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Idade decide o melhor pé-de-meia

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Entre depósitos, certificados, obrigações e fundos, explicamos a melhor estratégia para conseguir uma boa poupança para os filhos  Poupar para o futuro dos filhos é importante de modo a garantir que, quando for necessário, existe dinheiro para pagar a universidade, comprar o primeiro carro ou financiar a viagem de finalistas. Daí que muitos pais tenham a preocupação de organizar uma poupança para os mais novos. Mas, com frequência, surge a dúvida: qual a melhor solução para rentabilizar o dinheiro?

Analisámos as propostas dos bancos e visitámos alguns balcões. Concluímos que as contas de poupança para crianças e jovens têm um rendimento pouco interessante, inferior ao das melhores contas de depósito dirigidas a "adultos". Quanto aos balcões que visitámos, foram quase unânimes em aconselhar depósitos a prazo, mesmo não sendo a melhor opção para todas as idades. Pior foi a taxa anual líquida apresentada: 2 por cento.

Como a idade das crianças é um fator decisivo na escolha do produto, devido ao prazo do investimento, apresentamos-lhe as melhores soluções para fazer um pé-de-meia para os seus filhos. Para tal, basta verificar em que escalão etário eles se inserem (até aos 10 anos, entre os 11 e os 18 ou mais de 18 anos).

Siga os nossos conselhos para o Rafael, para a Bruna e para a Bárbara. Para cada escalão, indicamos a melhor estratégia de investimento de modo a rentabilizar ao máximo as poupanças e os produtos que são Escolha Acertada.

Taxas baixas para crianças e jovens

Dos 20 preçários que analisámos, 13 apresentavam produtos para crianças ou jovens. As propostas vão desde contas à ordem ou a prazo até seguros de capitalização ou planos mutualistas.

  As melhores propostas de poupanças para os menores estão no Banco Popular e no Montepio.

Para os mais novos o potencial de rendimento é superior quando se investe em produtos de longo prazo.

 

O problema é que nenhum dos produtos proporciona, no primeiro ano, um rendimento superior ao dos melhores depósitos tradicionais a 12 meses.

As melhores propostas para os menores estão no Montepio e no Banco Popular e são de 2,2% líquidos. Já os melhores depósitos tradicionais chegam aos 3% de rendimento líquido. A única vantagem das contas para jovens é permitirem entregas regulares de baixo valor: útil como destino do dinheiro que as crianças recebem de familiares.

O nosso teste prático aos balcões do BPI, Banco Espírito Santo, Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp também não deu grandes frutos. Com exceção de um dos funcionários do Santander Totta, os restantes foram unânimes em recomendar depósitos a prazo como a melhor solução.

Na verdade, estes nem sempre são a melhor opção, sobretudo quando falta muito para o filho completar 18 anos. Para piorar, a maioria das taxas propostas foi muito baixa (a mais elevada foi de 2%) ou, quando apresentavam taxas um pouco melhores, só incidiam sobre parte da poupança. A idade da criança nunca foi relevante para o aconselhamento. Apenas num dos balcões do Santander Totta foi aconselhado um produto com capital garantido, com o rendimento indexado a ações e que renderia mais do que um depósito a prazo.

Melhor rendimento no longo prazo A escolha de um produto de poupança, que só vá ser usado a partir dos 18 anos, irá depender de três fatores: da idade da criança ou jovem na data da contratação, de pretender ou não aceder ao dinheiro a qualquer momento e do risco que os pais estão dispostos a correr.

Para os mais novos, o potencial de rendimento é superior quando se investe em produtos de longo prazo. Embora envolvam algum risco, por incluírem ações, como o prazo é longo, dá tempo para recuperar eventuais perdas. Neste campo, os fundos mistos são a melhor solução, por serem uma forma diversificada de investir em ações e obrigações.

Segundo a percentagem aplicada em ações, pode optar por fundos defensivos (30%), neutros (entre 30 e 50%) ou agressivos (mais de 50 por cento). Quanto maior a percentagem daquelas, maior o rendimento potencial e o risco. A nossa Escolha Acertada recaiu sobre os fundos mistos neutros. Mas, para pais que não se importem de arriscar um pouco mais em troca de um rendimento superior, a melhor opção é o fundo Crédito Suisse Portfolio Fund (L) Growth Euro B. Este produto pode ser subscrito no ActivoBank e teve uma rentabilidade anual de 2,3% e de 4,8% a 5 e 3 anos, respetivamente.

      O nosso estudo

Teste prático em 5 bancos

  Analisámos o preçário de 20 bancos para verificar se dispõem de produtos de poupança para crianças e jovens. Fizemos ainda um teste prático nos balcões dos cinco maiores bancos.

Apresentámo-nos como pais de uma criança de 3 anos e um jovem de 15 anos com 1000 euros de cada uma para aplicar. Contávamos ainda investir cerca de 100 euros todos os meses, mas com liberdade para alterar o valor a aplicar. Em cada local, perguntámos que produtos nos conselhavam para rentabilizar o dinheiro até completarem os 18 anos. As visitas decorreram em abril de 2013.

     

Entre os 11 e os 18 anos o fator "risco" deve ser considerado. Perto dos 11 anos, quem estiver disposto a arriscar um pouco e, em troca, obter um rendimento superior, pode apostar em fundos mistos defensivos.

Os produtos sem qualquer risco têm um rendimento mais baixo, como os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro. Contudo, tem sempre o dinheiro disponível e, à partida, pode fazer reforços quando quiser.

São mais indicados para quem pode precisar do dinheiro em qualquer momento, ou, no caso dos filhos, quando estão perto de entrar para a faculdade ou de tirar a carta de condução, por exemplo.

As Obrigações do Tesouro são um produto de baixo risco, mas só interessam a quem não faz questão de ter o dinheiro disponível em breve e não pretende fazer reforços. Têm ainda outro inconveniente: mínimo de 2500 euros, para diluir os custos de transação (a aquisição dos títulos é feita em Bolsa). Trata--se de uma poupança de médio e longo prazo (3 a 10 anos), com um rendimento superior ao dos depósitos e certificados. Para estes prazos, pode atingir os 4,2% líquidos.

Um investidor mais cuidadoso, mas que queira garantir um bom rendimento, deve diversificar ao combinar vários produtos.

Ou seja, abrir um depósito a prazo para garantir alguma liquidez, comprar Obrigações do Tesouro para aumentar o rendimento com segurança e investir num fundo misto, para rentabilizar melhor o dinheiro. Confira as Escolhas Acertadas na página 35, em função da idade da criança.

fonte:jornaldenegocios

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Para entrega única sugiro aproveitar os CTPMs, cuja taxa vai baixar em Fevereiro, mas para já continua a ser das aplicações com melhor retorno/risco para um prazo de 5 anos. Estão neste momento bem melhores que as obrigações do tesouro.

Depósitos a prazo, Banco Invest e Banco Privado Atlântico têm das melhores taxas a 1 ano, embora os montantes mínimos de constituição possam ser alguma barreira (5.000 e 2.500€ respectivamente)

Fundos é um conselho intemporal (ou quase). O que estava escrito antes pode perfeitamente ser aplicado hoje. Quanto muito pode estar um ou outro fundo em destaque, por ter sido exemplo de boa gestão ao longo do tempo.

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Agradeço desde já a sua resposta.

Estive a fazer uma leitura no sítio do aforronet e fiquei com uma dúvida: os juros são transferidos anualmente para a minha conta, correcto? e a verba inicial, por exemplo: 2000 mil escuros e também movimentada para a minha conta ao fim dos 5 anos ou podem ficar mais 5 anos, sendo esse o desejo do titular? sendo o máximo do investimento de cada titulo de 10 anos. Entendi bem?

Cumprimentos

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Penso que está a fazer confusão entre os vários produtos.

Os certificados de aforro podem durar até 10 anos, mas não distribuem juros anuais. São todos capitalizados. Só no momento do resgate é que vai dinheiro para a nossa conta.

Os certificados de tesouro poupança mais duram no máximo 5 anos, pagam juros anuais na nossa conta bancária, e o capital é devolvido no final dos 5 anos.

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Muito bem, agora entendi! Obrigada pelo esclarecimento ;)

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