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  • FORMAS DE POUPAR

  • Questões de principiante


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    Bom dia,

    Estou a fazer pela primeira vez o IRS e reparei que existem benefícios fiscais bastante interessantes no que diz respeito a investimentos em PPR.
    Tendo em consideração que usei a poupança do ano anterior para comprar uma viatura e que não tenho encargos com rendas, é provável que consiga poupar cerca de 800€ por mês (que gostaria de investir em aplicações de longo prazo com baixo risco).

    Naturalmente, sendo principiante tenho algumas questões, nomeadamente:

    1. Qual a diferença entre PPR, ETF, e fundos de investimento? 

    De acordo com o que vi na Internet as ETF's destingem-se dos fundos de investimento convencionais pelo facto de serem geridas passivamente e apresentarem comissões mais baixas, no entanto já li algures neste forum que existem ETF's com gestão activa. Sendo isto verdade o que distingue efectivamente uma coisa da outra?

    No que diz respeito aos PPR, a ideia que tinha dos mesmos, é que são fundos de baixo risco e com baixo retorno com o objectivo construir uma conta poupança para a reforma.
    No entanto, já constatei que o fundo AR PPR,  para além de ser considerado o melhor dos mesmos, apresenta uma rendibilidade elevada (9,1% por ano nos últimos 10 anos, de acordo com o Bank Invest) e apresenta um nível de risco moderado (risco nível 4, para além de não garantir o reembolso do capital). Se um PPR pode ter risco moderado (ou elevado?), o que destinge um PPR de um fundo de investimento normal?

    2. PPR sem garantia de capital

    Assumindo que pode existir um risco moderado de um PPR não reembolsar o capital investido, não creio que faça algum sentido o Estado Português incentivar o investimento num deles, através de benefícios fiscais. Existe alguma salvaguarda contra a perda do capital investido num PPR?

    3. Diversificação de Investimentos

    Tendo em conta que cada fundo de investimento já está diversificado de forma a minimizar o risco, faz algum sentido investir em mais do que 1 fundo com o objectivo de reduzir o risco?

    4. Retorno dos PPR

    Num PPR, o normal é os juros serem reinvestidos automaticamente até à data da maturidade? 

    5. Beneficios fiscais 

    No artigo 21- Nº4 dos benefícios fiscais, consta que : "A fruição do benefício previsto no n.º 2 fica sem efeito...se aos participantes for atribuído qualquer rendimento ou for concedido o reembolso dos certificados... excepto quando tenham decorrido, pelo menos, cinco anos a contar da respectiva entrega e ocorra qualquer uma das situações definidas na lei."

    Podem-me esclarecer se basta que tenham decorrido 5 anos, ou se é necessário que passem 5 anos e tenha mais de 60 anos antes de fazer o resgate?

    6. Existe algum consenso no que diz respeito ao melhor tipo de investimento a efectuar, tendo em consideração o seguinte perfil ?

    - Idade 25 
    - Capital Inicial : 2.000€
    - Poupança mensal = 800€
    - Longo prazo
    - Risco baixo (preferencialmente perto do 0)

    Conclusão

    O beneficio fiscal dos 400€ a abater ao IRS é bastante atractivo, mas estou a tentar compreender até que ponto é provável/possível perder o capital investido.
    Sou eu que estou a ser paranóico e a interpretar mal o nível de risco de certos investimentos?

    Agradeço a atenção disponibilizada, e peço desculpa se algumas das questões são básicas, mas não tive grande sucesso em encontrar respostas para as mesmas.

    Cumprimentos 
     

    Editado por Ailwyn
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    • 4 weeks later...
    A 21/02/2020 às 16:47, Mouro Emprestado disse:

    Não.

    São ambos as mesma coisa. Tanto há ETFs de gestão activa, como Fundos de Investimento de gestão passiva.

    Aquilo que os distingue, em traços gerais (faltam depois as nuances sobre os ETFs mais "exóticos" e sobre os quais, enquanto principiante, fica só longe), é que os ETFs são transaccionados em bolsa, enquanto que os fundos de investimento são transaccionados fora de mercado, atendendo ao valor dos respectivos activos.

    Para investimentos de longo-prazo, acabam basicamente por ser a mesma coisa.

    Agora, há que ter atenção é ao valor das comissões de gestão. Quanto maiores, maior a probabilidade dos respectivos ganhos serem recuperados pela gestora e não pelo investidor.

     

    Peço desculpa, mas que visão tão colectivista, "as pessoas são burras demais para investir as poupanças em fundos de investimento ou ETFs com risco, pelo que o estado deve salvaguardar as pessoas da sua própria ignorância". 

    Não, não e não, não quero o estado na minha vida, a definir o que devo ou não devo saber, porque eu sou responsável pelas minhas decisões, ponto final. Se me der mal, azar, é assumir as perdas e seguir em frente.

    Posto isto, e dado que não podemos fugir aos impostos, quanto muito o estado devia era incentivar toda a poupança, via PPR ou via outra coisa qualquer. 

    E sim, este deveria passar pelo redesenhar do actual sistema de segurança social, passando para um sistema de verdadeira capitalização individual e não um sistema de "contribui agora e depois reza que ainda exista dinheiro".

     

    Claro que sim.

    A não ser que seja um fundo misto, que invista em acções e obrigações.

    Caso contrário, é definir a alocação em percentagem entre cada tipo de activos e escolher o fundo ou ETF que servirá de veículo de investimento.

    Dependerá de cada PPR.

    Há 2 tipos de benefícios:

    - Taxa de tributação mais reduzida sobre os rendimentos gerados pelo PPR

    - Benefício fiscal em sede de IRS, até aos limites definidos por lei conforme a idade, outras deduções, etc

    No primeiro caso, pode-se aceder ao benefício automaticamente, independentemente da idade.

    No segundo caso, se beneficias de dedução à colecta do IRS, só podes resgatar naquelas situações previstas na lei. Caso contrário, tens de devolver o IRS que deixaste de pagar no passado, acrescido de 15% (se não estou em erro).

     

    Não existe risco baixo perto de zero, pelo que dir-te-ei que mais vale ires poupando (seja em DO, DP ou CTPM e similares) e estudando sobre os conceitos de investimento a longo-prazo.

    Quando deixares essa visão colectivista do mundo e te tornares liberal (e, quiçá, anarco-capitalista quando te aperceberes que "imposto é roubo"), aí estarás pronto para investir "à séria" ? ? ? ? ?.

    Mouro Emprestado acho que é importante dizer que este post é bastante informativo. 

    Obrigado :)

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