1Escudo

Obrigações do Banif não compensam risco associado ao banco

34 publicações neste tópico

A Associação de Investidores e Analistas Técnicos aconselha os investidores a informarem-se bem antes de irem ao aumento de capital do Banif e considera que a remuneração das obrigações não é proporcional ao risco do banco.

 

"Relativamente às obrigações, os investidores têm de ponderar se a taxa oferecida é ajustada ao risco da instituição", disse o presidente da ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado, Otávio Viana, para quem a taxa de juro oferecida nas obrigações (7,5% anual) "não acompanha, em termos comparativos a outros investimentos obrigacionistas em empresas cotadas e com um 'rating' melhor".

Otávio Viana considera "inequívoco que se está perante uma instituição de alto risco, considerando as características do Banif (pertence ao sector financeiro, teve de receber 1.100 milhões de euros de dinheiros públicos que deixou o Estado com cerca de 99% do banco e em que foram descobertas várias operações com elevados prejuízos).

Assim, adiantou, os "investidores podem perder capital investido", pelo que os aconselha a ponderar bem os riscos que estão dispostos a assumir quando decidem comprar dívida do banco.

Quanto à compra de acções do Banif, o presidente da ATM diz que depende do "perfil de risco" que o investidor está à procura.

O presidente da ATM disse que teve contactos com investidores que se sentem "atraídos" pelo preço das acções, um cêntimo, mas alerta para as consequências associadas ao baixo preço e ao elevado número de acções colocadas à venda, já que a elevada dispersão de acções tornará "mais difícil um movimento de preços no sentido ascendente".

Isto porque, explicou, com um elevado número de ações em negociação, uma alteração mesmo que aparentemente pequena no preço das acções implicaria uma variação significativa no valor de mercado do banco.

Por exemplo, se as ações do Banif estiverem a dois cêntimos em bolsa e subirem para 4 cêntimos, significa uma duplicação da capitalização bolsista do banco e, logo, do seu valor de mercado.

Quanto à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente da ATM disse que esta tem cumprido o seu papel de supervisionar a operação: "Está a acompanhar de muito perto e com razão. Não numa atitude paternalista, de recomendar se investidores devem investir ou não, mas de saber se têm a informação conivente para poderes decidir em consciência", disse.

Otávio Viana afirmou ainda que, no caso específico, dos títulos que são vendidos aos balcões do próprio banco é preciso assegurar que estão a ser cumpridos os deveres de informação, uma vez que "a sobrevivência do Banif depende do próprio aumento de capital".

Os investidores enfrentam ainda o risco de diluição das suas acções logo a partir do momento em que as compram, uma vez que o Banif não reembolsou o Estado em 150 milhões de euros como previsto até final de Junho, dando a possibilidade ao Estado de converter as obrigações que detém em acções especiais. Isso iria provocar uma imediata diluição das acções.

Na passada segunda-feira, arrancou um aumento de capital do Banif no montante de 100 milhões de euros, com a venda ao público de acções a um cêntimo.

Este aumento de capital é acompanhado por uma emissão de obrigações (com maturidade de três anos e uma taxa de juro anual fixa de 7,5%), a qual está reservada aos detentores de acções.

O banco realizou a 26 de Junho a primeira fase do seu aumento de capital social, em 100 milhões de euros, numa operação que foi subscrita pelos principais accionistas, o que permitiu adiar a restante injecção de capital que levará o Estado deixar de ter o controlo do banco. Esta segunda fase do aumento de capital termina a 19 de Julho.

Fonte: Económico com Lusa

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Agradeço a partilha.

Como cliente do Banif e tendo lá um capital considerável, estas notícias assustam-me...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Agradeço a partilha.

Como cliente do Banif e tendo lá um capital considerável, estas notícias assustam-me...

x2

mas o FGD serve para nos descansar.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

x2

mas o FGD serve para nos descansar.

Eu já passei por uma situação muito penosa e desgastante no BPP e não quero voltar a passar por aquele martírio. Aquilo roubou-me anos de vida, acreditem!... Não quero sequer estar próximo de uma situação semelhante...

Acham que o Banif corre um risco sério de insolvência? Se sim, amanhã corro para lá e levanto o meu dinheiro até ao último cêntimo!!!

Aliás, tenho esta semana a vencer-se no Banif um DP de montante considerável e, por acaso, até estava a pensar renová-lo (se a taxa agradasse). Mas se for assim... VADE RETRO!!!... levanto o dinheiro e ponho-o noutro lado, onde possa dormir descansado. A minha saúde e idade não aguentariam outro BPP...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O meu DP vence em meados de Agosto e ainda não ponderei o que fazer.

Não penso que vá dar em insolvência, pois já lá investiram muitos milhoes de €.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O meu DP vence em meados de Agosto e ainda não ponderei o que fazer.

Não penso que vá dar em insolvência, pois já lá investiram muitos milhoes de €.

Eu tenho que ponderar estes dias o que fazer. O meu DP vence-se esta semana.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu já passei por uma situação muito penosa e desgastante no BPP e não quero voltar a passar por aquele martírio. Aquilo roubou-me anos de vida, acreditem!... Não quero sequer estar próximo de uma situação semelhante...

Acham que o Banif corre um risco sério de insolvência? Se sim, amanhã corro para lá e levanto o meu dinheiro até ao último cêntimo!!!

Aliás, tenho esta semana a vencer-se no Banif um DP de montante considerável e, por acaso, até estava a pensar renová-lo (se a taxa agradasse). Mas se for assim... VADE RETRO!!!... levanto o dinheiro e ponho-o noutro lado, onde possa dormir descansado. A minha saúde e idade não aguentariam outro BPP...

Era um DP que tinha no BPP?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Era um DP que tinha no BPP?

Não tinha propriamente esse nome (chamavam-lhe "retorno absoluto"), mas foi-me vendido como tal. Estive (eu e mais cerca de 3500 clientes do BPP) 14 meses sem poder tocar no meu dinheiro. Não imagina o calvário por que passei na altura (2009), as reuniões a que fui, os Kms que fiz, o dinheiro que gastei com advogados e até com médicos! Não posso passar por outra situação idêntica. A minha saúde não o permite. Desculpe, mas só de falar deste assunto fico doente...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Não tinha propriamente esse nome (chamavam-lhe "retorno absoluto"), mas foi-me vendido como tal. Estive (eu e mais cerca de 3500 clientes do BPP) 14 meses sem poder tocar no meu dinheiro. Não imagina o calvário por que passei na altura (2009), as reuniões a que fui, os Kms que fiz, o dinheiro que gastei com advogados e até com médicos! Não posso passar por outra situação idêntica. A minha saúde não o permite. Desculpe, mas só de falar deste assunto fico doente...

Curiosidade...tem alguma FIN desse tipo de produto "retorno absoluto" :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Curiosidade...tem alguma FIN desse tipo de produto "retorno absoluto" :)

Amigo, "papéis" sobre este processo é o que eu tenho mais, mas desculpe não vou colocar aqui essas coisas. A designação que deram à aplicação que eu tinha no BPP foi de "Retorno Absoluto de Investimento Indireto Garantido" (usavam a sigla RAIIG).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O maior problema do BPP foi que venderem esses produtos "Retorno Absoluto" à fartazana, como se fossem DPs. No entanto, isso era completamente mentira. Nunca tiveram qualquer cobertura do FGD.

As pessoas que tinham verdadeiros depósitos a prazo no BPP foram reembolsadas na totalidade (dentro do limite dos 100.000) até dois meses depois.

As pessoas que tinham os retornos absolutos, como foi o caso do Ramiro, é que passaram as passinhas do Algarve, tendo entrado apenas o SII ao barulho, pelo que penso que houve umas boas perdas para quem tinha grandes montantes.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Amigo, "papéis" sobre este processo é o que eu tenho mais, mas desculpe não vou colocar aqui essas coisas. A designação que deram à aplicação que eu tinha no BPP foi de "Retorno Absoluto de Investimento Indireto Garantido" (usavam a sigla RAIIG).

As FINs das aplicações são publicas e publicadas na CMVM, não é nada de obscuro :) como já não estão na CMVM, plo menos não as vejo, tinha curiosidade em ver alguma desse tipo de aplicação, era apenas isso.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O que eu pergunto é, quem investiu nesse produto de retorno absoluto não sabia, através da FIN, que aquilo não era um DP e que não estava abrabgido pelo FGD?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Provavelmente não deram por isso. Fiaram-se nas palavras dos gestores e não tiveram olho crítico para o documento. Se é que os do banco lhes deram mesmo uma FIN....

Na realidade, pergunto-me quantas pessoas costumam ler a papelada toda com atenção...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Provavelmente não deram por isso. Fiaram-se nas palavras dos gestores e não tiveram olho crítico para o documento. Se é que os do banco lhes deram mesmo uma FIN....

Na realidade, pergunto-me quantas pessoas costumam ler a papelada toda com atenção...

Para além de que por vezes os gestores de conta faziam-se acompanhar assim por umas beldades... é o que ouvi falar ahaha

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Já agora, e por curiosidade também, quanto é que o Ramiro tinha lá no BPP?

Sim, e uma FIN desse produto era bom de se ver, ao menos conseguiriamos opinar aqui sobre o assunto

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Já agora, e por curiosidade também, quanto é que o Ramiro tinha lá no BPP?

Sim, e uma FIN desse produto era bom de se ver, ao menos conseguiriamos opinar aqui sobre o assunto

Este assunto está nos tribunais, portanto, acho que nem devo falar muito disso aqui. Com a justiça que temos, o mais certo é o caso eternizar-se, mas a associação que foi criada para defender os interesses dos clientes do "retorno" (Privado Clientes) está a fazer, creio eu, um bom trabalho, dentro do possível. Eu, como a grande maioria dos clientes do "retorno" que estavam na mesma situação, aderimos ao FEI, o que mitigou um pouco as perdas.

Eu tinha duas aplicações idênticas neste produto, distanciadas de 6 meses, no qual o BPP assegurava não só uma taxa de remuneração garantida, como garantia também, como é óbvio, na maturidade, a totalidade do capital investido. Nunca ninguém colocou isso em dúvida.

Toda esta "estória" foi muito, muito penosa para mim (psicológica e financeiramente) e não quero sequer pensar que algo parecido pode voltar a passar-se comigo. Por essa razão, tenho agora cuidados redobrados. Como tenho conta no Banif  e um DP que se vence daqui a uns dias, procuro certificar-me da melhor aplicação para as minhas poupanças... "gato escaldado...".

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

E qual era o juro proposto nesse investimento?

Muita gente nunca desconfiou das grandes rentabilidades destes produtos pois o lucro está acima de tudo nessas alturas, no BPN chegava aos 14% e mais apenas num deposito a prazo foi bom enquanto durou.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

As taxas de juro "garantido", no meu caso, foram de 4,5 % e 5, 3 % ao ano, líquidas (tinha 2 aplicações e isto há cerca de 6 anos atrás), mas a rendibilidade final, habitualmente, era superior. Aquelas eram as taxas "garantidas", portanto, "garantiam" que a rendibilidade nunca seria inferior a isso. Aliás, sempre nos venderam estes produtos de "retorno absoluto" como sendo de CAPITAL E JURO GARANTIDO.

Foi por serem de capital e juro garantidos, que estes produtos tiveram tanto sucesso junto dos aforradores conservadores. Estamos a falar, na sua grande maioria, de gente sem grandes conhecimentos financeiros, que viam na SEGURANÇA o principal atrativo do produto (para não falar do rendimento razoável que dava, é evidente). Havia clientes com "apenas" 25K (creio que era esse o limite mínimo de acesso à aplicação), portanto, como podem ver, não estamos a falar de "grandes capitalistas" (embora também os houvesse, admito-o, mas em clara minoria).

Os clientes do "retorno absoluto" não eram os "big shots" da finança, não eram especuladores bolsistas. Pelo contrário, era, no geral, gente da classe média que, muitos deles, confiaram as poupanças de uma vida ao banco.

Muitos, como eu, foram levados pela publicidade do banco no Expresso, onde figuras públicas de reputação insuspeita e com relevância nacional em diversas área, como Manuel Alegre, Agustina Bessa Luís, Proença de Carvalho, Pacheco Pereira e tantos, tantos outros - lembram-se? -, davam a cara pelo banco, falando, precisamente, dos valores da SEGURANÇA e da PRUDÊNCIA, e aconselhando estes produtos, de capital e taxa garantidas.

Enfim, foi um momento negro na minha vida, que, acreditem, não me agrada nada recordar.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Será que precisa de continuar a "arriscar" o seu capital... na procura da melhor taxa?

Depois dessa "experiência" parece-me que deveria acalmar um pouco!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Será que precisa de continuar a "arriscar" o seu capital... na procura da melhor taxa?

Depois dessa "experiência" parece-me que deveria acalmar um pouco!...

É curioso o amigo utilizar o verbo "arriscar", quando falamos de DP. Onde chegámos...

Julgo não estar a "arriscar" o meu "capital", quando procuro encontrar, de forma diligente e dentro da atual oferta de mercado, uma boa aplicação para as minhas poupanças que tanto custaram a amealhar. Esta é uma responsabilidade/exigência que impende sobre cada um de nós, a menos que pretendamos ser considerados uns grandes lorpas/iletrados financeiros (é desses que os bancos gostam!), o que não é, propriamente, o meu caso...

Procuro diversificar o mais possível as minhas aplicações. Decidi que uma parte delas (30% dos meus ativos) deve estar aplicada em produtos "sem risco". No meu caso optei pelos DP. Ora sempre que se vence um desses DP (atualmente, tenho apenas 2), quando se vencem esses DP, dizia, acho que tenho a obrigação de efetuar uma análise do mercado e ver quais são as instituições financeiras que apresentam, para os montantes que tenho para aplicar, a melhor taxa de juro. Faço sempre esse escrutínio. Aliás, não estaria a proceder bem se não o fizesse.

Nunca deixo o meu dinheiro "parado". Pelo contrário, procuro sempre tê-lo aplicado nas melhores aplicações, que a prudência e razoabilidade (e os meus cabelos brancos) aconselham.

Não penso estar errado.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu julgo que o ABCD se referia à incursão pelo BPP. O BPP nunca fez parte da chamada Banca tradicional e daí o eventual risco. (Digo eu).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu julgo que o ABCD se referia à incursão pelo BPP. O BPP nunca fez parte da chamada Banca tradicional e daí o eventual risco. (Digo eu).

E julga bem, pois este tópico não fala em DP. Mas cada qual deve decidir os seus investimentos de acordo com as suas capacidades e ambições!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu julgo que o ABCD se referia à incursão pelo BPP. O BPP nunca fez parte da chamada Banca tradicional e daí o eventual risco. (Digo eu).

Essa da "banca tradicional" é uma questão de semântica... E o Invest, o Finantia, o Privat, etc. pertencem à "banca tradicional"? Será por causa disso, dessa classificação, que devem ficar de fora das nossas escolhas?

Eu fui cliente do BPP durante 5 ou 6 anos e, para ser franco, não vejo grande diferença no atendimento / relacionamento com o cliente, se comparado com os "banco de nicho" de hoje em dia (como o Best, Big, Ativo, etc), dos quais sou também cliente. O que correu mal no BPP foi, em 1º lugar a gestão e, logo a seguir (e indissociável) a SUPERVISÃO do BdP. Mas não fosse a desgraçada crise financeira de 2008, ainda hoje teríamos o banco...

Mas deixemos isso. Águas passadas...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigado por partilhar a sua experiência Ramiro, realmente aquilo foi uma confusão de todo o tamanho, se fosse comigo não sei como seria, eu lido mal com trafulhices e ainda para mais envolvendo o dinheiro que as pessoas amealharam...eu sei bem que as pessoas muitas vezes só ouvem o que querem, mas os bancos muitas vezes simplificam demais a descrição dos produtos.

Nesta situação a máxima de diversificação dos investimentos aplica-se que nem uma luva...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead