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  • FORMAS DE POUPAR

  • "Só uma redução generalizada dos salários poderá estancar o desemprego"


    m.elis

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    Últimamente muito se tem falado em medidas  no combate ao desemprego e no acelerar da retoma da economia.

    Conceituados empresários e economistas têm-se referido à redução de prémios, às horas extraordinárias, etc, começando como exemplo por quem ganha muito. Quase todos concordam que  a economia começaria a dar sinais de retoma se se  reduzissem alguns salários.

    Já nessa altura pensei que a medida seria no mínimo impopular e tive/tenho algumas dúvidas sobre a sua eficácia.

    Agora leio numa entrevista de um também conceituado economista, Vitor Bento, actual presidente da SIBS, a afirmar que "o desejável seria uma solução solidária, em que todos contribuíssem ....".

    Na minha opinião a entrevista é muito interessante, que espero não ter desvirtuado retirando aquilo que mais me chocou!

    Considero-me patriota, solidária, etc......mas, redução do salário de todos? Somente se as várias despesas que cada um de nós tem descessem na mesma proporção!!

    Que acham destas propostas? Elas não estão só a aparecer em Portugal....... Será que vamos passar por isto?

    Gostaria de ler as vossas opiniões  :)

    A entrevista vem na Visão, na parte da Economia, e em grande destaque - Reduzir salários é a solução mais solidária.

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    Eu concordo! Desde que depois de passada a crise os aumentos tb sejam solidários...

    Até deviam ter vergonha. O povo a ganhar misérias enqt eles encem os bolsos e qd as coisas apertam tinhamos que fazer todos sacrificios. A maioria já os faz diariamente mesmo qd "eles" enchiam os bolsos sem qq pingo de vergonha.

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    É um espirito solidário...

    Também não gostava de ver o meu ordenado baixar, mas seria capaz de ver o meu reduzido para um colega não ser despedido (Claro que falo em profissionais, e não lambe botas).

    Pois, esse tipo de solidariedade quase todos nós temos. Agora, pensar solidariamente no todo, imagino uma revolta social  :(

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    baixa salários => baixa preço produtos => fluxo de compras mantém-se igual pois apesar de os preços baixarem, o poder de compra também diminuiu. Para além disso os empréstimos mantém-se iguais, quem os vai pagar?

    Sou muito mais amigo da solução de corte aos salários chorudos e absurdos de certos cargos mais altos.

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    E o meu empréstimo seria bonificado / mais baixo?

    E o meu filho começava a almoçar e a lanchar de borla na escola? ( como os amigos)

    E o Magalhães, que ainda não recebeu, seria a custo zero ou a 25 euros?

    E o livros tb eram de borla, assim como as visitas de estudo?

    Se os nossos queridos governantes não tivessem gasto quase 1 milhão em BMW e perto de  5 na

    assembleia, talvez as coisas fossem diferentes!!!

    E mais, não ganho mal, mas não sobra nada. Como viveria?

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    HEHE, que comecem as reduções pelo topo, o que para eles são migalhas, para "nós" é questão de sobrevivência...

    Descer ordenados para beneficio de quem...? Ah, dos patrões e empregadores.... hum..... pois....

    Reduções, só se for na EURIBOR...  ;)

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    Segundo o Belmiro até se podia ganhar metade, agora n sei se ele estava a falar de metade do ordenado dele ou metade do que ele paga ao pessoal que trabalha no continente.

    "O empresário Belmiro de Azevedo defendeu quarta-feira que «mais vale neste país ganhar metade mas estar activo», porque «a pior coisa é as pessoas baixarem os braços», porque assim «não se pode resolver nada»."  Fonte: Agência Financeira

    uma tropa de escravos ...

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    Trova do vento que passa

    Pergunto ao vento que passa

    notícias do meu país

    e o vento cala a desgraça

    o vento nada me diz.

    Pergunto aos rios que levam

    tanto sonho à flor das águas

    e os rios não me sossegam

    levam sonhos deixam mágoas.

    Levam sonhos deixam mágoas

    ai rios do meu país

    minha pátria à flor das águas

    para onde vais? Ninguém diz.

    Se o verde trevo desfolhas

    pede notícias e diz

    ao trevo de quatro folhas

    que morro por meu país.

    Pergunto à gente que passa

    por que vai de olhos no chão.

    Silêncio -- é tudo o que tem

    quem vive na servidão.

    Vi florir os verdes ramos

    direitos e ao céu voltados.

    E a quem gosta de ter amos

    vi sempre os ombros curvados.

    E o vento não me diz nada

    ninguém diz nada de novo.

    Vi minha pátria pregada

    nos braços em cruz do povo.

    Vi minha pátria na margem

    dos rios que vão pró mar

    como quem ama a viagem

    mas tem sempre de ficar.

    Vi navios a partir

    (minha pátria à flor das águas)

    vi minha pátria florir

    (verdes folhas verdes mágoas).

    Há quem te queira ignorada

    e fale pátria em teu nome.

    Eu vi-te crucificada

    nos braços negros da fome.

    E o vento não me diz nada

    só o silêncio persiste.

    Vi minha pátria parada

    à beira de um rio triste.

    Ninguém diz nada de novo

    se notícias vou pedindo

    nas mãos vazias do povo

    vi minha pátria florindo.

    E a noite cresce por dentro

    dos homens do meu país.

    Peço notícias ao vento

    e o vento nada me diz.

    Quatro folhas tem o trevo

    liberdade quatro sílabas.

    Não sabem ler é verdade

    aqueles pra quem eu escrevo.

    Mas há sempre uma candeia

    dentro da própria desgraça

    há sempre alguém que semeia

    canções no vento que passa.

    Mesmo na noite mais triste

    em tempo de sevidão

    há sempre alguém que resiste

    há sempre alguém que diz não.

                    Manuel Alegre1963

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    D@vid,

    1º - Dou-te os meus parabéns pela escolha deste lindo poema!

    2º - Sendo este poema escrito no exílio, num tempo sem liberdade e com um País isolado do mundo, fico preocupada por te teres lembrado dele e o achares adaptado aos tempos que vivemos  :-X

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    Sempre atenua a revolta/indignação de alguns: a A.R. aprovou, nesta 4 feira, uma nova lei que taxa em 75% os prémios dos gestores. ;)

    A mim não atenua coisa nenhuma - parece-me apenas mais uma lei feita em cima do joelho para agradar às massas...

    Em primeiro lugar, muitos gestores são tão afectados pela crise como os outros trabalhadores. Mais ainda, agora que quando as empresas têm problemas, os gestores se arriscam a ter que responder com o seu próprio capital. Aliás, a maior parte não ganha prémios milionários.

    Depois, nada impede as empresas de simplesmente diminuírem parte do prémio dos trabalhadores para duplicar o prémio do gestor e fazer com que ele ganhe mais ou menos o mesmo.

    E, finalmente, em vez de definir regras sobre a forma como deveriam ser calculados esses prémios, o Estado parece limitar-se a dizer "Façam o que quiserem - nós queremos é ficar com uma parte do bolo". Também não me parece lá muito bem...

    Não estou contra esta lei. Mas, sinceramente, não me parece que vá ter o impacto que muita gente pensa...  :-\

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    É atabalhoada e quanto  a mim é propaganda, mas reconheço que vai calar muita gente que pensa que todos os gestores ganham prémios absurdos. A comunicação social só fala de gestores com vencimentos escandalosos, embora todos saibamos que há muito boa gente que não ganha assim!

    É verdade o que dizes, há forma de camuflar isso e nós portuguesese somos peritos!

    Para além disso vejo um problema. Um prémio é um incentivo, deve ser ganho por mérito (profissional e pessoal). Será que, com esta taxa, logo penalização, não poderá haver pior qualidade no trabalho prestado?

    Por último, como é que se "inventarão" estas taxas? É que os tais 100 000 € de "enriquecimento ilícito" iam ser taxados a 60% !!!! O crime compensa?????

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    Trova do vento que passa

    Pergunto ao vento que passa

    notícias do meu país

    e o vento cala a desgraça

    o vento nada me diz.

    Pergunto aos rios que levam

    tanto sonho à flor das águas

    e os rios não me sossegam

    levam sonhos deixam mágoas.

    Levam sonhos deixam mágoas

    ai rios do meu país

    minha pátria à flor das águas

    para onde vais? Ninguém diz.

    Se o verde trevo desfolhas

    pede notícias e diz

    ao trevo de quatro folhas

    que morro por meu país.

    Pergunto à gente que passa

    por que vai de olhos no chão.

    Silêncio -- é tudo o que tem

    quem vive na servidão.

    Vi florir os verdes ramos

    direitos e ao céu voltados.

    E a quem gosta de ter amos

    vi sempre os ombros curvados.

    E o vento não me diz nada

    ninguém diz nada de novo.

    Vi minha pátria pregada

    nos braços em cruz do povo.

    Vi minha pátria na margem

    dos rios que vão pró mar

    como quem ama a viagem

    mas tem sempre de ficar.

    Vi navios a partir

    (minha pátria à flor das águas)

    vi minha pátria florir

    (verdes folhas verdes mágoas).

    Há quem te queira ignorada

    e fale pátria em teu nome.

    Eu vi-te crucificada

    nos braços negros da fome.

    E o vento não me diz nada

    só o silêncio persiste.

    Vi minha pátria parada

    à beira de um rio triste.

    Ninguém diz nada de novo

    se notícias vou pedindo

    nas mãos vazias do povo

    vi minha pátria florindo.

    E a noite cresce por dentro

    dos homens do meu país.

    Peço notícias ao vento

    e o vento nada me diz.

    Quatro folhas tem o trevo

    liberdade quatro sílabas.

    Não sabem ler é verdade

    aqueles pra quem eu escrevo.

    Mas há sempre uma candeia

    dentro da própria desgraça

    há sempre alguém que semeia

    canções no vento que passa.

    Mesmo na noite mais triste

    em tempo de sevidão

    há sempre alguém que resiste

    há sempre alguém que diz não.

                     Manuel Alegre1963

    O Poema é lindo, sem dúvida, mas não passa de poesia.

    O Manuel Alegre que, como muitos outros,  se senta na Assembleia da República há imensos (demasiados) anos, pouco mais tem feito do que o habitual blá, blá, blá. Faz-me lembrar o do anúncio:  falam falam mas não os vejo a fazer nada. Acção e exemplos é o que precisámos neste momento. A poesia não enche barriga...

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