Visitante papo da galinha

Valorização petroleo - Produto estruturado Banco BIG

19 publicações neste tópico

Boa noite,

Hoje recebi a informação de um produto financeiro complexo - Valorização petróleo. O que despertou mais a atenção foi a questão de capital garantido, mas gostaria de obter as vossas opiniões sobre o mesmo, pois o meu perfil de risco é baixo:

https://www.bigonline.pt/OndeInvestir/AplicacoesEstruturadas/Geral

Obrigado,

Abel Pinto

http://papodagalinha.wordpress.com/

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Boa noite,

Hoje recebi a informação de um produto financeiro complexo - Valorização petróleo. O que despertou mais a atenção foi a questão de capital garantido, mas gostaria de obter as vossas opiniões sobre o mesmo, pois o meu perfil de risco é baixo:

https://www.bigonline.pt/OndeInvestir/AplicacoesEstruturadas/Geral

Prospeto: https://www.bigonline.pt/pdf/pestruturados/CGVP1_info.pdf

Parece-me que se adequa ao seu perfil uma vez que o único risco que tem é de a TANB no final do prazo ser igual a 0%.

Já em termos de rentabilidade liquida pode vir a ter 3% liquidos sobre o valor que investir, sendo que o mínimo de investimento é de 2500€. Para isso ocorrer tem que obedecer à seguinte condição:

"... a  Data  de  Observação  Final a  cotação  do contrato genérico de  futuro  do  barril  de  Petróleo  WTI  Crude  Oil estiver  mais  de 12,0% acima da cotação inicial".

A decisão é sua!

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Com base no histórico recente, a probabilidade de receber 0% é de 70%. É escolher se quer tentar a sorte.

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Não é bem histórico, pois o produto não existia...é uma simulação para o que teria acontecido se a aplicação tivesse sido realizada ao longo do passado recente. A mesma simulação é parte integrante do Prospeto Informativo do Depósito:  https://www.bigonline.pt/pdf/pestruturados/CGVP1_info.pdf

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Este produto pode ser lido assim: "Quer emprestar dinheiro ao Big com taxa juro=0 ?. Então, seja bem vindo, a probabilidade de o conseguir é muito elevada"

Com produtos assim, percebe-se um pouco a saúde do banco :)

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Este tipo de produtos, cabazes e afins, não são investimentos, são jogos da roleta russa.  8)

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Este produto pode ser lido assim: "Quer emprestar dinheiro ao Big com taxa juro=0 ?. Então, seja bem vindo, a probabilidade de o conseguir é muito elevada"

Com produtos assim, percebe-se um pouco a saúde do banco :)

Eu também recebi um telefonema da minha gestora da 24 de julho propondo-me esse produto estruturado. Por mais que ela se esforçasse em "dourar a pílula", não me conseguiu convencer a entrar nesse negócio do "crude".

Há uns 3 anos atrás, tive uma péssima experiência com um estruturado, que ainda hoje (e por mais 2 anos!!) me obriga a "sofrer". Tratou-se de um produto que o Best comercializou em 2010 - um autocall a 5 anos (portanto, só termina em 2014), que apostava numa valorização/subida, em simultâneo, de um cabaz de ações de 3 empresas: a Gazprom, Nokia e Du Pont. Não sei se alguém alguma vez ouviu falar. Ora, como a Nokia deu um trambolhão enorme logo após o lançamento do produto (e de eu o ter comprado), nunca mais, ao longo destes 5 anos, irei receber juros daquela aplicação.

Eu sabia os riscos que iria correr (por isso também apliquei uma verba residual, só por curiosidade, a ver o que dava), mas mesmo assim custa ter aplicado aquele dinheirito num produto que não vai rendar absolutamente nada durante 5 anos... Foi um disparate, uma conteria da minha parte! Mas esta burrice ensinou-me uma lição: NUNCA MAIS me vou de meter em mais estruturados!!!

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Eu também recebi um telefonema da minha gestora da 24 de julho propondo-me esse produto estruturado. Por mais que ela se esforçasse em "dourar a pílula", não me conseguiu convencer a entrar nesse negócio do "crude".

Há uns 3 anos atrás, tive uma péssima experiência com um estruturado, que ainda hoje (e por mais 2 anos!!) me obriga a "sofrer". Tratou-se de um produto que o Best comercializou em 2010 - um autocall a 5 anos (portanto, só termina em 2014), que apostava numa valorização/subida, em simultâneo, de um cabaz de ações de 3 empresas: a Gazprom, Nokia e Du Pont. Não sei se alguém alguma vez ouviu falar. Ora, como a Nokia deu um trambolhão enorme logo após o lançamento do produto (e de eu o ter comprado), nunca mais, ao longo destes 5 anos, irei receber juros daquela aplicação.

Eu sabia os riscos que iria correr (por isso também apliquei uma verba residual, só por curiosidade, a ver o que dava), mas mesmo assim custa ter aplicado aquele dinheirito num produto que não vai rendar absolutamente nada durante 5 anos... Foi um disparate, uma conteria da minha parte! Mas esta burrice ensinou-me uma lição: NUNCA MAIS me vou de meter em mais estruturados!!!

Ainda falta 1 ano, não sabe o que poderá acontecer, mas se tivesse tido a "sorte" dos 3 activos subirem no 1º ano tinha recebido 42,50% de taxa!!!!!

No entanto há estruturados e estruturados, por isso eu falar e gostar de CLNs, apesar de muita gente não gostar, esse autocall que fez pode determinar a perda total do capital se pelo menos um dos activos descer mais de 75% desde o inicio até á maturidade, isso sim é lotaria, um CLN é risco de crédito, agora isto...

Qualquer das maneiras como são notes pode perguntar ao seu/sua PFA a cotação das mesmas, se tiverem a mais de 100% secalhar o melhor é vender.

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Ainda falta 1 ano, não sabe o que poderá acontecer, mas se tivesse tido a "sorte" dos 3 activos subirem no 1º ano tinha recebido 42,50% de taxa!!!!!

No entanto há estruturados e estruturados, por isso eu falar e gostar de CLNs, apesar de muita gente não gostar, esse autocall que fez pode determinar a perda total do capital se pelo menos um dos activos descer mais de 75% desde o inicio até á maturidade, isso sim é lotaria, um CLN é risco de crédito, agora isto...

Qualquer das maneiras como são notes pode perguntar ao seu/sua PFA a cotação das mesmas, se tiverem a mais de 100% secalhar o melhor é vender.

Sim, foi essa enorme taxa (42,5%) que me aliciou a arriscar, associada à "credibilidade" das empresas que constituíam o pacote (Gazprom, Nokia e Du Pont). Porventura, o emitente já saberia o que se iria passar com a Nokia. pouco tempo após a emissão... internal information flow?

Espero que o "cataclismo" em que se traduziu esta minha aplicação, não chegue ao ponto... de PERDER TODO o capital que investi (knocking on wood). Eu já perguntei ao meu FA pela cotação deste "autocall" e ele, após alguma dificuldade em dar-me um valor concreto, disse-me, pelo telefone, 2 dias após a nossa entrevista no banco, que andaria à volta dos "90 e tal por cento" (não me recordo se chegou a referir um valor exato para a cotação).

Entretanto, eu próprio, já tentei descobrir na Net qual a cotação (diária?) desse produto, mas sem sucesso.

Faço votos que, em outubro do próximo ano, não venha a ter uma surpresa ainda mais desagradável com este produto... e que, até lá, as pessoas desatem a comprar telemóveis Nokia e ver se as ações da empresa sobem...  ;D

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Sim, foi essa enorme taxa (42,5%) que me aliciou a arriscar, associada à "credibilidade" das empresas que constituíam o pacote (Gazprom, Nokia e Du Pont). Porventura, o emitente já saberia o que se iria passar com a Nokia. pouco tempo após a emissão... internal information flow?

Espero que o "cataclismo" em que se traduziu esta minha aplicação, não chegue ao ponto... de PERDER TODO o capital que investi (knocking on wood). Eu já perguntei ao meu FA pela cotação deste "autocall" e ele, após alguma dificuldade em dar-me um valor concreto, disse-me, pelo telefone, 2 dias após a nossa entrevista no banco, que andaria à volta dos "90 e tal por cento" (não me recordo se chegou a referir um valor exato para a cotação).

Entretanto, eu próprio, já tentei descobrir na Net qual a cotação (diária?) desse produto, mas sem sucesso.

Faço votos que, em outubro do próximo ano, não venha a ter uma surpresa ainda mais desagradável com este produto... e que, até lá, as pessoas desatem a comprar telemóveis Nokia e ver se as ações da empresa sobem...  ;D

Bom dia,

Caro Ramiro,

De facto não era preciso o emitente ter informação interna; bastava existir um pouco de conhecimento da situação da Nokia no contexto do mercado de telemóveis e telecomunicações. Pela altura que fez o produto, o sistema operativo Symbian da Nokia estava já em rota descendente, impulsionada pela crescente popularidade do iPhone e pela sua estagnação. Já existia o Android por esta altura, mas ainda sem grandes equipamentos.

A Nokia, neste SO e na equipa que o estava a desenvolver, mostrou sucessivamente a sua incapacidade de adaptação ao mercado e às necessidades do mesmo, com as atualizações que foram sendo feitas e os novos lançamentos de produto. E depois disto... bem, apareceu o Android, e cresceu de forma tão galopante que a única que conseguiu crescer e resistir foi a Apple, a marca do iPhone. Era expectável e previsível esta situação; a história mostra-nos que uma empresa que não se consegue adaptar em tempo útil às necessidades do mercado onde se insere acaba por ser fatalmente afetada.

Quem ganhou com esta explosão do Android foi apenas e principalmente a Samsung, mas outras marcas conseguiram diversificar mais e aumentar o seu portfolio, ganhando peso no mercado de telecomunicações pese embora os prejuízos que apresentam da aplicação deste SO nos seus smartphones (nem tudo podiam ser rosas), como a LG e a Sony.

O Android conta agora com mais de 80% do mercado, tendo o iPhone uns 10-12% de mercado (não tenho de cor), e sobrando para Nokia e Blackberry o remanescente do mercado de smartphones, que como já deve ter percebido, é comparativamente residual. E realço - esta situação era previsível, porque o Android era o único sistema operativo que demonstrava capacidade de adaptação a muitas ou todas as necessidades de mercado, desde os aparelhos de gama baixa aos de gama alta, passando pelos de gama média. Adicionalmente, tem bases em Linux, o que significa que é extremamente moldável e adaptável quer aos interesses do consumidor quer aos do fabricante.

Como pode ver, caro Ramiro, até lhe podiam oferecer 4000% de remuneração no primeiro ano com a tal valorização a ocorrer - não iria acontecer, simplesmente. A "armadilha" deste produto complexo era a Nokia. Infelizmente não tenho conhecimento da situação da Du Pont, mas a Gazprom tem muita força nos mercados onde se insere. Infelizmente, receio bem que tenha sido um dos que foi enganado com o produto.

Suspeito bem que já tenham feito a tal taxa de 42,5% de propósito, em conjugação com o capital garantido, para aliciar os investidores.

Relativamente ao tópico: não me parece uma boa aposta. Além da probabilidade muito alta de nada receber, ainda por cima a remuneração que tem são apenas 3% para 12% ou mais de valorização, o que acho abusivo. Mais valia apostar no futuro que o produto refere, porque perder capital, a perder, dificilmente perde muito, e se o petróleo subir duvido que sejam os 12% que refere.

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A julgar pela taxa oferecida deveria desde logo ter-se desconfiado. Os bancos não perdem, e um banco para dar 42,5% tem de ganhar o dobro :P

Eu não "aposto" em produtos estruturados porque em 90% dos casos, não dão dinheiro, nos restantes 10% ainda podem dar alguma perda de capital.

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Relativamente ao tópico: não me parece uma boa aposta. Além da probabilidade muito alta de nada receber, ainda por cima a remuneração que tem são apenas 3% para 12% ou mais de valorização, o que acho abusivo. Mais valia apostar no futuro que o produto refere, porque perder capital, a perder, dificilmente perde muito, e se o petróleo subir duvido que sejam os 12% que refere.

Foi exatamente isso que mais me chocou neste produto. Que já de si não era interessante pela volatilidade do subjacente em causa num cenário que não é bull.

Agora que há uma aproximação ao Irão (curiosamente por um período de 6 meses - talvez seja o úncio ponto que pode inflacionar o preço, se nessa altura existir alguma rotura, caso contrário uma maior aproximação tenderá a pressionar o preço para baixo), a economia global continua sem sinais de grande arranque, nem há sinais de crises de produção do petróleo ... apenas alguma crise regional poderá provocar um crescimento minimamente sustentado do preço.

Sem isso, é mesmo uma jogo de baixa probabilidade.

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Bom dia,

Caro Ramiro,

De facto não era preciso o emitente ter informação interna; bastava existir um pouco de conhecimento da situação da Nokia no contexto do mercado de telemóveis e telecomunicações. Pela altura que fez o produto, o sistema operativo Symbian da Nokia estava já em rota descendente, impulsionada pela crescente popularidade do iPhone e pela sua estagnação. Já existia o Android por esta altura, mas ainda sem grandes equipamentos.

A Nokia, neste SO e na equipa que o estava a desenvolver, mostrou sucessivamente a sua incapacidade de adaptação ao mercado e às necessidades do mesmo, com as atualizações que foram sendo feitas e os novos lançamentos de produto. E depois disto... bem, apareceu o Android, e cresceu de forma tão galopante que a única que conseguiu crescer e resistir foi a Apple, a marca do iPhone. Era expectável e previsível esta situação; a história mostra-nos que uma empresa que não se consegue adaptar em tempo útil às necessidades do mercado onde se insere acaba por ser fatalmente afetada.

Quem ganhou com esta explosão do Android foi apenas e principalmente a Samsung, mas outras marcas conseguiram diversificar mais e aumentar o seu portfolio, ganhando peso no mercado de telecomunicações pese embora os prejuízos que apresentam da aplicação deste SO nos seus smartphones (nem tudo podiam ser rosas), como a LG e a Sony.

O Android conta agora com mais de 80% do mercado, tendo o iPhone uns 10-12% de mercado (não tenho de cor), e sobrando para Nokia e Blackberry o remanescente do mercado de smartphones, que como já deve ter percebido, é comparativamente residual. E realço - esta situação era previsível, porque o Android era o único sistema operativo que demonstrava capacidade de adaptação a muitas ou todas as necessidades de mercado, desde os aparelhos de gama baixa aos de gama alta, passando pelos de gama média. Adicionalmente, tem bases em Linux, o que significa que é extremamente moldável e adaptável quer aos interesses do consumidor quer aos do fabricante.

Como pode ver, caro Ramiro, até lhe podiam oferecer 4000% de remuneração no primeiro ano com a tal valorização a ocorrer - não iria acontecer, simplesmente. A "armadilha" deste produto complexo era a Nokia. Infelizmente não tenho conhecimento da situação da Du Pont, mas a Gazprom tem muita força nos mercados onde se insere. Infelizmente, receio bem que tenha sido um dos que foi enganado com o produto.

Suspeito bem que já tenham feito a tal taxa de 42,5% de propósito, em conjugação com o capital garantido, para aliciar os investidores.

Relativamente ao tópico: não me parece uma boa aposta. Além da probabilidade muito alta de nada receber, ainda por cima a remuneração que tem são apenas 3% para 12% ou mais de valorização, o que acho abusivo. Mais valia apostar no futuro que o produto refere, porque perder capital, a perder, dificilmente perde muito, e se o petróleo subir duvido que sejam os 12% que refere.

Boa tarde, Tiago Pereira.

Agradeço o seu lúcido esclarecimento. De facto, no momento em que fiz a aplicação, eu não era conhecedor (nem agora sou, confesso) da especificidade das áreas em que atuam aquelas 3 empresas. Sabia apenas que, na altura e pelo que lia nos jornais, quer a Nokia, a Gazprom ou a Du Pont, eram líderes nos seus ramos de negócio (comunicações, energia e indústria) e... pouco mais.

Ora, isso bastou-me para eu atribuir "credibilidade" à aplicação. Depois, recordo-me bem, o "negócio" foi-me apresentado pelos responsáveis do banco como "muito interessante" (recordo-me bem desse almoço e de ter interpelado os 2 funcionários do banco relativamente à taxa desmesurada, já naquela altura).

Enfim, não os posso culpar pela decisão de compra que tomei - a responsabilidade é totalmente minha - mas... eles souberam muito bem "promover o produto" e aliciar-me para a compra. Repito, não os posso culpar por isso, por esta minha asneirola! Eles fizeram o seu papel de "vendedores". Eu é que fui um anjinho ao acreditar nas suas análises de rendibilidade e em seguir o conselho que me deram... Mas serviu-me de lição!!

Presentemente, tenho uma ideia muito diferente (para pior) dos FA. Vejo-os como "vendedores de feira", que apenas se preocupam em vender o que trazem em portfólio. Para eles, o "cliente" é apenas o meio para atingir esse fim (o incremento das vendas), não estando, o cliente, no centro das suas preocupações. Longe disso. Digo isto com um certo desencanto, mas é a mais pura das verdades. Eu sei que a vida nas empresas (e então na banca...) está uma "selva" (acho que até podia tirar as aspas) e que os funcionários têm que apresentar resultados, dê por onde der...

Agora, relativamente a este produto (http://web3.cmvm.pt/sdi2004/pfc/docs/fsd15390.pdf), só me resta mesmo "rezar" para que, passados estes 5 anos em que tenho lá o dinheiro preso - sem receber 1 único cêntimo de rendimento -, não o venha a PERDER completamente. O risco é sério...

Foi uma infelicidade para mim entrar nesta Autocall...

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Boa tarde, Tiago Pereira.

Agradeço o seu lúcido esclarecimento. De facto, no momento em que fiz a aplicação, eu não era conhecedor (nem agora sou, confesso) da especificidade das áreas em que atuam aquelas 3 empresas. Sabia apenas que, na altura e pelo que lia nos jornais, quer a Nokia, a Gazprom ou a Du Pont, eram líderes nos seus ramos de negócio (comunicações, energia e indústria) e... pouco mais.

Ora, isso bastou-me para eu atribuir "credibilidade" à aplicação. Depois, recordo-me bem, o "negócio" foi-me apresentado pelos responsáveis do banco como "muito interessante" (recordo-me bem desse almoço e de ter interpelado os 2 funcionários do banco relativamente à taxa desmesurada, já naquela altura).

Enfim, não os posso culpar pela decisão de compra que tomei - a responsabilidade é totalmente minha - mas... eles souberam muito bem "promover o produto" e aliciar-me para a compra. Repito, não os posso culpar por isso, por esta minha asneirola! Eles fizeram o seu papel de "vendedores". Eu é que fui um anjinho ao acreditar nas suas análises de rendibilidade e em seguir o conselho que me deram... Mas serviu-me de lição!!

Presentemente, tenho uma ideia muito diferente (para pior) dos FA. Vejo-os como "vendedores de feira", que apenas se preocupam em vender o que trazem em portfólio. Para eles, o "cliente" é apenas o meio para atingir esse fim (o incremento das vendas), não estando, o cliente, no centro das suas preocupações. Longe disso. Digo isto com um certo desencanto, mas é a mais pura das verdades. Eu sei que a vida nas empresas (e então na banca...) está uma "selva" (acho que até podia tirar as aspas) e que os funcionários têm que apresentar resultados, dê por onde der...

Agora, relativamente a este produto (http://web3.cmvm.pt/sdi2004/pfc/docs/fsd15390.pdf), só me resta mesmo "rezar" para que, passados estes 5 anos em que tenho lá o dinheiro preso - sem receber 1 único cêntimo de rendimento -, não o venha a PERDER completamente. O risco é sério...

Foi uma infelicidade para mim entrar nesta Autocall...

O mercado é sempre uma lotaria, por mais que se estude, que se olhe para gráficos disto e aquilo, que haja tendências, a verdade é que de um momento para o outro as coisas podem mudar.

O que disse o Tiago é verdade, mas também na verdade é sempre fácil falar depois das coisas acontecerem, imagine que bastava no final desse ano a Nokia anunciar qualquer coisa, por exemplo a implementação do windowsphone, nessa altura e secalhar teriamos a valorização necessária para a aplicação acabar e reembolsar o capital mais os 42,50% de taxa.

Eu não acredito em teorias de conspiração, porque mesmo o banco não sabe o que poderá acontecer, a única coisa que podem olhar é para as tais tendências de mercado como disse o Tiago, a Nokia parecia comecar a estar a dar sinais de decadência, mas é como eu digo, e se houvesse algum noticia de última hora?

Pelo mail enviado plo meu PFA há uns dias, existe agora um sobre os indices PSI20 e IBEX35, acho que é a 3 anos e no fim se ambos subirem recebe-se sem limite a valorização ou um apercentagem da valorização, nem me recordo.

O banco tem ideia de como vão estar estes indices daqui a 3 anos? fizeram a aplicação a pensar que os indices vão estar pior e portanto querem entalar o pessoal? também tem perda de capital se algum deles não valorizar, 20% se me recordo...

Uma vez que tudo em mercado é quase uma incógnita sou da opinião que é tipo lotaria, eu até acredito que ambos os indices vão estar acima daqui a 3 anos, mas não vou subscrever porque são tipo de aplicações que não gosto, prefiro ter risco de crédito de identidades (Obrigações, CLNs, Seguros) do que estar ao sabor do mercado accionista, esse só mesmo em fundos de acções.

E volto a dizer, há vários produtos estruturados, uns de obrigações, acções, depósitos, não se deve meter tudo no mesmo saco.

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E volto a dizer, há vários produtos estruturados, uns de obrigações, acções, depósitos, não se deve meter tudo no mesmo saco.

Sim, compreendo que existam diferenças, mas como tive várias más experiências (nomeadamente, com o malfadado "retorno absoluto" do BPP e agora esta, diferente nos contornos, mas que poderá ser igualmente penalizadora, do "Autocall" ou lá como lhe chamam), estas situações, dizia, deixaram-me doente mas... "vacinado"!

Como diz o povo..."À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer e à terceira, só cai... quem é parvo". Ora, com as "porradas" (desculpem o termo) que eu tenho levado, só tenho mesmo que aprender com os erros e deixar de ser... "parvo". É por essa razão que... produtos estruturados, comigo, NUNCA MAIS!

Foi por isso que vim aqui há dias perguntar aos amigos deste fórum se um produto chamado “Fundo PPR BIG TAXA PLUS” (https://www.bigonline.pt/OndeInvestir/PPR/PPRTaxaPlus), que uma menina FA da 24 de julho anda afanosamente a tentar vender-me, se era um produto de confiança (i.é., que garanta um rendimento razoável por 2 ou 3 anos, sem ter que eu ficar "com o coração nas mãos" com receio de perder o meu dinheiro). Não quero mais entrar nessa lotaria dos "estruturados" ou "retornos absolutos". Acabou!

Já agora, os amigos sabem dizer-me onde posso manter-me informado sobre a "cotação" atualizada deste Autocall? http://web3.cmvm.pt/sdi2004/pfc/docs/fsd15390.pdf     

 

Fartei-me de procurar na Net e não encontrei nada.

Obrigado.

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Sim, compreendo que existam diferenças, mas como tive várias más experiências (nomeadamente, com o malfadado "retorno absoluto" do BPP e agora esta, diferente nos contornos, mas que poderá ser igualmente penalizadora, do "Autocall" ou lá como lhe chamam), estas situações, dizia, deixaram-me doente mas... "vacinado"!

Como diz o povo..."À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer e à terceira, só cai... quem é parvo". Ora, com as "porradas" (desculpem o termo) que eu tenho levado, só tenho mesmo que aprender com os erros e deixar de ser... "parvo". É por essa razão que... produtos estruturados, comigo, NUNCA MAIS!

Foi por isso que vim aqui há dias perguntar aos amigos deste fórum se um produto chamado “Fundo PPR BIG TAXA PLUS” (https://www.bigonline.pt/OndeInvestir/PPR/PPRTaxaPlus), que uma menina FA da 24 de julho anda afanosamente a tentar vender-me, se era um produto de confiança (i.é., que garanta um rendimento razoável por 2 ou 3 anos, sem ter que eu ficar "com o coração nas mãos" com receio de perder o meu dinheiro). Não quero mais entrar nessa lotaria dos "estruturados" ou "retornos absolutos". Acabou!

Já agora, os amigos sabem dizer-me onde posso manter-me informado sobre a "cotação" atualizada deste Autocall? http://web3.cmvm.pt/sdi2004/pfc/docs/fsd15390.pdf     

 

Fartei-me de procurar na Net e não encontrei nada.

Obrigado.

Mas o esse PPR do BiG não é um estruturado, não se deve confundir as coisas.

A cotação só é disponibilidade pelo Best, a entidade reguladora que regula as cotações transmite essa informação semanal ao banco, peça á sua/seu PFA que ele diz-lhe, porque não tenho conhecimento de outra forma de a saber.

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A cotação só é disponibilidade pelo Best, a entidade reguladora que regula as cotações transmite essa informação semanal ao banco, peça á sua/seu PFA que ele diz-lhe, porque não tenho conhecimento de outra forma de a saber.

Obrigado, David.

Julgava que a cotação deste produto "Autocall" tivesse visibilidade pública. Se não a tem, então resta-me "pedir" que me informem, semanalmente, como vai a evolução deste "bazófias" que adquiri em 2009.

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