TeGuiR

Alterações no salário

4 publicações neste tópico

Olá!

Já criei um tópico, com parte deste, mas ninguém respondeu :(

Vou fazer uma alteração no meu trabalho e vou passar a receber menos. As minhas dúvidas são relativamente aos 2 "monstros": segurança social e finanças.

Segurança social: O meu escalão foi agora do nada alterado e já pedi para o reduzirem, porque estou a pagar mais que no ano passado, em que recebia mais, mas tirando isso.... se vou começar a recebr menos a meio do ano fiscal, pago sempre consoante o ano anterior? Se, por exemplo, antes recebia 1000 e agora vou passar a receber 500, pago como se ainda estivesse a receber 1000, porque era o que ganhava o ano passado?????? ou posso pedir revisão? mesmo que no ano de 2012 ainda vá ultrapassar os 10mil (já que estamos quase no final do ano)

Finanças: Em 2011 ultrapassei os 10mil e portanto tinha de "pagar" o iva, ou seja tinha de armazenar e tranferir os euros que a empresa deposita na minha conta... alterando o valor mensal, que interferira com o anual a meio do ano fiscal, o que tenho de fazer? preciso de ir ás finanças dizer que já não recebo os 10mil, embora ainda vá este ano chegar a esse valor?

é que quando comecei a ultrapassar este valor, eu nem sabia que tinha de ir avisar as finanças e paguei multa [img alt=Preocupado]http://anossavida.pt/sites/anossavida.pt/modules/smileys/packs/Yahoo!/worried.gif agora tenho de avisar o contrário, também...? mas este ano ainda vou receber mais de 10mil, mas vou passar a receber menos ainda este ano, acho...

ai, que nó.. não me devo ter explicado muito bem, mas ajudem-me!

Obrigada

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Em termos de iva:

O que conta é o total anual. Visto que está no regime normal do iva, só terá de alterar/comunicar se num determinado ano facturar menos que 10 mil, e quiser optar por ficar no regime de isenção no ano seguinte.

Em 2012, como disse, vai ultrapassar os 10 mil, logo em 2013 terá de continuar no regime normal do iva (cobrar iva), e não tem de comunicar nada às finanças.

Agora imagine que em 2013 no total global do ano factura, por exemplo, uns 6000, pode caso queira optar, pedir em Janeiro de 2014 o enquadramento no regime de isenção do iva. E depois só terá de voltar a comunicar, caso nalgum ano seguinte ultrapasse os 10 mil.

Em relação à segurança social:

A revisão do escalão é feita anualmente em Outubro, com base nos rendimentos do ano anterior. Ou seja, a revisão de Outubro de 2012 é feita com base nos rendimentos de 2011. E o escalão resultante dessa revisão vigora durante os 12 meses seguintes, até nova revisão. Mas, caso haja uma grande alteração de rendimentos durante esse período de 12 meses, pode-se requerer a reavaliação do escalão, apresentando provas.

Reavaliação da base de incidência contributiva

Se, durante os 12 meses em que produz efeitos a base de incidência contributiva fixada anualmente em outubro, o trabalhador independente verificar alterações significativas ao seu rendimento, em períodos mínimos de 3 meses consecutivos, pode requerer uma reavaliação da sua base de incidência contributiva. Esse pedido de reavaliação é efetuado, através do Mod.RV 1000/2012 – DGSS (no ponto 3.3 Reavaliação da base de incidência), só sendo aceite, desde que acompanhado do documento comprovativo dos rendimentos auferidos no período requerido, emitido pelos serviços de administração tributária e aduaneira.

Nota: Para a verificação de alterações significativas do rendimento, o documento comprovativo emitido pela administração tributária e aduaneira, deve discriminar os valores da prestação de serviços e/ou de produção e venda de bens.

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Em termos de iva:

O que conta é o total anual. Visto que está no regime normal do iva, só terá de alterar/comunicar se num determinado ano facturar menos que 10 mil, e quiser optar por ficar no regime de isenção no ano seguinte.

(...)

Agora imagine que em 2013 no total global do ano factura, por exemplo, uns 6000, pode caso queira optar, pedir em Janeiro de 2014 o enquadramento no regime de isenção do iva.

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Muito obrigada pela resposta tão completa e simples :)

Já agora, em tom de curiosidade, disse que podia optar por pedir isenção.... qual o interesse em não ter a isenção?

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Imagine numa situação em que prestava serviços sujeitos a 6% de iva. E para prestar esses serviços tinha despesas com 23% de iva.

Serviços = 800

Despesas = 300

Se o prestar sem iva (opção pela isenção), vai cobrar 800 e tem um custo total de 300 + 69 de iva = 369... dá 800-369 = 431 de lucro.

Se o prestar com iva, vai cobrar 800 + 48 e tem um custo de 300 + 69... Dá um lucro de 800-300= 500 e um crédito em iva de 69-48 = 21... O que no final representa um lucro total de 848 - 369 + 21 = 500

Mas de modo geral, para pequenos prestadores de serviços compensa certamente a isenção, porque tem muito poucos custos, e apresenta um preço final mais atractivo.

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