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  • FORMAS DE POUPAR

  • Escolher: Obrigações FC Porto ou Obrigações Sporting CP?


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    Dentro do que eu acho:

    O nosso conselho é idêntico para as emissões do Sporting CP e FC Porto. Analisando as SAD do ponto de vista financeiro, apenas podem ser consideradas como emitentes de risco muito alto, com um endividamento demasiado elevado que não dão mostras de conseguir reduzir de forma sustentada, e que dependem de voláteis resultados desportivos para interromper os prejuízos crónicos.

    Pode ser difícil imaginar os clubes a desaparecer, mas as SAD não são os clubes e mesmo que não entrem em insolvência, não podemos descartar cenários intermédios, como alterações dos juros ou dos prazos de reembolso.

    ... tome nota que o risco é muito elevado. Por isso, nunca deverá aplicar mais que uma pequena parte – até 5% - do seu património

    Sporting

    Porto

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    ... tome nota que o risco é muito elevado. Por isso, nunca deverá aplicar mais que uma pequena parte – até 5% - do seu património

    Agradeço a citação, mas a ordem está dada e aguardo apenas que me digam quantas Obrigações do Porto irei efetivamente receber.

    Teria sido bom que anunciassem essa informação da Deco ANTES da minha/nossa decisão de subscrever. Vir agora com esses "avisos", quando as decisões estão em andamento... de nada vale.

    Dei uma ordem de compra de montante elevado, no pressuposto de que o rateio será forte. Hoje disseram-me que está 7,5 para 1, mas terei de aguardar mais alguns dias para saber, em definitivo, quantas Obrigações do clube do norte me vão tocar.

    Embora eu não perceba nada de futebol, brindo a... "longa vida ao presidente Pinto da Costa!" Que ele dure, rijo e lúcido, por mais uns anos (e fazendo bons negócios para o clube), até eu vender estes papeis...

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    Recordo que:

    As ordens podem ser revogadas até 5 dias antes, ou seja, as dos Sporting podem ser revogadas até dia 14 ás 15h, e as do Porto até dia 15 ás 15h.

    Acha mesmo que se justifica revogar essa ordem? Tem custos?

    Pelo que me disseram hoje do banco, as ordens de compra das obrigações do Porto estão a bom ritmo, muito muito acima da oferta (até me falaram de um número preciso) e ainda faltam alguns dias para o fecho. Este grande interesse pelas obrigações do Porto não quererá dizer que os investidores lhe atribuem (pelo menos alguma) solidez? Ou não será assim?

    Que alternativa sugere para aplicar esta liquidez?

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    Acha mesmo que se justifica revogar essa ordem? Tem custos?

    A revogação não deverá ter custos.

    Pelo que me disseram hoje do banco, as ordens de compra das obrigações do Porto estão a bom ritmo, muito muito acima da oferta (até me falaram de um número preciso) e ainda faltam alguns dias para o fecho. Este grande interesse pelas obrigações do Porto não quererá dizer que os investidores lhe atribuem (pelo menos alguma) solidez? Ou não será assim?

    Não lhe chamaria solidez mas sim fanatismo :) . Que até agora tem servido o propósito: quando uma emissão está para terminar e o capital devolvido, lança-se nova emissão e rapidamente se angaria os fundos necessários.

    Do lado do "povo", penso que no futuro próximo não haverá risco desse sustento se apagar.

    O problema será se isso deixar de ser permitido, por exemplo se os reguladores passarem a exigir certas condições para a emissão de novas obrigações. Mas com a força do lobby do futebol e principalmente dos 3 grandes, parece-me difícil.

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    Acha mesmo que se justifica revogar essa ordem? Tem custos?

    Pelo que me disseram hoje do banco, as ordens de compra das obrigações do Porto estão a bom ritmo, muito muito acima da oferta (até me falaram de um número preciso) e ainda faltam alguns dias para o fecho. Este grande interesse pelas obrigações do Porto não quererá dizer que os investidores lhe atribuem (pelo menos alguma) solidez? Ou não será assim?

    Que alternativa sugere para aplicar esta liquidez?

    Apenas falei que existe sempre hipótese de fazer a revogação das ordens, não é uma questão de sugerir alguma coisa.

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    Apenas falei que existe sempre hipótese de fazer a revogação das ordens, não é uma questão de sugerir alguma coisa.

    Peço desculpa, mas foi isso que eu interpretei das suas intervenções e de outros colegas do fórum. Fiquei com a ideia de que esta aplicação em Obrigações "futebolísticas" não será a melhor opção para o pequeno investidor particular, tendo em atenção as variáveis rendimento/risco.

    Por outro lado, tenho lido vários artigos na imprensa da especialidade, que também não recomendam estas Obrigações clubísticas. São demasiados alertas para eu ficar indiferente...

    Também hoje fiquei a saber que muito provavelmente o montante que irei (ou iria) receber de Obrigações será (ou seria) muito superior ao que eu contava. Afinal, pelo que me contaram, o rateio não será tão forte como o previsto. Como fiz um pedido muito elevado (contando com um rateio de 8 ou até 10 para 1, que, soube hoje, não se vai verificar), se continuar na OPS, o mais certo é ter que alavancar a operação com colateral para encaixar tantas Obrigações, situação que não me interessa particularmente.

    Por este conjunto de razões, não sei se não será preferível seguir os conselhos aqui deixados e... revogar mesmo este pedido. Vou pensar sobre o assunto estes dias e tomar uma decisão até ao dia 15. Obrigado.

    Se vier a pedir a revogação, terei de procurar uma aplicação alternativa para as poupanças que tenho disponíveis. Os amigos têm alguma sugestão? No BIG sugeriram-me o Fundo PPR BIG ALPHA. Têm algum feedback sobre esta aplicação?

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    O Porto aumentou a emissão para os 45M.

    Como deve ser interpretado este aumento da emissão?

    Estou ainda a equacionar a hipótese de pedir a revogação do meu pedido inicial (200K) ou baixá-lo para metade, mas queria ter consciência da situação decorrente deste aumento da emissão para 45M.

    Os receios de falência da SAD do FC Porto não me assustam muito - julgo que a paixão pelo futebol extravasa a racionalidade económica. AQ minha principal preocupação vem de outro facto. Ao contrário do que me disseram do banco no início (de que o rateio seria muito grande), hoje reafirmaram-me o que me disseram outem. Não vou reproduzir os valores exactos que me transmitiram, já que me pediram sigilo, mas parece ser mais que certo que, afinal, a procura está algo murcha (isto é, inferior ao que se esperava) e que, portanto, o meu pedido - a manter-se nos números em que está - terá que ser alavancado com colateral, situação que não me agrada muito.

    É mais por essa razão que eu necessito pensar (e mesmo em termos de aplicações alternativas para a liquidez que disponho) e decidir... até sexta-feira!

    O que acham?

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    Como deve ser interpretado este aumento da emissão?

    Estou ainda a equacionar a hipótese de pedir a revogação do meu pedido inicial (200K) ou baixá-lo para metade, mas queria ter consciência da situação decorrente deste aumento da emissão para 45M.

    Os receios de falência da SAD do FC Porto não me assustam muito - julgo que a paixão pelo futebol extravasa a racionalidade económica. AQ minha principal preocupação vem de outro facto. Ao contrário do que me disseram do banco no início (de que o rateio seria muito grande), hoje reafirmaram-me o que me disseram outem. Não vou reproduzir os valores exactos que me transmitiram, já que me pediram sigilo, mas parece ser mais que certo que, afinal, a procura está algo murcha (isto é, inferior ao que se esperava) e que, portanto, o meu pedido - a manter-se nos números em que está - terá que ser alavancado com colateral, situação que não me agrada muito.

    É mais por essa razão que eu necessito pensar (e mesmo em termos de aplicações alternativas para a liquidez que disponho) e decidir... até sexta-feira!

    O que acham?

    Quer dizer que a procura tem sido maior que a emissão e decidiram aumentar as obrigações em subscrição.

    Isto tem outra face da moeda, se aumentam a emissão quer dizer que o rateio até pode ser mais baixo.

    Pelo que sei ninguém pode dizer neste momento em que moldes estamos em termos de procura porque só as SADs o podem divulgar e ainda não o fizeram, portanto parece-me a mim que qualquer coisa que no banco possam dizer não passa de especulação, parece-me que só irão dizer alguma coisa após o términus da subscrição, ou seja dia 22, a ser assim recomendo que se tenha á ordem um valor de pelo menos 50% do que se pediu, senão pode-se ficar com as contas a descoberto e pagar juros etc etc.

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    Quer dizer que a procura tem sido maior que a emissão e decidiram aumentar as obrigações em subscrição.

    Isto tem outra face da moeda, se aumentam a emissão quer dizer que o rateio até pode ser mais baixo.

    Pelo que sei ninguém pode dizer neste momento em que moldes estamos em termos de procura porque só as SADs o podem divulgar e ainda não o fizeram, portanto parece-me a mim que qualquer coisa que no banco possam dizer não passa de especulação, parece-me que só irão dizer alguma coisa após o términus da subscrição, ou seja dia 22, a ser assim recomendo que se tenha á ordem um valor de pelo menos 50% do que se pediu, senão pode-se ficar com as contas a descoberto e pagar juros etc etc.

    Que a procura iria exceder a oferta, bem isso já era consabido. A questão estava em saber... quantas vezes.

    O banco onde dei a ordem de compra tem-me mantido informado. Disso não me posso queixar. Praticamente, todos os dias temos falado sobre a operação, precisamente devido às contingências associadas. Como existe preocupação da minha parte, os funcionários do banco têm-me mantido ao corrente da operação. Aliás, notei claramente que houve uma "correção" das expectativas nestes últimos dias. No início falaram-me de um nível de rateio superior e depois, já na posse dos números do dia 7, reparei que o entusiasmo desceu. Hoje, por exemplo, recomendaram-me valores de provisão bem diferentes, argumentando que o cenário não só mudou com o aumento da emissão como a procura não é tão expressiva como foi em anteriores ocasiões.

    Seja como for, mesmo que venha a encaixar um lote de Obrigações próximo do montante que pedi, não há problemas, felizmente, com descobertos. Deixei esse assunto já devidamente "colateralizado" e o banco tem instruções de como proceder. A questão não é essa... A minha preocupação é mesmo quanto à "bondade" da aplicação. No fundo, vou concentrar num único produto uma verba considerável (mais do que estava à espera, confesso) e expor-me a um risco que não é, de todo, negligenciável.

    É mais este aspecto que eu tenho que equacionar. Não sei se me fiz entender.

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    Estou ainda a equacionar a hipótese de pedir a revogação do meu pedido inicial (200K) ou baixá-lo para metade

    Atenção que os pedidos feitos/alterados mais tarde são sujeitos a um ajuste maior.

    (i) Atribuição de 200 Obrigações a cada ordem de subscrição (...)

    (ii) Atribuição das restantes Obrigações solicitadas em cada ordem de subscrição de acordo com a respetiva data em que deram entrada no sistema de centralização de ordens da Euronext, sendo dada preferência às que primeiro tenham entrado (...)

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    (ii) Atribuição das restantes Obrigações solicitadas em cada ordem de subscrição de acordo com a respetiva data em que deram entrada no sistema de centralização de ordens da Euronext, sendo dada preferência às que primeiro tenham entrado (...)

    Eu dei a minha ordem nos alvores do 1º dia de subscrição, portanto, quanto à data de entrada estou à cabeça.

    Agora não sei se pedir a revogação de, por exemplo, metade da minha ordem, se vão alterar a data do pedido. Acho que não - afinal, a ordem mantém-se, sendo apenas ajustada nas quantidades - mas, sinceramente, não pedi ainda um esclarecimento oficial quanto a essa circunstância.

    Com tantas "vozes agoirentas" a ensombrarem esta operação, estou a ficar com muito medo em manter este pedido de subscrição. A minha ideia, como disse aqui, é de comprar agora e de manter as Obrigações em carteira apenas durante um curto período (talvez uns 8 ou 10 meses). Mas com tantos comentários negativos, tantos avisos, já nem sei...

    Não passo de um mero aforrador particular, pouco conhecedor dos meandros da financeira, e tenho receio de estar a aplicar incorrectamente as minhas poupanças. O problema é que também não encontro aplicações alternativas, que remunerem razoavelmente o meu dinheiro. Foi precisamente por "falta de alternativas" que equacionei "ir" a esta emissão de Obrigações...

    Será que um clube como o Porto, vai desaparecer num ano ou de deixar de pagar o cupão logo na 1ª data?... Acham que o risco é assim tão efectivo?...

    Que alternativas existem, que não sejam Fundos ou correlacionados? (já tenho aplicações nessa área e pretendo diversificar)

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    Eu dei a minha ordem nos alvores do 1º dia de subscrição, portanto, quanto à data de entrada estou à cabeça.

    Agora não sei se pedir a revogação de, por exemplo, metade da minha ordem, se vão alterar a data do pedido. Acho que não - afinal, a ordem mantém-se, sendo apenas ajustada nas quantidades - mas, sinceramente, não pedi ainda um esclarecimento oficial quanto a essa circunstância.

    Para efeitos de aplicação dos critérios de rateio mencionados no ponto 19.1.4., a alteração efetuada a uma ordem de subscrição é equiparada à revogação da mesma e à transmissão de uma nova ordem (ou seja, a ordem inicialmente dada, por via da sua alteração, perderá a respetiva antiguidade passando a relevar, para efeitos da aplicação dos critérios de rateio, a data da sua alteração).

    Com tantas "vozes agoirentas" a ensombrarem esta operação, estou a ficar com muito medo em manter este pedido de subscrição. A minha ideia, como disse aqui, é de comprar agora e de manter as Obrigações em carteira apenas durante um curto período (talvez uns 8 ou 10 meses). Mas com tantos comentários negativos, tantos avisos, já nem sei...

    Se só investir em aquilo para o qual não hajam "vozes agoirentas", provavelmente acaba com o dinheiro parado :)

    Dizer mal é fácil e desporto nacional. Cabe a cada um decidir por si. Os PFAs / gestores de conta, como pode constatar, não são grandes especialistas e são essencialmente comerciais a vender produtos financeiros para ganhar a sua comissão.

    Se não pretende mantêr as obrigações até ao fim... penso que não serão das melhores para vender a meio do caminho, pelo menos com algum lucro que se veja. Mas não é a minha especialidade.

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    Não passo de um mero aforrador particular, pouco conhecedor dos meandros da financeira, e tenho receio de estar a aplicar incorrectamente as minhas poupanças. O problema é que também não encontro aplicações alternativas, que remunerem razoavelmente o meu dinheiro. Foi precisamente por "falta de alternativas" que equacionei "ir" a esta emissão de Obrigações...

    Realço este parágrafo por causa do seguinte. Esta procura pelo rendimento é algo semelhante ao que se pode ver nos mercados globais, com os gestores a investirem em aplicações com cada vez mais risco (high yield), pois as mais seguras rendem pouco. Isto é tudo muito bonito enquanto houver tanto excesso de liquidez, mas quando a situação se inverter muita gente pode ser apanhada com as calças na mão.

    A nossa crise habituou-nos a taxas de depósitos muito elevadas e acabamos por ficar um pouco mal-habituados. Talvez seja altura de refrearmos as expectativas em relação aos rendimentos de capital "garantido" que esperamos obter nos próximos anos. Se as taxas de referência e a inflação estão tão baixas, não é de esperar grandes prémios a não ser que o risco seja elevado. A procura de maior rendimento pode levar um investidor a mudar bastante o seu perfil de risco sem ele próprio se aperceber quanto.

    Não estou a dizer que isto se aplique apenas a estas obrigações. É mais um alerta no sentido de pensarem duas vezes até onde estão dispostos a ir para conseguir mais uns pontos %.

    Talvez a definição de razoável tenha de ser adaptada ao tempo em que se vive.

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    Realço este parágrafo por causa do seguinte. Esta procura pelo rendimento é algo semelhante ao que se pode ver nos mercados globais, com os gestores a investirem em aplicações com cada vez mais risco (high yield), pois as mais seguras rendem pouco. Isto é tudo muito bonito enquanto houver tanto excesso de liquidez, mas quando a situação se inverter muita gente pode ser apanhada com as calças na mão.

    A nossa crise habituou-nos a taxas de depósitos muito elevadas e acabamos por ficar um pouco mal-habituados. Talvez seja altura de refrearmos as expectativas em relação aos rendimentos de capital "garantido" que esperamos obter nos próximos anos. Se as taxas de referência e a inflação estão tão baixas, não é de esperar grandes prémios a não ser que o risco seja elevado. A procura de maior rendimento pode levar um investidor a mudar bastante o seu perfil de risco sem ele próprio se aperceber quanto.

    Não estou a dizer que isto se aplique apenas a estas obrigações. É mais um alerta no sentido de pensarem duas vezes até onde estão dispostos a ir para conseguir mais uns pontos %.

    Talvez a definição de razoável tenha de ser adaptada ao tempo em que se vive.

    Concordo plenamente.

    Um investimento atual a oferecer 5% não pode ter o mesmo perfil que um a oferecer 5% em 2010. As expetativas têm que se ajustar.

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    Realço este parágrafo por causa do seguinte. Esta procura pelo rendimento é algo semelhante ao que se pode ver nos mercados globais, com os gestores a investirem em aplicações com cada vez mais risco (high yield), pois as mais seguras rendem pouco. Isto é tudo muito bonito enquanto houver tanto excesso de liquidez, mas quando a situação se inverter muita gente pode ser apanhada com as calças na mão.

    A nossa crise habituou-nos a taxas de depósitos muito elevadas e acabamos por ficar um pouco mal-habituados. Talvez seja altura de refrearmos as expectativas em relação aos rendimentos de capital "garantido" que esperamos obter nos próximos anos. Se as taxas de referência e a inflação estão tão baixas, não é de esperar grandes prémios a não ser que o risco seja elevado. A procura de maior rendimento pode levar um investidor a mudar bastante o seu perfil de risco sem ele próprio se aperceber quanto.

    Não estou a dizer que isto se aplique apenas a estas obrigações. É mais um alerta no sentido de pensarem duas vezes até onde estão dispostos a ir para conseguir mais uns pontos %.

    Talvez a definição de razoável tenha de ser adaptada ao tempo em que se vive.

    Compreendo o que o amigo quer dizer, mas coloque-se na minha posição... se quero MANTER o meu perfil "conservador", sabe o que as instituições financeiras têm para oferecer? Nada!... Pode parecer caricato, mas há dias estive num banco onde sou clientes há muitos anos, e quando fiz essa pergunta (quando perguntei por alternativas de investimento para as minhas poupanças), o funcionário disse-me, literalmente,... "não temos NADA!". Quando eu retorqui, nem DO? O senhor disse-me qualquer coisa do género... "quanto a isso, sabe, eu até tenho vergonha de dizer-lhe que taxas estamos a praticar...". E então lá saiu uns zero vírgula qualquer coisa líquidos...

    É com estas taxas que temos de nos conformar? Acha que eu devia aceitar e agradecer esse supremo obséquio do banco? Não sei...às tantas, o amigo tem razão, e é isso mesmo que faz com o seu dinheiro. Agora, eu sou de outro tempo, e tenho dificuldade em aceitar este "esmifrar" das poupanças dos pequenos aforradores.

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    Se não pretende mantêr as obrigações até ao fim... penso que não serão das melhores para vender a meio do caminho, pelo menos com algum lucro que se veja. Mas não é a minha especialidade.

    Muito lhe agradeço, amigo Jordão, pela informação. Ela dissipa todas as minhas dúvidas. Obrigado.

    Portanto, a minha decisão resume-se a 2 cenários: ou mantenho a ordem de compra (apontada, talvez, com a alça demasiado levantada) ou revogo,pura e simplesmente, a dita ordem. Não tenho terceira escolha.

    Como apontei demasiado alto, quase de certeza, terei de accionar colaterais e alavancar a operação, situação que, particularmente, não me deixa muito confortável (tenho já uma certa idade e... não gostaria de deixar "responsabilidades" como herança).

    Enfim, vou ter que pensar e ouvir/ler o que os amigos têm para dizer, já que são muito mais conhecedores da matéria financeira do que eu.

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    Imagino que tem seja da altura em que os certificados de aforro davam a certa altura >10% o cenário que se vive agora seja difícil de engolir. Apesar de tudo, 0.x% acho demasiado baixo. Sempre houve bancos que pagam mais e menos do que a média. Mas penso que coisas entre 1-2% seja a realidade atual (em termos de DP). O benchmark que uso acaba por ser o banco Invest. Desde que sigo a evolução das taxas de DP, o depósito para novos capitais costuma estar no topo ou perto dele. Comparo a oferta dos restantes bancos com base na diferença façe a esta referência (2% atualmente).

    Se formos a ver, nos EUA 1% nos certificate of deposit já não é mau. Quem quer mais investe o seu património noutras classes de ativos, com o risco que isso acarreta. Às vezes o capital "garantido" pode ter mais riscos do que produtos que sobrem e descem ao sabor dos mercados. Basta olhar para temas atuais bem perto de nós para perceber isso.

    Neste momento a minha mãe tem mais dinheiro do que seria aconselhado numa poupança mutualista do Montepio. Por um lado quero ajudá-la a tirar dinheiro de lá, mas por outro sei que, apesar de não ser nada do outro mundo, oferece melhor rendimento que todos DPs atuais (assumindo que isto se resolve a bem). Logo compreendo bem a dificuldade de sair desta encruzilhada. Eu próprio ainda não me habituei bem às taxas que hoje temos. Mas penso que é melhor ter um pássaro na mão do que dois a voar, sobretudo quando se trata de uma pessoa com uma longa vida para trás, onde em teoria o principal objectivo deve ser preservar o capital. Ou seja, não se meter em muitas aventuras que possam significar perda de património, mas também não deixar que seja comido pouco a pouco pela inflação. Como esta felizmente está muito baixa, até não está demasiado difícil conseguir fazê-lo.

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    O senhor disse-me qualquer coisa do género... "quanto a isso, sabe, eu até tenho vergonha de dizer-lhe que taxas estamos a praticar...". E então lá saiu uns zero vírgula qualquer coisa líquidos...

    O BCE prevê uma inflação nula em 2015 para a zona euro. Portanto mesmo com esses 0.x fica a ganhar dinheiro.

    Se não se quer ralar tem como investimento "livre de risco" 2% no finantia e invest até 100.000€. O que lhe dá um razoável ganho face a inflação prevista.

    E pronto dorme descansado e sem junk bonds na carteira, nem alavacangens,  responsabilidades" como herança, etc.

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    O BCE prevê uma inflação nula em 2015 para a zona euro. Portanto mesmo com esses 0.x fica a ganhar dinheiro.

    Se não se quer ralar tem como investimento "livre de risco" 2% no finantia e invest até 100.000€. O que lhe dá um razoável ganho face a inflação prevista.

    E pronto dorme descansado e sem junk bonds na carteira, nem alavacangens,  responsabilidades" como herança, etc.

    Com todo o respeito, mas esses bancos que referiu estão fora do meu leque de opções. Há uns anos atrás. tive uma experiência muito desagradável no BPP, que deixou em mim graves sequelas, e jurei a mim próprio que nunca mais repetiria a experiência com pequenos bancos. Sei que é uma reação irracional/emocional, mas quando eu digo nunca... é mesmo nunca mais!

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    Com todo o respeito, mas esses bancos que referiu estão fora do meu leque de opções. Há uns anos atrás. tive uma experiência muito desagradável no BPP, que deixou em mim graves sequelas, e jurei a mim próprio que nunca mais repetiria a experiência com pequenos bancos. Sei que é uma reação irracional/emocional, mas quando eu digo nunca... é mesmo nunca mais!

    Não o querendo arreliar com algo que já deve ter ouvido muitas vezes, o que tinha no BPP não seriam talvez depósitos a prazo.

    O que o daniel__ sugeriu é um DP puro, sujeito à mesma garantia de 100.000€ por titular que em qualquer outro banco nacional.

    Tem também os CTPM com 2.25% a 5 anos, 2.00% a 4 anos, 1.75% a 3 anos, 1.50% a 2 anos e 1.25% a 1 ano.

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    Não o querendo arreliar com algo que já deve ter ouvido muitas vezes, o que tinha no BPP não seriam talvez depósitos a prazo.

    O que o daniel__ sugeriu é um DP puro, sujeito à mesma garantia de 100.000€ por titular que em qualquer outro banco nacional.

    Tem também os CTPM com 2.25% a 5 anos, 2.00% a 4 anos, 1.75% a 3 anos, 1.50% a 2 anos e 1.25% a 1 ano.

    Não me arrelia nada. O amigo não estará - felizmente - por dentro da história do BPP e portanto não sabe nem viveu os seus meandros - que quase me iam matando, tal foi o dano que me provocaram à saúde - mas sim, os contratos de retorno absoluto foram equiparados a depósitos, quer pela CMVM quer pelo BdP. Mesmo os que não estavam assinados foram aceites como sendo depósitos. Mas isso, caro amigo, são contas de outro (longuíssimo e muito desgastante) rosário.

    Quanto às alternativas que sugere (produtos do Estado), já tenho aplicações nesses produtos e, às taxas actuais, não vejo razão para reforços.

    Aliás, foi por essa razão (diversificar) que eu fui à Oferta destas obrigações do Porto. Mas tenho lido tantos comentários negativos, que já nem sei...

    Tenho até amanhã para decidir, mas só revogarei se, até lá, encontrar uma alternativa razoável para aplicar as minhas poupanças. Caso contrário, ficarão (alavancadas ou não... veremos) no futebol.

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