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  • Taxas dos Certificados do Tesouro


    davidmleal

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    Retirado do IGCP

    "Que vantagens tenho em adquirir dívida pública relativamente a investir noutros instrumentos financeiros do sector privado?

    Genericamente, pode dizer-se que os títulos de dívida pública têm a vantagem sobre outros instrumentos financeiros do sector privado, uma vez que incorporam menor risco de crédito. O conceito de risco de crédito está associado à maior ou menor probabilidade dos títulos virem a ser reembolsados, sendo que, nos títulos com garantia do Estado esse risco é mínimo."

    Banco de Portugal VS Estado?

    Estou a pensar em investir 25000€ em certificados do tesouro? Faço mal?

    Naturalmente que o IGCP não vai dizer mal do "peixe" que está a tentar vender...

    Sobre o que escrevi anteriormente penso que o argumento é perfeitamente válido, mas estou hesitante em investir em CT. Mas com os cortes dos rankings nos bancos, neste momento o dinheiro só está seguro debaixo do colchão, só que tem o problema do colchão não dar juros.

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    Sobre o que escrevi anteriormente penso que o argumento é perfeitamente válido, mas estou hesitante em investir em CT. Mas com os cortes dos rankings nos bancos, neste momento o dinheiro só está seguro debaixo do colchão, só que tem o problema do colchão não dar juros.

    O que o colchão também te garante é a desvalorização do capital, devido à inflação. E cuidado com as traças! :D

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    O que o colchão também te garante é a desvalorização do capital, devido à inflação. E cuidado com as traças! :D

    Neste momento estou indeciso em deixar o dinheiro debaixo do colchão ou num banco. Por um lado se me assaltarem a casa roubam-me o dinheiro mas por outro lado posso vir a ser roubado pelos bancos...

    Vou mas é começar a congelar o dinheiro (colocar um tupperware cheio de dinheiro no congelador) para não sofrer inflação xD

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    Visitante MariaOlinda

    Como tenho estado a  adiar  a subscrição dos CT parece-me que talvez este mês seja o indicado para investir, o que acham? e agora com a entrada do FMI será que o risco de o país alterar  as actuais taxas e supostas remunerações diminuiram?

    Qual a vossa opinião subscrever agora? ou aguardar a entrada do FMI e ver como tudo corre após o apertão?

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    Provavelmente vão congelar as taxas ou até acabar mesmo com novas subscrições.

    Eu acho que provavelmente vão descer as taxas ou até acabar mesmo com novas subscrições  ;)

    Se Portugal deixa de estar nos mercados, não faz sentido que as taxas dos CTs se continuem a guiar por eles...

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    Já agora gostaria de fazer uma pergunta, pois fiquei confuso, se abrir a conta com o minimo 1000€ e possivel fazer reforços do mesmo com montantes de 1000€ ?Ou e so aceitado montante unico ?

    Pode fazer fazer o nº de subscrições que quiser com o valor minimo de 1.000€ e até ao valor total acumulado de 1.000.000€

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    Certificados de aforro sob ameaça em caso de "default"

    15 Abril 2011 | 00:01

    Elisabete  Miranda - elisabetemiranda@negocios.pt

    Rui  Peres Jorge - rpjorge@negocios.pt

    Lei trata todos os credores e instrumentos de dívida por igual. Em caso de renegociação, todos deverão ser penalizados da mesma forma. Todos, menos o FMI

    Caso Portugal tenha de reescalonar a sua dívida pública, nenhum investidor do Estado está a salvo à partida. É que a lei trata todos os credores (grandes, pequenos, nacionais ou estrangeiros) e todos os produtos (obrigações e bilhetes do tesouro, certificados de aforro e do tesouro) da mesma forma.

    Roubini: Reestruturação da dívida portuguesa e grega "é uma questão de tempo"

    15 Abril 2011 | 11:34

    Ana Luísa Marques - anamarques@negocios.pt

    "A questão não é saber se vai haver uma reestruturação da dívida, mas sim quando ela vai acontecer", garante o professor de Economia.

    Este argumento é válido para a dívida grega, portuguesa e para os bancos irlandeses, afirmou Nouriel Roubini, numa conferência que está a decorrer em Almaty, no Cazaquistão.

    As declarações de Roubini surgem após o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, ter admitido, ontem, pela primeira vez que poderá ser necessário proceder a uma reestruturação da dívida grega. Isso pode mesmo acontecer antes de 2013, caso a "sustentabilidade da dívida" levante dúvidas, acrescentou o responsável pela pasta das Finanças.

    A Grécia anunciou, esta manhã, que vai apresentar novas medidas de austeridade. O ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, revelou que o plano governamental visa reduzir o défice orçamental em 22 mil milhões de euros até 2014.

    O governo grego está a tentar reduzir o défice para menos de 3% do PIB até 2014.

    "Não tenho a certeza que Espanha seja diferente"

    Quanto a um possível resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional a Espanha, Roubini duvida que essa hipótese esteja completamente posta de parte.

    "Quando a Grécia falhou, afirmaram que Portugal era diferente. Agora afirmam que Espanha é diferente. Não tenho a certeza que seja diferente", afirmou o economista.

    Fez ontem uma semana que Portugal formalizou o seu pedido de ajuda à União Europeia. Entretanto, esta terça-feira chegaram a Lisboa diversos membros da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI para avaliar a situação das contas públicas portuguesas.

    Segundo o Comissário Europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, o plano de ajuda, que poderá atingir os 80 mil milhões de euros, deverá estar concluído em meados de Maio, mais precisamente a 16 de Maio, quando os ministros das Finanças da região se voltam a reunir.

    Aumento de poupança nos Certificados do Tesouro é menos de metade da fuga dos Certificados de Aforro | Março de 2011

    14/04/2011 by Mapari

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    Em termos líquidos, entre certificados de aforro e certificados do tesouro, saíram 161 milhões de euros dos cofres do Estado no mês de Março de 2011. Nos certificados de aforro os resgates superaram as subscrições em 312 milhões de euros com as subscrições a registarem valores mínimos e os resgastes valores máximos desde, pelo menos, 2003.

    Nos certificados do tesouro o saldo foi positivo em 151 milhões de euros, o segundo maior aumento absoluto desde que foram lançados em Junho de 2010. Ainda assim, claramente insuficiente para compensar sequer metade das saídas líquidas em certificados de aforro.

    [glow=red,2,300]Com tamanha incerteza no horizonte ao nível das contas públicas e da capacidade de financiamento do Estado e da economia portuguesa, a procura não está claramente a ser cativada pela oferta, seja por desconfiança, seja porque o rendimento disponível está em queda e o “assalto” às poupanças é inevitável.[/glow]

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    Alemanha: "Uma reestruturação da dívida grega não seria um desastre"

    O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha defendeu hoje que Berlim irá apoiar um esforço voluntário de um pedido da Grécia para facilitar as condições de pagamento da dívida do país.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479685

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    Juncker: Renegociação da dívida grega "não é uma opção"

    Jean-Claude Juncker, que lidera o Eurogrupo, considera “infundada” a especulação em torno de uma reestruturação da dívida grega.

    A reestruturação da dívida grega “não é uma opção”, afirmou o luxemburguês, que lidera o grupo dos ministros das Finanças da Zona Euro.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479699

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    • 2 weeks later...

    Para as subscrições de certificados do Tesouro em Maio de 2011 a:

    - Taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do 1.º ao 5.º ano - 2,10%

    - Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 5 anos -  6,80%

    - Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 10 anos - 7,10%

    Fonte: http://www.igcp.pt/gca/?id=948

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    Para as subscrições de certificados do Tesouro em Maio de 2011 a:

    - Taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do 1.º ao 5.º ano - 2,10%

    - Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 5 anos -  6,80%

    - Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 10 anos - 7,10%

    Fonte: http://www.igcp.pt/gca/?id=948

    Ou seja, mantém-se os prazos longos e sobe ligeiramente o prazo curto...

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    • 3 weeks later...
    Visitante Rui AR

    Opinião no Financial Times

    Grécia e Portugal sairão do euro mais cedo ou mais tarde, diz o economista Simon Tilford

    12.05.2011 - 14:59 Por PÚBLICO

    O economista Simon Tilford acredita que Portugal e a Grécia poderão sair da zona euro dentro de poucos anos. Mesmo com o plano de assistência financeiro a Portugal desenhado pela UE e o FMI, com medidas menos draconianas do que as dos pacotes de ajuda à Grécia e à Irlanda, o programa de ajustamento ao país “vai certamente sofrer um destino semelhante”, nota num artigo publicado ontem no Financial Times.

    Simon Tilford, economista chefe do Centre for European Reform, um think-tank centrado na União Europeia sediado em Londres, escreve que é evidente que os pacotes de assistência financeira à Grécia (Maio do ano passado) e Irlanda (Novembro) falharam.

    Sobre Portugal, diz que as medidas agora adoptadas não bastarão e que, em 2013, não haverá alternativa senão a reestruturação da dívida, o que inclui “amortizações de dívida de 50 por cento ou mais”. O que, diz, não garante que Lisboa e Atenas continuem na zona euro.

    Para o economista, a diminuição poderia tornaria as posições orçamentais destes países mais sustentáveis. Simon Tilford nota que, ao contrário da Irlanda, será muito difícil para a Grécia e Portugal estimular a sua economia através das exportações, para compensar o impacto da austeridade.

    E “das três economias da periferia, só a Irlanda tem boas chances de convencer os investidores de sua solvência”. Portugal e Grécia continuarão a ter dificuldades de acesso aos mercados de dívida. Mas sublinha: novos resgates aos dois países – “sob a forma de empréstimo” – são improváveis. As duas alternativas que restam são transferências fiscais – “a temida união fiscal”, como diz – ou a saída da zona euro, antecipa.

    Inquérito antecipa incumprimento de Portugal

    Maioria dos investidores considera que Portugal não vai conseguir pagar a dívida

    Mais de metade dos investidores contactados pela «Bloomberg» num inquérito trimestral considera que Portugal não vai conseguir pagar a dívida, sendo que quatro em cada cinco inquiridos acham que a Grécia vai entrar em incumprimento.

    De acordo com o inquérito trimestral «Bloomberg Global Poll», 59% dos investidores consideram que Portugal não vai conseguir honrar os compromissos financeiros, uma percentagem que tem vindo a aumentar: no princípio do ano pouco passava dos 50%, e em Junho de 2010 esse valor andava pelos 30%.

    Uma sondagem efectuada esta semana pela agência financeira «Bloomberg» concluiu ainda que 85% dos investidores inquiridos espera que a Grécia entre em incumprimento, com a maioria a prever o mesmo destino também para a Irlanda.

    As perspectivas para a Grécia, Portugal e a Irlanda deterioraram-se desde Janeiro, argumentam os investidores contactados.

    «Todos estes países irão para a bancarrota em algum momento», disse Wilhelm Schroeder, um gestor alemão na Schroeder Equities GmbH com uma carteira de mais de 120 mil milhões de euros, acrescentando que não vê «um cenário em que os três países possam resolver os seus problemas da dívida».

    Este pessimismo sublinha até que ponto os investidores não estão convencidos de que as políticas europeias podem impedir o primeiro incumprimento da dívida por parte de um país na Zona Euro, mesmo depois do reforço do pacote de resgate à Grécia, originalmente no montante de 110 mil milhões de euros.

    Governo

    "Poupança dos portugueses em dívida pública está protegida"

    Marta Marques Silva 

    13/05/11 16:25

    Finanças asseguram que investimentos em certificados de aforro e tesouro estão garantidos.

    "A poupança dos Portugueses em dívida pública está integralmente protegida quer no que respeita ao capital quer aos juros", disse fonte oficial do Ministério das Finanças ao Económico.

    O esclarecimento vem no seguimento da fuga recorde dos certificados de aforro em Abril, mês em que Portugal pediu ajuda externa. O facto de os portugueses terem retirado 705 milhões de euros dos certificados de aforro em apenas um mês foi interpretado como um reflexo do aumento dos receios dos aforradores quanto à segurança das suas poupanças junto do Estado.

    É nesse contexto que as Finanças esclarecem que quer o capital investido quer os juros prometidos estão assegurados.

    "A taxa de remuneração dos certificados do tesouro é, actualmente, de 7,10%, sendo, por isso, o investimento melhor remunerado e com menor risco associado", acrescentou a mesma fonte.

    Mais cedo ou mais tarde vamos ser obrigados a reestruturar a dívida?

    por Pedro Vaz Marques, Publicado em 14 de Maio de 2011  |  Actualizado há 10 horas

    José Sócrates e Passos Coelho estão juntos na recusa da renegociação da dívida, Bloco e PCP lutam pelo contrário. O i ouviu economistas e empresários

    As opiniões dividem-se entre quem ache que Portugal devia pedir já a reestruturação da dívida, quem considere que é preciso esperar por resultados ou ainda quem nem queira ouvir falar neste assunto.

    "Pedir a reestruturação da dívida teria consequências catastróficas. Ficaríamos sem novo crédito externo e entraríamos em colapso", diz Silva Lopes ao i. Para o economista e antigo ministro das Finanças, "é prematuro falar nisso e em Portugal nem se devia fazê-lo".

    Pelo contrário, o economista Jorge Bateira defende que esse pedido deve ser feito já e que Portugal não o deve fazer sozinho: "Em abstracto, e não tendo em conta factores políticos, como o resultado das próximas eleições, era conveniente que Portugal pedisse já a reestruturação da dívida, em cooperação com a Grécia e com a Irlanda, de forma a tornar essa reivindicação mais forte." Ouvido pelo i, Bateira avisa que "há uma dinâmica da dívida e com esta taxa de juro a rondar os 5% e o país em recessão é uma situação insustentável. Isto porque não é expectável que Portugal venha a ter nos próximos anos um superavit na produção".

    Críticas à taxa de juro a aplicar no empréstimo a Portugal, e que terá um valor médio de 5,7%, são igualmente feitas por António Saraiva. O presidente da Confederação Empresarial Portuguesa reconhece ao i que "a taxa de juro da União Europeia é lamentavelmente mais alta que a do FMI", mas sublinha que "antes de esgotar a possibilidade violenta que nos é dada, não devemos pedir a reestruturação da dívida. Devemos honrar os nossos compromissos. Temos de ganhar crédito moral para mais tarde podermos eventualmente negociar". Para o líder da confederação dos empresários, Portugal tem de tentar tornar-se "solvente".

    A questão da solvência é aliás central para Jorge Bateira. "Portugal, tal como a Grécia, tem um problema de insolvência e não apenas de liquidez. É interessante tentar perceber porque acumulamos sempre dívida externa. Não a podemos pagar simplesmente porque não podemos crescer", diz.

    E SE PORTUGAL RENEGOCIAR A DÍVIDA? Jorge Bateira defende que Portugal deve dizer à UE que não consegue crescer nas actuais condições, mas sem sair da zona euro. "Devemos conseguir financiamento fora da União Europeia e aceitar por exemplo a oferta de Ramos Horta do petróleo de Timor ou ainda outros países da CPLP, como o Brasil ou Angola, que tem acesso a recursos petrolíferos. Daríamos o nosso stock em ouro como garantia", explica Bateira.

    António Saraiva recusa para já cenários especulativos de pedidos de reestruturação da dívida e prefere esperar pela avaliação dos resultados da aplicação do programa de ajuda externa nos próximos meses, que a cada três meses será avaliado. Silva Lopes vai mais longe e diz que "a Grécia não está a pedir a reestruturação da dívida, pelo contrário. Está é a ser obrigada a isso. O que é desastroso".

    Martin Wolf, um dos mais influentes colunistas económicos do mundo, traça no seu texto de opinião no "Financial Times" um cenário negro em que a Grécia se poderia tornar "um pesadelo político", suportado pela "generosidade do FMI por tempo indefinido". "A alternativa implica uma reestruturação preventiva da dívida, talvez já no próximo ano."

    Num artigo intitulado "A trajectória do incumprimento na zona euro", Wolf alerta para o perigo de Portugal e Irlanda correrem o risco de perder acesso aos mercados internacionais. Além disso, diz, o regresso à saúde orçamental não está garantido.

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    Visitante Rui AR

    Certificados de aforro sob ameaça em caso de "default"

    15 Abril 2011 | 00:01

    Elisabete  Miranda - elisabetemiranda@negocios.pt

    Rui  Peres Jorge - rpjorge@negocios.pt

    Lei trata todos os credores e instrumentos de dívida por igual. Em caso de renegociação, todos deverão ser penalizados da mesma forma. Todos, menos o FMI

    Caso Portugal tenha de reescalonar a sua dívida pública, nenhum investidor do Estado está a salvo à partida. É que a lei trata todos os credores (grandes, pequenos, nacionais ou estrangeiros) e todos os produtos (obrigações e bilhetes do tesouro, certificados de aforro e do tesouro) da mesma forma.

    Operações têm de ser renovadas até chegar dinheiro da UE e FMI

    Empréstimos de curto prazo de bancos evitaram bancarrota de Portugal em Abril

    14.05.2011 - 08:35 Por Sérgio Aníbal

    Apenas o recurso a operações de crédito de curto prazo negociadas com bancos nacionais e internacionais está a salvar o Estado português de entrar em bancarrota enquanto espera pela chegada do financiamento de emergência da União Europeia e do FMI.

    Apenas o recurso a operações de crédito de curto prazo negociadas com bancos nacionais e internacionais está a salvar o Estado português de entrar em bancarrota enquanto espera pela chegada do financiamento de emergência da União Europeia e do FMI.

    Durante o mês de Abril, o Estado, segundo o mais recente boletim do Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público (IGCP), procedeu à emissão de 7362 milhões de euros de dívida não transaccionável, que consiste na realização de operações de reporte com bancos nacionais e internacionais, na venda de papel comercial e na abertura de linhas de crédito com algumas instituições financeiras. O financiamento obtido desta forma superou de forma clara aquilo que é habitual na gestão da dívida nacional. Nos primeiros três meses do ano, por exemplo, a emissão deste tipo de instrumentos pouco ultrapassou os 1000 milhões de euros.

    O PÚBLICO confirmou, junto de fonte das Finanças, que esta foi a única forma encontrada para garantir que havia fundos suficientes para fazer face aos compromissos que o Estado teve entretanto de cumprir com outros credores.

    A 15 de Abril, o Estado português teve de amortizar 4167 milhões de euros de uma linha de obrigações de tesouro que chegou à sua maturidade. E, nas semanas anteriores, Portugal tinha perdido a capacidade para realizar emissões de grande dimensão de obrigações ou bilhetes de tesouro. Por isso, ao mesmo tempo que o Governo se via forçado a pedir ajuda financeira aos seus parceiros da zona euro e ao FMI no dia 6 de Abril, o IGCP teve de negociar com instituições financeiras uma série de operações que garantissem a liquidez necessária ao Estado português para evitar o default (bancarrota). A maior parte destes fundos resultam das chamadas operações de reporte, em que o Estado vende títulos de dívida a bancos, comprometendo-se desde logo a recomprá-los algumas semanas depois. Não são divulgados os juros suportados nestas operações.

    O problema é que, como estes empréstimos são feitos em prazos muito curtos, o Estado português continua, neste momento, sob forte pressão para encontrar financiamento. Em Maio, de acordo com os dados disponibilizados pelo IGCP, é preciso amortizar mais de 5000 milhões de euros, correspondentes a empréstimos de curto prazo, dados pelos bancos em Abril, que chegam ao seu fim.

    Para o conseguir, as Finanças continuam a negociar linhas de crédito de muito curto prazo com instituições financeiras. Para além disso, mantêm-se as emissões quinzenais de bilhetes de tesouro, sempre com prazos inferiores a três meses, os únicos em que é possível garantir sucesso nos mercados. Tudo isto para que Portugal resista até que os fundos dos parceiros da zona euro e do FMI cheguem ao país, algo que apenas deverá acontecer em Junho, mesmo assim a tempo de mais uma importante amortização de OT agendada para o dia 15.

    Os problemas de Portugal em financiar-se acontecem ao mesmo tempo que o valor estimado para a dívida pública nacional no final deste ano ultrapassa, pela primeira vez, o valor do PIB. De acordo com as previsões da Comissão Europeia publicadas ontem, a dívida irá representar 101,7 por cento do PIB em 2011 e 107 por cento em 2012. Portugal junta-se assim à Grécia, Itália e Irlanda como os únicos países do euro a ultrapassarem a barreira dos 100 por cento.

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    • 2 weeks later...
    Visitante jcab007

    Boas,

    Tenho um grande investimento em certificados de aforro da série B, se bem me lembro, subscrita em 1996.

    Eu perguntei à IGCP o que acontece aos meus certificados, caso aconteça algo a Portugal e a resposta foi esta:

    No seguimento do seu contacto, comunicamos que o cenário proposto por V.Exª. não se enquadra, de forma alguma, em qualquer hipótese actualmente em estudo pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

    Confirmamos que nos termos do nº 15 da Resolução do Conselho de Ministros nº 40/2010, “ Garantir que as condições de remuneração dos CT vigentes à data da respectiva subscrição não podem ser alteradas em sentido desfavorável ao aforrador durante o prazo de 10 anos contado a partir da data de subscrição das respectivas unidades.”

    Deste modo, informamos que os Produtos da Dívida Pública, entre os quais se situam os Certificados do Tesouro, gozam da Segurança e Garantia da República Portuguesa.

    Naturalmente a opção de investimento nesta ou noutra aplicação financeira pertence obviamente sempre ao próprio investidor.

    Não percebo esta resposta:

    Os meus certificados foram subscritos há mais de 10 anos.

    Então o que está escrito no email de cima não se deverá aplicar ao meu caso. Digo eu...não ?

    Em caso de reestruturação, como é que seremos afectados a nível de certificados de aforro ?

    Penso que a única coisa que acontecerá será o congelamento do resgate durante um certo periodo:

    Da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983, o 13º mês dos funcionários públicos foi pago através de certificados de Aforro e o seu resgate congelado por alguns meses.

    Ou poderá haver perda de capital ?

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    Visitante Rui AR

    Produtos do Estado - As poupanças estão seguras?

    27 Maio 2011 | 08:49

    André  Veríssimo - averissimo@negocios.pt

    Até há poucos meses os portugueses depositavam total confiança no Estado para guardar e aumentar as suas poupanças. Um elo que a crise da dívida pública veio quebrar, suscitando dúvidas sobre a segurança destes investimentos. Saiba o que deve ter em conta e que passos pode dar para se proteger

    Qual é o risco dos certificados de aforro e Tesouro?

    Quem investe em certificados de aforro ou do Tesouro está, na prática, a emprestar dinheiro ao Estado, em troca de um juro. Está lá, na descrição que é feita pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP): "Os produtos de aforro são instrumentos de dívida criados com o objectivo de captar a poupança das famílias". Como em qualquer empréstimo, há o risco de a dívida não ser paga. Até há cerca de um ano, esta era uma desconfiança que não se colocava em relação ao Estado. Mas o contexto mudou com a crise da dívida soberana.

    Os investidores passaram a exigir juros muito elevados para comprarem as obrigações dos países da chamada periferia da Zona Euro, de forma a compensarem o risco de o dinheiro não ser reembolsado. O custo subiu tanto que forçou os países para fora do mercado. A degradação da percepção de risco traduziu-se também no corte dos "ratings", com o de Portugal a ser colocado num muito pouco recomendável "BBB-".

    Grécia, Irlanda e por fim Portugal foram forçados a pedir ajuda externa, sem a qual ficariam sem capacidade para pagar aos credores. O ministro das Finanças português chegou a admitir que o apoio financeiro teria de chegar até ao final de Maio, porque não havia nos cofres do Estado dinheiro para honrar os compromissos de Junho. No limite, quem pretendesse resgatar os certificados de aforro e do Tesouro para lá de Maio poderia ver essa possibilidade ser-lhe negada.

    O apoio financeiro do FMI e da União Europeia resolve o problema?

    Quem pretender levantar os certificados de aforro e do Tesouro consegue, neste momento, fazê-lo sem dificuldades. E, desde que o futuro Governo consiga cumprir com as metas estabelecidas com a troika, o dinheiro do empréstimo internacional vai garantir que o Estado tem a liquidez necessária para pagar aos credores e financiar os défices futuros.

    Mas há uma dúvida ainda mais importante por esclarecer: Será o país capaz de gerar as receitas suficientes para diminuir o peso da dívida, de forma a que, dentro de três anos, seja capaz de reembolsar os investidores sem ajuda externa. A Grécia, já se percebeu, não o irá conseguir. É cada vez mais certo que o país terá de proceder a alguma forma de renegociação da dívida, que passará por dilatar os prazos de pagamento e, segundo admitiu Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, cortar nos juros anuais a pagar aos investidores.

    Há economistas que defendem que será necessária uma reestruturação da dívida envolvendo um corte no valor a reembolsar aos investidores. A Standard & Poor's voltou este mês a descer o "rating" da Grécia e admitiu que o país poderá vir a pagar só metade do dinheiro aos credores, num cenário de reestruturação. O BCE, que tem cerca de 40 mil milhões de euros em obrigações gregas, é um dos principais opositores a uma solução deste género e tem vindo a alertar para as consequências "desastrosas" de tal solução para a Zona Euro.

    Os certificados de Aforro e do Tesouro podem ser afectados?

    A maioria dos analistas internacionais do mercado de dívida considera que o problema de Portugal não é a capacidade para reembolsar a sua dívida (como na Grécia) mas conseguir no imediato, e com um custo suportável, o dinheiro necessário para ir financiando o Estado. Ou seja "Portugal não tem um problema de liquidez e não de solvência", diz Jean François, analista do Natixis.

    Ainda assim, os economistas questionam se Portugal conseguirá pagar a factura dos próximos anos, incluindo os juros exigidos pelo FMI e União Europeia, com a economia em acentuada recessão pelo menos em 2011 e 2012. Os seguros contra o incumprimento nas obrigações ("credit default swaps") continuam a atribuir a Portugal uma probabilidade de incumprimento de 40% e os juros da dívida no mercado secundário continuam sem aliviar, tal nos outros países aos quais foi concedido o empréstimo internacional.

    Na eventualidade de uma reestruturação, também os produtos de aforro do Estado podem vir a ser atingidos. "É impossível definir o que é normal que aconteça, uma vez que não está nada escrito. Mas as regras do bom senso e a observância do princípio da igualdade mandariam que todos os investidores sofressem uma perda semelhante", afirmou recentemente ao Negócios Hugo Rosa Ferreira, especialista em Direito Financeiro da PLMJ. "Estou seguro de que os credores serão todos tratados de forma igual", diz também Eduardo Paz Ferreira, professor catedrático da Faculdade de Direito e autor de trabalhos académicos sobre dívida pública. Ou seja, tal como os restantes instrumentos de dívida pública, também os certificados poderiam ver o capital, a taxa de juro e a maturidade alterados.

    O que diz o Instituto de Gestão do Crédito Público?

    O IGCP diz que o cenário de uma perda total ou parcial do capital aplicado em certificados de aforro ou do Tesouro "não se enquadra, de forma alguma, em qualquer hipótese actualmente em estudo". Foi esta a resposta enviada a um Investidor, que questionou por "e-mail" o instituto responsável pela emissão de dívida pública.

    A mesma entidade lembrou que a resolução do Conselho de Ministros nº40/2010, que criou os certificados do Tesouro, garante que "as condições de remuneração dos certificados do Tesouro vigentes à data da respectiva subscrição não podem ser alteradas em sentido desfavorável ao aforrador durante o prazo de 10 anos contado a partir da data de subscrição das respectivas unidades". Existe uma disposição idêntica para os certificados de aforro da série "C".

    Rodrigo Olivares-Caminal, um economista que se especializou na análise de "defaults" ao longo da história, diz que as novas condições de pagamento (maturidade dos empréstimos, nova taxa de juro ou o valor do capital) apenas precisariam de uma Lei da Assembleia da República a alterá-las e a justificar devidamente as condições de emergência financeira que fundamentassem a tomada de decisão política.

    O que fazer?

    O IGCP salienta que "a opção de investimento nesta ou noutra aplicação financeira pertence, obviamente, sempre ao próprio investidor". Sem saber qual o desfecho da actual crise, há um passo que qualquer aforrador avisado deve dar: distribuir as poupanças por várias aplicações, de forma a que se uma correr mal, pode ganhar com as outras. Soluções não faltam: produtos de aforro do Estado, depósitos, fundos de investimento, seguros...

    Alternativas de poupança

    Muitos portugueses estão a retirar o dinheiro dos certificados de aforro para o aplicar em depósitos, seduzidos pelos juros mais elevados oferecidos pela banca. Mas há outras alternativas de baixo risco aos produtos do Estado

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    Dívida

    Como a reestruturação da dívida iria afectar as suas poupanças

    Luís Leitão 

    27/05/11 14:14

    Numa situação de renegociação da dívida os seus investimentos seriam bastante penalizados. Saiba como.

    Qualquer que seja o tipo de reestruturação que possa ser realizada trata-se sempre de um sinal de fraqueza da economia doméstica com efeitos negativos juntos no comportamento dos agentes económicos. A começar pelo lado dos credores que restringirão o crédito ao sector privado (nomeadamente ao sector bancário), pelo que o País corre o risco de, certa forma, ficar limitado na expansão do crédito bancário, "o que não é necessariamente negativo num país com os níveis de endividamento de Portugal", refere Ricardo Valente. Fique a conhecer como uma eventual reestruturação da dívida poderá influenciar as suas poupanças.

    1. Depósitos

    Os bancos portugueses são dos principais investidores de dívida pública e por isso não é de estranhar que os banqueiros sejam das principais vozes contra a uma eventual reestruturação. Isto porque, uma situação de renegociação da dívida pública "poderia levar também a uma reestruturação do sector financeiro, e isso seria grave", comenta Álvaro Santos Pereira, lembrando que hoje "há bancos bastante expostos à dívida pública". Contudo, isso não significa que os depósitos das famílias estejam em risco de desaparecerem. Pelo contrário, a solvabilidade da banca nacional não está em causa e o Fundo de Garantia de Depósitos garante até um montante de 100 mil euros por depositante.

    2. Certificados de Aforro e do Tesouro

    Os produtos de dívida desenhados para as famílias podem também vir a ressentir os efeitos de uma reestruturação. No caso dos certificados do Tesouro (CT), o prolongamento do prazo de investimento das emissões existentes seria uma possibilidade, com a maturidade dos mesmos a passar de 10 para 15 anos, por exemplo. O mesmo poderia suceder à taxa de remuneração, dado que qualquer reestruturação às obrigações do Tesouro a 5 e a 10 anos teriam implicações directas na rendibilidade dos CT. No caso dos certificados de Aforro (CA) existentes, os efeitos de uma reestruturação seriam menos profundos dado que a sua remuneração está indexada à taxa Euribor a três meses.

    3. Acções portuguesas

    Seria quase impossível que numa situação de reestruturação da dívida nacional as empresas portuguesas não sofressem. Não por culpa própria mas por contágio de uma onda de pessimismo em redor da economia nacional e dos seus agentes económicos que acabaria por reflectir-se no resultados dos seus negócios, pelo menos no curto prazo. Além disso, num cenário destes as empresas teriam de contar com um acesso ao crédito mais limitado e, por ventura, bem mais caro, dado que os bancos seriam fortemente afectados.

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    Visitante latrum

    Taxa de Juro Anual

    Para as subscrições de certificados do Tesouro em Junho de 2011 a:

    •Taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do 1.º ao 5.º ano - 2,10%

    •Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 5 anos -  6,80%

    •Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 10 anos - 7,10%

    http://www.igcp.pt/gca/?id=948

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