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Amortizar ou Não Credito

17 publicações neste tópico

Bom dia a Todos,

Venho solicitar a vossa opinião, principalmente ao Srº Pedro Pais,

Tenho um crédito automóvel no SantanderConsumer pelo período de 96 meses, com possibilidades de abater o que quiser e a qualquer momento sem penalização, e amortece directamente ao capital sem contabilizar Juros.

Actualmente só faltam 81 prestações, a taxa de Juro é cerca de 8% já com euribor a 6 meses, o que tem vindo a descer. A Minha questão é que actualmente tenho o valor a certa para liquidar o crédito. Pensei em amortizar apenas, e reduzir o numero de anos, mas o valor que queria amortizar começa do fim para o principio, ou seja, amortizo o valor agora de algum, mas os juros, como estamos no inicio permanecem o mesmo, logo abato cerca de 100€ Juros + 4€ Impostos, + 2.40€ Despesas, ou seja, o capital é de cerca de 125€ que abato por mês, o que tem vindo a reduzir.

(Penso que me fiz entender)

Actualmente devo cerca de 14500€

A Questão é que feitas as contas, se eu abater o crédito todo neste momento, ao fim do tempo restante (81 meses) "ganho" 4630€ +/- de Juros e Despesas. Se colocar o valor a render, dá cerca de 20€ ao mês (Porque não quero colocar dinheiro preso)... fazendo as contas poupava 3000€ +/-.

Acham que actualmente deveria abater o crédito e investir quase todo o meu dinheiro para abater a divida, ficando com um valor irrisório no banco?

Sou casado e pago prestação da casa e respectivas contas, qual a vossa opinião? Duvidas para me ajudarem informe.

Desde já agradeço.

Obrigado

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vai-me desculpar a sinceridade acho que nem devia era ter-se metido nesse crédito, pagar um carro a 96 meses é na minha opinião exagerado, preferia ir à procura de um usado mais barato.

mas já que se meteu nele, claro que tem todo o interesse em amortizar o máximo possível agora no inicio.

a prestação é mais ou menos constante ao longo de todo o empréstimo, mas se no inicio em cada 100 euros 10 são para abater na divida e 90 de juros, no fim é ao contrario. Por isso se amortizar um valor elevado no inicio, baixa o capital em divida e por arrasto os juros.

se consegue fazer uma poupança mensal do seu rendimento, acho que parte dessa poupança era melhor gasta a amortizar o empréstimo do que a ir para o banco ;)

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Bom dia,

Agradeço a resposta.

Eu dei uma entrada grande, e só pedi e tantos meses, pois como ia casar não queria ter uma prestação alta porque não sabia como seria a vida, mas como ja tinha algum dinheiro e consegui juntar mais algum, neste momento tenho o dinheiro para abater o total do carro, a minha questão era se deveria abater ou não... Ou se deveria continuar a pagar e ficar com o dinheiro no banco ou se deveria pagar o total e ficar sem dinheiro no banco...

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eu tento ter de lado dinheiro de lado para manter o mesmo nível de vida caso eu e a minha esposa perdessemos todos os rendimentos durante um ano.

claro que seria preciso que o azar nos atingisse os dois ao mesmo tempo e depois a quebra de rendimentos é relativa existe o subs. de desemprego, etc, etc.

voce é que sabe da sua vida, mas tente ter de lado talvez para 3/4 meses e o se sobrar algum, use-o para amortizar.

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O "Backup" deveria dar para viver na ordem dos 6 meses (mínimo) sem trabalhar (por desemprego/doença ..).

Acho que não consegue facilmente (sem risco) rendimentos financeiros na ordem dos 8% por isso creio que deve abater o máximo que consiga.

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Amortizava a totalidade do crédito!

Não é só a trabalhar que se ganha dinheiro.

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Boa tarde,

Eu tenho o dinheiro para a totalidade, mas quando foi falar com o meu gestor de conta ele disse para nao amortizar, para deixar estar o dinheiro...

Para mim é uma decisão dificil, ficar com 14000€ no banco e pagar 230€ de prestação, durante mais 81 meses, ou ficar sem 14000€ no banco e começar a poupar 230€ por mês...

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230€ durante 81 meses, pagas 18630€ ao banco

ao fim de 81 meses, se meteres todos os meses 230€, recuperas os 14.000€ e ficas com mais 4630€, isto sem contar com os juros que o dinheiro possa vir a render.

qual é a duvida, a função dos trabalhadores do banco não é gerar riqueza para os clientes e gerar riqueza para o banco

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Tive uma situação idêntica mas com valores mais baixos  e faltavam apenas 14 meses para acabar o contrato.

Amortizei....sem qualquer dúvida! Esse "problema" ficou resolvido!

e agora passado este tempo digo que foi a melhor coisa que fiz!

claro que no início a conta ficou desfalcada mas a capacidade de poupança aumentou (a prestação era muito elevada).

No teu caso e com esses valores não pensava duas vezes

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Nesta altura todos os créditos que conseguir abater são a sua melhor resposta. Tendo em conta que os impostos andam a subir, penso ser preferível abater o crédito do que mantê-lo a vigorar, especialmente quando a taxa de juro é 8% com a Euribor 6M tão baixinha (0,5% +-)...

Isto é tão mais importante quando refere que é casado, paga casa e paga as suas contas. Pense, por exemplo, no aumento de IMI ou no aumento do IVA, e com certeza concluirá que pagará bastante mais no próximo ano.

Além disso, neste momento um produto de poupança sem qualquer risco não remunera a 8% nem pouco mais ou menos, andando os melhores DPs, por exemplo, a rondar os 3,5-4% TANB. Com risco pode encontrar, por exemplo, obrigações que rondam essa taxa (em TANB).

Mais vale amortizar tudo logo e ir colocando o que poupa (ou parte do que poupa, com estas subidas) mensalmente em poupanças ou, se se sentir com vontade de arriscar mais, em produtos de baixo risco, por exemplo.

PS - Repare bem nos juros que pagaria se fizesse os 96 meses... tendo em conta que são 8% de taxa, ao fim de 8 anos (toda a duração do empréstimo) pagaria mais 64% do que lhe emprestaram, fora os 4€ de imposto e os 2,4€ de despesas que lhe taxam mensalmente, que ao fim de 96 meses representam mais 624€, ou seja, seria um MTIC (montante total imputado ao consumidor) de 23 780 € só do crédito e mais 624€ de despesas, totalizando 24 404€ para um valor pedido de apenas 14 500€...

(Espero não me ter enganado :P )

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Amortizar é sempre a melhor opção. Isto porque não tenho conhecido de nenhuma aplicação bancária (com juros garantidos no fim do prazo) que tenha uma taxa de juro superior à taxa de juro aplicada aos créditos.

E se está com medo de ficar sem dinheiro para alguma eventualidade, pode sempre recorrer a um crédito pessoal ou utilizar o cartão de crédito (dependendo dos valores envolvidos). Além do mais, e pelas contas apresentadas, irá ter uma poupança mensal adicional de 230€. Essa poupança irá crescer rapidamente e em pouco tempo irá ter novamente dinheiro na conta para fazer face a alguma eventualidade :)

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Em épocas de crise, é ainda mais importante amortizar dívidas.

Vi recentemente uma reportagem acerca da Islândia, onde um residente dizia: "Não é esta casa que não consigo pagar, é sim o empréstimo que contraí".

Em tempos de grande incerteza económica, quanto menos dívidas melhor.

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Visto que o preço das casas está em forte queda e também devido às baixas taxas de juro aplicadas ao crédito habitação, hoje em dia é melhor comprar que alugar se tiver grande parte do dinheiro na mão. Isto porque é preciso ter atenção ao facto de que as taxas de juros são das mais baixas dos últimos anos com tendência a voltar à normalidade assim que a europa comece a sair da crise ( repito europa e não Portugal) mas os ordenados poderão não sofrer esse aumento (o mais certo).

Isto de recorrer ao crédito é muito bonito mas é preciso fazer bem as contas, especialmente a taxa de esforço. Não é por acaso que os bancos não emprestam dinheiro a pessoas que a prestação mensal ultrapasse 40% do ordenado dos requerentes (taxa de esforço). Mesmo assim é o que se vê.

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Visto que o preço das casas está em forte queda e também devido às baixas taxas de juro aplicadas ao crédito habitação, hoje em dia é melhor comprar que alugar se tiver grande parte do dinheiro na mão.

As taxas de juro estão de facto baixas, mas os spreads estão altíssimos. E uma casa não se paga em 2 ou 3 anos, paga-se em 30 ou 40, e pode ter a certeza que durante esse período as taxas irão subir novamente.

Claro que cada caso é um caso, e de certeza que quanto menor o valor de financiamento melhor será o negócio, mas quantas pessoas conseguem pagar este montante (ou grande parte dele) a pronto?

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As taxas de juro estão de facto baixas, mas os spreads estão altíssimos. E uma casa não se paga em 2 ou 3 anos, paga-se em 30 ou 40, e pode ter a certeza que durante esse período as taxas irão subir novamente.

Claro que cada caso é um caso, e de certeza que quanto menor o valor de financiamento melhor será o negócio, mas quantas pessoas conseguem pagar este montante (ou grande parte dele) a pronto?

Concordo plenamente que muito poucas pessoas têm 20 ou 30% do valor do imóvel que querem comprar. Para estas pessoas compensa comprar, para as restantes depende das perspectivas de futuro. Depende das perspectivas de progressão na carreira ou se por exemplo deixarão de pagar o crédito do carro, entre muitos outros exemplos.

Não esquecer também que em caso de um cliente comprar uma casa de retoma do banco, as condições de acesso ao crédito são ainda mais favoráveis. É uma questão de analisar o mercado e ver qual a melhor opção. Não esquecer que no caso de compra está a fazer um investimento mas no caso de aluguer esteve a manter um imóvel que outra pessoa irá vender e fazer algum dinheiro.

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Obrigado,

A minha questão é mesmo, se liquido os 14000 de uma vez, ou se mudo para um empréstimo com as seguintes característica:

Penhor dos 14000€

Taxa Deposito a Prazo 60 meses: 2.2%

Taxa de Empréstimo Fixo 60 meses: 3.2%

Diferencial: 1%.

Que no final das contas os juros dão quase para o empréstimo, porque os juros são capitalizáveis.

Obrigado

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