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  • FORMAS DE POUPAR

  • Obrigações a 5,27% da CGD, não é mau mas...


    carlosramos

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    Muito cuidado com isso. As Obrigações não são isentas de risco. No caso, sendo da CGD, a preocupação não é tanto pelo risco de insolvência da empresa que faz a emissão, já que a Caixa é um Banco do Estado.

    É que as Obrigações, após a emissão, são também um activo negociado em mercado aberto, podendo, tal como as ações, perder ou ganhor valor.

    Para ter a certeza que o seu investimento é recuperado, há que manter esses títulos durante o período em causa, neste caso é uma Obrigação a 5 anos. No final do período, recupera-se o capital investido, tendo já beneficiado dos juros anuais durante 5 anos, os quais deverão ser superiores a 5% ao ano, o que dá mais de 25% em todo o período.

    Há a hipótese de melhoria dos mercados e do regresso da confiança. Nesse caso, o mercado poderia atribuir um maior valor aos ditos títulos, uma vez que estes, actualmente incorporam um nível de risco acima do normal (se é que isto existe), pois "pagam" 225 pontos base acima da taxa de mercado.

    Esse "spread" sinaliza clara dificuldade em captar recursos no mercado interbancário, pelo que o Banco prefere emitir dívida para se financiar perante os investidores que, nos últimos tempos, preferem títulos de dívida soberana. Mau sinal para as Empresas.

    Ainda assim, este parece ser um interessante investimento se acreditarmos que não haverá subidas significativas do IPP/IPC e se acreditarmos que o ambiente económico estará melhor dentro de alguns

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    Desculpe mas - admitindo que posso estar enganado - creio que o principal benefício das obrigações consiste mesmo na ausência de risco.

    A obrigação atribui ao seu subscritor o direito a uma quantia certa durante um certo período de tempo. A negociação nos mercados de capitais serve para os próprios subscritores das obrigações fazerem dinheiro com a venda das obrigações. O titular tem sempre direito a uma quantia certa.

    A questão consiste em saber se vale a pena esperar os 5 anos ou se eventualmente valerá a pena vender as mesmas durante o período (admitindo que se encontra comprador).

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    Desculpe mas - admitindo que posso estar enganado - creio que o principal benefício das obrigações consiste mesmo na ausência de risco.

    Se há algo que devemos ter aprendido nos últimos tempos é que ausência de risco é uma noção virtual.

    Na prática, qualquer aplicação financeira tem risco, que pode ser menor ou maior. No caso das obrigações, existe garantia de reembolso do capital <em>desde</em> que a EDP não abra falência. Sim, é pouco provável que aconteça, mas é possível.

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    Não é bem assim...

    1. Risco existe. Basta que a empresa se torne insolvente.Mas concordo que é um risco baixo.

    2. Pode-se sair antes e ganha apenas aquilo que for pago nos cupons anuais.

    3. A empresa emissora das obrigações à maturidade terá que pagar aquilo que tomou emprestado.Para a conjuntura atual , é um bom negócio , já que elas de um modo geral estão baixas , e terão que subir obrigatoriamente até à maturidade. Há um potencial de valorização historico neste momento , na ordem dos 40%.

    4. Eu estou nessa.

    Abraços ,

    Speedbird

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    Se há algo que devemos ter aprendido nos últimos tempos é que ausência de risco é uma noção virtual.

    Na prática, qualquer aplicação financeira tem risco, que pode ser menor ou maior. No caso das obrigações, existe garantia de reembolso do capital <em>desde</em> que a EDP não abra falência. Sim, é pouco provável que aconteça, mas é possível.

    Garanto-lhe que se há banco que não corre risco de insolvência é a CGD. Sabia que sempre que faz um pagamento do Estado (por exemplo no caso dos pagamentos das taxas de Justiça) o dinheirinho entra numa conta na CGD? São milhões de euros a entrar diariamente na CGD que a coloca numa posição concorrencial extremamente favorável em relação aos demais bancos (cujas fontes de financiamento são unicamente os depósitos, os juros dos empréstimos, o mercado de capitais e o dinheiro comprado ao BCE ou a outros bancos).

    Portanto se as taxas de rentabilidade são atraentes é de equacionar o investimento. Apenas gostaria de saber a quantia ideal para investir para compensar não ter dinheiro em conta durante três anos.

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    Garanto-lhe que se há banco que não corre risco de insolvência é a CGD.

    Relativamente à questão do risco não sei que bases tens para dares este tipo de garantias, mas faço uma pequena ressalva.

    O teu ponto de vista apenas é válido enquanto o estado português quiser/puder.

    Tens razão quando dizes que a CGD, enquanto banco, tens certas vantagens face aos privados, mas em compensação tem de abrir os bolsos, sempre que o estado precisa de dinheiro extra. Não é por acaso que a CGD efectuou, salvo erro, 3 aumentos de capital em 2008 e agora mais uma emissão de obrigações.... parece me muita fruta para horizonte temporal tão curto.

    Se calhar na Islandia tb havia uma CGD com baixo risco de insolvência...

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