Ramiro Costa

Conselho para investir (diversificadamente) 200 mil euros

17 publicações neste tópico

Boa tarde, amigos do Forum,

Cheguei ontem a casa depois de um internamento hospitalar. Para além da dor física de que padeci (e vou padecendo, porque estas coisas não desaparecem de um dia para o outro), tenho que "pensar positivo" e encontrar objetivos que me motivem a continuar. [desculpem o intróito, mas tinha de enquadrar o meu regresso a este fórum]

Ora, neste período em que estive doente e fui operado, acumulei algumas poupanças que, anteriormente, estavam aplicadas em depósitos a prazo e que gozaram de taxas bastante "simpáticas", se comparadas com as taxas que vigoram atualmente.

Nessa altura, como me sentia com a saúde muito débil e fragilizada, resolvi colocar em Fundos de Tesouraria todas as aplicações que, entretanto, se foram vencendo.

Agora, que já estou em casa e me sinto um pouco melhor, gostava de planear a melhor forma de aplicar este meu dinheiro - poupanças de uma vida - de uma forma segura e o mais lucrativa possível... (bem sei que não posso pretender ter, em simultâneo, "chuva na eira e sol na nabal" mas os amigos compreendem o que eu quero dizer: pretendo ter segurança nos investimento que faço e, ao mesmo tempo, usufruir de um rendimento satisfatório (um pouco acima da inflação... situação que não acontece com as atuais taxas dos Depósitos a Prazo).

Presentemente, tenho cerca de 200 mil euros espalhados por 4 bancos (tudo em Fundos de Tesouraria) que posso facilmente mobilizar.

Que conselhos me podem dar tendo em vista a aplicação daquele montante? "Segurança" e "diversificação" são as minhas "linhas de rumo", embora não me furte totalmente ao risco (direi, uns 20% a 30% do montante da aplicação), logo que não seja demasiadamente especulativo.

Desde já agradeço todas as indicações que me possam transmitir.

P.S. Pensei em aplicar este dinheiro em fundos de investimento internacionais (como os Pictec, Schroder, Goldman Sachs, etc., etc....), mas, muito sinceramente, não sei em quais deles "investir". São tantos e tão variados... Pode ajudar-me p.f.?

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Penso que os conselhos que deve ouvir não vão ser muito diferentes das várias discussões que tem tido aqui no fórum. Certamente que o D@vid lhe virá falar das virtudes de uma carteira de fundos de investimento diversificada, enquanto que talvez o Bushy venha recomendar algumas obrigações interessantes, e o Salvador uma carteira de ETFs.

Já que 200mil é uma quantia considerável, pode sempre repartir entre as várias sugestões dadas. Relembro apenas que depósitos a prazo e obrigações (compra directa até à maturidade) são um tipo de investimento mais passivo, sendo constituídos e não sendo preciso acção sua durante a sua duração. Pelo meio temos a estratégia passiva do EFTs, que requer uns reforços/rebalanceamentos periódicos, mas que fora disso também é para "deixar lá estar e não chatear". No outro extremo temos as carteiras de fundos, que requerem que seja mais activo e andar mais em cima dos acontecimentos, consoante o tipo de fundos utilizados (obrigações/acções)

Antes de decidir onde aplicar o dinheiro, recomendo que equacione o input que é requerido de si com a sua disponibilidade/vontade para andar "mergulhado" nisto.

Na minha opinião, é uma boa ideia manter algum dinheiro nos tradicionais depósitos a prazo (sendo por exemplo o PrivatBank o que melhor remunera o dinheiro), escolhendo depois outras aplicações mais elaboradas conforme se sentir confortável.

Quanto às particularidades relativas a fundos e ETFs, deixo isso para os respectivos especialistas na matéria  ;)

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Penso que os conselhos que deve ouvir não vão ser muito diferentes das várias discussões que tem tido aqui no fórum. Certamente que o D@vid lhe virá falar das virtudes de uma carteira de fundos de investimento diversificada, enquanto que talvez o Bushy venha recomendar algumas obrigações interessantes, e o Salvador uma carteira de ETFs.

Já que 200mil é uma quantia considerável, pode sempre repartir entre as várias sugestões dadas. Relembro apenas que depósitos a prazo e obrigações (compra directa até à maturidade) são um tipo de investimento mais passivo, sendo constituídos e não sendo preciso acção sua durante a sua duração. Pelo meio temos a estratégia passiva do EFTs, que requer uns reforços/rebalanceamentos periódicos, mas que fora disso também é para "deixar lá estar e não chatear". No outro extremo temos as carteiras de fundos, que requerem que seja mais activo e andar mais em cima dos acontecimentos, consoante o tipo de fundos utilizados (obrigações/acções)

Antes de decidir onde aplicar o dinheiro, recomendo que equacione o input que é requerido de si com a sua disponibilidade/vontade para andar "mergulhado" nisto.

Na minha opinião, é uma boa ideia manter algum dinheiro nos tradicionais depósitos a prazo (sendo por exemplo o PrivatBank o que melhor remunera o dinheiro), escolhendo depois outras aplicações mais elaboradas conforme se sentir confortável.

Quanto às particularidades relativas a fundos e ETFs, deixo isso para os respectivos especialistas na matéria  ;)

Obrigado, Rui.

A minha ideia de aplicar este montante radica no facto de considerar - pelo menos foi isso que sempre ouvi dizer dos entendidos - que ter o dinheiro em fundos de liquidez não é, verdadeiramente, uma aplicação de capital na sua verdadeira aceção, tratando-se de algo transitório e de (muito) curto prazo.

Ora se é verdade que este "estacionamento" do dinheiro em fundos de tesouraria/liquidez serviu um propósito específico - encontrava-se doente e num processo de uma intervenção cirúrgica complicada - agora, que já estou em recuperação (Deus queira...) e com mais tempo (e ânimo!), julgo que estarei em condições para decidir por uma aplicação mais duradoura, válida e... "produtiva" para essas minhas poupanças. A menos que não haja alternativa, mais rentável, para o meu dinheiro que não sejam esses fundos de tesouraria... (não acredito, mas enfim...)

Mal eu possa sair de casa - talvez já na próxima segunda-feira - lembrei-me de deslocar-me a 4 bancos (dos mais importante e dinâmicos da nossa praça) e colocar-lhes a questão: tenho aqui 75 mil euros para aplicar... qual é a vossa sugestão de investimento para este meu dinheiro?

Mas sinceramente, não sei se esta minha estratégia é a mais adequada... Às tantas vão procurar "espetar-me" produtos do próprio banco, que não interessam ao ceguinho e, no fundo, vou... perder o meu tempo!...

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vai perder tempo e dinheiro, se meter em fundos pelo menos veja a tendência da coisa antes de comprar qq coisa a 1 semana, 1 mes, 3 meses e 6 meses e se a coisa subir em todos então compre, e tente aprender algo sobre desvios padroes e rendibilidades e aplique a regra de a rendibilidade ser o dobro do desvio padrão a 1 mes e a 3 meses, para lhe dar segurança, se for para etf é igual aos fundos e obrigações veja o que se vai analisando aqui e tem praticamente tudo o que necessita.

Parece muita coisa e é mas se quer o seu dinheiro mais seguro aconselho

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vai perder tempo e dinheiro, se meter em fundos pelo menos veja a tendência da coisa antes de comprar qq coisa a 1 semana, 1 mes, 3 meses e 6 meses e se a coisa subir em todos então compre, e tente aprender algo sobre desvios padroes e rendibilidades e aplique a regra de a rendibilidade ser o dobro do desvio padrão a 1 mes e a 3 meses, para lhe dar segurança, se for para etf é igual aos fundos e obrigações veja o que se vai analisando aqui e tem praticamente tudo o que necessita.

Parece muita coisa e é mas se quer o seu dinheiro mais seguro aconselho

O amigo Bushy tem razão, mas para mim - que já não estou em idade para fazer grandes contas - era tão, tão mais prático aplicar o meu dinheiro num produto menos "exigente"...

É que receio não ter a capacidade, nem os conhecimentos, nem a argúcia para movimentar-me nesses domínios, muito técnicos, da análise financeira.

Não haverá um "meio termo", entre os vulgares DP que agora pouco rendem e esses produtos dos "desvios padrões", a que o meu (parco) conhecimento possa chegar?

Se eu estivesse na minha juventude, ainda teria capacidade e genica para "meter-me" nesses meandros da análise financeira, mas agora... já velhote e com pouca saúde, não tenho estamina nem motivação para voltar aos livros. Quando o Bushy tiver cabelos brancos e netos compreenderá. (e espero que nunca venha a passar pelos problemas de saúde por que passei e ainda padeço)

Portanto, o meu objetivo era mesmo colocar o meu dinheiro em produtos mais "descansados", que não me dêem grandes preocupações, mas que - é evidente - proporcionem um retorno justo e compassador. Como disse, até estou na disposição de colocar uns 25/30% do montante que tenho disponível em produtos de um nível de risco um pouco mais elevado.

Agora o que eu precisava - dentro deste meu espírito "conservador" (ou "moderado") - era de um conselho bem concreto e objetivo, sobre o tipo (nome) dos fundos onde investir. [Podia fazê-lo (essa aplicação) até de casa, através do "homebanking", pois possuo contas de negociação nos principais bancos "online" portugueses]

Ou até comprar ações... sempre ouvi dizer que, no longo prazo, uma carteira de ações de boas empresas valoriza sempre...

Como vêem, a minha preocupação é mesmo aplicar (BEM) este dinheiro que tenho disponível, pois o facto de o ter em fundos de tesouraria tem me deixado nervoso e preocupado.

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ideias

esfg2019

portugal 2037

wind acquisition 11,75%

fundo de liquidez

tem aqui algo para lhe dar 900 por mês para o seu montante e seguro pelo que temos visto

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Ir aos bancos com 75mil euros não me parece que dê grande resultado.

Duvido que algum lhe ofereça mais do que os depósitos a prazo do PrivatBank. A por algum capital em DPs, sugiro este banco, já que a restante oferta é pouco simpática.

Quanto a produtos um pouco mais complicados, penso que a carteira de ETFs do Salvador pode ser uma boa solução. Embora os ETFs, tal como os fundos, tenham uma série de factores a analisar, aqui no fórum já temos a "papinha toda feita" no excelente tópico do Super PPR. O Salvador apresenta uma carteira muito sólida, com um bom backtesting, preparada para vários cenários económicos.

Um iniciante nisto terá apenas de seguir a receita, e ir reequilibrando (rebalanceando) a carteira de vez em quando. Se eu tivesse dinheiro disponível nesta altura, era isso que eu faria.

É claro que algumas das ideias do bushy também são interessantes. As obrigações têm a vantagem de sabermos que rendimento esperar. Agora não sei se obrigações de muito longo prazo (Portugal 2037) seriam o mais indicado para si. Parecem-me demasiado especulativas. Quem as está a comprar é mais numa de esperar que subam de valor do que propriamente levar à maturidade. E não há garantia de a situação de Portugal não piore,  o que faria o seu valor descer em vez de subir.

É claro que pode acontecer o contrário, mas ao jogarmos apenas com a cotação de compra/venda temos este risco acrescido ao da possibilidade de um haircut.

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rui haircut em portugal, isso é um cenário pouco provavel com o que sabemos hoje, melhor aluno da europa, arabes a investir em portugal na divida, acredita mesmo hoje que podemos ter haircut, claro que está certo as 37 é valorizar e não levar até à maturidade, acredito que a cot. suba devido a tudo o que assistimos e já estão a subir. Hoje mesmo estou a entrar em Portugal ou 23 ou 37 e espero vender antes do ano 2012 a ganhar algum, espero eu claro :)

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Até podemos estar a ser bons alunos, mas o que é certo é que matematicamente continuamos a não poder pagar as dívidas que temos (com a recessão e os juros que temos de pagar). Será austeridade uma maneira de superar isso? Para falar com franqueza, tenho as minhas dúvidas.

Conhece a teoria dos ciclos económicos? Segundo ela, as fases de crescimento/crise/retoma são cíclicas. Segundo esta teoria, estamos ainda nos inícios da crise, pelo que o pior ainda está por vir. Não só para Portugal, como para o Mundo. Isso aponta para que em 2037 já estejamos na retoma, mas sabe-se lá o que pode acontecer entretanto.

Naturalmente que quanto maior a distância das previsões, maior a margem de erro. Mas estou pouco optimista em relação aos próximos anos, pelo que prefiro uma postura mais defensiva.

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Claro que os ciclos existem e estamos num, por isso falo que 2037 é produto de valorização de cotação e não de continuidade, quanto a crise ainda vamos ter muitos w mas não acredito em crises como as que passaram porque esta é uma crise de credito e os bancos centrais não se fecharam como em crises anteriores, não acredito em cenários piores do que estamos a passar,estamos a fazer o que é preciso finalmente. Quando um país, empresa ou familia tem dividas só tem 2 caminhos, ou corta ou ganha mais, como ganhar mais neste momento é impossivel porque ninguem nos dá crédito temos que cortar não temos outro caminho  na educação, pensões e saúde, sem falar das PPP, logo com as noticias de hoje não acredito em haircuts e devemos aproveitar estes presentes que aparecem por ai e a divida portuguesa é um deles, desde à uns tempos para cá já se ganhou muito dinheiro em valorizações de ob. com portugal e vai continuar até que se veja algo diferente, e hoje com a noticia dos arabes quererem investir em ob tugas é mais um factor positivo na cotação.

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Quanto a produtos um pouco mais complicados, penso que a carteira de ETFs do Salvador pode ser uma boa solução. Embora os ETFs, tal como os fundos, tenham uma série de factores a analisar, aqui no fórum já temos a "papinha toda feita" no excelente tópico do Super PPR. O Salvador apresenta uma carteira muito sólida, com um bom backtesting, preparada para vários cenários económicos.

Um iniciante nisto terá apenas de seguir a receita, e ir reequilibrando (rebalanceando) a carteira de vez em quando. Se eu tivesse dinheiro disponível nesta altura, era isso que eu faria.

Essa área dos ETF's é completamente nova e desconhecida para mim. Vou ter que documentar-me.

Noutro espaço deste forum falaram-me no Vida Aforro do BES, como uma hipótese de colocar o dinheiro a longo prazo (8 anos). Tenho consciência de que, dado o meu estado de saúde, não irei chegar tão longe, mas garantiram-se que, no dia do "desenlace final", quer a minha mulher quer os meus filhos não teriam dificuldade em ter acesso ao dinheiro e não não pagariam exorbitâncias de imposto (de sucessão, creio). A ser verdade isto, (também) seria uma hipótese a comsiderar... que acham?

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Eu apostava a curto praso em meio ano  na Parpublica a dar 6% em meio ano e Portugal não deve deixar de pagar neste periodo

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Eu apostava a curto praso em meio ano  na Parpublica a dar 6% em meio ano e Portugal não deve deixar de pagar neste periodo

Agradeço-lhe a sugestão. Mas como eu tenho, neste momento, uma disponibilidade de (cerca de) 200 mil euros para aplicar, eu precisava de construir um quadro de aplicações, diversificado e coerente, para todo aquele montante.

Algo que contemplasse diversos setores e produtos, e que me permitisse alocar uma percentagem daquele meu capital a diversos produtos de diferente cariz. Construir um gráfico circular com as % das diversas aplicações. Seria uma forma de diversificar o risco e precaver-me das oscilações deste ou daquele mercado.

Como estou doente, e até por conselho da minha mulher, já escalonei a visita de vários "financial advisers" aqui a minha casa, para discutirmos essa questão e eu ouvir as suas propostas. Hoje receberei o funcionário do Barclays, na segunda o do Ativobank e o do Best e na terça do Big e do BPI investmento. Estes pra já... Sempre será uma forma de eu ficar melhor elucidado e... de manter-me ocupado.

No final destas "rondas", espero ter chegado a uma decisão e... "arrumar com o assunto" de vez! Para ser sincero, não estou em condições físicas nem emocionais para, todos os dias, estar a "remoer" nesta assunto do dinheiro, o qual, no meu estado atual, está longe de ser uma prioridade. É curioso como certas situações nos ajudam a relativizar a importância das coisas...

Naturalmente, darei aqui anúncio destas entrevistas/propostas dos emissários dos bancos. Vamos lá ver o que eles têm para propor...

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Até podemos estar a ser bons alunos, mas o que é certo é que matematicamente continuamos a não poder pagar as dívidas que temos (com a recessão e os juros que temos de pagar). Será austeridade uma maneira de superar isso? Para falar com franqueza, tenho as minhas dúvidas.

Conhece a teoria dos ciclos económicos? Segundo ela, as fases de crescimento/crise/retoma são cíclicas. Segundo esta teoria, estamos ainda nos inícios da crise, pelo que o pior ainda está por vir. Não só para Portugal, como para o Mundo. Isso aponta para que em 2037 já estejamos na retoma, mas sabe-se lá o que pode acontecer entretanto.

Naturalmente que quanto maior a distância das previsões, maior a margem de erro. Mas estou pouco optimista em relação aos próximos anos, pelo que prefiro uma postura mais defensiva.

Rui tens o link (mesmo que não seja uma fonte "fidedigna") para dar uma vista de olhos? É verdade que quando se prevê o que quer que seja num horizonte tão alargado, maior a margem de erro. Mas se assistirmos num futuro próximo a uma moeda única asiática, aí então podemos alargar essas perspectivas. Sinceramente espero que sejam inferiores a esse "ano" que referes.

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Infelizmente não tenho link.

Assisti a uma palestra sobre o panorama económico para os próximos 15 anos, promovida pela APEFI - Associação para o Posicionamento Estratégico e Financeiro

Embora não tenha sido nada animador, foi pelo menos bastante interessante. Fizeram notar como ao longo da história, houve vários períodos de crises, dos quais só se sairam ou com guerra e/ou com ditadura. A duração média entre crises é de cerca de 80 anos, ou seja, mais ou menos a duração de uma geração. Quando morrem as últimas pessoas que experienciaram a última crise, instala-se a próxima. No caso português vimos isso adiado uns anos em virtude da entrarmos na União europeia, mas que agora com a crise da dívida estamos a entrar na crise. A razão porque isto pode ficar ainda pior é que não estamos sozinhos nos nossos problemas. Todos os países ditos desenvolvidos não estão imunes. Estão instaladas condições para um valente abanão na economia mundial, não apenas em Portugal. Pode muito bem ser o fim do império económico americano, sendo substituído pela europa (menos provável) ou pela China (mais provável) como a economia dominante.

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Obrigado!

Essas palestras costumam aparecer com que frequência? Como esse é um assunto que me interessa, gostaria de saber para poder assistir a uma próxima :)

80 Anos? Não tinha ideia que fosse tanto tempo. Se não houver uma completa destruição do sistema financeiro mundial daqui a alguns (não vou dizer quantos, ninguém consegue) já terá sido uma vitória. Porque a meu ver o que se está a tentar fazer é que "o impacto seja menos doloroso". Não falaram nessa palestra da criação de uma moeda única asiática? Será interessante verificar se isso é uma possibilidade futura, se for então a Europa e os EUA vão ter de fazer algo em conjunto.

"Fizeram notar como ao longo da história, houve vários períodos de crises, dos quais só se sairam ou com guerra e/ou com ditadura"

Nem mais! A questão será se a próxima guerra será com armamento bélico ou com a implosão do sistema financeiro.

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As palestras não são frequentes, nem sequer regulares.

Essa a que eu fui foi um caso especial. Mas o tempo foi pouco e o tema vasto. Quanto ao tópico de guerra, infelizmente as coisas não andam lá muito simpáticas para os lados do Irão.

Ainda para mais temos soldados que lá foram meter o nariz, logo não estamos propriamente neutros. Uma parte da palestra for precisamente a falar da situação delicada por lá. Um conselho que deram é não nos metermos em nenhum negócio nem nenhuma aplicação que esteja fortemente dependente dos países num raio de x quilómetros (Turquia, etc..).

É preciso apenas umas horas para um porta aviões deles chegar à costa italiana.... :-\

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