carlosramos

Ao pessoal do forum um bom ano de 2010 ,porque o de 2009 não vai ser muito bom

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Um bom ano de 2010 , porque segundo os entendidos parece que 2009 não vai ser facil e como diz o outro vamos dar um salto para 2010.

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Penso que para quem conseguir manter o emprego, o ano de 2009 vai ser melhor, pois algumas despesas vao descer, como o crédito à habitação, os combustiveis, etc.

Para aqueles que perderão o emprego, e serão muitos, (pois deverão ir à falencia muitas empresas), será bastante dificil, pois cada vez mais será uma carga de trabalhos arranjar outro, e para aqueles que o conseguirem arranjar, cada vez mais será o ordenado minimo, ou seja bastante menos do que antes auferia.

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Um bom ano de 2010 , porque segundo os entendidos parece que 2009 não vai ser facil e como diz o outro vamos dar um salto para 2010.

Um ano perigoso

"O ano de 2009 anuncia-se como muito difícil para a economia mundial e particularmente perigoso para o nosso País. A crise financeira internacional, que se reflecte hoje em dificuldades acrescidas no recurso ao financiamento, poderá traduzir-se numa situação muito grave de ruptura para Portugal, se o País se vier a defrontar com uma incapacidade séria de financiar a economia. Dada a situação de deficit estrutural em que nos encontramos, essas dificuldades podem ter consequências verdadeiramente catastróficas para muitas empresas portuguesas.

Portugal tem desde há muitos anos um deficit externo que se tem vindo a agravar de ano para ano. Esse deficit resulta de um excesso de despesa interna em comparação com o que produzimos. Dir-se-ia que a despesa deveria estimular a produção e permitir um aumento do "output" e do emprego. Na realidade a capacidade de resposta da nossa economia está muito limitada pelo problema da competitividade. As dificuldades de muitas empresas no confronto com as suas concorrentes externas resultam de uma evolução muito negativa dos custos de produção, de um comportamento muito desfavorável da produtividade, de uma impossibilidade de evoluir para produtos e serviços de maior valor acrescentado, de um baixo nível de investimento verdadeiramente produtivo. Perante uma concorrência externa cada vez mais agressiva, Portugal tem vindo a perder posição nos mercados internacionais, o que se reflecte num deficit externo de características estruturais. Temos conseguido manter alguma capacidade de resistir a estas condições tão desfavoráveis recorrendo a um nível elevado de financiamento externo, o qual nos permite manter uma despesa muito acima do que seria normalmente o caso. Essa despesa ajuda os sectores protegidos da concorrência externa, mas não resolve, antes agrava o problema fundamental do País.

A crise internacional vem agora pôr a nu a fragilidade estrutural da economia e criar condições muito mais onerosas - para não dizer inviáveis - no que respeita à sustentabilidade da nossa situação. Por um lado, a recessão internacional torna as condições de concorrência ainda mais duras e efectivamente fecha muitos dos nossos mercados de exportação. Por outro lado, o recurso ao financiamento externo, essencialmente através do crédito à banca portuguesa e ao Estado, está muito mais difícil - mais caro, com o risco de se tornar inexistente.

O que é ainda mais preocupante nesta situação é a continuação de uma política económica que a agrava e que, eventualmente, tornará o problema irreversível. Quando seria necessário estimular a poupança, para se recuperar alguma capacidade de recapitalização das empresas, o Governo empenha-se em estimular a despesa e, em especial, o consumo privado. Quando seria necessário ajudar as empresas a recuperar competitividade, reduzindo custos e canalizando todo o investimento para ganhos de eficiência, o Governo gasta o dinheiro que não temos em obras de fachada que agravam a perda de competitividade. Quando se observam condições muito difíceis de acesso ao crédito, o Governo mobiliza todos os recursos para encobrir situações de falência total, para concretizar projectos que endividam ainda mais o País, para reforçar o controlo que tem sobre as empresas e a economia. Pretende-se com isso manter artificialmente o que já é manifestamente insustentável. Um dia será preciso pagar o preço de toda esta obstinação sem paralelo em nenhum País sensato e equilibrado.

Esse preço pode ter de ser pago já em 2009. A falência generalizada de um número crescente de empresas, o aumento em flecha do desemprego, a ausência de crédito para empresas realmente produtivas, o agravamento inevitável das contas públicas, a deterioração dramática da repartição de rendimentos, são consequências incontornáveis de um percurso cuja insensatez hoje já não deixa margem para dúvidas. E não há propaganda ou engenharia contabilística que permitam esconder esta realidade por muito mais tempo.

Muito provavelmente, 2009 será o ano em que o Engenheiro José Sócrates e os seus ministros se verão definitivamente confrontados com os resultados do que andaram a semear ao longo de todos estes anos".

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Viva,

  Infelizmente parece que o ano de 2010 tambem não vai ser muito melhor, podem ler mais sobre isso no endereço http://resistir.info/crise/geab_30.html. Na pagina principal tem inúmeros artigos muito interessantes sobre a crise. Infelizmente para todos nós nenhum deles é bom.

Fica aqui um excerto de um desses artigos:

Crise sistémica global: Novo ponto de inflexão em Março de 2009

— 'quando o mundo tomar consciência de que esta crise é pior que a dos anos 1930'

por GEAB [*]

O LEAP/E2020 prevê que em Março de 2009 a crise sistémica global venha a experimentar um novo ponto de inflexão de uma importância análoga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que este período do ano de 2009 será caracterizado por uma tomada de consciência geral da existência de três importantes processos desestabilizadores da economia mundial, a saber:

1. A tomada de consciência da longa duração da crise

2. A explosão do desemprego no mundo inteiro

3. O risco do colapso brutal do conjunto dos sistema de pensão por capitalização.

Este ponto de inflexão será assim caracterizado por um conjunto de factores psicológicos, a saber: a percepção geral pelas opiniões públicas na Europa, na América e na Ásia de que a crise em curso escapou ao controle de qualquer autoridade pública, nacional ou internacional, que ela afecta severamente todas as regiões do mundo ainda que algumas sejam mais afectadas do que outras (ver GEAB Nº 28), que ela atinge directamente centenas de milhões de pessoas no mundo 'desenvolvido' e que ela não faz senão pior à medida em que as consequências se fazem sentir na economia real. Os governos nacionais e as instituições internacionais têm apenas um trimestre para se prepararem para este situação que potencialmente é portadora de um risco importante de caos social. Os países menos bens equipados para gerir socialmente a ascensão rápida do desemprego e o risco crescente sobre as reformas serão os mais desestabilizados por este tomada de consciência das opiniões públicas.

Neste GEAB Nº 30, a equipe do LEAP/E2020 pormenoriza estes três processos desestabilizadores (dois dos quais são apresentados neste comunicado público) e apresenta as suas recomendações para enfrentar este aumento dos riscos. Além disso, este número faz também, como todos os anos, uma avaliação objectiva da fiabilidade das antecipações do LEAP/E2020, que permite precisar igualmente certos aspectos metodológicos do processo de análise que executamos. Em 2008, a taxa de êxito do LEAP/E2020 é de 80%, com uma ponta de 86% para as antecipações estritamente sócio-económicas. Para um ano de grandes perturbações, é um resultado de que estamos orgulhosos.

Como pormenorizámos no GEAB Nº 28 , a crise afectará de maneira diversificada as diferentes regiões do mundo. Contudo, e o LEAP/E2020 deseja ser muito claro acerca deste ponto, ao contrário dos discursos actuais dos mesmos peritos que negavam a existência de uma crise em gestação há três anos, que negavam que ela fosse global há dois anos e que negavam há apenas seis meses que ela seja sistémica, nos antecipámos uma duração mínima de três anos para esta fase de decantação da crise [1] . Ela não estará terminada nem na Primavera de 2009, nem no Verão de 2009, nem no princípio de 2010. É só nos fins de 2010 que a situação começará a se estabilizar e a melhorar um pouco em certas regiões do mundo, a saber na Ásia e na zona Euro, assim como para os países produtores de matérias-primas energéticas minerais ou alimentares [2] . Alhures, ela continuará. Em particular nos Estados Unidos e no Reino Unido e nos países mais ligados a estas economias, em que ela se inscreve numa lógica decenal. É apenas por volta de 2018 que estes países podem encarar um retorno ao crescimento real.

Além disso, não se pode imaginar que a melhoria do fim de 2010 assinalará o retorno a um crescimento forte. A convalescença será longa. As bolsas, por exemplo, precisarão igualmente de uma década para retornar aos níveis do ano de 2007, se elas ali chegarem um dia. É preciso recordar que a Wall Street precisou de 20 anos para retornar aos seus níveis do fim dos anos 1920. Ora, segundo o LEAP/E2020 esta crise é mais profunda e durável que aquela dos anos 1930. Esta tomada de consciência da longa duração da crise vai progressivamente tornar-se clara junto às opiniões públicas no decorrer do próximo trimestre. E ela desencadeará imediatamente dois fenómenos portadores de instabilidade sócio-económica: o medo pânico do amanha e a crítica reforçada dos dirigentes do país.

O risco de colapso brutal do conjunto dos sistemas de pensão por capitalização

Finalmente, no quadro das consequências da crise que afectarão directamente dezenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, no Japão, na Holanda e na Dinamarca em particular [3] , é preciso integrar o facto de que a partir deste fim de ano de 2008 vão multiplicar-se noticias referentes a perdas maciças dos organismos que gerem activos destinados a financiar estas reformas. A OCDE estima e US$4 milhões de milhões as perdas dos fundos de pensão apenas para o ano de 2008 [4] . Na Holand [5] assim como no Reino Unido [6] , os organismos de vigilância dos fundos de pensão acabam de lançar gritos de alarme exigindo com urgência um acréscimo das quotizações obrigatórios e uma intervenção do Estado. Nos Estados Unidos, são anúncios múltiplos de aumento das contribuições e de diminuição dos pagamentos que são emitido a um ritmo crescente [7] . E é só nas próximas semanas que numerosos fundos vão poder fazer realmente o cálculo do que perderam [8] . Muitos iludem-se ainda sobre a sua capacidade de reconstituir o seu capital no momento de uma próxima saída da crise. Em Março de 2009, quando gestores de fundos de pensão, reformados e governos vão simultaneamente tomar consciência de que a crise vai durar, que ela vai coincidir com a chegada maciça dos "babyboomers" à aposentadoria e que as bolsas tem pouco probabilidade de recuperar antes de longos anos os seus níveis de 2007 [9] , o caos vai instalar-se neste sector e os governos vão se aproximar cada vez mais da obrigação de intervir para nacionalizar todos estes fundos. A Argentina, que tomou esta decisão há alguns meses, surgirá então como um precursor.

Todas estas tendências já estão em curso. A sua conjunção e a tomada de consciência pelas opiniões públicas das consequências que elas implicam constituirá o grande choque psicológico mundial da Primavera de 2009, a saber, que estamos todos mergulhados numa crise pior que aquela de 1929; e que não há saída possível da crise a curto prazo. Esta evolução terá um impacto decisivo sobre a mentalidade colectiva mundial dos povos e dos decisores e modificará pois consideravelmente o processo do desenrolar d crise no período que se seguirá. Com mais de ilusões e menos de certezas, a instabilidade sócio-política global vai aumentar consideravelmente.

Finalmente, este GEAB Nº 30 apresenta igualmente uma série de 13 perguntas/respostas a fim de ajudar de maneira quase interactiva os poupadores/investidores/decisores a melhor compreender e antecipar os desenvolvimentos a acontecer da crise sistémica global:

1- Esta crise será diferente das crise que anteriormente afectaram o capitalismo?

2- Esta crise será diferente da crise dos anos 1930?

3- A crise será tão grave na Europa e na Ásia quanto nos Estados Unidos?

4- As medidas empreendidas actualmente pelos Estados do mundo inteiro serão suficiente para jugular a crise?

5- Quais os principais riscos que pesam sobre o sistema financeiro internacional? E todas as poupanças são iguais face à crise?

6- A zona Euro constituirá uma verdadeira protecção contra os piores aspecto da crise? E o que poderia ela fazer para melhorar este estatuto?

7- O sistema de Bretton Woods (sob a sua última versão dos anos 1970) está em vias de afundar? O euro deve substituir o dólar?

8- O que se pode esperar do próximo G20 em Londres?

9- Pensa que a deflação seja actualmente a maior ameaça que paira sobre as economias mundiais?

10- Pensa que o governo Obama estará em condições de impedir os Estados Unidos de soçobrar na "Muito grande depressão americana"?

11- Em termos de moedas, para além da vossa antecipação referente à retomada da queda do dólar dos EUA ao longo de todos os próximos meses, pensa que a libra esterlina e o franco suíço sejam sempre moedas de estatuto internacional?

12- Pensa que o mercado dos CDS esteja a ponto de implodir? E quais seriam as consequências de um tal fenómeno?

13- A "bolha dos Títulos do Tesouro dos EUA" estará a ponto de explodir?

16/Dezembro/2008

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Leio aqui , nos jornais, ouço no telejornal, nas conversas entre amigos e o tema é o mesmo: a crise!

Se o ano de 2009 não vai ser bom, então mais uma razão para desejarmos que não nos afecte muito. Portanto bom ano de 2009  :D

Às vezes estas coisas, assim rerrerrepetidas até à exaustão, podem levar a nossa vida ao desespero. Creio que a intenção é a prevenção, embora pareça anunciar o fim do mundo!

Espero, para mim e para todos, que mantenhamos o emprego e a saúde! Poderão dizer que é uma visão simplista da questão. Poderá ser, mas viver em angústia permanente também não é confortável. Há que descontrair um pouco, sem meter a cabeça na areia, e se a taxa de juro de um depósito baixou, paciência :( A vida não são só números, felizmente  :D

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Concordo em absoluto com a m. elis. Toda a gente fala de crise, porém eu acho que os que mais se queixam são aqueles que menos razões têm para o fazer. Pessoalmente não me posso lamentar, pois nunca vivi tão bem como agora. E também nunca vi tantos carros (bons) a circular nas nossas estradas, assim como belas vivendas (mansões, quase) com piscina, computadores portáteis, boas roupas, etc. Por tudo isto, duvido seriamente desta crise. Acho-a irreal/virtual. A sério: penso que se houvesse uma verdadeira crise o Governo não estava tão bem colocado nas sondagens nem tampouco andava a distribuir dinheiro (com nome de Rendimento de Inserção Social) para droga e vinho. As tascas e cafés têm sempre clientes. Não me enganem mais. Qual crise qual carapuça!

Bom Ano a todos.  :)

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Também desejo um bom ano  de 2009 :P que não seja tão mau como o pintam  ;) mas uma coisa é certa, muitas pessoas, e eu incluido, teremos de mudar certos habitos e ter uma relação diferente com o dinheiro, porque na verdade ainda não se sentiu efectivamente a "crise" nos bolsos, basta ver as festas do fim de ano  :P muitos milhares gastos em fogo de artificio, muitas pessoas a encherem hoteis, restaurantes, viagens para CanCun...enfim, o mais importante é que estejamos todos aqui para escrever umas coisas  ;) , haja saude  :)

Abraços.

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Não sei se já leram este artigo, mas senão leram.....

http://aeiou.visao.pt/Opiniao/ricardoaraujopereira/Pages/criseestaemcrise.aspx

É um artigo espectacular, como já nos habituou RAP. É um artigo de humor, claro!

Passo a citar a parte final:

"É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades".

Pelos vistos  desde 1143 até agora temos treinado muito, somos doutorados ;). Espero que o doutoramento nos sirva de alguma coisa!

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