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    davidmleal

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    • pauloaguia

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    Obviamente fiquei desiludido com a manutenção das taxas a 5 e 10 anos.

    No entanto, as regras do produto foram respeitadas.

    Segundo o número 14 da RCM n.º 40/2010, ao qual a instrução de hoje se refere

    (...) podendo ainda o IGCP, mediante prévia autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, através de instrução, suspender ou estabelecer limites às subscrições caso as taxas de juro de referência não sejam consideradas suficientemente representativas, atendendo aos níveis de liquidez verificados no mercado, ou a outros factores de perturbação dos mercados considerados relevantes.

    Também me parece que a manutenção de taxas menos "alucinantes" poderá proteger mais os CTs de incumprimento, em comparação com as OTs.

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    Não confundas a taxa dos CTs com a taxa das OTs (essas sim, ultrapassaram hoje os 9% a 5 anos).

    E não confundir as taxas das OTs com os yelds do mercado secundário ;D

    Ainda não foram emitidas quaisquer OTs a 9%, nem sequer a 8%.

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    ??? E agora? subscrever ou esperar por Maio?

    Lembro que vencem 4 mil milhões de dívida daqui a 15 dias. Do jeito que andam as taxas no mercado secundário, é melhor para o país conseguir colocar mais dívida a 7,1% (com os CTs) do que ser forçado a emitir mais OTs a 8% ou mais (caso contrário os investidores provavelmente preferirão continuar a comprar no mercado secundário). Se de repente aparecerem os 4 mil milhões através dos CTs, tanto melhor ;)  (na prática não é assim tão simples - os CTs podem ser levantados passados uns tempos e o problema mantém-se, claro está).

    Por outro lado, vencem 4 mil milhões de dívida daqui a 15 dias... se o Estado não os conseguir pagar vai cair o Carmo e a Trindade e tipicamente os pequenos investidores (como os dos CTs, por exemplo) são os primeiros a apanhar por tabela...

    E finalmente - se Portugal fizer mesmo o pedido de ajuda, sai dos mercados durante 5 anos. O FEE e o FMI emprestam-lhe dinheiro a uma taxa inferior... supondo que os CTs não acabem logo nessa altura, a taxa vem por aí abaixo no dia seguinte...

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    Aquilo que me intriga nisso é o seguinte:

    onde é que se inicia esta cadeia? é por receio de PT não cumprir as suas obrigações? é por falta de liquides momentânea e aliena-se?

    Eu vi logo que não era só uma pergunta ;)

    Acho que provavelmente no início era tudo isso e mais alguns factores. Neste momento já é especulação pura - quem tem OTs, como vê o preço a cair a pique, vende-as à espera que a situação estabilize e as consiga comprar de volta a um preço bem mais baixo (yeld mais alta).

    Este tópico é um bom exemplo - toda a gente a especular quando é que as taxas vão parar de subir e qual será o momento ideal para investir nos CTs. É exatamente a mesma coisa que se passa no mercado secundário das OTs.

    Uma das agências de rating, na altura em que o Sócrates se demitiu tinha vindo dizer que era capaz de não alterar o rating de Portugal (embora mantivesse a perspetiva revisão negativa). Menos de uma semana depois baixou o rating e logo em dois níveis. Porquê? Porque as taxas de juro dispararam, cada vez menos o mercado liga à capacidade de pagar e cada vez mais à especulação e à matemática das taxas de juro.

    (Não estou a dizer que Portugal não tem culpas no cartório, claro que tem; não era preciso ser um génio da economia para adivinhar que a atual crise política iria conduzir a isto. Mas ao rtimo a que as coisas estão a andar, quem está a investir em dívida portuguesa é cada vez mais quem quer fazer lucro rápido e cada vez menos quem quer manter a dívida a longo prazo, por isso pouco lhes importa se o país ainda vai conseguir pagar daqui a 10, 5 ou mesmo 3 anos - até lá já vendeu as OTs a outros).

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    Por outro lado, vencem 4 mil milhões de dívida daqui a 15 dias... se o Estado não os conseguir pagar vai cair o Carmo e a Trindade e tipicamente os pequenos investidores (como os dos CTs, por exemplo) são os primeiros a apanhar por tabela...

    Como assim??

    É possível que venham a retirar dinheiro de quem detem CT?

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    É possível que venham a retirar dinheiro de quem detem CT?

    Tudo é possível... mas é altamente improvável.

    Mas se Portugal deixar de reembolsar um dos grandes investidores, é a bancarrota - qualquer um dos credores pode avançar com procedimentos para reaver o seu dinheiro (ou pelo menos parte). Normalmente, nestas questões, os pequenos investidores, que não têm milhões para pagar a quem defenda os seus interesses, acabam por se ver aflitos para reaver a sua parte...

    Há uns anos atrás, a Argentina deixou por pagar uma fatia importante aos investidores... há 2 anos a Islândia entrou em falência... é ir pesquisar sobre o que aconteceu nessa altura e de que forma os nacionais foram afetados (não é diretamente comparável com o caso português - nós estamos no Euro, para o melhor e para o pior).

    Mas, como disse, não acho que seja um cenário provável - antes disso Portugal pede ajuda ao FEE... nem o Sócrates é assim tão casmurro (acho eu).

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    Tudo é possível... mas é altamente improvável.

    Não se esqueçam que poderá haver também uma restruturação (+-) negociada da divida (o "haircut" em ingles "técnico"). Neste caso, o estado chegará a acordo com os principais credores no sentido de ambas as partes aceitarem uma redução de montantes e alargamento de prazos de pagamento.

    Claro que, por maioria de razão, os pequenos investidores, que têm pouco (nenhum?) poder negocial, ficarão sempre perante um facto consumado.

    a este respeito podem ver o debate que aconteceu na sic noticias esta semana (esta hipótese é aventada na parte final - últimos 5 minutos creio).

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    Os CT constituem apenas 0,6% do montante da divida e requerem o pagamento de um juro inferior a 2% nos proximos 3/4 anos. Nao me parece por isso justificavel neste momento um "ataque" a milhares de aforradores, destruindo a pouca credibilidade que restou apos a alteracao das taxas dos CA.

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    Visitante latrum

    Os CT constituem apenas 0,6% do montante da divida e requerem o pagamento de um juro inferior a 2% nos proximos 3/4 anos. Nao me parece por isso justificavel neste momento um "ataque" a milhares de aforradores, destruindo a pouca credibilidade que restou apos a alteracao das taxas dos CA.

    Meu caro a sua resposta é sensata, só que, na nossa classe política esse atributo não abunda e como temos um povo "manso", tudo é possível.

    Cumprimentos

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    Visitante latrum

    Em termos de segurança...o que será melhor?

    CT? CA? Depósitos a prazo na CGD ou Montepio Geral?

    Tencionava por a maior parte das minhas economias em CT, mas começo a ficar com algumas dúvidas.

    A minha opinião, que pratico, é distribuir por várias aplicações e entidades esperando que esta "coisa" não estoire, pois se assim for nada é seguro!

    Quanto aos CT e CA o risco é o mesmo.

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    Visitante luisfil

    Na minha modesta opinião segurança é uma palavra pouco presente nos produtos financeiros neste momento, mais nuns que outros é certo, mas nada neste país de momento garante uma segurança a 100% ou pelo menos ao nivel que poderiamos ter á pouco tempo atrás.

    A maior parte das economias parece-me um erro nesta altura em CTs ou CAs.

    Eu apostaria mais nos Depósitos a Prazo em questão de segurança,  não por os considerar muito diferentes em termos da mesma, mas pela vantagem de poderes retirar o valor sem penalizações ( excepto os juros ) em caso de alerta mais eminente, caso este não ocorra as taxas não andam mal por estes dias ( em particular na CGD ).

    E acrescento que estou convicto que vai-se passar com os CTs uma futura "reestruturação" ou seja que o estado vai mexer nas regras e não pagar o que promete.

    Não tenho CTs nem CAs se houver algum erro no que escrevi das penalizações por favor corrijam ...

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    Se tiver errado decerto serei corrigido, mas CT, CA, CGD o governo português tem acesso a tudo ou seja se o pais fosse ha falência nenhum dos 3 seria seguro pois se perdia tudo o montepio ja nao faço ideia !

    Agora em termos de rentabilidade acho que os CT são sem duvida melhores, como ja aprendi aqui e não por os € no mesmo cesto, e arriscar algum em CT e ter o resto num banco que nao tenha haver com portugual, estarei a pensar de maneira correcta ?

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      Eu acho que este autentico "congelamento" da taxa de juro para as subscrições em Abril já é um sinal claro que essa será a forma de o Governo administrar a relação com os subscritores dos CT.. ou seja, tentará manipular as taxas à partida, no momento da subscrição, e não à posteriori, na data de pagamento, de resto foi isso que foi feito com os CA, criaram uma nova série e fecharam a anterior, mas os prémios de permanência que os aforradores perspectivavam à partida mantiveram-se!

      claro que houve tb uma alteração (ligeira) na fórmula de cálculo da série em vigor, mas, nesse contexto, o aforrador já poderia gerir melhor a situação e transferir o investido para outra aplicação!

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      Eu acho que este autentico "congelamento" da taxa de juro para as subscrições em Abril já é um sinal claro que essa será a forma de o Governo administrar a relação com os subscritores dos CT.. ou seja, tentará manipular as taxas à partida, no momento da subscrição, e não à posteriori, na data de pagamento, de resto foi isso que foi feito com os CA, criaram uma nova série e fecharam a anterior, mas os prémios de permanência que os aforradores perspectivavam à partida mantiveram-se!

      claro que houve tb uma alteração (ligeira) na fórmula de cálculo da série em vigor, mas, nesse contexto, o aforrador já poderia gerir melhor a situação e transferir o investido para outra aplicação!

    Concordo plenamente. A manutenção das taxas, embora desiludindo quem (como eu) estava à espera de mais um aumento, deve ser vista como uma medida de protecção do produto, de forma a não prometerem mais do que pensam conseguir pagar.

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    Só compra certificados do tesouro quem estiver a pensar em não mexer no dinheiro em pelo menos 5 anos. Sendo assim, com a entrada do FMI não serão criadas as condições para Portugal honrar os seus compromissos com os seus credores daqui a 5 anos ou mais? Penso que esta fase até às eleições é a mais perigosa, pois o país pode não conseguir arranjar financiamento. Depois do FMI entrar, vamos todos levar uma cacetada valente, mas haverá mais certezas sobre o pagamento das dívidas do país.

    Estou correcto?

    Cumprimentos.

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    Essa é uma boa pergunta, perguntava me o mesmo depois do FMI entrar no pais que haveria certezas sobre o pagamente mas sinceramente nao sei, na tv anunciam cada vez mais que o pais nao tem € para pagar aos credores agora nao faço ideia como vai ser a situação e se e de todo veridica pois se for muita gente vai ter € perdidos !

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    Visitante Pai_Natal

    Retirado do IGCP

    "Que vantagens tenho em adquirir dívida pública relativamente a investir noutros instrumentos financeiros do sector privado?

    Genericamente, pode dizer-se que os títulos de dívida pública têm a vantagem sobre outros instrumentos financeiros do sector privado, uma vez que incorporam menor risco de crédito. O conceito de risco de crédito está associado à maior ou menor probabilidade dos títulos virem a ser reembolsados, sendo que, nos títulos com garantia do Estado esse risco é mínimo. "

    Banco de Portugal VS Estado?

    Estou a pensar em investir 25000€ em certificados do tesouro? Faço mal?

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    Visitante Pai_Natal

    Retirado do IGCP

    "Que vantagens tenho em adquirir dívida pública relativamente a investir noutros instrumentos financeiros do sector privado?

    Genericamente, pode dizer-se que os títulos de dívida pública têm a vantagem sobre outros instrumentos financeiros do sector privado, uma vez que incorporam menor risco de crédito. O conceito de risco de crédito está associado à maior ou menor probabilidade dos títulos virem a ser reembolsados, sendo que, nos títulos com garantia do Estado esse risco é mínimo. "

    Banco de Portugal VS Estado?

    Estou a pensar em investir 25000€ em certificados do tesouro? Faço mal?

    50% do meu capital!

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