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Depósitos nos bancos portugueses crescem pelo segundo mês

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Os montantes depositados por famílias e empresas aumentaram 586 milhões de euros em Abril. Taxas de juro oferecidas aos particulares e empresas desceram.  O resgate a Chipre e as novas medidas de resolução de bancos na União Europeia não abalaram a confiança dos portugueses na banca. Quer as empresas, quer as famílias reforçaram os depósitos em Abril, de acordo com os dados publicados esta quarta-feira no portal estatístico do Banco de Portugal.

Os depósitos das famílias aumentaram em 276 milhões de euros face a Março, para um total de 131,2 mil milhões de euros, marcando três meses consecutivos de crescimento. A tendência foi também positiva nas empresas, com um acréscimo de 310 milhões para 26,9 mil milhões de euros. No mês anterior tinham “entrado” 625 milhões.

Esta evolução contrasta com a de outros países da Zona Euro. Segundo os dados do BCE vários países registaram um decréscimo dos depósitos de particulares e empresas no acumulado de Março e Abril. Chipre e Grécia destacam-se, apresentando a maior retirada de poupanças.

Foi a 16 de Março que Nicos Anastasiades, presidente de Chipre, anunciou que os depositantes seriam envolvidos no plano de assistência financeira ao país, com as suas aplicações a serem convertidas em acções dos bancos. Pela primeira vez desde o início da crise soberana foram impostas perdas a quem tinha poupanças em depósitos superiores a 100 mil euros.

No dia 25 o novo presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, deu a entender aos jornalistas que a intervenção na ilha cipriota poderia servir de modelo em casos futuros. O novo mecanismo europeu de resolução de bancos, que está em discussão na União Europeia, prevê também o envolvimento dos depositantes acima de 100 mil euros num resgate.

Taxas de juro para particulares descem

Os depósitos das famílias portuguesas registaram uma evolução positiva em cadeia, mas também em termos homólogos, com um crescimento de 0,1%. Isto apesar da remuneração dos novos depósitos ter diminuído de 2,39% para 2,36%, em Abril.

A taxa oferecida às empresas também recuou, com as novas operações a serem remuneradas a 1,89%, contra os 2,06% praticados no mês anterior. O montante depositado embora tenha crescido em cadeia, continua a apresentar uma forte redução na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em Abril ocorreu uma diminuição de 15,1%.

fonte:jornaldenegocios

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