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  • FORMAS DE POUPAR

  • IRS 2009


    Gaelic

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    No Orçamento de Estado para 2009, está prevista a actualização do IRS, em linha com a inflacção prevista, pelo que não há um verdadeiro desagravamento para fazer face à crise. Os contribuintes agradeceriam uma atitude diferente!

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    pauloaguia

    Sem dúvida. Mas também é preciso não esquecer que as despesas do Estado tipicamente aumentam nestas alturas. Por exemplo, a maioria das previsões da taxa do desemprego ficam muito além da do Governo e isto implica um aumento dos subsídios de desemprego e diminuição da receita fiscal porque os desempregados não são contribuintes... foi também prometido um aumento dos benefícios fiscais para aliviar os efeitos da crise (não acho que tenham acertado nas escolhas, mas pronto) e esse dinheiro também tem que vir de algum lado.

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    Ó pauloaguia, eu estou de acordo contigo: se a crise económica está aí, mais despesas virão para o subsídio de desemprego, rendimento de inserção e outras políticas sociais. Tudo isso é consensual! Mas, folheando hoje, o Expresso, vem uma notícia, que penso ser a "fotografia" dos políticos portugueses: os cartões de crédito (vários) concedidos a gestores da Gebalis (Câmara de Lisboa), são um autêntico escândalo! Não basta a obra (duvidosa ou pelo menos controversa) e na opinião de outros a falta dela, e ainda gastam à tripa forra com almoçaradas e jantaradas com pessoas que os podem promover politicamente. Depois tens as despesas sumptuárias dos vários Ministérios, os submarinos que não são necessários; enfim, basta reparares nos aumentos de dotação para cada Ministério, para fazeres uma razoável ideia da questão!

    No fundo é a velha máxima "faz o que ele diz não faças o que ele faz"!

    Penso que falta por aí um Eça de Queirós do nosso século, bem mais corrosivo,  para evidenciar de forma clara que "o rei vai nú"!

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    Pedro Pais

    Penso que falta por aí um Eça de Queirós do nosso século, bem mais corrosivo,  para evidenciar de forma clara que "o rei vai nú"!

    Não lhes chamaria Eça de Queirós, mas há para aí uma geração de comediantes/artistas/cidadãos que expõe de forma mais ou menos divertidas esses episódios mais caricatos.

    Acho que a revolta que sente é muito natural, mas não basta falar, é preciso fazermos qualquer coisa. Ou escrever umas cartas, ou investigar, ou sei lá :)

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    Gostaria de lhe dizer em primeiro lugar que não vislumbro qualquer tipo de ironia, no que escreveu!

    Depois, não estou revoltado, estou habituado e portanto já conformado, com o estado a que o Estado chegou! Como não tenho pretensões de ordem política, exprimo-me como qualquer cidadão quando se sente defraudado. O meu acto de cidadania mais relevante é praticado nas eleições, fazendo o meu julgamento político, como é obrigação de qualquer cidadão!

    Não tenho pretensões, igualmente, de escrever para qualquer jornal ou outro meio de comunicação social, pois para tal não me sinto suficientemente competente. Sigo a velha máxima de Sócrates (filósofo): "sábio é aquele que conhece os limites da sua ignorância"!

    Finalmente, acho que sim, que é necessário um Eça para este nosso século (basta conhecer a sua influência e de todos os outros da Geração de 70 do séc. XIX, para a transfiguração das mentalidades tacanhas no período da Regeneração - período histórico, que como sabe começou em 1850 ).

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    Pedro Pais

    Não tenho pretensões, igualmente, de escrever para qualquer jornal ou outro meio de comunicação social, pois para tal não me sinto suficientemente competente. Sigo a velha máxima de Sócrates (filósofo): "sábio é aquele que conhece os limites da sua ignorância"!

    Finalmente, acho que sim, que é necessário um Eça para este nosso século (basta conhecer a sua influência e de todos os outros da Geração de 70 do séc. XIX, para a transfiguração das mentalidades tacanhas no período da Regeneração - período histórico, que como sabe começou em 1850 ).

    Gaelic, falarmos e expormos os problemas é sem dúvida importante, mas como referi é na acção que estão os ganhos. E aqui não é uma questão de competência, é mais uma questão de vontade e de iniciativa.

    De qualquer forma os seus comentários políticos (ou de outra natureza) são sempre muito bem-vindos, só quis dizer que por vezes temos de fazer algo mais.

    Em relação ao Eça, confesso que conheço muito mal a sua influência na nossa sociedade. Literatura e História não são, sem dúvida, os campos onde me sinto mais confortável.

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    Pedro, eu peço desculpa, porque a madrugada já vai longa, mas para encerrar esta pequena troca de impressões, gostaria de insistir (eu sou chato!...): que acção se pode ter isoladamente, que possa fazer prevalecer o nosso ponto de vista? Eu acho que a sociedade portuguesa está demasiado anestesiada e ao mesmo tempo, egocêntrica, para "sentir" os problemas que a rodeiam!

    Finalmente, para que não restem quaisquer dúvidas e porque acho o seu blog dos mais equilibrados que alguma vez me foi dado conhecer, (já conheci alguns!) e ao mesmo tempo de tanta utilidade para todos nós, nos tópicos versados, que jamais pretendi, desde que me registei, ter alguma atitude de sobranceria ou de ironia. Penso que este lugar de todos nós, é demasiado sério, para esses tipos de atitude! Pode achar no mínimo estranha esta minha insistência, mas é para que fique registado que a minha intervenção será sempre feita com a maior urbanidade.

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    Pedro Pais

    que acção se pode ter isoladamente, que possa fazer prevalecer o nosso ponto de vista?

    Sem querer ser presunçoso, que acção pode isoladamente um blog ter na melhoria das finanças pessoais de algumas pessoas? A verdade é que tem (para minha positiva surpresa).

    jamais pretendi, desde que me registei, ter alguma atitude de sobranceria ou de ironia. Penso que este lugar de todos nós, é demasiado sério, para esses tipos de atitude! Pode achar no mínimo estranha esta minha insistência, mas é para que fique registado que a minha intervenção será sempre feita com a maior urbanidade.

    Não me passou pela cabeça outra coisa :) Eu gosto muito das suas intervenções e ideias, só levantei alguns pontos num sentido muito positivo.

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    pauloaguia

    Gaelic, concordo em absoluto que há várias depesas públicas que podiam ser corrigidas. Agora, e voltando ao tópico (o ajuste da receita), resta saber é se as despesas em que se poderia cortar cobrem o previsível acréscimo de despesa noutras áreas (com o qual também já disseste concordar). Eu não tenho dados para ir nem num sentido nem no outro. (Isto de fazer orçamentos é muito complicado :P)

    Seja como for o meu comentário inicial foi o de fazer ver que não basta só pedir - é preciso prestar atenção ao que se pede; tentar perceber o que justifica a situação actual e atacar por aí.

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    Seja como for o meu comentário inicial foi o de fazer ver que não basta só pedir - é preciso prestar atenção ao que se pede; tentar perceber o que justifica a situação actual e atacar por aí.

    De facto, pauloaguia, um O.E., não é um documento fácil de interpretar, dada a sua dimensão e pouco conhecimento de que dispomos, para opinar num sentido ou noutro! As minhas observações, baseiam-se no que li de vários analistas e economistas reputados (como o Dr. Silva Lopes), ou fiscalistas (como o Dr. Medina Carreira) e na minha sensibilidade face à crise

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    • 2 weeks later...

    Preciso de saber se as tabelas de retenção na fonte do IRS 2009, incluindo as Pensões, já foram publicadas para consulta. Alguém me pode de ajudar por aqui? É que não as consigo localizar. Só encontro as de 2008. :)

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    Pelo que tenho vindo a ver nos últimos anos essas tabelas nunca estão disponiveis antes de Janeiro.

    Houve anos que só em Fevereiro ficaram disponíveis, mas a regra tem sido nos fins de Janeiro!

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    • 1 month later...

    Em caso de teres quaisquer rendimentos tens sempre de apresentar o IRS. Pode é não haver lugar a pagamento de imposto, dependendo dos valores envolvidos.

    A questão é a seguinte: tenho um sobrinho que começou a trabalhar o ano passado e que vive ainda em casa dos pais (tem 19 anos); recebe o ordenado mínimo + subsídio de alimentação + horas extras + o correspondente aos subsídios de férias e natal, o que equivale a receber líquido mensalmente cerca de 650 euros.

    Infelizmente devido a um problemazito que apareceu recentemente tem tido muitas despesas de saúde e o médico tem perguntado se quer os recibos em nome dele ou de um dos pais; a questão que se coloca é que se não lhe fosse vantajoso apresentar mais despesas de saúde os pais sempre poderiam usufruir destas despesas no IRS. ???

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    Tem que apresentar declaração sempre que haja rendimento de Categoria A, B...etc, nesse caso ele pode fazer a declaração em separado dos pais ou em conjunto, já que ainda está ao cargo deles, é considerado um dependente com rendimento, agora depende do resto, dos rendimentos dos pais, das despesas deles, qualquer das formas penso que o melhor será pedir no nome dele, assim mesmo que faça em separado ou conjuntamente poderá sempre declarar essa despesa, se for em nome dos pais e ele fazer a declaração em separado só eles terão a dedução.

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    David,

    A ideia desde o início era ele fazer a declaração em separado da dos pais; a dúvida que surgiu é que como os rendimentos dele são baixos, pode ser um pouco indiferente apresentar despesas de saúde no valor de por ex., 200 € ou € 500, e se assim fosse os recibos destas despesas seriam pedidos em nome de um dos pais por forma a poderem beneficiar desta dedução.

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    Então para mim a única dúvida será os valores de horas extras apresentadas e dos subsidios, como o vencimento base é o ordenado mínimo logo não tem descontos para o IRS, ora se não tem descontos não precisa de apresentar qualquer tipo de despesas porque não vai dar lugar nem a receber nem a pagar ao estado, mas se além do vencimento base tem mais essas horas extras,e os subsidios (que penso que deva ser á volta dos 35,50€ cada um) pode ter dado lugar a algum desconto de IRS em algum mês (o que dúvido), mas é só verem os recibos de vencimentos...

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    Julgo que será mais vantajoso fazer a declaração em conjunto. Depois é fazer uma simulação do IRS para ver se paga algum imposto, se pagar é meter alguma factura em nome dele, senão em nome dos pais.

    Só os reformados abaixo de 6100€ em 2008 estavam isentos de apresentar IRS. 6100€ / 14 meses, acho eu.

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