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  • FORMAS DE POUPAR

  • ETFs (Exchange-Traded Funds)


    Visitante Salvador_

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    Boas,

    Finalmente tenho a minha conta custody activa na Degiro! (agora só falta fechar a outra conta basic) Já posso avançar com a constituição da minha carteira!

    Só me falta decidir para as obrigações. Estou na dúvida entre 3 ETF's:

    Lyxor EuroMTS 5-7Y Investment Grade (DR) UCITS ETF (Paris: MTC)                                       MTC             LU1287023003      307 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR                                                                    MTD             LU1287023185      389 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR     MAA            LU1287023342      532 m          0,170%      ACC    EUR    Physical
     

    Fiz a comparação deles (https://www.justetf.com/de-en/etf-comparison.html) e parecem-me muito semelhantes, mudando as maturidades.

    O Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR é o que nos últimos 5 anos teve as melhores prestações (mas prestações passadas não são garantias de prestações futuras :))

    Já quanto ao Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR, agrada-me por ter todas as maturidades. Mas, será uma vantagem?

    Quais são as vossas opiniões?!

     

    Também me aconselharam que 30% de obrigações é "excessivo" para o periodo actual da economia! Em vez disso para deixar estar em cash. O que acham em relação a isso?

     

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    A 04/01/2019 às 22:26, Edge disse:
    A 04/01/2019 às 20:47, Mouro Emprestado disse:

    Só uma nota final

    Este tópico embora seja sobre ETFs, para mim é bem mais global do que isso.

    Onde quero chegar é que pode-se muito bem investir em acções mundiais num ETF como o iShares Core MSCI World como num fundo de investimento índice.

    Até há bem pouco tempo, não havia nada disso em Portugal, mas a Fidelity lançou um fundo índice com uns custos anuais de gestão de 0,07% que segue o MSCI World.

    Os FI's têm a vantagem do seu valor é sempre o equivalente ao Net Asset Value, pelo que são muito mais práticos porque não temos de andar a gastar tempo a lançar ordens em bolsa, que por vezes não avançam (been there, done that). Quero 5.000 euros exactos de acções mundiais? Pimbas, invisto logo 5.000 num fundo.

    Isto nos ETF's não é verdade, porque temos sempre de adquirir múltimos de 1 unidade de participação e nunca temos 5.000 (temos sempre um bocadinho menos). 

    Outra vantagem, deixa de se pagar comissões de guarda de títulos.

    Desvantagem? Pelo vistos o BEST cobra 1% de comissão de aquisição. Mas se for para 10 anos, esses 1% diluem-se em 0,1% anuais (menos até que os 0,20% do ishares equivalente).

    De que falo?

    Disto: Fidelity MSCI World Index Fund EUR P Acc - IE00BYX5NX33

    Eu não estou de maneira nenhuma "agarrado" aos ETF's, mas pelo que tenho vindo a conhecer, são um produto bastante interessante. E como os FI's costumam ter comissões de gestão altas, não tenho andado a ver.

    Mas esse é realmente interessante.

    O que sugeres seria a "troca" do ETF  iShares Core MSCI World eventualmente por este fundo, e manter o restante da carteira com ETF's?

    @Mouro Emprestado

    Durante este tempo que estive à espera da activação da conta custody na Degiro, li o livro "The little Book of Common Sense Investing" do John Bogle (que recomendo a todos) e fiquei a entender muito melhor a "parte" dos fundos de investimento índice.

    A idéia que falaste e que estava um bocado "confusa" para mim, tornou-se clara.

    Após isso, andei a pesquisar (muito) em vários bancos sobre este tipo de fundos, mas existem poucos disponiveis. (comparando com os "outros" fundos).

    E fundos de investimento índice de bonds ainda não encontrei nenhum!

    Como, após constituir a minha carteira de ETF's, fico com capital para investir, estou a ponderar criar também uma carteira com fundos de investimento para a minha esposa.

    Assim fico com 2 carteiras de buy&hold e posso, não só aprender, como também comparar resultados reais. (Em estudo :))

    Obrigado pelas dicas.

     

    Mas tenho uma dúvida sobre os fundos (sei que no tópico dos fundos será mais adequado e irei "entrar" nesse tópico entretanto, quando acabar de reler o tópico todo outra vez ?)

    Por exemplo, nesse fundo indice que falaste, (ISIN: IE00BYX5NX33),  no site do BEST aparecem os seguintes custos:

    image.png.d38d1b785729f25b95fe9abebebb4efd.png

     

    Mas na KIID do fundo aparecem estes custos:

    image.png.3c1192ce468bc89d6f992edc19660023.png

    A minha dúvida é:

    Qual é o valor dos encargos exactamente?

    À Taxa Global de Custos no BEST irão acrescer os encargos retirados ao fundo da KIID, i.e., 0,18% + 0,12%?

    E porque é que a subscrição no site é de 2% e na KIID é nenhum?

     

    Já tive a mesma dúvida a consultar outros fundos e noutros banco também, mas não consegui perceber até agora!

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    Visitante balinesebutterfly

    Ola outra vez!

    Estou a procura de 3 ETFs na DEGIRO (nao importa se sao grátis ou nao):

    - reproducao fisica (nao sintética) de um world index - ACC (i.e. SEM distribuicao de dividendos)

    - reproducao fisica (nao sintética) de um european index  - ACC (i.e. SEM distribuicao de dividendos)

    - short-term govt bonds de paises desenvolvidos - ACC

     

    Alguem me saberia aconselhar? 

    Obrigada! 

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    há 2 horas, Visitante balinesebutterfly disse:

    - reproducao fisica (nao sintética) de um world index - ACC (i.e. SEM distribuicao de dividendos)

    Tens este: IE00B4L5Y983

    há 2 horas, Visitante balinesebutterfly disse:

    reproducao fisica (nao sintética) de um european index  - ACC (i.e. SEM distribuicao de dividendos)

    Por exemplo este: LU0908501058

    há 2 horas, Visitante balinesebutterfly disse:

    - short-term govt bonds de paises desenvolvidos - ACC

    Por exemplo: LU0378818131 ou  este LU0908508731

    Estes são para todas as maturidades.

     

    Com certeza que existirão outros.

    Faz uma pesquisa no https://www.justetf.com e aí podes personalizar a pesquisa para o que realmente queres e fazer a comparação dos ETF's

    Depois é só ir à DEGIRO e ver se estão disponiveis ou não os que selecionaste.

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    Mouro Emprestado
    A 12/01/2019 às 16:13, Edge disse:

    Como disse anteriormente penso que a minha carteira está equilibrada: 45% acções + 30% Obrigações + 10% Imobiliário + 15% Ouro

    Claro que será para ir "ajustando" ao longo do tempo, na altura dos rebalanceamentos, conforme os mercados e as suas "tendências".

    Andei por estes dias a fazer algumas simulações de outros tipos de carteiras com a minha "futura" carteira.  ?

    Em baixo está a comparação entre a minha carteira (portfolio 1) com uma Portfólio Permanence (portfolio 2) e outra David Swensen Lazy Portfolio (portfolio 3)

    Inv. Inicial: 10.000

    Reforços Anuais: 2.000

    https://www.portfoliovisualizer.com/backtest-portfolio#analysisResults

    Para a minha carteira: 45% acções + 30% Obrigações + 10% Imobiliário + 15% Ouro usei os mesmos ETF's usados no PP + VNQ para o imobiliário

    image.thumb.png.a13758b65dc02539cf52598c311a0069.png

    Tendo obtido estes resultados:

    image.thumb.png.6016d0cf700d609def9dd5e9da354a64.png

     

    image.thumb.png.c805a68949694769b6ea78c559a87fd1.png

     

    Claro que com os ETF's que estou a pensar usar actualmente na minha carteira, será diferente. Mas para ver o comportamento das diferentes carteiras acho que já dá para ter uma idéia!

    Espero estar a fazer as simulações como deve ser :) 

    Lamento, mas esta comparação só por si está.... enviesada.

    Porquê?

    Porque qualquer comparação com o Portfolio Permanente, que possui 25% em cash, só faz sentido se toda a tua carteira de investimento não incluir nada em produtos "sem risco" (relativo).

    Ora, a malta investe em fundos ou ETFs e não guarda nada em dinheiro ou DPs?

    Mesmo?

    Eu acho que não.

    Possivelmente, têm para aí 70 ou 80% em depósitos a prazo ou Certificados do Tesouro (nas suas variadas versões) e o restante em fundos ou ETFs "com risco".

    Mas se então já tens 70 ou 80% empatados em produtos "sem risco" (relativo), quando investes no PP, ainda vais empatar mais dinheiro nesse tipo de produtos? Brincadeirinha...

    Assim, para a maioria das pessoas, a carteira PP de teste deveria, a meu ver, incluir apenas ouro, obrigações soberanas de longo-prazo e acções (um terço em cada).

    Naturalmente, para quem não investe nada em DP's ou Certificados do Tesouro, então aí sim faz sentido considerar-se os 25% de cash no PP.


     

    • Voto Positivo 1
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    Boa noite,

    Sou novo aqui no forum e estou prestes a iniciar-me no caminho de investimento a longo prazo. No entanto gostava de obter opiniões sobre o meu futuro portefólio.

    Acho que é importante dar alguns dados de forma a justificar a minha estratégia:

    Idade: 25 anos.

    Objectivo: Aumentar o património

    Tolerância ao risco: Elevada (Hold no matter what!)  

    Período: 40 anos (tenciono que possa ser um complemento à reforma, mas tenho como objectivo que continue a capitalizar)

    Motivos para escolher ETFS: 

    1 - Comissões baixas

    2 - Portugal não tem incentivo ao investimento, principalmente pela taxa brutal sobre os dividendos, o que destrói por completo a minha primeira opção de investimento (Dividend growth investing)

    3 - Não sou convencido ao ponto de achar que sou melhor que 90% dos investidores e vou bater o mercado

    Como tal, mais vale investir passivamente, com uma estratégia comprovada ao longo das últimas décadas e investir no mercado.

    Estratégia:

    Investir 10-15% do rendimento mensalmente em 2 etfs (100% stocks devida a minha idade, mais próximo da reforma possivelmente introduzo bonds)

    > Colocar 20% do rendimento mensal de parte para possível entrada numa casa dentro de 5-10 anos (Por decidir onde colocar este montante, alguma sugestão?)

    > Ter de parte um fundo de emergência com cerca de 6 meses (tenho num depósito à ordem). Qual seria a melhor opção para rentabilizar o fundo? (opção que fosse possível ter acesso ao montante em caso de emergência).

     IWDA / IE00B4L5Y983 - Ishares Core MSCI World USD (Acc) https://www.justetf.com/de-en/etf-profile.html?query=IE00B4L5Y983&groupField=index&from=search&isin=IE00B4L5Y983

     IEMA / IE00B4L5YC18 - Ishares MSCI Emerging Markets (Acc) https://www.justetf.com/de-en/etf-profile.html?query=IE00B4L5YC18&groupField=index&from=search&isin=IE00B4L5YC18

     

    Nota: a % que pretendo alocar a cada fundo está por decidir, mas certamente que vou colocar uma maior percentagem no IWDA do que no IEMA, provavelmente 80% e 20% respectivamente.

     

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    não sei se é este o tópico certo

    o que é melhor fundos ou ETF ou ter ambos ?

    do que li a opinião não é consensual, existe os que defendam que os FI são mais práticos e há quem defenda que os ETF são melhores principalmente devido liquidez imediata e baixas comissões.

    Eu tenho duas carteiras de FI, nunca tive ETF, mas após ler e reler o tópico já cheguei a pensar fazer carteira de ETF mas ainda não decidi.

    Ter uma carteira de FI e uma carteira de ETF é diversificar ou se forem carteiras diversificadas é diversificação x2. valerá a pena ter uma carteira de ETF quando já se tem uma de FI ?

    Obrigado

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    há 11 horas, Mouro Emprestado disse:

    Lamento, mas esta comparação só por si está.... enviesada.

    Porquê?

    Porque qualquer comparação com o Portfolio Permanente, que possui 25% em cash, só faz sentido se toda a tua carteira de investimento não incluir nada em produtos "sem risco" (relativo).

    Ora, a malta investe em fundos ou ETFs e não guarda nada em dinheiro ou DPs?

    Mesmo?

    Eu acho que não.

    Possivelmente, têm para aí 70 ou 80% em depósitos a prazo ou Certificados do Tesouro (nas suas variadas versões) e o restante em fundos ou ETFs "com risco".

    Mas se então já tens 70 ou 80% empatados em produtos "sem risco" (relativo), quando investes no PP, ainda vais empatar mais dinheiro nesse tipo de produtos? Brincadeirinha...

    Assim, para a maioria das pessoas, a carteira PP de teste deveria, a meu ver, incluir apenas ouro, obrigações soberanas de longo-prazo e acções (um terço em cada).

    Naturalmente, para quem não investe nada em DP's ou Certificados do Tesouro, então aí sim faz sentido considerar-se os 25% de cash no PP.

    Obrigado @Mouro Emprestado

    Então, se bem percebi, consideras que para fazer os testes comparando com uma carteira PP, deve-se incluir apenas ouro, obrigações soberanas de longo-prazo e acções (um terço em cada), porque normalmente já teremos outras aplicações que correspondem à vertente cash do PP.

    Ok, percebo e faz sentido!

    Pegando nessa recomendação, retirei a componente cash da carteira PP e voltei a fazer a mesma simulação:

    Em baixo está a comparação entre a minha carteira (portfolio 1) com uma carteira David Swensen Lazy Portfolio (portfolio 2) e outra carteira Portfólio Permanence (portfolio 3)

    Inv. Inicial: 10.000

    Reforços Anuais: 2.000

    Começo em 2007 até 2018

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    A simulação continua a dar-me algumas "garantias" para a minha alocação de activos. Ou seja, para mim o importante com esta simulação, é perceber se a minha alocação de activos faz sentido ou se é "imprópria para consumo" :).

    Claro que, isto é apenas uma simulação! A realidade irá ter diferenças "consideráveis" com os ETF's reais da minha carteira. E mais importante ainda, performances passadas não são garantia de performances futuras. Mas como considero (e tenho lido outras opiniões) que o mais importante é a alocação dos activos, a simulação deixa-me satisfeito com a minha alocação: 45% acções + 30% Obrigações + 10% Imobiliário + 15% Ouro.

    Mas isto será o inicial da minha carteira! Espero poder "aprender" mais e eventualmente com algumas opiniões por aqui, futuramente ir optimizando!

     

    Editado por Edge
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    há 9 horas, superkinas disse:

    o que é melhor fundos ou ETF ou ter ambos ?

    do que li a opinião não é consensual, existe os que defendam que os FI são mais práticos e há quem defenda que os ETF são melhores principalmente devido liquidez imediata e baixas comissões.

    Eu tenho duas carteiras de FI, nunca tive ETF, mas após ler e reler o tópico já cheguei a pensar fazer carteira de ETF mas ainda não decidi.

    Ter uma carteira de FI e uma carteira de ETF é diversificar ou se forem carteiras diversificadas é diversificação x2. valerá a pena ter uma carteira de ETF quando já se tem uma de FI ?

    @superkinas eu tenho a mesma "dúvida" que tu. E gostava também de saber as opiniões dos users mais experiêntes nestas andanças!

     

    O que eu estou a pensar fazer é constituir uma carteira de ETF's e outra (separada) de FI's que terá uma alocação de activos diferente. A idéia (não sei se boa ou não) é as duas carteiras serem "vistas" e geridas separadamente.

    Não sei se será a melhor estratégia, mas a idéia por trás é que, na carteira de ETF's irei "mexer" poucas vezes, ou seja, uma vez por ano (em principio) para fazer reforço e rebalanceamento com um valor mínimo de 2.000€. Isto porque cada reforço num ETF conta como uma acção de compra em bolsa, logo, quanto mais "mexidas" mais comissões se pagam.

    Já a carteira de FI's, vai servir de "mealheiro". Ou seja, irei fazer reforços mais frequentes (mensais ou quando tiver alguns € de parte) porque (na sua maioria) não existem custos de transação.

    Isto também me irá ajudar a "aprender" e optimizar a alocação de activos! Pelo menos assim o espero! :)

    O objectivo futuro, será chegar a um portfólio em que as duas carteiras se possam complementar!!

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    Vou deixar a minha opinião: o que interessa é ter bem definida a alocação que queremos fazer. Isto é: quanto de ações mundiais queremos, quanto de obrigações,.... Para termos isto bem definido e alinhado com o nosso perfil de risco temos de ler muito. Por muito que goste das novas tecnologias no que diz respeito a isto nada como ler meia dúzia de livros - os livros certos: de Burton Malkiel, John Bogle, Charles Ellis, Rick Ferri, William Bernstein. Não me canso de sublinhar a importância de ler estes livros.

    Enquanto não estudarmos o assunto à séria e ficarmos a saber porque devemos fazer determinadas coisas e não outras, vamos ficar sempre na dúvida se o que estamos a fazer é correto ou não. Ficarmos a saber tudo o que sabemos sobre este assunto (tão importante na minha opinião) porque alguém num forum, na net nos disse parece-me perigoso mesmo que as informações passadas sejam as corretas. Ao aprendermos apenas em fóruns - que serão sempre informações superficiais melhor ou pior suportadas - tem o risco de não ficarmos a saber com profundidade o porquê das coisas e à primeira dificuldade vamos ficar cheios de dúvidas e colocar em causa a nossa estratégia.

    É muito importante termos a certeza de que a estratégia por nós escolhida é a correta porque assim, mesmo em situações em que os resultados são fracos por diversos anos (o que pode acontecer porque investir é lidar com a incerteza e com fenómenos aleatórios) não vamos duvidar e desinvestir sem dar oportunidade à estratégia de dar bons frutos. Assim, repito: primeiro é ler livros sobre este assunto para melhor podermos definir a estratégia e determinar uma alocação apropriada ao nosso risco - também para não assumirmos mais risco do que aquele que temos capacidade de digerir fazendo-nos desistir ao primeiro susto.

    Depois, então sim devemos procurar os instrumentos (ETF's, FI's) concretos. Depois de sabermos que queremos: um activo que nos exponha a ações mundiais, outro que nos exponha a obrigações europeias, outro que... e depois de sabermos que preferimos instrumentos com replicação física (e não sintética), que preferimos instrumentos que tenham os menores custos anuais (de gestão,..., TER), que preferimos instrumentos que acumulem dividendos em vez de os distribuirem (porque tem menos impacto fiscal), então sim vamos procurar que FI's ou ETF's existem e que cumpram estes nossos requisitos.

    No meu caso concreto a carteira que montei em 2010 e que venho a gerir desde então foi baseada em ETF's porque foi esses instrumentos os que encontrei e que davam resposta às minhas necessidades - nalguns casos tive, mesmo assim, que deixar cair algumas das minhas exigências - por vezes o ótimo é inimigo do bom. Também é verdade que se quando procurei tivesse encontrado Fundos de Investimento apropriados possivelmente teria baseado a minha carteira em FI's em vez de ETF's. Os FI's têm a vantagem de permitirem pequenas adições (mensais, por exemplo) sem custo ao contrários dos ETF's que têm custo de transação (além do bid/ask spread). O problema cá em Portugal - pelo menos quando eu procurei - é que não há FI's de jeito. Os que há são caros. O grosso da decisão está antes da opção entre FI e ETF's. Se conseguirem encontrar FI's que repliquem os índices que procuram (de forma passiva na minha opinião), com custos de gestão aceitáveis (abaixo dos 0.3%?), com acumulação de dividendos e com replicação física, então força é uma boa opção. Se não encontratem (como eu não encontrei) então os ETF's são uma segunda boa opção.

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    há 12 horas, superkinas disse:

    não sei se é este o tópico certo

    o que é melhor fundos ou ETF ou ter ambos ?

    do que li a opinião não é consensual, existe os que defendam que os FI são mais práticos e há quem defenda que os ETF são melhores principalmente devido liquidez imediata e baixas comissões.

    Eu tenho duas carteiras de FI, nunca tive ETF, mas após ler e reler o tópico já cheguei a pensar fazer carteira de ETF mas ainda não decidi.

    Ter uma carteira de FI e uma carteira de ETF é diversificar ou se forem carteiras diversificadas é diversificação x2. valerá a pena ter uma carteira de ETF quando já se tem uma de FI ?

    Obrigado

    É dificil responder porque a resposta é :  depende....de que activos estás a falar ? Que objectivo ?

    Existe uma oferta imensa , nuns casos e dependendo dos activos tem lógica ter FIs mas SEMPRE com TERs aceitáveis e boa gestão/historial , agora nunca esqueças o mercado e enquadramento mudam e tens que estar atento a isso dependendo da tua perspetiva/objectivo , acompanhar quem gere o FI , a estratégia , ter referências etc

    Em geral é DIFICIL encontrares FI que valham a pena , existem mas são uma minoria. Em caso de duvida os ETF (embora aqui depende muito daquilo que compras , como e novamente ...da tua estrategia) serão quase sempre melhor opção (diria que em duas, três classes de activos podes encontrar FI que compensem mais)

    de resto concordo com o post do sinbad

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    há 1 hora, gustafsson disse:

    ...esperares , por duas razões uma o mercado dificilmente irá subir (sendo uma estagnação ou queda  +provavel ) a outra é uma "bomba"  que em principio vai dar a volta a tudo isto ...

    A "bomba" que eu gostaria de ouvir falar era a da Vanguard vir para Portugal vender fundos...

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    @sinbad Obrigado pelo teu post! E eu concordo!

    há 2 horas, sinbad disse:

    Para termos isto bem definido e alinhado com o nosso perfil de risco temos de ler muito. Por muito que goste das novas tecnologias no que diz respeito a isto nada como ler meia dúzia de livros - os livros certos: de Burton Malkiel, John Bogle, Charles Ellis, Rick Ferri, William Bernstein. Não me canso de sublinhar a importância de ler estes livros.

    Concordo totalmente com isto! É deveras importante estudarmos e nada como ler os bons livros sobre a matéria! Eu comecei a ler livros sobre estes temas (apenas) à coisa de 2/3 meses. Desde essa altura já li 8 livros e estou agora no 9.

    Desses autores que falaste, já li 2 deles. O livro que estou a ler actualmente é de um terceiro e os outros estão em "lista de espera".

    há 2 horas, sinbad disse:

    É muito importante termos a certeza de que a estratégia por nós escolhida é a correta porque assim, mesmo em situações em que os resultados são fracos por diversos anos (o que pode acontecer porque investir é lidar com a incerteza e com fenómenos aleatórios) não vamos duvidar e desinvestir sem dar oportunidade à estratégia de dar bons frutos. Assim, repito: primeiro é ler livros sobre este assunto para melhor podermos definir a estratégia e determinar uma alocação apropriada ao nosso risco - também para não assumirmos mais risco do que aquele que temos capacidade de digerir fazendo-nos desistir ao primeiro susto.

    Concordo totalmente!

    há 2 horas, sinbad disse:

    Enquanto não estudarmos o assunto à séria e ficarmos a saber porque devemos fazer determinadas coisas e não outras, vamos ficar sempre na dúvida se o que estamos a fazer é correto ou não. Ficarmos a saber tudo o que sabemos sobre este assunto (tão importante na minha opinião) porque alguém num forum, na net nos disse parece-me perigoso mesmo que as informações passadas sejam as corretas. Ao aprendermos apenas em fóruns - que serão sempre informações superficiais melhor ou pior suportadas - tem o risco de não ficarmos a saber com profundidade o porquê das coisas e à primeira dificuldade vamos ficar cheios de dúvidas e colocar em causa a nossa estratégia.

    Mais uma vez, concordo! Mas penso que os forums são excelentes para partilha de experiências! E para pessoas (como eu) que estão a aprender e a entrar neste mundo pela primeira vez, é muito bom receber "conselhos", "avisos" e até recomendações de pessoas mais experientes. Claro que depois, cabe a cada um estudar e interpretar as informações recolhidas nos forums.

    há 2 horas, sinbad disse:

    Os FI's têm a vantagem de permitirem pequenas adições (mensais, por exemplo) sem custo ao contrários dos ETF's que têm custo de transação (além do bid/ask spread). O problema cá em Portugal - pelo menos quando eu procurei - é que não há FI's de jeito. Os que há são caros. O grosso da decisão está antes da opção entre FI e ETF's. Se conseguirem encontrar FI's que repliquem os índices que procuram (de forma passiva na minha opinião), com custos de gestão aceitáveis (abaixo dos 0.3%?), com acumulação de dividendos e com replicação física, então força é uma boa opção. Se não encontratem (como eu não encontrei) então os ETF's são uma segunda boa opção.

    Partilho totalmente desta tua opinião. Em Portugal ainda é "raro" encontrar FI's nessas condições (que é o que eu também tenho andado à procura). Ou então para mim ainda está dificil encontrar.

    Por isso, também decidi avançar para os ETF's.

    Mas entretanto apareceu este fundo Fidelity MSCI World Index EUR P Acc, que apesar de ser novo (ou seja sem grande histórico) encaixa nas minha "exigências". E por isso, estou a estudar a opção de constituir uma carteira (separadamente da de ETF's) com fundos.

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    @sinbad Obrigado pelo teu post! E eu concordo!

    há 2 horas, sinbad disse:

    Para termos isto bem definido e alinhado com o nosso perfil de risco temos de ler muito. Por muito que goste das novas tecnologias no que diz respeito a isto nada como ler meia dúzia de livros - os livros certos: de Burton Malkiel, John Bogle, Charles Ellis, Rick Ferri, William Bernstein. Não me canso de sublinhar a importância de ler estes livros.

    Concordo totalmente com isto! É deveras importante estudarmos e nada como ler os bons livros sobre a matéria! Eu comecei a ler livros sobre estes temas (apenas) à coisa de 2/3 meses. Desde essa altura já li 8 livros e estou agora no 9.

    Desses autores que falaste, já li 2 deles. O livro que estou a ler actualmente é de um terceiro e os outros estão em "lista de espera".

    há 2 horas, sinbad disse:

    É muito importante termos a certeza de que a estratégia por nós escolhida é a correta porque assim, mesmo em situações em que os resultados são fracos por diversos anos (o que pode acontecer porque investir é lidar com a incerteza e com fenómenos aleatórios) não vamos duvidar e desinvestir sem dar oportunidade à estratégia de dar bons frutos. Assim, repito: primeiro é ler livros sobre este assunto para melhor podermos definir a estratégia e determinar uma alocação apropriada ao nosso risco - também para não assumirmos mais risco do que aquele que temos capacidade de digerir fazendo-nos desistir ao primeiro susto.

    Concordo totalmente!

    há 2 horas, sinbad disse:

    Enquanto não estudarmos o assunto à séria e ficarmos a saber porque devemos fazer determinadas coisas e não outras, vamos ficar sempre na dúvida se o que estamos a fazer é correto ou não. Ficarmos a saber tudo o que sabemos sobre este assunto (tão importante na minha opinião) porque alguém num forum, na net nos disse parece-me perigoso mesmo que as informações passadas sejam as corretas. Ao aprendermos apenas em fóruns - que serão sempre informações superficiais melhor ou pior suportadas - tem o risco de não ficarmos a saber com profundidade o porquê das coisas e à primeira dificuldade vamos ficar cheios de dúvidas e colocar em causa a nossa estratégia.

    Mais uma vez, concordo! Mas penso que os forums são excelentes para partilha de experiências! E para pessoas (como eu) que estão a aprender e a entrar neste mundo pela primeira vez, é muito bom receber "conselhos", "avisos" e até recomendações de pessoas mais experientes. Claro que depois, cabe a cada um estudar e interpretar as informações recolhidas nos forums.

    há 2 horas, sinbad disse:

    Os FI's têm a vantagem de permitirem pequenas adições (mensais, por exemplo) sem custo ao contrários dos ETF's que têm custo de transação (além do bid/ask spread). O problema cá em Portugal - pelo menos quando eu procurei - é que não há FI's de jeito. Os que há são caros. O grosso da decisão está antes da opção entre FI e ETF's. Se conseguirem encontrar FI's que repliquem os índices que procuram (de forma passiva na minha opinião), com custos de gestão aceitáveis (abaixo dos 0.3%?), com acumulação de dividendos e com replicação física, então força é uma boa opção. Se não encontratem (como eu não encontrei) então os ETF's são uma segunda boa opção.

    Partilho totalmente desta tua opinião. Em Portugal ainda é "raro" encontrar FI's nessas condições (que é o que eu também tenho andado à procura). Ou então para mim ainda está dificil encontrar.

    Por isso, também decidi avançar para os ETF's.

    Mas entretanto apareceu este fundo Fidelity MSCI World Index EUR P Acc, que apesar de ser novo (ou seja sem grande histórico) encaixa nas minha "exigências". E por isso, estou a estudar a opção de constituir uma carteira (separadamente da de ETF's) com fundos.

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    Mouro Emprestado

    PS: O John Bogle faleceu ontem à tarde, com 89 anos. ?

     

    Para quem não sabe, o John Bogle é um dos país dos Index-Funds e de todo o conceito de investimento passivo a longo-prazo, tendo a sua gestora e investimentos (Vanguard) ajudado a baixar-se o valor dos custos anuais em termos de investimento em fundos e ETFs.

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    há 5 minutos, Moneymaker disse:

    A minha carteira atual:

    60% - ishares msci world ucits etf (acc)

    40% - P2P (aproveitar a onda em quanto dura, já que as Bonds andam uma miséria)

    Objetivo: Reforma

    Idade: ~ 30 anos

     

    A meu ver o único problema dos P2P como substituto das Bonds é que os P2P estão muito ligados (correlacionados positivamente) com o ciclo económico. Quando tudo corre bem não passa nada mas numa situação do tipo da que aconteceu em 2007/2008 não só perdes na Equity como também na parte em que não deverias ter risco. Esse é o motivo pelo qual há quem diga que mesmo quando usamos Bonds só devemos usar Sovereigns (ou seja dívida de estados soberanos) e não dívida de Corporates (empresas). Eu sou adepto dessa visão: só uso bonds de Estados (e mesmo assim já incorro no risco de taxa de juro - que minimizo mantendo durations curtas - e no risco de crédito específico dos Estados) mas pelo menos não incorro no risco de crédito das obrigações Corporate (das empresas) que está positivamente correlacionado com o risco Equity - não é coincidência que os credit default swaps (que medem o risco de crédito das empresas) estejam positivamente correlacionados com a performance das equities das mesmas empresas. Quem tenha uma carteira 60% Equity / 40% Corporate Bonds pode vir a descobrir na pior altura possível que estão mais correlacionados do que o que se desejaria - e temo que o mesmo se aplica aos P2P. Não sou especialista em P2P mas prefiro centrar o máximo do risco na parte Equity.

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    há 19 horas, Mouro Emprestado disse:

    PS: O John Bogle faleceu ontem à tarde, com 89 anos. ?

    ? Espero que tenha deixado mais algum livro para sair entretanto!

    Gostava muito de saber a opinião dele actualizada sobre as idéias que transmite no livro The Little Book of Common Sense Investing. Principalmente depois de termos tido o crash de 2008/2009. E a opinião actual sobre o comportamento dos ETF's (que ele não gostava assim tanto)

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    Continuo na dúvida entre estes 3 ETF's para as obrigações:

    Lyxor EuroMTS 5-7Y Investment Grade (DR) UCITS ETF (Paris: MTC)                                       MTC             LU1287023003      307 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR                                                                    MTD             LU1287023185      389 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR     MAA            LU1287023342      532 m          0,170%      ACC    EUR    Physical
     

    O Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR é o que nos últimos 5 anos teve as melhores prestações (mas prestações passadas não são garantias de prestações futuras :))

    Já quanto ao Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR, agrada-me por ter todas as maturidades. Mas, será uma vantagem?

    Têm alguma recomendação? Ou a escolha neste caso, por serem os 3 tão idênticos, dependerá apenas de preferências pessoais?!

     

    Também me aconselharam que 30% de obrigações é "excessivo" para o periodo actual da economia! Em vez disso para deixar estar em cash. O que acham em relação a isso?

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    Mouro Emprestado
    há 47 minutos, Edge disse:

    Continuo na dúvida entre estes 3 ETF's para as obrigações:

    Lyxor EuroMTS 5-7Y Investment Grade (DR) UCITS ETF (Paris: MTC)                                       MTC             LU1287023003      307 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR                                                                    MTD             LU1287023185      389 m         0,170%      ACC    EUR    Physical

    Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR     MAA            LU1287023342      532 m          0,170%      ACC    EUR    Physical
     

    O Lyxor EuroMTS 7-10Y Investment Grade (DR) C-EUR é o que nos últimos 5 anos teve as melhores prestações (mas prestações passadas não são garantias de prestações futuras :))

    Já quanto ao Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR, agrada-me por ter todas as maturidades. Mas, será uma vantagem?

    Têm alguma recomendação? Ou a escolha neste caso, por serem os 3 tão idênticos, dependerá apenas de preferências pessoais?!

    Basicamente...

    Quanto maior a maturidade, maiores os retornos, mas também maior a volatilidade e maior risco no caso das taxas de juro aumentarem (será que vão aumentar assim tanto nos próximos tempos?)

    Quanto menor o risco soberano, menores os retornos, mas também menor a volatilidade (será que teremos uma nova crise das dívidas soberanas nos próximos tempos?)

     

    há 47 minutos, Edge disse:

    Também me aconselharam que 30% de obrigações é "excessivo" para o periodo actual da economia! Em vez disso para deixar estar em cash. O que acham em relação a isso?

    Errrrrrrr....

    Para que servem as obrigações? Para gerar retornos? Para isso existem as acções.

    Assim se souberes a resposta a essa pergunta, saberás se para ti valerá a pena apostar em obrigações ou não.

    Ou isso, ou queres fazer uma aposta activa de que as taxas de juro vão continuar a aumentar e os retornos nas obrigações serão negativas. Mas, se acreditas em tal aposta activa, certamente que existirá um qualquer produto que seja "curto" nas obrigações, permitindo-te obteres um retorno inversamente proporcional ao retorno negativo das obrigações que tu estás a contar. 

    Nota que, de uma forma muito simplista, "cash" mais não é que obrigações soberanas de curto-prazo.

    Outra nota, não gosto de me meter muito, mas apostar 100% em acções a longo-prazo (30 anos) é mesmo a melhor estratégia? É que a história não nos indica isso...

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    há 1 hora, Mouro Emprestado disse:

    Basicamente...

    Quanto maior a maturidade, maiores os retornos, mas também maior a volatilidade e maior risco no caso das taxas de juro aumentarem (será que vão aumentar assim tanto nos próximos tempos?)

    Quanto menor o risco soberano, menores os retornos, mas também menor a volatilidade (será que teremos uma nova crise das dívidas soberanas nos próximos tempos?)

    Pois, é por isso que estou mais inclinado para o Lyxor EuroMTS Highest Rated Macro-Weighted Government Bond DR UCITS ETF C-EUR por ter todas as maturidades. O meu pensamento é que com este acabo por ter um intermédio, ou seja, "o melhor dos 2 mundos".

    há 2 horas, Mouro Emprestado disse:

    Errrrrrrr....

    Para que servem as obrigações? Para gerar retornos? Para isso existem as acções.

    Assim se souberes a resposta a essa pergunta, saberás se para ti valerá a pena apostar em obrigações ou não.

    Ou isso, ou queres fazer uma aposta activa de que as taxas de juro vão continuar a aumentar e os retornos nas obrigações serão negativas. Mas, se acreditas em tal aposta activa, certamente que existirá um qualquer produto que seja "curto" nas obrigações, permitindo-te obteres um retorno inversamente proporcional ao retorno negativo das obrigações que tu estás a contar. 

    Nota que, de uma forma muito simplista, "cash" mais não é que obrigações soberanas de curto-prazo.

    Outra nota, não gosto de me meter muito, mas apostar 100% em acções a longo-prazo (30 anos) é mesmo a melhor estratégia? É que a história não nos indica isso...

    A resposta a essa pergunta, para mim, as obrigações servem para trazer estabilidade à carteira. E para esta minha carteira não quero fazer apostas activas. O objectivo é constituir a carteira e "esquecer" até aos rebalanceamentos. Claro que isto é no limite, porque tenho consciência que como estou a começar, no inicio irei estar a ver a carteira mais "frequentemente" e depois irei tentar acompanhar uma ou 2 vezes por mês. Mas a idéia é ser o mais "passivo" possivel.

    Como quero replicar uma carteira "teórica", o meu objectivo principal é "montar" a carteira para que possa ver na prática como tudo funciona. E até para me conhecer (ficar a saber qual é a minha reação e emoções perante as oscilações que virão)! :) 

    100% em acções está fora de questão para mim!

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    Hoje ao fazer mais algumas simulações e pesquisas de ETF's surgiu-me uma dúvida.

    Eu já tenho decidido que irei usar o IWDA (IE00B4L5Y983) para as acções.

    Mas nas minhas pesquisas, fui ver mais em detalhe este: iShares Core S&P 500 UCITS ETF - IE00B5BMR087 e fiz uma comparação entre os 2. (também fiz com outros que seguem o S&P500)

    O IWDA, tem a vantagem em relaçao ao S&P500 de ser mais diversificado. Acções mundiais vs. Acções dos USA

    Mas olhando para os históricos, o S&P500 tem tido melhores performances. A 5 anos tem 84,95% vs. 57,05% do IWDA

    Depois, o S&P500 tem um FEE de 0,07% vs. 0,20% do IWDA e um volume 

    Em termos de volatilidade o S&P500 teve 18,08% no último ano vs. 13,47% do IWDA.

    Mas também é um dado adquirido que a economia dos USA é a maior do mundo e que é a que gera maiores resultados (assim como perdas, quando acontecem).

     

    A minha dúvida foi, porque será que "quase toda a gente" escolhe/aconselha o IWDA em vez do S&P500? Ou melhor, porque se escolhe o "mundo" em vez dos "USA"?

    Visto que o "USA" é normalmente mais barato, tem históricos melhores, tem mais "probabilidades" de ganhos maiores. Apenas "perdendo" para o "mundo" com uma diversificação menor (que poderá não ser uma desvantagem neste contexto) e com uma volatilidade um pouco maior (no caso do S&P500 vs. IWDA a 5 anos é apenas de 2,3% maior: 15.63% vs. 13.33% respectivamente)

    Se calhar existem outros factores que não estou a ver. :)  Fica a questão!

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    Mouro Emprestado
    há 3 horas, Edge disse:

    Hoje ao fazer mais algumas simulações e pesquisas de ETF's surgiu-me uma dúvida.

    Eu já tenho decidido que irei usar o IWDA (IE00B4L5Y983) para as acções.

    Mas nas minhas pesquisas, fui ver mais em detalhe este: iShares Core S&P 500 UCITS ETF - IE00B5BMR087 e fiz uma comparação entre os 2. (também fiz com outros que seguem o S&P500)

    O IWDA, tem a vantagem em relaçao ao S&P500 de ser mais diversificado. Acções mundiais vs. Acções dos USA

    Mas olhando para os históricos, o S&P500 tem tido melhores performances. A 5 anos tem 84,95% vs. 57,05% do IWDA

    Depois, o S&P500 tem um FEE de 0,07% vs. 0,20% do IWDA e um volume 

    Em termos de volatilidade o S&P500 teve 18,08% no último ano vs. 13,47% do IWDA.

    Mas também é um dado adquirido que a economia dos USA é a maior do mundo e que é a que gera maiores resultados (assim como perdas, quando acontecem).

     

    A minha dúvida foi, porque será que "quase toda a gente" escolhe/aconselha o IWDA em vez do S&P500? Ou melhor, porque se escolhe o "mundo" em vez dos "USA"?

    Visto que o "USA" é normalmente mais barato, tem históricos melhores, tem mais "probabilidades" de ganhos maiores. Apenas "perdendo" para o "mundo" com uma diversificação menor (que poderá não ser uma desvantagem neste contexto) e com uma volatilidade um pouco maior (no caso do S&P500 vs. IWDA a 5 anos é apenas de 2,3% maior: 15.63% vs. 13.33% respectivamente)

    Se calhar existem outros factores que não estou a ver. :)  Fica a questão!

    Tem melhores históricos? Isto é uma verdade absoluta, com base em que histórico? Últimos 5 anos?

    Bem, parece que historicamente, há alturas que o MSCI World até bate o MSCI USA (usado como proxy do SP500). Tipo, no início do século XXI:

    Capturar.jpgupload pictures online

    Noutras alturas é o contrário, estilo nesta década. Será que na próxima década, novamente o MSCI World baterá o SP500?

    Claro que há piores (muito piores) apostas activas, mas já que queres ir por aí, deve haver maneira de shortares o MSCI World Ex.USA e usares essa alavancagem para apostar no SP500.

    Sinceramente... acho que complicas o simples e se já leste livros do Bogle, do Bernestein ou do Swedroe.... é porque neste momento tens informação a mais.

    Escolhe uma carteira, o mais simples e diversificada possível e, depois, não tenhas arrependimentos. 

    Eu sei, é complicado, quanto mais leio mais quero complicar, mas no final do dia, acho que daria o meu tempo mais bem entregue a aumentar os meus rendimentos do que andar aqui a escolher este ou aquele índice.

    Editado por Mouro Emprestado
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    há 8 horas, Mouro Emprestado disse:

    Sinceramente... acho que complicas o simples e se já leste livros do Bogle, do Bernestein ou do Swedroe.... é porque neste momento tens informação a mais.

    Escolhe uma carteira, o mais simples e diversificada possível e, depois, não tenhas arrependimentos. 

    Eu sei, é complicado, quanto mais leio mais quero complicar, mas no final do dia, acho que daria o meu tempo mais bem entregue a aumentar os meus rendimentos do que andar aqui a escolher este ou aquele índice.

    Obrigado @Mouro Emprestado

    Tens razão e é verdade! Quanto mais leio, mais quero complicar!

    Estou com "informação" a mais e a complicar o que é simples!

    Vou seguir o teu conselho e aplicar a minha carteira, sem arrependimentos! :) 

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