1pedro2

Vamos ter um crash nas bolsas?

11 publicações neste tópico

Como escreveu o senhor, os bancos centrais, de forma a estimular a economia, imprimiram moeda, compraram títulos de dívida e baixaram as taxas de juro para mínimos históricos, ou seja, aumentaram a moeda em circulação. Este nível das taxas de juro baixas não é sustentável a médio longo prazo, porque irá criar inflação, devido ao excesso de moeda em circulação. Os bancos centrais, de forma a combaterem a inflação, terão de diminuir a moeda em circulação, aumentando as taxas de juro. Ora o aumento das taxas de juro tende a baixar as cotações tanto das acções como das obrigações. Eu pessoalmente não acredito muito que haja um crash, porque por enquanto (penso que à excepção da china) não há uma elevada inflação, e quando o houver não creio que vá para valores muito elevados, e, mesmo indo, os bancos centrais não irão aumentar de forma brusca as taxas de juro (por exemplo de 0.25% para 2%)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Se vamos ter um crash nas bolsas? Vamos. De certeza absoluta. E depois desse teremos outro, e depois outro e depois outro...enquanto houver mercados financeiros, haverá crash's. Quando? ninguém sabe...e os que souberem, se forem espertos e quiserem ficar ricos, não dirão nada a ninguém.

Constrói uma carteira equilibrada, e separado desta carteira coloca dinheiro num "fundo de emergência" que te permita fazer face a despesas durante por exemplo 6 meses. E depois relaxa!

Eu tenho um familiar que tem algum dinheiro disponível para investir mas está sempre com medo do próximo crash, então eu sugeri o seguinte:

30% Acções (mesmo que se verifique um crash de 50% do mercado de acções, vocês só perdem 15% do dinheiro total investido da carteira..)

35% Obrigações

35% Fundo Tesouraria/Monetário

Separado desta carteira:

6 meses de despesas num depósito a prazo resgatável a qualquer altura e coberto pelo estado.

Se estiveres com muito receio então no fundo de emergência coloca 12 meses de despesas..ou 24 meses. Agora nunca investir é que acho um erro. Um desperdício.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Mais 1 profeta da desgraça.

Há mais deste tipo de pessoas do que crashs, felizmente.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Mais 1 profeta da desgraça.

Há mais deste tipo de pessoas do que crashs, felizmente.

mesmo...crash de 50% fosga-se até dói só de pensar ::) ::) :) ;)

quando coloquei o texto estava a pensar em algo mais macio...lol

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Bom texto sobre crashes retirado do caldeirão de bolsa do "marcoantonio"

espero que não se importe qualquer problema retiro

Breve História dos Crashes25 Jan 2005 Tema fascinante e igualmente trágico, os Crashes são um dos aspectos mais carismáticos e marcantes dos mercados. Raros e com diversos formatos, existem no entanto algumas concepções erradas do que é um Crash e de qual a sua frequência... O que é um Crash? Um Crash é uma queda abrupta e muito significativa nos mercados não existindo um critério claro sobre o valor mínimo a partir do qual poderemos considerar que se trata de um Crash: há quem defenda que terá de ter uma queda num só dia de pelo menos 8 ou 10% e quem defenda que no global terá de haver uma queda de pelo menos 20% num curto espaço de tempo, sendo que abaixo desse valor toma normalmente o nome mais discreto e menos sonante de correcção. Os Crashes são normalmente produto de uma euforía desmedida e de uma prolongada fase de ascensão exagerada e irracional nos mercados que dá pelo nome de Bolha. Ou seja, por norma o Crash é o resultado natural da Bolha sendo no entanto que é muito imprevisível o quando e o como e de um Crash. Vale a pena ainda sublinhar o período que dá pelo nome de Bear Market, nalguns casos associado ainda a uma situação de depressão económica, um período que tende a arrastar-se no tempo, por vezes por dois ou três anos, com quedas lentas mas diárias e quase constantes que poderão acabar por ser tão ou mais dolorosas do que o próprio Crash em si. Se há uma característica associada aos Crashes essa característica dá pelo nome de pânico. É o denominador comum de todos os Crashes e a sua característica mais marcante. As vendas sucessivas e descontroladas que originam avalanche são produto do pânico dos investidores. O Crash das Tulipas (1634-1637) É provavelmente o primeiro Crash minimamente documentado. Passou-se, imagine-se, em pleno Século XVII na Holanda mas já nessa altura podemos encontrar as características habituais dos Crashes modernos e não deixa de ser, do ponto de vista histórico, extremamente interessante recordá-lo e compará-lo com os Crashes dos mercados modernos. A Bolha das Tulipas iniciou-se com a sua importação da Turquia a partir dos finais dos Sec. XVI quando entretanto a flor foi atacada por um vírus que não a matou mas antes começou a produzir novos padrões, que variavam de Tulipa para Tulipa produzindo assim um artigo raro, procurado e apetecido. Assim e talvez não muito surpreendentemente conhecendo a natureza dos mercados e a irracionalidade que pode atingir os investidores, a cotação das Tulipas começou a subir de tal forma que a dada altura havía investidores dispostos a desfazerem-se de todas as suas poupanças de uma vida ou mesmo dos seus terrenos e das suas casas para adquirir mais Tulipas quando não para adquirir uma única Tulipa, sempre no pressuposto de que a(s) venderíam mais tarde a um preço mais elevado. Num só mês chegaram a registar uma valorização de 20 vezes! Em determinado momento os investidores mais prudentes começaram a desfazer-se do seu espólio provocando uma correcção no valor das Tulipas e não tardou surgiu o efeito de avalanche característico dos Crashes. O que começou por uma correcção mais do que justificada a tanta irracionalidade em torno de um produto de valor subjectivo mas cuja avaliação tinha atingido valores perfeitamente irracionais não tardou e transformou-se em pânico com os investidores a vender a qualquer preço aquilo que tinham comprado a peso de ouro, não que fossem movidos por uma repentina crise de racionalidade mas por puro e simples pânico. Os efeitos deste Crash foram tão profundos que acabou por se transformar numa depressão económica... O Crash de 29 (Outubro 1929) Sem dúvida o mais famoso e marcante Crash da história cujos efeitos de depressão subsequentes se fizeram sentir fortemente durante mais de 3 anos. A queda iniciou-se a 3 de Setembro de 1929 mas fez-se sentir em particular durante o mês de Outubro - mês que a partir de então tem estado ligado a vários períodos negros dos mercados - e ainda notavelmente durante o mês de Novembro. O mercado só pararía de cair no entanto em Julho de 1932 atingindo uma queda global de aproximadamente 90%. A Bolha deveu-se sobretudo ao desenvolvimento industrial e à proliferação e democratização dos transportes. Estes eram o correspondente directo à Internet da década de 90 e a tudo o que se lhe associou. Mais uma vez a irracionalidade atingiu os investidores que a partir de certa altura estavam dispostos a arriscarem todas as suas economias sem conhecer nem os riscos associados aos mercados nem o que exactamente estavam a comprar. Na fase final da Bolha e em particular durante o ano de 1929 ocorreram diversas correcções ou mini-crashes mas o mercado conseguia sempre recuperar destes movimentos e partir para novos máximos. Isso terminou a 3 de Setembro de 1929 quando o mercado iniciou uma correcção da qual não mais recuperou. Ora, aqui vale a pena assinalar uma das características dos Crashes e sobre a qual existem alguns equívocos: a mensagem que passa correntemente é a de que os Crashes se dão no pico da Bolha não sendo no entanto exactamente assim. O Crash inicia-se normalmente como uma correcção que em nada se distingue de muitas outras que provavelmente ocorreram antes o que torna ainda os Crashes mais difíceis de diagnosticar até ser demasiado tarde E foi assim que ocorreu a partir do dia 3 de Setembro de 29 quando o mercado iniciou então uma correcção como outras tantas que tinham ocorrido anteriormente quer em 28 quer durante esse mesmo ano de 29. O que começou por uma mera e natural correcção não tardou a transformar-se em drama. Antes disso, o mercado viria a realizar um mínimo relativo a 4 de Outubro para encetar um falso arranque que terminou a 11 desse mês com um máximo relativo inferior. O mercado foi incapaz de realizar novos máximos! O drama propriamente dito inicia-se a 21 de Outubro com a primeira sessão de quedas realmente fortes e anormais. O segundo dia mais característico e um dos mais importantes do Crash ocorreu a 24 de Outubro, sessão que fica então marcada pelo valor record de acções transaccionadas (o triplo do record anterior à data) e que passou a ser conhecido desde então como «Quinta-Feira Negra», Black Thursday. As sessões mais terríveis ocorreríam após o fim de semana a 28 de Outubro - o dia de maior queda deste Crash com 12.8% e conhecido desde então como «Segunda-Feira Negra de 29», Black Monday - e com a «Terça-Feira Negra», Black Tuesday, a 29 de Outubro, a segunda maior queda, practicamente gémea da do dia anterior com 11.7%... A terceira pior sessão deste período dramático ocorrería a 6 de Novembro, a quarta pior de sempre na história do Dow Jones. O mercado tería a primeira de muitas recuperações inconsequentes apenas em Dezembro desse ano. Um sinal falso de esperança que só terminaría a Julho de 1932. No final, os mercados tinham sido esmagados por um peso de 90% de desvalorização. Verdadeiramente aterrador e sem paralelo na História dos Crashes americanos... O Crash de 87 (Outubro 1987) Trata-se do maior Crash dos tempos modernos e o detentor do record da maior queda num único dia: 22.6% no Dow Jones no espaço de cerca de 6 horas, a 19 de Outubro de 1987 (igualmente conhecida como «Segunda-Feira Negra», Black Monday). No entanto é ao mesmo tempo para muitos autores o Crash menos justificado e mais incompreendido de todos, o mais atípico e ao qual esteve associado pouco pânico, principalmente se tivermos em conta a sua violência. Acontece que este Crash teve uma faceta até então desconhecida dos mercados e da História dos Crashes: foi significativamente amplificado pela execução automática de ordens pelo que muitos investidores venderam «ao preço da chuva» sem terem consciência que o tinham feito. Na verdade nem sequer, em muitos casos, deram qualquer ordem deliberada nesse sentido ou sabiam, nem que aproximadamente, a que preços estavam a vender. Não deixa de ser no entanto curioso que o produto final, em termos gráficos, tenha acabado por ser bastante semelhante ao Crash de 29. Porém, neste caso e por razões particulares, a queda concentrou-se na sua maior parte numa única sessão eclipsando os trágicos records de 1929. Convém sublinhar que a SEC (Securities and Exchange Comission) nasceu com o Crash de 29 por ordem de Franklin Roosevelt sendo uma das suas funções prevenir futuros Crashes entre outras prácticas fraudulentas. E durante algum tempo pensou-se que o mercado estaría livre de novos Crashes. No entanto e por maior que fosse o esforço por parte da SEC para fazer chegar aos investidores informação clara sobre as empresas, esta não tinha qualquer controlo sobre a irracionalidade dos investidores como mais tarde se veio a verificar. Durante a década de 80 viveu-se de novo um período de euforía, época essa em que começou a surgir pela primeira vez a noção de «Nova Economia», noção aliás que viría inclusivamente a sobreviver ao Crash de 87 e a perdurar pela década de 90. Muito sucintamente, o topo dos mercados foi realizado a 25 de Agosto de 87 e tal como em 29 iniciou-se então uma correcção aparentemente inofensiva. A 21 de Setembro o mercado realizava um mínimo relativo e encetava um falso rallye que, de forma extremamente semelhante ao que ocorreu em 29 não foi capaz de trazer o índice para novos máximos. A 5 de Outubro de 1987 o mercado realizava um máximo relativo inferior que tem paralelo com o dia de 11 de Outubro de 1929. A História repete-se: o mercado foi incapaz de realizar novos máximos. Iniciava-se então o período mais dramático com o clímax na sessão de 19 de Outubro e uma outra sessão digna de registo (a sexta pior da história do Dow Jones) a 26 de Outubro. Nos períodos mais dramáticos deste Crash os investidores chegaram a não ter qualquer ideia de que a que preços estavam a vender as suas acções dado que as ordens eram geradas automaticamente (ordens de stop loss) e sem qualquer restrição. O mercado conseguiu livrar-se desta vez de uma depressão - cujo mérito histórico cabe a Alan Greenspan - e quanto aos sistemas, foram introduzidos novos mecanismos por forma a interromper as ordens geradas automaticamente a partir do momento que o mercado atinge um determinado nível de queda, normalmente conhecidos por períodos de consolidação de ofertas. A partir de certo ponto, previamente definido, o título é suspenso obrigando a um período de consolidação, interrompendo as ordens automáticas e dando tempo aos investidores para que tenham conhecimento e consciência de que a que preços estão a tentar vender as suas acções. O Mini-Crash de 97 (Outubro de 97) Não merece, nesta Breve História dos Crashes mais do que uma menção honrosa, pois não constituiu um verdadeiro Crash mas antes um Mini-Crash. As razões para não ser tratado convencionalmente como um Crash prendem-se com a sua situação particular: os seus efeitos foram de curta duração pois o mercado viría a recuperar rapidamente deste Crash e a partir para novos máximos. Isto é, ao contrário de outros Crashes, maiores e mais dignos desse nome, este não marcou o final de uma Bolha, antes surgiu a meio dela. A pior sessão ocorreu a 27 de Outubro de 1997 mas os seus efeitos foram bastante limitadas em grande medida pelas medidas introduzidas nos Sistemas após o Crash de 1987. Na verdade e tornando evidente como este Mini-Crash difere dos restantes aqui apresentados, o maior período de exuberância ocorreu precisamente no período que se lhe seguiu (98 e 99). O Crash das Dot-Com (2000) O mais recente Crash de todos é também o mais prolongado e disforme. Mais do que um Crash tratou-se de um Bear Market severo, muito severo (muito embora o termo Crash também se lhe aplique e seja efectivamente usado para descrever este período). Durante a década de 90 e já depois do Crash de 87 e de uma depressão evitada recuperou-se a noção de «Nova Economia», noção essa que nunca tinha feito tanto sentido como então com a proliferação sem precedentes da Internet. Sem se apereceberem de que estavam a embarcar numa euforía tão justificada como tantas outras anteriores e que a Internet eram tão revolucionária quanto a Revolução Industrial do fim do Sec. XIX e início do Sec. XX, o mercado embalou na Bolha das Dot-Com. O Bull Market culminaría em Março de 2000 e no Bear Market que então se iniciou o índice do Nasdaq viría a sofrer uma desvalorização de perto de 80% até Outubro de 2002. No Nasdaq em particular as semelhanças da década de 90 com a década de 20 no Dow bem como os 3 anos de Bear Market subsequentes em ambos os casos apresentam semelhanças dignas de registo. O topo foi realizado em Março de 2000, no entanto o período mais dramático fez-se sentir entre 1 de Setembro de 2000 e 2 de Janeiro de 2001: neste período de cerca de 4 meses o Nasdaq depreciou-se em quase 50%, ou seja, mais de metade da desvalorização de todo o Bear Market concentrou-se nestes 4 meses. Algumas das piores fases surgiríam ainda com o 11 de Setembro de 2001 e no Verão de 2002 na sequência do escândalo Enron, já na ponta final do Bear Market. A este título convém no entanto referir que algo semelhante se passou com o Bear Market pós-29 naquilo que é hoje conhecido como capitulação: um derradeiro clímax vendedor que marca o fim do Bear Market. A Imagem de Marca de um Crash Algumas concepções chave valerá a pena sublinhar no que aos Crashes diz respeito: > Os Crashes realmente considerados como tal contam-se pelos dedos de uma mão: tratam-se portanto de eventos extremamente raros. Existe uma tendência para banalizar o termo Crash mas este é tido como a descrição para determinados e específicos momentos na História dos mercados. Um pouco mais frequentes são os Mini-Crashes (como o de 97 e mais uma meia-dúzia de situações ao longo do Séc. XX) e as vulgares correcções, por vezes violentas, que antecedem os Crashes propriamente ditos; > Os Crashes podem chegar com várias formas e feitios mas caracterizam-se essencialmente por serem precedidos por uma Bolha (um período de euforía e valorizações irracionais) e seguidos de um período de Bear Market. O Crash propriamente dito não é algo de que o mercado recupere facilmente. No seu ponto alto, o pânico é o denominador comum; > Os Crashes não são períodos que se isolem facilmente no tempo, arrastam-se por norma por várias sessões - destacando-se é claro algumas sessões mais marcantes - e dá-se, não exactamente a partir do pico mas, por norma, após uma primeira correcção semelhante a tantas outras, tornando-se extremamente difícil identificar o início de um Crash até ser demasiado evidente e, também em grande medida, demasiado tarde.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Falta o de 2008 do mercado Americano tb perdi 50%. :'(

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Falta o de 2008 do mercado Americano tb perdi 50%. :'(

yeph o texto é de 2005  ;) as minhas condolências por teres participado nesse :'( :'( :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Como em qualquer investimento, há que ter uma estratégia por trás do investimento e como parte dessa estratégia devem-se definir limites aceitáveis de perdas que atingidos levam a que se saia. Perder 10% ou 15% não é a mesma coisa do que perder 50% ou mais. Com novos investimentos os 10% ou 15% (tendo por base os 90% ou 85% do capital que fica) podem ser recuperáveis, enquanto recuperar 50% ou mais é muito mais complicado.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

E é já amanha parece que vai cair 90% nos proximos dias, a razão é porque o benfica nem à praia conseguiu ir, ficou no estacionamento.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

para mim é quando o ministro das finanças sair do governo.................................

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead