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  • FORMAS DE POUPAR

  • cartão de crédito - dívida sem solução à vista


    Katy500

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    Boa noite. Sou nova no fórum, apenas dei uma vista de olhos antes de me registar.  Infelizmente, o motivo que aqui me trás não é o melhor. Venho expor a situação de um familiar meu, que por motivos que decerto compreenderão não quer a sua identidade se torne pública. 

    Tentando resumir a história, este familiar tem um cartão WiZink gold (cartão esse que deixou de estar no mercado à algum tempo), com uma TAN de contrato de 26,99%. Ora dívida foi sendo contraída ao longo de largos meses, até que se tornou insustentável devido à taxa de juro altíssima, e neste momento o montante em dívida ultrapassa os 7000€, ultrapassando mesmo o limite do crédito que é de 6500€. O WiZink recusa-se a fazer qualquer tipo de reestruturação da dívida, e em todos os contactos com o apoio ao cliente afirmam sempre que é necessário pagar o montante em dívida mensalmente, uns mais educadamente que outros. (Os estratos mensais disponíveis na área de cliente são extremamente confusos, e no extracto deste mês reparei que, mesmo efectuando pagamentos mensais dentro do prazo e não utilizando o cartão, o valor em dívida aumentou 100€ em vez de diminuir, mesmo mediante um pagamento de 250€!)
    Ora, não é a primeira vez que este familiar tem uma dívida de cartão de crédito. Da ultima vez, conseguiu um empréstimo bancário para liquidar na totalidade a dívida do cartão de crédito, ficando a pagar uma mensalidade fixa com juros muito mais baixos do que se tivesse continuado a pagar a dívida do cartão mensalmente. Este familiar tem um emprego estável, mas de rendimento relativamente baixo (um pouco acima do salário mínimo). É casado, tem filhos a cargo, e tem poucos bens em seu nome. A mensalidade do crédito contraído à alguns anos para liquidar a dívida do outro cartão de crédito é de 180€, e os pagamentos da dívida actual deste cartão variam entre os 250€ e 300€.

    Eu sou uma completa leiga no que toca a finanças. Já me tentei informar para tentar resolver esta situação da maneira mais rápida possível. Deparei-me com créditos consolidados, PERSI's, pedidos de reestruturação ou de perdão parcial de dívidas, enviar pedidos de ajuda para a DECO e para o Banco de Portugal... muito sinceramente, estou completamente perdida, e não sei como ajudar a resolver esta situação, e temo que daqui em diante fique cada vez pior até terminar em insolvência, uma vez que o WiZink está-se borrifando em apresentar soluções viáveis, afinal, quanto mais juros e taxas os clientes pagam, mais eles enchem os bolsos.

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    Um outro tópico com uma situação similar, de um acartão Wizink com uma taxa elevadíssima (certifique-se que lê as várias páginas do tópico, para perceber a evolução do caso): 

    No entanto, há aí qualquer coisa que não parece bater certo. 7000€ a 27% ao ano dá um juro mensal de menos de 160€. Se a mensalidade foi de 250€ e não houve quaisquer gastos, então a dívida devia ter decrescido, não subido.

    A minha sugestão: ele que envie uma mensagem à Wizink indicando que qualquer dia não conseguirá pagar a dívida e a pedir sugestões sobre como pode resolver este problema. dê um bocado de graxa, dizendo que está a tentar ser pró-activo e não entrar em incumprimento, apresentando a situação relativamente aos restantes empréstimos, para ajudar a quantificar o esforço orçamental que tem atualmente, etc. Para além disso, admitindo que não há nenhum erro nas informações que prestou, questione como é possível que a dívida tenha aumentado 100€ naquele mês. Ou do facto de a dívida já ter ultrapassado o limite do cartão de crédito. Envie um email ou uma carta, para ter a certeza de uma resposta por escrito.

    Paralelamente envie também uma reclamação ao Banco de Portugal relativamente ao facto de a dívida aumentar mesmo sem quaisquer gastos e apesar de ter pago a prestação superior ao juro. Aproveite também para informar que pediu ajuda à Wizink para tentar renegociar o contrato antes de entrar em incumprimento mas sem resposta (ou com resposta negativa, se já tiver recebido a resposta por escrito). Pode ser que o facto de o Banco de Portugal começar a fazer perguntas acabe por ajudar a mudar a atitude, como aconteceu no tópico indicado acima. E, embora o BdP não possa fazer nada quanto ao assunto, faça-se de desentendido e questione como é que lhe podem cobrar essas taxas de juro quando a taxa máxima actual é metade desse valor. Ou se o PERSI se aplica a este caso e o que deve fazer para o activar. Quanto mais perguntas colocar em ambas as frentes e quanto mais se mostrar estar por dentro do assunto (ou a tentar esclarecer as dúvidas que lhe forem surgindo), maior a possibilidade de a Wizink o levar a sério e não se querer chatear com futuras insistências do BdP

    Finalmente, qualquer que seja a evolução do caso, a melhor forma de sair dessa situação é mesmo ir pagando o máximo que conseguir todos os meses, de preferência para lá do mínimo.Ainda assim, vai levar anos até se conseguir livrar dessa dívida toda.

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    A 17/11/2018 às 03:15, Katy500 disse:

     sinceramente, estou completamente perdida, e não sei como ajudar a resolver esta situação, 

    Está a por uma cruz às costas que não é a sua; o seu familiar parece não aprender com as asneiras que faz e o mais certo é se alguém o ajudar a sair desta alhada, não demorar muito a meter-se em outra. Às vezes as pessoas só aprendem mesmo se baterem no fundo. Se isso significar a insolvência, então que seja. Ele que se desenmerde, o problema não é seu. Certamente também tem os seus próprios problemas e uma vida para viver sem partilhar os fardos dos outros.

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    obrigada pela resposta @Visitante PJA

    Por acaso lí esse tópico pouco depois de abrir este. 

    E
    xactamente, à certos dados que não batem certo. Vi e voltem a ver os extractos mensais desde o mês de Agosto que foi quando a coisa que já estava no caminho para o desastre, descambou completamente devido a um débito direto que foi recusado pelo banco do meu familiar devido a falta de dinheiro na conta à ordem. O cartão não foi usado durante estes últimos 2 meses (quase 3), a última factura que acusa utilização data precisamente do mês de Agosto.  Até porque quem tem posse do mesmo de momento sou eu para garantir que não é usado. O extracto do mês de Outubro acusa uma diminuição da dívida devido a pagamentos efectuado nos meses de Setembro e Outubro, mas o extracto do mês de Novembro que ficou disponível dia 9 acusa essa subida do valor total em dívida, apesar de um pagamento de 250€ ter sido efectuado, e o mesmo vem indicado no extracto. A única coisa que me esqueci de referir, é que até este mês o cartão tinha como opção pagamento mensal feito por débito directo no final do mês, mas como a empresa onde o meu familiar trabalha paga apenas no penúltimo ou último dias do mês, quando o débito directo era efectuado era quase sempre recusado, uma vez que não havia lá dinheiro suficiente para cobrir a totalidade do pagamento. O meu familiar pediu várias vezes se o dia do débido directo podia ser mudado para dia 1 ou 2 de cada mês, assim era garantido que o dinheiro para o pagamento estava na conta, pedido esse que foi sempre recusado. No fim anulámos débito directo, e a partir deste mês todos os pagamentos serão feitos a partir de referência multibanco. Embora só se tenha passado duas ou três vezes o débito ser anulado, penso que esta situação agravou ainda mais os valores em dívida, correcto?

    Vou ter mesmo que começar a dar corda aos dedos e escrever uns quantos emails, como me sugeriu. Do apoio ao cliente, a única resposta que obtemos é que temos que pagar porque senão a situação só vai piorar, a todas as perguntas e propostas feitas, a resposta é sempre não. O meu familiar não entende nada do assunto (não que eu seja uma entendida, mas por necessidade vou pesquisando umas coisas), e simplesmente faz o que lhe dizem ao telefone, assumindo que é o que tem que ser feito e que não tem alternativa, uma vez que a única resposta que obtém do apoio ao cliente é que tem que pagar e pronto. Até à pouco tempo nem sequer sabia o que o PERSI realmente era, uma vez que ao telefone da WiZink apenas lhe disseram que este plano e que esta não se poderia aplicava ao caso em questão.

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    A 20/11/2018 às 13:04, 5coroas disse:

    Está a por uma cruz às costas que não é a sua; o seu familiar parece não aprender com as asneiras que faz e o mais certo é se alguém o ajudar a sair desta alhada, não demorar muito a meter-se em outra. Às vezes as pessoas só aprendem mesmo se baterem no fundo. Se isso significar a insolvência, então que seja. Ele que se desenmerde, o problema não é seu. Certamente também tem os seus próprios problemas e uma vida para viver sem partilhar os fardos dos outros.

    Peço desculpa, mas isto não é totalmente correcto. Não vou expor quem esta pessoa é, porque a pedido da mesma pretende manter o anonimato, mas lhe garanto que não é um familiar só porque calha a termos o mesmo sangue e que só nos vemos no Natal e na Páscoa. É muito mais pessoal que isso, aliás, se essa fosse a situação nem sequer me preocupava, cada um enterra-se no buraco que cava. Mas não. Isto é problema meu SIM. Por isso pedi conselhos, por isso pedi ajuda.

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    há 15 horas, Katy500 disse:

    Peço desculpa, mas isto não é totalmente correcto. Não vou expor quem esta pessoa é, porque a pedido da mesma pretende manter o anonimato, mas lhe garanto que não é um familiar só porque calha a termos o mesmo sangue e que só nos vemos no Natal e na Páscoa. É muito mais pessoal que isso, aliás, se essa fosse a situação nem sequer me preocupava, cada um enterra-se no buraco que cava. Mas não. Isto é problema meu SIM. Por isso pedi conselhos, por isso pedi ajuda.

    Tenha apenas a consciência que às vezes não ajudar é a melhor forma de ajudar. Mas optar por não ajudar não é fácil, por inumeros motivos, um dos quais é porque sentimos muito prazer em sermos virtuosos.

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    Boa tarde novamente.
    Depois de escrever uma reclamação contra a WiZink expondo a situação que descrevi acima no Portal da Queixa, eis que a única resposta que os senhores se dignaram a dar foi que "a situação se encontrava encerrada". Não foi feita qualquer tentativa de contacto da parte deles, nem sequer para verificar o porquê de existir uma queixa num website público contra eles.
    Assim sendo, amanhã vou tentar telefonar para o apoio ao cliente, e perguntar o porquê de na percepção deles, a situação se encontra resolvida, e vou também mandar carta (uma vez que a WiZink não tem email disponível para fazer contactos escritos). Dependendo da resposta, vou também enviar queixa para o Banco de Portugal.

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    • 1 year later...
    Visitante e se nunca pagar a divida??

    e se nunca pagar a divida a WiZink o que pode acontecer??

    tenho cartão wizink e ja a algum tempo fexei a conta ate a conta do banco ctt onde a conta tava a funcionar mas por acaso ainda tenho o cartao wizink ativo mas nunca usei...

    eles podem ir ate onde se nunca lhes pagar uma divida???

    PS: nao tenho nada em meu nome... nem nunca vou ter...

     

    cumprimentos

    Miguel Luís

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