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  • FORMAS DE POUPAR

  • Limite do défice


    St3wie

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    défice do Estado, como o nome indica, é a diferença entre as entradas e saídas de dinheiro (no Estado) cobrado através dos impostos, ou seja se o Estado gasta mais do que cobra em impostos tem défice; se gasta menos tem superavit !

    o grande problema é que o tipo de economia em que vivemos (capitalista) é baseada no consumo e na necessidade de produzir e consumir sempre mais para haver "desenvolvimento" e os Estados do Ocidente, em geral, gastam mais do que recebem de impostos dos seus cidadãos.

    Gastando mais têm que pedir emprestado - para cobrir a diferença (o tal défice...) - isto é a regra geral, todos os países em geral têm défice, aliás o maior de todos é o da pátria do capitalismo, dos EUA.

    depois há que pagar e aqui é que a porca torce o rabo: nos países com indústria e com economias fortes (as "locomotivas") e bem geridos (em que não se pediu demais...) conseguem facilmente pagar o que pediram emprestado.

    Nos países com economias frágeis (como Portugal e muitos outros) se o sistema entra em crise (como aconteceu em 2008) o comboio entra em descarrilamento : é o que nos está a acontecer.

    Repara, se uma família ganha 5.000 e deve 1.000 vai pagando e tem uma certa margem de folga. Mas se ganha 2.000 e deve 1.000 vai pagando mas à menor dificuldade entra em incumprimento. Mal comparado é isto que se passa, nós somos uma família pobre e dependente (sempre fomos, relativamente aos "ricos") e entrámos em dificuldades que só serão superadas quando os outros (as locomotivas) começarem a puxar bem por isto. Mas neste momento eles também estão em dificuldades e puxam pouco...!!

    O problema de "constitucionalizar" o défice é que tira margem de manobra aos Governos para, em certas ocasiões, ultrapassarem o limite de défice imposto pela Constituição, ou seja se lá estiver 3% mas, num dado ano ou situação, o Governo quiser aumentar os gastos públicos então fica atado de pés e mãos e não pode: isso é inconveniente porque quando a economia está em baixo os Governos por vezes têm que "injectar" dinheiro (através de obras públicas) na economia para a reanimar e para salvar postos de trabalho; mas, por outro lado, ao fazer isso estão a criar défice e a hipotecar gerações futuras.

    Foi o que aconteceu anteriormente: repara que alguns dos partidos políticos existentes defendem as obras públicas (TGV, Escolas  e outras) para "puxar" pela economia e garantir empregos, embora aumentando temporariamente o défice. Outros (os que estão de momento a governar) defendem, pelo contrário, que se aperte o cinto e se façam privações diminuindo o dinheiro na economia. Repara que quem, há seis meses atrás, gritava a pedir obras nas escolas agora....mandou-as parar por causa do défice ! Agora são os outros que irão (quando começar o ano Parlamentar) gritar por obras , os anteriores calam-se. É sempre assim, não te admires.

    Eu sou engenheiro e, como sabes, a engenharia é uma ciência exacta: 1 mm é um mm e 1 micron é 1 micron: sempre achei que os economistas são necessários e nos podem ajudar - mas a pourra da Economia não é uma ciência exacta é uma espécie de bola de cristal com uns "videntes" (os economistas) que dizem umas balelas e só acertam em metade... e ainda por cima alguns nem economistas são, são meros contabilistas !!  Penso que no meio estará a virtude, ou seja nem tanto défice nem tanta fome, vamos aguardar e ver o resultado...mas de uma coisa não duvides: quem paga somos nós, não são os espanhóis!

    Portanto olha...se ficaste com dúvidas manda um mail à gordita Angela que talvez ela te explique melhor...!!! Porque é ela que quer limitar os défices nas constituições...

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    Agradeço imenso a tua explicação :D

    Fiquei esclarecido. Às vezes é complicado encontrar explicações para estes temas...

    Ainda por cima toda a gente fala com um certo jargão, que não é do conhecimento de toda a gente, como é óbvio.

    Até mandava e-mail à tia Ângela, mas não sei escrever em alemão ;D

    Cumprimentos

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    défice do Estado, como o nome indica, é a diferença entre as entradas e saídas de dinheiro (no Estado) cobrado através dos impostos, ou seja se o Estado gasta mais do que cobra em impostos tem défice; se gasta menos tem superavit !

    o grande problema é que o tipo de economia em que vivemos (capitalista) é baseada no consumo e na necessidade de produzir e consumir sempre mais para haver "desenvolvimento" e os Estados do Ocidente, em geral, gastam mais do que recebem de impostos dos seus cidadãos.

    Gastando mais têm que pedir emprestado - para cobrir a diferença (o tal défice...) - isto é a regra geral, todos os países em geral têm défice, aliás o maior de todos é o da pátria do capitalismo, dos EUA.

    depois há que pagar e aqui é que a porca torce o rabo: nos países com indústria e com economias fortes (as "locomotivas") e bem geridos (em que não se pediu demais...) conseguem facilmente pagar o que pediram emprestado.

    Nos países com economias frágeis (como Portugal e muitos outros) se o sistema entra em crise (como aconteceu em 2008) o comboio entra em descarrilamento : é o que nos está a acontecer.

    Repara, se uma família ganha 5.000 e deve 1.000 vai pagando e tem uma certa margem de folga. Mas se ganha 2.000 e deve 1.000 vai pagando mas à menor dificuldade entra em incumprimento. Mal comparado é isto que se passa, nós somos uma família pobre e dependente (sempre fomos, relativamente aos "ricos") e entrámos em dificuldades que só serão superadas quando os outros (as locomotivas) começarem a puxar bem por isto. Mas neste momento eles também estão em dificuldades e puxam pouco...!!

    O problema de "constitucionalizar" o défice é que tira margem de manobra aos Governos para, em certas ocasiões, ultrapassarem o limite de défice imposto pela Constituição, ou seja se lá estiver 3% mas, num dado ano ou situação, o Governo quiser aumentar os gastos públicos então fica atado de pés e mãos e não pode: isso é inconveniente porque quando a economia está em baixo os Governos por vezes têm que "injectar" dinheiro (através de obras públicas) na economia para a reanimar e para salvar postos de trabalho; mas, por outro lado, ao fazer isso estão a criar défice e a hipotecar gerações futuras.

    Foi o que aconteceu anteriormente: repara que alguns dos partidos políticos existentes defendem as obras públicas (TGV, Escolas  e outras) para "puxar" pela economia e garantir empregos, embora aumentando temporariamente o défice. Outros (os que estão de momento a governar) defendem, pelo contrário, que se aperte o cinto e se façam privações diminuindo o dinheiro na economia. Repara que quem, há seis meses atrás, gritava a pedir obras nas escolas agora....mandou-as parar por causa do défice ! Agora são os outros que irão (quando começar o ano Parlamentar) gritar por obras , os anteriores calam-se. É sempre assim, não te admires.

    Eu sou engenheiro e, como sabes, a engenharia é uma ciência exacta: 1 mm é um mm e 1 micron é 1 micron: sempre achei que os economistas são necessários e nos podem ajudar - mas a pourra da Economia não é uma ciência exacta é uma espécie de bola de cristal com uns "videntes" (os economistas) que dizem umas balelas e só acertam em metade... e ainda por cima alguns nem economistas são, são meros contabilistas !!  Penso que no meio estará a virtude, ou seja nem tanto défice nem tanta fome, vamos aguardar e ver o resultado...mas de uma coisa não duvides: quem paga somos nós, não são os espanhóis!

    Portanto olha...se ficaste com dúvidas manda um mail à gordita Angela que talvez ela te explique melhor...!!! Porque é ela que quer limitar os défices nas constituições...

    Senhor Engenheiro gostei bastante da sua explicação.

    Só erra no facto de a contabilidade ser ela também uma ciência exacta (e por muito que lhe custe a entender um débito é igual a um crédito, tal e qual como 1 mm é um mm). E fique já a saber que não gostei da hierarquia dos economistas e dos contabilistas. Podia dizer exactamente o mesmo em relação aos arquitectos e aos engenheiros. São todas ordens profissionais e em todos os lados existem bons e maus profissionais.

    Agora a explicação está muito boa. E esse é que é o ponto essencial.

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    calma meu caro amigo NL !

    eu não pretendi ofender ninguém e a profissão de contabilista é altamente respeitável, tanto como qualquer outra: aliás no aspecto de rigor até é mais do que a de economista...pois, tal como diz, a Contabilidade é rigorosa por natureza e a Economia é a ciência do mais ou menos, da explicação que se não der certo a culpa foi do ambiente, das circunstâncias...!!!  Ou não ? 

    o que eu quis dizer foi que na actual situação de crise nós necessitaríamos ao "leme" do barco de alguém com uma visão política do futuro - provavelmente nem engenheiro, nem economista nem contabilista ... bastava um homem ou mulher com visão e algo mais - coisa que me parece que não temos (não me refiro especificamente a Portugal mas mais ao conjunto da UE onde também nos incluímos, claro...) e quando digo "meros contabilistas" (peço desculpa pelo meros..) quero dizer que só vêem muito bem o deve-haver do momento mas muito mal qual a direcção para onde queremos ir - e se queremos ir sozinhos ou em conjunto... como eu sou declaradamente dos que querem ir em conjunto isso por vezes chateia-me, tanta miudeza e tão pouca coragem !  Sabe, eu já sou "velho" e lembro-me de 4 mosqueteiros que existiram vai para 36 anos e que na hora da crise manejavam a espada e deixavam-se de conta(bilidades)s miúdas.... e acho que necessitávamos de algo desse género, agora, para arrastar isto em frente ... ! 

    Mas enfim, isto foi dito sem querer ofender ninguém e espero que compreenda !

    um abraço (rigoroso, claro...) !

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    calma meu caro amigo NL !

    eu não pretendi ofender ninguém e a profissão de contabilista é altamente respeitável, tanto como qualquer outra: aliás no aspecto de rigor até é mais do que a de economista...pois, tal como diz, a Contabilidade é rigorosa por natureza e a Economia é a ciência do mais ou menos, da explicação que se não der certo a culpa foi do ambiente, das circunstâncias...!!!  Ou não ?   

    o que eu quis dizer foi que na actual situação de crise nós necessitaríamos ao "leme" do barco de alguém com uma visão política do futuro - provavelmente nem engenheiro, nem economista nem contabilista ... bastava um homem ou mulher com visão e algo mais - coisa que me parece que não temos (não me refiro especificamente a Portugal mas mais ao conjunto da UE onde também nos incluímos, claro...) e quando digo "meros contabilistas" (peço desculpa pelo meros..) quero dizer que só vêem muito bem o deve-haver do momento mas muito mal qual a direcção para onde queremos ir - e se queremos ir sozinhos ou em conjunto... como eu sou declaradamente dos que querem ir em conjunto isso por vezes chateia-me, tanta miudeza e tão pouca coragem !  Sabe, eu já sou "velho" e lembro-me de 4 mosqueteiros que existiram vai para 36 anos e que na hora da crise manejavam a espada e deixavam-se de conta(bilidades)s miúdas.... e acho que necessitávamos de algo desse género, agora, para arrastar isto em frente ... !   

    Mas enfim, isto foi dito sem querer ofender ninguém e espero que compreenda !

    um abraço (rigoroso, claro...) !

    Estamos de acordo.

    Tal como disse, do que precisamos é de homens e mulheres com visão e com ganas de mudar ... acho que os políticos já mostraram o que (não) sabem fazer ...

    Estamos de acordo.

    Outro abraço!

    NL

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