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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Antes de mais, muito obrigado pela resposta.

    Não vou citar tudo mas vou responder:

    • Quanto ao descurar as poupanças, não tem nada que ver com não poupar. Poupámos muito, fomos muito forretas. A questão é que o dinheiro esteve paradinho a apanhar pó, o que é uma burrice.
    • A minha mulher está a par de tudo. Apenas deixa que seja eu a controlar. Mas está a par de tudo. E quando diz não, é não.
    • Quanto a livros, não li nenhum. Mal ou bem, tenho formação na área. Mal ou bem, fui lendo fui lendo muita coisa que ia encontrando na internet. Estou perfeitamente confortável com a decisão de investir no IWDA e de seguir com os ETF.
    • Não panicamos. E não panicamos porque o dinheiro que está investido com muito risco, em acções ou, ainda mais arriscado, em p2p, é um dinheiro que não "nos faz falta". É sempre desagradável perder dinheiro e vê-lo desaparecer, mas é um dinheiro que não precisamos para viver confortavelmente. É dinheiro que planeio poupar para a reforma. A questão de investir em obrigações prende-se, precisamente, com a diversificação e mitigação do risco. O teu argumento para preferir dívida soberana faz todo o sentido.
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    JFerreira Investir é uma coisa , especular outra . P2P e acções que quase aposto não teres o conhecimento suficiente para comprar são instrumentos especulativos

    com uma margem de  risco que não fazes ideia como calcular

    O primeiro conceito base que todos devem aprender é esse.Boa sorte e lê , bastante.

     

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    há 9 horas, jferreira20 disse:

    Antes de mais, muito obrigado pela resposta.

    Não vou citar tudo mas vou responder:

    • Quanto ao descurar as poupanças, não tem nada que ver com não poupar. Poupámos muito, fomos muito forretas. A questão é que o dinheiro esteve paradinho a apanhar pó, o que é uma burrice.
    • A minha mulher está a par de tudo. Apenas deixa que seja eu a controlar. Mas está a par de tudo. E quando diz não, é não.
    • Quanto a livros, não li nenhum. Mal ou bem, tenho formação na área. Mal ou bem, fui lendo fui lendo muita coisa que ia encontrando na internet. Estou perfeitamente confortável com a decisão de investir no IWDA e de seguir com os ETF.
    • Não panicamos. E não panicamos porque o dinheiro que está investido com muito risco, em acções ou, ainda mais arriscado, em p2p, é um dinheiro que não "nos faz falta". É sempre desagradável perder dinheiro e vê-lo desaparecer, mas é um dinheiro que não precisamos para viver confortavelmente. É dinheiro que planeio poupar para a reforma. A questão de investir em obrigações prende-se, precisamente, com a diversificação e mitigação do risco. O teu argumento para preferir dívida soberana faz todo o sentido.

    Olá jferreira20,

    Como te disse eu também tenho formação na área da Gestão e especificamente na área das Finanças e não foi isso que me preparou para investir, antes pelo contrário. Não foi a formação na área que evitou que eu fizesse os erros que a maioria de nós comete quando se inicia nestas andanças. O facto de ainda não teres lido nada sobre este assunto creio que é algo que deves corrigir rapidamente. Trata-se de investir para o resto das nossas vidas e (na minha opinião) o investimento que faças nesta fase em ler livros é mais do que bem aplicado. É um pequeno esforço feito no início que dará frutos para o resto da tua vida. O pior que podes fazer (na minha opinião) é achares que já sabes tudo ou que é sufiociente ler fóruns.

    Por outro lado, existem estudos que mostram que a decisão que mais impacta os resultados de diferentes carteiras de investimento é a asset allocation - entre equity e bonds (e não decisões de stock picking e market timing), pelo que esta é a decisão mais importante que tens de tomar. Deixo aqui um excerto de um comentário que fiz aqui no fórum há uns tempos em que sublinho a importância de ler livros sobre o tema.

    Se estiveres interessado em sugestões específicas de leitura diz.

    "Vou deixar a minha opinião: o que interessa é ter bem definida a alocação que queremos fazer. Isto é: quanto de ações mundiais queremos, quanto de obrigações,.... Para termos isto bem definido e alinhado com o nosso perfil de risco temos de ler muito. Por muito que goste das novas tecnologias no que diz respeito a isto nada como ler meia dúzia de livros - os livros certos: de Burton Malkiel, John Bogle, Charles Ellis, Rick Ferri, William Bernstein. Não me canso de sublinhar a importância de ler estes livros.

    Enquanto não estudarmos o assunto à séria e ficarmos a saber porque devemos fazer determinadas coisas e não outras, vamos ficar sempre na dúvida se o que estamos a fazer é correto ou não. Ficarmos a saber tudo o que sabemos sobre este assunto (tão importante na minha opinião) porque alguém num forum, na net nos disse parece-me perigoso mesmo que as informações passadas sejam as corretas. Ao aprendermos apenas em fóruns - que serão sempre informações superficiais melhor ou pior suportadas - tem o risco de não ficarmos a saber com profundidade o porquê das coisas e à primeira dificuldade vamos ficar cheios de dúvidas e colocar em causa a nossa estratégia.

    É muito importante termos a certeza de que a estratégia por nós escolhida é a correta porque assim, mesmo em situações em que os resultados são fracos por diversos anos (o que pode acontecer porque investir é lidar com a incerteza e com fenómenos aleatórios) não vamos duvidar e desinvestir sem dar oportunidade à estratégia de dar bons frutos. Assim, repito: primeiro é ler livros sobre este assunto para melhor podermos definir a estratégia e determinar uma alocação apropriada ao nosso risco - também para não assumirmos mais risco do que aquele que temos capacidade de digerir fazendo-nos desistir ao primeiro susto.

    Depois, então sim devemos procurar os instrumentos (ETF's, FI's) concretos. Depois de sabermos que queremos: um activo que nos exponha a ações mundiais, outro que nos exponha a obrigações europeias, outro que... e depois de sabermos que preferimos instrumentos com replicação física (e não sintética), que preferimos instrumentos que tenham os menores custos anuais (de gestão,..., TER), que preferimos instrumentos que acumulem dividendos em vez de os distribuirem (porque tem menos impacto fiscal), então sim vamos procurar que FI's ou ETF's existem e que cumpram estes nossos requisitos."

    Abraço,

    sinbad

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    há 13 horas, gustafsson disse:

    JFerreira Investir é uma coisa , especular outra . P2P e acções que quase aposto não teres o conhecimento suficiente para comprar são instrumentos especulativos

    com uma margem de  risco que não fazes ideia como calcular

    O primeiro conceito base que todos devem aprender é esse.Boa sorte e lê , bastante.

     

    Especular é acordar um dia e dizer "acho que as acções dos CTT vão subir 20%", e comprar. Isso, para mim, é especular.

    Eu não tenho conhecimentos suficientes para fazer uma gestão activa. Não tenho tempo para isso. Faço algumas análises de R&C de determinadas empresas quando algum amigo de fora da área me pede e pouco mais.

    Assim sendo, opto por uma gestão passiva. Deixo que o mercado "trabalhe" por mim. Historicamente o mercado tem valorizado sempre no longo prazo e não me considero minimamente capaz de o bater. Apenas tenho que saber onde estou a meter o dinheiro, porque ele não deixa de ser meu e evitar cometer erros como meter-me por engano em ativos com alavancagem, etc.

    Se me falta ler e aprender muitíssimo, com certeza que sim. Tenho que definir urgentemente os limites de risco que aguento, embora, para já, esteja perfeitamente confortável com o que tenho. E é por isso que não me meto em aventuras.

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    Caros,

    apesar de esta ser a minha primeira participação tenho acompanhado com atenção o fórum e estudado o assunto ETF com algum afinco.

    No entanto surgiu-me uma questão ao aprofundar mais as características do IWDA e do IMEA (vosso conhecido).

    A minha principal questão prende-se com qual é a exchange mais vantajosa para portugueses? A LSE ou a Euronext Amsterdam? e porque...

    Obrigado.

     

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    há 5 horas, Miguel Lopes disse:

    Caros,

    apesar de esta ser a minha primeira participação tenho acompanhado com atenção o fórum e estudado o assunto ETF com algum afinco.

    No entanto surgiu-me uma questão ao aprofundar mais as características do IWDA e do IMEA (vosso conhecido).

     A minha principal questão prende-se com qual é a exchange mais vantajosa para portugueses? A LSE ou a Euronext Amsterdam? e porque...

    Obrigado.

    @Miguel Lopes bem vindo!

    Quanto à questão, a bolsa a investir mais vantajosa tem a ver com qual tem menos custos no teu caso!

    No meu caso, eu invisto através da Degiro, e o custo de investir em cada bolsa é o mesmo. Ou seja, pago para investir em cada bolsa só uma vez por ano.  Por isso, para mim, o critério é sempre em qual bolsa já tenho algum investimento e depois olho para o volume transacionado do ETF em questão nessa bolsa.

    Mas transacionar um ETF numa bolsa ou outra, fora os custos, é igual!

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    há 1 minuto, Edge disse:

    @Miguel Lopes bem vindo!

    Quanto à questão, a bolsa a investir mais vantajosa tem a ver com qual tem menos custos no teu caso!

    No meu caso, eu invisto através da Degiro, e o custo de investir em cada bolsa é o mesmo. Ou seja, pago para investir em cada bolsa só uma vez por ano.  Por isso, para mim, o critério é sempre em qual bolsa já tenho algum investimento e depois olho para o volume transacionado do ETF em questão nessa bolsa.

    Mas transacionar um ETF numa bolsa ou outra, fora os custos, é igual!

    Sim o volume é uma preocupação, e parece-me que é maior para o meu caso no LSE, no entanto penso que no LSE estarei mais exposto a conversão, porque o ETF é negociado em GBX enquanto que na euronext Amsterdam é obviamente negociado em Euro. Não estarei a expor-me a uma conversão de divisas que me poderá prejudicar ou beneficiar?

    Eu invisto através da degiro tambem.

    Deixo aqui este link que foi uma tentativa minha de esclarecer esta minha questão: https://www.bogleheads.org/wiki/Non-US_investors_and_ETF_currencies

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    A 13/02/2019 às 08:52, sinbad disse:

    Como te disse eu também tenho formação na área da Gestão e especificamente na área das Finanças e não foi isso que me preparou para investir, antes pelo contrário. Não foi a formação na área que evitou que eu fizesse os erros que a maioria de nós comete quando se inicia nestas andanças. O facto de ainda não teres lido nada sobre este assunto creio que é algo que deves corrigir rapidamente. Trata-se de investir para o resto das nossas vidas e (na minha opinião) o investimento que faças nesta fase em ler livros é mais do que bem aplicado. É um pequeno esforço feito no início que dará frutos para o resto da tua vida. O pior que podes fazer (na minha opinião) é achares que já sabes tudo ou que é sufiociente ler fóruns.

    Por outro lado, existem estudos que mostram que a decisão que mais impacta os resultados de diferentes carteiras de investimento é a asset allocation - entre equity e bonds (e não decisões de stock picking e market timing), pelo que esta é a decisão mais importante que tens de tomar. Deixo aqui um excerto de um comentário que fiz aqui no fórum há uns tempos em que sublinho a importância de ler livros sobre o tema.

    Se estiveres interessado em sugestões específicas de leitura diz.

    "Vou deixar a minha opinião: o que interessa é ter bem definida a alocação que queremos fazer. Isto é: quanto de ações mundiais queremos, quanto de obrigações,.... Para termos isto bem definido e alinhado com o nosso perfil de risco temos de ler muito. Por muito que goste das novas tecnologias no que diz respeito a isto nada como ler meia dúzia de livros - os livros certos: de Burton Malkiel, John Bogle, Charles Ellis, Rick Ferri, William Bernstein. Não me canso de sublinhar a importância de ler estes livros.

    Enquanto não estudarmos o assunto à séria e ficarmos a saber porque devemos fazer determinadas coisas e não outras, vamos ficar sempre na dúvida se o que estamos a fazer é correto ou não. Ficarmos a saber tudo o que sabemos sobre este assunto (tão importante na minha opinião) porque alguém num forum, na net nos disse parece-me perigoso mesmo que as informações passadas sejam as corretas. Ao aprendermos apenas em fóruns - que serão sempre informações superficiais melhor ou pior suportadas - tem o risco de não ficarmos a saber com profundidade o porquê das coisas e à primeira dificuldade vamos ficar cheios de dúvidas e colocar em causa a nossa estratégia.

    É muito importante termos a certeza de que a estratégia por nós escolhida é a correta porque assim, mesmo em situações em que os resultados são fracos por diversos anos (o que pode acontecer porque investir é lidar com a incerteza e com fenómenos aleatórios) não vamos duvidar e desinvestir sem dar oportunidade à estratégia de dar bons frutos. Assim, repito: primeiro é ler livros sobre este assunto para melhor podermos definir a estratégia e determinar uma alocação apropriada ao nosso risco - também para não assumirmos mais risco do que aquele que temos capacidade de digerir fazendo-nos desistir ao primeiro susto.

     Depois, então sim devemos procurar os instrumentos (ETF's, FI's) concretos. Depois de sabermos que queremos: um activo que nos exponha a ações mundiais, outro que nos exponha a obrigações europeias, outro que... e depois de sabermos que preferimos instrumentos com replicação física (e não sintética), que preferimos instrumentos que tenham os menores custos anuais (de gestão,..., TER), que preferimos instrumentos que acumulem dividendos em vez de os distribuirem (porque tem menos impacto fiscal), então sim vamos procurar que FI's ou ETF's existem e que cumpram estes nossos requisitos."

    Abraço,

    sinbad

    @sinbad muito boa explicação!

    Concordo totalmente e serve para toda a gente que está a iniciar! Todos que queiram iniciar-se nos investimentos, se lerem este teu post já têm “meio caminho” feito! ? Obrigado!

    @jferreira20 antes de mais bem vindo!

    Eu só comecei a minha carteira à cerca de um mês, mas durante os 3 meses anteriores li muito (e continuo a ler) e defini muito bem a minha estratégia! Todos os livros referidos pelo Sinbad têm informações preciosas.

    Depois, entrei em fórums para tirar dúvidas e procurar informações mais específicas do nosso Portugal, principalmente para complementar o que tinha aprendido nos livros, que são maioritariamente virados para quem investe a partir dos USA.

    À excelente explicação e conselhos do Sinbad, eu apenas acrescentaria uma coisa.

    Depois de ter as informações, fazer uma Política de Investimento Pessoal!

    A mim ajudou-me muito, porque consegui organizar as informações e definir concretamente os meus objectivos!

    E também me ajudou muito para envolver a minha mulher no processo.

    Eu estava exactamente como tu! A “Maria” avessa ao risco e por isso, eu como “responsável” pelos investimentos. Ela sabia e concordava, mas não se queria envolver. Tinha tudo para dar errado e acontecer o que foi dito antes! Numa altura de descidas, iriam aparecer os “Eu não te disse” e os “Nunca deveríamos ter feito isto”.

    Mas depois de eu fazer a nossa Política de Investimento e de conversarmos sobre ela, a minha mulher até se interessou e começou a perceber o que estava envolvido. Acabamos por ajustar a nossa política de Investimento juntos e agora estamos empenhados na coisa!

    Boa sorte com os investimentos!

    • Voto Positivo 1
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    Mouro Emprestado

    Algumas regras básicas (e simples) sobre investimento e economia

    Good investing is 50% psychology, 48% history, 2% finance.

    Great investing is 40% skill, 20% luck, 40% inability to tell which is which.

    Bad investing is 40% overconfidence, 40% fees, 20% denial that keeps it all going.

     

    Ler o restante aqui: https://www.collaborativefund.com/blog/short-money-rules/

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    Bem após o meu primeiros post decidi que o melhor e tentar condensar todas as minhas questões até ao momento num só.

    Do que tenho lido de ETFs tenho algumas questões e preocupações.

    Estou a pensar adquirir o iwda (ainda a decidir se no exchange LSE ou Euronext Amsterdam) e juntar uns pozinhos de iema. Ambos os ETFs são accumulating que penso ser a melhor opção para a fiscalidade portuguesa.

    Inicialmente tinha pensado em investir no SP500 mais especificamente no cspx mas recentemente mudei de ideias e decidi constituir o meu portfólio desta maneira.

    Por uma questão de poupança em comissões tenho preferência em usar o broker degiro que penso que neste momento todos conhecem.

    Falta apenas dizer que o meu objectivo com este investimento e ser reforçado mensalmente ou dois em dois meses durante alguns anos. Entre 15 a 25 anos.

    Como o dinheiro não e muito abundante tenciono começar com muito pouco enquanto o mercado está em alta e aproveitar para colocar grande parte do bolo em 'saldos'.

    Idealmente a ideia e reforçar o máximo possível em altura de Crash e continuar mais moderado quando o mercado está mais caro e custa mais comprar.

    Agora as minhas preocupações:

    1. A degiro é uma boa plataforma para este tipo de investimento? Por um lado as comissões são atrativas mas por outro mesmo com conta custody não sei até que ponto não seria melhor escolher um banco como o best ou o big. 

    2. Procurando o mercado com maior volume para os ETFs escolhidos reparo que o LSE tem muito maior volume que o Euronext Amsterdam, por outro lado percebo que o exchange LSE me permite fazer o investimento directamente em divisa USD pelo que fico mais exposto a conversões cambiais, já que no exchange Euronext Amsterdam o etf se encontra em euro. Qual para vocês a melhor opção e porque?

    3. Escolhi ETFs unhedged porque penso que com uma moeda forte como o euro não necessito de estar exposto a variações do USD. Qual a vossa opinião?

    As perguntas são um pouco vagas, no entanto gostaria de ouvir o vosso parecer sobre estes temas. 

    Obrigado e bons investimentos.

     

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    Mouro Emprestado

    E agora algo para pôr algumas pessoas a pensar. Quem quiser simplicidade, acima de tudo, ignore por favor este post!

    chart.jpg

    chart-1.jpg

    O que isto quer dizer é que é possível obter os mesmos retornos médios, mas com menos volatilidade, que aqueles que o MSCI World deu nos últimos 6 anos.

    Isto porque o MSCI World é um bom índice, mas não quer dizer que não se possa procurar por um índice ligeiramente melhor (e nem entro na discussão do mesmo incluir Portugal, mas excluir a Coreia do Sul ah ah ah). Neste caso, um índice que tente, de uma forma passiva através de algorítmos, excluir do índice geral a combinação de empresas com menores riscos-retornos entre si.

    Notem que, quer o MSCI World, quer o MSCI World Minimum Volatility tem os mesmos 61% de capitalização bolsista Americana, pelo que os diferentes retornos-risco não podem ser explicados numa alocação diferente de empresas americanas num índice ou no outro.

    Investir num ETF que siga o MSCI World Minimum Volatility não deixa de ser uma aposta activa, pelo que quem apostar neste tipo de ETF deverá estar preparado para ter anos acima e outros abaixo do mais comum MSCI World.

    chart-2.jpg

    ETFs usados nos gráficos acima:

    iShares Core MSCI World UCITS ETF USD (Acc) - IE00B4L5Y983
    iShares Edge MSCI World Minimum Volatility UCITS ETF USD (Acc) - IE00B4L5Y983
    SPDR MSCI ACWI UCITS ETF - IE00B44Z5B48

    Inclui um ETF que segue o índice MSCI ACWI, de forma a incluir os 15% de capitalização bolsista dos Mercados Emergentes. Os quais nos últimos anos não adicionaram nada em termos de valorização bolsista, razão pela qual não favoreço nada investir-se nesses países (contrariamente aquilo que muita gente defende). E sim, é uma aposta totalmente activa da minha parte ? 

    Editado por Mouro Emprestado
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    há 23 horas, Miguel Lopes disse:

    Sim o volume é uma preocupação, e parece-me que é maior para o meu caso no LSE, no entanto penso que no LSE estarei mais exposto a conversão, porque o ETF é negociado em GBX enquanto que na euronext Amsterdam é obviamente negociado em Euro. Não estarei a expor-me a uma conversão de divisas que me poderá prejudicar ou beneficiar?

    Eu invisto através da degiro tambem.

    Deixo aqui este link que foi uma tentativa minha de esclarecer esta minha questão: https://www.bogleheads.org/wiki/Non-US_investors_and_ETF_currencies

    Eu invisto sempre em euros. A não ser que não tenha mesmo hipótese.

    Estar a investir numa bolsa onde se negoceie em outras moedas, adicionas o risco cambial! Pode não ter grande influência caso os mercados cambiais se mantenham com subidas e descidas mais ou menos constantes (no longo prazo) como até agora.

    Mas numa situação de crash, irás sentir!

    Depende sempre da estratégia. Mas eu como disse, prefiro negociar nas bolsas europeias: Amesterdão, Paris, Xetra, Milão, etc.

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    Mouro Emprestado
    há 19 horas, Miguel Lopes disse:

    Bem após o meu primeiros post decidi que o melhor e tentar condensar todas as minhas questões até ao momento num só.

    Do que tenho lido de ETFs tenho algumas questões e preocupações.

    Estou a pensar adquirir o iwda (ainda a decidir se no exchange LSE ou Euronext Amsterdam) e juntar uns pozinhos de iema. Ambos os ETFs são accumulating que penso ser a melhor opção para a fiscalidade portuguesa.

    Inicialmente tinha pensado em investir no SP500 mais especificamente no cspx mas recentemente mudei de ideias e decidi constituir o meu portfólio desta maneira.

    Por uma questão de poupança em comissões tenho preferência em usar o broker degiro que penso que neste momento todos conhecem.

    Falta apenas dizer que o meu objectivo com este investimento e ser reforçado mensalmente ou dois em dois meses durante alguns anos. Entre 15 a 25 anos.

    Como o dinheiro não e muito abundante tenciono começar com muito pouco enquanto o mercado está em alta e aproveitar para colocar grande parte do bolo em 'saldos'.

    Idealmente a ideia e reforçar o máximo possível em altura de Crash e continuar mais moderado quando o mercado está mais caro e custa mais comprar.

    Isto na teoria é fácil, mas na prática é mais difícil de implementar.

    Infelizmente os humanos não são seres racionais. 

    Porquê?

    Quando mercado cai, ficamos ansiosos. Então se cair 50%, pior ainda.

    Mas devia ser ao contrário, racionalmente, porque que quer dizer que novos investimentos vão ter uma valorização futura expectável bem mais alta.

    (Assumo que uma pessoa está na fase de acumulação de riqueza e que continua a conseguir poupar o mesmo valor para investir, naturalmente).

    Não desvalorizes este aspecto ? 

     

    há 19 horas, Miguel Lopes disse:

    Agora as minhas preocupações:

    1. A degiro é uma boa plataforma para este tipo de investimento? Por um lado as comissões são atrativas mas por outro mesmo com conta custody não sei até que ponto não seria melhor escolher um banco como o best ou o big. 

    Serve para aquilo que queres e é mais barato.

    E pode chegar a ser gratuíto nalguns ETFs, onde creio que se inclui o iShares Core MSCI World.

     

    há 19 horas, Miguel Lopes disse:

    2. Procurando o mercado com maior volume para os ETFs escolhidos reparo que o LSE tem muito maior volume que o Euronext Amsterdam, por outro lado percebo que o exchange LSE me permite fazer o investimento directamente em divisa USD pelo que fico mais exposto a conversões cambiais, já que no exchange Euronext Amsterdam o etf se encontra em euro. Qual para vocês a melhor opção e porque?

    Na teoria, não devia existir diferença.

    Mas na prática, para ser mais fácil controlar os valores, creio ser melhor a versão em Euros, mesmo que exista um menor volume de transacções.

    Como também é (ou devia ser!) para longo-prazo, haver menor ou maior volume de transacções vai acabar por ser irrelevante.

     

    há 19 horas, Miguel Lopes disse:

    3. Escolhi ETFs unhedged porque penso que com uma moeda forte como o euro não necessito de estar exposto a variações do USD. Qual a vossa opinião?

    Compara esse ETF com a versão com protecção cambial. 

    Provavelmente no futuro, a versão Hedged vai ter melhor performance ahahahahahahaha.

    Mas de facto, a teoria económica é de que não vale a pena termos protecção cambial a longo-prazo nas acções. Excepto se investirmos em acções lixo de país de lixo (emergentes ah ah).

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    A 15/02/2019 às 21:39, Miguel Lopes disse:

    Estou a pensar adquirir o iwda (ainda a decidir se no exchange LSE ou Euronext Amsterdam) e juntar uns pozinhos de iema. Ambos os ETFs são accumulating que penso ser a melhor opção para a fiscalidade portuguesa.

    Na minha opinião deves manter-te o mais possivel dentro da lógica Zona Euro > União Europeia > Resto Mundo para todas as transações em que os ativos sejam exatamente iguais (como é o caso).

    Neste exemplo do IWDA o ativo é exatamente o mesmo, a diferença é se está cotado em Londres ou na Holanda. Neste caso na minha opinião, deves escolher o país que está mais alinhado com Portugal. Neste caso Holanda. Isto vai garantir que as leis e regras aplicadas a esse ativo no longo prazo sejam o mais parecidas possivel com investir em Portugal.

    Adicional a isto, tens a questão do Brexit. Ninguem sabe quais vão ser as implicações legais. Evitar o Reino Unido ao máximo nos dias de hoje (a não ser que faças aposta ativa).

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    Mouro Emprestado
    há 21 horas, N.Rocha disse:

    Boas,

    existe algum inconveniente em subscrever, por ex, um ETF focado num sub-sector, como no exemplo abaixo ?

    iShares S&P 500 Information Technology Sector UCITS ETF USD (Acc)

    IE00B3WJKG14

    Junto com um ETF global tipo IWDA.

     

     

     

    Estás a fazer uma aposta activa, em que o sector vai ter uma maior valorização do que o índice mundial.

    Tanto podes ganhar com essa aposta, como perder (no sentido da valorização ser menor ou numa maior desvalorização).

    Se isso é bom ou mau, ninguém aqui te poderá dizer, porque prognosticos, só depois do jogo :-) .

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    Não queria dar a entender que esta seria uma aposta tipo red or black na roleta, mas

    as próximas décadas vão ser brutais em desenvolvimento de AI, Fintech, ex  . Este ETF não faz propriamente track das FAANG, mas acredito que em breve as FAANG's e outras novas que possam surgir vão fazer crescer bastante este sector.

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    Mouro Emprestado

    Sim, mas isso já estará incluído no actual preço dessas acções (preço esse determinado com base no valor intrínseco das empresas - que inclui os seus lucros futuros - formado pelo mercado).

    Ao estares a apostar activamente nesse sector, então é porque achas que o preço de mercado está abaixo do seu valor realista. 

    Não estou a julgar a aposta, estou apenas a constatar um facto.

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    Estava a tentar escolher um fundo de acções global, tendo em conta os critérios:

    1. Acumulação vs dividendos
    2. TER
    3. Replicação física vs sintética
    4. Liquidez

    E cheguei a estes 3:

    • Xtrackers MSCI World Index UCITS ETF 1C - IE00BJ0KDQ92
    • Lyxor Core MSCI World (DR) UCITS ETF -  LU1781541179
    • iShares Core MSCI World UCITS ETF USD (Acc) - IE00B4L5Y983

    Estava inclinado para o 2º por ter o TER mais baixo (0.12), apesar da baixa liquidez (também só tem 1 ano). Vejo muita gente a falar no da iShares, apesar do TER mais elevado (0.2). Algum motivo em especial para isso? Recomendam algum outro?

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    A 20/02/2019 às 13:57, N.Rocha disse:

    Não queria dar a entender que esta seria uma aposta tipo red or black na roleta, mas

    as próximas décadas vão ser brutais em desenvolvimento de AI, Fintech, ex  . Este ETF não faz propriamente track das FAANG, mas acredito que em breve as FAANG's e outras novas que possam surgir vão fazer crescer bastante este sector.

    É um reforço -- porque muitas dessas empresas já estão nos IWDA e SP500 -- específico num sector. O pessoal aqui não gosta muito disso :) Dito isto, eu tenho o L&G-L&G CYBER SECURITY que é o meu título com melhor performance (entre acções e etfs).

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    há 3 horas, Darien disse:

    Estava a tentar escolher um fundo de acções global, tendo em conta os critérios:

    1. Acumulação vs dividendos
    2. TER
    3. Replicação física vs sintética
    4. Liquidez

    E cheguei a estes 3:

    • Xtrackers MSCI World Index UCITS ETF 1C - IE00BJ0KDQ92
    • Lyxor Core MSCI World (DR) UCITS ETF -  LU1781541179
    • iShares Core MSCI World UCITS ETF USD (Acc) - IE00B4L5Y983

    Estava inclinado para o 2º por ter o TER mais baixo (0.12), apesar da baixa liquidez (também só tem 1 ano). Vejo muita gente a falar no da iShares, apesar do TER mais elevado (0.2). Algum motivo em especial para isso? Recomendam algum outro?

    aqui para mais opções e comparações - nota que o lyxor que lá aparece é o de distribuição, não corresponde a esse que mencionaste. A coluna TD mostra o desvio em relação ao index, quanto menor melhor.

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    Mouro Emprestado
    há 3 horas, sinbad disse:

    Boas,

    Vi hoje uma coisa que quero partilhar convosco para alertar os iniciantes (e menos iniciantes) nestas andanças e tem a ver com saber o que se está a comprar e os custos que têm.

    Entrei no site do Banco BEST e estavam a fazer publicidade a alguns fundos "Blackrock Index managed portfolios". Por curiosidade pesquisei um dos fundos (BlackRock Strategic Funds - Managed Index Portfolios Growth A2 EUR - LU1241524880) e vi que tem custos de subscrição de 5% (sim, 5% off logo à cabeça). Adicionalmente, tem custos de 1.13% anuais como se pode ver em http://www.morningstar.pt/pt/funds/snapshot/snapshot.aspx?id=F00000VYLU

    Por curiosidade, ainda nesse página, vi quais as 5 maiores posições em que investem e não é que são:

    iShares Core S&P 500 ETF USD Acc
    iShares MSCI USA ETF USD Acc
    iShares Core MSCI EM IMI ETF USD...
    iShares Edge MSCI Wld Qual Fctr ...
    iShares Edge MSCI Wld Mom Fctr E..

    Ou seja, as 5 maiores posições detidas são outros fundos (também eles geridos pela Blackrock, deve ser coincidência ...hehehe), também eles com os seus custos anuais (em torno de 0.30%/0.50%; só o do S&P500 é que é mais barato).

    Ou seja, não faz sentido nenhum um investidor comprar uma coisa destas. Isto é mesmo roubar à descarada e aproveitar-se da ignorância das pessoas. Não existe nenhum motivo racional para a existência destas camadas de custos anuais e para aceitar custos à cabeça para fazer algo que qualquer um de nós consegue fazer.

    Abraço,

    sinbad

    O custo de subscrição de 5% não é aplicado pelo Best.

    Podes ver aqui que são apenas 2%: https://lt.morningstar.com/okhysb8aoh/util/GetDocument.ashx?InstitutionId=108&FileKey=CP-0C00008UEX

    Não deixa de ser alto, naturalmente.  Mas enquanto esse fundo tem encargos de gestão de 1,33%, os restantes fundos sem comissão de subscrição andam nos 2 e tal %.

     

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    • ruicarlov unpinned this tópico

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