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  • FORMAS DE POUPAR

  • peixe

    Onde Investir 14 000€

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    peixe

    Boa tarde,

    Gostava que me dessem sugestões para investir este montante em aplicações de pouco risco mas com rentabilidade (como todos, quero boa rentabilidade mas não estou disposto a correr muitos riscos, é possível?)

    O que eu estou a pensar fazer:

    - 5000€ em certificados de tesouro poupança mais (para manter durante 5 anos)

    - 3000€ em certificados de aforro ( para manter nos dois primeiros anos ou ir gerindo ao trimestre)

    - 6000€ em depósitos a prazo - que ainda não tenho definido um banco para isso, teria pensado no invest (3% ano), qual o feedback sobre esse banco?

    Mas estou disposto a alterar  a minha intenção de investimento sendo que, não quero correr muitos riscos. Obrigações e fundos não são postos de parte, apesar de não ter experiência.

    Quais as vossas sugestões?

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    macase

    Para baixo risco e rentabilidade superior aos depósitos a prazo, eu colocava tudo nos certificados CTPM até ao fim do mês por causa das actuais taxas, e seria levar até ao fim dos 5 anos.

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    peixe

    Também já pensei nisso, mas não é arriscado?

    Quem garante o capital nos certificados de Tesouro é o Estado certo? Eu sei que atualmente até existe alguma estabilidade nas contas do Estado mas...

    Qual a probabilidade de o Estado não conseguir pagar as suas obrigações daqui a 5 anos?

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    Tiaguh24

    Também já pensei nisso, mas não é arriscado?

    Quem garante o capital nos certificados de Tesouro é o Estado certo? Eu sei que atualmente até existe algum estabilidade nas contas do Estado mas...

    Qual a probabilidade de o Estado não conseguir pagar as suas obrigações daqui a 5 anos?

    Percebo o teu receio e eu por ter o mesmo receio não apliquei tudo nos CTPM.

    Do todo o montante que tenho aplicado/investido cerca de 40% nos CTPM e acho que já é um bocado demais! Já tenho lido opiniões da DECO e outras a referirem que recomendam não aplicar mais de 25% ou 30% na dívida pública de um só país.

    É só a minha opinião, mas a decisão é tua claro ;)

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    maj.lraep

    Eu até vou mais longe: tento não aplicar mais de 20% do meu capital num só emitente. Independentemente das considerações que faça sobre a sua segurança.

    Se fosse rico ia mais longe para os 10% ou para os 5%.

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    JRJordao

    Curioso, já eu se fosse rico não me importava de colocar 20% no que me parecesse o melhor investimento, pois se corresse mal os 80% restantes continuariam a ser mais que suficientes para viver confortável. A grande diversificação, em tempos de taxas baixas, pode oferecer alguma segurança mas também não permite um grande progresso no aumento do capital.

    Eu investia a maioria em CTPM, aproveitando os últimos dias das boas taxas. Acho que a descida em Fevereiro será significativa, e que durante uns 2-3 anos não vai surgir grande coisa dentro da esfera "baixo risco". Se contas necessitar de uma parte durante os próximos 5 anos, deixa essa fora dos CTPM, pois para investimento a menor prazo não são tão interessantes.

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    maj.lraep

    Pois a minha dúvida é com que base consideramos dívida de portugal algo de "baixo risco".

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    JRJordao

    Pois a minha dúvida é com que base consideramos dívida de portugal algo de "baixo risco".

    Já ter passado por 2 resgates FMI na década de 80 sem ser afectada?

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    daniel__

    Pois a minha dúvida é com que base consideramos dívida de portugal algo de "baixo risco".

    Além do pequeno pormenor do imobilizável por um ano.

    E nesse ano haver:

    -Eleições cá,

    -Grécia com possivel esquerda radical - completa ingógnita

    -Grécia sem querer pagar a quem deve, onde Portugal é o país mais exposto em % do PIB à divida publica grega. Por incrivel que pareça.

    Já ter passado por 2 resgates FMI na década de 80 sem ser afectada?

    Tinha-se contro-lo da moeda. Situações completamente diferentes.

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    maj.lraep

    Já ter passado por 2 resgates FMI na década de 80 sem ser afectada?

    Situações completamente diferentes, tinhas:

    - menos de 60% do PIB em dívida;

    - moeda própria;

    Agora tens:

    - mais de 130% do PIB em dívida;

    - moeda controlada pelo BCE;

    - mais de metade de um futuro parlamento (a acreditar nas sondagens) favorável, no mínimo, a uma restruturação de dívida;

    - 15% do parlamento favorável a não pagar nem 1 cêntimo.

    Enfim... boa sorte. Do fundo do coração.

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    JRJordao

    - mais de metade de um futuro parlamento (a acreditar nas sondagens) favorável, no mínimo, a uma restruturação de dívida;

    - 15% do parlamento favorável a não pagar nem 1 cêntimo.

    Achas que algum partido vai defender a afectação de CA, CT ou CTPM? Só se nunca mais quiser ser eleito seja para o que for.

    Mas pronto, tudo isto são opiniões. Riscos há em tudo na vida. Eu como já disse por diversas vezes, a sensação de deixar passar as boas oportunidades e ficar por algo que rende muito menos também me incomoda. Mas suponho que outros prefiram avançar devagar/devagarinho com a percepção de maior segurança.

    Cabe a cada um procurar o equilíbrio risco/rentabilidade que mais lhe convenha.

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    pauloaguia
    -Grécia sem querer pagar a quem deve, onde Portugal é o país mais exposto em % do PIB à divida publica grega. Por incrivel que pareça.

    Não é assim tão incrível:

    - o PIB de Portugal foi o que mais caiu desde então

    - logo para tudo o que seja medido em função do PIB (e seja constante), Portugal foi o que mais cresceu nesse período 8-)

    Não estou a rebaixar o comentário - concordo com tudo o que tem sido dito pelos vários intevenientes (mesmo que pareça contraditório, todos têm um bocado de razão). Mas o "por incrível que pareça" pareceu-me impensado...

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    peixe

    Eu não confio no estado Português, nem com este partido nem com o próximo que ai vem, até porque já nos deram mais que motivos para não confiar.

    Mas atualmente penso que o risco dos CTPM são muito reduzidos, o que não significa que daqui a 2 ou 3 anos não seja mais elevado.

    O Estado ir buscar dinheiro aos CTPM é uma decisão muito arriscada a nível politico, apesar de o Estado não olhar a meios para satisfazer as suas próprias regalias e dos vários ministros ou das pessoas importantes. Acho que já está provado que em tempos de crise quem paga são os mais pequenos (como aconteceu com este brutal aumento de impostos para todos os cidadãos independentemente das suas carências financeiras).

    Mas estamos na UE, que nestes casos defende os montantes mais pequenos, e por esse motivo acho que se existir a probabilidade do Estado ir aos CTPM irá apenas aos montantes acima de 100 000€.

    Neste momento acho que os CTPM tem um risco reduzido apesar de ser um pouco superior aos depósitos a prazo.

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    Duracellpt

    Os credores internacionais aceitarão renegociação da divida se não for igual para todos.

    As eleições são este ano, e a esquerda está virada para a renegociação da divida.

    E se não me engano o Ferro Rodrigues (lider parlamentar do PS) assinou o Manifesto dos 40.

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    macase

    O estado não é uma entidade de fiar, é certo e sabido, principalmente pela mudança constante das regras.

    Agora, eu acredito mais na segurança do estado como último recurso, do que um banco, basta ver o caso BES. Se o estado um dia falhar neste tipo de produto com as pessoas, significa que tudo o que está precedente, seja bancos, comércio, bolsa, seguros, justiça, etc, há muito que foram pelo cano abaixo.

    Os certificados de aforro existem desde o milénio passado e nunca houve problemas para os aforradores, apenas sujeitos à flutuação das taxas características do produto.

    Há sempre a possibilidade dos depósitos a prazo, mas não podem é reclamar das taxas oferecidas. Um indivíduo se viver sempre no medo do apocalipse, nem debaixo do colchão vai encontrar segurança para guardar o dinheiro. :police:

    "Se corre o bicho pega, se fica o bicho come"

    Calma, respirem, respirem fundo... um passo de cada vez. É preferível aprender com os erros, do que viver com o arrependimento do não agir. Relax.

    Se "só" houvesse 14.000€, colocava tudo nos CTPM, isto se quisesse a melhor relação, baixo risco/rentabilidade. E depois em paralelo, retirava parte do ordenado mensalmente para quando atingisse os 5.000 para aplicar em fundos. Isto não é uma recomendação, é apenas uma opinião. 8)

    Risco? Sim, há risco. Mas também é verdade que há o risco de morrer e ficar cá o dinheiro todo, e levamos apenas o benefício de deixar cá as dívidas e não ter que as pagar! :laugh:

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    MiguelVieira

    Só existe um problema nesta equação dos CA e dos CTPM que é o seguinte.. As pessoas não investem, ou pensam em investir porque é o estado que tem que pagar, e julga-se que tal não é possível.. E então investir em DP não temos o mesmo problema? Não acaba por ser sempre o estado a ter que nos salvar? Com um lado ainda mais negativo que se deve ao facto de estarmos protegidos por um "manto" (leia-se fundo) que mal nos cobre os pés, quanto mais o resto... Este facto do estado ter obtido financiamento nos mercados, e como tal baixar as taxas dos CA não tem um significado positivo, para além do negativo que é ter como side effect o baixar das taxas de juro nos bancos? É neste limbo, que quem tem receio de acções e fundos tem que lidar... E como em tudo na vida, muitas das vezes acabamos por ver a mesma coisa de diversos prismas...

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    JRJordao

    Só existe um problema nesta equação dos CA e dos CTPM que é o seguinte.. As pessoas não investem, ou pensam em investir porque é o estado que tem que pagar, e julga-se que tal não é possível.. E então investir em DP não temos o mesmo problema? Não acaba por ser sempre o estado a ter que nos salvar? Com um lado ainda mais negativo que se deve ao facto de estarmos protegidos por um "manto" (leia-se fundo) que mal nos cobre os pés, quanto mais o resto... Este facto do estado ter obtido financiamento nos mercados, e como tal baixar as taxas dos CA não tem um significado positivo, para além do negativo que é ter como side effect o baixar das taxas de juro nos bancos? É neste limbo, que quem tem receio de acções e fundos tem que lidar... E como em tudo na vida, muitas das vezes acabamos por ver a mesma coisa de diversos prismas...

    Daí a diversificação, para que quando algo corre mal, apenas parte do capital seja afetado.

    Se nos deixamos paralizar com medo de tudo o que pode acontecer e não investirmos, também perdemos dinheiro devido à inflação.

    Na minha opinião, a abordagem mais prudente é a "diversificação ponderada", com base na nossa percepção do risco/rentabilidade de cada produto. Opiniões feitas como as da DECO, não investir mais de 20% em dívida do estado "porque sim", são opiniões como quaisquer outras (incluindo esta  :) ), úteis mas não receitas para seguir cegamente.

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    daniel__

    Opiniões feitas como as da DECO, não investir mais de 20% em dívida do estado "porque sim", são opiniões como quaisquer outras (incluindo esta  :) ), úteis mas não receitas para seguir cegamente.

    Essa opinião nao é apenas da DECO, ja que grande parte dos autores na area do investimento, pelo menos Portugueses, referem o mesmo.

    Na pratica mais de 20% de um mesmo activo, qualquer que ele seja, já é muita exposição. Seja ele uma acção, uma obrigação, divida publica de um unico país, etc.

    Esse conselho tinha dado muito jeito a quem se viu afectado pela restruturação da divida grega. Aliás, falei com um grego, e ele disse-me que o investimento em produtos de divida publica grega tinha sido desastroso para os pequenos investidores. E desastroso foi a palavra utilizada. No entanto parece que ha la alguns escritorios de advogados que estão a tentar defender os interesses dos pequenos investidores, nao sei em que ponto está, até porque o artigo que me foi enviado é grego e tive dificuldade em decifrá-lo.

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    JRJordao

    Essa opinião nao é apenas da DECO, ja que grande parte dos autores na area do investimento, pelo menos Portugueses, referem o mesmo.

    Na pratica mais de 20% de um mesmo activo, qualquer que ele seja, já é muita exposição. Seja ele uma acção, uma obrigação, divida publica de um unico país, etc.

    E achas que esses 20% devem ser tratados como uma fronteira absoluta? Se tiveres uma possibilidade de investimento que não te pareça particularmente mais arriscada mas renda significativamente mais, esse factor não deverá ter o seu peso na tua decisão?

    Como é obvio, não é por se ter 19% que se está significativamente mais seguro que tendo 21%. Vejo os 20% como indicativos, mas são frequentemente apregoados como mandamentos.

    Além de outros factores, como ser 20% de *quanto*. Pode ser uma fatia sem a qual fiques em alguns apuros, ou continues a viver sem problemas.

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    peixe

    Agradeço todos os vossos comentários.

    Neste momento já investi 5000€ em certificados de tesouro PM. O processo foi muito simples, fiz a transferência e de seguida apresentei o comprovativo da mesma nos ctt.

    Mas fiquei com uma dúvida, na altura foi me dito que poderia acompanhar os certificados pela internet e para isso tinha que fazer o registo, mas não me foi dito onde eu posso fazer o registo? Alguém sabe o Link para fazer o registo?

    Na próxima semana irei fazer mais 3000€ em certificados de aforro

    E o restante penso em investir num D. a Prazo no banco invest a um ano com 3% de juros. Alguem sabe qual o processo para abrir conta neste banco? Algum feedback sobre este banco, eles tem comissões ou custos para transferencias ou outras operações?

    Obrig

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    JRJordao

    Agradeço todos os vossos comentários.

    Neste momento já investi 5000€ em certificados de tesouro PM. O processo foi muito simples, fiz a transferência e de seguida apresentei o comprovativo da mesma nos ctt.

    Mas fiquei com uma dúvida, na altura foi me dito que poderia acompanhar os certificados pela internet e para isso tinha que fazer o registo, mas não me foi dito onde eu posso fazer o registo? Alguém sabe o Link para fazer o registo?

    https://aforronet.igcp.pt/Iimf.AforroNet.UI/Services/Adesao/Adesao.aspx

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