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  • FORMAS DE POUPAR

  • Nacionalização do BPN


    taranta

    Concordam com a nacionalização do Banco Português de Negócios?  

    11 votos

    1. 1. Concordam com a nacionalização do Banco Português de Negócios?

      • Sim
        7
      • Não
        3
      • Sem opinião
        1


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    Eu confesso que ando sem tempo para acompanhar as notícias... mas tanto quanto percebi as duas instituições continuam a ser entidades separadas.

    Há alguém que me explique esta história toda como se eu fosse muito burro? :)

    Não sou cliente do BPN, portanto não me interessa particularmente saber se as taxas se mantêm ou não. Mas gostava de saber quais são os cenários possíveis para a continuidade do banco a partir da nacionalização...

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    Eu confesso que ando sem tempo para acompanhar as notícias... mas tanto quanto percebi as duas instituições continuam a ser entidades separadas.

    Há alguém que me explique esta história toda como se eu fosse muito burro? :)

    Não sou cliente do BPN, portanto não me interessa particularmente saber se as taxas se mantêm ou não. Mas gostava de saber quais são os cenários possíveis para a continuidade do banco a partir da nacionalização...

    Também eu...

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    Tanto quanto tenho "apanhado" das notícias soltas que vão saindo, percebi o seguinte:

    1º - As duas entidades (BPN e CGD), continuarão a operar em separado;

    2º - Já há dois administradores nomeados pela CGD para o BPN (independentemente da demissão de Miguel Cadilhe);

    3º - É claro, que a CGD, irá impor as suas regras;

    4º - Como deverá ser evidente, a rentabilização dos depósitos anteriores à nacionalização, serão respeitados; os depósitos constituídos pós nacionalização, terão a sua taxa de rentabilização revista (um pouco à imagem da CGD);

    5º - De resto, tudo decorrerá de forma igual ao que se tem passado nos outros países onde têm ocorrido nacionalizações (Inglaterra, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha), ou seja, mudam as administrações, que incutirão uma filosofia financeira diferente ao rumo do Banco.

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    Hello!

    Então é assim: A nacionalização pode prolongar-se por 3 a 5 anos. No fim deste período, o BPN pode ser integrado na CGD e vendido (por inteiro ou por partes) ou continuar como um banco autónomo. Hoje já tomou posse nova administração.

    De qualquer modo, esta nacionalização serve aos interesses dos depositantes mas também deverá existir mais história por trás...é k corria um rumor que dava como quase certa a compra do BPN por um certo banco espanhol...

    Ah interessante!o novo presidente do BPN é também o actual Vice da CGD!... ::)

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    • 3 weeks later...

    Resolvi colocar aqui este tópico, pois estou com muitas dúvidas com o que  se passa com a Banca e a resposta do Governo. E como há neste fórum especialistas, nesta e em outras áreas, espero que me esclareçam.

    Se compreendi a nacionalização do BPN,  agora não entendo a "ajuda" ao BPP. Diz-se, nos canais de informação, que o Governo foi obrigado a salvar o banco para defender a imagem de Portugal ??? Porquê? Este banco não está falido, fala-se em possível falência, gere grandes fortunas, com riscos elevadíssimos ( que todos sabiam ) e o pequeno investidor representa 0,2% do total dos investimentos. Apoiar esses acho um dever, já que se fez o mesmo com o BPN.

    O Activo passa para as mãos do Estado. Não seria de esperar outra coisa  :D.

    Cinco Bancos vão ajudar. Mas esses bancos, entre os quais a CGD, não recorreram ao Fundo de Garantia? Estão então em boas condições para ajudar?

    Desculpem os pontos de interrogação, mas é que me está a custar engolir esta actuação ???

    Até tenho algum sentido patriótico mas........... parace-me de mais!!!

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    Não vou falar muito sobre o BPP mas vou antes focar-me nas dúvidas finais que acho que consigo esclarecer melhor...

    A questão da garantia do Estado que tem andado nas páginas dos jornais não é bem uma ajuda física, ao contrário do que muita gente pensa - o Estado não está a dar dinheiro aos bancos. Vou recorrer a um simples emprestimo habitação a particulares para ilustrar melhor.

    Imaginemos que eu ia ao banco pedir um empréstimo e o banco me propunha um spread de 1%. No dia seguinte volto lá com o meu pai que se propõe a fazer de meu fiador - em resposta, e porque passo a representar um risco menor para o banco, este propõe-me um spread de 0,8%. O meu pai não gasta dinheiro por ser meu fiador - quem me empresta o dinheiro continua a ser o banco; só terá que pagar alguma coisa se eu não conseguir pagar... mas já por causa disso, provavelmente ele vai querer manter a minha conta bancária debaixo de olho.

    Este aval do Estado aos bancos é a mesma coisa - os bancos pedem dinheiro emprestado a outros bancos a valores próximos da Euribor. Só que os spreads andam muito altos (neste caso pode-se considerar que o spread é a diferença entre a Euribor e a taxa de referencia do BCE, a que ele empresta o dinheiro aos principais bancos). Portanto, o Estado propõem-se a fazer de fiador, para que os bancos consigam condições mais vantajosas quando pedem dinheiro emprestado e acabem por reflectir essas facilidades aos seus clientes. Naturalmente o Estado não admite ser fiador assim sem mais nem menos - não se atravessa a garantir empréstimos de milhares de milhões aos bancos mais pequenos (foir por isso que o BPP não conseguiu o aval no valor que pediu inicialmente); e se não conseguirem pagar e o Estado tiver que se chegar à frente, haverá consequências em termos de gestão do banco. Mas isso é normal, digo eu.

    Isto tudo para explicar que o facto de os bancos andarem a recorrer à garantia do Estado não quer dizer que seja por não estarem em boas condições ajudar - se o teu pai se propusesse ser teu fiador, e soubesses que tinhas vantagem com isso, ias sozinha ao banco à mesma? ;)

    Mas já agora, voltando ao caso BPP - não deixa de ser curioso que os bancos que vão emprestar o dinheiro ao BPP acabem por usar o aval do Estado para obter esse dinheiro, quando essa garantia não podia ser dada directamente ao BPP. Mas claro, assim não é o Estado que assume o risco, e os tais 5 bancos vão de certeza impor alguma margem de lucro nesse empréstimo...

    Mais uma nota - não acho que para salvar os pequenos investidores seja preciso salvar o banco - o Fundo de Garantia de Depósitos e afins cobririam perfeitamente esse montante, especialmente tratando-se de tão poucos clientes. Acho que o que se pretende é evitar um efeito dominó - a partir do momento em que um banco vá  efectivamente à falência, o sentimento de desconfiança e incerteza arrastará muitos outros atrás...

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    Mais uma nota - não acho que para salvar os pequenos investidores seja preciso salvar o banco - o Fundo de Garantia de Depósitos e afins cobririam perfeitamente esse montante, especialmente tratando-se de tão poucos clientes. Acho que o que se pretende é evitar um efeito dominó - a partir do momento em que um banco vá efectivamente à falência, o sentimento de desconfiança e incerteza arrastará muitos outros atrás...

    Curiosamente, não vou mt à bola com esse argumento do efeito dominó neste caso... segundo consta o BPP tem apenas 3 000 clientes!

    claro que desses 3 000 muitos terão boas ligações... para já nao falar dos pesos pesados que são accionistas da instituição.

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    Obrigada, Pauloaguia.

    É sempre bom saber que aqui no fórum há  quem esteja sempre esclarecido :), aliás a partilha de informação é uma das funções do fórum!

    Às vezes penso que o seu âmbito poderia ser alargado para além das Finanças. O que se escreve por aqui é, regra geral, de qualidade,  sério, construtivo e sem aquelas palermices (não posso usar a expressão que gostaria), doutros blogs.Só por isso parabéns a todos ;)

    Agora quanto ao apoio ao BPP, o Estado está a ser avalista, só tem responsabilidades directas no caso do não cumprimento das obrigações do banco. Até aqui tudo bem.

    Pois claro que os outros bancos querem apoiar, logo, ganhar. Tudo isto parece-me bem, mas como dizes esta actuação do governo é para não deixar falir o banco e não gerar o tal clima de desconfiança que arrastartaria outros bancos.

    Esta situação faz-nos reflectir. A conduta muitas vezes "irresponsável" de uns é suportada por todos. Cada vez mais se verifica que vivemos numa aldeia global. Para o melhor e para o pior.

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