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  • Comissões da habitação são mais caras no BCP e Santander


    RuiM16

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    Comissões da habitação são mais caras no BCP e Santander

    Correu todos os bancos e conseguiu negociar o melhor "spread" do mercado. A satisfação com o feito pode, contudo, começar a desvanecer-se à medida que o processo de contratação do empréstimo à habitação se vai desenrolando no banco escolhido...

    Antes de contratar um empréstimo para a compra de casa faça as contas às comissões cobradas pelas instituições financeiras. Os custos são elevados.

    Correu todos os bancos e conseguiu negociar o melhor "spread" do mercado. A satisfação com o feito pode, contudo, começar a desvanecer-se à medida que o processo de contratação do empréstimo à habitação se vai desenrolando no banco escolhido. Porquê?

    Aos poucos começam a sair-lhe da conta montantes mais ou menos avultados. Dirige-se ao banco e explicam-lhe que são comissões ligadas a todo o processo de compra de casa. Uma para abrir o dossiê para estudar se lhe concedem o crédito. Outra para a avaliação da casa. Outra porque, de facto, aceitou a proposta do banco e vai ser cliente da instituição. E assim sucessivamente.

    As comissões cobradas para a compra de casa são inúmeras e, na generalidade dos casos, caras. Podem chegar aos 1.330 euros, como no caso do Millennium bcp, ou mesmo ultrapassar os 800 euros, como se verifica no Santander. Pelo menos, a julgar pelas comissões que os bancos apresentam nos "sites" e que o Negócios analisou. Este não é um exercício fácil para quem não está habituado aos termos utilizados pela banca - e que são, por vezes, diferentes consoante a instituição financeira -, nem para quem não sabe exactamente quais as comissões, entre o rol apresentado, que lhe serão imputáveis.

    De acordo com as novas regras impostas pelo Banco de Portugal, os bancos são obrigados a colocar nos preçários todas as comissões e despesas em que os seus clientes incorrem. Por isso, quando estiver a negociar com a banca o melhor "spread" não se esqueça de avaliar também os custos processuais envolvidos, pelo menos, entre os dois ou três bancos que lhe oferecem as melhores taxas de juro.

    Garantir que paga o menos possível durante o período de vigência do empréstimo passa por fazer mais contas. Mas enquanto, até Dezembro do ano passado, este era um passo dado no escuro, agora pode pesar os prós e contras da escolha do banco. Por exemplo, há instituições que cobram mensalmente uma comissão pelo simples facto de irem à sua conta à ordem retirar a prestação do crédito à habitação. A taxa é baixa. A mais cara é de 1,51 euros ao mês no Millennium bcp e a mais barata, entre quem cobra, é de 1,40 euros. Parece pouco. Mas significa que, só com esta taxa, gasta entre 16,8 e 18,12 euros por ano. Indo um pouco mais longe: num empréstimo a 30 anos gastará, no final das três décadas, entre 504 euros e 543,6 euros. Bem mais do que o salário mínimo nacional.

    Se, daqui a três ou quatro anos, verificar que o seu "spread", afinal, é demasiado caro, então, saiba que mudá-lo (ou a qualquer outra cláusula do contrato) pode ter também custos avultados. Se, no Banif, a alteração do "spread" custa apenas 40 euros, de acordo com o seu preçário, no caso do Barclays pode chegar aos 260 euros. Os restantes bancos não colocam esta informação nos seus preçários, pelo que, ou não cobram nada ou, então, esqueceram-se de colocar essa informação nos seus folhetos. Aliás, há uma enorme disparidade no detalhe de cada um dos preçários divulgados.

    Quanto cobram os bancos pelo crédito à habitação

    Os preçários dos bancos para 2010 comprovam que as comissões cobradas nos créditos à habitação são, de um modo geral, elevadas. Montepio e BBVA estão entre os mais baratos.

    Os bancos são obrigados a divulgar todas as comissões e despesas que cobram aos seus clientes pelos serviços prestados. Quando se contrata um crédito, não basta olhar para os juros.

    E, também aqui, tal como no folheto das taxas de juro, as dificuldades para chegar a uma conclusão fidedigna sobre quais os encargos que tem que suportar são inúmeras. Não só porque os termos diferem consoante a instituição financeira, como porque é difícil perceber, em diversas matérias, que comissões são aplicáveis a um caso específico. Mas uma coisa é certa, hoje há muito mais informação disponível e só não faz as contas antes de escolher o banco mais barato quem não quer.

    Uma simples análise dos preçários permite perceber, por exemplo, que há bancos - como Deutsche Bank, BPI, Barclays, Banif ou BBVA - que não cobram qualquer comissão pelo processamento da prestação mensal do crédito à habitação. Permite, também, aferir que, se se atrasar no pagamento da prestação ou não tiver saldo suficiente na conta na data em que cai a prestação, pagará apenas 10,4 euros no BPI, enquanto no Santander ser-lhe-ão cobrados 36 euros. E, se quiser terminar o contrato, também há bancos que cobram menos. Veja quais.

    In: "www.negocios.pt"

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