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  • FORMAS DE POUPAR

  • Amortização total do CH versus benefício fiscal


    meu-godo

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    Dada a minha pouca aptidão para fazer cálculos venho levantar uma questão. Será vantajoso amortizar na totalidade um crédito habitação perdendo o benefício fiscal ou será preferível manter a dívida de forma a usufruir do benefício fiscal na sua totalidade.

    Bem sei que a resposta a esta questão pode ser influenciada por outras variáveis, mas gostava de lançar esta discussão.

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    Sem números não é fácil dar uma resposta concreta. Mas a conta a fazer parece-me ser a seguinte:

    Por um lado deixa-se de pagar juros ao banco (e, o seguro de vida e as comissões de processamento mensal). O dinheiro que se pagava para essas coisas todas passa a poder ser posto de lado a render.

    Por outro lado, perdes o direito ao benefício fiscal. E tipicamente há também os 0,5% de comissão de amortização.

    Ou seja, ao fim de 10 anos, por exemplo, tens que calcular quanto é que te vai render investir o que era o dinheiro da prestação+seguros+comissões; subtrair os benefícios fiscais de que não usufruirás se amortizares; assim como a comissão por amortização antecipada.

    Eu desconfio que rende mais pagares o empréstimo para poderes investir o dinheiro... mas só fazendo as contas com números concretos é que dá para aclarar as ideias... sendo certo que, sem certeza de como será a evolução das taxas, a resposta pode ser diferente em cenários diferentes...

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    Na equação, também pode entrar a idade...

    Se "meu-godo" contraiu o CH já com uma idade avançada, concerteza que os seus seguros de vida têm tendência a subir mais do que alguêm que tenha contraido o seu CH ainda jovem.

    Assim, se tiver uma idade próxima dos 50, e possibilidade para amortizar, esqueceria os benefícios e dormia mais descansado!...  ;)

    Caso contrário, tem de dar um pouco mais de dados, pois assim estaremos sempre no campo das hipóteses e dos palpites...  :D

    Cumps  8)

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    Este tópico vai de encontro a uma duvida minha, conheço várias pessoas que dizem que não liquidam o CH para não perder os benefícios fiscais, mas em algum caso se vai buscar mais em IRS do que aquilo que se paga em juros e seguros pela manutenção de um CH?

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    Obrigado pelas vossas respostas.

    Na verdade, amortizei até metade do CH e por enquanto ainda conseguirei obter o benefício fiscal, mas caso consiga amortizar mais cerca de 40% do crédito, já não conseguirei.

    Um dos meus problemas prende-se com o facto de manter dívida face ao banco. No entanto, também posso guardar o equivalente à dívida numa conta a prazo para a poder liquidar em qualquer altura.

    O que dificulta mais a situação é o facto da prestação ser indexada, ou seja, as contas feitas hoje podem não bater certo no futuro e certamente que o benefício fiscal irá mudar nos próximos anos.

    A questão também é um pouco esta. Valerá a pena ficar com uma pequena parcela da dívida para benefício fiscal com os custos inerentes de seguro e com a manutenção da hipoteca ou é preferível liquidar a totalidade da dívida? É difícil encontrar resposta porque a ideia de ter uma dívida sem necessidade (tendo eventualmente hipótese de a liquidas) é uma coisa que não gosto...

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    Valerá a pena ficar com uma pequena parcela da dívida para benefício fiscal com os custos inerentes de seguro e com a manutenção da hipoteca ou é preferível liquidar a totalidade da dívida? É difícil encontrar resposta porque a ideia de ter uma dívida sem necessidade (tendo eventualmente hipótese de a liquidas) é uma coisa que não gosto...

    Faltou o intervalo de idade que tem (40-45 ou 45-50...), mas também não tem importância por ai além!  :)

    Creio que tem a resposta à sua pergunta, na frase que destaquei a negrito.  ;)

    No meu caso, se tivesse hipótese para "liquidar", salvo seja, o empréstimo do CH, não pestanejava sequer. E benefícios fiscais podem-se ir buscar a outros produtos. Exemplos não faltarão, caso queira seguir por ai...  :)

    Cumps  8)

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    Boas!

    Eu também estou moderadamente preocupado com este assunto. Acrescentaria mais dois pontos para ponderar (embora não seja especialista nestas matérias):

    1- Em caso de uma revolução social com Nacionalizações (e perda da habitação) quem passa a assumir o crédito é o Estado. Se está tudo pago ou não recebe ou recebe pouco. Isto aconteceu em 74/75 no Ultramar. Apesar de pouco provável pode acontecer. " a História tem o mau gosto de se repetir". Em 30/45 anos muita coisa muda...

    2- Quando o empréstimo é contraído por duas pessoas e há seguro de vida (sempre, ou quase sempre) quando um falece, deixa a habitação paga  para o (os) que fica(m).Os seguros associados aos CH são, segundo sei, mais baratos que os "independentes".

    Cumps

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    Eu também estou moderadamente preocupado com este assunto. Acrescentaria mais dois pontos para ponderar (embora não seja especialista nestas matérias):

    1- Em caso de uma revolução social com Nacionalizações (e perda da habitação) quem passa a assumir o crédito é o Estado. Se está tudo pago ou não recebe ou recebe pouco. Isto aconteceu em 74/75 no Ultramar. Apesar de pouco provável pode acontecer. " a História tem o mau gosto de se repetir". Em 30/45 anos muita coisa muda...

    Se fosse a si, não ficava muito preocupado com essa hipótese no futuro mais imediato.

    Preocupava-me mais com a privatização de bens essenciais (água, energia,...) e a obrigatoriedade de ter de aderir a um chip ou o Big Brother das ruas...

    2- Quando o empréstimo é contraído por duas pessoas e há seguro de vida (sempre, ou quase sempre) quando um falece, deixa a habitação paga  para o (os) que fica(m).Os seguros associados aos CH são, segundo sei, mais baratos que os "independentes".

    Não percebi o que quis dizer com os "independentes". Será individual?

    Nem sempre o seguro de vida para duas pessoas cobre o crédito em divida no caso do falecimento de um dos elementos do casal. É preciso ler com atenção as condições que constam no contrato. Pois, pode-se pensar que se está seguro e depois vai-se a ver na alínea X, do parágrafo Y e com base na sub-alínea W, diz que a pessoa não pode "cair" dentro de casa. Só pode "cair" fora de casa. O exemplo é uma hipérbole, mas serve apenas de alerta!

    Cumps  8)

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