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  • FORMAS DE POUPAR

  • No limite das dividas


    lothar_m

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    Pelo que tenho ouvido na televisão esta medida não vai ser grande coisa.

    Só serão aceites pedidos feitos até ao fim do ano. Ora a legislação ainda está em discussão. Até ser aprovada, promulgada, publicada em DR, mais as férias...

    E imaginemos que fulano com uma prestação de 500 euros tem acesso a esta benesse durante dois anos: nos próximos 24 meses pagará 250 euros (imaginando que as taxas não sofrem alterações! No fim dos dois anos passa a pagar a totalidade: € 500,00 (e "imaginando" que as taxas não se alteram), MAIS cerca de 200 euros (estes para o Estado).

    Porém, além desta agravação é preciso pensar que: hoje a euribor anda nos 1,5% e daqui a dois anos qd for altura de pagar o favor ao estado a Euribor deverá andar um pouco mais alta, mesmo a contar com o desconto de 0,5%.

    Não percebo nada de mercados, mas acredito que quem tiver agora uma prestação de 500 euros (com a revisão do contrato com valores actuais) qd acabar o favor do Estado e com as taxas que espero que estejam na altura ficará a pagar mais de 800 euros...

    O mal deve ser cortado pela raíz, regra geral. Se eu tiver a casa inundada devo fechar a torneira e não tirar água para a rua com a caneca apenas.

    Na minha cidade parece que a Câmara decidiu atribuir uns fundos para ajudar os comerciantes a revitalizar o centro. Resultado: começam a aparecer projectos de obras, disto e daquilo, novos comerciantes. O que vai acontecer: vão estourar o dinheiro e no fim não fica nada. Estes "fundos" impedem uma empresa que os use de mandar os trabalhadores embora? Não! Se erguer uma parede nova no estabelecimento trás mais clientes? Não. Por agora abrir mais um café na rua passa a existir mais potenciais clientes? Não, se nem os que já existem sobrevivem!

    Mais valia agarrar no dinheiro e dizer algo do género: "as empresas que não despeçam trabalhadores ficam isentas de pagar Seg. Social durante um ano".

    Um empresa com 15 trabalhadores e a pagar os salários minimos tem que entregar mensalmente à Seg. Social entre 2.500 a 3.000 euros. Não valeria mais dizer a essa empresa para não despedir ninguém e ficava assim isenta de fazer as entregas à S.S., do que dar-lhe 10, 15 ou 20 mil euros para novos projectos (que normalmente são realização de obras)?

    Acho que está na hora de o papá (Estado) deixar de passar a mão pela cabeça dos filhotes (cidadãos) e passar a umas palmadas.

    Mas, o Estado não presta. Ainda há tempos denunciei uma situação de Apoio Judiciário incorrecta e que deveria ser retirada. Resposta: apesar dos seus fundamentos estarem, à 1ª vista correctos, deverá o senhor (eu) intentar o respectivo incidente no tribunal competente!!! Ora bolas. A Seg. Social estará a pagar erradamente custas e advogado, mas quem deve agir é a outra parte. Está-se mesmo a aver que fui gastar uns 200 euros em tribunal em custas...

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    Bom durante o dia de hoje foram surgindo mais vagas notícias acerca de como isto será aplicado. Porque à boa moda do governo, foi anunciado de papo para o ar sem dizerem concretamente como funciona. O acerto de contas será feito entre o titular do crédito e o banco. Resta saber como esse acerto será feito no final dos 2 anos.

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    Bom dia a todos. Porque não se dá um prémio a todas as familias que têm as contas em dia, e tiveram juízinho em não gastar mais do que podiam?

    A esses, ou melhor a nós, ainda vão criar um imposto tipo "Imposto sobre pessoas organizadas". ;D

    Abraço e continuação de boas finanças.

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    (...)os portugueses ainda não tiveram tempo de aprender a viver com as facilidades absurdas que são dadas na aquisição de créditos.

    Infelizmente vamos agora aprender da pior maneira.

    (...)

    Nunca se deve dar um passo maior que as pernas, corremos o risco de dar um grande tombo.

    Infelizmente nesses casos de grande consumismo e alto endividamento, só depois de apanhar um susto (prestações em atraso), é que essa gente ganha juízo.

    (...) Porque não se dá um prémio a todas as familias que têm as contas em dia, e tiveram juízinho em não gastar mais do que podiam?

    Mas eles dão um "prémio"!! Só que é um prémio tipo o dos seguros é um prémio que pagamos ou seja impostos para cima nós.

    A esses, ou melhor a nós, ainda vão criar um imposto tipo "Imposto sobre pessoas organizadas". ;D

    Fiz uma leitura dos comentários  anteriores e de forma aleatória escolhi alguns.

    Concordo, no geral, com muito do que aqui se escreveu e também discordo de algumas coisas.

    Parece-me evidente que há muita gente sem qualquer cultura financeira, com rendimentos baixos, ambiciosa, mal aconselhada, quer por bancos quer por consultores quer por imobiliárias a dar a tal passada, direitinha ao trambolhão! Mas, também me parece que há muita gente, organizada, com muito juizinho, que se sente intocável!

    A mim, que tenho quase o dobro da idade da maioria dos participantes do fórum também me parece estranho que alguém com +-25 anos, estável ao nível do emprego (?), autónomo financeiramente (leia-se, sem viver à custa dos pais), amealhe para dar uma entrada substancial e pagar mensalmente 400 ou 500 €, quando o rendimento mensal é de pouco mais de mil euros. É para mim uma grande admiração, pois, apesar de ter uma remuneração razoável, nunca ter estado desempregada (até ao momento), só consegui comprar casa 15 anos depois de começar a trabalhar. Não queria estar a vida inteira com dívidas!

    Abro aqui um parênteses mais pessoal. Depois de ter decidido (15 anos a poupar) comprar um apartamento modesto, fora do centro da cidade para ser mais barato, 3 meses depois disso, adoeci. O destino (?) diagnosticou-me uma doença rara. Quis desistir, valeram-me os amigos. Ainda cá estou. Mais ou menos na mesma altura separei-me!!!! Quis desistir outra vez. Não o fiz e ainda bem!!!! Esta lamechice só serviu para exemplificar que reuni, após anos de muito pensar, dois dos tais problemas: doença e divórcio. E ainda me lembro da conversa do gerente do Banco: que não me preocupasse, blá, blá, blá...

    Cada caso é um caso e sem deixar de pensar na gravidade da questão e se são ou não as apropriadas as medidas que o governo tomou sinto-me bem de viver num país onde um Governo não é só economicista e vejo com bons olhos a tomada de medidas de cariz social. Resultarão essas medidas? Vocês já disseram que não, eu não tenho a certeza. Que geram alguma injustiça, é quase inevitável. É propaganda? Não sei nem me importo, se isso "salvar" quem precisa!

    E há gente que trabalha, sempre trabalhou, não se meteu em dívidas superiores às suas possibilidades e está numa situação difícil. Estes, na minha opinião, podem, devem e merecem ser ajudados, provisoriamente

    Desculpem o testamento :)

    Uma abraço,

    m.elis

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