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  • FORMAS DE POUPAR

  • Apoios sociais acabam para quem tem mais de cem mil euros


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    Em resposta á sua mensagem que li atentamente, devo dizer que concordo com ela numa situação em que haja muito dinheiro para pagar reformas e todas as outras despesas do país, pois seria justo que todos os que descontaram para a Segurança Social, tivessem direito á sua reforma. No entanto, a situação de Portugal não é essa e no futuro cada vez se vai acentuar mais, mesmo que o deficit baixe, a divida ao estrangeiro subirá bastante, pois as grandes obras publicas previstas ainda acentuarão mais esse problema. Quanto a mim, o grande e trágico problema de Portugal é que no nosso país se consome mais do que produz. Efectivamente, em Portugal, nunca desde 1974, em nenhum ano, se produziu mais do que consumiu. Ora se em nossa casa levarmos este tipo de vida, mais tarde ou mais cedo, ficaremos sem nada e não teremos certamente dinheiro para pagar os DIREITOS que outros tem sobre nós. A um País acontece precisamente o mesmo, se a sua população e o seu Governo consumirem mais do que produzem, mais tarde ou mais cedo ninguem lhe empresta nada. O nosso País vive de emprestimos do exterior, para pagar o excesso de consumismo do Estado e dos privados.

    Não tenham duvidas, que se houver falta de dinheiro os direitos de cada um acabam. De nada vale dizer que todos tem DIREITO a ter uma reforma, pois descontaram toda a vida para a Segurança Social. No futuro, se não houver dinheiro para pagar as reformas, o nosso Governo da altura tem de tomar uma das seguintes atitudes:

    - Acabar com todas as reformas.

    - Pagar a todos uma reduzida percentagem do ultimo salario.

    - Ou então pagar uma reforma digna a quem mais precisa.

    Foi nesta prespectiva, que na minha mensagem anterior defendi, que seria mais justo, pagar a reforma a quem realmente precisa dela, para não deixar que os mais pobres vivam na miseria, como vive actualmente que tem uma reforma de 200,00 ou 300,00.

    Devo acrescentar que não tenho qualquer inveja dos ricos ou dos que vivem bem. Pois eu, felizmente, vivo bem e amealhei o suficiente, para que tenha uma velhice condigna, mesmo que, quando chegar a altura, já não haja reformas.

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    Em resposta á sua mensagem que li atentamente, devo dizer que concordo com ela numa situação em que haja muito dinheiro para pagar reformas e todas as outras despesas do país, pois seria justo que todos os que descontaram para a Segurança Social, tivessem direito á sua reforma. No entanto, a situação de Portugal não é essa e no futuro cada vez se vai acentuar mais, mesmo que o deficit baixe, a divida ao estrangeiro subirá bastante, pois as grandes obras publicas previstas ainda acentuarão mais esse problema. Quanto a mim, o grande e trágico problema de Portugal é que no nosso país se consome mais do que produz. Efectivamente, em Portugal, nunca desde 1974, em nenhum ano, se produziu mais do que consumiu. Ora se em nossa casa levarmos este tipo de vida, mais tarde ou mais cedo, ficaremos sem nada e não teremos certamente dinheiro para pagar os DIREITOS que outros tem sobre nós. A um País acontece precisamente o mesmo, se a sua população e o seu Governo consumirem mais do que produzem, mais tarde ou mais cedo ninguem lhe empresta nada. O nosso País vive de emprestimos do exterior, para pagar o excesso de consumismo do Estado e dos privados.

    Não tenham duvidas, que se houver falta de dinheiro os direitos de cada um acabam. De nada vale dizer que todos tem DIREITO a ter uma reforma, pois descontaram toda a vida para a Segurança Social. No futuro, se não houver dinheiro para pagar as reformas, o nosso Governo da altura tem de tomar uma das seguintes atitudes:

    - Acabar com todas as reformas.

    - Pagar a todos uma reduzida percentagem do ultimo salario.

    - Ou então pagar uma reforma digna a quem mais precisa.

    Foi nesta prespectiva, que na minha mensagem anterior defendi, que seria mais justo, pagar a reforma a quem realmente precisa dela, para não deixar que os mais pobres vivam na miseria, como vive actualmente que tem uma reforma de 200,00 ou 300,00.

    Devo acrescentar que não tenho qualquer inveja dos ricos ou dos que vivem bem. Pois eu, felizmente, vivo bem e amealhei o suficiente, para que tenha uma velhice condigna, mesmo que, quando chegar a altura, já não haja reformas.

    Como complemento da discussão, destacava a mensagem 31 deste tópico: http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,1742.18.html

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    Obrigado pela sua resposta, fiquei esclarecido sobre o que pensa mas não concordo: eu CONCORDO que o Estado deveria / poderia definir um patamar MÁXIMO que pagaria como reforma - p.ex. 2.500 euros máximo - MAS isso deveria vir ligado a que os descontos máximos dos trabalhadores para a SSocial seriam fixados nessa base. Quem o desejasse faria um PPR com o excedente e conforme lhe aprouvesse afim de garantir melhor nível de vida na velhice.

    Mas não posso concordar que depois de 35, 38 ou 40 anos de descontos sobre um histórico de salários que dê origem, p.ex., a uma pensão de 6.000 euros o Estado mude a Lei e diga que só paga 2.000: a isso chama-se ROUBAR, na minha modesta opinião, e tanto mais que para os reformados do Estado (CGA) isso não foi aplicado (o máximo definido de 5.030 euros) .

    As regras devem ser claras, iguais para todos e cumpridas: é esse o Contrato Social que fundamenta a prestação Pensão de Velhice e as modificações a isto devem ser graduais e respeitarem os contribuintes acima de certa idade - p.ex. 45 anos.

    A solução para o que diz (tal como para os Regimes Não Contributivos) está não na Segurança Social mas sim no Orçamento Geral do Estado - deve vir dos Impostos e não dos descontos dos trabalhadores no activo directamente relacionados com as suas Pensões de Velhice: o 25 A deu-nos a todos o direito - e ainda bem, saúdo isso - a uma Pensão de Velhice mas não se pode dar a uns roubando a outros - que por acaso são os que "alimentam" o sistema com os seus descontos mais elevados, como muito bem sabem os partidos de esquerda que sempre se têm oposto a isso (ao plafonamento das reformas). Eu estou disposto a pagar mais IVA para sustentar e melhorar as reformas das pessoas como a D. Filipa Vacondeus (mensagem 31, com a qual concordo em quase tudo ) - esse dinheiro deve vir do Orçamento Geral e não dos nossos descontos para a reforma.

    O exemplo da m.elis ( o engº Belmiro ) é feliz, pois trata-se de uma pessoa que apesar de estar no ranking dos mais ricos leva uma vida decente (financeiramente falando) : viaja em classe económica nas companhias aéreas, só troca de carro de 10 em 10 anos, tem um salário fixo e razoavelmente sensato investindo o restante nas suas empresas, trabalhou toda a vida e continua a fazê-lo aos 70 anos. Eu acho que o homem é um bom exemplo e não tenho pinga de inveja dele, e se ele fez descontos sobre 25.000 euros por mês deve ter a sua pensão de velhice calculada nessa base. É o meu entendimento, ou então digam-lhe que só pode descontar sobre 10 mil, p.ex. não lhe aceitando os descontos em excesso disso.

    É o meu entendimento, mas a discussão está interessante, aguardam-se mais opiniões porque este é um assunto que interessa a todos.

    PS: m.elis, não tenhas problema, quando não concordares comigo dá-me com o rolo da massa que eu tentarei esquivar-me. Já deves ter percebido que estou sempre pronto para uma boa conversa !

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    Obrigado pela sua resposta, fiquei esclarecido sobre o que pensa mas não concordo: eu CONCORDO que o Estado deveria / poderia definir um patamar MÁXIMO que pagaria como reforma - p.ex. 2.500 euros máximo - MAS isso deveria vir ligado a que os descontos máximos dos trabalhadores para a SSocial seriam fixados nessa base. Quem o desejasse faria um PPR com o excedente e conforme lhe aprouvesse afim de garantir melhor nível de vida na velhice.

    Mas não posso concordar que depois de 35, 38 ou 40 anos de descontos sobre um histórico de salários que dê origem, p.ex., a uma pensão de 6.000 euros o Estado mude a Lei e diga que só paga 2.000: a isso chama-se ROUBAR, na minha modesta opinião, e tanto mais que para os reformados do Estado (CGA) isso não foi aplicado (o máximo definido de 5.030 euros) .

    As regras devem ser claras, iguais para todos e cumpridas: é esse o Contrato Social que fundamenta a prestação Pensão de Velhice e as modificações a isto devem ser graduais e respeitarem os contribuintes acima de certa idade - p.ex. 45 anos.

    A solução para o que diz (tal como para os Regimes Não Contributivos) está não na Segurança Social mas sim no Orçamento Geral do Estado - deve vir dos Impostos e não dos descontos dos trabalhadores no activo directamente relacionados com as suas Pensões de Velhice: o 25 A deu-nos a todos o direito - e ainda bem, saúdo isso - a uma Pensão de Velhice mas não se pode dar a uns roubando a outros - que por acaso são os que "alimentam" o sistema com os seus descontos mais elevados, como muito bem sabem os partidos de esquerda que sempre se têm oposto a isso (ao plafonamento das reformas). Eu estou disposto a pagar mais IVA para sustentar e melhorar as reformas das pessoas como a D. Filipa Vacondeus (mensagem 31, com a qual concordo em quase tudo ) - esse dinheiro deve vir do Orçamento Geral e não dos nossos descontos para a reforma.

    O exemplo da m.elis ( o engº Belmiro ) é feliz, pois trata-se de uma pessoa que apesar de estar no ranking dos mais ricos leva uma vida decente (financeiramente falando) : viaja em classe económica nas companhias aéreas, só troca de carro de 10 em 10 anos, tem um salário fixo e razoavelmente sensato investindo o restante nas suas empresas, trabalhou toda a vida e continua a fazê-lo aos 70 anos. Eu acho que o homem é um bom exemplo e não tenho pinga de inveja dele, e se ele fez descontos sobre 25.000 euros por mês deve ter a sua pensão de velhice calculada nessa base. É o meu entendimento, ou então digam-lhe que só pode descontar sobre 10 mil, p.ex. não lhe aceitando os descontos em excesso disso.

    É o meu entendimento, mas a discussão está interessante, aguardam-se mais opiniões porque este é um assunto que interessa a todos.

    PS: m.elis, não tenhas problema, quando não concordares comigo dá-me com o rolo da massa que eu tentarei esquivar-me. Já deves ter percebido que estou sempre pronto para uma boa conversa !

    Que grande "medley" aqui está!...  :D

    A do Belmiro veio deste tópico?

    Vou então usar outro exemplo que me chegou via email, cujo nome, costuma ser usado em diversos tópicos!...

    S. L., 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

    S. L., com 77 (setenta e sete) anos de idade,  ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.

    S. L. foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa.

    Entretanto, o "povinho" vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência!...

    E o cidadão anónimo que "amealhou" durante uma vida, fruto do seu trabalho e investimentos, um pouco mais de 100 mil euros já é considerado "rico"!...  :o

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    JRibeiro, é interessante ver que algumas das nossas concepções sobre estas coisas são diferentes, eu acho isso óptimo ! Aqui vai a minha opinião relativamente ao exemplo que dás, o Silva Lopes, embora eu não conheça a sua situação particular, só o que dizem os jornais e a má lingua :

    1º) reforma do BdP : acho essa situação, como outras - reformas dos políticos - inaceitável. Deve ser revista pelo Governo e pela AR  e instituídas regras decentes e moralizadoras

    2º)Indemnização de 400 mil: acho normal. O Montepio é uma instituição privada e tem as regras de gestão que os seus accionistas definem. Essas práticas são normais em todas as grandes empresas no mundo em que vivemos e não as acho condenáveis. Cabe aos accionistas revoltarem-se se assim o entenderem, quando há abusos (vide caso Berardo / BCP / Jardim ).

    3º)Administrador da EDP Renováveis: o dr. SL é um economista emérito, um dos melhores de Portugal. A EDP tem accionistas privados e não dá cargos desses por favor, muito menos a alguém de 77 anos: só os dá porque o SL vai acrescentar valor ao Conselho - ou seja porque lhes pode dar muitos e bons conselhos.

    Por outro lado acho notável que um homem de 77 anos, sem necessidade económica, queira ainda trabalhar (mesmo em part-time) , é um exemplo que deve ser exibido e enaltecido e não diminuído. Eu acho que nessa idade só vou querer estar à pesca e com os netos....

    Se tu me dissesses que era na CGD eu dizia-te que havia mão politica nisso, mas na EDP os privados que lá estão não fazem fretes desses, amigo...

    4º) competitividade da economia portuguesa: só lá vai com Educação, Formação, Inovação, Conhecimento. De todos: patrões (que em Portugal são muito, muito maus, em geral - nisso, p.ex. o Belmiro distingue-se...), empregados, jovens em idade escolar, etc. É o único remédio que temos se quisermos evoluir. Eu também condeno salários de 450 euros - onde eu trabalho, felizmente, isso não existe - admira-te se quiseres mas na empresa onde eu trabalho há 30 anos atrás já se exigia o antigo 7º ano do liceu para.....operadores de armazém...!  Sim, não leste mal, há 30 anos atrás.... o problema é que um operário aqui ganha 900 ou 1000 euros base, não ganha 450, e a consequência é que um operário aqui com o 11º ano é produtivo, percebe o que lhe dizemos, tem capacidade mental para analisar os problemas e colocar e propor melhorias no seu posto de trabalho ! E é financeiramente recompensado por isso, além de andar mais bem disposto no seu dia-a-dia. Infelizmente em Portugal as empresas portuguesas, porque os nossos patrões são tacanhos e tanganhos, não têm capacidade para pensar nestes moldes. É pena mas é assim.

    Agora que Portugal é um País com desigualdades grandes demais isso é pena e é verdade mas o remédio é só e apenas um, como disse atrás: enquanto tiveres trabalhadores analfabetos haverá sempre quem trabalhe por 400 euros.

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    Em relação a este assunto não me posso pronunciar muito, visto que ainda não sei os pormenores todos mais propriamente quais apoios sociais que acabam para essas pessoas...Julgo  que o abono é um deles, pois estou contra a perda deste apoio, quanto ao resto acho bem, o que não percebo é como é que há pessoas com muito dinheiro (sim porque para mim cem mil euros é muito dinheiro) a receber apoios sejam eles quais forem, do estado (à parte do abono e desemprego, se é que este último se enquadra)....

    Em relação à questão da reforma, que se falou aqui, muitas pessoas pensam que o que descontam fica guardado num "cofre" para depois 35/40 anos depois o receberem...claro que não funciona assim não é? é óbvio que nesta altura a reforma é um direito adquirido o mesmo não posso dizer quando for altura de eu receber a mesma, daqui a uns 35 anos, por isso mesmo tento na medida do possível colocar algum de parte para 1 pé de meia, mas concretamente gostaria de dizer que na minha opinião as pessoas que tem capacidades para trabalharem deverão continuar , até porque muitos o fazem, a questão é que só apenas deviam receber a reforma caso já não trabalhassem porque receber ordenado e receber a reforma para mim não faz sentido, quanto ao valor das reformas deveria haver um tecto máximo assim como o subsidio de desemprego...além disto deveria haver uma forte fiscalização sobre todo o dinheiro que o estado desembolsa....

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    carlos2008, seria muito fácil (mas dá trabalho!) responder ponto a ponto com argumentos válidos cada uma das afirmações desde logo a começar pela inconsistência de condenar a existência de salários de 450 euros e concordar em simultâneo com salários de 10000 euros!...

    Mas isso leva a entrar no campo da "utopia" (basta ler com atenção o ponto 4º) e fugir ao assunto deste tópico.

    Assim sendo e resumidamente, verifique nas suas memórias sobre o que se passou de mais importante em 2001. O que aconteceu ao mundo e de que maneira nós estamos ou não ser afectados por esses acontecimentos!...

    Já estou a imaginar "alguêm" a dizer "advinhas", humpf e outro alguêm a mandar uns "manguitos". É bom sinal, significa que ainda estamos de boa saúde!...

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    Afinal ainda há ideologias e quem as defenda  ;)

    Este debate fez-me retroceder 35 anos  :D Deixo-vos esta canção (a letra!) do Sérgio Godinho que tanto gosto e, para mim, sempre actual:

    "Viemos com o peso do passado e da semente

    Esperar tantos anos torna tudo mais urgente

    e a sede de uma espera só se estanca na torrente

    e a sede de uma espera só se estanca na torrente

    Vivemos tantos anos a falar pela calada

    Só se pode querer tudo quando não se teve nada

    Só quer a vida cheia quem teve a vida parada

    Só quer a vida cheia quem teve a vida parada

    Só há liberdade a sério quando houver

    A paz, o pão

    habitação

    saúde, educação

    Só há liberdade a sério quando houver

    Liberdade de mudar e decidir

    quando pertencer ao povo o que o povo produzir

    quando pertencer ao povo o que o povo produzir"

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    Então, já que estamos numa de revivalismo e sendo hoje noite de São João, aqui fica um poemazinho!...  :D

    Vejam lá se sabem quem é o autor!...  ;D  :D  :D  :D

    Vou

    uma vez mais

    correr atrás

    de todo o meu tempo perdido

    quem sabe, está guardado

    num relógio escondido por quem

    nem avalia o tempo que tem

    Ou

    alguém o achou

    examinou

    julgou um tempo sem sentido

    quem sabe, foi usado

    e está arrependido o ladrão

    que andou vivendo com meu quinhão

    Ou dorme num arquivo

    um pedaço de vida

    a vida, a vida que eu não gozei

    eu não respirei

    eu não existia

    Mas eu estava vivo

    vivo, vivo

    o tempo escorreu

    o tempo era meu

    e apenas queria

    haver de volta

    cada minuto que passou sem mim

    Sim

    encontro enfim

    iguais a mim

    outras pessoas aturdidas

    descubro que são muitas

    as horas dessas vidas que estão

    talvez postas em grande leilão

    São

    mais de um milhão

    uma legião

    um carrilhão de horas vivas

    quem sabe, dobram juntas

    as dores colectivas, quiçá

    no canto mais pungente que há

    Ou dançam numa torre

    as nossas sobrevidas

    vidas, vidas

    a se encantar

    a se combinar

    em vidas futuras

    Enquanto o vinho corre, corre, corre

    morrem de rir

    mas morrem de rir

    naquelas alturas

    pois sabem que não volta jamais

    um tempo que passou

    (Ou dançam numa torre...)

    (Enquanto o vinho corre, corre, corre...)

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    amigo srosa isso que diz (só pagar reformas a quem já não trabalha) não é possível: o direito à Pensão de Velhice adquire-se após atingir certa idade - e é igual para todos os portugueses. Se a pessoa depois quiser continuar a trabalhar na sua ou noutra profissão é livre de o fazer, em part ou full-time: se sou médico dou umas consultas, se sou serralheiro faço umas marquises, se sou professor dou umas explicações! Igual para todos !  O dito SLopes vai para um Conselho dar uns conselhos aos mais novos que lá estão, acho normal e até é bom: é aproveitar a sabedoria e experiência do mais velho, o que no Ocidente parece ser "careta" mas que em muitas outras zonas do globo é incentivado e acarinhado. Claro que lhe devem pagar alguma coisa por isso !

    SE porventura fosse como diz NINGUÉM quereria trabalhar depois dos 65, ficava tudo em casa. O que o Estado devia incentivar era as pessoas reformarem-se mais tarde através de bonificações no cálculo da Pensão - o que já é feito, aliás.

    As pessoas pensam que o dinheiro fica numa "caixa sua" ? Só se estão mal informadas, pois como diz isso não é assim - começou agora a ser através dos "certificados de reforma" que foram criados na anterior legislatura, agora já é possível ter lá uma "pequena caixa sua" que lhe devolverão a si aos 65 (ou 67....) . O que há é um "contrato social" em que são definidas as regras, iguais para todos, também.

    Eu sei  que a distribuição de rendimento em Portugal é desigual e injusta - o que é lamentável, profundamente condenável e um sinal de subdesenvolvimento (lá voltamos aos maus patrões, à falta de educação e de formação) - mas que infelizmente não acaba por decreto - isso seria o mesmo que dizer "o Cristiano Ronaldo em vez de 30 milhões/ano só recebe 5 milhões, que lhe chegam, e os outros 25 são para distribuir pelos jogadores da 2ª e 3ª divisões" : é uma utopia impossível. A menos que estivessemos dispostos a cortar umas cabeças e eu não estou, acho preferível ensinar os outros a jogar melhor para poderem ganhar mais !

    Vou tentar ver o que se passou em 2001 !

    abç a todos

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    Jribeiro, aqui na "minha" internet diz que é do Chico Buarque  ;) A última parte deve ser (estou nas adivinhas) da tua autoria, mas sou tão má a fazer "manguitos" como a adivinhar .....Estou curiosa por saber o que aconteceu em 2001  ???

    Agora a sério, vou ler o decreto para poder mandar umas "bocas" com fundamento.

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    O que o nosso sábio governo vai fazer é cortar o subsidio social de desemprego a quem tiver mais de 100.000,00, não acho mal pois quem tem este valor no banco não precisa do apoio social.

    Acho é que o nosso sábio governo deveria tambem atacar aqueles que tem muito e não precisam das reformas para nada. Por exemplo, quem tivesse mais de 500.000,00, não deveria tem direito a reforma. Mas esta medida nunca o nosso sabio governo tomará, pois eles e os amigos, seriam atingidos nas suas reformas milionárias. Os nossos governantes sempre tomaram medidas tendo em conta os seus proprios interesses.

    O teu comentário não faz o mínimo sentido.

    Imagino o seguinte exemplo : Um casal que poupou durante uma vida 500.000.00€. Um outro casal que ou invés de ter uma politica de poupança durante a vida, preferiu "estoirar" o dinheiro em luxos.

    Diz-me tu agora, é justo o casal que tem 500.000.00€ não receber a reforma? E o outro casal ter direito?  :P

    E pessoal, 100.000.00€ não é sinal de riqueza ;)

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    em 2001 o que aconteceu foi o ataque às Torres Gémeas que veio a desencadear a criminosa invasão do Iraque dois anos depois pelo criminoso Bush, que veio por sua vez a dar origem a todo este imbróglio em que nos encontramos. Os imperialismos acabam sempre mal - ou por fazer mal - venham de onde vierem.

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    Com 20% da população portuguesa a viver das prestações sociais, penso que deve faltar pouco para isto dar o estouro. Esta situação está a tornar-se insustentável. A classe trabalhadora mais dia menos dia vai revoltar-se.

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    em 2001 o que aconteceu foi o ataque às Torres Gémeas que veio a desencadear a criminosa invasão do Iraque dois anos depois pelo criminoso Bush, que veio por sua vez a dar origem a todo este imbróglio em que nos encontramos. Os imperialismos acabam sempre mal - ou por fazer mal - venham de onde vierem.

    100% correcto (embora preferisse que fosse 0%!...)!

    Criei um novo tópico, pois este assunto já sai um pouco fora deste tópico: http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,3156.0.html

    Jribeiro, aqui na "minha" internet diz que é do Chico Buarque  ;) A última parte deve ser (estou nas adivinhas) da tua autoria, mas sou tão má a fazer "manguitos" como a adivinhar .....Estou curiosa por saber o que aconteceu em 2001  ???

    Agora a sério, vou ler o decreto para poder mandar umas "bocas" com fundamento.

    Parece que a memória é curta, mas o carlos2008 fez os trabalhos de casa!...  :D

    1. Letra integral de Chico Buarque e música de Sérgio Godinho (in Coincidências - 1983)

    2. Em 2001, aconteceu o 11 de Setembro. A economia mundial começou ai a virar com as consequências que todos estamos a assistir no dia-a-dia!...  :o

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    O teu comentário não faz o mínimo sentido.

    Imagino o seguinte exemplo : Um casal que poupou durante uma vida 500.000.00€. Um outro casal que ou invés de ter uma politica de poupança durante a vida, preferiu "estoirar" o dinheiro em luxos.

    Diz-me tu agora, é justo o casal que tem 500.000.00€ não receber a reforma? E o outro casal ter direito?  :P

    E pessoal, 100.000.00€ não é sinal de riqueza ;)

    Não está previsto o corte de reforma, nem de subsídios de semprego!

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    A discussão está exclarecedora e exprime a forma de pensar de cada interveniente.

    Agora se me permitem, colocaria outra questão ainda relacionada com o tópico.

    Um casal, 2 filhos, o mais velho universitário.

    Esse casal amealhou durante a vida 110.000€ que os mantem em dp. Agora os seus rendimentos baixaram e permitem-lhe que os seus filhos beneficiem de bolsa de estudo.

    Pergunta: O que acontecerá se esse casal repartir o deposito colocando por ex. 40.000€ em nome do filho mais velho?

    Será que continuará a beneficiar de todas as regalias?

    Um abraço

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    A discussão está exclarecedora e exprime a forma de pensar de cada interveniente.

    Agora se me permitem, colocaria outra questão ainda relacionada com o tópico.

    Um casal, 2 filhos, o mais velho universitário.

    Esse casal amealhou durante a vida 110.000€ que os mantem em dp. Agora os seus rendimentos baixaram e permitem-lhe que os seus filhos beneficiem de bolsa de estudo.

    Pergunta: O que acontecerá se esse casal repartir o deposito colocando por ex. 40.000€ em nome do filho mais velho?

    Será que continuará a beneficiar de todas as regalias?

    Um abraço

    Pelo que li acho que o facto de teres os depósitos a prazo na tua conta ou na conta do teu filho é a mesma coisa, pois o direito a apoios sociais, neste caso a bolsa de estudo, depende do património mobiliário do agregado familiar  (contas bancárias ou aplicações) que não pode ser superior a 100 000 €. Ora, como o teu filho pertence ao teu agregado familiar e tens mais de 100 000,00 €, na minha interpretação, perde a bolsa, mesmo com a repartição do dinheiro.

    Acho que foi mesmo por isso que foi defininido na lei o que é o agregado familiar (para efeitos de atribuição de subsídios): parentes que vivam em economia comum (comunhão de mesa e habitação), até ao 3º grau, logo pelo que entendo inclui pais, filhos, avós, bisavós, irmãos, cunhados, tios, sobrinhos.....e uniões de facto.

    Já agora acrescento que para provar que se tem direito a subsídios terá que se assinar uma declaração que autoriza o Estado a "ver" a conta bancária, dizem, que voluntariamente  ;)

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    E se o titular desses euros comprar metais? ouro, por exemplo? fica com o valro que pode voltar a ser convertido em euros e não num investimento como um carro que passados uns anos nada vale.

    da maneira como o ouro está a subir ainda se ganhará algum.... se se conseguir vender.

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    da maneira como o ouro está a subir ainda se ganhará algum.... se se conseguir vender.

    Da maneira a que o valor do dinheiro tem vindo a depreciar, qualquer dia é preciso um "carrinho de mão" para pagar uma simples portagem!...  :o

    Não há-de faltar muito, em que a moeda de troca terá de ser outra, e nesse sentido, o ouro faz todo sentido, pois é um metal precioso!...  ;)

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