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Crisis

Despedida de fresco :(

18 publicações neste tópico

Olá!

Desde o dia 3 de Maio de 2005 que trabalho como escriturária numa Imobiliária que também faz gestão de condomínios, arrendamentos e alugueres.

Ontem, meia – hora antes de sair, e depois de ter ficado o dia inteiro sozinha, a patroa apareceu para me dizer que como eu tinha, ainda, férias para gozar entrava de férias hoje e gozava os dias todos até 31 de Janeiro de 2009 (tinha-me pedido para guardar uns dias de férias para gozar no período em que fechava, pela 1ª vez a imobiliária, de 22 Dez a 04 Janeiro) data em que terminava tudo pois está com dificuldades em pagar-me o ordenado, uma vez que as vendas caíram de uma forma abrupta.

Eu fui apanhada de surpresa, pois recebi o ordenado do mês de Novembro e o subsídio Natal a tempo e horas, e sem saber muito bem o que fazer entreguei-lhe as chaves do escritório.

No entanto, e depois de ter esfriado as ideias, pensei “será que legalmente as coisas podem ser assim tão simples???” E se são assim tão simples que direitos tenho eu agora?

Ainda me sinto um bocado à deriva pois parece que fui atropelada por um camião TIR.

Será que alguém me pode informar sobre o que hei-de fazer, pois sinto-me imensamente perdida, sem rumo e a viver uma situação aflitiva e nova na minha vida!

Para completar a informação ganho 650,00 base mais 100,20 de subsídio Alimentação e como já referi, recebi o subsídio de Natal com o ordenado do mês de Novembro e o de férias com o ordenado do mês de Julho 2008.

Agradeço, antecipadamente, a quem me possa “iluminar”!

Obrigada

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Crisis, lamento o sucedido :(, mas não dizes como era o teu contrato, ou não tinhas?

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Lamento o sucedido cris.

A entidade primeiro de tudo tem que avisar com a devida antecedencia coisa que não aconteceu...

depois tens direito a indeminização por despedimento sem justa causa.

Mas tudo depende do que estiver estipulado no teu contracto se e que o tens.

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Crisis, lamento o sucedido :(, mas não dizes como era o teu contrato, ou não tinhas?

Pois... a querer dar o máximo de informação possível e oops!

Mas sim tinha contrato de trabalho a termo certo com termo a 12 Maio de 2006. Numa cláusula diz ainda que o contrato renova-se por novo período caso não exista comunicação da entdade patronal, por escrito, a vontade de não o renovar.

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se não estou em erro já pertencias aos quadros da empresa, porque o máximo que se pode prolongar os contratos é duas vezes, logo o ultimo contrato teria terminado em 12/05/2008 e nesse caso terias direito a indemnização.

consulta o site da inspecção geral do trabalho aqui http://www.igt.gov.pt/IGTi_C14.aspx?cat=cat_faq&lang= tens perguntas frequentes, tenta ver se alguma corresponde ao teu caso, se tiveres duvidas também podes entrar em contacto com eles certamente te poderão esclarecer.

outra opção é procurar na net o código do trabalho e procurar a secção sobre despedimentos.

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Para o melhor e para o pior as coisas podem efectivamente ser assim tão simples.

Tens direito a uma indemnização por cada ano de trabalho e ainda a 2 x 1 duodécimos respeitante ao subsídio de Natal e Férias do próximo ano. Naturalmente tens direito ao vencimento do mês de Janeiro (pois ainda és funcionária da empresa, embora de férias). Acho que tens ainda direito a 15 dias que faltam na antecedência do aviso de despedimento (que julgo ser de 2 meses no teu caso). Tens também direito a declaração da entidade patronal de que te terminaram o contrato para poderes pedir o subsídio de desemprego na SS.

Seja como for tem havido várias alterações na lei do trabalho e não sei se afectam alguma destas contas... o melhor é contactar a Autoridade para as Condições de Trabalho (julgo que é a actual designação para o antigo IDICT). Eles estão presentes em algumas lojas do cidadão, se preferires uma conversa pessoal. Leva o teu contrato para eles verem as condições e saberem o que se aplica ao teu caso.

Estas coisas acontecem todos os dias e vão acontecer muito mais durante o próximo ano. Tomara toda agente sair "bem" como tu, com as contas todas certinhas e sem salários em atraso. Seja como for, informa-te bem daquilo a que tens direito (apoiada na legislação respectiva - procura o Código do Trabalho na Net) e apresenta essas contas à tua chefe. Se as coisas correram bem até aqui, não há porque não continuem a correr. Deve é ser tudo levado com calma.

E, entretanto, vai-te inscrevendo já em sites de emprego e começa a folhear os pedidos de emprego nos jornais... Apesar de tudo, se fosse em Agosto ou Setembro seria ainda mais complicado arranjar emprego!

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Nada melhor do que ir ao ACT (antigo IDICT), e levar o contrato, para que lá possam "fazer as contas". Boa sorte

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Agradeço a todos a ajuda! E dou-vos, a todos, os parabéns por este fórum! Hoje sou uma pessoa informada! Aconselharam-me a ir ao Tribunal do Trabalho e amanhã acho que vou mesmo fazer isso depois posto aqui a informação, nunca se sabe quando poderá ser útil a alguém!

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  Sabendo nós como funciona a justiça portuguesa e, mesmo não querendo ser pessimista, imagino se a tua patroa diz estar em dificuldades e não poder pagar-te o devido, nem sequer os restantes dois meses e tens de interpor uma acção contra ela no Tribunal, a coisa vai-se arrastar anos, até que te seja dada razão.

  Se assim for, por uma questão de estratégia, antes de fazeres qualquer coisa contra ela, o primeiro passo que tens de dar deverá ser verificares se a empresa entregou sempre à segurança social os montantes devidos, ao longo do tempo do contrato e, caso falte alguma coisa, pedir-lhe para regularizar a situação e, claro, que te passe a declaração para o subsídio de desemprego.

 

  Depois disso então, se tiveres direito a alguma coisa, conversa com ela a ver o q se lhe oferece dizer... Caso não esteja virada para atender as pretensões, tenta chegar a acordo, nomeadamente, propondo o recurso à mediação laboral, que pode ser solicitada através da Direcção-Geral da Administração Extrajudicial 

  Isto porque creio, por experiência de muitos casos que conheço, são preferíveis os meios não litigiosos..

 

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Oh Radical, és realmente radical! Eu creio que não vai haver problemas só gostava de saber se um despedimento pode ser assim tipo conversa de mesa de café e que direitos eu tenho!

Acho que foi uma grande falta de sensibilidade da parte dela ter-me comunicado a sua decisão a meia hora de terminal o meu último dia de trabalho, e que só ela sabia que era o último! Ainda mais estamos numa época de esperança e bla, bla, bla!

No entanto creio que ela me vai pagar todos os meus direitos e se não pagar, ai se não pagar...

E querem saber mais??? E digam lá se eu tenho sorte ou não? Hoje ia para pegar no carro para ir ao ACT e sabem o que encontro??? Este país é maravilhoso... E não estamos nós na Grécia ;) senão não sei! Encontrei o meu carro vandalizado, e para evitar mais despesas não fui ao ACT! Fica para amanhã :( Mais um dia de ansiedade! Oh vida! Já alguém dizia "Que mais me irá acontecer?"

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infelizmente isso de deixarem para a ultima hora para te dizerem que estas despedida não é assim tão raro, a mim já me aconteceu duas vezes  ;D e numa delas tive que ser eu a ir lá perguntar se no dia seguinte voltava ou não  ::)

no teu caso tambem se aplica o ditado "um azar nunca vem só"

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Quer dizer nem houve recurso a carta registada com aviso de recepção com 2 meses de antecedência...Mais uma indeminização  ;D

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Carta registada com aviso de recepção com 2 meses de antecedência? Nada disso, a minha patroa deve ser adepta do "simplex" ! Meia hora antes de terminado o dia de trabalho e já está, querem mais simples que isto?

Tempestade, azares??? Nem me fales em azares! E se aquilo que dizem de "não há 2 sem três" fôr verdade... Tou lixada com F maiúsculo! LOL

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Lamento o que lhe aconteceu.

Posso lhe dizer que me aconteceu o mesmo a uns meses atrás, mas não fui despedido – fui praticamente espoliado do meu trabalho e como consequência não tive alternativa se não despedir a minha colaboradora.

Andei quase quatro meses (doente) para lhe transmitir a má noticia, embora ela já desconfiasse.

Também lhe posso dizer que paguei tudo o que a senhora tinha direito, entreguei-lhe a declaração válida para efeitos de subsidio de desemprego (por extinção do posto de trabalho), sempre fiz todos os descontos obrigatórios por lei, nunca faltei nem atrasei os pagamentos de ordenado e respectivos subsídios de férias e natal (este sempre pago no inicio de Novembro), nunca lhe descontei um único dia por faltas dadas, e sempre lhe paguei mais qualquer coisa aquando do natal e bem como, sempre lhe permiti que saísse mais cedo quando tinha necessidade disso. É de notar que o seu horário de trabalho começava às 9 horas e terminava às 16h30m (um luxo). O meu contabilista sempre brincou comigo que patrões como eu – já é difícil de encontrar, devido ao facto das “abébias” que sempre dei a dita senhora.

Não há muito tempo chegou-me ao conhecimento que essa pessoa anda a dizer 'raios e coriscos' sobre mim, inclusive logo que lhe transmiti que não tinha alternativa se não dispensa-la, passou dias enfiada na inspecção do trabalho pois devia estar com medo que a fosse enganar, que eu fosse um malandro (como se tivesse alguma razão de queixa).

Sinto-me deverás injustiçado com a ingratidão desta minha ex-colaboradora que resolveu andar a cuspir no prato onde comeu…

Moral da história: Se a vida mo permitir, empregados com contratos sem termo – Nunca Mais.

Gato escaldado…

Isto tudo, para lhe dizer, que por vezes custa muito, arranjar coragem para transmitir a um colaborador que se vai prescindir dos seus préstimos.

Desculpem o desabafo,

Um bom Natal e Ano próspero para todos

8)

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Não há muito tempo chegou-me ao conhecimento que essa pessoa anda a dizer 'raios e coriscos' sobre mim, inclusive logo que lhe transmiti que não tinha alternativa se não dispensa-la, passou dias enfiada na inspecção do trabalho pois devia estar com medo que a fosse enganar, que eu fosse um malandro (como se tivesse alguma razão de queixa).

Sinto-me deverás injustiçado com a ingratidão desta minha ex-colaboradora que resolveu andar a cuspir no prato onde comeu…

Não posso naturalmente comentar a parte da senhora andar a dizer 'raios e coriscos'. Mas quanto a ir à inspecção do trabalho, parece-me perfeitamente natural. Mesmo que não se desse o caso da senhora achar que o andava a enganar, quer-se informar e isso parece-me bem. Até porque, conheço alguns casos em que à conta disso o funcionário recebeu mais do que teria recebido doutra forma - não porque o ex-patrão a estivesse a tentar enganar mas simplesmente por desconhecimento por ambas as partes de algumas cláusulas da lei.

Moral da história: Se a vida mo permitir, empregados com contratos sem termo – Nunca Mais.

Espero que não - isso significaria que o negócio andaria sempre aos altos e baixos com postos de trabalho continuamente a serem extintos ;)

Isto tudo, para lhe dizer, que por vezes custa muito, arranjar coragem para transmitir a um colaborador que se vai prescindir dos seus préstimos.

É verdade. Não me parece que se aplique a este caso o que vou dizer a seguir, mas fica a sugestão para outros patrões - é sempre bom os trabalhadores saberem que a empresa fechou um grande negócio e que o futuro é promissor e quase todas as empresas o fazem... mas porque é que não há o hábito de comunicar igualmente as más notícias? Há várias empresas que seguem esta prática (felizmente cada vez mais), mas há ainda muitas outras que não...

Talvez assim não houvesse tanta gente tão surpreendida e inconformada quando recebe notícias de despedimento...

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Em época de generalizadas dificuldades, cada vez mais a concertação social ao nível da empresa (mesmo que PME), seria a chave para a resolução dos problemas, com cedências de parte a parte, mas infelizmente a mentalidade portuguesa predominante, pauta-se por um excessivo conservadorismo, tanto da parte dos patrões, como dos sindicatos.

E depois há aqueles incoerências, como a promessa de criação de emprego por parte do Governo e a lógica dos excedentários na administração publica (em vez de os alocar convenientemente às necessidades) e a precarização de situações de emprego que correspondem a necessidades permanentes sempre encaradas como não efectivas.

Um exemplo da área onde trabalho: com o alargamento do horário na Escola Primária e no pré-escolar passaram a ser contratados pelas autarquias professores para assegurar esses tempos lectivos, mas a opção recai sempre pela prestação de serviços, quando mandaria a lógica e o bom senso que fosse firmado, no mínimo,no início de cada ano lectivo, 1 contrato de funções públicas (pois é disso que se trata e não de um empresário em nome individual!) correspondente aos 9 meses de trabalho.

Portanto, infelizmente receio bem que esta cultura do "sem termo nunca mais",aqui preconizada por outro participante, venha a ser prática universal no futuro, algo que o novo Código do Trabalho (já aprovado na A.R., mas ainda não promulgado pelo P.R.,que o remeteu para o T.C.), se prepara para aprofundar.

Mas se quiserem posso dar-vos o exemplo de inflexibilidade do lado oposto: não compreendo as razões para os sindicatos se oporem à abertura das grandes (e médias) superfícies, alegando que "tal prejudica os trabalhadores!" e se "deve garantir o direito ao descanso generalizado ao domingo!" quando na realidade, neste caso, se trata da criação de novos postos de trabalho, da facilitação das trocas comerciais e da vida das pessoas.

O que deve ser devidamente salvaguardado, isso sim, são os direitos e obrigações objectivas inerentes ao contrato de trabalho: número de horas semanal, pagamento do trabalho nocturno e horas extraordinárias, subsídios aplicáveis, etc.

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Mas se quiserem posso dar-vos o exemplo de inflexibilidade do lado oposto: não compreendo as razões para os sindicatos se oporem à abertura das grandes (e médias) superfícies, alegando que "tal prejudica os trabalhadores!" e se "deve garantir o direito ao descanso generalizado ao domingo!" quando na realidade, neste caso, se trata da criação de novos postos de trabalho, da facilitação das trocas comerciais e da vida das pessoas.

Não quero entrar em grandes discussões de concertação social (eventualmente noutro tópico) mas queria só fazer uma ressalva - o facto das grandes superfícies funcionarem ao Domingo não daria necessariamente lugar à criação de postos de trabalho - os próprios já vieram afirmar isso. O que fariam seria reorganizar os turnos, retirando pessoal durante a semana (quando a procura diminuiria) e acabando por haver imensos trabalhadores a calhar no turno de Domingo, quando a procura seria maior (daí talvez venha o comentário dos sindicatos). Aliás, já é isso que acontece agora na época do Natal (em que as pessoas fazem mais compras e as grandes superfícies até estão abertas ao Domingo) - há alguns (poucos) reforços de contratação mas são mais por causa do aumento da afluência do Natal do que propriamente pelas aberturas ao Domingo...

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