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  • FORMAS DE POUPAR

  • Montante necessário para deixar de trabalhar e viver dos juros


    joaopais

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    há 34 minutos, 5coroas disse:

    Na minha opinião, um factor mais importante do que ter ou não filhos, para se alcançar a independência financeira, é ter um marido/esposa/companheiro/a que partilhe a mesma estratégia/objectivos de poupança/investimento. Para quem está com ideias de casar e que simultaneamente tem como objectivo alcançar a IF antes da reforma, talvez o melhor seja ou escolher um parceiro com os mesmos ideais ou então não casar ou casar com separação de bens. Era o que eu faria se pudesse voltar atrás, mas lá está a paixão reduz-nos a racionalidade...

    Sim, para quem é casado ou vive em união de facto é provavelmente o factor mais importante ... ambos estarem "sintonizados" num objectivo comum e perceberem que há gastos que devem ser eliminados / comedidos e que a poupança deve ser uma prioridade .Muitas das vezes há divórcios ou dinheiro estoirado precisamente porque 1 dos elementos do casal é esbanjador e o outro até não, chega a determinada altura que o copo transborda do lado da pessoa mais poupada e puff ..

    há 3 minutos, gustaferra disse:

    Sim, é mesmo isso, já escrevi, que os objectivos que traças precisas também ter, estabilidade emocional e familiar ajuda os conseguir.... 

    Se não tiverem em sintonia, provavelmente existiria discussões do género " es um forreta porque não posso comprar mais um par de sapatos ? só tenho 20 pares a fulana x tem 40 " , "o vizinho anda de Mercedes, nós temos dinheiro para andar de ferrari porque ser forreta ?" ; " Não quero hotel de 3 estrelas , só 5 estrelas para cima" ; " morres não levas o dinheiro para o caixão" ....Discussões destas é difícil não seguir a onda do impulso consumistas para ter descanso e estabilidade familiar..... 

    Acho que o argumento de " não levas o dinheiro para o caixão " só faria sentido para aquelas pessoas que não tem filhos ou outros familiares a quem queiram dar como herança .. mas isso acho que é uma raridade .. há sempre familiares próximos a quem faria sentido deixar em testamento .. mas pronto cada cabeça a sua sentença .. há muitos casos de famílias que em partilhas andam todos à tourada entre irmãos, tios etc etc .. lol

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    Para aqueles que me pediram um diário de bordo, partilho agora o meu blog: www.fromcentstoretirement.com (120.000 views em 2016, 650 subscritores) e respectiva página no facebook, recém criada: https:

    Muitos se esqueceram que este tópico era sobre "Montante necessário para deixar de trabalhar" e não sobre "Montante necessário para poder desperdiçar grandes quantidades de dinheiro"

    Há várias variáveis a ter em consideração, se é uma pessoa solteira a viver sozinha, se é um casal, se é um casal com 1, 2 ou mais filhos ... se o casal pretende deixar de trabalhar ou se apenas 1 dos

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    Penso ( na minha opinião ) que deveria ser um meio termo, ou seja, quem efectivamente tem capacidade para poupar podia começar a deixar de lado para o(s) filho(s) desde cedo para utilização futura.

    Exemplifico com o caso da habitação, um filho quando entra na faculdade provavelmente pode ir estudar para fora da sua área de residência ( dos pais ) e necessitará de arrendar uma casa / quarto e pagar as propinas, nesse momento, caso já existisse um "pé de meia" feito pelos pais poderia já não ser necessário comer dos rendimentos / poupanças dos pais mas sim da poupança do filho .

    Posteriormente à faculdade e já no mercado de trabalho, caso essa poupança do filho não fosse totalmente delapidada, pode ser uma boa ajuda para a entrada de uma casa com CH ( ou para ajudar a pagar arrendamento )... mais uma vez não teriam que ser os pais a "bancar" a entrada para o Crédito, ou se fosse o caso, o valor já seria menor ..

    Mas aí já tem a ver com a ordem de grandeza da poupança gerada ... se estivermos a falar na ordem das centenas de euros não vai funcionar o cenário que coloquei em cima .. mas se os pais conseguirem numa janela temporal de [ 18 - 22 anos ] poupar uns milhares para o filho então aí já se enquadra ... mas pronto ..

    Pode ser visto também de uma forma pedagógica, caso os pais eduquem os filhos desde cedo a lidar com dinheiro e os conceitos financeiros básicos ( mas importantes ) é também uma forma de dar responsabilidade ao filho para gerir as suas próprias poupanças / dinheiro.

    Ok, podem dizer que esse valor poupado durante os 18 - 22 anos podia ficar na conta dos pais e seriam eles a dar o dinheiro ao filho nesses casos em cima .. mas o cerne da questão é haver de facto ( se houver possibilidade para tal ) poupança disponível para esses gastos do filho.

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    há 9 minutos, Greedy disse:

    Penso ( na minha opinião ) que deveria ser um meio termo, ou seja, quem efectivamente tem capacidade para poupar podia começar a deixar de lado para o(s) filho(s) desde cedo para utilização futura.

    Exemplifico com o caso da habitação, um filho quando entra na faculdade provavelmente pode ir estudar para fora da sua área de residência ( dos pais ) e necessitará de arrendar uma casa / quarto e pagar as propinas, nesse momento, caso já existisse um "pé de meia" feito pelos pais poderia já não ser necessário comer dos rendimentos / poupanças dos pais mas sim da poupança do filho .

    Posteriormente à faculdade e já no mercado de trabalho, caso essa poupança do filho não fosse totalmente delapidada, pode ser uma boa ajuda para a entrada de uma casa com CH ( ou para ajudar a pagar arrendamento )... mais uma vez não teriam que ser os pais a "bancar" a entrada para o Crédito, ou se fosse o caso, o valor já seria menor ..

    Mas aí já tem a ver com a ordem de grandeza da poupança gerada ... se estivermos a falar na ordem das centenas de euros não vai funcionar o cenário que coloquei em cima .. mas se os pais conseguirem numa janela temporal de [ 18 - 22 anos ] poupar uns milhares para o filho então aí já se enquadra ... mas pronto ..

    Pode ser visto também de uma forma pedagógica, caso os pais eduquem os filhos desde cedo a lidar com dinheiro e os conceitos financeiros básicos ( mas importantes ) é também uma forma de dar responsabilidade ao filho para gerir as suas próprias poupanças / dinheiro.

    Ok, podem dizer que esse valor poupado durante os 18 - 22 anos podia ficar na conta dos pais e seriam eles a dar o dinheiro ao filho nesses casos em cima .. mas o cerne da questão é haver de facto ( se houver possibilidade para tal ) poupança disponível para esses gastos do filho.

    O Importante é não se deitar a toalha ao chão pensando que amealhar e gerar uns extras de poupança e rentabilizando esse dinheiro é só para ricos.... 

    Só o futuro dirá, mas entre pagar rendas mais alimentação fora para ter as propinas baratas e ter o filho fora, prefiro pagar no privado, foi o que me fizeram ... lololo

    Todos os meses meto 25€ na conta poupança da filha aos 18 terá 5400€ juntando prendas mais a rentabilidade da conta neste momento de 1%, terá bom bom valor para entrada de carro , casa e passará ela a gerir o seu dinheiro..... antes dos 18 anos qq prenda que ache superfluxo irei perguntar-lhe se quer que tire do mealheiro.... Objectivo tentar que dê valor ao dinheiro.... pretendo tb dar semanada ou mesada, para dar ao valor ao dinheiro.... mas isto sou.... muito estratega..... 

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    há 26 minutos, Greedy disse:

    Penso ( na minha opinião ) que deveria ser um meio termo, ou seja, quem efectivamente tem capacidade para poupar podia começar a deixar de lado para o(s) filho(s) desde cedo para utilização futura.

    Exemplifico com o caso da habitação, um filho quando entra na faculdade provavelmente pode ir estudar para fora da sua área de residência ( dos pais ) e necessitará de arrendar uma casa / quarto e pagar as propinas, nesse momento, caso já existisse um "pé de meia" feito pelos pais poderia já não ser necessário comer dos rendimentos / poupanças dos pais mas sim da poupança do filho .

     

    Não percebo; qual a diferença entra a poupança do filho e a poupança dos pais se a origem dessa poupança é a mesma, ou seja proveniente dos pais?

    Editado por 5coroas
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    O problema é partir do princípio que portugueses com rendimentos médios, num horizonte temporal de 18 anos, conseguem poupar na ordem dos milhares de euros para um filho. É que entretanto, quando ele nasceu, tiveram que se mudar para um T2 (mínimo). Tiveram que comprar uma viatura maior, e renová-la pelo menos 1 vez ao longo desses quase 20 anos.

    A não ser lá está, que comecem a prescindir de qualidade de vida e seleccionem um T2 muito mais afastado/zonas menos nobres (logo mais barato), e aguentem a viatura 20 anos (normalmente mais ineficiente, e com custos de manutenção tipicamente mais elevados).

     

    Vamos eventualmente bater ao mesmo: Portugueses com rendimentos médios, se quiserem ter 1 ou 2 filhos, têm de fazer sacrifícios sérios - para ter alguma muita pouca poupança. Ou fazer menos sacrifícios e ter zero poupança.

     

     

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    há 7 minutos, gustaferra disse:

    O Importante é não se deitar a toalha ao chão pensando que amealhar e gerar uns extras de poupança e rentabilizando esse dinheiro é só para ricos.... 

    Só o futuro dirá, mas entre pagar rendas mais alimentação fora para ter as propinas baratas e ter o filho fora, prefiro pagar no privado, foi o que me fizeram ... lololo

    Todos os meses meto 25€ na conta poupança da filha aos 18 terá 5400€ juntando prendas mais a rentabilidade da conta neste momento de 1%, terá bom bom valor para entrada de carro , casa e passará ela a gerir o seu dinheiro..... antes dos 18 anos qq prenda que ache superfluxo irei perguntar-lhe se quer que tire do mealheiro.... Objectivo tentar que dê valor ao dinheiro.... pretendo tb dar semanada ou mesada, para dar ao valor ao dinheiro.... mas isto sou.... muito estratega..... 

    É isso mesmo ! :)

    Podem parecer migalhas, mas se os pais começarem a meter de lado por exemplo esses tais 25€ / mês, em 17-18 anos ( quando entram na faculdade ) estamos a falar nesses tais 5000€ que se porventura forem capitalizados ao longo desse período de tempo podem até disparar para 8000 ou mais €.

    Essa poupança já paga Licenciatura de Bolonha ( 3 anos ) numa faculdade pública com propinas de ~1000€ / ano e ainda sobra dinheiro para 1 carro usado porreiro e baratinho para o filho ! 

    Agora mesmo, 5coroas disse:

    Naõ percebo; qual a diferença entra a poupança do filho e a poupança dos pais se a origem dessa poupança é a mesma, ou seja proveniente dos pais?

    No final do meu post coloquei essa questão:

    Citação

    Ok, podem dizer que esse valor poupado durante os 18 - 22 anos podia ficar na conta dos pais e seriam eles a dar o dinheiro ao filho nesses casos em cima .. mas o cerne da questão é haver de facto ( se houver possibilidade para tal ) poupança disponível para esses gastos do filho.

    Passa pela vontade de querer dar responsabilidade ao filho sobre o seu próprio dinheiro / poupança e pela iniciativa dos pais em poupar desde cedo para esse efeito, mas sim, em termos práticos a única diferença entre os 2 cenários é que num são os pais a "dar" e no outro cenário é o filho a gerir a sua poupança. ;)

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    há 28 minutos, Greedy disse:

     mais uma vez não teriam que ser os pais a "bancar" a entrada para o Crédito, ou se fosse o caso, o valor já seria menor ..

     

    Comigo não contem para "bancar" a entrada para o crédito. Sempre podem continuar a viver comigo, pagando algo pela estadia e poupando o que poderem para a entrada se assim o entenderem. 

    há 3 minutos, Greedy disse:

     

    Passa pela vontade de querer dar responsabilidade ao filho sobre o seu próprio dinheiro / poupança e pela iniciativa dos pais em poupar desde cedo para esse efeito, mas sim, em termos práticos a única diferença entre os 2 cenários é que num são os pais a "dar" e no outro cenário é o filho a gerir a sua poupança. ;)

    E se o filho quiser gerir a sua poupança gastando-a para outros fins? Quem vai suportar depois os custos da faculdade? 

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    Agora mesmo, 5coroas disse:

    Comigo não contem para "bancar" a entrada para o crédito. Sempre podem continuar a viver comigo, pagando algo pela estadia e poupando o que poderem para a entrada se assim o entenderem. 

    Ok, é uma opção válida, mas a realidade espelha muitos casos de pais que ajudam os filhos com a entrada no CH, daí ter dado esse exemplo.

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    há 14 minutos, Greedy disse:

    É isso mesmo ! :)

    Podem parecer migalhas, mas se os pais começarem a meter de lado por exemplo esses tais 25€ / mês, em 17-18 anos ( quando entram na faculdade ) estamos a falar nesses tais 5000€ que se porventura forem capitalizados ao longo desse período de tempo podem até disparar para 8000 ou mais €.

     

    Outra opção seria por exemplo irem amortizando o CH; quando chegasse a entrada na faculdade, a prestação já estaria mais baixa e sobraria mais para as despesas dos filhos. Indo ao extremo, um casal poderia optar em vez de poupar durante um longo periodo de tempo, sacrificar-se em 2 ou 3 anos, cortando nas férias e em todas as despesas supérfluas e assim economizar rapidamente, mas esta abordagem radical não é para qualquer um. 

    Editado por 5coroas
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    há 51 minutos, 5coroas disse:

    Outra opção seria por exemplo irem amortizando o CH; quando chegasse a entrada na faculdade, a prestação já estaria mais baixa e sobraria mais para as despesas dos filhos. Indo ao extremo, um casal poderia optar em vez de poupar durante um longo periodo de tempo, sacrificar-se em 2 ou 3 anos, cortando nas férias e em todas as despesas supérfluas e assim economizar rapidamente, mas esta abordagem radical não é para qualquer um. 

    Existe conta poupança para a filha para os pais e contas de investimentos do pai :)

    Estarei num cenário, que já podia ter amoritizado bastante mas "destruir" a capacidade de gerar fluxo de cash através dos dividendos./ juros / mais valias... e terei possibilidade brevemente se quiser amortizar a divida total da casa.... mas se fizer irei destruir a oportunidade de gerar rentabilidades. Pago 2% de spread consigo rentabilidade muito superiores porque então ter pressa em limpar o crédito ? No teu caso tinhas falado em 0,30%? Porque a pressa ? ganhas a diferença de rentabilidade de lucro.... 

    há 58 minutos, Greedy disse:

    Ok, é uma opção válida, mas a realidade espelha muitos casos de pais que ajudam os filhos com a entrada no CH, daí ter dado esse exemplo.

    Uma pessoa nunca sabe o dia da amanha... Mas na loucura aceitaria ser fiador de um filho, mas não era logo que saisse da faculdade e sem trabalho mais ou menos estável.... Mais depressa ajudava no recheio da casa do que numa entrada..... 

    Editado por gustaferra
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    há 6 horas, 5coroas disse:

    Na minha opinião, um factor mais importante do que ter ou não filhos, para se alcançar a independência financeira, é ter um marido/esposa/companheiro/a que partilhe a mesma estratégia/objectivos de poupança/investimento. Para quem está com ideias de casar e que simultaneamente tem como objectivo alcançar a IF antes da reforma, talvez o melhor seja ou escolher um parceiro com os mesmos ideais ou então não casar ou casar com separação de bens. Era o que eu faria se pudesse voltar atrás, mas lá está a paixão reduz-nos a racionalidade...

    Isto é uma grande verdade! Mas para isso é que serve o namoro :P se antigamente era difícil "trocar", hoje em dia é talvez mais fácil do que vender acções :P

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    há 4 minutos, Cardoso24 disse:

    @gustaferra obrigado por esse gráfico ;) 

    (Já tive a ler os vossos comentários mais à frente, em que concordo com a vossa perspectiva mas parece-me que está a escapar algo...)

    950€ bruto (vou assumir que são 2 titulares, 1 filho). Eu quero acreditar que não sou muito forreta, e que a realidade mostra que alguém com estes rendimentos terá 0% de hipóteses de se reformar antes dos 66 (na altura deve andar pelos 70 xD).

    Líquidos: 754,30€ x 2 = 1.508,60€

    Poupança: 452,58€ (30%)

    Gastos: 1.056,02€ (renda, carro - combustível e seguro, alimentação, água, luz, internet, gás, seguro de saúde) só assim por alto vejo 1.200€. Não considerei o colégio, saída (ou jantar), nem nenhuma despesa extraordinária como o carro, por exemplo.

    Portanto vejo um casal com estes rendimentos e um estilo frugal, não consiga poupar mais de 250€.

    Estou a fazer contas por alto, mas que demonstram bem a dificuldade que será alguém nestas condições reformar-se antecipadamente.

    Está a escapar-me algo?

    PS- Tive que voltar a escrever este comentário (com menos paciência xD)

    Vou ler esses livros!

    Vai ao tópico de recursos bibliográficos tenho lá um post mais completo com livros úteis....

    Se for salário bruto é mais difícil mas se conseguires 200€ todos os meses dá para uma pessoa do casal se reformar antes dos 66, e situações de imprevistos compras as coisas baratas porque não recorres ao credito auto ou consumo..

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    há 43 minutos, Cardoso24 disse:

    @gustaferra obrigado por esse gráfico ;) 

    (Já tive a ler os vossos comentários mais à frente, em que concordo com a vossa perspectiva mas parece-me que está a escapar algo...)

    950€ bruto (vou assumir que são 2 titulares, 1 filho). Eu quero acreditar que não sou muito forreta, e que a realidade mostra que alguém com estes rendimentos terá 0% de hipóteses de se reformar antes dos 66 (na altura deve andar pelos 70 xD).

    Líquidos: 754,30€ x 2 = 1.508,60€

    Poupança: 452,58€ (30%)

    Gastos: 1.056,02€ (renda, carro - combustível e seguro, alimentação, água, luz, internet, gás, seguro de saúde) só assim por alto vejo 1.200€. Não considerei o colégio, saída (ou jantar), nem nenhuma despesa extraordinária como o carro, por exemplo.

    Portanto vejo um casal com estes rendimentos e um estilo frugal, não consiga poupar mais de 250€.

    Estou a fazer contas por alto, mas que demonstram bem a dificuldade que será alguém nestas condições reformar-se antecipadamente.

    Está a escapar-me algo?

    PS- Tive que voltar a escrever este comentário (com menos paciência xD)

    Vou ler esses livros!

    As tuas contas mostram bem que ter filhos torna virtualmente impossível reformar-se mais cedo a portugueses com rendimentos médios.

    E a aquisição do carro? E um toque? E uma peça que avariou, ou 4 pneus novos?

    E dentista? E oftalmologista? Quanto custa uns óculos para miopia?

    E roupa? Vamos receber roupa de familiares a vida toda?

    E um relógio, um portátil? Uma ida ao ginásio ou piscina? Deixamos de fazer desporto? Um bicicleta?

    Um telemóvel? (ou 4...se for dois membros do casal mais dois filhos adolescentes?)

    E como tu dizes e bem: nada de contar com jantares fora, sair uma vez por outra, etc.

     

    Percebe-se e compreende-se muito bem, o porquê da actual geração não ter filhos ou adiar muito. Faz todo o sentido. E atenção que estamos a falar de rendimentos médios...

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    há 1 hora, gfaseed disse:

    O que vou dizer em Bolt são dicas de poupança e não criticas á quem não vá por ai.....

    As tuas contas mostram bem que ter filhos torna virtualmente impossível reformar-se mais cedo a portugueses com rendimentos médios.

    E a aquisição do carro? E um toque? E uma peça que avariou, ou 4 pneus novos?

    Eu comprei carro novo, por tradição e achar que tenho garantido no mínimo 10 anos; mas compra-se carros com 5 anos em excelente estado por  5 mil e podem ir até aos 18 anos conheço pessoas que tem carros com esta idade, toques, youtube certos toques consegues tirar com uma peça de desentupir esgotos, peças net ; pneus ( só pneus online); 

    E dentista? E oftalmologista? Quanto custa uns óculos para miopia?

    Pago qualquer serviço por 25€ pago umas quotas mas compensa de longe; óculos Mais Óptica excelentes preços; 

    E roupa? Vamos receber roupa de familiares a vida toda?

    Só compro em saldos e espero pelos mega descontos por ex: da springfiled....

    E um relógio, um portátil? Uma ida ao ginásio ou piscina? Deixamos de fazer desporto? Um bicicleta?

    Relógio  não ligo, telm, mas net arranja-se muita coisa boa pelo aliexpress incluindo portatis ou pesquisar no kuatocusta ( comparador de preços ); desporto fazia bicicleta para poupar ginasio, andei uma fase sempre a cair, troquei por passeio e agora faço o T25 fitness ando sempre todo empenado arranja-se na net 

    Um telemóvel? (ou 4...se for dois membros do casal mais dois filhos adolescentes?)

    Kuantocusta ( comparador de preços ) ; Aliexpress entre outros sites, por de parte Iphones, muito caros pelas características que possuem relativamente a outras marcas

    E como tu dizes e bem: nada de contar com jantares fora, sair uma vez por outra, etc.

    Jantares fora, fazemos de vez em quando , mas mais depressa compro fora.... 

     

    Percebe-se e compreende-se muito bem, o porquê da actual geração não ter filhos ou adiar muito. Faz todo o sentido. E atenção que estamos a falar de rendimentos médios...

    Muitas dicas que fui falando noutros posts por ex: da transferência de credito bancário ; entre outras fui tomando conhecimento no "Contas e Poupanças" programa da SIC e não só, arrependendo-me perder muito tempo a ver reality show da TVI que não se aprende nada ..... 

     

    Editado por gustaferra
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    há 1 hora, gfaseed disse:

    As tuas contas mostram bem que ter filhos torna virtualmente impossível reformar-se mais cedo a portugueses com rendimentos médios.

    E a aquisição do carro? E um toque? E uma peça que avariou, ou 4 pneus novos?

    E dentista? E oftalmologista? Quanto custa uns óculos para miopia?

    E roupa? Vamos receber roupa de familiares a vida toda?

    E um relógio, um portátil? Uma ida ao ginásio ou piscina? Deixamos de fazer desporto? Um bicicleta?

    Um telemóvel? (ou 4...se for dois membros do casal mais dois filhos adolescentes?)

    E como tu dizes e bem: nada de contar com jantares fora, sair uma vez por outra, etc.

     

    Percebe-se e compreende-se muito bem, o porquê da actual geração não ter filhos ou adiar muito. Faz todo o sentido. E atenção que estamos a falar de rendimentos médios...

    É isso mesmo! (Parte a sublinhada). Tenho a certeza que para rendimentos médios como os que apresentei não dá!

    E estamos a esquecer-nos de um dado fundamental, a euribor que se subir para valores de 1 a 2% no futuro, condicionará ainda mais essa poupança. Eu não digo que as pessoas não conseguirão adaptar-se e viver (antigamente uma sardinha dava para 5), não é isso que está em causa, para estes rendimentos, o melhor é contar com a reforma aos 70.

    Se juntarmos a isto o facto da maioria do pessoal com 100-200 eur de poupança, fazer DPs, contas poupança, CAs...que na maior parte do tempo perdem para a inflação...não se pode esperar ajuda vinda daqui.

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    Acho que ninguém colocou em causa que ter filhos pode hipotecar com grande grau de certeza a possibilidade de uma pessoa se "reformar" mais cedo

    A conversa foi mais naquela de: Será tão imperativo decidir não ter filhos em prol desse objectivo ( FI ) ?

    Há quem ache que sim, mas penso que seja uma minoria residual .. visto que quem tenha relações ( namorar / casar ) o companheiro(a) poderá ter a expectativa de ter filhos e aí pode haver uma colisão de objectivos .. e depois vão atirar à cara do(a) companheiro(a) " Eu quero ser rico cedo, não quero filhos ! " ? lol

    A questão da Euribor vai ter impacto no futuro, agora estão em valores negativos, mas tudo o que desce sobe e vice-versa .. mas acho que agarrado a essa subida vem também as taxas de juro dos DP's a subir etc ..

    O factor " rendimentos médios " não é o único motivo ( ou baixos rendimentos ), mesmo quem ganha muito pode ter bastante dificuldade em amealhar em prol do objectivo da FI ..

    Exemplificando ... quantos amigos emigrados conhecem que estão lá fora ? Provavelmente quando falam com eles e os questionam relativamente à sua situação profissional eles respondem alegremente que ganham 3000/4000/5000€ etc .. mas não falam do resto ...

    Não falam do custo da habitação, dos custos de transportes, dos custos do lifestyle boémio correlacionados com o tal vencimento de 3000€/4000/5000€ ( não podem parecer forretas ou poupadinhos perante terceiros visto que ganham bem ), fazem 3 / 4 ou mais viagens por ano de férias, viagens a Portugal nas férias / visitar a família 

    Somam todas essas despesas e se conseguirem poupar 1/3 já é muito bom .. embora 1/3 de 4000€ por exemplo seja 1333€ ... aparentemente é uma boa maquia .. mas depois se há as tais despesas imprevistas a poupança também reduz ... 

    Nesse hipotético exemplo, quem poupasse lá fora 1333€ ( 1/3 de 4000€ ) por mês, dá 16 000€ / ano ... em 10 anos ( a pessoa teria 30 e tais anos partindo do princípio que era um jovem com 20 e tal anos no "início" quando emigrou ) daria 160 000€ ... isto partindo do pressuposto que estaria 10 anos sempre com esse vencimento e esses custos fixos ( que é difícil ) ..

    160 000€ permite reformar-se tranquilamente antecipadamente e viver de juros ? Not

    E em 20 anos ?  ( 320 000€ ) ( a pessoa já teria 40 e tal anos eventualmente )Not

    Mesmo que esse valor fosse investido / capitalizado ao longo desses anos, o valor final não iria ser muito maior .. ou seja, essa pessoa que até ganha bem e poupa 1/3 teria apenas a sua poupança para viver ... seguindo a regra dos 4% no caso hipotético dos 320 000€ poupados em 20 anos dava 12 800€ / ano ... isso são 1067€ / mês .. num país estrangeiro desenvolvido ( Europa / EUA / Canadá etc) não se vive com 1067€ / mês .. por exemplo há quartos na região de Londres por 800 - 900 libras ( ~1000€ ) ..

    Essa poupança de 20 anos ( 320 000€ ) a ser "comida" a um ritmo de 4% / ano, dava para 25 anos ... ou seja 40 e tal anos + 25 anos = 65 - 70 anos ... curiosamente a idade de reforma em Portugal ... ou seja essa pessoa comia a poupança toda depois ainda teria provavelmente mais 15 - 20 anos ( 80 - 90 anos idade ) para viver visto que a esperança média de vida para portugueses anda pelos 80 e tal anos ..

    Ou seja, para além de ter que existir uma liquidez de poupança elevada, é fulcral para quem pretende ter FI que complemente com rendimentos passivos de outras fontes, preferencialmente de fontes que dêem rendimento de forma mensal .... o Imobiliário é uma delas ... mas há outras como se fala neste forum ..

    PS: desculpem lá o "testamento" 

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    há 32 minutos, Greedy disse:

    Nesse hipotético exemplo, quem poupasse lá fora 1333€ ( 1/3 de 4000€ ) por mês, dá 16 000€ / ano ... em 10 anos ( a pessoa teria 30 e tais anos partindo do princípio que era um jovem com 20 e tal anos no "início" quando emigrou ) daria 160 000€ ... isto partindo do pressuposto que estaria 10 anos sempre com esse vencimento e esses custos fixos ( que é difícil ) ..

    160 000€ permite reformar-se tranquilamente antecipadamente e viver de juros ? Not

    Noutros Post já demonstrei que é possível desde que a Rentabilidade seja no mínimo 6%, se forem em DP a prazos esqueçam lá isso...

    E em 20 anos ?  ( 320 000€ ) ( a pessoa já teria 40 e tal anos eventualmente )Not

    Se eu tivesse aos 35 anos 320.000€ eu a a minha patroa trabalhávamos para o bronze, só no faria logo, porque ambicionava 1º  com esse montante ter uma moradia e um carro melhor só depois reformava-me.... Como ? Investimentos com a rentabilidade igual ou superior a 6%...

    Mesmo que esse valor fosse investido / capitalizado ao longo desses anos, o valor final não iria ser muito maior .. ou seja, essa pessoa que até ganha bem e poupa 1/3 teria apenas a sua poupança para viver ... seguindo a regra dos 4% no caso hipotético dos 320 000€ poupados em 20 anos dava 12 800€ / ano ... isso são 1067€ / mês .. num país estrangeiro desenvolvido ( Europa / EUA / Canadá etc) não se vive com 1067€ / mês .. por exemplo há quartos na região de Londres por 800 - 900 libras ( ~1000€ ) ..

    Como é óbvio taxas inferiores a 6% só mais perto da idade da reforma ver o meu exemplo que demonstro isso....

    Essa poupança de 20 anos ( 320 000€ ) a ser "comida" a um ritmo de 4% / ano, dava para 25 anos ... ou seja 40 e tal anos + 25 anos = 65 - 70 anos ... curiosamente a idade de reforma em Portugal ... ou seja essa pessoa comia a poupança toda depois ainda teria provavelmente mais 15 - 20 anos ( 80 - 90 anos idade ) para viver visto que a esperança média de vida para portugueses anda pelos 80 e tal anos ..

    Só 20% da população chega aos 82 idade que dizem que é a esperança média de vida, os meus pais com doenças não passaram dos 58, e 61 anos.... se tiver tudo pago, os meus custos de vida serão inferiores e se receber alguma reforma mesmo penalizada mais as poupanças chega bem.... Não se esqueçam que os gastos de reformado não são os mesmo de um adulto com vida ativa e trabalhador e a sustentar filhos ....

    Ou seja, para além de ter que existir uma liquidez de poupança elevada, é fulcral para quem pretende ter FI que complemente com rendimentos passivos de outras fontes, preferencialmente de fontes que dêem rendimento de forma mensal .... o Imobiliário é uma delas ... mas há outras como se fala neste forum ..

    Imobiliário é uma fonte com rentabilidade boa , como acções quem souber negociar , FI ainda hoje partilhei um PPR que tem rendido 9%, entre outros....

    Por mais que digam 160 ou 320 não chega para viver de juros, cada eu tem os seus conhecimentos e experiência para orientar-se ou não!!! Para min chegava 160 mil a minha senhora tinha de trabalhar mais uns anos ....lololo

    PS: desculpem lá o "testamento" 

     

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    há 15 horas, gustaferra disse:

     

    Estarei num cenário, que já podia ter amoritizado bastante mas "destruir" a capacidade de gerar fluxo de cash através dos dividendos./ juros / mais valias... e terei possibilidade brevemente se quiser amortizar a divida total da casa.... mas se fizer irei destruir a oportunidade de gerar rentabilidades. Pago 2% de spread consigo rentabilidade muito superiores porque então ter pressa em limpar o crédito ? No teu caso tinhas falado em 0,30%? Porque a pressa ? ganhas a diferença de rentabilidade de lucro.... 

     

    Decidi amortizar por vários motivos, alguns dos quais se calhar não são os mais racionais, mas por me darem alguma tranquilidade psicológica. Com a amortização consegui baixar as prestações mensais e os seguros de vida de forma a poder ter agora mais dinheiro disponível mensalmente para investir; não quero voltar a estar numa situação apertada como quando os juros do CH estavam altissimos à meia de duzia de anos atrás (se voltarem a subir para esses níveis, o valor em divida já está muito mais baixo); por outro lado usei para amortizar os montantes que tinham investido em FIs para curto prazo e que estavam razoavelmente positivos (mais vale um pássaro na mão...). Neste momento considero que a minha divida do CH já está a um nível aceitável pelo que não vou fazer mais amortizações, preferindo investir nos FI. Mas por exemplo para aqueles que investem em DP em vez de amortizarem o CH e baixarem os seguros, será que não seria preferível amortizarem, mesmo que seja apenas por motivos emocionais? São opções, cada um que escolha o que o faz sentir melhor, sendo que cada uma tem as suas vantagens e desvantagens.

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    há 11 horas, gustaferra disse:

    Só 20% da população chega aos 82 idade que dizem que é a esperança média de vida, os meus pais com doenças não passaram dos 58, e 61 anos.... se tiver tudo pago, os meus custos de vida serão inferiores e se receber alguma reforma mesmo penalizada mais as poupanças chega bem.... Não se esqueçam que os gastos de reformado não são os mesmo de um adulto com vida ativa e trabalhador e a sustentar filhos ....

    Muitos de nós ainda continuarão  aquando da reforma a pagar o CH e a sustentar os filhos (muitos de nós tivemos filhos já bem tarde) e muitos de nós pretendemos "gozar" a reforma enquanto tivermos saude e para isso pelo menos para mim implica haver dinheiro para gastar em viagens, passatempos, actividades ludicas, etc, 

    E depois com a falta de saude/velhice vem outros gastos; muitos de nós, que já não vão a tempo da IF antes da reforma, poupam sobretudo para terem uma vida bem confortável, segura e interessante nessa fase; reformar-me e não ter dinheiro para matar bem o tempo, para mim 160000 ou 360000 não chegam. Mas tivesse eu já 500000 e este seria de certeza o meu ultimo ano a trabalhar.

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    há 11 horas, gustaferra disse:

    Se eu tivesse aos 35 anos 320.000€ eu a a minha patroa trabalhávamos para o bronze, só no faria logo, porque ambicionava 1º  com esse montante ter uma moradia e um carro melhor só depois reformava-me.... Como ? Investimentos com a rentabilidade igual ou superior a 6%...

    Por mais que digam 160 ou 320 não chega para viver de juros, cada eu tem os seus conhecimentos e experiência para orientar-se ou não!!! Para min chegava 160 mil a minha senhora tinha de trabalhar mais uns anos ....lololo

    Epá pois .. mas acho que isso depois podia criar um ambiente difícil em casa no dia-a-dia ... repara o que era tu andares a trabalhar para o bronze ( literalmente ) e a tua mulher a trabalhar .. e imagina que ela tem uma profissão que não é das 09:00 - 18:00 ... ( médica etc ) .. chega a casa com a cabeça em águas de bacalhau e vê o namorado / marido no bem bom anos e anos seguidos .. isso ia dar para o torto

    Para quem é solteiro(a) isso não é problema, mas para quem tem companheiro(a), é ou vai ser problema ...

    Mas olha que no exemplo que dei ( um emigrado a ganhar bem lá fora e a poupar sempre 1/3 ) não conseguiria viver muito tempo no mesmo país onde trabalhou ( lá fora ) com essa poupança grande obtida !

    Porque é que achas que os reformados franceses, ingleses etc saem logo disparados do país de origem e vão viver a reforma em países como Portugal, Espanha, América Central, Tailândia e afins .... ?

    Custo de vida baixíssimo comparativamente ao país original ( UK, França, Alemanha etc etc ) e em alguns casos benefícios fiscais ( Portugal e Espanha ) onde o valor da reforma não tem qualquer tributação ... aliar isso a um clima excelente ao longo de todo o ano, boa culinária, sensação de segurança, imobiliário a preços baixos comparativamente aos do país de origem deles etc ......

    Ou seja, esse hipotético emigrado que poupou uma boa maquia lá fora, se quiser efectivamente reformar-se lá para os 45 - 50 anos com o hipotético "bolo" de 320 000€, teria que voltar obrigatoriamente para Portugal ou para um dos outros países que referi baratos ... porque se ficar em UK, França etc a poupança é logo toda comida em alguns 10 anos provavelmente .. ( mesmo fazendo uns investimentos que corram bem pelo meio )

     

    há 4 minutos, 5coroas disse:

    Muitos de nós ainda continuarão  aquando da reforma a pagar o CH e a sustentar os filhos (muitos de nós tivemos filhos já bem tarde) e muitos de nós pretendemos "gozar" a reforma enquanto tivermos saude e para isso pelo menos para mim implica haver dinheiro para gastar em viagens, passatempos, actividades ludicas, etc, 

    E depois com a falta de saude/velhice vem outros gastos; muitos de nós, que já não vão a tempo da IF antes da reforma, poupam sobretudo para terem uma vida bem confortável, segura e interessante nessa fase; reformar-me e não ter dinheiro para matar bem o tempo, para mim 160000 ou 360000 não chegam. Mas tivesse eu já 500000 e este seria de certeza o meu ultimo ano a trabalhar.

    Pois lá está ... estes temas são sempre muito subjectivos ... há quem tenha bem mais de 500 000€ em liquidez e continue a trabalhar .. ( obviamente que não é por conta de outrém ou num trabalho das 09:00 às 18:00 )

    O que essa segurança psicológica permite ( de ter dinheiro suficiente para FI ), é a pessoa dedicar-se a fazer aquilo que mais gosta ( lazer ) quando bem lhe apetecer, ou até mesmo trabalhar naquilo que realmente lhe dá gosto não ligando à questão da remuneração em troca de tempo ou da remuneração em troca de tempo para pagar contas fixas, Créditos e afins .. ( " Rat Race " )

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    há 1 hora, 5coroas disse:

    Decidi amortizar por vários motivos, alguns dos quais se calhar não são os mais racionais, mas por me darem alguma tranquilidade psicológica. Com a amortização consegui baixar as prestações mensais e os seguros de vida de forma a poder ter agora mais dinheiro disponível mensalmente para investir; não quero voltar a estar numa situação apertada como quando os juros do CH estavam altissimos à meia de duzia de anos atrás (se voltarem a subir para esses níveis, o valor em divida já está muito mais baixo); por outro lado usei para amortizar os montantes que tinham investido em FIs para curto prazo e que estavam razoavelmente positivos (mais vale um pássaro na mão...). Neste momento considero que a minha divida do CH já está a um nível aceitável pelo que não vou fazer mais amortizações, preferindo investir nos FI. Mas por exemplo para aqueles que investem em DP em vez de amortizarem o CH e baixarem os seguros, será que não seria preferível amortizarem, mesmo que seja apenas por motivos emocionais? São opções, cada um que escolha o que o faz sentir melhor, sendo que cada uma tem as suas vantagens e desvantagens.

    Neste momento, estou num cenário aceitavel, reduzi 15 anos ao prazo o custo de financiamento reduziu-se para 1/3 com menos de capital do que tenho em divida consigo gerar lucros superiores ao juros da casa andam nos de 90€. 

    Agora se os juros dispararem tenho meios para amortizar o capital reduzindo mais o prazo da divida! 

    O truque está mesmo em reduzir o prazo para o custo de financiamento ficar mais "barato". 

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    há 1 hora, 5coroas disse:

    Muitos de nós ainda continuarão  aquando da reforma a pagar o CH e a sustentar os filhos (muitos de nós tivemos filhos já bem tarde) e muitos de nós pretendemos "gozar" a reforma enquanto tivermos saude e para isso pelo menos para mim implica haver dinheiro para gastar em viagens, passatempos, actividades ludicas, etc, 

    E depois com a falta de saude/velhice vem outros gastos; muitos de nós, que já não vão a tempo da IF antes da reforma, poupam sobretudo para terem uma vida bem confortável, segura e interessante nessa fase; reformar-me e não ter dinheiro para matar bem o tempo, para mim 160000 ou 360000 não chegam. Mas tivesse eu já 500000 e este seria de certeza o meu ultimo ano a trabalhar.

    Já fizeste as contas aos 160 mil ? ou aos 360 mil ? Se a data de hoje tivesse 160 mil investindo a uma taxa média de 8% daria por 12800€ por mês cerca 1066€ vai em conta ao salário médio nacional se desses 1066€ ajudasses a pagar as contas da casa e parte desse valor reinvestisses para não desaparecer rápido. Daria para um agregado familiar não ter a pressão de trabalhar para pagar contas. Com 360 mil daria 28800€ por ano e 2400€ por ano, ajudavas nas contas da casa e reinvestias o resto, seguramente um elementos do agregado familiar podia-se despedir do trabalho e trabalhar para o bronze.... Se estas contas feitas os filhos tiverem arrumados, podes reformar antecipadamente e viver confortavelmente...

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    há 1 hora, Greedy disse:

    Epá pois .. mas acho que isso depois podia criar um ambiente difícil em casa no dia-a-dia ... repara o que era tu andares a trabalhar para o bronze ( literalmente ) e a tua mulher a trabalhar .. e imagina que ela tem uma profissão que não é das 09:00 - 18:00 ... ( médica etc ) .. chega a casa com a cabeça em águas de bacalhau e vê o namorado / marido no bem bom anos e anos seguidos .. isso ia dar para o torto

    Para quem é solteiro(a) isso não é problema, mas para quem tem companheiro(a), é ou vai ser problema ...

    Mas olha que no exemplo que dei ( um emigrado a ganhar bem lá fora e a poupar sempre 1/3 ) não conseguiria viver muito tempo no mesmo país onde trabalhou ( lá fora ) com essa poupança grande obtida !

    Porque é que achas que os reformados franceses, ingleses etc saem logo disparados do país de origem e vão viver a reforma em países como Portugal, Espanha, América Central, Tailândia e afins .... ?

    Custo de vida baixíssimo comparativamente ao país original ( UK, França, Alemanha etc etc ) e em alguns casos benefícios fiscais ( Portugal e Espanha ) onde o valor da reforma não tem qualquer tributação ... aliar isso a um clima excelente ao longo de todo o ano, boa culinária, sensação de segurança, imobiliário a preços baixos comparativamente aos do país de origem deles etc ......

    Dizes a tua senhora que trabalhas em casa/ ou á beira da piscina a dar as ordens de negociação e o acompanhamento do investimentos e ao mesmo tempo fazes crescer o património e mostras esses factos das rentabilidade.... :)

    Trabalhando por conta própria nesses investimentos mais líquidos ou com alguma liquidez que não envolva fazer cobranças de renda , negociar com terceiros a venda da casa etc.... Podemos considerar que já se trabalhar para o bronze... Isto é, trabalha quando quer, não está dependente de terceiros para faturar......

    Bem, enquanto isso não acontece, vamos ter de fazer crescer o património liquido e "bregar" a mola.... :) 

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