolvidas). 

    Para todos os efeitos, nos últimos 40 anos, uma maior alocação a acções não representou necessariamente maiores retornos (e o excesso de risco nem compensado foi). Mas para o futuro ninguém sabe, com as actuais taxas de juro a zeros ou mesmo negativas.

     

    há 22 horas, Perucao disse:

    Outra hipótese é colocar o máximo no PPR para o ano ir buscar o beneficio fiscal máximo e o restante apenas no IWDA, mas dessa forma o PPR ficava a representar cerca de 22% do portfóleo e o IWDA 35%.

    Ver acima, não mistures os portfolios, porque fica mais difícil depois investires (as dúvidas que tens agora terás no futuro).

     

    há 22 horas, Perucao disse:

    Na vossa opinião, qual das opções é melhor ou devo misturar mais algum produto para diversificar mais o portefólio?

    E no caso de adicionar algum produto, qual etf poderia ser uma boa adição a este portefólio?

    Desde já o meu muito obrigado.

     

    Se queres diversificar o portfolio, podes por exemplo investir noutro ETF de acções mundiais (existem muitos, procura no justetf.com) ou obrigações europeias (LU0290357176 seguirá o mesmo índice do ETF que tens), para diversificar o risco. Tens é de ver se terás custos acrescidos ou não e se esses custos acrescidos compensam ou não.

    Outra alternativa poderá passar por abrires uma conta em outro broker (mais uma vez, para diversificar o risco).

    Caso contrário, deixa-te estar. Não é suposto andares a alterar a estratégia de investimento "ao sabor do vento". Pick a strategy and stick with it.

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    Bom dia,

     

    Que sites/ferramentas grátis recomendam para fazer backtest de portfólios ? 

    De preferência mais do que uma, para poder comparar. 

    As ferramentas que eu encontro, não têm muitas ETF, principalmente as accumulating ETFs. 

     

    Muito Obrigado. 

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    há 3 horas, Visitante Nuno disse:

    Bom dia,

     

    Que sites/ferramentas grátis recomendam para fazer backtest de portfólios ? 

    De preferência mais do que uma, para poder comparar. 

    As ferramentas que eu encontro, não têm muitas ETF, principalmente as accumulating ETFs. 

     

    Muito Obrigado. 

    Este site: https://backtest.curvo.eu/ parece ser bom para fazer backtest. O Mário (do indexfundinvestor.eu) fala dele no blog dele e no video do youtube

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    A 06/06/2020 às 22:31, sinbad disse:

    Olá, chama-me a atenção o facto da simulação ter 4.104 eur de deduções específicas. Acho que as deduções só aparecem quando preenches o Anexo A (trabalho dependente). Assim, já que estás a querer simular uma situação de não-trabalho e rendimentos apenas de mais-valias acho que deverias garantir, na simulação, que não incluis rendimentos no Anexo A, mas apenas no Anexo G (mais-valias). Se fizeres essa correcção acho que os 4.104 de dedução específica desaparecem e os números a que chegas serão algo diferentes.

    Abraço,

    Sinbad

    Pois, bem reparado. Então basicamente é retirar os 4.104 euros de deduções especificas, é isso? E o rendimento coletavel = rendimento global, certo?

    Passando o valor máximos que compensa, neste caso, fazer englobamento para os (+/-) 45 mil euros. É isso?

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    há 3 horas, Zebrandy disse:

    Pois, bem reparado. Então basicamente é retirar os 4.104 euros de deduções especificas, é isso? E o rendimento coletavel = rendimento global, certo?

    Passando o valor máximos que compensa, neste caso, fazer englobamento para os (+/-) 45 mil euros. É isso?

    Sim, acho que sim. Mas sugiro usar-se o simulador online das próprias Finanças, uando mesmo os anexos devidos para garantir que a Simulação está o mais correta possível.

    Só tens de ter cuidado para não submeter a declaração... ? 

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    A 10/06/2020 às 15:24, Zylmaster disse:

    Este site: https://backtest.curvo.eu/ parece ser bom para fazer backtest. O Mário (do indexfundinvestor.eu) fala dele no blog dele e no video do youtube

    Muito Obrigado :)

     

    Já agora tenho uma série de questões. 

    Neste momento encontro-me a construir um portfólio com 4ETFs. Estou já a simular num broker com PaperMoney.

     

    Se tivessem que classificar a nível de risco, como classificariam, a nível de distribuição de classe de activos ?

    20% Bonds 20y+, 20% Bonds 7-10y, 20% Gold, 40% Stock Market (Ex. SP500).

     

    Optando sempre por accumulating ETFs, a nível fiscal,  não tenho de pagar nada sobre distribuição de dividendos, certo ? 

    A minha única responsabilidade fiscal será no momento do rebalanceamento 1-2 por ano ou no fim de vida do portfólio, tendo de pagar 28% sobre mais valias, certo ? 

     

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    há 12 horas, CDCD disse:

    No fundo o que pretendes é o peso final da taxa por aplicação dos coeficientes do IRS.

    Por carolice fiz o cálculo disso, usando os valores de 2020. Foi um bocado à pressa, espero não me ter enganado em nada.

    SkdNXl8.png

    Eis o valor até ao qual compensa englobar, por aplicação pura dos coeficientes.

     

    Quando tiveres um tempinho podes colocar os calculos que te fazem chegar a esse valor, sff?

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    há 20 horas, Visitante Nuno disse:

    Muito Obrigado :)

     

    Já agora tenho uma série de questões. 

    Neste momento encontro-me a construir um portfólio com 4ETFs. Estou já a simular num broker com PaperMoney.

     

    Se tivessem que classificar a nível de risco, como classificariam, a nível de distribuição de classe de activos ?

    20% Bonds 20y+, 20% Bonds 7-10y, 20% Gold, 40% Stock Market (Ex. SP500).

     

    Optando sempre por accumulating ETFs, a nível fiscal,  não tenho de pagar nada sobre distribuição de dividendos, certo ? 

    A minha única responsabilidade fiscal será no momento do rebalanceamento 1-2 por ano ou no fim de vida do portfólio, tendo de pagar 28% sobre mais valias, certo ? 

     

    Mas estás a fazer que estratégia especificamente? A golden butterfly? Se for, nao estás bem a seguir o modelo. De qualquer das formas parece-me um bocado aleatório

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    há 43 minutos, Mouro Emprestado disse:

    Ui... essa carteira é "arriscada". 40% em obrigações de longo e médio-prazo é arriscado, quando as taxas de juro voltarem a subir. Não sabemos é quando, mas ainda assim parece-me uma aposta "arriscada".

    Pergunto eu, como chegaste a essa carteira? Tenho as minhas suspeitas, mas prefiro que sejas tu primeiro que indiques o porquê dessas percentagens e desses activos.

     

    Isso. Excepto se fores inteligente e na altura dos rebalanceamentos, não resgatares nada e apenas investires nos activos que tiveram menor retorno, aproximando de volta a carteira às percentagens originais.


    PS: Mais vale inscreveres-te no fórum, enquanto "visitante" fica difícil acompanhar os teus posts. Quanto mais não seja, não serás um mero paraquedista que pede ajuda uma vez e depois desaparece.

    Boas, 

     

    A base que parti foi do permanent portfolio do Harry Browne, sendo que o resto foi invenção minha. As alterações que fiz, no backtesting, vi que tinha mais retorno. 

     

    Mas parti do 25+25 Bonds, 20 Gold e 30 Stock.

     

    Achas que devo me manter aí e não inventar ?

    Vou tratar de me inscrever no Blog 

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    há 1 hora, Mouro Emprestado disse:

    PS: Mais vale inscreveres-te no fórum, enquanto "visitante" fica difícil acompanhar os teus posts. Quanto mais não seja, não serás um mero paraquedista que pede ajuda uma vez e depois desaparece.

    Isso é uma praga neste forum!

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    Agora mesmo, CDCD disse:

    Isso é uma praga neste forum!

    Eii, já me inscrevi :D

     

    Não sou dessa malta. 

    sou um gajo que curte de participar nas coisas e partilhar as minhas experiências, mas apenas quando sinto que acrescentam algo. Não falo apenas por falar ??‍♂️

    Não tenho paraquedas :)

     

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    Mouro Emprestado
    há 1 hora, Visitante Nuno disse:

    Boas, 

     

    A base que parti foi do permanent portfolio do Harry Browne, sendo que o resto foi invenção minha. As alterações que fiz, no backtesting, vi que tinha mais retorno. 

     

    Mas parti do 25+25 Bonds, 20 Gold e 30 Stock.

     

    Achas que devo me manter aí e não inventar ?

    Vou tratar de me inscrever no Blog 

    Nos backtestings, é "fácil" aumentar o retorno escolhendo-se os activos que tiveram maiores retornos passados. Mas no futuro vai ser assim? Hmmmmmm.

    Se conheces todo o racional  por detrás do PP, não tentarias desviar-te das percentagens de cada activo. Por isso, 25% em cada e junta um pé de meia grande para poderes começar a criar depois o VP. Sei lá tipo 100 mil para o PP e 25 mil para o VP.

    Menos do que isto e estamos a discutir peaners, porque em termos absolutos as variações nas percentagens têm um impacto residual (1% de impacto em 100 mil euros correspondem a mil euros, acham que é com mais mil euros na carteira que conseguem atingir a independência financeira?).

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    há 4 horas, Mouro Emprestado disse:

    Nos backtestings, é "fácil" aumentar o retorno escolhendo-se os activos que tiveram maiores retornos passados. Mas no futuro vai ser assim? Hmmmmmm.

    Se conheces todo o racional  por detrás do PP, não tentarias desviar-te das percentagens de cada activo. Por isso, 25% em cada e junta um pé de meia grande para poderes começar a criar depois o VP. Sei lá tipo 100 mil para o PP e 25 mil para o VP.

    Menos do que isto e estamos a discutir peaners, porque em termos absolutos as variações nas percentagens têm um impacto residual (1% de impacto em 100 mil euros correspondem a mil euros, acham que é com mais mil euros na carteira que conseguem atingir a independência financeira?).

    Então aconselhas, manter as %s do PP ? 

    image.thumb.png.9355b56143da503337764be4ae1b6e20.png                Escolhendo Accumulating ETFs, isto parece bem ? 

    O broker que pretendo usar é a Degiro. 

    Obrigado pela ajuda

     

    Editado por NunoSousa05
    correcção
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    Boa tarde a todos, 

    Invisto em ETFs desde 2012, na altura nem o meu gestor de conta no Santander sabia o que era isso lol 

    Há 8 anos atrás a indústria de ETFs na Europa estava um pouco atrasada, então acabei por constituir um portfólio de fundos americanos. 

    Cometi inicialmente um erro: comprei demasiados fundos para o pequeno capital que tinha, cerca de 5-6 fundos. 

    Alguns anos atrás optei por simplificar, passando para um portfólio 60-40 com 3 fundos. A alocação é questionavel para a minha idade (30s), mas foi sempre a alocação em que me senti confortável. 

    Entretanto, há alguns meses atrás, reconfigurei a carteira para etfs europeus, e simplificando ainda mais: dois fundos apenas (60% IWDA, 40% DBXN). A escolha do etf de Bonds é sempre polémica. O meu target para rebalancear é aos 5%, através da injeção de capital novo. 

    A minha corretora é o Best, através da BTP. Sei que pago mais caro mas sempre gostei do serviço prestado pela banco e pela plataforma, e como faço poucos movimentos por ano, não vejo para já necessidade de mudar. 

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    4 hours ago, Mouro Emprestado said:

    Nos backtestings, é "fácil" aumentar o retorno escolhendo-se os activos que tiveram maiores retornos passados. Mas no futuro vai ser assim? Hmmmmmm.

    Se conheces todo o racional  por detrás do PP, não tentarias desviar-te das percentagens de cada activo. Por isso, 25% em cada e junta um pé de meia grande para poderes começar a criar depois o VP. Sei lá tipo 100 mil para o PP e 25 mil para o VP.

    Menos do que isto e estamos a discutir peaners, porque em termos absolutos as variações nas percentagens têm um impacto residual (1% de impacto em 100 mil euros correspondem a mil euros, acham que é com mais mil euros na carteira que conseguem atingir a independência financeira?).

    Boas !

    A propósito do Variable Portfolio, gostava de conhecer  a vossa opinião sobre se  fará mais sentido juntar a 20% cash 20% ouro 20% obrigações de longa duração, 40 % em IWDA ou 20% IWDA + 20% MSCI world small caps blend. O Portfolio Goldenbutterfly "puro" não poderemos seguir em Portugal, julgo eu, pois não há disponível ETF  msci world small caps value.

    Que acham da ideia de diversificar o IWDA com o ETF lyxor core MSCI WORLD (DR) UCITS ETF que apesar de ter menor volume é mais barato ? TER de 0.12% contra os 0.20% da ishares.

    Obrigado!

    Editado por Jovi
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