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  • FORMAS DE POUPAR

  • Notes Deutsche Bank Gold Lock-in


    Ramiro Costa

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    Vai desculpar-me, David, mas não respondeu à minha pergunta: se, como diz, "nos DPs não se ganha dinheiro", então em que outros produtos, não demasiadamente especulativos ou arriscados, posso aplicar o meu dinheiro?

    Como sabe, tenho já 3 carteiras de fundos internacionais em outros tantos bancos e uma carteira de obrigações diversificada com alguma exposição às OT da dívida soberana portuguesa.

    Usando a sua expressão, onde devo aplicar então estas minhas poupanças "para ganhar dinheiro"? Pode, por favor, responder-me objetivamente à pergunta?

    Já lhe respondi em tantos outros tópicos sobre o mesmo teor de conversa, reforce o que tem, se essas carteiras estão a ser interessantes porquê ir para DPs? informe-se se para Janeiro vai haver alguma coisa interessante nos bancos, sabe que os bancos "on line" como gostam de falar, estão sempre a preparar coisas, no Best fala-se em FTD de PT e EDP, de outras coisas de acções, pode haver alguma coisa que possa lhe interessar, senão pode sempre aplicar nos DPs, eu quando falo que não se ganha dinheiro em DPs acho que é obvio o porquê, quem ganha com os DPs são os bancos, que usam o dinheiro emprestado para as suas aplicações onde ganham 10% ou mais e pagam-lhe a si 3,78% ( taxa bruta Privat Bank 5,25%) se retirar taxa de inflação a rondar os 2% ganhou 1,78%...o que secalhar para o tipo de aplicação não é mau, daí a Deco recomendar este banco, mas como já viu, em fundos, teve um retorno de 7% liquidos e foi no banco onde lhe rendeu menos, acho que está aqui a resposta, se quer fazer uma poupança nada melhor que os DPs (embora continue a achar os fundos de tesouraria mais interessantes, mas sei que o meu amigo não gosta deles) se quer ganhar realmente dinheiro terá de ir para outras coisas sem dúvida, mas depende do tempo que quer colocar o dinheiro, pelo que percebi acima de 1 ano, logo acho que DPs não será mais o indicado.

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    É curiosa a sua resposta...

    Quando funcionários dos bancos onde tenho conta "manufaturaram" as carteiras de fundos, passado alguns meses, eu vendo que alguns dos fundos tinham valorizações "canhão" na ordem dos 10 e 15% enquanto outros registavam valorizações negativas, imeditamente telefonei para os meus gestores a perguntar-lhes porque razão não passavam toda a minha disponibilidade, todo o capital aplicado, para aqueles fundos que vinham tendo tão boas valorizações.

    Só com a explicação desses gestores eu percebi como estava a ser tão naïf (ganancioso?) e que a constituição destas carteiras de fundos não funcionavam dentro dessa lógica... maximalista. Disseram que uma boa carteira teria, forçosamente, que conter fundos que funcionassem em contra-ciclo e que, em tese, pudessem assegurar subidas quando outros descessem e o inverso. Portanto, em certa medida, o que garante o "equilíbrio" de uma carteira não é, forçosamente, uma subida generalizada de TODOS os seus fundos, mas que, por entre os seus fundos, teriam de existir alguns que garantissem que, num dado momento de descida conjuntural, reagissem em contra-ciclo e que subissem,"equilibrando" desta forma a carteira.

    Falando de uma maneira mais prosaica e para que as pessoas de cabelos brancos (como eu) percebam, uma carteira de fundos terá que ser constituída por um espaço de "eira" e por outro de "nabal", para que possa dar rendimento quer "chova" quer "faça sol"... De outra forma, ficará muito sensível e suscetível às "variações climatéricas" da conjuntura económica...

    No meu caso, quando eu escalonei a aplicação das minha poupanças, distribuí 20 a 25% para aplicações sem risco. Ora estes 200 mil euros vêm de DP que se venceram recentemente. Portanto, mantendo-me fiel ao paradigma que defini, gostava de manter estes 20-25% das minhas poupanças FORA da área de risco. Daí ter pensado em aplicá-los novamente em DP (aconselharam-me aplicá-los nos bancos Invest e Privat, mas não sei se serão os mais... (con)fiáveis).

    Se o David me diz que devo retirar esta quantia, que antes se encontrava na "área de conforto", quase sem risco, dos DP, para mobilizá-la para outros fins - pelo que li das suas "sugestões", para produtos "estruturados" ou afins - estaria a subverter a linha orientadora que tracei, há já algum tempo, de ter pelo menos 20 a 25% do meus "pé-de-meia" em produtos "seguros" (se é que, hoje em dia, se pode usar este adjetivo...).

    Portanto, e por uma questão de princípio, dogmática (reconheço), só estarei na disposição de abdicar dos DP para estes 20/25% das minhas poupanças, se encontrar outro produto de "capital garantido" e que me proporcione valorizações superiores à taxa de inflação prevista. De outra forma, prefiro continuar a aplicar esta "ancora" das minhas poupanças nos tradicionais DP, mesmo com a consciência que possa estar a "perder dinheiro". No fundo, poderei recuperá-lo se aplicar bem os restantes 75% das minhas poupanças em produtos de maior risco...

    Mas se eu não estiver a "pensar bem", por favor, caros amigos especialista do dinheiro, corrijam-me... Aliás, é para isso mesmo que estes fóruns servem... para trocarmos ideias e para evoluirmos. Eu serei o primeiro a corrigir o meu "tiro de mira"...

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    Quando funcionários dos bancos onde tenho conta "manufaturaram" as carteiras de fundos, passado alguns meses, eu vendo que alguns dos fundos tinham valorizações "canhão" na ordem dos 10 e 15% enquanto outros registavam valorizações negativas, imeditamente telefonei para os meus gestores a perguntar-lhes porque razão não passavam toda a minha disponibilidade, todo o capital aplicado, para aqueles fundos que vinham tendo tão boas valorizações.

    Só com a explicação desses gestores eu percebi como estava a ser tão naïf (ganancioso?) e que a constituição destas carteiras de fundos não funcionavam dentro dessa lógica... maximalista. Disseram que uma boa carteira teria, forçosamente, que conter fundos que funcionassem em contra-ciclo e que, em tese, pudessem assegurar subidas quando outros descessem e o inverso. Portanto, em certa medida, o que garante o "equilíbrio" de uma carteira não é, forçosamente, uma subida generalizada de TODOS os seus fundos, mas que, por entre os seus fundos, teriam de existir alguns que garantissem que, num dado momento de descida conjuntural, reagissem em contra-ciclo e que subissem,"equilibrando" desta forma a carteira.

    Falando de uma maneira mais prosaica e para que as pessoas de cabelos brancos (como eu) percebam, uma carteira de fundos terá que ser constituída por um espaço de "eira" e por outro de "nabal", para que possa dar rendimento quer "chova" quer "faça sol"... De outra forma, ficará muito sensível e suscetível às "variações climatéricas" da conjuntura económica...

    No meu caso, quando eu escalonei a aplicação das minha poupanças, distribuí 20 a 25% para aplicações sem risco. Ora estes 200 mil euros vêm de DP que se venceram recentemente. Portanto, mantendo-me fiel ao paradigma que defini, gostava de manter estes 20-25% das minhas poupanças FORA da área de risco. Daí ter pensado em aplicá-los novamente em DP (aconselharam-me aplicá-los nos bancos Invest e Privat, mas não sei se serão os mais... (con)fiáveis).

    Se o David me diz que devo retirar esta quantia, que antes se encontrava na "área de conforto", quase sem risco, dos DP, para mobilizá-la para outros fins - pelo que li das suas "sugestões", para produtos "estruturados" ou afins - estaria a subverter a linha orientadora que tracei, há já algum tempo, de ter pelo menos 20 a 25% do meus "pé-de-meia" em produtos "seguros" (se é que, hoje em dia, se pode usar este adjetivo...).

    Portanto, e por uma questão de princípio, dogmática (reconheço), só estarei na disposição de abdicar dos DP para estes 20/25% das minhas poupanças, se encontrar outro produto de "capital garantido" e que me proporcione valorizações superiores à taxa de inflação prevista. De outra forma, prefiro continuar a aplicar esta "ancora" das minhas poupanças nos tradicionais DP, mesmo com a consciência que possa estar a "perder dinheiro". No fundo, poderei recuperá-lo se aplicar bem os restantes 75% das minhas poupanças em produtos de maior risco...

    Mas se eu não estiver a "pensar bem", por favor, caros amigos especialista do dinheiro, corrijam-me... Aliás, é para isso mesmo que estes fóruns servem... para trocarmos ideias e para evoluirmos. Eu serei o primeiro a corrigir o meu "tiro de mira"...

    Mas o que disseram os seus gestores está correctissimo, isso é o ter uma carteiras bem diversificada e sem correlação entre fundos, as coisas a de uma forma muito global funcionam um pouca na lógica de fundos de acções baixam com desvalorizações bolsistas e fundos obrigacionistas sobem com desvalorizações bolsistas (falo mesmo de uma forma global porque há sub-categorias dentro de categorias)  portanto é óbvio que não convem ter fundos "iguais" que seguem a mesma direcção do vento :) quando eu falei em reforcar isso é de uma forma generalizada, até pode reforcar os que estão a desvalorizar, porque não?

    Mas eu tive o cuidado de dizer que concordo com o que a Deco disse, se é para DPs, então esses dois bancos serão os idiais porque é onde "perde" menos dinheiro :)

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