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  • Estado lança novo produto de poupança


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    Os novos certificados do tesouro têm juros crescentes até 5% no quinto ano e um investimento mínimo de mil euros.

    O Estado vai lançar um novo produto de poupança para o retalho, os Certificados do Tesouro Poupança Mais. Estes novos instrumentos podem começar a ser subscritos a partir de 31 de Outubro, segundo a informação publicada hoje em Diário da República.

    Há vários meses que a agência que gere o crédito público estava a estudar soluções para incentivar o investimento dos aforradores portugueses em instrumentos de financiamento do Estado, já que o peso dos investidores de retalho no total da dívida do Estado é cada vez menor.

    Juros

    Os novos instrumentos de poupança pagam juros crescentes e poderão ter um bónus no final do prazo da aplicação, que tem um prazo máximo de cinco anos dependente da evolução do PIB. Assim, no primeiro ano, os Certificados de Tesouro Poupança Mais terão um juro de 2,75%. No segundo ano a remuneração sobe para 3,75%. No terceiro ano o juro será de 4,75%. Já nos últimos dois anos da aplicação a taxa é de 5%, sendo que a remuneração nestes anos poderá ter um prémio em função da evolução do PIB. Este prémio poderá ser de 80% da taxa de crescimento do PIB real a valores de mercado. Se crescer 1%, por exemplo, o prémio poderá ser de 0,8%.

    No entanto, na informação constante no Diário da República é referido que o Ministério das Finanças poderá vir a alterar as condições de remuneração dos novos instrumentos de poupança do Estado.

    Condições de subscrição

    Na resolução do Conselho de Ministros, divulgada hoje em Diário da República, é referida que aquelas condições de remuneração são aplicáveis às subscrições que serão feitas a partir de dia 31 de Outubro. Para se investir nestes produtos com um prazo de cinco anos o montante mínimo de investimento é de mil euros e o máximo de um milhão de euros.

    O Governo refere que estes instrumentos dispõem de "garantia da totalidade do capital investido". Para se tirar partido das condições de remuneração deste produto, as aplicações deverão ser feitas por cinco anos. No entanto, os aforradores poderão fazer um resgate antecipado a partir do primeiro ano, "em qualquer momento do tempo". No entanto, neste caso, haverá "perdas dos juros decorridos, desde o último vencimento de juros até à data de resgate".

    Instrumento que serve como complemento aos certificados de aforro

    Apesar da criação destes novos instrumentos, o Governo vai manter os certificados de aforro, que foram alvo de uma melhoria das condições de remuneração no final de 2012. A introdução dos certificados do tesouro poupança mais é justificada como um complemento e que é direcionado para "investidores com menores necessidades de liquidez".

    O objectivo é promover "o alargamento da base de investidores domésticos, essencial para assegurar eficazmente as necessidades de financiamento do Estado". Isto depois de desde 2006 o peso dos investidores de retalho no financiamento do Estado ter caído de quase 20% para cerca de 6%, um mínimo histórico.

    @ economico

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    Boas. Tenho aqui uma duvida e queria saber se aconteceu com alguem e como resolveram. A mulher tem uns certificados aforro serie B já há uns anitos. Agora queria aderir ao aforronet. O problema

    E depois ainda há que esperar 10 dias pelo envio da password de acesso AforroNet é como tudo o resto relacionado com o estado, funciona que é um espataculo!

    Pois, o problema é que ela reúne as condições que estão descritas, mas mesmo assim dá erro. Certificar que o numero da conta está correcto e ele está correcto. Sinceramente não percebo. Cumprimen

    Não parece mau de todo, o pior é isto:

    No entanto, na informação constante no Diário da República é referido que o Ministério das Finanças poderá vir a alterar as condições de remuneração dos novos instrumentos de poupança do Estado.

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    Isto é dívida pública....

    Se estamos a falar de obrigações do tesouro, sim, há essa hipótese. Mas têm características diferentes, a começar pelos montantes mínimos para investir, liquidez, comissões dos bancos e condições potencialmente mais desvantajosas caso seja necessário mobilizar antecipadamente.

    Não me parece que as características do produto sejam más para o período que estamos a atravessar. Mas lá está, se não mudarem as regras a meio.

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    Isto é dívida pública....

    Se estamos a falar de obrigações do tesouro, sim, há essa hipótese. Mas têm características diferentes, a começar pelos montantes mínimos para investir, liquidez, comissões dos bancos e condições potencialmente mais desvantajosas caso seja necessário mobilizar antecipadamente.

    Não me parece que as características do produto sejam más para o período que estamos a atravessar. Mas lá está, se não mudarem as regras a meio.

    Mas não será que a 'clausula' na lei não serve para modificar os juros de futuras emissões e não andar a meio a mudar os juros do que já foi emitido? No caso dos CTs (originais) eles mudaram o valor dos juros (q antes ate' estava indexado aos Bilhetes/Obrigações do Tesouro e depois ficou fixo) mas não mudaram para os emissões já em curso.

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    Boa tarde,

    Penso que esta frase retirada do site do IGCP responde à questão levantada sobre mudar as regras a meio do jogo:

    "O IGCP, E.P.E., pode suspender ou estabelecer limites às subscrições, garantindo, contudo, que as taxas de juro fixadas para os CTPM na data da sua subscrição vigoram até à sua amortização."

    De qualquer forma, já deixei de acreditar no Estado como pessoa de bem há algum tempo e as mudanças de regras a meio do jogo podem sempre acontecer.

    Cumprimentos

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    Tenho uma aplicação em certificados de aforro com apenas meio ano. Como vai vencer juros agora no fim do mês, estou inclinado para fazer o seu resgate e aplicar neste novo produto...embora a taxa do primeiro ano ser inferior à dos certificados de aforro, penso que depois futuramente irá compensar....

    Gostava de saber a vossa opinião....obrigado

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    Face às atuais taxas dos DP's, parece-me um produto interessante e com um risco similar (acredito). 4,25% TANB média a 5 anos, com capital garantido e um prémio de 80% indexado ao crescimento do PIB nos últimos 2 anos é atrativo, para investidores conservadores.

    Aliás, prevejo mesmo que se os Bancos não reagirem proactivamente, muitos Depósitos irão ser investidos neste atual produto. Há que aumentar um pouco as taxas de juro dos DP's, sem pôr em risco o sistema financeiro. O BdP vai ter de ser mais flexível.

    Eu próprio irei considerar, após vencimento de alguns DP's, colocar parte neste produto como parcela da minha carteira conservadora.  ;)

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    Comparando com Certificados Aforro atuais, estes novos CT são vantajosos só para 3 anos ou mais.

    (os CA atuais vão manter o prémio fixo até 2016 e capitalizam trimestralmente)

    Desvantagens: 1º ano não se pode desmobilizar, nos anos seguintes se desmobilizar perde-se o juro corrido no ano em causa. Os juros são pagos ao fim de cada ano (não capitalizam).

    Para quem quer mais manobra a nível de liquidez e prazo igual ou inferior a 3 anos, os C.Aforro são melhores.

    Quem não preve precisar do dinheiro em 4-5 anos, tem melhor rendimento com estes novos certificados (se resgatar ao fim do ano 4 ou ao fim do ano 5, note-se).

    Contar com o prémio do crescimento do PIB depende do optimismo de cada um sobre o crescimento do nosso PIB daqui a... 4 anos.

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    O estado procura a todo o custo obter mais investimento particular, quando este tem vindo a baixar.

    Ao lançar este tipo de investimento, está fazer concorrência a ele próprio (nos aforros) e à oferta dos bancos (nos DP). Isto nem para tapar buracos vai servir.

    Eu não acredito, mesmo que fique escrito nas condições comerciais, que o estado "não vai alterar as regras a meio do jogo". Ainda estou para ver quando os certificados do tesouro estiverem a fazer 5 anos, que é quando as taxas dão um salto grande e com retroactivos, se não vai haver o dito pelo não dito. :angel:

    A investir, que seja com o objectivo de ir até ao fim, senão, não vale apena. 1000 é o mínimo, agora aplicar toda a parcela destinada ao conservadorismo neste produto não.

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    Qual a remuneração?

    Este produto apresenta, tal como muitos depósitos a prazo, taxas de juro crescentes fixas. A taxa bruta para o primeiro ano é de 2,75%, subindo para 3,75% no segundo e 4,75% no terceiro ano. Nos dois últimos, é de 5%. A taxa média, sem considerar eventuais bonificações em função do PIB, ascende a 4,25%.

    Parece-me que só começa a ser interessante a partir do 3º ano, ou estarei errado?

    Posso resgatar?

    O resgate só é possível um ano após a data-valor da subscrição. Decorrido o primeiro ano, pode resgatar, mas perdendo os juros desde o último pagamento de juros. Nunca poderá ficar com menos de 1.000 euros de saldo

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    Prefiro pensar nisto em função da taxa média. Ao subscrever este produto, é para deixar estar até ao fim, tal como se de um seguro de capitalização se tratasse.

    Pois amigo ruicarlov, mas não é um seguro de capitalização, porque um seguro basta passar um dia e o juro é tributado a 22,4%, este é sempre tributado a 28%, uma diferença na taxa liquida de 0,24%...

    Mas eu percebo o que queres dizer...

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    Aplicando 1.000€ nos novos certificados obtém-se uma rentabilidade de 153€, ou seja de 3,06% líquidos. A 5 anos a melhor proposta bancária é do Banco BIG que ofer ...ece 165€ a uma TANB de 3,3% que corresponde a 118,8€, ou seja 2,376%. Podem conferir o que ganhariam em cada banco, colocando o montante e prazo no calculador/simulador do WWW.OBSERVAR.PT

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