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  • FORMAS DE POUPAR

  • Poupar ou arrendar?


    Visitante Poupados

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    O mal das pessoas é estarem agarrados ao sentimento de posse do objeto, neste caso a casa, e quando(no pior dos cenários) se vêm forçados a vende-la, a história passa de uma escolha aparentemente racional e bem refletida a uma grande perca de capital que nunca mais recupera.

    Mas isso é como qualquer investimento com algum risco. Se uma pessoa constituir uma carteira de fundos de investimento e precisar do dinheiro, de repente, tambem pode incorrer em menos valias, com facilidade. E também perde dinheiro que nunca mais recupera.

    Em relação ás oportunidades elas existem, tem é de se procurar. Acho que as pessoas muitas vezes usam desculpas logo à partida para terem motivo para não terem trabalho (irem à procura). Recentemente sem ter procurado muito tive conhecimento de dois negócios:

    • Vivenda T4 isolada, com alguns anos mas toda remodelada, com garagem, na linha de Cascais, com muito terreno à volta, de 1 senhora de idade que queria vender e ir para a terra definitivamente. Como o mercado imobiliario está como está e ela queria mesmo vender, e depressa, começou a pedir 200 000€ (já de si barata para a casa que era). Sei que no espaço de 2 semanas foi vendida por 150 000€.
    • Vivenda completamente nova com terraço grande, T3, com garagem para 2 carros, em São Domingos de Rana, de um constructor que estava de corda ao pescoço. Começou por pedir 200 000€ (também já de si barato para a casa que era) e sem se negociar nada, disse logo que por 175 000€ vendia. Entretanto já vendeu (este por acaso não sei o preço que acabou por vender)

    É preciso é procurar e o procurar não é só o andar nos sites de venda de casas, é falar com pessoas, ir ver, perguntar se tem mais casas ou conhece quem tenha...

    De qualquer forma eu sou sensivel ás vantagens que falam em relação ao arrendamento, confesso que não sou 100% "a favor" da compra. A minha contribuição era apenas para defender um ponto de vista que ninguem estava a defender e tentar assim enriquecer a discussão.

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    Penso que comparar o risco de fundos a comprar um imóvel não é muito correcto.

    Se uma pessoa se muda para outro local, não precisa de vender o fundo. Nem mesmo se for para outro país. As situações em que uma pessoa se pode ver forçada a desfazer-se da sua casa são muito mais do que as que levam a desfazer-se de um fundo. E, ao contrário destes, uma pessoa TEM depesas com IMI, seguros, reparações. Esses dados não são hipotéticos nem temporários.

    Logo estamos um pouco a comparar maçãs e laranjas.

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    Caro Ruicas21 entendo que possam haver bons negócios por aí, mas um desconto de 20-25% sob os valores pedidos, para mim, continua a não ser um grande negócio no mercado atual cuja tendência é para continuar a cair. Nos exemplos que deu, se o atual proprietário agora quiser vender, acha que o consegue fazer nessas duas semanas pelo mesmo valor, ou por um superior? Mesmo que consiga vai ter sempre custos. Você não vende um imóvel em 3 dias como faz com um fundo, acho que não é comparável.

    Mas ainda bem que estamos a ter este diálogo, o criador do tópico já começa a ter algo para avaliar. :D

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    Eu compreendo os custos envolvidos com a compra de uma casa, custos esses que não existem no arrendamento. A aquisição de uma casa tem muitos custos ao longo do tempo, sem duvida. Mas é a diferença entre o bem ser nosso ou não ser.

    Em relação à comparação com fundos que fiz era apenas no sentido de se tratarem de dois investimentos que, a haver um imprevisto e a pessoa tiver de se desfazer deles, pode incorrer em perdas. Era apenas nesse sentido, porque há muitas diferenças entre eles, desde logo, de facto, a rapidez com que se vende um e se vende o outro.

    Nos exemplos que dei, se o comprador tiver de se desfazer da casa de imediato, provavelmente perderá dinheiro sim mas isso passa-se com qualquer investimento que se estipule, à partida, de longo prazo. Se comprar uma acção de uma empresa por ter a convicção que se valorizará no longo prazo, e a quiser vender logo no dia seguinte à compra, tambem é muito provavel que perca dinheiro (salvas as devidas diferenças entre uma coisa e outra).

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    E uma das diferenças principais é o valor investido num caso e noutro. Dificilmente alguém com bom senso via investir +100k em ações de uma única empresa. Pelo menos alguém que tenha ouvido falar de "não meter todos os ovos na mesma cesta".

    O principal problema da compra imobiliário é que obriga a uma cesta e pêras para a maior parte das pessoas. Grande parte dos ovos vai ficar aí concentrado. Caso as coisas corram mal, é um rombo muito maior do que um investimento planeado de forma mais equilibrada

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    1. Eu compreendo os custos envolvidos com a compra de uma casa, custos esses que não existem no arrendamento. A aquisição de uma casa tem muitos custos ao longo do tempo, sem duvida. Mas é a diferença entre o bem ser nosso ou não ser.

    Em relação à comparação com fundos que fiz era apenas no sentido de se tratarem de dois investimentos que, a haver um imprevisto e a pessoa tiver de se desfazer deles, pode incorrer em perdas. Era apenas nesse sentido, porque há muitas diferenças entre eles, desde logo, de facto, a rapidez com que se vende um e se vende o outro.

    2. Nos exemplos que dei, se o comprador tiver de se desfazer da casa de imediato, provavelmente perderá dinheiro sim mas isso passa-se com qualquer investimento que se estipule, à partida, de longo prazo. Se comprar uma acção de uma empresa por ter a convicção que se valorizará no longo prazo, e a quiser vender logo no dia seguinte à compra, tambem é muito provavel que perca dinheiro (salvas as devidas diferenças entre uma coisa e outra).

    1. O bem será seu se, e só se, pagar o IMI, os seguros,..., a tempo e horas. Deixa de pagar, por alguma fatalidade, e verá em quanto tempo o bem deixa de ser seu!...

    2. Até pode ir para o exemplo de um automóvel. Compra o dito "xpto" hoje e paga X€. Arrepende-se, porque entretanto viu um BMW que custa menos 5000€ relativamente ao que pagou. Vai lá para devolver, e não lhe dão o valor que pagou. O seu valor diminui logo, assim que sai do stand!...

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    Creio que é um assunto super delicado, pelo menos hoje por hoje.

    Vejamos...

    O preço das casas em Portugal baixam de dia para dia o que é uma desvalorização.

    Mas suponhamos uma saída de Portugal do Euro. Eu pessoalmente, preferia ter um investimento de 100k que à partida (?) não se toca, do que ter este valor aplicado e de repente sofrer uma desvalorização de 30, 40 ou 50%.

    Creio que este tempo é de enorme indefinição e nada pode estar descartado!!!

    Um abraço a todos

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    Creio que é um assunto super delicado, pelo menos hoje por hoje.

    Vejamos...

    O preço das casas em Portugal baixam de dia para dia o que é uma desvalorização.

    Mas suponhamos uma saída de Portugal do Euro. Eu pessoalmente, preferia ter um investimento de 100k que à partida (?) não se toca, do que ter este valor aplicado e de repente sofrer uma desvalorização de 30, 40 ou 50%.

    Creio que este tempo é de enorme indefinição e nada pode estar descartado!!!

    Um abraço a todos

    O preço das casas desvaloriza de dia para dia como diz. No entanto, o spread valoriza de dia para dia!...

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    O preço das casas desvaloriza de dia para dia como diz. No entanto, o spread valoriza de dia para dia!...

    Mas a questão é que este jovem tem 100k poupados.

    Se realmente os dois tivessem as vidas profissionais estáveis, que não é o caso, pois refere que a mulher ainda estuda e está desempregada, talvez justifique o investimento se não necessitar empréstimo.

    Eu pelo menos vejo neste momento um imóvel como um refúgio do que se possa passar.

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    E uma das diferenças principais é o valor investido num caso e noutro. Dificilmente alguém com bom senso via investir +100k em ações de uma única empresa. Pelo menos alguém que tenha ouvido falar de "não meter todos os ovos na mesma cesta".

    A minha intervenção foi considerando uma "pessoa que tenha uma poupança superior à média" e o exemplo que dei foi conseguir comprar uma casa usando apenas metade das suas poupanças e ficando com a outra metade para outro tipo de investimentos.

    Se estivermos a falar de uma pessoa com baixas poupanças ou que tenha de usar tudo o que tem poupado para comprar a casa, eu aí tenho poucas duvidas, a melhor solução é arrendar (ou uma pessoa que tenha de pedir emprestimo de quase 100% do valor da casa). Isso acho que nem dá grande discussão, nos tempos actuais.

    Mas este tópico fala de um casal jovem que tem poupado um montante que muita gente não consegue poupar na vida toda... e estando numa altura propicia para comprar casa, é possivel encontrar um meio termo, entre ficar com poupanças mas tambem adquirir uma casa a bom preço... É só esta a questão, como aliás o JM99 acabou de referir.

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    Visitante Alfredo Silva

    A minha opinião as perguntas feitas.

    "Será melhor utilizarmos as poupanças para a construção da nossa casa ou será melhor recorrer aõ crédito e investir as poupanças!!!?"

    Recorrer ao crédito quando tens poupanças é perder dinheiro. Porque se pedires 100k emprestados pagas sempre juros superiores aos que recebes se tiveres dinheiro a prazo, pode haver alternativas onde seja possível ter rentabilidades superiores a esses juros mas são sempre aplicações com risco.

    Eu sou bastante conservador na forma de investir logo não invisto em aplicações onde haja risco, mas isso faz com que eu tenha rentabilidade menor porque não corro riscos.

    Quanto ao que foi dito anteriormente em relação a comprar casa ou arrendar depende na minha opinião.

    Eu acho que compensa comprar casa como um investimento a 5 anos.

    Se fizeres um deposito a 5 anos acho que o melhor que arranjas actualmente são 3.5% mas eu vou fazer contas a 4%.

    100000€ - com taxa de juro de 4% ao ano com juros a render de 6 em 6 meses e a capitalizar vai dar 15454.51€ descontando já os impostos sobre os juros (de momento acho que não se encontra este juro estou a fazer um pouco acima)

    15454.51€ / 60 = 257.58€ (5 anos x 12 meses = 60)

    Consegues alugar uma casa onde tenhas uma renda de casa inferior a este valor se sim opta pela renda já.

    Quanto é que custa uma renda de casa onde estás a querer viver? 350€ 400€ ??

    350*60=21000-15454.51€=5535.49€

    400*60=24000-15454.51€=8535.49€

    Ou seja podes ter um custo de 5535.49€ a 8535.49€ em impostos, (durante os primeiros 3 anos tens isenção de EMI) condomínio e custos de manutenção que tenhas que não terias no caso de seres arrendatário, (porque mesmo arrendatários tens custos de manutenção) seguros.

    Condomíno 20€ * 60=1200 Seguro da casa durante 5 anos 150*5 = 750€ EMI de 2 anos = 1000

    total de 2950€

    5535.49-2950= 2585.49

    8534.49-2950= 5584.49

    Podes ter de 2585.49 a 5584.49 para despesas extra e desvalorização da casa.

    Sem teres despesas extra dá para ter uma desvalorização da casa de 2.585% a 5.584% em 5 anos.

    Na minha opinião eu acho que as casas não vão ter essa desvalorização nos proximos 5 anos, eu acredito que se mantenham pelos mesmos valores. Porque exemplos dados anteriormente de alguem que tinha perdido 40000€ foi porque compraram casas no pico da especulação. Tu hoje compravas essa casa por esses tais 40000€ a menos.

    Atenção muito importante tens que comprar casa nova ou usada em que o preço da casa + escrituras + eventuais obras sejam até 100000€ não pode passar esse valor, se conseguires comprar algo mais barato melhor.

    É questão de ponderares bens os prós e os contras. Eu na minha situação comprava mas não sei a tua. 

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    Esqueçam a ideia do ficar com um imovel nosso, um bem!!!

    Um imovel ao fim de 30 anos tem um valor de um lote de terreno!!! Com a agravante dos custos inerentes a demolicoes!!!

    Ca no nosso burgo e que as pessoas pensam nos imoveis como activos quando na realidade sao passivos valentes que so geram despesa!!!

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    Alfredo Silva ninguém aconselhou o casal a recorrer a um empréstimo no valor das suas poupanças, aliás isso seria um péssimo negócio.

    Nessas contas podíamos apontar para os 6/7% líquidos ao investir em obrigações :) Os DP´s nos próximos anos não vão chegar a 2,5% de TANB.

    Eu concordo com a opinião do Sleazydream!

    Ter um imóvel hoje em dia é alto luxo :)

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    Esqueçam a ideia do ficar com um imovel nosso, um bem!!!

    Um imovel ao fim de 30 anos tem um valor de um lote de terreno!!! Com a agravante dos custos inerentes a demolicoes!!!

    Ca no nosso burgo e que as pessoas pensam nos imoveis como activos quando na realidade sao passivos valentes que so geram despesa!!!

    Relativamente às despesas já as referi por demais... Com tempo, pode ser que as comecem a perceber!...  :blank:

    Recentemente, assisti "in loco" a uma casa do século passado (anos 50) com dois pisos. A cozinha resume-se a um espaço vazio com uma chaminé que por sua vez está tapada para que os dejetos dos animais não caiam lá dentro. A casa de banho está fora de casa e ligada a uma fossa, no segundo piso. A casa está numa rua moderna com saneamento e ligação à rede pública de água. O proprietário nunca fez uma obra, mas fala dela apenas em termos de valores. Para ele, vale no mínimo 100 000€... No meu entender, as teias de aranha (analogia ao "algodão"), não mentem!...

    Cá no nosso burgo foi "criada" a ideia de posse (oásis...) e em pouco mais de 2 décadas assiste-se ao descalabro das contas (pessoais, públicas,...).

    Em França, desde sempre, a norma foi o arrendamento. Será que eles sabem menos que os outros?

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    Na minha opinião o que se passa é que em Portugal o mercado de arrendamento nunca foi atractivo como provavelmente é em França, na Alemanha, etc. A diferença entre alugar ou comprar sempre foi baixa. Eventualmente agora está a aumentar devido aos spreads elevados e aumento da oferta de casas para arrendar.

    Mas vejamos em exemplo:

    http://casa.sapo.pt/Apartamento-T1-Venda-Aluguer-Cascais-Alcabideche-Amoreira-e1ad4c5a-ac2a-4721-b8e4-ccdecffa75a7.html

    Este T1 está à venda por 185 000€ ou arrendar por 750€/mês.€

    Se o autor deste tópico que tem 100 000€ der 50 000€ de entrada e pedir 135 000€ a 40 anos (spread de 3,5%) fica a pagar à volta de 545€/mês.

    Sendo assim, anualmente temos:

    --> se arrenda gasta 750€x12=9000€ -> e não tem de se preocupar com mais custos

        - além disso deixou os 100 000€ a render no banco num deposito a 2.5% líquidos e ganha 2500€/anuais

    Abatendo os rendimentos nos custos do arrendamento temos então que gasta no arrendamento 9000-3500=6500€

    -> se comprar gasta 545€x12=6540€ -> aqui agora têm de vir todos os custos inerentes a ser proprietário de um imóvel que já aqui falaram. Vamos pensar num cenário extremo (que eu não acredito) em que esses custos todos fazem duplicar este valor, temos então 13 080€ anuais.

        - além disso deixou 50 000€ a render no banco nas condições atrás enunciadas e obtém 1250€/anuais

    Descontando novamente os rendimentos no custo total de ter adquirido o imóvel 13 080-1250=11830€.

    Agora fica a questão. Preferem gastar 6500€/ano e não ficar com nada na mão, ou 11 830€ e ter alguma coisa física, com algum valor e que para todos os efeitos é vossa? O segundo pode ser arrendado a outra pessoa, ser vendido, etc. O primeiro é a fundo perdido, são 6500€ que não é possível reaver nem 1€.

    EDIT: por acaso enganei-me no valor da compra por 1000€ mas também não faz diferença, não vale a pena refazer tudo  :P

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    Na minha opinião o que se passa é que em Portugal o mercado de arrendamento nunca foi atractivo como provavelmente é em França, na Alemanha, etc. A diferença entre alugar ou comprar sempre foi baixa. Eventualmente agora está a aumentar devido aos spreads elevados e aumento da oferta de casas para arrendar.

    Mas vejamos em exemplo:

    http://casa.sapo.pt/Apartamento-T1-Venda-Aluguer-Cascais-Alcabideche-Amoreira-e1ad4c5a-ac2a-4721-b8e4-ccdecffa75a7.html

    Este T1 está à venda por 185 000€ ou arrendar por 750€/mês.€

    Se o autor deste tópico que tem 100 000€ der 50 000€ de entrada e pedir 135 000€ a 40 anos (spread de 3,5%) fica a pagar à volta de 545€/mês.

    Sendo assim, anualmente temos:

    --> se arrenda gasta 750€x12=9000€ -> e não tem de se preocupar com mais custos

        - além disso deixou os 100 000€ a render no banco num deposito a 2.5% líquidos e ganha 2500€/anuais

    Abatendo os rendimentos nos custos do arrendamento temos então que gasta no arrendamento 9000-3500=6500€

    -> se comprar gasta 545€x12=6540€ -> aqui agora têm de vir todos os custos inerentes a ser proprietário de um imóvel que já aqui falaram. Vamos pensar num cenário extremo (que eu não acredito) em que esses custos todos fazem duplicar este valor, temos então 13 080€ anuais.

        - além disso deixou 50 000€ a render no banco nas condições atrás enunciadas e obtém 1250€/anuais

    Descontando novamente os rendimentos no custo total de ter adquirido o imóvel 13 080-1250=11830€.

    Agora fica a questão. Preferem gastar 6500€/ano e não ficar com nada na mão, ou 11 830€ e ter alguma coisa física, com algum valor e que para todos os efeitos é vossa? O segundo pode ser arrendado a outra pessoa, ser vendido, etc. O primeiro é a fundo perdido, são 6500€ que não é possível reaver nem 1€.

    EDIT: por acaso enganei-me no valor da compra por 1000€ mas também não faz diferença, não vale a pena refazer tudo  :P

    Agora coloco-te algumas questões:

    Se ele pediu um empréstimo a 40 anos, só no final deste prazo, efectivamente, é que a casa será considerada propriedade dele, até lá não é mais do que um passivo!

    Se tivermos em conta que a Euribor tenderá a subir, a renda sofrerá igualmente uma actualização, contrariamente ao que acontece no arrendamento, onde o valor de uma renda é fixo num prazo de 5 anos.

    Também não acredito que esse valor chegue aos 13k€ mas aos 10k poderá chegar.

    A ideia nos passaram de ter um "bem nosso" é uma fantasia, todos os custos que se pagam, como por exemplo escrituras, produtos para ter um determinado spread, seguros, imi´s, e continuar a pagar IMI depois de pagar o empréstimo, fazem da compra da casa um luxo.

    Se juntarmos a estes factores, o facto de se ficar preso a um local, então temos ainda mais a certeza que além dos custos brutais associados a uma aquisição, não existe possibilidade para ir trabalhar ou viver para outro local. Considerando o estado actual do mercado imobiliário, rapidamente este negócio seria um desastre.

    PS- Não esquecer que a Euribor está baixinha, muito baixinha. Basta subir um bocado e voltamos a ter prestações das casas difíceis de suportar.

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    Também não acredito que esse valor chegue aos 13k€ mas aos 10k poderá chegar.

    A ideia nos passaram de ter um "bem nosso" é uma fantasia, todos os custos que se pagam, como por exemplo escrituras, produtos para ter um determinado spread, seguros, imi´s, e continuar a pagar IMI depois de pagar o empréstimo, fazem da compra da casa um luxo.

    Não acho que seja uma fantasia, uma propriedade nossa é uma propriedade nossa. O que define uma propriedade não é o facto de ter custos associados ou de, eventualmente, constituir uma garantia dada para um emprestimo.

    PS- Não esquecer que a Euribor está baixinha, muito baixinha. Basta subir um bocado e voltamos a ter prestações das casas difíceis de suportar.

    Isso é verdade, sem duvida, é preciso ter um cuidado extra ao contrair um emprestimo hoje em dia. Isto no sentido de ver se a mensalidade com uma subida da Euribor continua suportavel. De resto as rendas a longo prazo tambem terão aumentos, haverá sempre alguma correlação.

    Aqui a questão acho que é sempre a diferença entre:

    • [Arrendar] - dar dinheiro a fundo perdido, sem qualquer possibilidade de recuperação em troca de alguma segurança, flexibilidade e eventualmente poupança de custos a longo prazo;
    • [Comprar] - dar dinheiro com vista a possuir um bem que tem a hipotese de proporcionar algum retorno. Por muito baixo que seja, será >0 certamente.

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    Aqui a questão acho que é sempre a diferença entre:

    • [Arrendar] - dar dinheiro a fundo perdido, sem qualquer possibilidade de recuperação em troca de alguma segurança, flexibilidade e eventualmente poupança de custos a longo prazo;
    • [Comprar] - dar dinheiro com vista a possuir um bem que tem a hipotese de proporcionar algum retorno. Por muito baixo que seja, será >0 certamente.

    O que entendes por gerar retorno? Se for numa óptica de retorno pessoal, concordo contigo. "Ter uma casa" deve ser sinónimo de grande satisfação. Numa óptica financeira, considero negativo. Se somares no final do prazo (30/40 anos), o valor que pagaste ao banco, mais a desvalorização do imóvel pelo número de anos, não consigo perceber como é que pode gerar algum retorno.

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    Agora coloco-te algumas questões:

    Se ele pediu um empréstimo a 40 anos, só no final deste prazo, efectivamente, é que a casa será considerada propriedade dele, até lá não é mais do que um passivo!

    Se tivermos em conta que a Euribor tenderá a subir, a renda sofrerá igualmente uma actualização, contrariamente ao que acontece no arrendamento, onde o valor de uma renda é fixo num prazo de 5 anos.

    Também não acredito que esse valor chegue aos 13k€ mas aos 10k poderá chegar.

    A ideia nos passaram de ter um "bem nosso" é uma fantasia, todos os custos que se pagam, como por exemplo escrituras, produtos para ter um determinado spread, seguros, imi´s, e continuar a pagar IMI depois de pagar o empréstimo, fazem da compra da casa um luxo.

    Se juntarmos a estes factores, o facto de se ficar preso a um local, então temos ainda mais a certeza que além dos custos brutais associados a uma aquisição, não existe possibilidade para ir trabalhar ou viver para outro local. Considerando o estado actual do mercado imobiliário, rapidamente este negócio seria um desastre.

    PS- Não esquecer que a Euribor está baixinha, muito baixinha. Basta subir um bocado e voltamos a ter prestações das casas difíceis de suportar.

    É basicamente tudo o que o Cardoso24 disse. Também sou a favor do arrendamento face à compra.

    Agora uma coisa. O ruicas21 diz que não é possível reaver nem 1 euro do valor pago... Isto não é bem verdade. O arrendamento com opção de compra, a meu ver, é a opção mais vantajosa, e permite reaver todo o dinheiro pago ao proprietário (desde que o contrato o permita).

    Olhando estritamente do ponto de vista do inquilino, o melhor para ele é que o período inicial variável (http://www.deco.proteste.pt/casa/comprar-vender-casa/dicas/arrendamento-com-opcao-compra) seja de bem mais de 2 anos, nomeadamente 5, 10 ou mais anos, com dedução total de rendas e opção de compra disponível. Porquê? Porque funciona como que uma espécie de entrada, diluída no tempo, em que durante esse período não há custos com nada a não ser a renda. Quanto mais tempo melhor.

    Se este arrendamento com opção de compra for feito num período de 20 anos, e utilizando a totalidade das rendas para o cálculo, quando se chega à compra só se tem que ter os custos relacionados com escrituras e afins, e depois da compra os gastos com a manutenção, reparação, IMI, seguros e (caso estivessem incluídos na renda) água, luz e gás. Isto porque, ao fim de 20 anos de renda e se se considerar as condições habituais do crédito à habitação, qualquer casa fica paga (é o equivalente a 40 anos de crédito, dá para pagar uma casa nos primeiros 20 e pagar outra casa nos segundos 20 com as taxas de juro do crédito).

    Qual o segredo para um qualquer vendedor querer isto? Simples: a garantia contratual de, se estiver 20 anos na mesma casa, exercer a opção de compra. Se sair antes, já ganhou as rendas na totalidade e pode recomeçar a venda no mesmo modelo + o modelo da compra por inteiro, se chegar aos 20 anos tem obrigatoriamente de accionar a opção de compra e o vendedor já ficou com a casa totalmente paga (que era o que queria).

    E agora vão-me dizer: "Mas se o vendedor optar por receber do banco recebe o dinheiro todo e muito mais cedo!" E eu digo-vos "Pois, mas qual é a probabilidade de nos tempos atuais alguém ficar 20 anos na mesma casa sequer?" É que basta haver rendas por mais 1 ano além dos 20 que o vendedor já ganhou em termos de rendas mais que o próprio valor da casa (e quanto mais tempo melhor para ele, mais recebe!), e na opção do banco ficou com o valor mais cedo, é certo, mas ficou com esse valor.

    Suponhamos um crédito habitação no valor de 135.000€ (partindo do exemplo do ruicas21) com uma renda mensal de 545€ com spread + euribor 3.5%. O que já é muito bom, porque isto atualmente 90% da banca não faz.

    Para este contrato, há que contar com a subida da Euribor no prazo definido (3, 6 ou 12 meses), que vai fazer com que, a prazo, a taxa global de juro no empréstimo sobre o imóvel tenha uma tendência clara e inequivocamente ascendente. Renegociar o spread, para reequilibrar as coisas, funcionará apenas durante um período limitado de tempo dado que o ganho da descida do spread vs. o aumento da Euribor será sempre temporário. A Euribor baixa em certos períodos é a exceção que confirma a regra de estar sempre mais alta - tal como nos mercados accionistas um ou outro ano mau não esconde a tendência global de valorização.

    Além disso, a pressão, para quem compra, estará sempre do lado do comprador no sentido de renegociar o spread, sendo que o banco poderá ou não atender a essa renegociação; e além disso, isto pode ter custos de análise (vide BCP) e potenciais pedidos de contrapartidas que podem, ou não, deixar quem compra numa posição mais desvantajosa.

    Uma informação interessante: sabiam que, no final do período de crédito, o MTIC do crédito à habitação é basicamente o dobro do valor da casa? E isto olhando só aos valores pagos em termos de prestações (amortização + juros) ao longo de 35+ anos, porque se olharmos a custos fixos de natureza tendencialmente fixa (IMI, seguros, manutenções e remodelações) e a custos fixos de natureza tendencialmente variável (água, luz, gás) que podem estar ou não incluídos numa renda, é bem possível que a discrepância entre os valores de compra e o valor final que quem compra pagou sejam ainda mais superiores.

    Para aqueles que pensam fazer empréstimos em menos tempo, desenganem-se: mesmo a 20 anos há mais 50% de MTIC face ao valor da casa. Não admira, portanto, o crédito à habitação ser um negócio tão bom em Portugal. Pudera: a mentalidade portuguesa (e a latina, no geral) vai de encontro ao interesse da banca. Nem mesmo o crédito a taxa fixa altera o panorama deste e do anterior parágrafos; pelo contrário, só piora, porque além do spread e da Euribor o valor da taxa fixa é mais alto para cobrir o risco adicional que existe para o banco em fazer um crédito assim.

    A única coisa que melhora é a previsibilidade dos gastos, porque durante o período da taxa fixa são mais previsíveis e fixos - e mesmo assim, com a honrosa exceção de bancos que as fazem para todo o termo do empréstimo (CGD, por exemplo), isto só é válido por um dado período de tempo, sendo que tudo somado, quando se acaba de pagar a prestação, ainda se pagou mais que se se tivesse utilizado taxa variável.

    Agora vejamos o arrendamento: plain simple. Paga-se uma renda, e para o inquilino não há custos com manutenções, remodelações, IMI, seguros, por vezes até nem mesmo com água, luz e gás (uma, duas ou três destas)... fica tudo à conta do senhorio. Há responsabilidades? Claro que há: deve manter a casa em boas condições, sob pena de pagar prejuízos (mas isto era igual na compra!), tem de sair caso o senhorio pretenda a casa (mas isto também na compra em caso de incumprimento, apenas muda a entidade, do senhorio para o banco - e além disso há um período prévio a que o inquilino tem direito, algo que, no banco, é quase que o próprio banco a decidir salvo erro).

    Para o comprador, é uma paz de alma. Sabe quanto vai pagar e quando é que o deve pagar. É previsível.

    Para o vendedor, uma paz de alma é. Sabe quanto vai receber, e sabe que o que recebe será apenas lucro, deduzindo daí os tais custos fixos de natureza fixa e variável. Eventualmente pode ter um crédito a pender sobre a casa, mas ainda assim tudo o que recebe continua sempre a ser lucro adicional.

    Adicionalmente, a renda paga tem taxa de juro 0, em termos técnicos, para o comprador.

    É que as pessoas fazem créditos, olham às mensalidades e pensam "Ena, que mensalidade mais baixa, acho que consigo suportar isto!", mas em créditos de taxa variável... esquecem-se do fator variável e principalmente do montante final imputado ao consumidor. E em créditos de taxa fixa, esquecem-se da cobertura de risco adicional que existe (apenas no caso de crédito à habitação), e continuam a esquecer-se do MTIC.  8)

    Há sempre 5 variáveis a analisar num crédito: taxa de juro anual, taxa de juro global sobre o empréstimo, prestação mensal tida, montante total imputado ao consumidor (empréstimo + juros + custos processuais) e outros custos como sejam os custos de gestão. Tudo isto tem de ser bem analisado. Quais são os mais importantes? A meu ver, a taxa de juro global sobre o empréstimo, a prestação mensal e o montante total imputado ao consumidor.

    Atenção que isto é para créditos de taxa fixa, para os de taxa variável ainda acresce um fator histórico de variação das taxas de juro e de previsão do cenário macroeconómico que deve ser tido em conta, bem como a cobertura de risco que é feita, o que qualquer pessoa com noções mínimas de economia, história e que esteja atenta às condições de mercado consegue ler com razoável segurança.

    Bem, desculpem o testamento.  :P

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    É basicamente tudo o que o Cardoso24 disse. Também sou a favor do arrendamento face à compra.

    Agora uma coisa. O ruicas21 diz que não é possível reaver nem 1 euro do valor pago... Isto não é bem verdade. O arrendamento com opção de compra, a meu ver, é a opção mais vantajosa, e permite reaver todo o dinheiro pago ao proprietário (desde que o contrato o permita).

    Olhando estritamente do ponto de vista do inquilino, o melhor para ele é que o período inicial variável (http://www.deco.proteste.pt/casa/comprar-vender-casa/dicas/arrendamento-com-opcao-compra) seja de bem mais de 2 anos, nomeadamente 5, 10 ou mais anos, com dedução total de rendas e opção de compra disponível. Porquê? Porque funciona como que uma espécie de entrada, diluída no tempo, em que durante esse período não há custos com nada a não ser a renda. Quanto mais tempo melhor.

    Se este arrendamento com opção de compra for feito num período de 20 anos, e utilizando a totalidade das rendas para o cálculo, quando se chega à compra só se tem que ter os custos relacionados com escrituras e afins, e depois da compra os gastos com a manutenção, reparação, IMI, seguros e (caso estivessem incluídos na renda) água, luz e gás. Isto porque, ao fim de 20 anos de renda e se se considerar as condições habituais do crédito à habitação, qualquer casa fica paga (é o equivalente a 40 anos de crédito, dá para pagar uma casa nos primeiros 20 e pagar outra casa nos segundos 20 com as taxas de juro do crédito).

    Qual o segredo para um qualquer vendedor querer isto? Simples: a garantia contratual de, se estiver 20 anos na mesma casa, exercer a opção de compra. Se sair antes, já ganhou as rendas na totalidade e pode recomeçar a venda no mesmo modelo + o modelo da compra por inteiro, se chegar aos 20 anos tem obrigatoriamente de accionar a opção de compra e o vendedor já ficou com a casa totalmente paga (que era o que queria).

    E agora vão-me dizer: "Mas se o vendedor optar por receber do banco recebe o dinheiro todo e muito mais cedo!" E eu digo-vos "Pois, mas qual é a probabilidade de nos tempos atuais alguém ficar 20 anos na mesma casa sequer?" É que basta haver rendas por mais 1 ano além dos 20 que o vendedor já ganhou em termos de rendas mais que o próprio valor da casa (e quanto mais tempo melhor para ele, mais recebe!), e na opção do banco ficou com o valor mais cedo, é certo, mas ficou com esse valor.

    Suponhamos um crédito habitação no valor de 135.000€ (partindo do exemplo do ruicas21) com uma renda mensal de 545€ com spread + euribor 3.5%. O que já é muito bom, porque isto atualmente 90% da banca não faz.

    Para este contrato, há que contar com a subida da Euribor no prazo definido (3, 6 ou 12 meses), que vai fazer com que, a prazo, a taxa global de juro no empréstimo sobre o imóvel tenha uma tendência clara e inequivocamente ascendente. Renegociar o spread, para reequilibrar as coisas, funcionará apenas durante um período limitado de tempo dado que o ganho da descida do spread vs. o aumento da Euribor será sempre temporário. A Euribor baixa em certos períodos é a exceção que confirma a regra de estar sempre mais alta - tal como nos mercados accionistas um ou outro ano mau não esconde a tendência global de valorização.

    Além disso, a pressão, para quem compra, estará sempre do lado do comprador no sentido de renegociar o spread, sendo que o banco poderá ou não atender a essa renegociação; e além disso, isto pode ter custos de análise (vide BCP) e potenciais pedidos de contrapartidas que podem, ou não, deixar quem compra numa posição mais desvantajosa.

    Uma informação interessante: sabiam que, no final do período de crédito, o MTIC do crédito à habitação é basicamente o dobro do valor da casa? E isto olhando só aos valores pagos em termos de prestações (amortização + juros) ao longo de 35+ anos, porque se olharmos a custos fixos de natureza tendencialmente fixa (IMI, seguros, manutenções e remodelações) e a custos fixos de natureza tendencialmente variável (água, luz, gás) que podem estar ou não incluídos numa renda, é bem possível que a discrepância entre os valores de compra e o valor final que quem compra pagou sejam ainda mais superiores.

    Para aqueles que pensam fazer empréstimos em menos tempo, desenganem-se: mesmo a 20 anos há mais 50% de MTIC face ao valor da casa. Não admira, portanto, o crédito à habitação ser um negócio tão bom em Portugal. Pudera: a mentalidade portuguesa (e a latina, no geral) vai de encontro ao interesse da banca. Nem mesmo o crédito a taxa fixa altera o panorama deste e do anterior parágrafos; pelo contrário, só piora, porque além do spread e da Euribor o valor da taxa fixa é mais alto para cobrir o risco adicional que existe para o banco em fazer um crédito assim.

    A única coisa que melhora é a previsibilidade dos gastos, porque durante o período da taxa fixa são mais previsíveis e fixos - e mesmo assim, com a honrosa exceção de bancos que as fazem para todo o termo do empréstimo (CGD, por exemplo), isto só é válido por um dado período de tempo, sendo que tudo somado, quando se acaba de pagar a prestação, ainda se pagou mais que se se tivesse utilizado taxa variável.

    Agora vejamos o arrendamento: plain simple. Paga-se uma renda, e para o inquilino não há custos com manutenções, remodelações, IMI, seguros, por vezes até nem mesmo com água, luz e gás (uma, duas ou três destas)... fica tudo à conta do senhorio. Há responsabilidades? Claro que há: deve manter a casa em boas condições, sob pena de pagar prejuízos (mas isto era igual na compra!), tem de sair caso o senhorio pretenda a casa (mas isto também na compra em caso de incumprimento, apenas muda a entidade, do senhorio para o banco - e além disso há um período prévio a que o inquilino tem direito, algo que, no banco, é quase que o próprio banco a decidir salvo erro).

    Para o comprador, é uma paz de alma. Sabe quanto vai pagar e quando é que o deve pagar. É previsível.

    Para o vendedor, uma paz de alma é. Sabe quanto vai receber, e sabe que o que recebe será apenas lucro, deduzindo daí os tais custos fixos de natureza fixa e variável. Eventualmente pode ter um crédito a pender sobre a casa, mas ainda assim tudo o que recebe continua sempre a ser lucro adicional.

    Adicionalmente, a renda paga tem taxa de juro 0, em termos técnicos, para o comprador.

    É que as pessoas fazem créditos, olham às mensalidades e pensam "Ena, que mensalidade mais baixa, acho que consigo suportar isto!", mas em créditos de taxa variável... esquecem-se do fator variável e principalmente do montante final imputado ao consumidor. E em créditos de taxa fixa, esquecem-se da cobertura de risco adicional que existe (apenas no caso de crédito à habitação), e continuam a esquecer-se do MTIC.  8)

    Há sempre 5 variáveis a analisar num crédito: taxa de juro anual, taxa de juro global sobre o empréstimo, prestação mensal tida, montante total imputado ao consumidor (empréstimo + juros + custos processuais) e outros custos como sejam os custos de gestão. Tudo isto tem de ser bem analisado. Quais são os mais importantes? A meu ver, a taxa de juro global sobre o empréstimo, a prestação mensal e o montante total imputado ao consumidor.

    Atenção que isto é para créditos de taxa fixa, para os de taxa variável ainda acresce um fator histórico de variação das taxas de juro e de previsão do cenário macroeconómico que deve ser tido em conta, bem como a cobertura de risco que é feita, o que qualquer pessoa com noções mínimas de economia, história e que esteja atenta às condições de mercado consegue ler com razoável segurança.

    Bem, desculpem o testamento.  :P

    Em face do exposto, tenho umas observações a fazer:

    Para o inquilino (arrendatário) é uma paz de espirito, se se mentalizar que está livre de "encargos" e que em caso de necessidade pode ir para outras paragens sem grandes preocupações de ter um bem imóvel do qual não pode levar consigo...

    Para o proprietário (inquilino bancário) é uma dor de cabeça, que começa a surgir, não nos primeiros anos (estado de graça) mas nos seguintes, quando se der conta das despesas "extras" e dos juros entretanto pagos (no final, chegará ao dobro, ou mais, do que pagou inicialmente).

    Agora fica a questão. Preferem gastar 6500€/ano e não ficar com nada na mão, ou 11 830€ e ter alguma coisa física, com algum valor e que para todos os efeitos é vossa? O segundo pode ser arrendado a outra pessoa, ser vendido, etc. O primeiro é a fundo perdido, são 6500€ que não é possível reaver nem 1€.

    Perante estas "diferenças" quem consegue lucrar o quê?

    O segundo pode ser arrendado? Mas não o comprou com o fim de ter uma habitação própria?

    O segundo pode ser vendido? Se leu com atenção a história (uma entre tantas conhecidas) do proprietário que não fez obras nenhumas em dêcadas e em pleno séc. XXI atreve-se a pedir 100 000€ sem pensar na apresentação do produto em condições, verá que não são cerejas contadas (o pó e as teias de aranha não mentem)!

    etc. Que etc? Oferecido? Se conhecer alguma situação, diga.

    O primeiro é a fundo perdido... E no segundo caso, os juros cobrados pelos bancos são considerados fundos de que tipo? E estando a pagar uma divida a um banco, porque motivo tem de ser o "proprietário" a pagar o IMI? Porque não é o banco que recebe uma renda durante 20, 30, 40 ou mais anos? No caso dos inquilinos, estes só têm de pagar renda. Quem paga o IMI é quem recebe a renda...

    E a paz de alma, relativa ao primeiro caso, acha que se pode comprar? Quanto vale a liberdade?

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