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Carteira de ETF´S acções e obrigações para o ano 2014. Alguma sugestão?

35 publicações neste tópico

Valor a investir cerca de 10000 euros. Nível de risco médio/alto. Prazos de investimento não determinado. Mercados,EUA,Europa (bolsa londrina de preferência) e Ásia. Classe de activos os mais variados e abrangentes possível,por forma a diluir o risco e a exposição.

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Tens aqui uma boa bíblia: http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=5605.0

Tendo em conta que o objectivo é uma carteira passiva de longo-prazo, tanto faz que seja em 2012, 2013 ou 2014.

Agora se o objectivo é de market timing e de trend following, os ETFs são capazes de não ser a melhor opção de todas para nós portugueses, já que os custos de transação são caros. Logo buy-and-hold é a melhor opção.

A não ser claro que abra conta numa correctora estrangeira, tipo Interactive Brokers, onde ETFs americanos se compram/vendem por $1.

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Boa noite

Grato pela sua atencao,realmente tem razao no que diz. Nao tinha levado em conta o preço de negociaçao,contudo em alguns casos sao valores de 1.5% comissao.Nos bancos online ha imensa oferta. A dificuldade é mesmo escolher quais os melhores.

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Nem de propósito estive ontem a testar no excel uma simples carteira com os seguintes títulos:

Vanguard VTI (40%)

Vanguard VEU (30%)

iShares AGG (30%)

Actualmente em vez do VEU podes optar pelo VXUS embora as diferenças sejam mínimas.

Contudo, este (tipo) de carteiras deverão ser, a meu ver,alvo de uma reflexão prolongada (é ler 3 ou 4 vezes o tópico do Salvador).

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Ou para ainda simplificar mais:

60% - VT (Total World Stocks)

40% - AGG ou como no meu caso, depósitos a prazo.

Assim minimizamos os custos de transação.

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Aqui entre nós, se a carteira for pelo menos de 10k€ (o que é recomendado para investir em ETFs), recomendo fortemente abrir conta na Interactive Broker UK. Tem gastos anuais de 120$, o que em 10k€ representa 0,8%, mas não se gasta praticamente mais nada em custos de transação (podemos fazer 120 transações a 1$ - 10 por mês sem gastarmos mais do que a comissão mensal). Com este setup já podemos ter uma boa variedade de ETFs como no tópico do Salvador sem nos preocuparmos com comissões e os protocolos de dupla tributação são logo accionados, sendo retidos apenas 15% dividendos no EUA, ao invés do 30%.

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Então e depois cá em Portugal, não é cobrado o IRS sobre mais valias?

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Então e depois cá em Portugal, não é cobrado o IRS sobre mais valias?

Sim, a 28% (tal como sobre dividendos e juros).

Já agora, para testarem (depois de lerem muito bem o tópico do Salvador) a vossa carteira, podem usar o ETFReplay.com  :)

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Aqui entre nós, se a carteira for pelo menos de 10k€ (o que é recomendado para investir em ETFs), recomendo fortemente abrir conta na Interactive Broker UK. Tem gastos anuais de 120$, o que em 10k€ representa 0,8%, mas não se gasta praticamente mais nada em custos de transação (podemos fazer 120 transações a 1$ - 10 por mês sem gastarmos mais do que a comissão mensal). Com este setup já podemos ter uma boa variedade de ETFs como no tópico do Salvador sem nos preocuparmos com comissões e os protocolos de dupla tributação são logo accionados, sendo retidos apenas 15% dividendos no EUA, ao invés do 30%.

Não te parece que 1% de comissões anuais uma brutalidade? Para carteiras que no longo prazo dificilmente chegarão a uma média de 8%, fica-te muito mais barato arranjar 2 ou 3 ETFs e gastares menos de $30 em rebalanceamentos anuais (ou então ires para um dos iShares "composto").

Para além disso, se tiveres conta no UK, para além de exposto a uma terceira moeda (GBP), vais levar com dupla-tributação EUA-UK e depois UK-Portugal (à primeira vista, tenho dúvidas que possas aplicar o ADT entre os EUA e o UK, uma vez que não serás um residente fiscal no Reino Unido).

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Em relação às comissões, talvez tenha exagerado com os 10k, mas 20k já é bastante aceitável. Quem quiser manter as coisas o mais simples possível, pode claro usar um ou dois ETFs e ficar por cá. Mas para quem queira granularizar um pouco mais a alocação como no tópico do Salvador, então a IB é a solução ideal.

Não há exposição nenhuma a GBP. A conta pode ser aberta na moeda que quisermos (eu escolhi EUR), e depois troca-se por USD se os ETFs que comprarmos forem nessa moeda. Apesar de eu ter dito Interactive Brokers UK, na realidade a corretora é americana, tendo uma "agência" no UK para os clientes europeus.  Quando abres conta preenches logo o W-8BEN para diminuir a dupla tributação nos EUA.

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Muito obrigado pelas vossas respostas,e pelo tempo que disponibilizaram neste topico. Contudo fikei com uma duvida sobre as comissoes. Sera mesmo que vale a pena abrir uma conta fora de portugal para negociar meia duzia de ETF´S'? Quanto a impostos sobre mais valias eu nunca declarei nada ate hoje,mesmo sendo obrigado. O estado so me leva akilo k é cobrado na fonte.

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Abrir conta no estrangeiro tem também outra vertente, que é mantermos o dinheiro fora de Portugal, o que pode ser um factor de segurança. Não vou muito à bola com a forma como o Best Trading Pro e Gobulling trabalham com a plataforma do Saxobank. A história de os negócios serem em espaço dinamarquês, juntado várias contas num 'bolo', sem possibilidade de obter extractos oficiais e acionar acordos internacionais para os dividendos é um bocado clara de menos para o meu gosto.

A nível de custos, a IB pode ter uma espécie de anuidade fixa elevada, mas os custos variáveis são quase nulos.

O Best Trading Pro tem no melhor dos casos 14.95$ por transação, para o mercado europeu (excepto Lisboa) é ainda mais caro, e tem uma oferta mais reduzida que a IB. A compra/venda de meia dúzia de ETFs pode não compensar o custo de IB por si só, mas tendo em conta que se recebe mais de dividendos do que no BTP, as contas equilibram-se mais.

Quanto a declarar às finanças, se não o faz pode meter-se em problemas. As mais-valias não sofrem retenção na fonte, logo têm de ser declaradas. Só se estivermos a falar de fundos é que há taxa liberatória quando se vendem.

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So cliente do best trading pro e tambem desconfio dessa cantiga deles. O problema da tributacao das mais valias é do sistema fiscal. Se é obrigatorio,nao devia passar por min a opcao de declarar ou nao,mais de 80% das pessoas que conheco nao o fazem e até hoje porblemas 0.Claro que há sancoes é um risco que correm,mas ladrao k rouba um estado ladrao tem 100 anos de perdao  :)

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Para sermos precisos, não é opção. É obrigatório. Só por esse valor não vir pré-preenchido como alguns salários não quer dizer que não se tenha de declarar.

Ainda há bastantes pessoas que têm de preencher "à mão" o valor dos seus rendimentos de trabalho. Não declarar esses rendimentos não é uma opção no ponto de vista legal.

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Uma questão, os ETFs distribuem dividendos, são esses que têm de ser declarados?

E se estes forem re investidos? Tb têm de ser declarados?

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Bom dia,ainda no que refere á tributacao de mais valias,a culpa continua a ser do sistema fiscal.Enquanto nao houver uma reforma profunda neste sistema e sobretudo na justica,vai haver sempre estes desiquilibrios sistémicos. É obrigado,sim é,entao as financas cruzavam dados,era muito simples,alias é isso que fazem no rastreio selectivo que fazem no final do prazo de entregua dos respectivos documentos. Se nao me engano nos paises nordicos onde teem dos sistesmas fiscais mais avancados do mundo,a pessoa nem tem a opcao de preencher o seu irs "á mao" os dados sao todos cruzados pelas financas. O contribuinte só se limita a dizer se concorda ou nao com os valores apresentados pelos serviços.

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Uma questão, os ETFs distribuem dividendos, são esses que têm de ser declarados?

E se estes forem re investidos? Tb têm de ser declarados?

Têm de ser sempre declarados. É por isso que o Best "come" mais dinheiro do que a IB, já que no 1º apanhamos sempre com a dupla-tributação dos dividendos na sua força máxima, ao passo que no 2º caso os acordos para minimizar isto podem ser ativados.

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Têm de ser sempre declarados. É por isso que o Best "come" mais dinheiro do que a IB, já que no 1º apanhamos sempre com a dupla-tributação dos dividendos na sua força máxima, ao passo que no 2º caso os acordos para minimizar isto podem ser ativados.

Isso (supostamente) não é verdade no Best Trading (IMHO o BTP é boa para tradings e não para investimentos a longo-prazo), uma vez que o banco aplica o Acordo para Evitar a Dupla Tributação directamente por ti, tal como no Invest (não percebi muito bem como, é certo, mas vou confirmar isso daqui a 2 meses, espero  :-X ).

Já agora, se não estou em erro, os EUA não tributam na fonte as mais-valias obtidas por não residentes  :police:

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Posso garantir que é verdade aquilo de digo. Já tive lá ETFs americanos durante vários meses e bem vi os dividendos a serem comidos logo em 30%.

Os acordos de dupla tribuação são ativados no BEST (plataforma normal) e Invest, pois estes estão em território português. Mas o Best Trading Pro funciona de forma diferente, pois as operações são realizadas na Dinamarca, e devido à história de agrupar tudo na conta do Saxobank, não há forma de eles aplicarem esses acrodos.

Quanto a mais-valias, naturalmente que elas nunca são tributadas na fonte. Nem as americanas nem as de nenhum país. É sempre no IRS anual que se declaram e se paga sobre elas (mesmo ações portuguesas).

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OK Rui, confirma-se então que só levamos com os 30% (28% de Retenção + 2% de comissão).  8)

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Não é bem assim. Nos dividendos levamos 30% na fonte. Sem comissões.

Depois na declaração de IRS anual levamos com mais 28% sobre os dividendos (total 58%), e 28% sobre as mais-valias.

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:o

Isso não pode ser assim. Já te retiveram na fonte, aplicando o ADT (razão para os 28% + 2% de comissões), depois declaras os dividendos na Modelo 3 que já te retiveram e não pagas mais.

Estarei a ver mal?!  :o

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Sim, está a ver mal, pois como a plataforma BTP faz as negociações em território estrangeiro, o fisco português não faz renteção nenhuma. Os 30% é o fisco norte-americano (no caso de ETFs americanos) que fica com eles. Como não há troca de informação entre os dois governos quando os negócios são feitos nesta plataforma (devido à forma como as contas estão organizadas), em Portugal temos de pagar os 28% como se não tivéssemos pago nada nos EUA

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Ahhhhhhhhhh, estamos a falar de plataformas diferentes  :-X

No BTP já sabia que era muito ineficiente em termos de tributação, agora tenho é dúvidas acerca do método que o Invest ou o Best (fora do BTP) aplicam, uma vez que em ambos os casos me dizeram que aplicam o ADT por nós. É aqui que recai a minha dúvida de ordem teórica, dado que lendo o CIRS e o ADT dos EUA, fico com a ideia que me aplicam 15% de retenção nos EUA e eu depois pago a diferença - 13% - para os 28% que é aplicado em Portugal.

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Nope, lamento mas não é bem assim.

Estás correto quando dizes que no Invest e o Best ativam a ADT. Nestes casos, tens que pagar "apenas" 15% nos EUA. Mas os 28% cá também são para pagar. Para além disso, os bancos levam comissões por pagar dividendos, normalmente os tais 2%, mas com comissões mínimas de 5€ (no Invest, por exemplo). Por isso imaginemos que o ETF paga numa certa data 117.5€. Após retenção nos EUA recebes 100€ de dividendos. Mas o Invest cobra-te 5€ (5%, pois há a comissão mínima). Na declaração de IRS tens depois de levar com mais 28€ (28% dos 100€).

Contas feitas, ficas com 67€ (57% do total). Melhor que no BTP mas mesmo assim é mauzito. Quanto mais frequentemente forem pagos dividendos pior, por causa das comissões mínimas do Invest.

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